I Need U

Escrita porPams
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 8

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

Os dias foram passando, eu me encontrava com %Jenie% todas as manhãs para o café da manhã, sempre na sua casa para ter mais privacidade, já que agora Nalla passava o dia trabalhando em casa. Eu não entendia mais os horários dela, mas não me importava, já que a noiva não era minha, e sim do %Suho%.
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  %Jenie% tinha me contado mais coisas sobre sua infância, um pouco sobre seus pais e sobre ter feito aulas de balé quando criança, por influência de sua tia Charlie. Foi legal imaginar ela dançando balé por alguns segundos, mas sabia que a paixão dela era pela gastronomia, assim como sua mãe.
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  Eu contei a ela algumas coisas sobre minha infância, minha vida acadêmica, sobre estar cursando administração quando me tornei deficiente visual. De todas as pessoas que já ouviram minha história, ela foi a única que não se espantou ou me chamou de louco. Talvez por entender que quando se ama, fazemos loucuras para ver a outra pessoa feliz.
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  — Você não pensa em fazer mais nada? — perguntou ela.
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  — O quê? Como assim? — me sentei ao seu lado no sofá.
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  — Hum, profissionalmente. — explicou ela. — Você é tão inteligente, não pensou em fazer nada?
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  — Nunca consegui ter motivação para isso. — respondi, mantendo minha face voltada para frente. — Acho que nunca tive motivação para pensar de fato no que fazer da vida.
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  — Não acha que sete anos é o bastante para deixar sua vida parada? — insistiu ela.
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  — Talvez, não sei.
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  — Eu acho que deveria pensar em ocupar seus dias. — disse ela.
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  — Já está se arrependendo de me convidar para café? — brinquei num tom sério.
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  — Jamais. — ela riu. — Mas eu sou somente uma parte do seu dia, uma parte da sua vida.
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  — Acredite, você é a melhor parte.
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  — Eu sei. — ela deitou sua cabeça no meu ombro. — Mas gostaria de te ver sorrindo fazendo outras coisas também.
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  — Tenho que admitir que você é minha única razão para sorrir?
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  — Não. — ela riu. — Mas deve ter algo que você goste de fazer.
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  — Quando era mais novo, gostava de escrever, tinha um emprego de meio período no jornal do bairro onde morava. — suspirei um pouco. — Mas tive que deixar para seguir o sonho dos meus pais, administração era a melhor opção segundo eles.
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  — Você pode retomar seu sonho de onde parou. — sugeriu ela. — Já que era o que gostava.
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  — Não sei se conseguiria. — retruquei.
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  — Tentar não vai te matar. — ela tocou em minha mão e começou a brincar com meus dedos. — E você pode se divertir fazendo isso.
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  — Prometo que vou pensar na sua sugestão. — virei minha face para ela. — Tem certeza que não está tentando se livrar de mim?
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  — Se fosse para isso, você tem muito mais chances de se livrar de mim. — ela riu um pouco. — E digamos que agora estou curioso para ler o que você andava escrevendo no passado.
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  — Hum, vou adorar te mostrar. — sorri para ela.
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  Era mesmo uma ideia interessante, e de fato, só precisava de alguém além de %Suho% para me motivar a fazer algo, além de passar horas dentro do quarto em estado melancólico. Ao final da tarde, voltei para o apartamento, para minha surpresa, %Suho% havia chegado cedo do seu trabalho e estava vendo um jogo do Champions League, acho que era Bayern de Monique contra Chelsea.
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  — %Suho%. — disse indo me sentar ao lado dele.
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  — Sim? — respondeu ele.
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  — Aquele seu amigo da redação, você ainda tem contato com ele? — perguntei sem compromisso.
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  — Tenho. — sua voz estava um pouco estranha. — Por quê?
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  — Nada, só curiosidade.
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  — Joga sua curiosidade direito e vamos direto ao ponto.
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  — Eu aceito. — respondi.
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  — O quê?
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  — A proposta, eu aceito trabalhar para ele.
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  — Sério? — mais surpresas vindo de sua voz.
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  — Sim, não me faça repetir novamente. — me levantei.
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  — Ok, a que se deve isso? — perguntou ele. — Ela?
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  — Ela quem? — perguntou Nalla vindo do corredor.
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  — Não importa, só diga a ele que aceito. — respondi, não dando atenção a Nalla.
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  — Aceita o quê? — insistiu ela.
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  — %Taehyung% está aceitando a proposta de trabalhar na redação do meu amigo. — explicou %Suho%.
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  — Nossa, que surpresa, e essa mudança toda tem alguma relação com sua amiga? — perguntou ela.
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  — Acho que isso não é da sua conta, já que agora poderei pagar por estar aqui. — segui em direção ao corredor.
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  — Que isso, %Taehyung%, você sabe que nunca de cobramos nada. — senti %Suho% vindo atrás de mim.
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  — Você não, mas... — abri a porta do meu quarto, tentei não ser sincero, porém tinha coisas que estava querendo despejar. — Não quero mais ter que ficar dando explicações da minha vida, só porque não ajudo a pagar a conta de luz.
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  — Não diga isso tão duramente. — disse %Suho%.
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  — Tem certeza? — eu olhei em sua direção. — Só estou sendo honesto, agradeço sua ajuda, mas este lugar não é somente seu, sabemos disso.
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  — %Taehyung%.
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  — Boa noite, %Suho%. — fechei a porta na cara dele.
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  Era chato brigar com meu primo, mas não era a primeira vez, talvez a motivação de %Jenie% tenha um ponto positivo, eu teria minha independência novamente e já estava sentindo o gosto dela. Tomei uma ducha quente para relaxar e me joguei na cama, me senti um pouco animado e ansioso, tanto que comecei a imaginar inúmeras situações em minha possível rotina de trabalho.
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  Como eu havia pedido, %Suho% conversou novamente com seu amigo e, para minha sorte, a proposta ainda estava de pé, talvez porque minha carta de recomendações do editor chefe do jornal que eu trabalhei, e de alguns professores meus da universidade, eram mais chamativos que meu próprio currículo.
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  Três dias depois, após uma breve entrevista de rotina e exames médicos desnecessários, eu estava oficialmente contratado pelo Jack, editor chefe da redação e amigo do %Suho%. Era uma pequena redação de jornal, voltado para o setor de economia e negócios, inicialmente eu seria um colunista e meu trabalho era escrever pequenos artigos sobre empreendedorismo.
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  Se eu sabia de fato o que era? Não, mas se tinha uma coisa que eu sabia fazer, era artigos. Para me incentivar no emprego novo, %Suho% me deu um notebook especial para deficientes visuais, fiquei agradecido, assim poderia escrever com mais facilidade, já que fazia tempo que eu não digitava, tinha perdido a prática e não me lembrava muito de como era o teclado.
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  Eu teria agora uma rotina no meu dia, articulada com precisão por %Jenie%: após o nosso café da manhã, passaria o dia na redação e, ao final da tarde, passaria na cafeteria para dar boa noite. Mas não imaginaria que ela me faria uma surpresa logo no meu primeiro dia de trabalho.
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  — %Jenie%? — disse assim que a porta do elevador se abriu e eu sentir o aroma daquele doce perfume de jasmim.
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  — Oi. — disse ela. — Surpresa!
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  — O que faz aqui? — perguntei saindo do elevador.
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  — Vim te buscar no seu primeiro dia. — respondeu ela segurando minha mão. — Fiz mal?
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  — Não, eu adorei a surpresa. — entrelacei nossos dedos. — Estou feliz que tenha vindo, me faz sentir que estou começando bem.
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  — Que bom, acaba de ganhar uma leitora. — ela riu. — Eu não entendo nada de economia, mas o que você escrever, eu leio.
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  — Agradeço o incentivo. — eu ri junto enquanto seguíamos para a saída. — E para onde vamos? Sua casa? O estúdio de balé?
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  — Hum, nenhum dos dois. — respondeu ela com um tom de animação. — Primeiro, porque o estúdio de balé está sendo usado por uma amiga da minha tia, ela está dando aulas particulares lá, eu acho, e meu loft está meio bagunçado, passei a noite organizando meus livros de receitas.
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  — Nossa, estou tentando imaginar papéis espalhados por todos os lados.
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  — Basicamente isso. — ela riu. — Então tive uma ideia melhor e inacreditável.
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  — Qual? — eu não sabia se ficava com medo ou com receio.
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  — Vamos assistir a uma apresentação de orquestra. — respondeu ela.
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  — O quê? — meu coração acelerou um pouco. — Orquestra?
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  — Sim, será algo que vamos poder ver juntos. — explicou ela. — E não podemos nos atrasar.
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  Ela me puxou para a calçada e entramos dentro de um táxi, eu ainda estava surpreso com tudo, mas estranhamente minha preocupação era quanto a minha roupa, se eu estava vestido de forma apropriada. %Jenie% riu de mim quando contei a ela essa minha preocupação, e assentiu que eu estava muito charmoso com meu terno azul marinho.
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  Minutos depois chegamos ao Lincoln Center, eu me lembrava vagamente de como era. Ao sairmos do táxi, %Jenie% segurou em minha mão entrelaçando nossos dedos e me guiou pelo caminho, ela tinha ingressos vip para um dos camarotes, cortesia da sua tia pelo meu emprego.
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  — Do que está rindo? — perguntou ela, após entrarmos no camarote.
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  — Estava imaginando você contando para seus tios sobre mim. — disse parando de rir. — Eles devem me achar uma pessoa estranha.
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  — Um pouco. — ela riu me puxando para frente. — Eles te acham uma pessoa corajosa, por ter feito o que fez.
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  — Só isso? — perguntei me sentando.
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  — Eles te acham legal também, principalmente pelo seu lado cavalheiro. — explicou ela tranquilamente. — Nos últimos dois anos, todos os homens que se interessaram por mim, de alguma forma sempre tentaram se aproveitar da minha falta de memória.
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  — Vou levar isso como uma aprovação para o nosso namoro então. — disse num tom de brincadeira.
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  — Então, nosso encontro vai terminar com um pedido de namoro? — retrucou ela.
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  — Você quer isso? — virei minha face na direção dela.
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  — A pergunta é, você quer? — sua voz estava séria, mas sempre suave. — Bem, acho que vai começar.
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  Suas palavras começaram a martelar em minha mente, e novamente minha atenção estava dividida entre a apresentação e aquela pergunta. Aquele concerto estava maravilhoso, havia me esquecido de como era bom sentir a música, meu corpo arrepiava a cada nota musical que soava.
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  Foram uma hora e vinte minutos de apresentação, permanecemos sentados por alguns minutos a mais, segundo %Jenie% era para esperar esvaziar os corredores, para sairmos com mais tranquilidade. Eu me levantei e encostei minha mão no beiral, estava tentando afastar meu lado negativo e fazer o que seria o certo, me permitir ser feliz.
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  — Eu quero. — disse de forma aleatória.
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  — O quê? — perguntou ela se levantando também.
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  — Eu quero ficar com você. — confirmei especificando minha resposta. — Eu... Você aceita namorar comigo?
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  — Hum? — mesmo esperando, ela parecia sem reação.
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  Logo senti seus braços envolvendo meu pescoço, juntamente com a proximidade do seu corpo, acho que aquilo era um “sim”. Envolvi meus braços em sua cintura e respirei fundo, era bom sentir seu perfume.
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  — Sim. — disse ela ajeitando um pouco meu óculos com a mão direita. — Minha resposta é sim.
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  — Mais alguma surpresa para o dia de hoje? — perguntei me afastando um pouco dela.
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  — Hum, acho que podemos passar na cafeteria, estou ansiosa para que conheça meus tios oficialmente.
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  %Jenie% se afastou um pouco mais, porém continuou a segurar minha mão, seguimos para a saída tranquilamente, trocamos mais alguns comentários sobre a orquestra, ela me fez detalhar tudo que tinha sentido enquanto ouvia os instrumentos. E o que nunca imaginei que pudesse acontecer, quando nos aproximamos da porta de saída, naquele momento ocorreu.
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  — %Taehyung%? — disse uma voz feminina, eu me lembrava daquela voz, ela pertencia ao meu amargo passado.
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  — Taylor? — disse afirmando reconhecer sua voz.
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  — Não imaginava que me reconhecesse apenas pela voz. — seu tom estava um pouco baixo, mas era a mesma entonação.
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  — Você está um pouco rouca, mas sua voz é a mesma. — assenti.
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  — Uma leve gripe. — sua respiração estava tranquila, ela parecia estar sozinha. — Quem é sua amiga?
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  — Meu nome é %Jenie%. — respondeu ela soltando um pouco minha mão.
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  — Ela não é minha amiga. — eu segurei novamente a mão de %Jenie%, entrelaçando nossos dedos. — Ela é minha namorada.
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“Faz parte da minha vida e é a única ajuda que irá abraçar a minha dor,
O melhor de mim, você é a única coisa que eu tenho,
Por favor, aumente a sua voz para que eu possa rir novamente.”

- Save Me / BangTan Boys (BTS)

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Natashia Kitamura

Eu tenho um amor por esse casal, que é sem igual. Quis dar um soco na Taylor quando ela apareceu (como ela se atreveu???). Mas admito que, ao mesmo tempo, quero que ela apareça para o Tae dar um belo de um fora nela e seguir em frente com a PP. Os dois merecem.

E não vejo a hora dele morar com ela PORQUE SIM, JÁ ESTOU FANTASIANDO. Acho a coisa mais fofa os dois e não sei que tipo de problema que vem pela frente (se vem), mas já quero guardar os dois em um potinho e proteger pra nenhum mal cair sobre eles. Não merecem, esses bbs <3

Suas histórias são ótimas, Pâms!

Pâms

Que beta mais linda gente!!!
Amo você já fantasiando tudo!! 
Muito obrigada minha linda por comentar!!!

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