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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Happiness are You?

Escrita porPams
Revisada por Mariana

2 • Untitled

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  O médico estava conversando com meus pais, não conseguia entender o que era, só queria saber como estava %Simon%. Em poucos minutos vi meu pai ficar irritado e furioso, não era novidade quando o assunto era eu. Assim que meu pai saiu com o médico, minha mãe se aproximou da cama.
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  — Oi querida. — ela sorriu de leve.
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  — Mãe, o que houve? Como ele está? — perguntei em desespero interno.
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  — Querida, não tenho… Eu… — ela começou a gaguejar.
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  — Me diz se ele está bem. — eu comecei a lacrimejar — Por favor, mãe, diga que ele está bem.
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  Eu tinha perdido a única pessoa que me fazia bem no mundo além da minha mãe, a única pessoa que me mantinha feliz. %Simon% havia saído da minha vida da mesma forma que entrou: rápido e inesperado. Mas aquilo não era tudo, ainda tinha um fato que mudaria mais ainda minha vida, eu estava grávida de aproximadamente oito semanas dele e só estava bem por causa do cinto de segurança. Agora, após três dias em coma, acordei para viver aquela dor.
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  — Eu não consigo respirar mais. — desabei em lágrimas entre soluções e sussurros — Não tenho mais vida.
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  — Querida. — minha mãe em abraçou com carinho e acariciou meus cabelos, era raro eu conseguir um abraço dela.
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  — O que será de mim, ele era meu motivo para sorrir.
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  — Seja forte, como sempre foi, agora existe um ser dentro de você que precisa da sua força. — ela se afastou um pouco e ficou me olhando.
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  Mamãe estava certa, mas nada dentro de mim me fazia querer ser forte naquele momento, tudo que eu queria era acordar daquilo que se parecia com um pesadelo. Meu mundo estava desabando lentamente e eu me via sozinha no meio da escuridão. Por mais que tivesse minha mãe, ela nunca se levantaria contra meu pai por mim, eu a conhecia, no fundo ela também me culpava pela morte de Annie. Voltamos para casa, mas quando cheguei meu pai já me aguardava com as malas na porta, minha mãe tentou interceder por mim, sem sucesso.
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  Finalmente o motivo que ele tanto esperou para me expulsar de casa, o que seria da minha vida agora? Não me importava comigo, mas pelo meu bebê, não iria tirá-lo, era uma parte de %Simon% que ainda vivia em mim. Minha mãe me ajudou a sair do edifício com minhas malas, ao chegar na rua vi uma senhora de olhar gentil que me lembrava %Simon%. Ela olhou para os curativos do meu braço e se aproximou de nós.
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  — %Jenie%? — perguntou ela.
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  — Sim. — sussurrei com receio — Quem é a senhora?
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  A mulher começou a chorar e me abraçou forte, eu não entendia nada, mas aceitei o abraço dela, tão reconfortante quanto o de %Simon%. Seu nome era Mary, era a mãe dele, dentro do carro havia um homem de cabelos grisalhos, senhor John Village era seu pai. Village aquele sobrenome era o mesmo do hotel, o que se tornou outra surpresa em minha vida, o amor da minha vida era filho dos donos do hotel. Eles tinham descoberto no hospital que %Simon% estava acompanhado no carro, e a gerente Hana confirmou que estávamos namorando, mas ele fingia ser um simples funcionário do hotel.
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  Minha mãe contou a senhora Mary sobre meu despejo e logo fui acolhida por ela, que já sabiam da minha gravidez pelo médico. Me despedi da minha mãe e entrei no carro com eles, passei todo o caminho em silêncio olhando para a janela do carro, minhas lágrimas não se disfarçavam, sentia um nó na garganta, mas tinha que ser forte pelo bebê.
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  Ao chegarmos no condomínio onde moravam, ele estacionou em frente uma moderna casa de dois andares, era um belo projeto arquitetônico, havia sido projetada por %Simon%. Ironia da vida, ele era arquiteto, tentei segurar minhas lágrimas quando entrei e vi algumas fotos dele em molduras pela casa. A senhora Mary me acomodou no quarto que era de %Simon%, ela achou que assim eu me sentiria mais confortável.
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  Após ela me deixar, me encostei na janela e chorei mais um pouco, não queria estar ali naquele lugar daquela forma. Queria que tivesse sido da mesma forma que %Simon% havia planejado. o que mais me doía era que eu nem tive tempo de dizer que aceitava seu pedido, ele morreu sem ouvir o meu: aceito. Eu olhei de relance para fora e vi um carro estacionando na frente do carro do senhor John, um homem com a aparência semelhante à de %Simon% havia saído, certamente era seu irmão.
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  Eu limpei minhas lágrimas e saí do quarto, hesitei em descer as escadas, e comecei a ouvir eles conversando.
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  — Onde ela está? — perguntou, uma voz grossa e alterada, certamente era do irmão dele.
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  — No quarto de %Simon%, ela ficará lá. — disse a senhora Mary.
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  — Como podem dar o quarto do meu irmão para ela? Nem a conhecem? Acham mesmo que o filho é do meu irmão? Como sabem que não é um golpe? — gritou ele, com certeza intencionalmente para que eu ouvisse.
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  — Não diga essas bobagens. — o senhor John alterou sua voz também — A gerente Hana afirmou tudo e nos contou que seu irmão omitiu ser nosso filho, pare de acusar esta garota injustamente.
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  — Não confio até ver o exame de DNA. — retrucou ele.
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  — Oh, %Jenie%. — disse a senhora Mary ao me ver na ponta da escada — Está tudo bem?
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  Eu assenti com a face dando um sorriso fraco, me encolhi um pouco ao olhar para o irmão de %Simon%. Se parecia um pouco com ele, porém seus traços faciais era mais sérios e fechados, %Simon% tinha uma face suave um olhar gentil. Eu desci devagar as escadas e a senhora Mary me segurou com gentileza para que eu me apoiasse nela, o senhor John nos apresentou formalmente, seu nome era %Cedric%. Ele nem olhou direito para mim e subiu as escadas bruscamente, naquele momento não sabia o que seria pior, morar na rua ou ficar naquela casa com ele.
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  No dia seguinte pedi a senhora Mary que me levasse ao cemitério onde %Simon% estava enterrado. %Cedric% nos levou em seu carro, pois o senhor John havia saído cedo para resolver problemas em uma filial do hotel em New Jersey. Quando parei diante do seu túmulo e olhei para sua foto na lápide, me ajoelhei e lágrimas de imediato. O aperto no coração havia retornado juntamente com todas as nossas lembranças até o dia o acidente. Ver aquilo aumentava a dor dentro de mim, um grito preso na garganta, uma vontade de não existir mais.
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  Passaram alguns dias.
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  Eu não conseguia comer nem beber nada direito, passava a maior parte do dia chorando abraçada as roupas ou o travesseiro dele. Cada canto daquele quarto parecia ser um pedaço do seu corpo. Eu tentava me manter forte pelo nosso bebê, mas nada nem mesmo os vídeos dele que a senhora Mary tinha me dado ajudava, quanto mais o tempo passava mais a dor aumentava dentro de mim.
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  — Minha mãe está chamando para o jantar. — disse %Cedric% da porta do quarto.
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  — Obrigada. — eu sussurrei limpando minhas lágrimas, desviei meu olhar da janela para ele.
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  — Por mais quanto tempo vai fazer esse teatro? — perguntou ele.
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  — Como?
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  — Ficar chorando pelos cantos, pode enganar meus pais, mas a mim não convenceu esse seu rostinho inocente e essas lágrimas falsas de garota abandonada. — a frieza em sua voz era nítida.
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  — Acha mesmo que meu sentimento por %Simon% é uma farsa? — perguntei, não tinha forças para confrontá-lo, porém era brutal seus pensamentos sobre mim.
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  — Não acredito em garotas como você. — ele me olhou com raiva.
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  — O que eu te fiz? — senti minhas lágrimas escorrerem, me encolhi um pouco.
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  — Matou meu irmão.
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  Aquelas palavras foram como uma adaga em meu coração. Naquele momento eu havia me lembrado que por minha causa a caixinha caiu no carro, e por minha causa ele tentou pegar. Assim como minha irmã, mais uma pessoa que eu amava tinha morrido por minha causa. Comecei a ter uma forte tonteira e minhas pernas bambearam, me apoiei na janela fechando meus olhos, não estava mesmo bem. Senti as mãos dele me amparando por um momento, e surpreendentemente ele me ajudou a chegar até minha cama e a me deitar.
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“E eu não posso suportar a dor
E eu não posso fazê-la ir embora
Não, eu não consigo suportar a dor.”
- Untitled / Simple Plan

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