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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Lustful Contract

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

Capítulo Três

Tempo estimado de leitura: 32 minutos

  Passou os olhos sobre os comentários deixados no último vídeo postado e sorriu satisfeito com as pessoas elogiando o trabalho e claro, com a quantidade de gente que havia pagado por mais.
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  A prévia dos vídeos sempre era postada de forma gratuita, mas se as pessoas que consumiam seu conteúdo quisessem a versão completa e mais detalhada precisavam pagar. E por sorte hoje em dia muitas pessoas novas estavam adquirindo a assinatura. Então ele sempre tinha o que fazer, afinal de contas ele precisava manter o público que já tinha e conquistar novos, e para isso precisava produzir muito.
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  80% do seu público era feminino, especialmente estrangeiras. Para esse tipo de público os vídeos produzidos e que eram mais consumidos eram os que ele estava sozinho, se tocando e conversando com quem assistia, numa espécie de “masturbação guiada”, claro que as mulheres também adoravam vê-lo com outra mulher também, e ele conseguia algumas parcerias vira e mexe.
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  15% eram homens assumidamente gays que também consumiam muito seus vídeos sozinho e os que ele gravava com outros homens esporadicamente. Sim, isso mesmo: naquele nicho do entretenimento adulto se você se prendesse exclusivamente em conteúdos heteronormativos poderia perder dinheiro e ele sempre gostou de dinheiro, então porque não?
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  E outros 5% eram os homens héteros que consumiam basicamente apenas conteúdo que ele postava com outras mulheres.
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  Ultimamente, os comentários em seus vídeos estavam cada vez mais lotados de um tipo específico de pedido:
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  "Quando vai gravar com uma estrangeira?"
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  "Imagina um vídeo com uma ocidental? Ia ser um estouro!"
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  "Deixa a gente ver esse contraste, %Seonghwa%!"
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  E ele sabia exatamente o motivo por trás disso.
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  Com um público majoritariamente feminino e estrangeiro, era natural que essas mulheres quisessem se ver representadas, ou até mesmo fantasiassem estar no lugar da parceira do vídeo. Era uma forma de se imaginar naquela situação — no toque, no ritmo, no contraste entre culturas, corpos e idiomas. Uma curiosidade que ele entendia e, claro, pretendia explorar.
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  Muitas seguidoras se “voluntariavam” nos comentários e mensagens privadas, dizendo que topariam gravar com ele se estivessem na Coreia. Outras mandavam apenas sugestões ousadas, quase sempre anônimas, mas com detalhes o suficiente para ele perceber o quanto estavam interessadas.
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  Mas ele não queria qualquer uma.
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  Por isso mesmo, %Daisy% tinha surgido como um raio inesperado — uma estrangeira já ali, em solo coreano, misteriosa, vulnerável, e com um motivo urgente para aceitar. A química não era algo que se forçava, e por mais que ela ainda estivesse hesitante, ele sentia que havia potencial ali. Algo genuíno. Algo que as câmeras captariam com força.
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  %Seonghwa% passou a mão pelo queixo, pensativo.
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  Mas ele precisava de uma resposta. Logo.
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  Se %Daisy% não topasse em breve, ele teria que considerar outras opções — talvez até bancar uma parceira de fora, como algumas agências sugeriram. Mas isso custava tempo, dinheiro e, pior, envolvia logística demais.
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  E ele não tinha paciência para logística.
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  A verdade é que o nome de %Daisy% já estava ficando preso na mente dele mais do que deveria. E isso… era um problema.
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  No mesmo instante em que %Seonghwa% passava os olhos pelos comentários em seu último vídeo, pensando na resposta de %Daisy% que ainda não havia chegado, ela estava em seu apartamento, deitada no colchão fino, encarando o teto com os olhos arregalados.
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  O som do interfone ecoou no ambiente silencioso, fazendo seu corpo pular como se tivesse levado um choque. Ela não esperava ninguém. E sabia que, quando não se espera... é porque o pior vem.
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  Com o coração acelerado, ela se arrastou até o interfone e apertou o botão com os dedos trêmulos.
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  — Quem é? — a voz dela saiu falha.
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  — Você sabe quem é, docinho — respondeu uma voz masculina, arrastada, como se se divertisse com o pânico dela. — Dois dias, lembra? Hoje conta. Tô só passando pra avisar que a gente não esquece. Nem perdoa. E se não tiver o dinheiro… amanhã você acorda com menos dentes.
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  O clique do interfone sendo desligado soou como um tiro no peito de %Daisy%.
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  Ela recuou, cambaleando até o sofá, onde desabou em silêncio. O medo corroía tudo. A garganta apertada, o estômago revirando. Ela tentou conter as lágrimas, mas elas vieram mesmo assim, quentes e silenciosas.
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  Foi então que viu o celular sobre a mesinha.
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  O nome dele ainda estava salvo: %Seonghwa%.
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  Ela pegou o aparelho com as mãos tremendo e, por um segundo, hesitou. Pensou no que aquilo significava. Em como não era o que ela queria, mas era o que ela precisava.
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  Porque, naquele momento, entre morrer nas mãos de agiotas e gravar um vídeo que não mostraria nem o rosto... a decisão estava feita.
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  Ela respirou fundo, digitou a mensagem com os dedos trêmulos e apertou “enviar”.
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%Daisy%: Eu topo.
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  Mal sabia ela que, do outro lado da cidade, assim que a notificação apareceu na tela do celular, %Seonghwa% não conseguiu esconder o sorriso de canto que surgiu em seus lábios.
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  Finalmente.
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🔥🔥🔥

  %Seonghwa% não perdeu tempo.
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  Poucos segundos depois de ler a mensagem, ele já estava digitando a resposta com precisão e objetividade.
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%Seonghwa%: Ótimo. Já deixei tudo preparado. Podemos nos encontrar hoje mesmo?
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%Daisy%: Sim. Só me diga o lugar.
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  Em menos de uma hora, estavam sentados novamente à mesma mesa da cafeteria em que se viram pela primeira vez. Mas dessa vez, %Daisy% estava mais alerta, embora ainda trêmula. Tinha o casaco fechado até o pescoço, e as mãos entrelaçadas sobre o colo. %Seonghwa%, por outro lado, estava calmo — profissional até demais para alguém prestes a fazer uma proposta tão íntima.
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  Ele abriu a mochila que trazia consigo e retirou uma pasta transparente e de dentro dela, duas vias do contrato, e uma caneta.
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  — Como eu te disse, tudo será feito com clareza. Nada de surpresas. Aqui está o contrato que diz exatamente o que vai acontecer, os limites definidos, o pagamento, os direitos de imagem — ou, no seu caso, a ausência deles.
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  Ele empurrou o documento na direção dela.
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  — Eu li e reli — continuou — com minha agência e advogado. Está tudo legalizado. Você não será identificada. Nada de rosto, nomes, localização, nada. O foco é no corpo, no toque, na conexão. E você pode parar a qualquer momento.
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  %Daisy% pegou os papeis com mãos hesitantes e começou a ler. O contrato era direto. Especificava que ela teria controle sobre o que aconteceria, que nenhuma imagem seria publicada sem o consentimento final dela, que o pagamento seria feito antes da gravação. E ali, com letras bem visíveis, estava o valor: 6.000.000₩.
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  — Isso… isso é bem mais do que eu devo. — ela sussurrou, os olhos marejando novamente.
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  %Seonghwa% assentiu.
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  — Porque eu não quero que você se sinta comprada. Quero que você sinta que está fazendo isso com dignidade. Você não me deve nada depois. O valor cobre a gravação e o seu silêncio.
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  Ela mordeu o lábio e continuou lendo cada cláusula, com a respiração pesada. Quando chegou ao fim, ergueu os olhos para ele.
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  — E você também assina?
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  — Claro. — Ele puxou a outra via. — Aqui está a minha. Já assinada. Quando você estiver pronta, assina a sua também.
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  %Daisy% pegou a caneta, hesitou por um último segundo… e então assinou.
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  O nome dela, escrito em letras firmes, foi a confirmação de que não havia mais volta.
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  %Seonghwa% recolheu os papeis com cuidado e os guardou na pasta.
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  — Vamos fazer isso do jeito certo. Você vai ver.
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  %Daisy% apenas assentiu, engolindo em seco. Ainda não sabia o que sentir — alívio, medo, ou ambos ao mesmo tempo.
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  Mas agora… tudo estava em movimento.
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  Após os dois assinarem os contratos e %Seonghwa% guardar sua via na pasta, ele se recostou na cadeira e observou %Daisy% por um instante. Ela ainda parecia tensa, mas havia algo diferente em seu olhar — talvez determinação.
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  — Podemos fazer isso ainda hoje, se você se sentir pronta — ele disse com calma. — Quanto mais rápido, melhor pra você. E pra mim também.
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  %Daisy% hesitou por alguns segundos, mas acabou assentindo.
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  — Hoje à noite, então.
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  — Te mando o endereço mais tarde. É perto do centro. Apartamento discreto, sem movimentação suspeita.
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  Ela assentiu novamente, silenciosamente. %Seonghwa% entendeu que não precisava dizer mais nada naquele momento. Então se levantaram e se despediram com um breve aceno de cabeça.
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  — Se cuida, %Daisy%.
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  — Você também.
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  Ao chegar em casa, %Daisy% jogou a bolsa no sofá e soltou o corpo ali mesmo, tentando respirar fundo, mas foi interrompida por uma notificação no celular.
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  Era uma mensagem dele.
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%Seonghwa%: Acabei de transferir metade do valor como garantia. Confere aí. É pra você pagar parte da dívida e respirar melhor. O restante você recebe assim que a gravação terminar. Te mandei também o endereço e o horário combinado.
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  Ela arregalou os olhos e abriu o aplicativo do banco. A quantia estava lá. 3.000.000₩.
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  %Daisy% levou a mão à boca, surpresa com a pontualidade e… a confiança. Ele não precisava ter feito aquilo. Mas fez.
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  Em poucos minutos, ela havia feito a transferência para a conta dos agiotas — não toda a dívida, mas uma boa parte. O suficiente para comprar tempo.
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  Pela primeira vez em semanas, sentiu o peito um pouco menos esmagado.
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  Sentada na beira da cama, com o celular ainda nas mãos, a curiosidade bateu mais forte do que o medo.
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  Ela digitou o nome dele na aba de pesquisa da plataforma de vídeos adultos que ele havia mencionado por alto durante o encontro.
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  Sentada na beira da cama, com o celular ainda nas mãos, a curiosidade bateu mais forte do que o medo.
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  Ela digitou o nome dele na aba de pesquisa da plataforma de vídeos adultos que ela havia lido por alto no contrato.
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  Não demorou para o perfil aparecer. A imagem de capa era discreta, sensual sem ser vulgar. Tinha milhares de seguidores. E os vídeos, todos bem produzidos, com iluminação suave, estética limpa e uma energia que ela não esperava.
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  %Daisy% clicou em um dos vídeos gratuitos. Era ele, sozinho, olhando direto para a câmera. A forma como falava, como se estivesse conversando com quem assistia, era íntima… cativante.
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  Ela engoliu em seco, sentindo um calor estranho subir pelo corpo.
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  — Merda… — sussurrou.
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  Agora ela entendia por que tanta gente pagava por aquilo.
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  E essa noite, seria ela do outro lado da câmera com ele.
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🔥🔥🔥

  O vagão do metrô balançava suavemente, mas o coração de %Daisy% parecia muito mais instável do que qualquer movimento do trem. Ela estava sentada perto da janela, com os fones no ouvido, embora nenhuma música tocasse. Era só uma forma de se proteger do mundo ao redor, de fingir uma calma que não existia.
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  O celular estava guardado na bolsa, mas as imagens que havia visto mais cedo continuavam rodando vivas na mente.
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  Ela tentou se concentrar em qualquer outra coisa — nas luzes que passavam pela janela, nos rostos cansados à sua frente, na voz automática que anunciava a próxima estação — mas tudo levava de volta a ele.
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  %Seonghwa%.
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  A forma como ele olhava para a câmera. Era como se, por alguns minutos, tivesse olhado diretamente para ela.
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  Seu tom de voz baixo, carregado de intenção. As palavras escolhidas com cuidado, como se estivesse conduzindo quem assistia a uma fantasia montada sob medida. Não havia vulgaridade. Era sensualidade crua e confiante.
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  O modo como suas mãos deslizavam pelo próprio corpo, os sussurros, o controle absoluto sobre cada movimento… aquilo mexeu com ela de um jeito que ela não esperava — e não queria admitir.
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  Era diferente de tudo que já tinha visto.
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  Ela mordeu o lábio e apertou as coxas discretamente, como se seu próprio corpo estivesse começando a reagir só de lembrar. O calor em sua pele crescia, e ela tentou inspirar fundo.
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  Não era só vergonha ou nervosismo.
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  Era algo mais profundo.
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  Um tipo de antecipação.
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  Ela não sabia o que a esperava naquela noite, mas uma parte dela… queria saber.
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  O sol já havia desaparecido no horizonte quando %Daisy% chegou ao endereço enviado por %Seonghwa%. O prédio era discreto, limpo, com aparência moderna e tranquila — nada que chamasse atenção. Um homem comum não imaginaria que, atrás de uma daquelas portas, conteúdos íntimos e desejados por milhares estavam sendo gravados.
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  Ela parou em frente a portaria do prédio e apertou o número do apartamento dele no interfone. A voz dele dizendo que estava descendo logo foi ouvida por ela.
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  Quando ele apareceu, vestindo uma calça preta e uma camiseta simples, lisa e da mesma cor da calça, %Daisy% não conseguiu evitar de passear os olhos rapidamente pelo corpo dele, se lembrando sem querer de como ele era sem aquelas roupas. Umedeceu os lábios e engoliu seco.
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  — Oi — disse ele, cabelo um pouco bagunçado, como se tivesse acabado de sair do banho. — Entra.
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  Ela atravessou o pequeno portão de grades marrom e então mordeu o lábio sentindo o estômago revirar de nervosismo. Eles caminharam juntos até o elevador e entraram. Silêncio. Chegaram ao andar dele e %Daisy% o seguiu até o corredor que levava ao apartamento de número 200.
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  %Daisy% entrou devagar, olhando ao redor. O apartamento era impecavelmente organizado, com tons neutros, iluminação aconchegante e um aroma suave no ar. Tudo era muito… normal. Quase reconfortante.
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  — Quer beber alguma coisa antes? Água, suco, chá… vinho? — ele ofereceu, fechando a porta atrás dela.
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  — Água, por favor — respondeu com a voz baixa, mas firme.
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  %Seonghwa% foi até a cozinha e trouxe um copo, entregando a ela com um meio sorriso gentil.
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  — Obrigada.
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  Ela bebeu em silêncio, ainda observando tudo com uma atenção nervosa. Percebeu os equipamentos na sala — câmera, tripé, algumas luzes posicionadas estrategicamente. Nada ameaçador. Tudo profissional.
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  — Eu sei que deve estar com mil coisas passando pela cabeça — ele disse, pegando um tablet que estava sobre a bancada. — Então antes de tudo, quero que veja isso. Aqui tem o roteiro básico do que vamos gravar hoje. Você pode mudar qualquer coisa. Cortar, acrescentar, refazer. A gente só começa quando você estiver confortável.
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  Ele entregou o aparelho nas mãos dela, e %Daisy% deslizou os dedos pela tela. As cenas eram descritas com clareza, em uma ordem simples, sem nada forçado ou agressivo. Apenas um fluxo de toques, olhares, beijos… e a sugestão de conexão real. Tudo respeitoso, com paradas incluídas sempre que ela quisesse.
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  Ela engoliu em seco e assentiu.
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  — Eu… acho que consigo. — Seus olhos buscaram os dele. — Só estou com medo.
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  — Eu sei — ele respondeu, se aproximando um pouco mais, mas ainda mantendo distância respeitosa. — E é por isso que a gente vai devagar. Você está no controle o tempo todo.
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  %Daisy% respirou fundo.
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  Ela estava ali. E dessa vez, não por obrigação, mas por escolha.
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  Mesmo que essa escolha fosse a mais louca de sua vida.
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  %Daisy% terminou de ler o roteiro e passou o tablet de volta, ainda segurando o copo de água com a outra mão. Seus olhos vagaram pela sala até pararem discretamente nos equipamentos.
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  — A gente começa… vestidos mesmo? — perguntou, tentando soar casual, mas a tensão em sua voz a traiu. — Ou você já quer que eu tire a roupa? Sei lá, pra uma… avaliação ou algo do tipo. Vai que eu não esteja à altura, né?
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  Ela riu de forma nervosa, desviando o olhar, mas antes que o silêncio se prolongasse, %Seonghwa% soltou uma risada leve, sincera, e balançou a cabeça.
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  — %Daisy%… — ele disse, ainda com um sorriso no rosto — Acredito que é mais fácil começarmos vestidos. É bem mais confortável pra você.
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  Ela ergueu os olhos e encontrou o olhar dele, que agora estava mais suave.
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  — E eu não vou avaliar nada — completou ele, com convicção — Tenho certeza de que você está mais do que à altura do que meus seguidores querem ver.
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  As bochechas dela coraram de leve, e, pela primeira vez desde que entrou no apartamento, um pequeno sorriso se formou em seus lábios.
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  — Você fala isso com tanta certeza… — murmurou.
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  — Porque é verdade. E, sinceramente? — ele deu de ombros, ainda com aquele mesmo tom tranquilo — Confiança é muito mais sexy do que qualquer padrão de corpo. Se você confiar em si mesma, eles vão sentir.
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  Ela assentiu devagar, absorvendo cada palavra.
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  Sim, ainda estava nervosa.
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  Mas pela primeira vez, sentia que não seria exposta. Seria guiada.
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  E, talvez… até desejada.
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  — Vamos para o quarto? — %Seonghwa% perguntou com suavidade, estendendo uma das mãos na direção dela, não como quem exige, mas como quem convida.
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  %Daisy% hesitou por um segundo antes de aceitar. Seus dedos tocaram os dele, quentes e firmes, e ela se deixou guiar pelo corredor estreito até o cômodo que seria o palco daquela experiência.
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  O quarto era limpo, com uma cama de lençois brancos e iluminação suave já posicionada nos cantos, criando um clima quase cinematográfico. Nada parecia vulgar — pelo contrário, o ambiente transmitia uma estética delicada, cuidadosa, quase íntima.
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  — Pode se deitar? — ele pediu, apontando para o centro da cama.
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  Ela arqueou uma sobrancelha, confusa.
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  — Agora?
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  — Só pra eu ajustar o ângulo da câmera — ele explicou, já pegando o tripé e olhando pelo visor. — Quero garantir que seu rosto não apareça em nenhum momento, nem por acidente.
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  %Daisy% assentiu, engolindo em seco, e caminhou até a cama. Sentou-se primeiro com cuidado e depois deitou-se de costas, mantendo o casaco fechado ao redor do corpo. O colchão era macio, e por um instante, ela fechou os olhos, tentando respirar fundo.
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  Ouviu o clique da lente sendo girada, depois o som do tripé sendo movido para um lado e depois para o outro.
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  — Isso — murmurou %Seonghwa%, mais para si mesmo. — Perfeito. Sua cabeça vai ficar fora do quadro o tempo todo. E os cortes que eu fizer depois vão manter o foco no toque, no movimento... na tensão. Não se preocupe com o resto.
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  %Daisy% abriu os olhos e olhou para ele. Ele estava completamente concentrado, profissional, sem nenhum traço de julgamento no olhar.
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  — Se sentir que precisa parar a qualquer momento, a palavra é “âmbar”, tá? Nem precisa explicar. A gente pausa.
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  Ela assentiu.
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  — Entendi.
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  %Seonghwa% sorriu de leve, satisfeito.
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  — Ótimo. Agora… quando estiver pronta, me avisa. A gente começa devagar. No seu tempo.
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  %Daisy% se sentou lentamente, o coração batendo com força no peito. A tensão estava ali — o medo, a ansiedade — mas também havia algo novo surgindo. Uma sensação de controle.
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  Ela respirou fundo e disse, com a voz baixa, mas decidida:
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  — Estou pronta.
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  %Seonghwa% posicionou a câmera com precisão, checando mais uma vez o enquadramento. Apertou o botão de gravação e a luz vermelha se acendeu silenciosamente no topo do equipamento.
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  %Daisy%, deitada sobre os lençois brancos, se ajeitou com calma, encostando as costas na cabeceira da cama. Suas pernas estavam dobradas e juntas, e as mãos repousavam nervosas sobre o colo. Ela olhou para ele, sentindo o coração acelerar no peito.
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  %Seonghwa% caminhou até ela com passos lentos, a expressão mais séria agora. Seu olhar estava concentrado, mas não havia frieza nele — havia intenção. Desejo contido.
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  Ele parou diante da cama e subiu devagar, com o joelho afundando suavemente o colchão enquanto se aproximava do corpo dela.
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  — Tudo bem? — murmurou, apenas para ela escutar.
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  %Daisy% assentiu com a cabeça. A respiração dela já estava um pouco mais pesada.
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  %Seonghwa% ergueu a mão, e com delicadeza, pousou os dedos na lateral do pescoço dela. A palma de sua mão estava quente e firme, envolvendo aquele espaço com um cuidado quase reverente.
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  Ela sentiu um arrepio percorrer o corpo. A conexão do toque foi imediata.
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  Ele se aproximou ainda mais, seus rostos a poucos centímetros de distância. O olhar dele estava cravado no dela — intenso, penetrante, como se dissesse mais do que qualquer palavra poderia.
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  E então, finalmente, seus lábios se encontraram.
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  O beijo começou devagar, como uma promessa. Ele não tinha pressa. Queria que ela sentisse. Que confiasse. A mão no pescoço a segurava com firmeza, mas não com força. Era como se ele a ancorasse ali, no presente, longe do medo, da dívida, do mundo.
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  %Daisy% fechou os olhos, entregando-se por um instante àquele toque. O gosto dos lábios dele era quente, suave, envolvente. E por mais que tudo aquilo ainda parecesse surreal, naquele momento, ela não se sentia fora do lugar.
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  Ela se sentia... presente.
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  Os lábios de %Seonghwa% se moviam com precisão, mas sem agressividade. Ele sabia exatamente como conduzir, como explorar sem ultrapassar, como fazer cada segundo do beijo parecer necessário. %Daisy% sentia-se imersa em uma onda morna e constante, como se todo o resto tivesse silenciado ao redor.
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  O toque da mão dele no pescoço desceu devagar até o ombro dela, seus dedos percorrendo o tecido da blusa como se estivessem desenhando o caminho antes de explorar. A outra mão apoiou-se no colchão, ao lado do corpo dela, aproximando ainda mais os dois.
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  O beijo foi ficando mais profundo. A língua dele roçou levemente os lábios dela, pedindo passagem. %Daisy% cedeu, sentindo o calor subir por sua pele como se estivesse sendo acesa por dentro. Havia algo na forma como ele a beijava — um cuidado firme, um domínio suave — que fazia sua resistência derreter aos poucos.
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  %Daisy% levou uma das mãos à nuca dele, puxando-o com mais força, sentindo a própria urgência crescer. O nervosismo ainda estava lá, sim, mas misturado agora com algo muito mais instintivo. Desejo cru.
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  Os beijos desceram pelo maxilar dela, então pelo pescoço. A boca de %Seonghwa% era quente e envolvente, marcando um caminho lento até a clavícula, onde ele depositou beijos suaves, quase silenciosos, fazendo-a suspirar.
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  Os dedos dele, antes sobre o tecido, começaram a deslizar com mais confiança. Não havia pressa — apenas a certeza de que cada movimento era planejado, estudado, feito para deixá-la confortável e entregue.
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  A câmera continuava gravando em silêncio, captando a intensidade daquele momento, mas para %Daisy%, ela já não existia mais.
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  Havia apenas ele.
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  E o modo como, com gestos tão precisos, %Seonghwa% a fazia esquecer o medo, a dívida, o mundo.
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  %Seonghwa% voltou a subir os lábios até os dela, retomando o beijo com mais intensidade. Não havia mais hesitação. Seus corpos já se entendiam. A urgência era clara, mas ainda assim, controlada. Cada movimento parecia milimetricamente calculado para provocar, testar os limites — e ultrapassá-los aos poucos.
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  A mão dele deslizou da cintura até a barra da blusa dela, levantando-a com lentidão. Seus dedos roçaram a pele da barriga, e %Daisy% prendeu a respiração. O toque era quente e firme, mas ainda gentil. Como se ele soubesse que cada centímetro exigia permissão — mesmo que silenciosa.
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  Ela ergueu os braços devagar, permitindo que ele a ajudasse a tirar a peça. Agora, com a blusa deixada de lado, %Seonghwa% a observou com atenção, sem pressa alguma. Não havia julgamento em seus olhos — apenas desejo puro e uma admiração silenciosa.
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  — Linda… — murmurou, baixo o suficiente para que apenas ela ouvisse.
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  A palavra a fez estremecer, mais do que qualquer toque.
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  Ele voltou a beijá-la no pescoço, então entre os seios ainda cobertos pelo sutiã. Suas mãos passaram pelas laterais do corpo dela, subindo e descendo com calma, despertando reações involuntárias — os pelos arrepiados, a pele quente, os suspiros curtos que %Daisy% já não conseguia controlar.
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  %Seonghwa% desceu os beijos até a barriga, devagar, como se quisesse memorizar o caminho. Os dedos dele estavam agora na barra da calça que ela usava, e quando ele a olhou, pedindo permissão apenas com o olhar, ela assentiu, mordendo o lábio.
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  A peça foi descendo pelas pernas finas, revelando a pele pálida sob a luz suave.
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  %Daisy% agora estava quase nua, e mesmo que seu coração ainda batesse descompassado, ela não sentia vergonha — sentia… poder.
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  %Seonghwa% se posicionou novamente entre as pernas dela, subindo os beijos pelas coxas com uma reverência silenciosa, como se cada toque fosse uma entrega mútua. Os olhos dele voltaram aos dela por um instante.
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  — Lembra da palavra de segurança? — perguntou com a voz baixa, a respiração dele já quente contra sua pele.
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  — Âmbar — ela respondeu, quase num sussurro.
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  — Exato — ele sorriu, e então voltou a beijá-la.
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  A entrega estava acontecendo. E com ela, o medo se desfazia pouco a pouco, substituído por uma sensação nova, arrebatadora — de desejo, de controle, de liberdade.
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  %Seonghwa% voltou a subir o corpo, seus lábios encontrando novamente os de %Daisy%, agora com mais intensidade. Ela sentia as mãos dele percorrerem suas costas, ágeis, mas cuidadosas, até alcançarem o fecho do sutiã.
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  Ele hesitou por um segundo, dando espaço caso ela quisesse mudar de ideia. Mas %Daisy%, agora entregue ao momento, apenas ergueu os braços, os olhos fixos nos dele.
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  O sutiã deslizou por seus ombros com leveza, revelando a pele sensível e o cuidado recente: a peça era nova, rendada, em um tom vinho profundo, que contrastava lindamente com a pele dela. %Daisy% havia escolhido com atenção. Com o dinheiro que %Seonghwa% transferiu, comprou algo que a fizesse sentir bonita, segura — sensual. Nada daquelas peças velhas e gastas que carregavam lembranças de outros tempos.
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  %Seonghwa% segurou o tecido com delicadeza, como se compreendesse o significado daquilo, e o deixou de lado. Seus olhos desceram pelo corpo dela e pararam, por um instante mais longo, logo abaixo dos seios.
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  Duas tatuagens pequenas, porém marcantes, adornavam a pele delicada. Abaixo do seio direito, a palavra em letras finas e bem desenhadas: DIVINE.
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  E do lado esquerdo, outra, mais ousada, como uma espécie de sussurro em forma de declaração:
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  be lilith. never eve.
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  %Seonghwa% não disfarçou o sorriso, e seus olhos voltaram aos dela com uma mistura de surpresa e admiração.
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  — Isso… — ele murmurou, passando os dedos suavemente próximo à pele marcada pela tinta — é ainda mais interessante do que eu esperava.
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  %Daisy% mordeu o lábio, entre envergonhada e satisfeita com a reação dele.
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  — Fiz quando cheguei aqui… — sussurrou. — Queria lembrar a mim mesma do que sou capaz. E do que eu nunca mais quero ser.
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  %Seonghwa% assentiu, como se entendesse mais do que dizia em palavras. Ele se inclinou e depositou um beijo suave logo abaixo da tatuagem DIVINE, depois outro sob a frase rebelde do lado esquerdo, como uma reverência silenciosa à escolha dela.
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  — Isso vai deixar todo mundo maluco — ele disse contra a pele dela, a voz baixa, carregada de desejo.
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  %Daisy% sentiu um arrepio tomar conta do corpo inteiro. E, pela primeira vez, percebeu que não era apenas uma mulher endividada tentando sobreviver. Ali, naquele momento, ela era algo mais. Algo desejado. Algo... divino.
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  Nota da autora: Oi chuchus! Tudo bem com vocês? Att dupla, que tal? Gostaram dos capítulos?

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Lelen

Seonghwa faz arte, não putaria 😌

Liv
  %Daisy% clicou em um dos vídeos gratuitos. Era ele, sozinho, olhando direto para a câmera. A forma como falava, como…" Leia mais »

hihihi

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