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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Intertwined

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

1º Capítulo

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  Era a sexta ou sétima xícara de café que ele engolia rapidamente antes de chamar o próximo paciente. Não foi surpresa para Jimin quando ele encontrou %Mariana% por lá.
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  Ela era uma paciente com crises de ansiedade recorrentes. Jimin já havia decorado o nome, o sobrenome, o diagnóstico e os remédios que deveria tomar. Todo plantão dele, lá estava ela.
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  — %Mariana% Alves. — Chamou Jimin da porta de sua sala de triagem.
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  %Mariana% suspirou pesadamente e então se levantou, indo até a pequena sala. Fechou a porta atrás de si e então Jimin, já sentado em sua mesa, reparou no uniforme que ela usava. O da Cafeteria Aurora, lugar que ele frequentava bastante para buscar seus cafés, mas ele não se lembrava de vê-la por lá. Só pelo hospital.
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  Mas também, com tanto cansaço pesando os olhos e ombros, como ele se lembraria das garçonetes de lá?
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  %Mariana% se sentou, respirando devagar e soltando pelo nariz. Jimin a observou com calma e atenção. Ela tinha um rosto delicado, quase etéreo, mas havia algo nele que denunciava cansaço constante. A pele clara parecia sempre à mercê da luz do ambiente, ressaltando as olheiras suaves sob os olhos grandes e escuros, que carregavam uma mistura de alerta e vulnerabilidade. O olhar era inquieto, como se estivesse sempre esperando que algo desse errado, mesmo quando tudo parecia em ordem.
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  Os cabelos castanhos escuros caíam de forma despretensiosa ao redor do rosto, presos de maneira frouxa, com algumas mechas escapando e emoldurando suas feições. A franja fina repousava sobre a testa, dando-lhe um ar juvenil, quase frágil. Os lábios eram cheios, naturalmente rosados, geralmente pressionados um contra o outro num gesto contido, típico de quem tenta manter o controle da própria respiração.
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  Ela usava acessórios simples — pequenos brincos dourados e colares delicados que repousavam sobre o colo — detalhes discretos que contrastavam com a tensão evidente em seus ombros. Havia nela uma beleza silenciosa, nada chamativa, mas impossível de ignorar; o tipo de beleza que não pedia atenção, apenas permanecia.
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  Jimin percebeu, mais uma vez, que %Mariana% parecia sempre à beira de dizer algo… e de desistir logo em seguida.
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  — Crise de ansiedade senhorita Alves? — Jimin perguntou baixinho e então direcionou o olhar para o computador.
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  — Isso mesmo. Você já deve saber de cor e salteado os sintomas, apesar de hoje eu ter conseguido vir sozinha… parece que hoje só meu coração tá batendo de forma muito descompassada e minhas mãos, tremendo demais, eu mal consigo segurar o celular.
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  Jimin começou a digitar os sintomas descritos por ela no computador
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  — Mas a senhorita deveria estar sempre acompanhada… suas crises de ansiedade são sempre muito fortes.
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  Marina umedeceu os lábios, concordando com ele.
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  — Hoje eu não quis dar trabalho para ninguém. — Um riso fraco saiu dos lábios de %Mariana%, mas Jimin não riu.
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  — Sua boca está seca? A senhorita está bem pálida.
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  %Mariana% fez que sim com a cabeça, afirmando estar com a boca seca.
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  — Bem seca, e parece que nada faz passar. Nem mesmo os mil chicletes que já chupei.
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  Jimin voltou a digitar no computador.
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  — O que mais a senhorita está sentindo além da boca seca, dos tremores e da arritmia?
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  %Mariana% respirou fundo antes de responder, como se organizar os próprios pensamentos fosse tão difícil quanto controlar o corpo.
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  — Falta de ar… — confessou, levando a mão ao peito por um instante. — Não chega a ser aquela sensação de que vou desmaiar, mas é como se o ar não fosse suficiente. E minha cabeça tá… barulhenta. Pensamentos demais ao mesmo tempo.
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  Jimin ergueu o olhar do computador por alguns segundos, analisando-a com atenção clínica. O jeito como ela mantinha os ombros tensos, os dedos se mexendo nervosos sobre o próprio colo, denunciava muito mais do que as palavras.
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  — Náusea? Tontura? — perguntou, a voz ainda calma, quase anestésica.
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  — Um pouco de tontura quando eu levantei da cadeira da recepção. Náusea não… só esse aperto aqui. — Ela pressionou o centro do peito, logo afastando a mão, como se tivesse medo de parecer exagerada.
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  Jimin anotou mais algumas coisas, depois girou levemente a cadeira em sua direção.
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  — A senhorita tomou a medicação hoje?
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  — Tomei. No horário certinho. — respondeu rápido demais. — Eu juro que não pulei nenhuma dose.
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  Ele assentiu, sem demonstrar julgamento.
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  — Dormiu bem essa noite?
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  %Mariana% desviou o olhar, fixando um ponto qualquer da parede.
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  — Dormir… dormir mesmo, não. Acho que umas três horas, no máximo.
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  Jimin suspirou baixo, passando a mão pelo rosto antes de voltar a encará-la.
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  — Falta de sono piora bastante os sintomas. — disse, com suavidade. — Algum fator diferente hoje? Algo que possa ter desencadeado a crise?
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  Ela hesitou. Por um segundo, pareceu considerar mentir.
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  — Trabalho. — acabou dizendo. — O movimento na cafeteria foi maior que o normal, muito barulho, muita gente… eu tentei aguentar até o fim do turno, mas meu corpo simplesmente não colaborou.
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  Jimin observou o uniforme mais uma vez, agora ligando os pontos. O nome no crachá invisível, os cafés que ele pegava apressado sem nunca prestar atenção em quem os servia.
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  — Entendo. — murmurou. — Vamos fazer o seguinte: vou aferir seus sinais vitais e depois quero que a senhorita fique em observação por um tempo. Nada de ir embora correndo hoje, combinado?
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  %Mariana% assentiu devagar.
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  — Tá bom, enfermeiro Park.
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  Ele fez uma breve pausa antes de completar, num tom um pouco mais humano do que profissional:
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  — E %Mariana%… pedir ajuda não é dar trabalho.
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  Ela levantou os olhos para ele nesse instante, surpresa com o uso do seu primeiro nome. Por um momento, o coração pareceu errar o compasso por um motivo completamente diferente.
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Lelen

No aguardo do meu KimJin HAHAH <3

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