Milagre de Natal


Escrita porGabrielle Macena
Revisada por Lelen


Capítulo Dois • Esbarrão Inesperado e Gentilezas

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

  Enquanto April vagava pelas ruas distraída, a neve começava a cair, ela estava congelando, literalmente. Caso ficasse mais vinte minutos fora de ‘casa’ morreria de frio, sem contar com a fome que sentia. April estava olhando para o chão quando esbarrou em um garoto, mas o esbarrão foi tão intenso que fez com que eles caíssem cada qual de um lado.
  — Mil desculpas. — Pediu imediatamente April completamente envergonhada; o rapaz era muito bonito. — Eu não queria ter esbarrado em você, desculpa. — Ela estava aflita demais para se dar conta de que o rapaz sorria amigavelmente para ela.
  — Ei, acalme-se. Eu entendi que foi sem querer. — April suspirou aliviada e se levantou, sendo acompanhada pelo rapaz. — Meu nome é Brad Simpson. — Ele estendeu a mão para April que ficou encarando a mão do rapaz - que se chamava Brad - como se fosse um monstro. — Está com medo de mim?
  — Não. É só que estou suja demais para cumprimentá-lo. — Falou envergonhada.
  — Não ligo para isso. — Continuou a estender a mão.
  Ela tocou a mão quente do rapaz e eles fizeram um cumprimento, um choque percorreu o corpo de ambos. Ele sorriu novamente, mas April não retribuiu, tinha vergonha dos dentes sujos e do mau hálito. Após o cumprimento April se distanciou dele, tomando o rumo de volta para casa.
  — Espere! — Brad gritou para April, que se virou voltando a atenção para ele. — Posso ao menos saber seu nome?
  — É April Lancaster.
  E assim retomou o caminho para evitar a morte. Ela havia escapado da morte por um bom tempo, não seria justo na véspera de natal que deixaria esse mundo. April apressou o passo na intenção de chegar mais rápido, mas quando estava na esquina de sua humilde residência sentiu mãos quentes em seu braço descoberto. Assustou-se e olhou para quem era.
  — Me desculpe por assustá-la. — Disse Brad. — Apenas queria saber se tem ao menos uma casa. — April confirmou com a cabeça. — Por que não fala? — April manteve-se calada, ainda que tivesse vontade de respondê-lo descentemente. — Ok, não vou conseguir fazê-la falar. Tem pais? — Ela negou. — E comida? — April não queria dizer que não, mas também não queria mentir, mesmo que fosse para um estranho isso ia contra seus princípios. Então ela negou novamente. — Deixe-me levá-la para minha casa e alimentá-la, quem sabe também posso lhe emprestar alguma roupa.
  Os olhos da jovem de pele pálida e olhos e cabelos escuros se arregalaram com a hipótese, ir à casa de um estranho, comer da comida dele e usar roupas dele parecia-lhe assustador. Talvez o medo de que ele fosse algum tipo de pessoa má que a faria sofrer mais ainda a perturbava. Brad pensou que ela estivesse com medo pelo fato de ainda segurar-lhe o braço, então o soltou depressa, causando um alívio pequeno alívio na garota, que voltou a ficar com os olhos de uma forma normal.
  — Você está com medo? — April afirmou. — Prometo não lhe machucar, só quero cuidar de você. Sei que parece estranho, mas me sinto na obrigação de fazer isso.

Capítulo Dois
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