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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Hearts on Lease


Escrita porBetiza
Editada por Lelen

14º Capítulo

Tempo estimado de leitura: 13 minutos

  %Wendy% deixou o copo de água sobre o balcão da bancada que dividia a sala da cozinha, e encarou %Youngjae% que estava escorado no balcão da pia, com os braços cruzados abaixo do peito, já a encarando.
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  Eu já estou melhor. Acho que consigo ir para casa, só preciso pedir um carro.
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  %Youngjae% sentiu a garganta fechar e passeou os olhos pelo rosto tranquilo dela.
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  — Então é isso? Você vai embora? Simples assim. Sem me dizer nada do que veio dizer. Ou na verdade não veio dizer nada?
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  %Wendy% desviou os olhos e olhou para as mãos no próprio colo. Intenso demais, como sempre. %Youngjae% era assim.
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  — Eu perdi a coragem. — Ela sussurrou, sentindo os olhos marejarem.
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  %Youngjae% bufou alto, impaciente. Passou as mãos pelos cabelos num ato puro de desespero.
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  — Eu estou indo embora também %Wendy%. — Ele jogou as palavras. — Só que da Coreia. Recebi outra proposta de emprego, na Tailândia. Para trabalhar no que realmente sou formado, e eu aceitei.
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  Os olhos de %Wendy% subiram, agora encarando %Youngjae%. As palavras morrendo dentro da garganta dela, o coração acelerando. Rápido demais.
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  — Você, o que? — A voz de %Wendy% saiu quase como um sussurro, mas o choque nos olhos dela gritava mais alto do que qualquer palavra.
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  %Youngjae% não desviou o olhar. Mantinha-se firme, os braços cruzados, como se isso fosse a única coisa que o impedia de se desmanchar.
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  — Eu aceitei, %Wendy%. — Ele repetiu, mais calmo, mas ainda tão intenso quanto antes. — Vou para Bangkok no mês que vem. Um novo começo. Longe de... tudo isso.
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  Ela sentiu o ar faltar. Como se cada palavra dele fosse um golpe seco no peito.
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  — Longe de tudo isso? — Ela riu, sem humor, balançando a cabeça. — Você quer dizer... longe de mim.
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  %Youngjae% hesitou por um segundo, mas assentiu levemente.
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  — Sim. Longe de você. Porque continuar aqui... fingindo que não sinto nada, que você não mexeu comigo... é sufocante demais.
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  %Wendy% engoliu em seco, desviando o olhar para o balcão. Uma parte dela queria gritar, outra queria simplesmente chorar.
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  — E se eu disser que... que eu não quero que você vá? — A pergunta escapou antes que ela pudesse pensar. — E se eu disser que não sei como vai ser a minha vida quando você não estiver mais nela?
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  %Youngjae% deu uma risada amarga, balançando a cabeça.
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  — Você está dizendo isso porque eu vou embora, %Wendy%. Não porque sente de verdade.
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  — Não é verdade! — ela rebateu, a voz um pouco mais alta do que pretendia. — Eu... eu só... tenho medo.
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  Ele se aproximou, lentamente, e parou bem diante dela. O olhar firme, penetrante, quase doloroso.
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  — Medo de quê? De sentir? De viver algo real? Porque eu cansei de fingir que você não é tudo o que eu queria, %Wendy%.
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  O coração dela disparou. As palavras dele caíam como faíscas em um campo seco, incendiando tudo o que ela tentava manter sob controle.
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  %Youngjae% deu um passo ainda mais próximo, tão perto que ela podia sentir o calor do corpo dele.
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  — Se você me quer aqui... me dá um motivo para ficar. Um só.
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  %Wendy% piscou, os olhos marejando de vez, o peito subindo e descendo rápido demais.
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  — %Youngjae%... eu... — As palavras morreram na garganta, engolidas pelo turbilhão de emoções.
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  — Viraremos lembrança, não é? Só lembrança um na vida do outro. E tudo bem. — Ele mentiu, engolindo seco as palavras que realmente queria dizer. — Lembrança. Boa, né?
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  %Youngjae% se aproximou mais, segurou o rosto dela entre as mãos e então encostou a testa na dela:
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  — Vai que vira uma lembrança boa nossos lábios roçando e mordiscando antes de beijar.
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  %Youngjae% manteve a testa colada à dela, os dedos envolvendo suavemente o rosto de %Wendy%, como se quisesse gravar cada detalhe daquele momento na memória. Os olhos dele, tão próximos, estavam carregados de algo que ia além da saudade: um desejo silencioso, um amor contido demais para caber em palavras.
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  %Wendy% suspirou, o corpo respondendo ao calor que emanava dele, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, %Youngjae% a puxou para um beijo. Foi firme, mas ao mesmo tempo doce, como se ele estivesse tentando dizer tudo o que não ousava colocar em palavras. A ponta da língua dele encontrou a dela devagar, explorando, saboreando, até que %Wendy% cedeu completamente, levando as mãos aos cabelos dele, puxando-o para ainda mais perto.
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  A respiração deles se misturou, ofegante, e %Youngjae% sentiu os dedos dela arranharem levemente sua nuca, fazendo um arrepio subir pela espinha. Ele sorriu contra os lábios dela, um sorriso breve, quase dolorido, e só então rompeu o beijo, deixando a testa encostada na dela:
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  — Nossos braços juntos, nossas mãos entrelaçadas e nossos olhos se encontrando e conversando sem nenhuma palavra dita… — ele começou, com a voz embargada, como se estivesse gravando cada memória antes que fosse tarde. — Vai que vira uma lembrança boa, nossos corpos abraçados, eu deitado no seu peito cantando alguma música pop com você e pulando pra Bon Jovi do nada, e você me olhando estranho... Quem sabe seus textos eternizem na minha memória.
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  %Wendy% prendeu a respiração, cada palavra dele penetrando fundo no peito.
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  — Vai que minha risada envergonhada quando me elogia fique com você e, ao lembrar, você sorria. Vai que um dia, depois de tudo ter se acabado, você lembre de mim nos seus braços mexendo no seu cabelo e acariciando seu rosto com o polegar sem te olhar, afinal, meus olhos diriam mais que meus lábios e você lembre que eu, assim como você, morria de medo de amar.
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  %Youngjae% respirou fundo, os olhos marejando, mas manteve a voz firme:
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  — Quem sabe, ao contar nossa história, você sorria e lembre com carinho. Lembre da leveza do nosso amor e como tudo se desenrolou. Quem sabe a leveza fique contigo e eu tenha te ensinado que amor é assim: leve.
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  — Se o amor é verdadeiro, não deveria doer tanto se apaixonar… — %Wendy% voltou a sussurrar enquanto deixava as lágrimas finalmente escaparem de seus olhos úmidos. — Achei que tinha te dado tudo o que você queria…
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  %Youngjae% respirou fundo, os olhos faiscando com uma mistura de dor e frustração. Ele segurou o rosto dela entre as mãos, como se estivesse tentando ancorá-la no momento.
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  — Você não quer que eu fique, mas você não quer que eu vá. — A voz dele tremia, mas carregava uma firmeza quase desesperada. — Por que você faz esses joguinhos? Eu nunca vou entender.
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  Ele usou o polegar para limpar uma das lágrimas dela, e o toque, suave e cheio de cuidado, só a fez chorar mais.
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  — Você não quer que eu mude e você não quer que eu cresça… — continuou ele, os olhos brilhando com a mágoa que agora transbordava. — Mas você vai contar os dias %Wendy%, desde que eu sair por aquela porta.
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  %Wendy% deu um passo para trás, as mãos trêmulas. A respiração dela estava acelerada, o coração batendo forte, como se cada palavra dele fosse uma flecha atingindo o peito.
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  — Me dê um pouco de espaço… — Ela tentou se recompor, mas a voz saiu fraca, quase implorando. — Eu vejo seu rosto em todo lugar que eu vou. Não posso escapar, não posso te esquecer, fugir de você, não!
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  %Youngjae% fechou os olhos por um instante, a mandíbula contraída, tentando controlar a raiva e o sofrimento que se misturavam dentro dele. Quando os abriu, os olhos estavam vermelhos, úmidos, e sua voz soou ainda mais sincera:
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  — Seria demais se eu abrisse meu coração para dizer isso?— A pergunta pairou entre eles, cortante. Ele respirou fundo, mas não recuou. — Pensei que você fosse minha, ah. Então te dei todo o meu amor.
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  A dor nos olhos dele aumentou, como se admitir aquilo fosse arrancar uma parte dele.
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  — Mas, mesmo assim, você partiu meu coração, %Wendy%! — Ele ergueu um pouco mais a voz, a mágoa evidente. — Acho que não preciso de ninguém…
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  As lágrimas de %Wendy% agora caíam livremente, manchando sua pele. Ela o olhou com os lábios trêmulos, como se buscasse algo para dizer, mas não havia palavras.
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  — Sei que está tudo bem, meu amor, sim, vou ficar bem! — %Youngjae% tentou sorrir, mas o sorriso morreu antes mesmo de se formar. — Quando o Sol nascer e você se sentir exatamente igual. Sei que você também estará sofrendo e ainda pensará em mim.
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  O silêncio que seguiu foi pesado, sufocante. %Wendy% levantou a mão, hesitante, e tocou o rosto dele, como se pedisse desculpas sem dizer nada.
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  — Está me punindo, não é? É uma punição, e merecida eu sei. Mas porque você aceitou? — O choro dela se intensificou, as mãos agarraram o colarinho da camiseta dele. — Você não pode fazer isso comigo!
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  %Youngjae% a segurou pela cintura, com força, as unhas cravando o tecido do vestido luxuoso e bonito que ela usava.
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  — O contrato acabou %Wendy%, eu estou livre agora! Preciso e vou pensar em mim, pensei em você demais. — Ele inspirou fundo, a voz embargada, os olhos marejando de novo. — %Wendy%, eu te abracei quando você estava totalmente em pedaços… e nunca me importei em me cortar.
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  As palavras dele entraram como facas no peito dela, rasgando algo que ela não sabia que ainda tentava proteger. As lágrimas rolaram ainda mais intensas, e %Wendy%, em silêncio, apenas o encarava, com os lábios trêmulos.
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  %Youngjae% aproximou o rosto do dela, tão perto que ela podia sentir o calor da respiração dele.
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  — Eu só queria que você parasse de lutar contra isso. Contra nós.
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  As palavras de %Youngjae% pairaram no ar, pesadas, e %Wendy% sentiu o peito arder. Antes que pudesse reagir, ele segurou o rosto dela entre as mãos, num impulso, e a beijou.
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  O beijo foi intenso, quase desesperado, como se cada um quisesse arrancar do outro tudo o que ainda restava. Não havia mais limites ou fingimentos, apenas a verdade crua de dois corações em conflito. %Wendy% agarrou os ombros dele com força, retribuindo com o mesmo ímpeto, sentindo as lágrimas se misturarem entre os dois.
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  Mas, de repente, %Youngjae% interrompeu o beijo, afastando o rosto com um olhar carregado de dor.
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  — Chega, %Wendy%! — A voz dele saiu firme, ainda que trêmula — Chega… vai embora.
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  %Wendy% ficou imóvel, o peito subindo e descendo de forma descompassada, os lábios ainda úmidos e trêmulos.
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  — %Youngjae%… — ela tentou falar, mas ele desviou o olhar, as mãos caindo aos lados.
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  — Por favor. Vai. — A voz dele era baixa agora, quase um sussurro, mas havia uma força quebrada nas palavras que a atingiu em cheio.
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  %Wendy% deu um passo para trás, depois outro, até que conseguiu girar nos próprios calcanhares. O coração parecia ter sido arrancado do peito. Pegou a bolsa que havia caído no chão e saiu do apartamento sem olhar para trás.
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  O som da porta se fechando atrás dela ecoou como um fim inevitável.
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  Já do lado de fora do prédio, %Wendy% caminhou sem rumo pelas ruas iluminadas de Seul, as lágrimas borrando sua visão. A cidade estava viva, vibrante, mas dentro dela só havia vazio.
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  Cada passo era pesado, cada respiração um esforço. As lembranças do beijo ainda queimavam nos lábios, e o “vai embora” dele ecoava na mente, como uma sentença.
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  Ela não sabia para onde estava indo, apenas andava, perdida, com o coração em pedaços, tentando controlar os soluços que escapavam.
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  Era o fim do que talvez nunca deveria ter começado.
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  Nota da autora: Oi chuchus, chegamos ao penúltimo capítulo! Mas prometo que vamos ter um bom fim, tá? Meu bias merece haha.

14º Capítulo
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Lelen

MEU DEUS, O HOMEM CANSOU!
SOCORREEEEEE
Tô contando com a afirmação dessa N/A e que o final da história em si vai ser feliz. Mas neste momento estou bem “o que fazer da vida agora?” OPADSNFPOASNDOP

Betiza

ELE APELOU! Mas ele vai voltar atrás, só posso dizer isso haha Obrigada Lelen <3

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