Natal de Velhos Amigos, ato I


Escrita porBetiza
Editada por Lelen


Capítulo 4

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

  Ainda 24 de Dezembro de 2024, Seul, Coreia do Sul:

  A música alta e as conversas animadas preenchiam a sala, enquanto DK, visivelmente afetado pelo álcool, dominava a atenção de todos. Ele fazia imitações hilárias de Seungkwan e Vernon, arrancando gargalhadas altas dos amigos. Até mesmo Woozi, sempre reservado, não conseguiu segurar o riso ao ver DK exagerar em seus passos de dança desajeitados.
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  – DK, você é uma lenda! – gritou Hoshi, batendo palmas enquanto DK fazia uma performance exagerada de um dueto imaginário.
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  – Eu sei, eu sei! – DK respondeu, rindo alto e quase derrubando o copo de ponche que segurava. – Não precisam me aplaudir tanto, por favor!
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  A sala parecia iluminada pela energia de DK, mas, eventualmente, ele começou a se afastar da multidão. Encostado em um canto, com uma taça quase vazia nas mãos, seus olhos se fixaram em %Eleonora%. Ela estava sentada perto de Mizuki e Shinae, rindo de algo que Minghao havia dito. A maneira como ela jogava a cabeça para trás, o brilho nos olhos dela, fazia DK esquecer por um momento a multidão ao seu redor.
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  Seungcheol percebeu o olhar fixo do amigo e se aproximou, encostando o ombro no dele.
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  – Você sabe que está muito óbvio, né? – Seungcheol murmurou, mantendo o tom baixo para que ninguém mais ouvisse.
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  DK piscou, tirando os olhos de %Eleonora% e tentando agir casualmente, mas o álcool em seu sistema tornava isso difícil. Ele soltou uma risada forçada.
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  – Óbvio? Do que você tá falando?
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  Seungcheol arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços.
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  – DK, você não para de olhar para ela desde que chegaram. Se continuar assim, todo mundo vai perceber.
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  A barreira de falsa indiferença de DK começou a desmoronar, e ele suspirou, passando uma mão pelo rosto.
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  – Eu sei, hyung. Eu sei. É só que... – Ele hesitou, os olhos voltando involuntariamente para %Eleonora%. – Eu não consigo evitar. Eu gosto dela, Seungcheol. Gosto tanto que chega a doer.
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  Seungcheol manteve a calma, esperando que DK continuasse.
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  – E o pior de tudo – DK prosseguiu, a voz embargada –, é que ela só me vê como um amigo. Um amigo incrível, claro. Ela disse isso hoje, antes de entrarmos aqui. Mas nada além disso.
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  Seungcheol colocou uma mão firme no ombro de DK.
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  – Você sabe que esses sentimentos só vão te machucar mais, né? Especialmente agora, com tudo o que tá acontecendo entre ela e Mingyu.
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  DK riu, mas o som estava cheio de amargura.
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  – Eu sei. E eu odeio isso. Odeio que ele teve a chance de amar ela, enquanto eu... enquanto eu fico aqui, fingindo que tá tudo bem.
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  Seungcheol suspirou, percebendo a profundidade do sofrimento de DK.
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  – Talvez seja hora de você pensar em você mesmo, DK. Não tô dizendo pra esquecer o que sente, mas talvez seja bom criar um pouco de distância. Pro seu bem.
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  DK balançou a cabeça, os olhos cheios de confusão.
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  – Eu não sei, hyung. Ela é uma das pessoas que eu mais gosto nesse mundo. Não estar perto dela... seria pior do que qualquer outra coisa.
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  Seungcheol permaneceu ao lado de DK, sem tentar dar respostas fáceis. Apenas ouvindo, sabendo que o amigo precisava desabafar mais do que qualquer conselho naquele momento. A verdade era dolorosa, mas compartilhá-la, mesmo que apenas com um amigo, parecia aliviar um pouco o peso no coração de DK.
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🎄🎄🎄🎄

  O clima de animação na festa seguia, mas DK continuava bebendo cada vez mais. As risadas deram lugar a um olhar vazio, enquanto ele encarava a taça, preenchendo-a sempre que alguém distraído deixava uma garrafa por perto.
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  Em algum momento, Mingyu percebeu a condição do amigo e decidiu intervir. Ele se aproximou de DK, tomando o copo vazio das mãos dele com firmeza.
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  – Ei, Seokmin, chega, não acha? – Mingyu disse, com uma mistura de preocupação e autoridade na voz. – A ressaca amanhã vai te bater de jeito. Você precisa de água. Vem.
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  DK tentou alcançar o copo novamente, mas Mingyu afastou-o, o que fez DK dar um passo para trás, irritado.
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  – Me solta, Mingyu. Eu sou adulto, sei o que estou fazendo. – DK falou com um tom mais elevado do que pretendia, balançando a cabeça em negação.
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  – Eu sou seu amigo, DK. Estou pensando no seu bem. – Mingyu respondeu, o tom calmo, mas firme.
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  Foi a gota d'água para DK. Ele riu sem humor, a frustração e o álcool nublando qualquer filtro que ele pudesse ter.
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  – Amigo? – DK disse, apontando para Mingyu, a voz tremendo com a mistura de sentimentos. – Se você fosse meu amigo de verdade, teria percebido antes de namorar %Eleonora% que eu sou apaixonado por ela!
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  O silêncio caiu como uma bomba no ambiente ao redor deles. Algumas pessoas próximas começaram a notar a tensão, mas ninguém ousou intervir.
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  Mingyu piscou, surpreso, a expressão vacilando entre a culpa e a incredulidade.
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  – O quê? – Ele perguntou baixinho, quase não acreditando no que acabara de ouvir.
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  – Você ouviu. – DK continuou, o tom carregado de emoção. – Eu sempre fui apaixonado por ela. Desde o começo. Mas eu fiquei quieto, porque sabia que você também gostava dela. E sabe o que é pior? Eu te apoiei, Mingyu. Mesmo sabendo que ia destruir o que eu sentia, eu fui o bom amigo que você tanto gosta de dizer que é.
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  Mingyu ficou imóvel, processando as palavras do amigo.
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  – DK, eu... Eu não sabia.
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  – Claro que não sabia! – DK interrompeu, soltando uma risada amarga. – Porque você nunca olhou ao redor. Você estava tão ocupado com ela que nem percebeu que tinha alguém aqui, do seu lado, tentando lidar com tudo isso sozinho.
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  Mingyu suspirou, tentando se aproximar novamente, mas DK deu um passo para trás.
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  – Chega, Mingyu. – DK disse, a voz cansada. – Eu não quero ouvir suas desculpas agora. Só me deixa em paz.
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  DK virou as costas, caminhando para longe, enquanto Mingyu ficou parado, o copo vazio ainda em suas mãos, com o peso das palavras do amigo ecoando em sua mente.
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  Assim que DK se afastou, cambaleando em direção ao fundo da sala, alguns dos amigos que haviam testemunhado a cena se aproximaram de Mingyu, que ainda estava parado, segurando o copo vazio com um olhar perdido.
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  Jeonghan foi o primeiro a chegar, colocando uma mão tranquilizadora no ombro de Mingyu.
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  – Ei, cara... Respira, tá? Ele tá bêbado, disse coisas que talvez nem quisesse dizer desse jeito.
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  – Mas ele quis dizer. – Mingyu murmurou, finalmente levantando os olhos para Jeonghan. – Ele falou com tanta raiva, tanta dor... E eu nunca percebi.
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  Seungcheol apareceu ao lado deles, cruzando os braços e analisando a situação com seriedade.
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  – Olha, Mingyu, o Seokmin é nosso amigo. A gente sabe o quanto ele é leal, mas talvez ele tenha guardado isso por tanto tempo que simplesmente não aguentou mais.
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  – E, convenhamos – completou Wonwoo, aproximando-se com uma calma característica –, você não podia adivinhar algo que ele nunca falou. Isso não é culpa sua.
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  Minghao, que também estava por perto, concordou com um aceno.
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  – Mas agora você sabe. E o que importa é como você vai lidar com isso daqui pra frente.
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  Mingyu balançou a cabeça, tentando absorver tudo.
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  – Eu só... Nunca quis machucá-lo, entende? Se eu soubesse... Se eu soubesse disso, talvez as coisas tivessem sido diferentes.
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  Jeonghan apertou o ombro de Mingyu.
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  – Talvez, mas o passado já foi. O importante agora é não deixar que isso destrua a amizade de vocês. Ele vai precisar de um tempo, e você também. Mas isso não significa que tudo acabou.
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  – Concordo. – Seungcheol disse, dando um leve tapa no braço de Mingyu para despertá-lo de seus pensamentos. – Por enquanto, a gente cuida dele. Você precisa se recompor também. A última coisa que precisamos é que todo mundo perceba o que aconteceu.
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  – Especialmente as meninas. – Minghao acrescentou com um tom cauteloso.
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  Mingyu suspirou profundamente e passou a mão pelo rosto, tentando se recompor.
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  – Obrigado, sério. Eu... Vou precisar da ajuda de vocês.
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  – Sempre. – Wonwoo disse, com um sorriso discreto.
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  Os amigos dividiram um olhar cúmplice antes de se dispersarem para acompanhar DK de longe, enquanto Jeonghan e Seungcheol ficaram com Mingyu, oferecendo apoio silencioso enquanto ele tentava processar o peso do desabafo de DK.
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  Seungcheol observou Mingyu se afastar com os amigos, visivelmente abalado. Ele deu um suspiro pesado e, por instinto, olhou para DK, que estava mais distante, apoiado contra uma parede. O garoto parecia perdido, a expressão tensa e os olhos um pouco embaçados pelo álcool. Seungcheol, preocupado, percebeu que era sua vez de ajudar outra vez.
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  Ele se aproximou devagar, sem pressa, para não assustá-lo. Quando chegou mais perto, DK não o viu de imediato, absorvido pela própria raiva e frustração.
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  – Ei, Seokmin... – Seungcheol chamou suavemente, a voz baixa para não perturbar o momento. – Acalma aí, cara.
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  DK virou a cabeça rapidamente, seus olhos brilhando com a mesma raiva e dor de antes. A bebida havia soltado sua língua, mas ainda havia algo mais pesado ali – a dor não resolvida de quem guardou sentimentos por muito tempo.
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  – O que você quer? – DK perguntou, tentando esconder a vulnerabilidade, mas a raiva ainda tomava conta dele.
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  Seungcheol deu um passo à frente, não se afastando, mas sem forçar. Ele sabia que DK precisava de um pouco de espaço.
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  – Quero que você respire. Eu sei que está difícil, mas o que aconteceu entre você e Mingyu não vai se resolver assim, com gritos e acusações.
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  DK olhou para o amigo, ainda em choque com o que tinha dito, mas algo dentro dele o fazia hesitar.
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  – Eu só... – DK parou, lutando com as palavras. – Eu só queria que ele tivesse visto antes. Eu amava a %Eleonora%, e ele... Ele simplesmente tomou tudo o que eu queria. Ele não percebeu, não viu que eu estava ali, sempre ali por ela.
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  Seungcheol, com sua calma habitual, colocou uma mão no ombro de DK, com firmeza, mas sem pressão.
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  – Eu entendo, Seokmin. Eu entendo mais do que você imagina. Mas o que aconteceu foi que você guardou isso para si por tanto tempo que, quando explodiu, foi do jeito mais difícil possível. E o Mingyu não sabia. Ele não podia saber se você nunca disse nada.
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  DK olhou para o amigo, tentando processar tudo. A dor ainda estava lá, mas as palavras de Seungcheol começaram a quebrar a rigidez de seu coração. Ele sabia que não era culpa de Mingyu, mas tudo parecia tão torto, tão complicado.
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  – E agora? – DK perguntou, sua voz baixa. – Como eu conserto isso?
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  Seungcheol respirou fundo, olhando para ele com compreensão.
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  – O tempo vai fazer isso, Seokmin. Mas, mais do que o tempo, você vai ter que ser honesto com ele. Diga o que sente, sem reservas, sem medo. E depois, se for o caso, vocês vão seguir em frente. Mas o que não pode acontecer é você continuar guardando isso. Eu te conheço, você não é alguém que guarda sentimentos sem explodir. Fale com ele quando a poeira baixar.
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  DK assentiu lentamente, sentindo um peso começar a se dissipar, mesmo que a dor ainda fosse grande.
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  – Valeu, Seungcheol. Eu vou tentar. Não prometo que vai ser fácil, mas vou tentar.
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  Seungcheol deu um sorriso suave e deu um tapinha nas costas de DK.
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  – Não precisa prometer nada agora. Só não se esqueça que estamos aqui para te apoiar, seja o que for que acontecer.
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  DK deu um suspiro pesado, mas pela primeira vez na noite, parecia mais calmo. Ele agradeceu silenciosamente a Seungcheol, que deu um passo atrás, deixando-o para refletir sozinho, mas sabendo que ele não estava realmente sozinho.
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  Agora, DK sabia que precisava começar a lidar com os sentimentos que tinha guardado por tanto tempo – seja com Mingyu ou consigo mesmo.
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