I Need U

Escrita porPams
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 18 minutos

Mesmo debaixo da chuva, muitas pessoas se aproximaram para nos ajudar a levantar. Curiosamente, estavam mais preocupados com ela do que comigo. Uma senhora me entregou meu óculos escuro que havia caído no chão. Coloquei assim que peguei da mão dela, não queria que a moça do perfume descobrisse que eu era cego, apesar de muitas pessoas ao nosso redor, eu conseguia sentir sua respiração ainda ofegante.
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  — Obrigada. — agradeceu ela novamente. — Muito obrigada, por me salvar.
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  — Ah, que bom que você está bem. — reconheci aquela voz, era a mulher do perfume forte e foz fina. — Quando vi o carro vindo de dentro da cafeteria, senti um aperto.
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  — Não se preocupe, Darya, estou bem. — retrucou ela. — Graças a ele.
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  — Oh, o cliente estranho. — sussurrou a tal Darya, eu consegui ouvi, não era novidade. — Ah, bem, agradecemos.
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  — Fiz o que qualquer pessoa poderia fazer. — respondi normalmente mantendo minha face voltada para a rua.
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  — Mesmo assim, estou grata por isso. — sua voz suave e doce parecia que estava sorrindo, estava começando a desejar ver seu sorriso.
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  — Venha, %Jenie%, seu joelho está ralado, temos que fazer um curativo antes que infeccione.
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  — Tudo bem.
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  Senti elas se afastando de mim. Aos poucos, aquelas pessoas curiosas foram se dispersando, continuei parado por mais alguns minutos, pensando. Então seu nome era %Jenie%, estava aliviado por ter salvo ela e por saber seu nome, era como uma confirmação de que a dona daquela voz era real. Meu coração acelerou um pouco, não conseguiria deixar de pensar nela agora, e estava pensando em tomar café todas as manhãs na cafeteria nova.
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  — %Taehyung%? — aquela voz era de %Suho%.
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  — %Suho%? — me virei para a direção da voz.
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  — O que faz aqui? Por que está debaixo da chuva? — perguntou ele.
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  — Bem, a história é meio louca. — eu ri. — Vamos entrar que eu te conto.
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  %Suho% me acompanhou até o apartamento. Assim que entramos, ele foi até a cozinha preparar algo para nós dois comermos, aproveitei para ir ao banheiro, tomei uma ducha quente e coloquei roupas confortáveis. Quando voltei para cozinha, comecei a contar minha história do início, quando fomos à cafeteria tomar café da manhã. Enquanto ele preparava o chá, contei a ele sobre meu súbito interesse na garota do perfume de jasmim; continuei falando sobre ter pensado nela durante o resto da manhã e minha aventura ao voltar na cafeteria, até que cheguei na parte mais louca.
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  — Espera, você a salvou de ser atropelada? — a voz de %Suho% parecia de surpresa.
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  — Sim.
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  — Você tem noção do que fez? Se jogou na frente de um veículo em movimento, para salvar alguém que nem conhece. — aquela era voz de repreensão. — Não poderia ter deixado outra pessoa fazer isso?
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  — Eu a salvei, é o que importa, além do mais, meus reflexos e percepção são melhores que a de uma pessoa comum, até o momento em que eu cheguei perto dela, ninguém havia percebido o veículo desgovernado. — retruquei de forma coerente.
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  — Isso é verdade. — ele suspirou fraco. — Fico me perguntando se você realmente está cego. — ele riu com ironia. — Às vezes faz coisas como se enxergasse ainda.
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  — Devo levar isso como um elogio? — olhei para a direção da voz dele.
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  — Viu? É disso que estou falando. — %Suho% pareceu pegar alguma coisa. — Você olha para minha direção como se conseguisse me ver.
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  — Acredite, são sete anos de prática constante, odeio quando as pessoas me tratam como um cego deficiente. — bufei um pouco, sentindo ele encostar a xícara em minha mão.
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  — Aqui está. — sua voz estava mais branda. — Um pouco de chá para alegrar seu dia, só não é de jasmim. — ele se afastou rindo.
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  — Se vai começar com suas piadas, vou me confinar no quarto. — já alertei indo até o sofá.
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  — Prometo não abusar. — ele riu se sentando ao meu lado. — Então, depois de sete anos fechado para balanço, está mesmo interessado em uma garota?
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  — Não é isso. — eu ainda não tinha definido meus sentimentos por ela. — Eu só me sinto bem quando ouço a voz dela, é como uma luz no fim do túnel para mim.
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  — Sei. — aquilo era deboche.
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  — Estou sendo sincero. — retruquei. — Nem a conheço, como posso estar interessado?
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  — Como? — ele riu. — Querido primo, é simples, estando interessado. Quando um homem se interessa por uma mulher, ele precisa ver ela, no seu caso, foi ouvir.
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  — Não estou interessado, mas gostaria, sim, de conhecer ela.
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  — E já sabe o nome dela?
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  — Sim. — suspirei um pouco. — Ouvi a outra atendente falando, é %Jenie%.
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  — Nome bonito.
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  — Sim. — uma ponta de sorriso apareceu espontaneamente em minha face.
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  — Acho que você ainda se prende muito ao que aconteceu no passado, me desculpe a sinceridade. — ele respirou fundo. — Mas as pessoas não são iguais, e já percebi que a voz dela te atrai, você inconscientemente está interessado, então admita isso de uma vez e se dê uma chance.
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  — Você está de brincadeira, né?
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  — Não. — ele se levantou — O máximo que pode acontecer é ela já ter um namorado, ou te achar feio. — ele saiu rindo.
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  — Ha... ha... ha... — tomei um gole do chá.
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  %Suho% estava certo, eu realmente estava interessado nela, mas ainda tinha em minha mente as frustrações do passado. Ser deixado após dar uma demonstração de amor, foi a pior coisa que me aconteceu. Eu não queria passar por aquilo novamente, não queria ter meu coração estilhaçado como tive, mas eu já estava no fundo do poço, não tinha mais nada para ser tirado de mim. Como %Suho% sempre dizia, o pior que poderia acontecer, era %Jenie% ter pena de mim.
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  Ele saiu da sala, provavelmente indo para o quarto, fiquei mais alguns minutos sentado no sofá enquanto terminava de tomar meu chá. Era difícil não pensar nas palavras dele, eu tinha passado aqueles sete anos criando muralhas para afastar as pessoas e agora queria me aproximar de uma. Quanto mais pensava nisso, mais receio tinha em continuar, não queria me machucar novamente, mas queria poder ouvir aquela voz novamente.
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  Terminei o chá e levantei do sofá, caminhei até a cozinha e coloquei a xícara na bancada. Fiquei ouvindo o barulho da chuva do lado de fora por um tempo, assim que me virei, senti uma movimentação de %Suho%, logo, o barulho dele sentando no sofá e ligando a TV surgiu.
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  — Vou assistir um filme, me acompanha? — perguntou ele. — Adoro seus comentários e observações sobre o que vai acontecer nas cenas.
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  — Muito engraçado. — bufei um pouco. — Para mim não é nada divertido isso, ter que adivinhar o que está acontecendo quando tudo está calado.
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  — Ah, deixa de ser mal-humorado, é divertido, você sempre acerta.
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  — Porque você sempre vê os mesmos filmes. — era uma realidade, eu já tinha até decorado as falas de os Piratas do Caribe.
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  — Quer algo novo? — ele parecia surpreso. — Sempre achei que você tinha o mesmo gosto que eu para filmes.
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  — Pelo menos são melhores que os romances que a Nalla vê, consigo sentir ela chorando do meu quarto. — caminhei de volta para o sofá.
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  — O que me diz de um pouco de zumbi? — ele parecia segurar o riso.
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  — Depende do filme e do zumbi. — retruquei indo em direção ao sofá. — Nada de The Walking Dead novamente, não aguento mais suas maratonas desse seriado.
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  — Nossa, você é mesmo um chato, nada está bom. — ele trocava de canal.
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  — Desculpa se não tenho mais perspectiva de vida. — me sentei respirando fundo.
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  — Você já foi mais divertido, acho que você precisa mesmo conhecer aquela moça, quem sabe assim fica menos amargurado.
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  — Por que será que eu já imaginava que você tocaria nesse assunto? — bufei novamente. — Eu já me decidi, prefiro continuar como estou.
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  — O quê? — aquilo era tom de indignação. — Você me salva a garota e agora vai desistir?
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  — Você fala como se eu a conhecesse há tempos. — não contive um riso irônico. — Quero te lembrar que eu a ouvi pela primeira vez hoje pela manhã, e na minha falta de sorte, ela atendeu à mesa ao lado.
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  — Hum. — ele parecia pensativo. — Então, agora que estou me ligando, a atendente da mesa ao lado, aish, queria ser um bom fisionomista, não me lembro do rosto dela.
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  — E isso tem algum relevância? — virei minha face para ele.
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  — Pare de fazer isso como se estivesse me olhando de verdade, seus reflexos me assusta às vezes. — aquela era a milionésima vez que ele reclamava da forma com que eu agia como uma pessoa normal.
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  — Você não respondeu. — retruquei voltando ao assunto.
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  — Respondendo... — ele deu uma risada rápida. — É claro que tem relevância, vai que a moça não é bonita.
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  — Sério isso? — eu não conseguia mais associar os padrões de beleza do mundo. — Olha só quem fala.
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  — Do que está insinuando?
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  — Nalla é bonita? — perguntei ironicamente. — Porque eu não consigo achar isso.
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  — Porque não pode ver o quão linda ela é, corpo de modelo. — retrucou %Suho% com satisfação.
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  — Desculpa, a voz dela não me transmite nada de belo. — fui mais sincero que o normal.
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  — O que a voz de uma pessoa tem para definir a beleza dela? — retrucou %Suho% como se estive ofendido.
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  — E o que o corpo de uma pessoa tem para definir sua beleza? — ri um pouco me espreguiçando. — O que é belo para um, pode não ser para outro.
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  — E a voz da %Jenie%, a faz se tornar bela para você? — %Suho% gostava mesmo de voltar em assuntos que eu queria distância.
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  Permaneci em silêncio, ele riu um pouco da minha cara, não que eu não quisesse me lembrar dela, mas não queria falar dela com %Suho%. Mesmo que eu explicasse meus motivos para me afastar de todos, ele nunca entenderia, era complicado voltar a confiar nas pessoas, principalmente em quem você nunca viu na vida. Com sua insistência em me fazer ficar longe do quarto, o acompanhei em mais uma maratona, vendo Resident Evil e sua franquia de cinco filmes com o mesmo elenco morrendo e voltando várias vezes.
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  Aproveitei o término do quarto filme para fugir da sala, uma escapada estratégica para ir ao banheiro e me trancar no quarto depois. %Suho% ficou me gritando da sala algumas vezes, mas acabou desistindo quando parei de responder seus gritos. Aproveitei aquilo para trocar de roupa, colocar o pijama e dormir. As horas de sono passaram rápido, até o sol entrar pela janela e %Suho% me gritar da porta, será mesmo necessário que eu acorde tão cedo?
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  — %Taehyung%? — ele bateu na porta. — Estou indo a cafeteria da sua garota, quer ir também?
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  — Garota? — sussurrei. — Que garota?
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  — %Taehyung%? Está me ouvindo?
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  — Estou, me deixa dormir.
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  — E perder a oportunidade de ver você encontrando sua garota? — ele parecia falar num tom debochado.
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  — Que garota? — eu gritei erguendo meu corpo na cama.
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  — Então já superou ela? — ele riu. — Você se esquece muito rápido das garotas agora.
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  — Deixe de ironia. — eu me levantei da cama. — Se está falando da %Jenie%, ela não é minha garota.
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  — Nunca se sabe, ela pode vir a ser.
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  — Me dê cinco minutos.
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  Em casos assim, era melhor não retrucar. %Suho% tinha mesmo um objetivo de vida, que era me arrumar uma garota, mas eu não queria garota nenhuma, não até aquele momento. Troquei de roupa, coloquei meu óculos e saí do quarto, passei no banheiro antes de chegar na sala, claro que %Suho% iria brincar um pouco com minha rapidez para me arrumar. Seguimos para a cafeteria com algumas brincadeiras da parte dele, confesso que fiquei um pouco nervoso assim que nos aproximamos da porta, senti um frio na barriga quando %Suho% abriu a porta para entrarmos.
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  — Coragem, homem. — ele riu de mim, já era normal aquilo.
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  — Não sei do que está falando. — nego até a morte.
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  — Sei. — ele continuou rindo.
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  Eu o segui até a mesa onde nos sentamos, demorou alguns minutos até eu reconhecer o perfume de jasmim, ela estava na cafeteria e perto de mim. Coloquei a mão na altura do meu coração de forma discreta, estava acelerado, será que ela seria a atendente da nossa mesa?
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  — Bom dia, sejam bem-vindos. — disse a voz que eu queria ouvir. — Vocês gostariam que eu recomenda-se algum café? Temos ótimas variedades.
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  — Oh, bom dia, %Jenie%. — cumprimentou %Suho%, dando ênfase no seu nome de propósito.
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  — Você está bem? — perguntei ao me lembrar do quase acidente de ontem.
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  — Estou. — ela respondeu meio sem reação.
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  — Ah, que bom, fiquei preocupado com você.
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  — Hum, me desculpe senhor, mas eu não o conheço, como pode estar preocupado comigo? — ela parecia mais confusa ainda, será que não se lembrava que eu a tinha salvado.
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  — Tem certeza que não o conhece moça? — reforçou %Suho% achando estranho.
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  — Sim. — sua voz estava um pouco baixa, mas ainda era a mesma voz doce de sempre — Me desculpe.
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  — Talvez não esteja me reconhecendo, quando você foi atravessar na rua ontem, eu te salvei, nós dois caímos e você ralou o joelho.
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  — Acho que o senhor está me confundindo com outra pessoa, isso nunca aconteceu comigo. — ela parecia estar dizendo a verdade, mas não fazia sentido.
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  — Bem, e como seu joelho está machucado? — perguntou %Suho% com sua voz de desconfiança.
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  — Eu... não sei. — ela deu alguns passos para trás esbarrando na outra mesa, ouvi algumas coisas caindo. — Me desculpe, eu... Você está me confundindo com outra pessoa.
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  Senti ela se afastando de nós, em passos largos.
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  — %Jenie%. — a outra atendente se aproximou da nossa mesa. — Oh, me desculpem o mal entendido.
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  — Por que ela não se lembra de mim? — me perguntei num sussurro meio alto.
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  — O que aconteceu com ela? Houve ou não um quase acidente?
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  — É claro que houve. — minha voz tinha um pouco de irritação. Sim, eu estava nervoso com aquela situação.
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  — Me desculpe, é um pouco complicado de se explicar. — disse a atendente.
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  — Você é a Darya, não é? — perguntei de imediato. — Me lembro de você.
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  — Sim, eu também me lembro de você. — assentiu ela. — Agradeço mais uma vez por ter salvo ela, e sinto muito pelo mal entendido.
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  — Poderia nos dizer o problema dela? — insistiu %Suho%.
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  — Por que é complicado?
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  — Me desculpe, não posso... — ela se afastou antes mesmo de terminar a frase.
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  — Senhores. — era a voz de um senhor, possivelmente o dono do lugar. — Me desculpem o transtorno, é a primeira vez que isso acontece.
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  — Não quero desculpas, só quero entender o que está acontecendo. — disse num tom de chateação.
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  — Senhor, nos perdoe a intromissão, mas meu primo só estava preocupado com a moça e resolveu perguntar se ela estava bem. — %Suho% estava com a voz branda, porém séria. — Não imaginávamos que aconteceria isso.
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  — Ninguém imagina. — o senhor puxou uma cadeira e se sentou. — Não costumamos contar isso a nenhum cliente, mas como seu primo se envolveu um pouco, acho que preciso esclarecer tudo.
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  — Estamos ouvindo. — minha voz estava mais fria que o normal.
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  — %Jenie% é minha sobrinha, eu a crio desde os sete anos, mas às vezes me culpo por não ter protegido ela como deveria. — ele respirou fundo. — Há três anos, ela sofreu um acidente que a fez bater a cabeça gravemente. Depois de um ano em coma, ela acordou, mas percebemos que não era a mesma. — ele parecia reprimir um pouco seus sentimentos. — Descobrimos que %Jenie% havia adquirido a Síndrome de Goldfield*, toda sua memória contraída até o dia do acidente permaneceu intacta, mas sua mente não consegue mais guardar memórias recentes; tudo que ela vive em um dia, se apaga à noite quando dorme.
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“Caindo (tudo está)
Caindo (tudo está)
Caindo (tudo está) desabando.”

- I Need You / BangTan Boys (BTS)

  *Síndrome de Goldfield: doença fictícia do filme 'Como se fosse a primeira vez'

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