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Livro 2: O Conto de Luz

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 1 • Diga Quem Tu Lideras, que direi quem és Tu - Parte I

  Céus e terras passarão, mas minhas palavras não passarão. Eis o Mistério. Aquele que detém poder.
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  Ah sim, a história de %Luz%. Ou seria Naharaim? Muito pode se falar dela, mas eu prefiro chamar ela de %Luz%. Uma luz entre o farol, como prefiro chamar. Como nós tentamos ser. Mas a humanidade tão humana e intrigante, tem medo do que não é natural. Eles temem o desconhecido. %Luz% era a luz dentre o povo de Ur dos Caldeus. Um povo idolatra, mas que entendiam a fragilidade do ser humano. Mas então veio Abraão. Este tirou a luz dela. Mas até que ponto uma luz pode brilhar?
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  A jovem andava pensativa. %Luz% pensava enquanto andava. A cidade que antes brilhava agora tinha um dilema. Desde que Abraão foi embora de Ur para a cidade de Canaã ou melhor Padaharan a cidade nunca mais foi a mesma. Seus líderes morreram um a um. A guerra dos ogros deixara consequências. Muitos perderam a vida. Outros adoeceram. %Luz% que ainda tinha luz, agora via seu próprio povo perecer. Ela andava entre os corpos entre as ruínas com coração pesaroso. Até mesmo os templos estavam vazios. Só restará a família de Naor. O irmão de Abraão. Muitos dos uramitas morreram. Mas agora ela teria que recomeçar. Mas como?
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  — O tempo muda. Se não nos adaptarmos não carregaremos legados — murmura %Luz% para si mesma.
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  Assim que %Luz% chegou em sua casa tribal, começou a refletir. Talvez ela ainda tivesse como honrar o legado que sua família deixara. Talvez... E por um momento o fardo lhe foi deixado para trás.
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  1389, Inglaterra

  — Veja ela. Tão comum. Ela não merece nenhum cargo de posição. Dá pena, ela é fraca.
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  — Deixa ela Marina. — Riu outro. — Ela parece nojenta.
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  — Não, ela tem que entender o lugar dela. Deixar de ser arrogante — aponta outro mais ousado.
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  Filha mulher era um fardo, um fardo que deve ser dado como mercadoria. Como se fosse gado.
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  Inglaterra se estendia. O ano era 1393. A cidade era um povoado medieval no sul da cidade. De longe, dava para se ver as terras do centro. Ao longe habitava o rei Henrique IV e sua esposa. Eles tinham um filho, o pequeno Henrique que mais a frente se tornaria o honorável Henrique V. A guerra entre França e Inglaterra se estendia cada vez mais forte. Como inglesa %Joana% tinha de querer lutar pela Inglaterra. Seu pai havia morrido recentemente e ela como herdeira natural, devia honrar seu legado. Sua mãe vivia, mas a coitada não tinha voz. Mulheres não tinham voz. As flores e paisagens medievais se entendiam enquanto %Joana% andava. Passos determinados. Quando chegou em casa, viu sua mãe sentada pensativa, enquanto a criada Adrish uma jovem gorda mas de cabelos escuros servia um pouco de chá para sua irmã mais velha, Rosa. Rosa era loira e bonita. Tinha vinte e dois anos, quatro anos e meio há mais que ela, que tinha 17. %Joana% observou a criada com olhar crítico, como se a avaliasse. Por fim sorriu e disse:
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  — Sirva meu chá, Adrish.
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  A criada assentiu, fazendo uma mesura para sua senhora, a reconhecendo como sua madame. Rosa inclinou seu olhar para a irmã mais nova com um sorriso meigo.
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  — ...Então como foi na cidade? — perguntou Rosa.
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  — Foi complicado. A Inglaterra ainda está em guerra com a França. Receio que precisamos orar mais a Deus. Pedir a proteção da Santíssima Virgem Maria — diz %Joana%.
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  — Você sempre foi religiosa — Rosa sorri.
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  — Talvez devêssemos enviar mais ouro de caridade as igrejas. Ou aos pobres — cogita %Joana%.
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  A irmã assente.
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  O dia continua. A tarde o pretendente de Rosa, Marso chegou para cortejar a nobre. %Joana% foi para seus aposentos ler um pouco dos seus escritos em latim. Orou a Deus enquanto a noite continuava e depois adormeceu.
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  Enquanto %Joana% no dia seguinte pensaria como lideraria a família, num passado brilhante, %Luz% seguia seu próprio destino e assim começos surgiam...
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