Modo Insano de Amar

Escrita porRay Dias
Revisada por Lelen

Capítulo 3 • O reflexo das vontades na roda-gigante

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

"Neste mundo o coração bate devagar. Nos meus braços, vamos dividir o frio. Nos meus olhos você é tudo o que eu conheço. Querida, vamos para casa."
(Angus and Julie Stone)

  Lá estávamos na roda gigante ao som de "Falling in love" do McFly tocando ainda nos fones de ouvido dela. E vocês não adivinhariam qual ideia fantástica a doidinha da %Mel% teve.
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  — Hey, %Joe%, vamos jogar nossas pipocas no povo lá embaixo?
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  — Por quê? Para nos espancarem depois? — Este comentário me renderia uma boa discussão boba que a faria se irritar em nível um.
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  Ela tinha níveis de irritação e eu conhecia todos. Assim como ela tinha caretas diferentes e também conhecia todas. Sabia cada traço dela. Quero dizer... Não todos, pois os melhores traços dela, aqueles que eu desejava conhecer desde que a vi pela primeira vez, eu ainda não podia.
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  — Nada a ver, ninguém vai saber que fomos nós, olha a altura! Qual o seu problema?
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  — E se alguém morrer?
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  — É só uma pipoca. Nós não vamos nem acertar alguém. — Eu provoquei a careta, número quatro de "Está falando sério?".
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  — Olha a altura! — eu disse remendando a voz dela minutos atrás, isso também a irritava. — Vai que um grão de milho atinge uma velocidade de 100 km/h e perfura o crânio de alguém?
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  — Eu vou enfiar essa pipoca toda na sua goela, %Joe%! — Ponto para mim.
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  Objetivo alcançado.
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  — Duvido.
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  Eu ainda queria fazê-la se avermelhar de irritação. Era uma das melhores miragens que eu tinha. Entretanto, eu realmente não acreditava que ela faria o que disse e a desafiei. Ela fez. Não como eu imaginei. Grão em grão, ela foi me alimentando com pipoca, não agressiva, mas carinhosamente. Estilo de tortura que ela domina muito bem.
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  — Se soubesse que era assim, eu teria duvidado bem mais de outras coisas antes — eu falei divertido, continuando com o meu jogo de provocar sensações.
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  — Eu não iria machuca-lo.
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  — Você não conseguiria me machucar nem se quisesse. Mas eu não me importaria de me ferir por você.
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  — Ah é? Você é um tipo de masoquista?
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  — Talvez... Só com você. Você tem tanto efeito sobre o meu coração, %Mel%, que eu não sei dizer se ele obedece a mim ou a você.
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  Ela observou meu rosto, cautelosa, e suspirou depois de passar a língua sobre os lábios. Sorri largo e peguei mais pipocas de nosso baldinho. %Mel%, ao perceber estar sem graça, desdenhou do que eu havia dito e voltou a cantarolar. Propositalmente, mas aquilo era… Paramore?
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  — "You are, the only exception...".
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  Cantava encarando-me e ainda me alimentando como um pombo. Eu sorria. Então parei para pensar no fim do namoro dela com David. Tinha uma dúvida que talvez ela não pudesse responder e não existia necessidade de eu perguntar, mas quando dei por mim, já havia tocado no assunto.
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  — Não consigo entender como David pôde trair você.
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  — Ele só não me amava — ela falou normalmente.
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  Óbvia e sem nenhuma sombra de dificuldade de citar o ex.
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  — Você é incrível demais para precisar ser amada para não ser traída. Você não deveria ser traída nunca.
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  Quando se tratava de %Melissa%, eu sempre me controlava. E naquele momento, eu tentava me controlar de novo. Mas aí eu pensei: "Para quê?". Por que esconder o que temos vontade de falar?
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  Este era o maior problema das pessoas. Este era o motivo por nem tudo dar certo para elas. Ficar escondendo as coisas não era saudável, nem divertido, muito menos agregava qualquer bom valor.
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  — Acho que o subestimei ao conhecê-lo, %Joe%... Sabe, acho que o erro entre David e eu foi termos nos conhecido com a ânsia de ficarmos juntos. Eu te vejo de modo diferente agora.
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  — O que quer dizer com isso tudo?
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  O tão incrível dom de me fazer estremecer. Por que só ela era capaz disso? O "problema" era eu, as outras garotas ou ela?
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  — Dizem que amar é sofrer. Não deveria ser assim. Deveria ser bom, feliz e pleno. O que muda são as circunstâncias humanas de amar. Os pais amam os filhos e, necessariamente, não sofrem por amá-los. Os amigos se amam e não sofrem por isso.
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  E eu já havia sacado que dali sairia alguma coisa estranha. Sentia isso. Quando ela começava assim... Sei não… Viria algo para eu desejar o meu descontrole. Mas até gostava disso.
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  — Não é o amor que faz as pessoas sofrerem, é o desejo pelo outro — afirmei em resposta a mais um pensamento aleatório dela.
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  — Você sempre me entende! Imagine um casal de amigos! — falou animada para me explicar algo.
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  — Como eu e você?
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  — Exato. Eles se adoram, na verdade se amam. Então começam a namorar.
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  — Vou imaginar outro casal. — Eu sabia que a cópia não era tão fiel.
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  — Qual é, %Joe%? Está dizendo que sou pouco para você?
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  — Não foi isso. Mas nada a ver nós dois nesta situação...
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  Tudo a ver. Tudo a ver mesmo, mas eu não poderia afirmar aquilo assim, naquele momento. Ou até poderia, mas %Melissa% me deixava inseguro quanto a nós.
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  — Não se relacionaria de outra forma comigo? — me perguntou sincera e tímida.
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  E eu me perguntava por que ela fazia isso se sabia as respostas verdadeiras?
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  — Não é isso. Mas não tem como imaginar nós nos beijando. Sei lá, %Mel%…
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  Eu já estava envergonhado ao extremo, como só ela conseguia me deixar e eu não conseguia fugir do assunto.
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  — Não acho.
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  %Melissa% parou, pensativa a me encarar como se procurasse alguma coisa no fundo dos meus olhos. Eu ficava sem ar, o que era uma contradição miserável, já que eu estava a metros do chão em uma roda gigante. Quer mais ar do que isso?
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  E então, %Melissa% beijou-me. Não foi nada muito intenso. Foi um doce selo quente e molhado. E inocente. Ela não colocou malícia naquela atitude. Fiquei perplexo. Sem palavras. E quando acabou ela só me olhou sorrindo e continuou a tese de amigos que namoram que ela constituía minutos antes.
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  — Viu? Nós nos beijamos. Nada anormal. — Sorriu, travessa e desinibida, não deu a mínima para minha perplexidade.
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  — Mas, como eu dizia…  O casal começa a namorar! Você acha que eles sofreriam por se amarem? Sendo que eram amigos antes, se conheciam, eram íntimos de alguma forma? O amor real e duradouro vem de uma relação para outra. De amigos para namorados, por exemplo, de namorados para noivos e assim por diante. Não adianta querer conhecer a pessoa e de primeira engatar um romance eterno, fiel e feliz. Não acha?
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  — %Mel%, eu tô meio sem ação. Fica quietinha um pouco... A roda parou. Vamos descer.
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  Assimilei todas as palavras dela e concordava com tudo, mas eu tinha hormônios. Não dava para usar o cérebro para respondê-la e tentar me controlar ao mesmo tempo.
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  — Está passando bem, %Joe%? O que houve?
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  Minha vontade era dizer: "Houve você! Cadê seu juízo, sua sanidade?". Mas ela nunca teve ambos. Eu não estava preparado para aquilo, embora esperasse por algo parecido há tanto tempo.
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  — Nada não, só fiquei assustado com seu beijo.
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  — Credo, e olha que isso nem foi um beijo! — Ela gargalhava.
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  Aquilo não foi um beijo?
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  Não, não foi. Mas ouvi-la dizer aquilo com ar de "você não viu o meu beijo ainda!"... Ah Deus, muito obrigado... Agora eu nem vou ficar o triplo, o múltiplo, de agarrá-la sem pudor. Mas o que me impedia de fazer isso? Além do consentimento que eu não sabia se teria? Aquela situação estava se tornando cada vez mais difícil.
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  — Perdeu o juízo? — perguntei a fim de me distrair com outras coisas.
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  — Quando eu disse que o tinha? Eu não tenho juízo e não tenho ninguém.
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  — Você não pode dizer que não tem ninguém. Você tem a mim.
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  — Você é exceção. Aquela única exceção que basta por qualquer outra... Você também tem a mim, você sabe, não é? Você me terá para sempre.
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  Narração: %Mel%

  Mais uma vez nos olhamos longamente. O beijei na mais pura inocência e falta de vergonha que tinha, mas a reação daquele toque foi intensa demais para o que eu esperava. O dia havia acabado, e eu não queria o fim. Muitas risadas, reflexões sobre este mundo — insano que se diz são — em que vivemos. Observações às pessoas que nos cercavam, olhares sinuosos entre nós, o beijo, as palavras dele para mim, as orquídeas, a brisa com as folhas de outono, o café da manhã mais simples e sensível da minha vida, a roda gigante, novamente o ousado e simples beijo, a praia com o pôr do sol que combinamos e as canções do dia, o sorriso dele.
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  Nem me cabia mais dizer a sonolência que seu sorriso causava em minhas pernas. Sonolência que eu fingia desconhecer. Fingia para manter as aparências sociais que eu tanto condenava. A quem eu queria enganar? Ele mexia com as minhas estruturas, sempre mexeu. E eu me retratava e contentava com o pouco querer do David, com uma vida sem riscos e tensões. Mas não me culpava, não havia tido ensinamento para o amor. Criada sozinha pelo mundo e buscando vencer honestamente na vida, e havia conseguido.
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  Um namoro assim... Primeiro namoro, com um belo par de olhos azuis, realmente era muito para quem nada tinha. Porém, desde o dia que aqueles cabelos bagunçados e passos apressados cruzaram a mim, na lanchonete, o David era pouco. Muito pouco de tudo o que eu esperava.
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  — No que está pensando me olhando assim? — %Joe% me fitava curioso.
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  — No dia em que nos conhecemos. Você se recorda?
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  — Como esquecer? Eu estava atrasado para minha entrevista de emprego, totalmente atrasado. Passei pela lanchonete e te vi através do vidro, mas não a percebi. Tive que voltar para vê-la novamente. Aí sim percebi você. Você e seu sorriso de "Qual é, bobão? Nunca viu uma mulher limpando mesas?".
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  — Eu pensei exatamente isso.
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  — Eu sei. Eu tive que entrar para fazer o meu pedido, que não foi atendido…
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  Começamos a nos recordar daquele dia:
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  — Então, senhor, o que vai pedir?
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  — Posso pedir você?
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  — Escuta aqui... Eu não sou vadia, falou? Sou garçonete, é diferente.
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  — Não... Você não entendeu…
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  — Vou te explicar como funciona por aqui: você entra e pega o cardápio, lê e diz o que vai querer comer. Mas tem que estar no cardápio, espertinho! Já se decidiu?
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  — Senhorita... %Melissa%? Pois bem, a senhorita não me entendeu. Não quis ofendê-la, apenas entrei para falar com você. Eu me encantei por você quando te vi. Não estou querendo parecer abusado, mas para ser sincero... Sim, eu quero você.
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  — Uau. Que decidido e cafajeste! Nunca vi maneira mais ridícula de propor um encontro.
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  — Então funcionou?
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  — Não. Você errou feio na finalização. Manteve uma boa intenção, para no fim confirmar que realmente é um cafajeste.
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  — Certo, então me veja um café enquanto me preparo para recomeçar, desta vez, decente como eu sou.
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  Ele ficou ali por tanto tempo, que até outra garçonete veio falar comigo uma hora depois:
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  — %Mel%, aquele cliente não para de te encarar e nunca vai embora. A propósito, ele é um gato!
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  — Só você mesmo, Joana. Vou levar a conta dele… — eu disse e me encaminhei. — Com licença, senhor, a sua conta.
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  — Mas eu não a pedi.
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  — Fiz o favor, me parecia atrasado quando entrou e quem sabe ainda se correr…
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  — Não, eu já perdi a entrevista e o emprego, logicamente.
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  — Bem…
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  — Olha, me desculpe, sinceramente. Eu realmente adoraria sair com você, mas estraguei tudo, não é mesmo? Acontece que ser amável quase nunca deu certo. Acho que procurei nos lugares errados.
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  — Como eu me sinto culpada por ter perdido a sua entrevista de emprego, eu o desculpo.
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  — Obrigado. Aqui está o dinheiro.
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  — Espera. Talvez possamos ser amigos. Anota o meu telefone.
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  — Eu pulei muito de alegria na esquina por ter conseguido seu telefone.
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  %Joe% me surpreendeu, saudoso e sorridente.
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  — Você nunca me disse isso... Eu gostei de você desde que o vi todo atrapalhado pela vitrine. Achei que você era um safado qualquer querendo uma hora de prazer comigo logo que você abriu a boca, mas depois, quando você se explicou, eu percebi que tinha gostado do seu jeito de menino virgem.
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  — Virgem? Eu não era virgem.
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  — %Joe%? Pra cima de mim?
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  — Está bem, eu era... Mas deixei de ser naquela semana mesmo.
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  — Então queria sair comigo e mesmo assim se deitou com outra para perder a virgindade?
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  — Eu não poderia arriscar de rolar alguma coisa entre nós e na hora eu... você sabe... fazer feio... decepcionar você…
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  — Sério?
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  — Muito sério. Pode rir da minha cara agora.
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  — Não vou rir. Por mais idiota que seja essa preocupação masculina, foi fofo. Anormal e estranho, mas fofo.
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  — Bem, já estamos chegando ao ponto de táxi. Quer que eu a acompanhe até em casa?
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  — Não quero ir pra lá. Ainda me lembro da minha personalidade vazia de antes da traição. Até o abajur da sala não tem nada a ver comigo, odeio a cor cinza e me recorda o David.
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  — E o que quer fazer, pequena?
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  — Eu... não sei…
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  — %Mel%, quer dormir lá em casa?
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  — Eu pensei nesta hipótese... "Estou com medo, tive um pesadelo, posso dormir aqui, com você?"
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Narração: %Joe%

  Novamente ela cantou uma situação. Ela ter cogitado ir dormir em minha casa, pois, acredito que era isso que ela havia pensado, me deixou extasiado. Eu não estava enganando a ninguém mesmo, nem a ela, e nem quis enganar... Eu a amo, por ora, isso basta. Chamei o táxi e fomos.
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  — Eu prometo que vou ser um bom menino.
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  — Eu sei que será... — Ela sorriu. — Me desculpe por incomodar, mas eu ainda estou meio sensível. Odiando a mim mesma por tudo e não quero te incomodar, então se não quiser que eu vá, é só dizer.
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  — Não há por que se desculpar. E você vai, senão eu nem teria convidado.
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  — Teria sim. Você ia ficar preocupado de qualquer maneira.
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  — É, eu teria.
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  Narração: %Mel%

  Era a desculpa mais deslavada que eu havia dito até então para esconder que eu o amava. Eu não estava sensível a nada, se não àquele dia. A ele. Chegando a casa dele, eu sabia que naquela noite eu deveria dizer a importância que o dia vivido significava para mim, não só por ele estar ao meu lado, mas finalmente por eu aceitar o sentimento camuflado que habitava meu coração.
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  — Vou pedir uma pizza, não almoçamos e estou morrendo de fome.
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  — Tá bom.
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  — Mas antes, vamos até o meu quarto e você escolhe umas roupas minhas. Toma um banho e se veste, tudo bem?
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  — Como quiser.
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  — Algum problema? Está tão monossilábica.
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  — Problema algum... Só pensativa...
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Narração: %Joe%

  %Melissa% estava estranha. Por ora achei que fosse só a ressaca moral batendo pela consciência de que, no dia seguinte, teria que encarar sua vida sem o David. Sua casa que lembrava ao David. Mas... aquilo era novidade, %Mel% não era de chorar sobre leite derramado. Ela era do tipo que seguia em frente. Então não podia aquela ser a causa do comportamento inseguro ao chegar lá em casa. E eu nem poderia dizer também que fosse constrangimento. Aquilo não existia entre nós.
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  Minutos após, a pizza chegou e jantamos. Ela desceu do meu quarto, bela, cabelos soltos, minha camiseta larga até seus quadris e havia colocado um short de corrida meu por baixo.
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  Definitivamente, eu sentia que faltava pouco para eu realmente falar o que sentia.
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  Narração: %Mel%

  Eu precisava falar. Havíamos jantado, e ele havia tomado banho e estava perfeito sem camisa, apenas de moletom. Lavamos a louça com assuntos aleatórios, mas o que realmente importava falar não havia sido ecoado, ele sabia que eu queria dizer algo, e eu senti que ele também.
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  — %Joe%, eu adorei o nosso dia juntos. O melhor de todos estes anos.
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  — Poxa, o melhor de todos os anos? Se livrar do David lhe fez tão bem assim?
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  — Não é isso, é que hoje percebi que te amo e não preciso esconder nada de ninguém, nem de mim e de você menos ainda.
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  — Eu também te amo, pequena.
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  — Não, %Joseph%, eu o amo mesmo, e te quero. Do mesmo jeito que você me quis quando me conheceu, porém muito mais convicta disso.
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  — Eu sempre quis ouvir isso de você, mas após tanto tempo achei melhor me desiludir.
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  — E conseguiu?
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  — Não, nem me esforcei para isso. Eu sempre amei você às escondidas. E ainda amo.
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  — Era só o que eu precisava saber.
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Narração: %Joe%

  Ela me beijou novamente, de um jeito mais quente, mais molhado e dessa vez intenso. Entrelacei-a pela cintura com um de meus braços, a outra mão eu direcionei à sua nuca e puxei seus cabelos, de uma forma voraz, mas delicada. Ela jogava com toda sua sensualidade nos movimentos, me mordiscava os lábios e acariciava meu abdômen. Estava muito claro que ambos nos desejávamos. Eu precisava daquilo. Deixar aquele clichê e discreto "pequena" de sempre para trás e começar com o que realmente deveria ser: "minha pequena".
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  Narração: %Mel%

  Ele me enlouquecia e eu a ele. Estávamos na sintonia perfeita, como se tivéssemos sido feitos um para o outro. Subimos ao quarto e, ainda aos amassos, nos deitamos na cama.
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  — %Joe%, te quero para sempre.
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  — Isto é um pedido de casamento?
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  — Entenda como preferir.
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  — Aceito... Mas eu quero uma festa linda, meu vestido com cauda e véu, todo branco e um buquê perfeito! — Eu ri divertidamente com a resposta cômica dele e ele estendeu mais reflexões: — Sabe o que é realmente insano? Depois de tanto falarmos de insanidade hoje.
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  — O quê?
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  — Saber que finalmente podemos parar de culpar o mundo pelos nossos erros e admitir que é impossível não errar na busca pela insanidade comedida.
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  — E pensar que se não buscássemos isso tudo desde que nos conhecemos, não haveríamos nos amado, e eu teria sido uma Mayra para você, e você um David para mim.
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  Momentos surreais e quentes vieram e viriam ainda mais. Daí então, eu percebi que durante todo o dia, havíamos nos declarado demonstrando em palavras o quanto nos amávamos, mas foi pelas canções, olhares e pensamentos que descobrimos isso.
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  Há quem diga que o destino se encarrega de tudo. Para nós dois, cada um se encarregava da própria história. E camuflamos um amor, adiando-o para um futuro concreto. E era por isso que nos viam como insanos, simplesmente por não termos vivido os momentos urgentes.
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  Já não me assimilava o que iria acontecer depois. Eu vivi pela primeira vez em minha vida, o meu presente. E que presente!
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  De repente percebi que não era ele muito menos eu. Éramos nós. Nós havíamos cogitado todo aquele encontro para o futuro. Porque eu sabia que amores duradouros e reais vinham de uma relação sólida, para uma relação imbatível e ele sabia que teria que esperar a nossa consolidação.
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Fim.

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Lelen

Eu amo um friends to lovers. Já foi tarde o David.
Agora o romance vai, amém.

E amei a playlist dos capítulos HAHHAAH

Ray Dias

ah Leles, obrigada por comentar, como sempre ♥ Essa história tem um lugarzinho especial no meu coração. Fico feliz que curtiu a playlist do casal ♥

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