10º Capítulo
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— Isso não podia ter acontecido! — foram as primeiras palavras que saíram dos lábios de %Wendy%, que ainda estavam encostados nos de %Youngjae%.
A respiração ainda ofegante e quente dele batia nos lábios de %Wendy% e ela abriu os olhos apenas para encará-lo com os olhos ainda fechados.
%Youngjae% piscou algumas vezes, como se ainda estivesse tentando entender o que ela havia acabado de dizer. O peso das palavras de %Wendy% o atingiu em meio ao calor que ainda envolvia seus corpos.
Ele não se afastou de imediato. Apenas a olhou, os olhos ainda escuros pelo momento que compartilharam, tentando decifrar o que se passava na mente dela.
— Então… foi um erro? — Sua voz saiu rouca, quase um sussurro.
%Wendy% umedeceu os lábios, desviando o olhar por um instante. A mente dela estava um caos, um turbilhão de pensamentos atropelando uns aos outros. O beijo havia sido intenso, envolvente, e de alguma forma, assustador.
— Não é isso… — Ela começou, mas não soube como terminar.
Porque, de fato, não era um erro. Mas também não era algo que deveria ter acontecido.
%Youngjae% observou a hesitação dela e sentiu uma pontada de frustração crescer em seu peito. Ele se afastou levemente, soltando um suspiro pesado.
— Então o que foi, %Wendy%? — perguntou, passando a mão pelos cabelos molhados. — Você queria isso tanto quanto eu.
Ela fechou os olhos por um momento, tentando organizar os próprios sentimentos.
— É exatamente esse o problema, %Youngjae%. Eu queria.
Ele franziu a testa, confuso.
— E isso é um problema porque…?
%Wendy% soltou um riso fraco, sem humor, e abraçou os próprios braços, como se estivesse tentando se proteger de algo invisível.
— Porque nós dois sabemos que isso… nós… não deveria ser nada além do que já era antes.
%Youngjae% apertou a mandíbula.
— Você está dizendo isso porque realmente acredita ou porque está com medo?
Ela ergueu o olhar para ele, surpresa com a pergunta.
Ele continuou antes que ela pudesse responder:
— Porque, para mim, foi real. E se foi real para você também, então não finja que não aconteceu.
%Wendy% abriu a boca para responder, mas nada saiu. O coração dela martelava no peito, e a confusão só aumentava.
O silêncio se estendeu entre eles, pesado, carregado de significados não ditos.
Até que %Youngjae% soltou um suspiro cansado e se afastou mais um pouco, deixando a água escorrer pelo rosto antes de dizer:
— Você sabe onde me encontrar quando estiver pronta para ser honesta consigo mesma.
E, com isso, ele se virou, saindo da piscina sem olhar para trás.
%Wendy%, atônita e ainda um tanto quanto perdida, o acompanhou com o olhar incapaz de chamá-lo de volta. Talvez fosse melhor que naquele momento eles ficassem longe um do outro, para esfriarem a cabeça.
Ainda encarando a porta de vidro que separava o quarto dos dois da piscina, %Wendy% piscou os olhos algumas vezes, como se assim pudesse afastar a confusão dentro de si. Mas tudo o que conseguiu foi tornar cada lembrança ainda mais nítida.
A forma como os lábios de %Youngjae% se moldaram perfeitamente aos seus, como se aquele momento estivesse apenas esperando para acontecer. O calor das mãos dele em sua cintura, o arrepio que percorreu sua espinha quando ele a puxou para mais perto. Foi intenso, real, e acima de tudo… certo.
Mas agora, enquanto observava a porta de vidro por onde ele havia saído, sentia apenas um vazio se espalhando dentro de si.
Por que tinha falado aquilo?
"Isso não podia ter acontecido." As palavras ecoavam em sua mente, carregadas de uma certeza que nem mesmo ela possuía. Porque, no fundo, não era que não pudesse acontecer. O problema era que tinha acontecido.
Ela passou as mãos pelos cabelos úmidos, sentindo a água fria escorrer por sua pele quente. Ainda podia sentir o toque de %Youngjae% em seu rosto, o olhar intenso que ele sustentou até o último segundo antes de ir embora.
Ela queria aquilo tanto quanto ele.
E esse era exatamente o problema.
Desde o início, %Youngjae% sempre foi sua constante. Seu amigo, seu apoio, alguém com quem ela não precisava fingir. Mas agora… agora ele era algo a mais. Algo que a fazia perder o chão, que despertava nela uma inquietação que ia além da simples proximidade.
E se aquele beijo tivesse mudado tudo de um jeito que eles não conseguiriam voltar atrás?
Se abraçando, %Wendy% desviou o olhar da porta de vidro e fitou o reflexo distorcido da água na piscina.
Talvez ela estivesse apenas tentando se proteger. Talvez estivesse se segurando para não cair em algo que poderia ser maior do que imaginava.
Mas, no fundo, uma parte dela já sabia.
***
%Youngjae% deixou a água quente escorrer pelo corpo, os músculos ainda tensos enquanto apoiava uma das mãos na parede do box. Fechou os olhos, tentando esvaziar a mente, mas tudo o que conseguiu foi reviver cada detalhe do beijo.
O jeito como %Wendy% se encaixou perfeitamente contra ele, os lábios se movendo em sintonia, como se aquilo fosse algo natural. Como se já tivesse acontecido antes e seus corpos apenas estivessem se lembrando.
Mas então, a voz dela ecoou em sua mente.
"Isso não podia ter acontecido." As palavras cortaram seu peito como uma lâmina fria.
%Youngjae% sentiu os olhos arderem, e antes que pudesse impedir, a água quente misturou-se com as lágrimas que ele nem havia percebido que estavam ali.
Ele fechou os punhos, sentindo a frustração crescer no peito. Ele não tinha o direito de se sentir assim. Afinal, sempre soube o que eram um para o outro. Sempre soube que aquilo era um contrato, um papel que ele desempenhava bem demais.
Mas por que, então, aquela frase doía tanto?
Com um movimento brusco, ele bateu a mão na parede azulejada, sentindo a vibração do impacto ecoar pelo banheiro.
Ele não podia continuar com aquilo.
Não podia se dar ao luxo de pensar em %Wendy% daquela forma, de desejar algo que claramente não estava ao seu alcance.
Respirou fundo, deixando que a água levasse embora o calor que ainda queimava sob sua pele.
A partir de agora, ele precisava parar.
Se convencer de que aquele beijo foi um erro e seguir em frente.
Porque, no final das contas, era isso que %Wendy% queria, não era? Assim que saiu do banheiro enrolado na toalha e com os cabelos ainda úmidos seus olhos se cruzaram com os de %Wendy%, sentada na cadeira, o encarando de volta. %Youngjae% desviou o olhar rapidamente, como se o simples contato visual com %Wendy% fosse o suficiente para reacender tudo o que ele estava tentando enterrar.
Sem dizer uma palavra, caminhou até sua mala, abaixando-se para procurar algo para vestir. Seus dedos mexiam nas roupas sem realmente prestar atenção no que pegava, a mente ainda perturbada pelo que havia acontecido entre eles.
O silêncio no quarto era denso, quase palpável. %Wendy%, por sua vez, permaneceu ali por alguns segundos, observando-o. O rosto de %Youngjae% estava sério, fechado em uma expressão difícil de decifrar.
Sem conseguir suportar aquela atmosfera por mais tempo, ela se levantou e seguiu para o banheiro.
O som suave da porta se fechando atrás dela pareceu ecoar no quarto, deixando %Youngjae% sozinho com seus pensamentos mais uma vez.
***
%Wendy% saiu do banheiro em silêncio, já vestida com uma camisola leve que moldava seu corpo de um jeito quase natural. O tecido fluía suavemente por suas curvas, e o cabelo, ainda úmido, caía sobre os ombros, dando a ela um ar de descuido proposital.
%Youngjae%, que estava sentado na cama, com as costas escoradas na cabeceira e o celular na mão, ergueu o olhar sem pensar. Seu olhar correu pelo corpo dela antes que pudesse se impedir, captando cada detalhe, cada pequena provocação involuntária que aquela simples peça de roupa parecia lhe causar.
Ele sentiu o maxilar travar. Por um momento, tentou desviar os olhos, tentou ignorar a onda de calor que subiu por seu peito, mas a frustração misturada ao desejo só tornava aquilo ainda pior.
Era como se %Wendy% estivesse testando seus limites, mesmo que inconscientemente.
%Youngjae% soltou um suspiro pesado, jogando o celular de lado antes de se levantar abruptamente. Seus pés afundaram no carpete do quarto enquanto ele caminhava até ela, o olhar firme, determinado.
— Você está fazendo isso de propósito? — a voz dele saiu mais baixa, mais densa do que pretendia.
%Wendy% arqueou uma sobrancelha, confusa.
%Youngjae% parou à sua frente, perto o suficiente para que ela sentisse o calor do corpo dele, a tensão evidente no jeito como ele apertava os punhos ao lado do corpo.
— Isso. — Ele apontou vagamente para ela, para a camisola, para a forma como ela o olhava sem parecer minimamente afetada. — Você realmente não percebe o que está fazendo comigo?
— Eu só estou usando um pijama… — Ela sussurrou, tentando entender aonde ele queria chegar — O que tem de errado nisso?
Seus pés caminharam até ele, diminuindo ainda mais a distância entre eles.
%Youngjae% soltou uma risada baixa, descrente.
— O que tem de errado nisso? — Ele repetiu, cruzando os braços enquanto a observava se aproximar. — Você realmente não vê problema nenhum?
Ele passou a língua pelos lábios, frustrado, e soltou um suspiro pesado.
— Você está me provocando, %Wendy%.
— Provocando? — Ela riu de leve, balançando a cabeça. — Você tá maluco.
%Youngjae% deu um passo à frente, estreitando os olhos.
— Então me diz por que, desde aquele beijo, você não consegue parar de me encarar?
%Wendy% abriu a boca para responder, mas hesitou. O olhar dele estava tão intenso que parecia atravessá-la.
— Não seja tão convencido… — Ela tentou manter o tom firme, mas a própria voz vacilou.
— Ah, claro. Porque eu que sou o problema, né? — Ele riu sem humor. — Eu que estou aqui tentando fingir que nada aconteceu, enquanto você desfila por aí como se aquele beijo não tivesse significado nada.
%Wendy% sentiu o estômago revirar.
— Você quer saber o que aquilo significou? — Ela desafiou, aproximando-se ainda mais. — Você acha que tem o direito de me cobrar alguma coisa?
— Eu só quero entender o que está acontecendo aqui. — %Youngjae% cerrou os punhos, a respiração pesada. — Porque toda vez que eu tento me afastar, você me puxa de volta.
O silêncio entre eles foi interrompido apenas pelo som acelerado das respirações. %Wendy% sentia o peito subir e descer com força, e o olhar de %Youngjae% a queimava.
— E se eu disser que não sei? — Ela sussurrou.
%Youngjae% piscou lentamente, sua mandíbula travando.
— Isso só piora as coisas.
— Então para. — %Wendy% o desafiou, os olhos cravados nos dele. — Me deixa em paz.
%Youngjae% riu, descrente.
E então, como se algo os puxasse inevitavelmente um para o outro, %Youngjae% segurou o rosto dela com firmeza, seus dedos pressionando suavemente a pele quente.
Foi a única coisa que ele disse antes de tomar seus lábios novamente.
O beijo foi tudo o que o primeiro não pôde ser. Não havia hesitação, não havia medo. Era intenso, urgente, quase desesperado. %Wendy% não resistiu—não queria resistir. Suas mãos subiram pelo peito dele, agarrando a camiseta que ele vestia, puxando-o ainda mais para perto.
%Youngjae% gemeu contra os lábios dela, sentindo o corpo inteiro se acender com o contato. Sua mão desceu para a cintura dela, os dedos apertando a curva de sua silhueta como se quisesse gravar aquele momento na memória.
Dessa vez, nenhum dos dois quis parar.
O beijo se aprofundou, se tornando um emaranhado de lábios, respiração e desejo contido. %Wendy% sentiu o calor de %Youngjae% contra ela, cada toque dele enviando arrepios por sua pele. Suas mãos deslizaram pela camiseta que ele vestia, e sem pensar duas vezes, ela enfiou os dedos por baixo do tecido, sentindo a pele quente e firme de seu abdômen.
%Youngjae% estremeceu sob o toque dela, mas não recuou. Pelo contrário, aquilo apenas atiçou ainda mais o fogo dentro dele. Quando as unhas de %Wendy% rasparam levemente sua pele ao subir por seu torso, ele soltou um suspiro baixo contra seus lábios, como se o simples toque dela fosse suficiente para desestabilizá-lo.
Seus próprios dedos começaram a explorar, deslizando pelo corpo dela até encontrarem a barra da camisola. Ele hesitou por um segundo—o suficiente para que %Wendy% pressionasse seu corpo ainda mais contra o dele, encorajando-o sem precisar dizer uma única palavra.
%Youngjae% não resistiu. Suas mãos deslizaram para dentro do tecido fino, subindo lentamente por suas coxas. A ponta de seus dedos traçava linhas quentes sobre a pele macia, e quando seus dedos arranharam levemente a carne sensível de sua coxa, %Wendy% arquejou contra seus lábios, seu corpo reagindo instintivamente ao toque.
O som fez um arrepio percorrer %Youngjae%, e ele sentiu a respiração ficar ainda mais pesada. Ele a puxou mais contra si, sua boca se movendo com mais firmeza contra a dela, como se quisesse devorá-la.
%Wendy%, por sua vez, não ficou atrás. Seus dedos se fecharam em garras contra as costas dele, arranhando a pele sensível sob o tecido da camiseta. %Youngjae% soltou um ruído rouco, apertando ainda mais suas coxas com os dedos, retribuindo os arranhões com a mesma intensidade.
O mundo ao redor desapareceu. Nada existia além das respirações ofegantes, do calor de seus corpos e do desejo crescente que incendiava cada parte deles.
O beijo cessou apenas para que %Youngjae% pudesse descer os lábios até o pescoço de %Wendy%, onde depositou um beijo quente e demorado. A pele dela estava quente sob seus lábios, e ele podia sentir a respiração acelerada dela contra seu rosto.
%Wendy% suspirou ao sentir a boca dele explorar seu pescoço, sua cabeça tombando levemente para o lado, dando-lhe mais espaço. Seus dedos, antes fincados nas costas dele, deslizaram até os cabelos úmidos de %Youngjae%, enterrando-se ali, puxando-o para mais perto em uma súplica silenciosa para que ele não parasse.
%Youngjae% entendeu o recado. Sua boca seguiu explorando o pescoço dela, distribuindo beijos, mordidas suaves e pequenas sugadas que a fizeram arfar. Cada reação dela alimentava ainda mais seu desejo, e suas mãos, que ainda seguravam a coxa dela, subiram um pouco mais, seus dedos apertando a carne com uma mistura de posse e necessidade.
%Wendy% estremeceu sob o toque dele, e sem conseguir evitar, deslizou os dedos pelo couro cabeludo de %Youngjae%, puxando levemente seus fios entre os dedos. Ele soltou um gemido baixo contra sua pele, o som vibrando pelo corpo dela como eletricidade.
O ar ao redor deles parecia cada vez mais carregado, cada toque, cada beijo, cada respiração misturada contribuía para a intensidade crescente entre os dois. O limite entre razão e desejo estava se tornando cada vez mais tênue, e ambos pareciam cientes disso.
%Wendy% sentiu o calor subir por seu corpo, sua respiração entrecortada pela maneira como %Youngjae% explorava sua pele com os lábios. O desejo pulsava dentro dela, uma corrente elétrica que a fazia agir antes mesmo de pensar.
Seus dedos deslizaram lentamente até a barra da camisola fina que cobria seu corpo, e, sem hesitar, ela começou a puxá-la para cima. %Youngjae% interrompeu os beijos por um breve instante, sentindo o movimento dela, e recuou apenas o suficiente para observá-la. Seus olhos escuros a encararam intensamente, como se quisessem ter certeza de que ela realmente queria aquilo.
O olhar de %Wendy%, no entanto, não vacilou. Com um último impulso, ela ergueu completamente a camisola, deixando-a deslizar por seu corpo até cair no chão. Seu peito subia e descia de forma acelerada, e sua pele estava levemente arrepiada, seja pelo toque dele, seja pela expectativa do que estava por vir.
%Youngjae% prendeu a respiração por um momento, seus olhos correndo por cada detalhe do corpo dela, como se quisesse memorizar aquela imagem. Sua expressão era um misto de surpresa e desejo contido, e ele engoliu em seco antes de erguer o olhar de volta ao dela.
%Wendy% esperou, seu coração martelando no peito. Ela não sabia exatamente o que ele faria a seguir, mas naquele instante, pouco importava.
%Youngjae% não precisou de mais nenhum incentivo. Assim que seus olhos encontraram os dela novamente, ele avançou, puxando-a para si com firmeza. Seus lábios voltaram a se encontrar, dessa vez com ainda mais intensidade, carregados pelo desejo que ambos já não conseguiam mais conter.
As mãos dele deslizaram por suas costas nuas, sentindo a pele quente sob seus dedos, enquanto a puxava ainda mais para perto. %Wendy% arfou contra a boca dele quando sentiu suas unhas arranhando suavemente sua cintura, traçando um caminho tortuoso até suas costas.
O beijo era urgente, profundo, como se quisessem compensar o tempo perdido, como se finalmente tivessem cedido ao que tentaram evitar por tanto tempo. As mãos de %Wendy% voltaram a se enroscar nos cabelos dele, puxando-o para mais perto, como se quisesse senti-lo ainda mais.
%Youngjae% desceu os beijos pelo queixo dela, pelo pescoço, pela curva do ombro, sua respiração quente fazendo %Wendy% se arrepiar. Ele a segurava firme, como se temesse que ela se afastasse, mas %Wendy% não tinha a menor intenção de fazer isso.
Ela fechou os olhos, deixando-se levar pelo toque, pelos beijos, pelo momento que já não conseguia mais controlar.
%Wendy% deslizava as mãos pelo tronco de %Youngjae%, sentindo a pele quente sob seus dedos. O corpo dele respondia a cada toque, cada arrepio denunciando o quanto ele estava entregue àquele momento.
Os beijos que antes eram famintos agora se tornavam mais lentos, mais intensos, como se estivessem se explorando com mais paciência. %Wendy% sentiu a respiração de %Youngjae% pesar contra sua pele quando ele deslizou os lábios pelo seu pescoço novamente, descendo pelos ombros e deixando pequenos beijos e mordidas ao longo do caminho.
Sem hesitar, suas mãos buscaram a barra da camiseta dele, os dedos passeando pela pele antes de começar a puxá-la para cima. %Youngjae% ergueu os braços, permitindo que ela a retirasse por completo, deixando seu peito à mostra. %Wendy% mordeu o lábio, seus olhos percorrendo cada detalhe dele, das linhas definidas aos traços das tatuagens que ela tanto tentava evitar olhar.
%Youngjae% notou seu olhar e esboçou um sorriso satisfeito antes de puxá-la para mais um beijo, suas mãos segurando firmemente sua cintura, traçando círculos lentos na pele. %Wendy% correspondeu com a mesma intensidade, suas unhas arranhando de leve os ombros dele, sentindo o arrepio que provocava.
Os toques estavam cada vez mais ousados, mais certeiros, como se estivessem se permitindo sentir tudo o que haviam reprimido por tanto tempo. %Youngjae% deslizou as mãos pelas costas dela, segurando-a com firmeza, enquanto %Wendy% voltava a explorar seu corpo, seus dedos traçando caminhos por sua pele quente, ansiosa por sentir mais.
%Youngjae% segurou %Wendy% pela cintura, puxando-a ainda mais para si, como se temesse que ela escapasse. Os corpos estavam colados, a respiração misturando-se entre beijos cada vez mais profundos e intensos.
As mãos dele deslizavam por suas costas nuas, sentindo a pele quente e macia sob os dedos. %Wendy%, por sua vez, traçava caminhos pelo corpo dele com as unhas, arranhando levemente sua pele, arrancando suspiros baixos que a faziam se arrepiar.
Quando os lábios dele voltaram a encontrar o pescoço dela, deixando beijos e pequenas mordidas ao longo do caminho, %Wendy% puxou o elástico da calça de %Youngjae%, deslizando o tecido para baixo até se ver livre da última peça que o cobria. Ele a ajudou no processo, sem nunca interromper o contato, mantendo os corpos colados, os movimentos sincronizados, como se não houvesse nada além daquele momento.
As mãos de %Youngjae% encontraram suas coxas, seus dedos pressionando a pele com firmeza. %Wendy% arfou ao sentir o toque dele, enquanto suas próprias mãos percorriam o abdômen dele, os dedos traçando cada linha e curva.
O quarto estava tomado pelo som das respirações aceleradas, dos beijos cada vez mais desesperados, dos sussurros que escapavam sem que nenhum dos dois pudesse evitar.
A respiração de ambos estava entrecortada, misturando-se com beijos cada vez mais urgentes, mais profundos, como se a necessidade de se ter ali fosse urgente e imensa. Suas mãos exploravam os corpos um do outro, dedos deslizando pela pele, criando arrepios que percorriam a espinha de ambos.
Com os lábios ainda colados, %Wendy% deslizou suas mãos pelas costas de %Youngjae%, os dedos arranhando levemente, fazendo-o suspirar contra sua boca. Ele respondeu com um gemido baixo, apertando-a ainda mais contra si. A sensação da pele nua se encontrando foi elétrica.
Os dois estavam agora completamente nus, seus corpos ainda em sincronia, se movendo com uma vontade compartilhada. As mãos de %Youngjae% viajaram pelas coxas de %Wendy%, subindo até a parte interna, apertando a carne quente com firmeza, fazendo %Wendy% soltar um suspiro mais alto, sentindo cada toque dele como uma promessa. Ela, por sua vez, deixou suas mãos explorarem seu abdômen, subindo até o peito dele, os dedos desenhando os contornos de cada músculo com uma necessidade crescente.
Eles se deitaram na cama, os corpos se encaixando perfeitamente, como se tudo aquilo fosse natural. Os olhares de ambos se encontraram, e, por um momento, o mundo ao redor desapareceu. Era só o som das respirações rápidas, o calor que emanava de seus corpos, a eletricidade que os conectava.
— Você... está bem? — A voz de %Youngjae% saiu baixa, quase rouca, carregada de desejo, mas também de preocupação.
%Wendy% não precisou de palavras para responder. Apenas o puxou para mais perto, seus lábios novamente se encontrando com urgência. Seus corpos estavam mais próximos agora, quase não restando espaço entre eles. Um último olhar, um sorriso sutil, e o mundo deles parecia desaparecer em uma explosão de sensações e emoções.
Sem mais palavras, sem mais hesitações, os dois se entregaram completamente ao momento, sabendo que não havia mais volta.
Nota da autora: Veio aí com tudo, né? Preparadas para entrar na reta final comigo? Tiro, porrada e bomba vem aí agora, mas vai dar certo.