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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Lustful Contract

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

Capítulo Oito

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  %Daisy% olhava a conta bancária ainda sem acreditar no valor que estava aparecendo na tela. Aquilo era muito dinheiro. Muito mais do que ela já havia visto na vida inteira.
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  E era só uma parte do lucro, já que o restante havia sido dividido entre ela, %Seonghwa% e %Mingi%.
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  O coração dela batia forte dentro do peito enquanto se lembrava da proposta de %Seonghwa%: “E se você fosse minha parceira?”
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  Fechou os olhos com força.
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  Aquilo era loucura! Aquele pensamento irracional, só podia ser um devaneio. Trabalhar com %Seonghwa%? Correr o risco de perder toda sanidade que ela ainda tinha? Porque ela sabia muito bem que se topasse trabalhar com ele, não seria só trabalho.
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  Nunca foi.
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  Abriu os olhos e voltou a encarar o valor na conta bancária. Aquele dinheiro todo era mais que uma tentação. Era a chance que ela tinha de viver sem preocupações financeiras num país estrangeiro que parecia não querer lhe dar nenhuma oportunidade.
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  Respirou fundo e saiu do aplicativo do banco, indo direto para a lista de contatos e buscando pelo nome “Primavera”. Um disfarce para o contato da mãe, que havia ficado na %Espanha%.
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  “Corazón!”
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  O peito de %Daisy% apertou com a voz da mãe. Havia meses que elas não se falavam. %Daisy% evitava ligar para não levantar suspeitas, para não correr nenhum risco, tanto para si quanto para a própria mãe.
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  As duas eram tudo uma para a outra, desde que %Daisy% havia nascido. O pai nunca quis assumi-la, o que era bem comum na %Espanha% e no restante do mundo. Ainda mais vinda de uma cidade pequena no interior da %Espanha%, onde todos se conheciam e deveriam se acolher.
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  Isso nunca aconteceu com elas.
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  A comunidade, que deveria tê-las acolhido depois do abandono do forasteiro que sumiu sem deixar rastros, deixou uma marca profunda no coração de %Daisy% e da mãe.
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  As duas sempre tiveram que enfrentar cochichos na praça principal da cidade, a mãe de %Daisy% sendo desrespeitada pelas outras mulheres da comunidade, convites para eventos que sempre eram “esquecidos”. Mudança de tratamento repentina, no mercado, na lavanderia, na rua de casa…
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  Fora os olhares de retaliação quando %Daisy% passava pela cidade, ou no trabalho. Trabalho esse que ela custou muito para ter… os comentários na missa, os sermões indiretos do padre.
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  Logo vieram também as crianças sendo proibidas de brincar com ela, a mãe sendo sempre chamada de “irresponsável e sem moral”, comentários baixos sempre chamando a mãe de “mulher sem marido”. E por aí vai.
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  E quando %Daisy% conheceu Alex, ela achou que mudaria toda sua história.
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  De fato, ele mudou tudo.
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  Mas não da forma que %Daisy% esperava.
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  O primeiro abuso veio em forma de comentários bobos como “eu prefiro você sem maquiagem”, depois com “roupas curtas não são para mulheres direitas como você”.
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  Daí vieram as proibições: “você não pode cortar o cabelo, eu não gosto.” “você não pode mais trabalhar, tem a mim para prover a casa, tá na bíblia.”
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  “Não precisa de amigas, você tem a mim, eu basto.”
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  Depois vieram os primeiros empurrões, o primeiro puxão de cabelo, a primeira encurralada na parede.
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  Daí vinham os pedidos de desculpa, as bolsas, as flores, os aneis caros. As promessas de mudança e as ameaças.
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  “Quem vai querer você aqui nesse buraco de mundo com a reputação que você tem? Só eu, %Daisy%.”
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  “Como você vai se sustentar sem mim? Aqui nessa cidade ninguém te emprega, porque eu não deixo. Você é minha.”
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  E aí vieram os primeiros socos, a primeira surra. A primeira relação sexual forçada.
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  %Daisy% fechou os olhos com força, afastando as lembranças.
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  “Mamá!” — %Daisy% respondeu, com a voz trêmula e embargada de emoção.
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  “Meu Deus %Daisy%! Eu estava para morrer de preocupação sem notícias suas! Temi que o pior tivesse acontecido, acredita?”
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  “No!” — %Daisy% tentou sorrir enquanto duas lágrimas teimosas de saudade desciam por suas bochechas rosadas. — “Nada de mal aconteceu, tá tudo bem! Tô inteira, tô viva!”
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  A mãe sorriu do outro lado da linha — e do continente.
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  “A vida tem sido gentil com você ai do outro lado do mundo, minha filha? E o emprego?”
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  %Daisy% engoliu seco com a pergunta da mãe.
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  “Perdi o emprego mamá. Mas já estou em busca de outro, logo logo eu consigo. O que não falta aqui é oportunidade. Só queria saber como você tem estado…”
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  A mãe suspirou pesadamente.
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  “Alex está de volta à cidade e esteve aqui em casa. Ele sabe que eu sei onde você está, e bom, me ameaçou.”
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  O sangue de %Daisy% ferveu nas veias. As mãos começaram a tremer e suar, assim como o corpo inteiro dela reagiu: os músculos tencionaram na hora. A cabeça começou a rodar e um zumbido forte no ouvido, alertando.
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  Perigo.
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  Perigo real, perigo palpável.
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  “Vou te mandar passagens aéreas para você vir para cá no mais tardar amanhã. Arruma todas as suas coisas, fecha a casa e some. Vem para cá.”
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  “Você enlouqueceu %Daisy%? Como nós duas vamos sobreviver aí?”
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  %Daisy% respirou fundo.
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  “Confia em mim. É tudo que eu te peço. Confia em mim.”
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🔥🔥🔥

  %Seonghwa% abriu a porta e deu passagem para que %Daisy% entrasse. O aquecedor ligado fez com que ela tirasse a jaqueta jeans, jogando-a sobre o sofá que ela tanto conhecia.
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  Encarou %Seonghwa% que tinha o semblante preocupado, olhando de volta para ela.
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  — Eu aceito %Seonghwa%. Se a proposta ainda estiver de pé, eu aceito ser sua parceira.
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  %Seonghwa% piscou devagar, assimilando o que ela havia dito. Passeou os olhos pelo rosto tenso de %Daisy%. A testa franzida os lábios entreabertos. Ela estava com alguma coisa na cabeça, alguma preocupação das grandes.
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  Será que os agiotas haviam voltado a ameaçá-la?
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  — Se meteu com agiotas de novo? Não né? Você é esperta o suficiente para saber que não pode se meter mais com esse tipo de gente.
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  %Daisy% balançou a cabeça em negativa. Juntou as mãos uma na outra, e disparou.
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  — Preciso trazer a minha mãe para cá, urgente. Só isso.
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  %Seonghwa% trancou a porta atrás de si e caminhou calmamente em direção à ela.
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  — E o que aconteceu? Conheço você. Senta e me explica.
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  %Daisy% não queria explicar.
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  Ela não queria mais ninguém envolvido naquela bagunça. Especialmente %Seonghwa%.
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  — Daqui a pouco o %Mingi% tá aí, se você quiser esperar ele chegar.
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  — O %Mingi%? — %Daisy% franziu ainda mais o cenho. Que inesperado.
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  — Ele veio jantar comigo, e vamos editar juntos o nosso video. Se quiser participar da edição também…
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  O vídeo. Os três juntos. Um calor se espalhou pelo corpo de %Daisy%.
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  Não era hora.
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  Quando ela ia dizer que preferia não envolver %Seonghwa% e %Mingi% naquela história, a campainha do apartamento tocou.
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  — %Mingi%! — %Seonghwa% sorriu e caminhou até a porta.
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  %Daisy%, exasperada, se jogou no sofá, com as mãos no rosto.
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  O que ela faria?
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  Nota: Mais um beco sem saída para a Daisy... o que vocês fariam?

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