I Need U

Escrita porPams
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 9

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

Foi uma surpresa ter esbarrado com Taylor ali, não conseguia classificar com algo positivo ou negativo, afinal, quando ouvia a voz dela, a única coisa que sentia era vazio e solidão. Eu poderia até pensar em várias coisas sobre isso, mas minha preocupação estava em %Jenie%, ela sabia sobre meu passado com Taylor e por um breve momento, quase soltou minha mão.
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  Isso estava me preocupando de alguma forma, não queria que minha luz se enfraquecesse por motivos banais. %Jenie% representava o brilho que minha vida precisava, o detalhe que me preenchia de sorrisos e motivações.
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  — Está tudo bem? — perguntei assim que chegamos em frente a cafeteria.
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  — Sim. — a voz de %Jenie% estava baixa e um pouco falha.
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  — Tem certeza? Sabe que posso perceber tudo que tentar esconder.
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  — Estou bem, sim. — ela suspirou um pouco. — Só estou preocupada se Darya retirou a torta do forno no tempo certo.
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  — Hum. — eu sabia que não era sobre isso, mas não insistiria naquele momento.
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  Nós entramos, uma mesa bem ao canto já estava reservado para nós, os tios dela estavam nos esperando, eu estava um pouco nervoso, não sabia como reagir, o que deveria ou não dizer. %Jenie% estava segurando o riso, talvez estivesse percebendo meu nervosismo.
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  — Tia Charlie e tio John, este é %Taehyung%. — disse ela me apresentando.
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  — Me lembro do seu rosto confuso, meu jovem. — disse o tio dela. — Estou admirado que não tenha desistido da minha sobrinha.
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  — Para dizer a verdade senhor, foi ela quem não desistiu de mim. — confessei, sentindo %Jenie% segurar forte minha mão.
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  — Poético. — brincou a tia dela, fazendo todos rirem.
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  — Sim. — assentiu %Jenie%. — Apesar de ser a mais pura verdade, não foram uma ou duas vezes que ele me pediu para apagá-lo do meu álbum.
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  — Me desculpe por isso. — eu ri de leve.
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  — Mas você é mesmo um... Bem, não sei como colocar. — disse a senhora Charlie.
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  — Sou um deficiente visual senhora, apesar de às vezes não parecer. — sorri de canto.
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  — Não parece mesmo. — concordou o senhor John. — O que nos deixa impressionados e assustados.
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  — Tio, que tal oferecer um pedaço da torta especial para ele? — perguntou %Jenie%. — Já que é um dia especial.
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  — Ela está me prometendo esta torta desde o início do dia. — disse brincando.
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  — Então, não podemos deixar ele esperando. — a senhora Charlie riu um pouco, ouvi alguns passos se afastando.
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  %Jenie% se afastou com sua tia enquanto eu me sentava na cadeira, seu tio se sentou ao meu lado e começou a conversar comigo sobre tudo que estava acontecendo. Pude perceber que os tios dela estavam muito preocupados com nosso namoro, mas aliviados por eu ser uma pessoa legal e respeitosa.
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  Os minutos foram se passando e assim que a %Jenie% retornou com meu tão esperado pedaço de torta, seu tio se afastou um pouco, nos deixando mais à vontade sozinhos. Ela ficou cantarolando um pouco enquanto eu comia, mesmo tentando não demonstrar, eu conseguia perceber que ela estava um pouco estranha.
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  — Está tudo bem? — perguntei.
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  — Sim. — assentiu ela. — Gostou da torta?
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  — Você sempre acerta. — disse. — Cozinha muito bem.
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  — Que bom, obrigada. — ela respirou fundo.
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  — Posso te pedir uma coisa? — disse virando meu rosto para ela.
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  — Sim. — assentiu ela.
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  — Não pense em coisas que não deveria. — eu procurei sua mão até que encontrei. — Você é a luz que me guia no escuro, não quero te perder.
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  — Eu não vou. — ela jogou seu corpo me abraçando. — Eu prometo.
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  Eu me sentia um pouco aliviado, em sua voz tinha sinceridade, o que acalmou meu coração que já estava um pouco aflito. Os dias foram se passando, como previsto, eu me encontrava com %Jenie% duas vezes ao dia, de manhã e após o trabalho, aquela rotina era boa e divertida, sempre que eu me encontrava com ela à noite, tinha uma novidade sobre seus testes de receitas ao longo do dia.
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  Eu finalmente estava vivendo de verdade, finalmente conseguia sorrir quando acordava, não porque sabia que a veria no café da manhã, sabia que o meu motivo para acordar jamais iria querer se esquecer de mim. Era terça-feira e tinha passado na cafeteria antes do trabalho, %Jenie% estava um pouco estranha, de poucas palavras e meio distraída, certamente era por causa do concurso de confeitaria que estava participando, isso a estava deixando nervosa e ansiosa.
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  Um fato que eu era a pessoa mais pessimista que ela conhecia, mas mesmo com todo o meu lado negativo de ser, eu acabei dando algumas palavras de otimismo para ela, realmente %Jenie% era a melhor no que fazia, seu talento para gastronomia era natural e admirável.
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  — Ando meio estressada por causa desse concurso, às vezes sinto que farei algo errado por causa da minha cabeça. — disse ela ao sairmos pela porta da cafeteria.
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  — Você está se cobrando demais. — eu peguei em sua mão e sorri para ela. — Não importa se a receita de hoje não foi igual a de ontem, tenho certeza que a de manhã será ainda melhor. Sabe porquê?
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  — Por quê? — tinha vestígios de tristeza e frustração em sua voz.
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  — Porque você é maravilhosa e é a melhor quando se trata de cozinhar. — eu acariciei sua face de leve. — Não fique assim, apenas continue como sempre fez, porque a cada dia você se supera ainda mais.
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  — Agradeço suas palavras. — ela me abraçou forte. — Te ouvir dizendo isso me dá mais coragem, mesmo que minhas receitas não saiam as mesmas.
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  — Isso é um ponto positivo.
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  — É? — ela se afastou um pouco.
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  — Sim, porque tudo que você faz se torna único e especial. — eu sorri de leve.
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  Ela me beijou de surpresa, adorava quando fazia isso, enfim, eu tinha razão, pois até seus beijos eram únicos e especiais, eram como uma bateria que recarregava minhas energias para as horas que passaria longe dela. Nos despedimos de uma forma bem demorada, foi bom pois notoriamente ela estava mais tranquila e cheia de ideias para seus novos testes de possíveis bolos para o concurso.
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  No trabalho a rotina era a mesma, estava na minha sala improvisada lendo alguns artigos que Frank, o estagiário, tinha traduzido para braile para mim. Estava um pouco tediosa minha leitura sobre empresas de Startup, mas eu precisava terminar, tinha que escrever sobre o assunto para a edição especial do jornal.
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  — Precisa de algo a mais? — perguntou Frank ao bater na porta que estava aberta.
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  — Não, estou terminando minhas anotações e amanhã acabo esta leitura. — disse mantendo minha face voltada para a apostila. — Ah, mais uma vez obrigado por traduzi-la para mim.
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  — Que é isso, não fiz nada. — disse ele. — Além do mais, já estou acostumado com braile.
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  — Mesmo assim, obrigado. — disse voltando minha face para sua direção. — Está me ajudando muito, a voz da mulher do computador me causa dores de cabeça.
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  — Entendo. — ele riu. — Você já está terminando? Já tem uns dois dias que está lendo, e os três artigos eram um pouco grandes.
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  — Eu já terminei dois, agora estou terminando esse, mas terei que ler novamente para fazer minhas anotações.
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  — Nossa, estou me sentindo cansado por você.
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  — É cansativo mesmo. — eu ri.
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  — Pelo menos não terá que ouvir pelo computador.
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  — Sim, mas estou curioso agora, você conhece alguém que lê assim? — perguntei.
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  — Minha mãe, ela perdeu a visão quando tinha vinte e três anos, aí resolveu aprender, ela me ensinou quando eu era pequeno, nunca esqueci.
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  — Uau, e como sua mãe reagiu ao mundo?
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  — Ela não tinha muita opção a não ser superar, eu ainda tinha três anos, ela precisava ser forte por mim. — respondeu ele. — E tudo ficou legal depois que ela se casou de novo com meu padrasto, o cara é bem legal e minha mãe voltou a ser feliz como antes.
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  — Interessante, sua mãe é uma pessoa admirável. — elogiei.
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  — É, sim. — assentiu ele. — Ela só não é tão precisa como você, ainda fico desacreditado que seja cego.
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  — Nem todos acreditam cem por cento, mas eu sou, sim. — suspirei um pouco. — Contudo, não consigo agir de outra forma, já estou acostumado com meu estilo de vida.
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  — Um dos mais impressionantes que já vi. — ele riu. — Eu vou indo então, tenho um encontro com uma menina da universidade.
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  — Te desejo sorte.
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  — Valeu, estou mesmo precisando. — disse ele saindo pela porta.
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  Eu me espreguicei um pouco e fechei a apostila, meu pensamento de deixar o restante da leitura para o dia seguinte foi mais forte, a noite já havia chego e eu jamais faria hora extra. Afinal, eu tinha um encontro noturno marcado na casa de %Jenie%, joguei minhas coisas dentro da mochila e saí da sala.
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  Desta vez queria chegar mais rápido, então resolvi ir de táxi, pedi para parar dois quarteirões antes, minha primeira parada seria em uma floricultura, comprei um vaso de azaleias brancas, uma das flores preferidas da mãe dela. Assim que cheguei em frente sua porta, meu lado jovem apaixonado me fez ajeitar um pouco a roupa no meu corpo e arrumar meu cabelo, comecei a rir daquilo até que ouvi outra pessoa rindo.
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  — Você ficou muito fofo se arrumando. — disse ela da porta.
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  — Boa noite. — disse um pouco envergonhado. — Então estava aí me olhando?
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  — Acredite, foi coincidência eu abrir a porta minutos antes de você aparecer. — explicou ela.
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  — Você estava onde? — perguntei.
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  — Na cafeteria. — respondeu ela.
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  — Hum. — eu levantei a sacola com a flor. — Trouxe para você.
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  — Nossa. — ela pegou a sacola. — Azaleias.
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  — As preferidas da sua mãe.
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  — Sim. — assentiu ela. — Você gravou isso.
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  — Acredite, eu gravei tudo sobre você.
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  — Obrigada. — ela me abraçou de leve. — Vai ficar linda decorando a mesa da sala.
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  — Vai mesmo. — concordei.
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  Nós entramos, eu esperei ela encaixar as flores me sentado no sofá, ficamos algum tempo conversando sobre o que tínhamos feito aquele dia, claro que meu relatório era menor e mais tedioso. Em contra partida, as histórias de %Jenie% era mais divertidas e animadoras, finalmente ela tinha desenvolvido a receita que tanto procurava, segundo ela, aquele era o teste que mais se aproximava do que ela buscava.
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  Ela me deu um pedaço para experimentar, confesso que não conseguia identificar a diferença, já que este estava tão maravilhoso quanto os outros que eu já tinha provado. Entretanto, na análise, segundo ela, aquele bolo estava mais suave, leve e macio que os outros, além de ter o gosto doce na medida exata que alguns avaliadores consideravam aceitável para um bolo.
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  Eu não sabia nada sobre confeitaria, mas tinha plena certeza que minha garota ganharia.
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  — Que bom que conseguiu e que está feliz. — disse acariciando seus cabelos, sua cabeça sobre meu ombro.
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  — Me sinto mais leve e aliviada por ter conseguido chegar no que queria. — disse ela com seu tom suave de voz. — Vou dedicar esse bolo aos meus pais.
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  — Eles certamente ficariam felizes por isso. — concordei.
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  — Hum, o que vamos assistir hoje? — perguntou ela.
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  — Em homenagem ao seu bolo, que tal um bom desenho sobre gastronomia?
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  — Ratatouille! — disse ela empolgada. — Meu favorito.
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  — Oui. — assenti.
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  Nossa pequena maratona da gastronomia começou com o desenho, passou por vários filmes do gênero como o clássico Como Água para Chocolate, até chegar no cômico A Fantástica Fábrica de Chocolates, com Johnny Depp, seu ator preferido. Mesmo não conseguindo ver sua face, eu conseguia imaginar o quanto ela estava empolgada e feliz vendo os filmes, alguns ela sabia até a fala dos personagens.
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  Mas, tudo que é bom dura pouco e minha hora de voltar para casa estava chegando, %Jenie% queria que eu ficasse mais um pouco, porém eu não queria que seus tios pensassem que eu estava abusando da confiança deles. Nossa despedida na porta foi um tanto demorada como sempre, mas o beijo de boa noite dela era a melhor parte.
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  — Te vejo amanhã? — perguntei.
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  — Sim. — ela pegou minha mão e encostou em sua face, estava sorrindo.
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  — Estou ansioso para chegar amanhã. — eu sorri junto. — Já estou com saudade.
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  — Eu também! — ela se aproximou de mim e me beijou com suavidade.
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"Toda noite em que não consigo dormir
O quarto, após de desligar as luzes
Usando as mãos para esboçar
Tentando desenhar seu rosto."

- My Turn To Cry / EXO

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