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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Lustful Contract

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

Capítulo Cinco

Tempo estimado de leitura: 50 minutos

  Piscou os olhos devagar quando ouviu barulho de água corrente ecoar de maneira suave pelo cômodo, a luz suave do sol invadia o lugar pelas frestas da cortina cuidadosamente fechada.
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  %Daisy% se sentou na cama, os olhos meio abertos, meio fechados, ainda sonolenta. Procurou pelo próprio celular na cama em que estava sentada e não encontrou. Aí ela começou a despertar. A falta de reconhecimento sendo imediata. Percorreu os olhos pelo quarto em que se encontrava. “Onde eu tô, mesmo?” ela pensou antes de afastar as cobertas, o coração pulsando rápido. Olhou para si mesma e se viu vestida com a camiseta… nada mais.
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  %Daisy% fechou os olhos com força e levou a mão até a testa, como se pudesse apagar a memória das últimas horas com aquele simples gesto.
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  O calor subiu pelo peito, pela garganta, até alcançar as bochechas. Uma mistura desconfortável de constrangimento, vulnerabilidade… e uma pontinha de incredulidade.
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  "Eu deveria ter ido embora."
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  O pensamento ecoou como um alerta dentro da cabeça dela.
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  A lembrança do momento pós-banho voltou em flashes: o convite dele para ficar, o corpo cansado demais para discutir, o colchão quente, o cheiro dele impregnado nos lençois… e então, o sono vindo rápido, como uma armadilha.
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  Agora, ali, com a luz da manhã atravessando o quarto e o som do chuveiro ao fundo… a realidade caía sobre ela com força.
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  O que ela mais queria era desaparecer dali sem ser notada. Mas o corpo ainda pesado, as pernas trêmulas e a ausência de suas roupas por perto deixavam claro que não ia ser tão simples assim.
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  Engoliu seco, pressionando os dedos contra a têmpora, como se aquilo pudesse ajudar a organizar o caos que começava a se formar novamente dentro dela.
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  "Merda…"
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  A porta do banheiro se abriu, revelando um %Seonghwa% ainda molhado, com a toalha enrolada na cintura, o cabelo pingando, as gotas passeando suavemente pelo corpo definido dele que parecia ainda mais atraente pela manhã.
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  %Daisy% sentiu o ar faltar por um breve segundo.
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  Os olhos dela desceram lentamente, como se tivessem vontade própria, percorrendo o caminho das gotas que deslizavam pelo pescoço dele até desaparecerem no limite da toalha presa baixa demais na cintura.
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  Quando percebeu o quanto estava encarando, arregalou os olhos e desviou rapidamente o olhar, mexendo nos próprios cabelos como desculpa esfarrapada para disfarçar.
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  %Seonghwa%, claro, percebeu.
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  Um sorriso enviesado surgiu nos lábios dele, carregado de diversão e... um toque de malícia.
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  Ele caminhou até a cama, parando bem na frente dela. %Daisy% ainda estava sentada, com as pernas cruzadas e a camiseta dele cobrindo metade das coxas, o olhar fixo em um ponto qualquer do quarto que não fosse o corpo dele.
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  %Seonghwa% inclinou o corpo levemente para a frente, diminuindo a distância entre os dois de propósito. Sua voz veio baixa, com aquele tom grave e preguiçoso de quem sabia exatamente o efeito que causava.
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  — Dormiu bem? — perguntou, deixando a pergunta pairar por um segundo antes de completar, com um sorriso provocativo no canto dos lábios: — Quer café… ou prefere outra coisa pra despertar?
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  O coração de %Daisy% disparou de um jeito quase doloroso.
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  Ela mordeu o lábio inferior e, por um segundo, considerou várias respostas possíveis. Mas nenhuma parecia segura o suficiente.
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  Tudo o que conseguiu fazer foi rir, nervosa, e balançar a cabeça.
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  %Seonghwa% sorriu mais ainda, satisfeito com a reação.
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  Ele estava se divertindo com aquilo. E ela… talvez também estivesse, mesmo que ainda não quisesse admitir.
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  %Seonghwa% permaneceu ali, parado à frente dela por mais alguns segundos, como se estivesse se divertindo com o embaraço estampado no rosto de %Daisy%.
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  Então, sem qualquer aviso, ele se afastou com naturalidade e caminhou até o guarda-roupa aberto no canto do quarto. Puxou uma camiseta preta e uma calça de moletom, jogando-as sobre a cama, a poucos centímetros dela.
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  %Daisy% o observava de soslaio, como quem tenta fingir que não está olhando... mas está.
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  E então, antes que ela pudesse desviar o olhar de novo, %Seonghwa% segurou a ponta da toalha e, com um movimento rápido e casual, a soltou do corpo.
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  %Daisy% congelou.
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  A toalha caiu aos pés dele com uma facilidade quase ensaiada. Ele ficou ali, completamente nu, como se fosse a coisa mais comum do mundo. A segurança com que se movia fazia com que ela se perguntasse quantas vezes ele já havia feito aquilo — e a resposta era óbvia: muitas.
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  Mas nada naquilo parecia forçado. Não era exibicionismo barato. Era apenas... ele. Natural, confiante, confortável na própria pele.
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  %Daisy% virou o rosto de imediato, como se aquilo fosse protegê-la da imagem que já estava gravada com nitidez absurda em sua mente. As bochechas queimaram. O corpo inteiro respondeu de um jeito que ela odiava admitir, mas era impossível negar.
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  %Seonghwa% riu baixo, percebendo a tentativa inútil dela de parecer desinteressada.
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  — Você já viu muito mais do que isso ontem à noite… — disse ele, enquanto vestia a cueca e depois a calça, com movimentos preguiçosos e sem pressa. — Não precisa ficar com vergonha agora.
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  Ela soltou um riso nervoso, ainda de costas pra ele.
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  — Ver ao vivo assim agora… é um pouco diferente… — murmurou, como se estivesse falando consigo mesma.
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  Ele sorriu de canto, puxando a camiseta por sobre a cabeça.
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  — Se quiser olhar de novo… não vou reclamar.
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  %Daisy% balançou a cabeça, entre indignada e secretamente tentada a fazer exatamente isso.
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  — Muito convencido pra alguém que acabou de acordar — resmungou.
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  — Confiança é fundamental pra começar bem o dia — ele respondeu com um sorriso ainda mais largo, ajustando a barra da camiseta antes de caminhar de volta até ela. — E falando nisso… agora podemos tomar café.
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  Ela respirou fundo, ainda tentando fazer o coração desacelerar.
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  Talvez o mais perigoso de tudo naquela história… fosse o quanto ela começava a gostar daquela provocação constante.
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🔥🔥🔥

  Quando %Daisy% apareceu na cozinha já vestida com suas roupas, ela encarou %Seonghwa% na cozinha preparando algo.
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  Suspirou pesadamente como se tentasse mais uma vez, retirar algum peso invisível nas costas. Passou os olhos mais uma vez pela sala do apartamento de %Seonghwa% e então ouviu a voz dele:
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  — Pode se sentar. Fica à vontade %Daisy%. Tô terminando as torradas, mas na mesa já tem café, chá, suco e algumas panquecas.
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  %Daisy% comprimiu os lábios ao olhar a mesa do café da manhã já posta e tão bem organizada, com a jarra de suco, provavelmente de laranja , uma garrafa com café e a outra garrafa com o chá. Dois pratos e talheres também já estavam lá. %Daisy% engoliu seco.
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  — Todas suas parceiras de cena são tratadas assim? — %Daisy% soltou uma risada seca enquanto caminhava em direção à mesa.
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  A dúvida dela era genuína, não era uma indireta. Ela não estava sendo amarga, como se ele devesse algo a ela. Ela só se sentiu genuinamente tentada a perguntar. A reação de %Seonghwa% foi sorrir, aquele sorriso que ela já estava começando a conhecer muito bem.
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  — Não. Você está sendo a primeira.
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  %Daisy% voltou a piscar os olhos, bem devagar. Como se o cérebro tivesse travado.
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  — A primeira? — Ela perguntou baixinho, mais para si mesma do que para %Seonghwa% de fato.
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  — A primeira parceira de cena que dorme comigo, que fica pro café… eu já dormi com outras mulheres, claro. Já fiz café para outras mulheres. E homens… Mas nesse sentido… você é a primeira.
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  %Daisy% permaneceu parada por alguns segundos, encarando a mesa posta como se aquilo fosse uma informação difícil de processar.
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  A primeira.
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  Ela engoliu em seco, sentindo um calor estranho subir pelas bochechas. O cérebro tentava desesperadamente encontrar uma resposta rápida, uma piada, uma fuga… qualquer coisa que escondesse o quanto aquela frase mexera com ela.
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  Mas tudo o que conseguiu foi soltar um riso curto e nervoso.
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  — Ótimo. — disse, pegando a xícara de café só para ter o que fazer com as mãos. — Agora além de fazer um vídeo com você… também estou inaugurando a sua rotina pós-gravação.
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  Levou o café à boca, apenas para disfarçar o sorriso que teimava em nascer.
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  %Seonghwa% a observava com aquele mesmo olhar que ela já começava a decifrar: uma mistura de diversão, interesse genuíno… e algo mais, algo que ela ainda não sabia nomear.
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  — Parece que você está inaugurando algumas coisas, sim. — ele respondeu, com um tom leve, mas com uma camada de significado que ela preferiu ignorar… por enquanto.
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  %Daisy% respirou fundo, tentando reorganizar o caos emocional dentro de si.
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  — Bom… pelo menos o café tá ótimo. — disse, finalmente se sentando, os olhos fixos na xícara como se fosse a coisa mais interessante da manhã.
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  Mas, lá no fundo… ela sabia que não era o café que estava fazendo o coração dela disparar daquele jeito.
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  Era ele.
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  Sempre ele.
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  E isso, talvez, fosse ainda mais perigoso do que a dívida que ela estava tentando pagar.
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  Após alguns segundos ele saiu de trás da bancada com uma bandeja com torradas e uma geleia nas mãos.
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  — Pronto, agora sim! Tudo pronto pro café.
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  Quando os dois se encararam, %Seonghwa% sorriu, mostrando os dentes, voltando a desarmar %Daisy%, que engoliu seco e então se sentou após puxar a cadeira.
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  O começo do café foi marcado por um silêncio quase confortável… quase.
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  %Daisy% manteve os olhos baixos, concentrando-se em passar a geleia sobre a torrada com uma calma forçada, enquanto %Seonghwa% servia-se de café e mordia uma das panquecas com naturalidade.
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  Nenhum dos dois parecia saber ao certo o que dizer. Era como se as palavras estivessem ali, na garganta, mas ambas travadas por um peso invisível.
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  Por alguns minutos, o único som na cozinha era o tilintar dos talheres contra os pratos e a respiração controlada de %Daisy%, que tentava, de todas as formas, não olhar demais pra ele… de novo.
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  %Seonghwa% terminou a segunda xícara de café, recostou-se um pouco na cadeira e então, como se fosse a coisa mais comum do mundo, pegou o celular no bolso da calça de moletom.
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  Desbloqueou a tela com o polegar e abriu o aplicativo do banco com alguns toques rápidos.
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  — Não gosto de deixar pendências — comentou, enquanto os olhos ainda estavam fixos na tela.
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  %Daisy% o encarou, um pouco confusa no início, até vê-lo digitando os números. Ela prendeu a respiração sem perceber.
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  — Pronto. — ele disse, pressionando o botão de envio. — Segunda metade, como combinado.
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  O celular dela vibrou quase no mesmo instante sobre a mesa. Ela o pegou com as mãos trêmulas e abriu o aplicativo do banco. O número estampado na tela parecia grande demais para ser real.
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  O alívio veio como uma onda quente, quase deixando seus olhos marejarem de novo. Ela respirou fundo, sentindo uma parte imensa da tensão sair de seus ombros… mas junto com o alívio, veio também uma pontada incômoda no peito.
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  Era como se, com aquele pagamento, algo tivesse se encerrado. Um ciclo. O “acordo” entre eles, teoricamente… terminava ali.
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  %Seonghwa% pareceu perceber a mudança sutil na expressão dela, mas não comentou. Apenas fechou o próprio aplicativo, deixou o celular de lado e tomou um gole de suco antes de falar, com a voz mais suave agora:
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  — Hoje à tarde eu começo a editar o material de ontem.
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  %Daisy% levantou os olhos para ele, ainda segurando o celular nas mãos.
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  — E… você vai postar logo?
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  %Seonghwa% negou com a cabeça, sorrindo de leve.
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  — Nada vai pro ar antes de você assistir e me dizer o que acha. — disse com firmeza. — Você vai ter acesso ao vídeo completo antes de qualquer publicação. Se tiver qualquer coisa que não goste... a gente corta.
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  Ela assentiu devagar, absorvendo as palavras, sentindo uma mistura confusa de gratidão… e mais uma vez, aquele vazio estranho crescendo.
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  Ele era profissional. Estava apenas cumprindo o combinado. Mas por algum motivo, uma parte dela desejava que… fosse mais que isso.
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  %Daisy% largou o celular na mesa, como se, ao fazer isso, também estivesse tentando largar todo o peso da situação. Respirou fundo, alisando a barra da blusa com nervosismo.
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  — Bom… acho que é isso, né? — murmurou, sem encará-lo diretamente. — O combinado tá cumprido… o café tava ótimo… — fez uma pausa curta, olhando rapidamente em volta, como se buscasse uma desculpa invisível pra sair dali. — Melhor eu ir. Tenho coisas pra resolver.
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  %Seonghwa% permaneceu sentado, apenas observando cada pequeno movimento dela.
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  Ela se levantou devagar, pegando a bolsa que havia deixado encostada perto da porta da cozinha. Enquanto encaixava a alça no ombro, ele finalmente se moveu.
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  — Espera aí.
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  O tom da voz dele a fez congelar no lugar. %Daisy% virou-se, confusa.
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  %Seonghwa% se levantou também, com aquela calma que já estava começando a deixá-la desconcertada de tão constante.
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  — Não precisa sair correndo assim.
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  Ela arqueou uma sobrancelha.
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  — Achei que o acordo entre a gente terminava com o café.
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  Ele riu, cruzando os braços.
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  — O trabalho sim… — deu um passo em direção a ela. — Mas a companhia não.
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  %Daisy% o encarou por alguns segundos, sentindo o rosto aquecer de novo.
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  — %Seonghwa%…
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  Ele a interrompeu, levantando as mãos como quem se rendia.
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  — Relaxa. Sem segundas intenções. Só… fica mais um pouco. — O sorriso dele surgiu de novo, daquela forma suave e desconcertante que ela já começava a odiar… e a gostar, em doses perigosas. — Eu ainda tô decidindo se vou fazer um brunch… ou só fingir que sei cozinhar mais alguma coisa pra impressionar você.
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  Ela soltou uma risada baixa, surpresa pela leveza com que ele conduzia tudo aquilo.
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  — Você é sempre assim? — perguntou, cruzando os braços.
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  — Só quando quero que alguém fique.
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  %Daisy% mordeu o lábio, lutando internamente com o próprio senso de autopreservação… mas, no fim, suspirou… e largou a bolsa de volta no mesmo canto.
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  — Tá. Só mais um pouco.
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  %Seonghwa% sorriu, satisfeito.
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  — Só mais um pouco… — repetiu, como se soubesse que, no fundo… ela não ia conseguir ir embora tão cedo.
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🔥🔥🔥

  %Seonghwa% seguiu até a sala, se jogando no sofá com aquele jeito largado e confortável de quem estava totalmente à vontade no próprio espaço. %Daisy% veio logo atrás, meio sem saber onde se colocar, até que ele bateu levemente com a palma da mão no assento ao lado dele.
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  — Senta aqui.
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  Ela obedeceu, afundando no estofado com as pernas cruzadas, os dedos brincando nervosamente com a barra da blusa.
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  Por alguns segundos, ficaram apenas em silêncio, até que foi ela quem falou primeiro, quase num tom de confissão:
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  — Você sempre foi assim…?
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  — Assim como? — ele virou o rosto na direção dela, os olhos semicerrados, curioso.
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  — Desse jeito. Tão… leve. Como se nada te abalasse.
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  %Seonghwa% soltou uma risada curta, passando a mão pelos cabelos ainda um pouco úmidos.
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  — Você acha que eu sou leve?
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  — Bom… você parece ser. — Ela deu de ombros, desviando o olhar. — Trabalha com o próprio corpo, com desejos de outras pessoas, se expõe… e ainda assim, tá sempre rindo, sempre calmo. Como se tudo fosse fácil.
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  Ele respirou fundo, apoiando o braço no encosto do sofá, inclinando-se levemente na direção dela.
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  — Não é fácil. — respondeu, com a voz mais baixa agora. — Eu só aprendi a escolher o que vale o meu desgaste… e o que não vale.
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  %Daisy% virou-se para ele, interessada apesar de si mesma.
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  — Tipo?
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  — Tipo… me importar com quem realmente importa. Me abrir só quando eu quero. E manter distância de tudo que me faz mal.
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  Ela sorriu de forma triste, abraçando os próprios joelhos.
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  — Eu queria saber fazer isso.
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  — Não é uma habilidade que a gente nasce sabendo. — Ele disse, encarando-a com mais seriedade agora. — É algo que a vida obriga a gente a aprender… ou a gente quebra no meio do caminho.
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  %Daisy% mordeu o lábio inferior, o olhar perdido por um instante.
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  — Eu… já quebrei algumas vezes. — confessou num tom quase inaudível. — Saí da %Espanha%… fugi… achei que aqui seria diferente. Mas parece que o ciclo só muda de cenário.
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  — O ciclo só muda se a gente mudar as escolhas. — disse, com a voz grave e tranquila. — E você já começou.
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  Ela respirou fundo, engolindo a emoção que insistia em subir pela garganta.
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  — Às vezes, eu nem sei por que você está sendo tão… — Ela parou a frase no meio, como se não conseguisse encontrar a palavra certa.
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  — Humano? — ele provocou com um sorriso torto.
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  Ela riu, com um pouco mais de alívio dessa vez.
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  — Talvez.
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  %Seonghwa% apertou de leve o joelho dela antes de tirar a mão, respeitando o espaço.
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  — Não tô com pressa de entender você, %Daisy%. Nem você precisa ter pressa pra entender a mim.
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  Os dois ficaram em silêncio outra vez, mas dessa vez… um silêncio mais leve. Menos dolorido.
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  Como se, aos poucos, o espaço entre eles estivesse deixando de ser só físico… e começasse a ser emocional também.
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  %Seonghwa% abriu a porta do apartamento e %Daisy% então saiu do mesmo, se virando de frente para ele antes de se despedirem. Os olhares se encontraram e %Daisy% ajeitou a bolsa no ombro.
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  Havia um brilho queimando nos olhos de %Seonghwa% que %Daisy% não soube decifrar, e ela umedeceu os lábios secos com a ponta da língua.
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  — Bom, é isso! Muito obrigada… por, bom… ter me ajudado mesmo sem me conhecer. Você meio que, salvou a minha vida.
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  %Seonghwa% encostou o ombro no batente da porta, com os braços cruzados sobre o peito, ainda com aquele sorriso de canto que ela já começava a identificar como a marca registrada dele.
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  — Não precisa me agradecer por isso. — respondeu, a voz baixa e firme. — Eu só… fiz o que qualquer um faria.
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  %Daisy% soltou uma risada curta, balançando a cabeça com um pouco de incredulidade.
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  — Não. — corrigiu, olhando diretamente nos olhos dele. — Qualquer um não faria.
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  Houve um instante de silêncio entre os dois. Um segundo cheio de coisas não ditas.
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  %Seonghwa% descruzou os braços e deu um passo à frente, diminuindo um pouco a distância entre eles. Não o bastante para invadi-la, mas o suficiente para que ela sentisse o calor dele.
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  — Se você precisar de qualquer coisa… — ele começou, e então hesitou por um segundo antes de continuar — …de verdade… é só me mandar uma mensagem.
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  %Daisy% assentiu devagar, segurando a alça da bolsa com um pouco mais de força do que precisava.
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  — Eu sei.
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  Ela deu um passo para trás, como quem finalmente reunia coragem pra ir embora. Mas antes de virar completamente, se virou de novo, mordeu o lábio com leveza e, num impulso, esticou-se na ponta dos pés para deixar um beijo rápido no canto da boca dele.
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  Rápido.
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  Suave.
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  Mas que deixou os dois em silêncio por alguns segundos.
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  Quando ela recuou, os olhos de %Seonghwa% estavam ainda mais escuros, como se aquele gesto simples tivesse acendido algo nele.
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  — Tchau, %Seonghwa%. — disse ela, baixinho.
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  — Até mais, %Daisy%. — respondeu ele, com o tom carregado de mais significado do que as palavras sozinhas poderiam conter.
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  Ela desceu os degraus do prédio, sentindo o coração bater rápido no peito… e mesmo com todas as incertezas que ainda carregava, um pequeno sorriso surgiu nos lábios.
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  Porque, de alguma forma, ela sabia: aquela história… estava longe de terminar.
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  %Seonghwa% permaneceu parado na porta por alguns segundos, observando %Daisy% descer os degraus e desaparecer pela rua. Só fechou a porta depois de ouvi-la atravessar o portão do prédio.
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  Encostou-se de costas na madeira, soltando um longo suspiro, como se só agora o corpo inteiro se permitisse relaxar.
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  Passou as mãos pelos cabelos ainda bagunçados e riu, baixo e sozinho, balançando a cabeça como quem não acreditava na própria situação.
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  — Que merda eu tô fazendo… — murmurou para si mesmo.
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  Caminhou de volta até a sala, pegando a caneca de café que ainda tinha restos da bebida fria. Ficou um tempo ali, parado no meio da cozinha, encarando o vazio como se a mente ainda estivesse tentando processar os últimos dois dias.
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  %Daisy% tinha mexido com ele de um jeito estranho. Rápido demais. Forte demais. Não era o tipo de apego que ele costumava sentir. Não com parceiras de gravação. Não com ninguém, pra falar a verdade.
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  Mas tinha alguma coisa nela. Algo na vulnerabilidade que ela tentava esconder. No olhar meio perdido, meio corajoso. Na forma como ela reagia às provocações dele… tentando se manter firme, mas falhando de propósito…
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  Depois de lavar as louças usadas no café, ele foi em direção ao quarto, pegou o notebook e se deitou na cama, com o mesmo sobre o colo. Era hora de começar a editar aquele material.
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  Mas, ao invés de abrir o aplicativo de edição, ele pegou o celular e abriu a conversa com ela. Ficou encarando o nome dela na tela por um tempo. Sem escrever nada. Sem apagar nada. Apenas... olhando.
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  Ele respirou fundo, apoiou o celular na bancada e passou as mãos pela nuca, como se tentasse afastar o que estava começando a crescer ali dentro dele.
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  — Não começa com isso… — disse em voz baixa, para si mesmo.
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  Mas, no fundo, ele sabia que já tinha começado.
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  E que, dali em diante, ela não sairia tão fácil da cabeça dele.
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  O caminho de volta pra casa foi silencioso.
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  %Daisy% entrou no pequeno apartamento e, pela primeira vez em semanas, não sentiu aquela sombra sufocante no ar. Não havia medo de batidas na porta, nem o pânico irracional de ouvir passos no corredor. Não havia mensagens ameaçadoras no celular.
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  Ela largou a bolsa no sofá com um suspiro longo e aliviado.
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  Pegou o celular no bolso e, antes mesmo de tirar os sapatos, abriu o aplicativo do banco. O saldo na conta era real. O dinheiro estava ali.
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  Os agiotas haviam deixado claro na última cobrança que, com a dívida paga, o assunto entre eles estava encerrado. E, pelo visto, cumpriram a palavra. Nenhuma mensagem nova. Nenhuma ligação. Nenhuma ameaça.
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  Era como se, de repente, o chão tivesse parado de tremer sob os pés dela.
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  %Daisy% caminhou até a janela, abriu um pouco a cortina e deixou o ar frio da rua entrar. Respirou fundo, como se pela primeira vez em meses pudesse encher os pulmões sem medo.
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  Mas junto com o alívio… veio o vazio.
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  O tipo de silêncio que, ao invés de tranquilizar, fazia o peito parecer oco.
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  Ela se jogou na cama de qualquer jeito, ainda vestida. Olhou para o teto por alguns segundos, perdida nas próprias memórias da noite anterior… e da manhã que parecia já tão distante.
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  %Seonghwa%.
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  A forma como ele a olhou, como a tocou, como falou com ela no café da manhã… como a fez rir, mesmo quando ela não queria.
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  %Daisy% fechou os olhos com força e levou uma das mãos ao rosto, tentando empurrar aquelas lembranças pra longe.
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  — Idiota… — sussurrou pra si mesma, com um meio sorriso cansado.
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  Mas a verdade era que, agora que o perigo tinha passado… o que sobrava… era a saudade de algo que ela nem sabia que queria de novo.
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  E pela primeira vez em muito tempo… ela estava curiosa sobre o que viria a seguir.
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🔥🔥🔥

  %Seonghwa% estava sentado diante do computador, os fones de ouvido posicionados, os olhos fixos na tela enquanto o software de edição carregava os arquivos da noite anterior.
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  Ele girou a cadeira devagar, esticando os braços para aliviar a tensão nas costas. Respirou fundo antes de dar play na primeira sequência bruta.
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  A imagem dela surgiu na tela.
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  %Daisy%, deitada na cama dele, com a iluminação suave contornando o corpo, as pernas encolhidas, os ombros tensos. Tudo gravado cuidadosamente, do pescoço para baixo, como tinham combinado.
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  O rosto dela… não aparecia em nenhum frame. Apenas os contornos delicados da clavícula, o pescoço, os movimentos tímidos das mãos tentando cobrir o próprio corpo… e depois cedendo, aos poucos.
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  Mas, mesmo sem vê-la na tela… %Seonghwa% lembrava.
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  Lembrava com clareza do olhar nervoso dela pouco antes de começarem, dos olhos arregalados quando ele encostou a mão pela primeira vez no pescoço dela. Da forma como ela o encarou como se quisesse fugir… e, ao mesmo tempo, ficar.
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  Ele apertou os lábios ao lembrar também dos pequenos tremores que percorriam os ombros dela enquanto os toques iam ficando mais íntimos.
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  Na tela, os ângulos mostravam apenas o essencial: os beijos no pescoço, os dedos dele explorando a pele dela com calma, o arquear sutil do corpo dela em resposta, o movimento involuntário dos quadris, a respiração acelerada que o microfone captou com perfeição.
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  O áudio era claro o suficiente para que ele ouvisse cada suspiro contido, cada gemido hesitante, cada pequena confissão que o corpo dela fez, mesmo quando ela tentava lutar contra isso.
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  %Seonghwa% pausou a reprodução por um instante, esfregando as mãos no rosto, tentando afastar a lembrança da expressão dela no instante em que o prazer a dominou.
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  Aquilo… só ele tinha visto. Só ele sabia.
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  Na tela… apenas o corpo.
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  Na memória dele… ela por inteiro.
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  Ele respirou fundo, girando a rolagem do mouse para adiantar os próximos trechos. Cortou os momentos de pausa, ajustou o brilho, suavizou o contraste. A edição fluía como sempre fluía… mas a cabeça dele estava longe da técnica.
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  Quando finalizou a primeira versão, renomeou o arquivo com cuidado:
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  “%Daisy%_Cut_V1 – Private Preview Only”
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  Depois pegou o celular, e sem pensar muito, digitou:
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O vídeo tá pronto. Quando quiser assistir, me avisa.
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Nada vai ser postado sem sua aprovação. Fica tranquila.”
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  Ele apertou "enviar"… mas o nome dela continuou na tela.
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  Assim como ela… continuava viva na cabeça dele.
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  O celular vibrou sobre a mesinha de cabeceira, tirando %Daisy% de seus pensamentos. Ela tinha passado os últimos minutos deitada de lado, encarando a parede como se esperasse que alguma resposta surgisse do teto.
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  Ela esticou a mão e pegou o aparelho.
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  A notificação era dele.
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%Seonghwa%:O vídeo tá pronto. Quando quiser assistir, me avisa. Nada vai ser postado sem sua aprovação. Fica tranquila.”
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  %Daisy% ficou encarando a mensagem por alguns segundos, o polegar pairando sobre a tela, sem coragem de abrir a conversa de verdade.
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  O estômago revirou. O simples pensamento de se ver naquela situação… de se assistir daquele jeito… fazia o corpo dela arrepiar. Não de vergonha apenas… mas de medo de como se sentiria ao ver o próprio desejo estampado em cada movimento, mesmo sem mostrar o rosto.
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  Ela respirou fundo, mordeu o lábio e abriu o teclado. Começou a digitar uma resposta, apagou. Tentou de novo… apagou de novo.
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  Fechou os olhos com força e, antes que pudesse mudar de ideia, digitou:
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Eu… posso assistir com você? Não sei se tenho coragem de ver sozinha.”
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  Mandou a mensagem antes de pensar duas vezes.
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  O coração disparou. As mãos gelaram.
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  A resposta dele veio quase instantânea.
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%Seonghwa%: “Claro. Quando quiser. Pode vir agora, se quiser.”
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  %Daisy% sentiu o peito apertar… mas ao mesmo tempo… um certo alívio por não ter sido recusada.
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  Ela se levantou, pegou a bolsa, calçou os tênis com pressa e, antes que pudesse racionalizar demais… já estava descendo os degraus do prédio, rumo ao apartamento dele de novo.
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  Sem saber exatamente o que a assustava mais…
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  Ver o vídeo… Ou revê-lo.
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  %Daisy% subiu os degraus do prédio com o coração acelerado como se estivesse prestes a cometer algum crime… ou a pular de um penhasco.
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  Quando %Seonghwa% abriu a porta, ele já estava vestido da mesma forma que ela havia o deixado pela manhã — calça de moletom cinza e uma camiseta larga preta. O cabelo um pouco bagunçado, como se também tivesse passado os últimos minutos entre pensamentos demais e concentração de menos.
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  O sorriso dele surgiu assim que os olhares se encontraram.
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  — Achei que você fosse desistir — ele comentou, abrindo mais a porta para ela passar.
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  — Quase desisti mesmo — ela respondeu, com um sorriso nervoso, enquanto ajeitava a alça da bolsa no ombro.
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  Ela entrou devagar, como se fosse a primeira vez que colocava os pés ali… mas a memória do que aconteceu naquele recinto… a golpeou de imediato.
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  %Seonghwa% percebeu a hesitação dela e, como sempre, manteve o tom leve.
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  — Tá com fome? Quer alguma coisa pra beber antes?
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  — Não… obrigada. — Ela se sentou na ponta do sofá, como se pudesse sair correndo a qualquer momento. — Vamos… vamos só assistir logo. Antes que eu mude de ideia.
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  Ele assentiu com um sorriso discreto e caminhou até a escrivaninha, onde o notebook já estava aberto e o vídeo pronto na timeline de edição.
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  Conectou o aparelho à TV da sala, para que ela pudesse ver melhor.
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  — Lembrando que… — ele disse, enquanto ajustava o volume — …se em qualquer momento você quiser parar… ou se quiser que eu delete… é só falar.
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  Ela assentiu, abraçando os joelhos contra o peito no sofá.
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  Quando ele deu o play, a tela preencheu-se com a imagem dela… ou melhor, com a imagem do corpo dela. Do pescoço para baixo.
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  A iluminação era suave, a edição deixava tudo com um ar quase cinematográfico… e mesmo sem o rosto, ela se reconheceu. No jeito de mexer as mãos. No movimento das pernas. Na forma como o peito subia e descia em busca de ar.
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  Os primeiros toques dele surgiram na tela. Os beijos no pescoço, as mãos explorando a pele dela, as reações involuntárias que ela mal lembrava de ter deixado escapar.
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  %Daisy% sentiu o rosto esquentar, os olhos marejarem, sem saber se era por vergonha, por emoção ou pela mistura dos dois.
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  %Seonghwa% estava ao lado dela, sentado no sofá, em silêncio, atento à reação dela mais do que ao vídeo.
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  Quando a respiração dela acelerou visivelmente, ele esticou o braço e pausou o vídeo.
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  — %Daisy%… — chamou, a voz baixa. — Tá tudo bem?
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  Ela respirou fundo e, depois de alguns segundos, assentiu.
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  — Tá… é só… estranho. Me ver assim.
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  Ele esperou um pouco antes de perguntar:
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  — Quer continuar?
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  Ela virou o rosto devagar pra ele, os olhos ainda brilhando de emoção contida.
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  — Quero. Mas… — fez uma pausa, mordendo o lábio. — Só se você ficar aqui. Do meu lado. O tempo todo.
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  %Seonghwa% sorriu de leve, inclinando-se um pouco mais na direção dela, diminuindo a distância entre os dois.
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  — Eu não ia a lugar nenhum, de qualquer forma.
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  E então, com um pequeno suspiro de coragem, %Daisy% encostou o ombro nele. Só um pouco… mas o suficiente para que, naquele momento, o vídeo na tela parecesse o detalhe menos importante entre os dois.
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  %Seonghwa% apertou o play novamente, e a imagem voltou a se mover na tela.
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  %Daisy% sentiu o corpo inteiro enrijecer no sofá quando a sequência seguinte começou.
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  Ela assistiu, em silêncio, enquanto via as mãos dele explorando seu corpo… os beijos lentos descendo por sua pele… os toques que, naquela noite, fizeram seu mundo girar de um jeito que ela ainda mal sabia explicar.
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  Mesmo sem mostrar o próprio rosto, ela sabia exatamente o que estava sentindo em cada segundo que passava na tela. Lembrava da respiração acelerada, dos arrepios, dos suspiros que, agora, ecoavam através das caixas de som com uma nitidez que fazia a pele dela formigar.
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  Do lado dela, %Seonghwa% também parecia mais tenso.
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  Os ombros dele, antes relaxados, agora estavam um pouco mais rígidos, e o peito subia e descia com mais força.
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  Ele mexia os dedos de leve, como se lutasse com o próprio autocontrole enquanto assistia às próprias mãos se movendo pelo corpo dela… e lembrava da sensação real da pele dela contra a dele.
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  Quando a cena avançou para o momento em que ela se arqueava sob ele, o quadril buscando mais contato, %Daisy% prendeu a respiração de forma involuntária.
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  %Seonghwa% percebeu.
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  Virou o rosto devagar na direção dela.
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  Os olhares se encontraram.
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  A tensão elétrica entre os dois parecia preencher o ar.
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  Ela estava com os lábios entreabertos, o olhar perdido entre o embaraço e o desejo, as bochechas coradas e o peito subindo e descendo com dificuldade.
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  %Seonghwa% não pensou duas vezes.
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  Inclinou-se, fechando a distância entre eles.
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  A mão dele foi direto para a lateral do rosto dela, os dedos quentes envolvendo a mandíbula com uma firmeza controlada. O toque foi direto, decidido… mas ao mesmo tempo, cheio de intenção contida.
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  E então, os lábios dele encontraram os dela.
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  O beijo começou como uma explosão abafada. Nada delicado, nada tímido. Era fome acumulada, desejo represado… e a urgência de dois corpos que já sabiam como era se tocar… mas agora queriam sentir de novo.
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  %Daisy% soltou um som baixo contra a boca dele, como se a surpresa e o alívio se misturassem.
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  As mãos dela subiram instintivamente, agarrando a barra da camiseta dele, puxando-o com mais força, como se quisesse reduzir a distância ao mínimo possível.
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  %Seonghwa% respondeu no mesmo ritmo.
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  Sua língua buscou a dela com facilidade, aprofundando o beijo, sem dar espaço para hesitação.
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  O ritmo escalou rápido, como se o controle que os dois tentavam manter desde o café da manhã tivesse simplesmente… explodido.
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  %Seonghwa% a puxou com mais firmeza, virando o corpo de leve para que ela deslizasse do sofá e caísse sentada em seu colo, com uma das pernas de cada lado da cintura dele.
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  %Daisy% gemeu contra os lábios dele, sentindo o corpo dele já tão quente e firme debaixo do dela, a excitação evidente através da calça de moletom.
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  As mãos dele desceram pela cintura dela, subindo por dentro da blusa, os dedos espalhando-se pelas costas nuas.
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  Ela moveu o quadril involuntariamente sobre ele, sentindo o contato duro contra seu centro e arfando com a sensação.
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  O vídeo continuava rodando na tela, mas naquele momento… nenhum dos dois estava prestando atenção.
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  O único som que parecia preencher a sala agora era o da respiração acelerada deles… e o barulho dos beijos cada vez mais desesperados, mais famintos… como se o mundo pudesse acabar naquela sala… e tudo o que importasse fosse aquilo.
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  %Seonghwa% se afastou só o suficiente para olhar nos olhos dela, a respiração dele quente e irregular contra a boca dela.
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  — Me diz se eu tiver indo rápido demais… — ele sussurrou, a voz rouca, os olhos pesados de desejo.
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  %Daisy% balançou a cabeça, segurando o rosto dele com as duas mãos.
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  — Não… — respondeu, ofegante. — Não tá.
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  E então… o beijo recomeçou.
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  Ainda mais intenso.
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  Ainda mais inevitável.
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  O beijo entre eles continuou, ganhando uma urgência nova, mais crua, mais real. Sem roteiros. Sem gravação. Sem a necessidade de controlar ângulos ou esconder rostos. Era só desejo puro… e a vontade que os dois tinham de se tocar de novo.
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  Assim que a camiseta caiu no chão da sala, ele percorreu o olhar pelo corpo dela como se estivesse vendo pela primeira vez. Mesmo depois de já ter tocado nela, beijado cada pedaço da pele… a sensação agora era diferente. Mais livre.
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  As mãos dele passaram pelos ombros dela, descendo pelas laterais, como se quisesse mapear cada centímetro novamente.
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  %Daisy% gemeu baixinho quando sentiu os dedos dele deslizando pela base das costas, até alcançar o fecho do sutiã.
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  Com um movimento ágil, ele o abriu, fazendo a peça se soltar com facilidade.
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  %Seonghwa% puxou as alças devagar, deixando o tecido cair junto da camiseta, revelando os seios dela outra vez.
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  Mas agora… ele podia olhar.
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  De verdade.
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  Sem limites.
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  O olhar dele se demorou nas tatuagens abaixo dos seios dela. As palavras que ele já tinha beijado… agora pareciam ainda mais bonitas à luz suave da sala.
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  Ele se inclinou, passando os lábios pela pele marcada por tinta, primeiro sob a palavra "DIVINE", depois descendo até "be lilith. never eve."
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  %Daisy% estremeceu inteira, o corpo curvando em direção a ele como se não tivesse escolha.
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  As mãos dele subiram até os seios, os polegares acariciando os mamilos com uma lentidão que a fez arfar contra os ouvidos dele.
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  Ela cravou os dedos nos ombros dele, sem saber se queria puxá-lo mais ou se afastar para recuperar o fôlego… mas o corpo já tinha escolhido por ela.
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  %Seonghwa% começou a distribuir beijos quentes e úmidos pelo colo dela, enquanto as mãos desciam, explorando a cintura, os quadris, até alcançar o cós da calça que ela usava.
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  Ele a encarou por um segundo, como quem pedia permissão sem precisar de palavras.
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  %Daisy% assentiu com a cabeça, mordendo o lábio inferior, os olhos já turvos de desejo.
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  %Seonghwa% desabotoou a calça com movimentos lentos, arrastando o tecido pelas coxas dela até os tornozelos. Ela levantou o quadril pra ajudar, sem pensar.
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  Ele deixou a peça cair no chão junto das outras e, por um instante, parou só pra observá-la ali, de calcinha, com a pele quente, os cabelos bagunçados, os olhos meio fechados de desejo.
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  %Seonghwa% passou a ponta dos dedos pela lateral da coxa dela, subindo até o quadril.
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  E então, sem perder tempo, deslizou a mão até o centro da calcinha, pressionando levemente sobre o tecido.
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  %Daisy% arfou alto, o quadril reagindo ao toque imediato.
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  — Ainda tão molhada quanto ontem… — ele sussurrou contra o pescoço dela, a voz baixa e grave, enquanto os dedos faziam movimentos circulares, provocando-a cada vez mais.
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  Ela gemeu em resposta, as mãos agarrando a barra da camiseta dele, puxando-o com mais força.
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  — Tira isso. — ela pediu, com a voz rouca, referindo-se à camiseta que ele ainda usava.
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  %Seonghwa% sorriu contra a pele dela e, com um único movimento, puxou a própria camiseta por sobre a cabeça, jogando-a em algum lugar da sala.
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  O tronco definido dele ficou exposto, o calor da pele dele contrastando com o frio do chão de madeira sob os pés dela.
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  Ele voltou a beijá-la com fome, agora com os corpos colados, peito contra peito, calor contra calor.
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  Quando ela moveu o quadril de novo, sentindo a rigidez dele através da calça de moletom, %Seonghwa% soltou um gemido baixo, quase gutural.
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  A mão dele voltou para a barra da calcinha dela, e dessa vez, sem hesitação, ele puxou a peça para baixo, arrastando-a até deixá-la completamente nua diante dele.
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  Ela não teve tempo de sentir vergonha. As mãos dele voltaram às coxas, afastando-as com facilidade enquanto ele explorava a pele dela com beijos demorados.
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  %Daisy% gemeu alto quando sentiu os lábios dele descendo pelo seu corpo, beijando a parte interna das coxas, subindo devagar… até que a boca dele a envolveu de um jeito que fez o corpo dela arquear em resposta.
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  O prazer veio rápido, intenso, arrancando dela suspiros entrecortados e gemidos abafados pelas próprias mãos.
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  %Seonghwa% não parou até sentir o corpo dela estremecer de novo, até ela perder completamente o controle dos próprios movimentos.
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  Quando ela relaxou contra o sofá, completamente entregue, ele se levantou, os olhos escuros, dilatados, e a respiração dele tão descompassada quanto a dela.
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  Sem tirar os olhos dela, abriu o próprio moletom e empurrou a calça junto com a cueca de uma só vez, deixando-se completamente nu também.
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  Se aproximou dela outra vez, segurando-a pela cintura e a puxando para o colo dele no sofá, as mãos firmes, o olhar grave, carregado de desejo.
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  — Me diz se quiser parar… — ele murmurou, encostando a testa na dela.
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  %Daisy% apenas segurou o rosto dele com as duas mãos, puxando-o para um beijo desesperado, ofegante, cheio de tudo o que ela já não conseguia mais guardar.
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  Sem esperar mais, %Seonghwa% a ergueu de leve e, com um único movimento firme, a puxou para si, preenchendo-a por completo.
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  Ambos gemeram contra os lábios um do outro.
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  Dessa vez… não havia câmeras.
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  Não havia roteiro. Não havia acordo. Era só eles dois.
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  Carne.
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  Pele.
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  Desejo.
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  E uma conexão que, a cada segundo… ficava cada vez mais difícil de ignorar.
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