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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Hearts on Lease


Escrita porBetiza
Editada por Lelen

13º Capítulo

Tempo estimado de leitura: 16 minutos

  O endereço do apartamento de %Youngjae% brilhou na tela do celular dela. %Wendy% leu o mesmo em voz alta, para que o motorista da Mixmmix pudesse entender para onde ela queria ir:
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  — 144-3, Dosan-daero, Gangnam-gu, por favor!
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  O motorista assentiu com um gesto educado e iniciou o trajeto. %Wendy%, ainda em silêncio, olhou pela janela por alguns segundos antes de estender a mão até a lateral do banco e puxar delicadamente a pequena cortina de tecido escuro que separava a parte traseira da frente do carro.
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  O suave som do trilho metálico deslizando preencheu o interior silencioso do veículo. A cortina se fechou com um leve clique, conferindo à parte de trás uma privacidade acolhedora, quase como se aquele espaço agora fosse só dela — o que, por ora, era tudo que %Wendy% precisava. Um momento para respirar. Pensar. Se recompor.
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  Ela recostou a cabeça no apoio, fechou os olhos e soltou um suspiro silencioso, sentindo o coração acelerar à medida que o carro deixava o salão do evento para trás.
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  O pensamento logo pousando rapidamente em %Youngjae%. Será que era uma boa ideia ir até o apartamento dele para terem aquela conversa?
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  Agora com a cabeça um pouco mais fria, ela se perguntou genuinamente se aquilo, se aquela “despedida” faria sentido, já que o afastamento dos dois se dava justamente porque ela queria manter as coisas profissionais, como deveria ter sido desde o começo?
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  Balançou a cabeça em negativa enquanto o peito apertava. Olhou por Seul passando rapidamente por suas vistas pela janela.
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  “Agora já estou a caminho… preciso encarar seja lá o que for que vai acontecer.”
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  Escorou a cabeça por lá e fechou os olhos, enquanto tentava acalmar as batidas do coração, e pensava no que diabos ela falaria para %Youngjae%. A verdade é que ela havia agido por impulso, um impulso carregado de orgulho ferido, de saudade, de frustração…
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  Apertou a clutch nas mãos e mordeu o lábio inferior, ao se lembrar da única noite que havia passado com %Youngjae%. Das mãos dele deslizando pela pele ainda úmida e quente do banho recém tomado, do cheiro adocicado do perfume de marca que ele usava, dos lábios molhados dele descendo pela carne do pescoço, dos seios, da barriga… Abriu os olhos quando a lembrança começou a ficar vivida demais, real demais, provocando um arrepio profundo na ponta de sua espinha.
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  O corpo reagiu de forma quase espontânea quando ela se lembrou da sensação dele lhe invadindo devagar, preenchendo-a por completo, e ela apertou as coxas de forma quase involuntária quando se lembrou da sensação dele se movendo dentro dela, saindo e entrando, com o rosto afundado no pescoço e nos cabelos dela.
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  “Droga, %Wendy%! O que está acontecendo com você?”
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  Ela respirou pelo nariz, depois soltou pela boca. Uma crise de ansiedade agora era tudo que ela não precisava. Definitivamente não.
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  “Foi só sexo, %Wendy%. Sós sexo. Provavelmente o melhor que você já teve na vida? Sim… mas ele só um profissional, um ator, aconteceu e pronto.”
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  O coração saltou com ainda mais força dentro do peito quando ela lembrou do prazer que ele a proporcionou… o mais intenso até hoje.
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  E não era só isso. %Youngjae% e ela não haviam sido só sexo, não era só fingimento, atuação e um contrato com prazo de validade quase expirando.
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  Eles definitivamente eram muito mais do que isso! Eles eram... conexão. Eram silêncio confortável. Eram olhares que diziam mais do que palavras. Eram os sorrisos que escapavam mesmo quando não deviam, os toques que não pediam permissão, os gestos que não pareciam atuação.
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  %Wendy% sabia, no fundo, que tudo havia transbordado daquilo que deveria ser apenas um acordo profissional. %Youngjae% tinha invadido suas rotinas, suas defesas, e, principalmente, o seu coração.
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  Ela engoliu em seco, sentindo um nó se formar na garganta. Porque agora, mais do que nunca, tinha medo do que viria a seguir.
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  E se ele dissesse que queria encerrar tudo ali, como combinado? E se ele também estivesse fingindo que aquilo não havia significado nada? Ou pior… e se ela se entregasse mais uma vez, só para depois vê-lo ir embora?
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  — Você precisa ser forte, %Wendy%… — Ela disse a si mesma, baixinho, como se implorar coragem à própria consciência.
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  A viagem até o apartamento dele não era longa… Mas naquele momento, cada segundo dentro daquele carro parecia uma eternidade.
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***

  Quando a porta do apartamento 22 se abriu e %Wendy% encaro os olhos cansados e brilhantes de %Youngjae%, ela engoliu seco, apertando a bolsa nas mãos. Com força.
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  O coração batia forte demais. A pressão parecia sumir das veias, e a visão embaçada de %Wendy% denunciava que seu corpo não estava aguentando a carga de emoção que a invadia. Os joelhos cederam antes que ela pudesse evitar.
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  — %Wendy%?! — %Youngjae% se adiantou rapidamente, o susto nítido na voz.
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  Ela cambaleou, e a bolsa escorregou de suas mãos, caindo no chão com um baque surdo. Por sorte, ele foi mais rápido — a envolveu pelos braços antes que ela tocasse o chão, puxando-a contra o próprio corpo.
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  — Ei, ei, olha pra mim. Respira. — Ele segurava o rosto dela entre as mãos, os olhos arregalados de preocupação. — Tá tudo bem… eu tô aqui.
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  %Wendy% tentou falar algo, mas sua garganta estava seca, e o mundo parecia girar devagar demais. Sentia o calor das mãos dele em sua cintura, a firmeza nos braços que a sustentavam, e aquilo de alguma forma a trouxe de volta à superfície.
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  Aos poucos, o ar voltou aos pulmões e ela fechou os olhos com força, tentando conter o tremor que corria por todo o corpo.
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  %Youngjae% a manteve encostada no peito dele, como se temesse que ela caísse novamente, e a conduziu para dentro do apartamento, passando um dos braços por baixo dos joelhos dela e erguendo-a sem esforço.
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  — Você está esgotada… por que veio até aqui desse jeito? — ele murmurou, mais para si do que pra ela, enquanto a levava até o sofá.
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  Ao sentir o toque do estofado sob seu corpo, %Wendy% abriu os olhos, a respiração ainda irregular, e sussurrou com esforço:
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  — Eu… precisava falar com você.
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  %Youngjae% se ajoelhou à frente dela, as mãos ainda segurando firme as dela.
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  — Então respira. Primeiro você precisa ficar bem. Depois a gente conversa.
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  Ela assentiu levemente, os olhos marejados agora fixos nos dele.
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  — Vem, vamos deitar um pouco. — %Youngjae% se levantou, os ombros ainda tensos, os músculos rijos.
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  — Eu tô melhorando %Youngjae%, só mais cinco minutinhos, por favor…
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  A voz arrastada e baixa de %Wendy% ecoou pelos ouvidos dele e %Youngjae% a viu fechar os olhos. O peito dele apertado com uma mistura de raiva contida, exaustão e… carinho. Um carinho que ele queria desesperadamente sufocar, mas que insistia em crescer a cada gesto frágil dela.
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  Suspirou.
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  Aproximou-se com passos lentos e se agachou diante dela.
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  — Vem, %Wendy%… — repetiu, a voz agora mais baixa, gentil. — Você precisa descansar.
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  Ela abriu os olhos devagar e tentou protestar, mas o corpo, ainda frágil, não ajudava. Quando deu por si, já sentia os braços de %Youngjae% a envolvendo. O toque era firme, mas suave. Ele a pegou no colo com cuidado, como se temesse quebrá-la.
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  %Wendy% suspirou contra o ombro dele, os braços se enroscando preguiçosamente ao redor do pescoço dele por reflexo.
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  A pele quente do pescoço de %Youngjae% estava próxima o bastante para que ela sentisse o perfume familiar que ele usava — algo entre madeira e âmbar, que trazia lembranças demais. E, naquele silêncio carregado, %Wendy% não teve forças para resistir.
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  %Youngjae% a acomodou sobre a cama com todo o cuidado, ajeitando o travesseiro sob a cabeça dela e cobrindo-a com o lençol leve. Por um momento, ficou apenas parado ao lado, observando o rosto cansado, a respiração desacelerando. A expressão dela estava menos tensa agora.
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  Ele estendeu a mão e, hesitante, afastou uma mecha de cabelo do rosto dela.
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  Depois se afastou em silêncio, levando consigo o peso de tudo o que sentia — e não dizia.
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***

  Com os saltos na mão, %Wendy% atravessou o corredor e chegou até a sala, encontrando %Youngjae% sentado ao piano, os dedos dele tocavam uma melodia, bem baixinho, os olhos vidrados na vista esplêndida de Seul atrás da janela.
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  Mas %Youngjae% não via nada de fato, os olhos dele apenas encaravam a noite, os dedos passavam automaticamente pelo piano, tocando suavemente a melodia de uma de suas músicas preferidas, Talking to the moon, do Bruno Mars.
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  %Wendy% reconheceu, quando a voz dele começou a cantarolar junto à melodia, baixo o suficiente para que só ele — e agora ela, ouvissem.
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  — I know you're somewhere out there, somewhere far away. I want you back, I want you back.
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  %Wendy% observou em silêncio enquanto ele começava a se concentrar nas teclas do piano, a melodia ganhando mais força, assim como a voz dele.
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  — My neighbors think I'm crazy, But they don't understand… You're all I had, you're all I had… — Ele balançou a cabeça me negativa, como se discordasse consigo mesmo por estar ali naquele piano, cantando aquela música que dizia tanto — At night when the stars light up my room, I sit by myself…
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  Os olhos dela começaram a marejar preguiçosamente, o peito afundando enquanto ela ouvia a voz melódica e surpreendentemente potente que vinha dos lábios dele:
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  — Talking to the Moon, try'na get to you… In hopes you're on the other side, talking to me too, Or am I a fool who sits alone… Talking to the Moon? Oh, oh.
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  Ainda totalmente alheio a presença de %Wendy%, ele continuou:
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  — I'm feeling like I'm famous, the talk of the town… They say I've gone mad, yeah, I've gone mad!
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  As palavras da música continuavam saindo dos lábios dele com uma dor que parecia recém-aberta, como se cada verso rasgasse uma parte do que ele vinha tentando manter guardado.
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  %Wendy%, com os sapatos apertados contra o peito, sentia os olhos arderem.
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  Ela deu um passo hesitante à frente, mas o rangido discreto do piso de madeira foi o suficiente para quebrar o encanto.
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  Os dedos de %Youngjae% pararam subitamente sobre as teclas. Ele fechou os olhos por um segundo, como se implorasse ao universo que fosse apenas sua imaginação.
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  Mas quando virou o rosto e viu %Wendy% parada ali — descalça, os olhos vermelhos, os ombros tensos — o coração dele disparou.
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  Ela abriu a boca, talvez para pedir desculpas por ter escutado, talvez para dizer qualquer coisa que diminuísse a vulnerabilidade dele. Mas nada saiu.
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  %Youngjae% foi o primeiro a falar, a voz rouca pela emoção mal disfarçada:
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  — Achei que já estivesse dormindo.
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  %Wendy% segurou os sapatos com mais força.
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  — Não consegui. Acordei… E ouvi você cantando. — Ela deu de ombros, tentando parecer casual, mas falhando miseravelmente. — É uma das minhas músicas favoritas.
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  Ele assentiu levemente, sem desviar os olhos dos dela.
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  — Minha também. — A pausa foi longa demais. E pesada. — É meio idiota, eu sei.
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  — Não é idiota. — Ela falou rápido, como se não quisesse que ele pensasse aquilo nem por um segundo. — É... bonito. E honesto.
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  %Youngjae% desviou o olhar, voltando os olhos para as teclas brancas e pretas à sua frente.
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  — Eu fico aqui às vezes. Tentando entender por que algumas coisas têm que ser do jeito mais difícil.
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  %Wendy% mordeu o lábio inferior, se aproximando devagar até estar ao lado dele.
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  — Talvez porque as coisas mais verdadeiras não sejam fáceis mesmo.
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  Os olhos de %Youngjae% encontraram os dela novamente. E, pela primeira vez naquela noite, havia algo ali além de mágoa e frustração: havia compreensão.
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  — Você veio até aqui pra dizer isso?
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  %Wendy% hesitou. Depois assentiu.
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  — Eu vim pra dizer muita coisa... mas não sei mais por onde começar.
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  Ele puxou levemente o banco ao lado dele no piano, num gesto silencioso. Um convite.
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  %Wendy% encarou o espaço vazio ao lado dele, o coração batendo forte. Então se sentou, ainda segurando os saltos nos joelhos.
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  %Youngjae% voltou os olhos para as teclas, mas não tocou. O silêncio entre eles era denso, pesado, e pela primeira vez: desconfortável.
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  — Sabe... — ele começou, a voz baixa, mas firme — às vezes eu penso que a gente não sabe o que tá fazendo, mas mesmo assim continua tentando.
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  — Porque a gente quer. — %Wendy% completou, o sussurro quase se perdendo no ar. — Porque a gente sente.
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  Os olhos dele encontraram os dela de novo. Havia tanto ali. Dor, esperança, arrependimento… e amor.
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  Talvez aquele fosse o início de uma nova conversa. Ou apenas o silêncio necessário para que ambos entendessem que ainda não tinham terminado.
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  Nem de sentir, nem de tentar.
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  — Quer que eu toque outra? — ele perguntou, quase sorrindo, embora a tristeza ainda pesasse em seus olhos.
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  %Wendy% encostou o ombro no dele e murmurou:
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  — Toca só mais um pouquinho. Assim mesmo. Pra mim.
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  E %Youngjae% tocou. Não pela música. Mas por ela.
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  Nota da autora: Chegamos ao nosso antepenúltimo capítulo dessa história que tem o meu coração todinho! Bem curtinho e simples, mas é porque o bicho vai pegar é no próximo hihi. Não deixe me falar o que acharam, tá? Tá acabandooooo <3

13º Capítulo
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Lelen

Eu lendo o capítulo: AE, FINALMENTE VÃO SE ACERTAR!!
Eu lendo a nota da autora: PQP, COMO ASSIM QUE É NO ÚLTIMO CAPÍTULO QUE O BICHO VAI PEGAR? O QUE AINDA TEM PRA ACONTECER????
Ela vai contar a verdade para os pais? Ele vai ter uma nova cliente? QUE BICHO É ESSE QUE VAI PEGAAAR???

E só uma coisa aleatória, mas quero compartilhar porque sim: Toda vez que eu ouço/leio “Talking to the Moon” eu imagino um lobinho uivando pra lua e toda vez que aparece o “to the moooooooooon” eu canto e imagino o lobo “cantando” junto com um “AWOOOOOOOOOOO” OPNASDPOASNDPOASNDOP
Enfim, obrigada pela atenção AHAHHAHA

Betiza

ACHOU QUE IA VIR AÍ NÉ? PROMETO QUE NO ÚLTIMO VEM AÍ SIM KKKKKKKKKKKK
Mas no penúltimo……………..

AH EU AMEI HAHA ESSE NEGÓCIO DO LOBO, EU IMAGINO COM MOONSTRUCK DO ENHYPEN, O HIGH NOTE FINAL DO HEESEUNG, ESCUTA PARA VOCÊ VER

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