Insanity


Escrita porPâmela Sabrine
Revisada por Mariana


Capítulo 05

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

Tom's P.O.V.

   - Tom? – Ela falou e abri meus olhos vagarosamente para encará-la - Bill... Ele está me esperando. - Completou se afastando.
   Aquele momento ficaria impresso em minha alma pra sempre, eu sabia que não haveria nada que conseguisse apagá-lo, nem o amor e respeito por meu irmão, nem esta insanidade que tanto me afasta do que um dia fui.
   Eu estava completamente doente e havia perdido minha sanidade quando imaginei que o que sentia por ela pudesse ser recíproco.
   - Kate? - Olhou-me enquanto caminhava até à porta, seu olhar parecia perdido, o que pra mim era totalmente desesperador - Algum dia você já teve medo de perder o que julgava ser importante? – Completei ofegante.
   - Todo o dia. - Respondeu em tom choroso.
   - O que você tem medo de perder? – Ainda que minha esperança fosse débil, perguntei curioso.
   - Seu irmão. – Disse ela antes de sair batendo a porta, indo embora totalmente diferente de como chegou.

Bill's P.O.V.

   Sair com Andy era um tipo de desculpa para não ir até Tom. Embora eu estivesse louco para vê-lo, meu orgulho era maior que minha saudade. Ele é que havia ido embora e não eu, e ainda foi com uma explicação medíocre ofendendo minha inteligência, como se eu não soubesse o que se passava com ele, como se eu não conseguisse mais ler seus pensamentos... E embora soubesse que ele estava sofrendo, eu não poderia interferir neste momento só dele.
   Cheguei em casa com esperanças de que ela pudesse estar lá, mas como sempre encontrei a mesma vazia. Com certeza Gordon havia passado por lá e pego nossos cachorros para levá-los ao veterinário, já que este era o serviço do Tom. Caminhei por toda a casa sentindo o silêncio tomar conta da mesma. Sem Tom e Kate, sem o som de seu sorriso ou as brincadeiras deles assim que se encontravam naquele lugar, nada mais existia.
   Ouvi o barulho da porta se abrindo e a observei entrar calmante com seu olhar vago, como se procurasse alguma coisa perdida há tempos, algo que ela jamais recuperaria...
   - Onde estava? – Perguntei e ela assustou-se com minha presença.
   - Eu fui até à casa de Anete e Gustav. – Falava pausadamente – E depois eu fui ver o Tom. – Completou.
   - Ver Tom? – Perguntei intrigado.
   - Sim. - Confirmou.
   - Por quê? – Inevitavelmente alterei meu tom de voz, a assustando novamente.
   - Porque eu estava com saudades.
   Disse apenas me olhando e me calando ao mesmo tempo, Kate falava a verdade e embora eu esperasse ouvir a mesma, não fazia ideia que machucaria tanto.
   - Eu perdi alguma coisa? – Indaguei.
   - Do que está falando? – Perguntou aproximando-se de mim.
   - Eu não fui ver ele, mas você foi. Não acha estranho? – Segurei um de seus braços, forçando-a a me olhar.
   - Não. – Tocou meu rosto com suas pequenas mãos tentando acalmar-me, ela sabia que assim conseguiria como sempre conseguiu.
   - Vou para o banho. – Tentei me afastar em vão, sentindo sua mão puxar a minha.
   - Bill? – Suplicou.
   - Estou cansado. – Reclamei fechando meus olhos, eu estava mesmo cansado de tudo... Até mesmo dela.
   - Quer que eu vá com você? – Pediu completamente vulnerável e entregue, como se não tivesse mais vontade própria, tristemente distante da mulher com quem me casei... Longe de tudo que um dia foi, afastando-se da criança que era, do sorriso sempre aberto e receptivo que mantinha até a algum tempo atrás.
   Eu estava perdendo Kate, perdendo-a para ela mesma e o vazio em que se encontrava.
   - Não... – Afastei suas mãos das minhas e com pesar neguei seu pedido.
   Caminhei até à porta do corredor e a ouvi sussurrar...
   - Eu poderia ter mentido.
   - Eu preferia que o tivesse feito. – Retruquei sem olhá-la.
   - O que quer que eu diga? – Perguntou – Estou aqui, Bill. – Finalizou.
   - Você nunca está aqui. – Rebati saindo em direção ao banheiro, fechando a porta do mesmo, me permitindo chorar sem que ela pudesse ver.
   Deixei que a banheira enchesse e fui até ao nosso quarto pegar meu roupão. Notei que ela não estava mais lá, obviamente já teria corrido até Tom. Ultimamente era com ele ou com aquele maldito diário que ela parecia se importar mais... Esquecendo-se dela e claro, de mim.
   Voltei ao banheiro encontrando-a parada na porta do Box, observando-me entrar com seus olhos amedrontados, despindo-se para entrar comigo... Ignorando completamente minha primeira negação.
   - Não faz isso. – Pedi observando cada peça cair ao chão.
   - Por favor. – Me olhou – Me deixe ficar com você. – Suplicou em tom choroso.
   - Não.
   - Eu sou sua, Bill. – Suspirou sentido a última peça cair, deixando-a nua em minha frente. – Só sua. – Garantiu.
   Eu não conseguiria ficar longe, não desta forma... Kate me tinha em suas mãos, mesmo estando em um mundo paralelo ao meu.
   - Chegue perto de mim. – Pediu me olhando.
   - Pra quê?
   - Porque preciso de você perto de mim... Sempre. – Continuou agora com um fino sorriso amedrontado nos lábios.
   - Mesmo? – Caminhei até ela, cruzando meus braços à espera de uma reação.
   Não respondeu, apenas olhou-me uma última vez antes de desamarrar o laço de meu roupão, deixando-me igualmente nu à sua frente... Procurou me beijar, mas neguei, abrindo-lhe o apetite. Sabia perfeitamente que gosto de comandar.
   Encostei-a na parede segurando seus cabelos com força, ouvindo-a sussurrar próximo ao meu ouvido.
   Puxei-a para dentro da banheira, vendo-a engatinhar para perto de mim... Beijando meu pescoço quente com seus lábios frios, encarando-me antes de literalmente comer meus lábios de uma maneira que me deixava louco... Apoderando-se de mim como só ela sabia que podia.
   Acompanhei seu olhar enquanto víamos nossos corpos se encaixarem perfeitamente, nos permitindo fugir para um mundo surreal onde nossos movimentos eram sincronizados, levados ao limite a cada toque de nossos corpos.
   Não havia como negar, fazê-lo com ela, daquele jeito eternamente perfeito que ela tinha, era um sensação de outro mundo... Algo que eu poderia guardar para mim, só minha como de fato era.
   Aninhou-se ao meu lado, tentando retomar o ritmo dos batimentos cardíacos, olhando-me nos olhos.
   - Meu Deus, ela está me enlouquecendo. - pensei para mim mesmo antes de beijar-lhe o topo da cabeça e abraçá-la, pedindo freneticamente para que ela se mantivesse minha, para que ela voltasse a ser a minha Kate...

O que significava amar outra pessoa?

   Para mim significava que eu me importava mais com ela do que comigo mesmo, tanto que chegava a cogitar passar o resto de minha vida ao lado dela, era isso que eu desejava, mas talvez para ela isso não fosse o bastante.
   Segui seu olhar por várias vezes, tentando achar a raiz da questão, o momento exato em que a deixei se perder, mas tudo que eu conseguia enxergar eram seus olhos castanhos perdidos.
   Sorri para ela recebendo o mesmo de volta... E, naquele momento, eu me dei conta de que não importava o que estivesse acontecendo em nossas vidas, eu poderia me imaginar para sempre deitado ao lado dela, abraçando-a... Ou apenas perdidos nos braços um do outro.
   - Posso te fazer um pedido? - Pedi prendendo meu olhar ao dela o máximo que pude.
   - Claro. – Respondeu sonolenta.
   - Sonha comigo?
   - Eu sempre sonho. – Sorriu beijando-me para logo encolher-se em meus braços, deixando-me preso àquele momento seguro em que nos encontrávamos.

Tom's P.O.V.

   Faltava pouco tempo para a festa e minha animação de anteriormente parecia ter ido embora junto com Kate quando ela pronunciou tais palavras. Não foi fácil para eu aceitar a simples verdade de que o que ela mais temia era perder Bill, enquanto tudo o que eu sentia era que uma parte de mim doía só com o pensamento de estar tão perto e ainda sim tão intocável.
   Gustav finalmente aparecera com mais uma caixa de bebidas na mão, olhando-me assim que entrou na casa.
   - Já está bebendo há essa hora? – Disse ele.
   - Dane-se. – Retorqui olhando para o lago.
   - O que tem lá, hein? – Perguntou curioso olhando também, talvez tentando encontrar o que prendia minha visão.
   - Água. - Forcei-me a manter os olhos no lago tentando de alguma forma ignorá-lo, pois sabia exatamente onde esta conversa chegaria.
   - Muito engraçado, aposto que está pensando em Kate. – Me olhou preocupado. – Droga, Tom, o que está acontecendo com você? Sei que não deve ser fácil, mas se não se esforçar nunca vai esquecê-la.
   - Não quero falar sobre isso.
   - Porque sabe que é verdade... Ou não estaria aqui se escondendo. – Gritou ele.
   - Eu não estou. – retruquei no mesmo tom. Gustav balançou a cabeça e saiu de perto de mim. Eu não o impedi, não disse mais nada, mas quanto mais ele se afastava, mais eu percebia o quanto estava certo. Eu era louco por Kate e nem o detalhe de ela ser casada com meu irmão afastava os pensamentos absurdos que tinha em relação a ela... E ainda sim teria feito qualquer coisa para estar com ela se ela quisesse.
   Mais tarde, quando a casa já estava cheia de pessoas que eu não fingia conhecer, me dei conta de que meu mundo havia mudado totalmente depois do casamento e me senti como se tivesse a obrigação de ficar acomodado de certa forma, ou apenas para me certificar de que o que eu sentia era realmente autêntico e não só o pensamento de alguém que acabara de ver o único irmão se casar e estava com ciúmes ou algo assim. Notei que algumas meninas dançavam perto de mim, talvez até perto demais. Antigamente eu saberia exatamente como agir, mas agora tudo que eu conseguia fazer era lançar a elas um olhar curioso, praticamente implorando para que se afastassem e, enquanto isso, Georg me olhava de longe, não acreditando no que via. Talvez se ele pudesse ler meus pensamentos ele estaria rindo e me acusando de ter virado gay, mas a verdade era que eu não me importava com nada disso, eu apenas não estava a fim de ser o velho Tom... Não hoje e talvez nunca mais.
   - Oi Andy. - Me aproximei vendo-o se virar e me encarar.
   - Tom! Há quanto tempo?! Pensei que tivesse me esquecido. – Ele comentou.
   - Isso foi tão gay, mas eu vi você ontem. – O lembrei.
   - É, acho que já estou um pouco bêbado. – Confessou enquanto enchia novamente seu copo.
   - Está bebendo o quê? – Observei o mesmo fitar o copo antes de me responder.
   - Absinto.
   - Não beba demais, ontem eu passei mal por culpa dessa bebida.
   - Bebeu quanto? – Perguntou preocupado.
   - Toda a garrafa. – Confessei.
   - Você é um idiota, absinto pode te deixar em coma... Ou até pior. – Falou pronunciando as palavras indistintamente.
   - Sério? Agora já é tarde. – Sorri pegando o copo de sua mão e bebendo tudo em apenas um gole.
   - Jordin chegou. – Gustav apareceu do nada me avisando.
   - Hora de eu me divertir um pouco. – E sem pensar em mais nada, apenas caminhei em direção à ela.
   - É, vai lá. – Escutei Andy pronunciar enquanto eu me afastava.
   - Olha só, ela já está um pouco bêbada, então é só subir e... – Gustav tentou falar e então eu parei, encarando-o.
   - Sai fora, Gustav, não tente ensinar nada ao mestre. – Avisei empurrando-o logo depois.
   E então eu vi Jordin, uma das muitas garotas de meu passado, encostada na guarda da escada.
   - Tom... Eu estava te procurando. – Ela disse tentando me beijar, mas eu desviei meu rosto até seu ouvido.
   - Estou aqui. – Sussurrei e consegui perceber que se arrepiou.
   - O que acha de subir? – pediu mordendo os lábios.
   Não respondi, apenas a puxei escada a cima, procurando o primeiro quarto que aparecesse em minha frente. Abri a porta e a empurrei para dentro do mesmo me perguntando se devia ser educado com uma garota do tipo de Jordin e a resposta foi procurada de diferentes formas em minha mente... Não, eu não deveria.
   - Por que quer fazer isso? – Perguntei enquanto beijava seu colo e notava suas mãos escorregarem para o fecho de minha calça.
   - Tom Kaulitz, fazendo essa pergunta em uma hora tão crucial? – Ela apenas riu e seguiu o que estava fazendo.
   - Sim, eu! Por que, não posso? – Parei um momento para encará-la.
   - Pode claro.
   - Então diz, por que se prestou a vir até aqui para transar comigo mesmo sabendo que eu não a olharei mais? – Perguntei e ela não pareceu se incomodar em nenhum momento.
   - Porque eu sei que é só isso, você é só isso... Eu sei que não posso esperar mais nada de você.
   Ouvi-la falar assim me levou à velha pessoa que eu costumava ser, e eu mal podia suportar pensar que estava voltando a ser aquele cara.
   - E mesmo assim você quer? – perguntei presunçoso.
   - Você não entende que não importa pra mim? Eu estarei com você uma vez, mas a lembrança ficará comigo sempre. – Ver seu rosto enquanto se rebaixava tanto me fez perceber que essa era a primeira vez que eu sentia pena de uma garota.
   - Gosta de mim?
   - Eu gosto do que você me pode dar no momento... – Mentiu desviando o olhar. - E a única coisa que você me pode dar é sexo... Porque você é só sexo. – Sim, ela tinha razão. Talvez eu fosse apenas isso, mas desejava que estivesse errada.
   - Está enganada. – Disse sacudindo a cabeça.
   - Estou? O que faz neste quarto comigo então? – Ela riu não acreditando.
   - Eu não faço à mínima ideia. – Confessei saindo de cima dela.
   - Vou deixá-lo... – levantou-se passando por mim. - Não se preocupe, vou falar a todos que você foi incrível!
   - Não me importo... Fale o que quiser. – Foi tudo o que consegui dizer.
   - Não quero falar nada. – Disse antes de bater a porta e só então notei que ela havia ido embora.
   Um tempo depois, quando a casa de Georg estava inacreditavelmente mais lotada do que antes, eu me lembrei de casa e do que estaria fazendo se estivesse lá... Por um momento eu não pensei em Kate, mas na saudade que sentia de ver meu irmão... Embora só estivesse longe há dois dias, era estranho tanto pra mim quanto eu tinha certeza que era pra ele.
   Caminhei até ao armário e peguei minhas chaves, eu precisava vê-lo, conversar com ele, dizer à ele o quanto estava sendo difícil todo este momento, precisava confessar o que eu tinha a certeza que ele já sabia... Precisa falar sobre Kate.
   E foi o que eu fiz, eram três horas da madrugada e lá estava eu, dirigindo por um caminho já gravado em minha mente.
   Sabia que estariam dormindo, mas precisava de um tempo com minhas coisas, em meu quarto... Ver meus cachorros e talvez uma surpresa para eles no café da manha...
   Definitivamente, eu queria mudar e talvez fosse por eles a melhor forma de começar.
   Levei minhas chaves à porta fazendo o mínimo de barulho possível, não querendo acordá-los, mas assim que entrei encontrei Kate perto do sofá. Estava acordada olhando alguma coisa na televisão.
   - Posso entrar? – Pergunta ridícula, pensei para mim mesmo.
   - Claro. – Ela sorriu bobamente.
   - Bill?
   - Está dormindo... Mas eu posso acordá-lo, se você quiser. – Ela murmurou.
   - Não... Estou com saudades, mas é melhor não. – Alertei.
   - O que aconteceu? - Sua voz gentil afastou meus pensamentos.
   - Por quê? - Quando questionei e viu minha expressão, ela tocou meu rosto.
   - Está triste. - Confessou.
   - Estou bem... - Senti seu toque, me perguntando por que eu me importava tanto - Só precisava ver você, ficar perto de você um pouco. - Ela afastou-se enquanto tudo que eu fazia era encará-la.
   - Eu adoro você - Disse apenas.
   - Eu também adoro você... - Respondi a abraçando. Enquanto senti seu perfume tomar conta de mim, ela apertou minha mão e então me afastei dela, temendo que a tivesse deixado desconfortável.
   - Você voltou? - Perguntou e eu pude ver esperança em seus olhos.
   - Vou passar a noite aqui. – Disse tentando explicar, mas não consegui falar mais.
   - Então boa noite, Tom. – Curvou-se beijando meu rosto para logo depois se virar em direção ao quarto.
   - Antes de ir... – Segurei sua mão - Posso te fazer um último pedido? - Eu quase me calei, consciente do que poderia vir se continuasse, mas ainda assim segui adiante – Sonha comigo? - Ela respirou profundamente enquanto olhava para nossas próprias mãos – Assim podemos nos encontrar no meio da noite e acabar um pouco com essa saudade que tanto machuca aqui – Levei sua mão até ao meu peito, seguro de que sentiria meus batimentos apressados tanto quanto eu sentia.
   - Tom... - Ela tentou falar, mas não deixei que continuasse ou o momento passaria e escaparia mais uma vez minha chance de deixar meus sentimentos claros para ela, mesmo que isso a assustasse no princípio.
   - Você não tem ideia do que esses dois últimos dias têm significado pra mim - Comecei.
   - Ter você mais próxima, poder sentir um pouco mais do que sempre senti quando estamos perto... Poder te tocar... - Eu hesitei, sabendo que se parasse agora nunca mais seria capaz de dizer a verdade.
   - Eu amo você - Sussurrei.
   Em todas as vezes que me imaginei confessando isso a ela, tudo que eu pensava era no quão difícil seria dizer essas palavras, mas acreditando ou não, elas não foram.

Capítulo 05
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