God Complex


Escrita porNobara
Revisada por Lelen


Um

Tempo estimado de leitura: 18 minutos

  Sioux Falls, Dakota do Sul. 2006.

  Eu definitivamente odiava o cheiro de fritura das lanchonetes em que parávamos nas estradas, mas era obrigada a aguentar isso por causa do paladar insaciável de %Verity%. Enquanto a senhorita Come-Tudo não voltava com o seu hambúrguer maior que sua própria cabeça, eu estava sentada em uma mesa no canto do estabelecimento. O laptop estava ligado em uma página de notícias e eu estava verificando nossa situação financeira.
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  — Ah, veja só! Será que teremos que clonar mais cartões ou eu vou ter que flertar com o carinha esquisito da lanchonete para ele esquecer que minha irmã pegou dois sanduíches com mais calorias do que pode contar? — resmunguei comigo mesma, revirando uma caixa pequena onde guardávamos tudo que precisávamos para nosso trabalho.
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  Sete anos se passaram desde o último acontecimento que mudou nossas vidas. Jake se foi, mas nós não desistimos de procurar quem o matou. Ou melhor, o que o matou. Logo depois que %Verity% e eu decidimos que iríamos atrás de justiça, nossa vida virou de cabeça para baixo. Eu nem sei como falar sobre isso, porque o sobrenatural sempre vem de supetão. Ele está espreitando no escuro. Todas as noites, quando você vai dormir, o mal conta os seus batimentos cardíacos. Os monstros? Eles nunca descansam. Descobrimos isso da pior forma e, depois de anos, eu estive certa: o que matou Jake não pode ser chamado de humano.
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  Todavia, a nossa descoberta não começou pela criatura que matou meu irmão. Essa ainda é uma história delicada e que eu prefiro não comentar, mas um homem nos ajudou quando fomos vítimas de um fantasma. O espírito enraivecido de Jacob %Winters%. Loucura, né? Ainda mais para mim e minha melhor amiga. Muita coisa havia mudado: nossos pais também morreram, mas de causas naturais. Eram idosos já quando Jake partiu e felizmente não sofreram a fúria do fantasma do meu irmão gêmeo. Nós presenciamos todos os sinais: luzes piscando, cheiros e barulhos estranhos. Até que um homem chamado Bobby Singer bateu em nossa porta, usando nome falso e mentindo sobre ser da polícia e estar investigando casos em aberto. Mentia tão mal quanto se vestia. Apesar disso, devíamos muito a ele, pois Bobby salvou nossas vidas.
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  Enfim, um dia eu conto essa história com mais detalhes. Perder o Jake foi algo que iria doer para sempre, e mencionar seu nome e tudo o que lhe aconteceu me causava desconforto. Não estava pronta para falar disso, e %Verity% me respeitava. Ela sabia que meu irmão nunca mereceu nada daquilo; nem ser morto, nem sofrer no pós-vida. Desde então, nós soubemos da existência do que se esconde debaixo de nossas camas.
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  Agora não mais das nossas, porque caçamos isso. Talvez se esconda debaixo da sua, mas se isso acontecer, nós cuidaremos disso.
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  — Saca só essa belezinha — disse %Verity%, deixando dois pratos em cima da mesa e me tirando completamente dos pensamentos. — Um hambúrguer maior que minha cabeça e muitas fritas. Vou me acabar.
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  Viu? Eu disse.
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  — Queria saber seu segredo pra comer tanto e nunca engordar. — Balancei a cabeça, rindo.
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  Ela me olhou com a boca cheia de batatas fritas e deu de ombros.
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  — Tem algo pra nós?
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  — Nenhum sinal de Mnemosine. Mas eu tenho um caso — falei com entusiasmo, virando o laptop para ela com a página aberta na notícia. — Um cara foi morto em Ankeny, Iowa. Seu pescoço foi rasgado e... bem, o que restou do corpo está cheio de mordidas.
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  Tal qual o sanduíche de %Verity%, completei em pensamento.
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  — E parece que não é o primeiro — continuei. — Quem tá fazendo isso também está deixando uma pilha de corpos para trás. A mesma criatura fez mais duas vítimas e outras três pessoas estão desaparecidas.
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  Ela parecia completamente concentrada na refeição, o que me fez suspirar, mas %Verity% logo levantou o olhar.
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  — Vampiro? — perguntou.
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  Quando eu estava prestes a responder, recebi uma ligação. Olhei para ela como quem diz “e por falar no diabo...” e atendi.
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  — Boooobby! — falei com o mesmo entusiasmo de uma filha que passou o dia dormindo ao invés de fazer os serviços domésticos solicitados pelo pai enquanto ele estava no trabalho.
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  Os olhos de %Verity% brilharam e ela largou o sanduíche tão rápido como quando o agarrou.
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  — Coloca no viva-voz — cochichou, e assim eu o fiz.
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  — Eu espero que vocês duas tenham uma boa desculpa pra não ter acabado com o ninho de vampiros em Iowa ainda — resmungou o velhote no telefone.
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  %Verity% pigarreou.
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  — É... estamos cuidando disso.
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  — Andem logo. Não façam como aqueles dois idiotas... E por falar no diabo! Preciso desligar, falo com vocês depois — disse Bobby, e completou: — E meninas, se cuidem na caça.
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  — Tchau, Bobby! — falamos em uníssono.
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  Minha melhor amiga ergueu a sobrancelha.
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  — Dois idiotas? — perguntou mais para si mesma que para mim.
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  Dei de ombros, não sabia de quem Bobby estava falando.
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  — Vamos logo, não temos tempo a perder — falei, levantando-me da mesa.
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  %Verity% segurou meu braço. Não com força ou com agressividade, mas com firmeza a ponto de me chamar a atenção.
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  — Não é isso que estamos caçando. Deixe o alerta para outros caçadores. Vampiros não são problema nosso. Mnemosine sim — disse %Verity%.
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  Suspirei. Queria encontrar Mnemosine — a coisa que matou Jake — tanto quanto %Verity%, mas ainda não era a hora. Bobby estava nos ajudando a rastrear a criatura, e estava sendo muito mais fácil com a ajuda dele. Entretanto, ainda não tínhamos muitas informações. Largar tudo e ir atrás de Mnemosine às cegas seria como dar um tiro no escuro e acertar o próprio pé.
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  — Sei que quer vingar seu namorado, e eu também quero justiça pelo meu irmão — comecei. — Mas sejamos mais espertas, estamos de mãos vazias agora.
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  Ela suspirou, soltando meu braço. Franzi os lábios e peguei o laptop e as coisas em cima da mesa.
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  — E você ouviu o Bobby! Hora de trabalhar, garota. Vamos nessa.
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  Iowa não parecia tão longe quanto achávamos, mas havíamos chegado exaustas. Nosso Camaro 69 correu ferozmente, como sempre fazia, mas ainda não foi páreo para a distância. Alugamos um quarto de hotel e tudo que conseguimos fazer naquela mesma noite foi arremessar nossos corpos contra as respectivas camas e dormir até o outro dia.
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  %Verity% acordou animada, falando de uma lanchonete que tinha visto ao entrar em Ankeny e comparando sua fome com a de um leão. Eu não era uma pessoa matutina, então levantei a mão em sinal de pare para %Verity% e me encaminhei ao banheiro antes de sairmos. Apesar da vida que levávamos, eu me considerava uma garota muito vaidosa, então não podia sair sem cuidar do meu cabelo, usar minha enorme variedade de hidratantes para a pele super cheirosos e escolher a melhor roupa para a ocasião — mesmo que a ocasião fosse o café da manhã com a senhorita Come-Tudo.
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  Depois da lanchonete, onde eu tenho certeza que %Verity% acabou com o estoque de carne de hambúrguer, fomos ao trabalho. No porta-malas do Camaro, nossos conjuntos de alfaiataria e armamento nos esperavam: ternos pretos e distintivos do FBI com credenciais falsas, além das pistolas que estavam prestes a fazer parte de nós de tanto que andavam penduradas entre nossa pele e o cós da calça.
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  — Parece que outra pessoa morreu enquanto dormíamos — comentei baixinho para %Verity%.
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  — Vamos descobrir quem é.
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  O local estava cheio de civis curiosos, mas a cena de crime já havia se tornado perímetro fechado da polícia de Ankeny. O corpo morto no chão era de uma garota e estava tão feio quanto os cadáveres anteriores. A polícia local parecia confusa, sem saber por onde começar. Foi no olhar deles que tivemos a certeza que era nosso tipo de trabalho, quando suas íris entregaram que a própria polícia não sabia mais o que fazer.
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  Exibi o distintivo e %Verity% fez o mesmo.
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  — Agente Jones e essa é minha parceira, a agente Nicks — %Verity% nos apresentou, exibindo o documento falso com os nomes falsos.
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  O policial franziu a testa.
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  — Federais aqui? — questionou, como se fosse uma grande surpresa. — Bom... Eu sou o xerife Winfield. Sejam bem-vindas à cidade.
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  Sorri brevemente em agradecimento, mas minha cara estava mais para “tá, chega de enrolação e vamos ao que interessa”. Entretanto, algo me chamou um pouco mais a atenção: o ranger de um motor potente se aproximando do local. Segurei meus impulsos para ver qual carro era, mas concentrei-me na cena do crime.
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  — O que tem para nós, xerife? — perguntei.
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  O homem tirou seu chapéu de cowboy com identificação de xerife e o levou ao peito.
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  — Esta é Florence Smith. Aluna do último ano na escola pública. Era exemplar — comentou. — Estava fazendo um projeto de ciências e acabou ficando lá até tarde da noite. O professor foi o último a vê-la. Já falamos com o sujeito, mas ele não sabe de nada.
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  E então, para a minha surpresa, dois homens altos se intrometeram no nosso trabalho. Um deles era bem mais alto que o outro.
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  — Parecia conhece-la, xerife — comentou o mais baixo, que logo apresentou distintivos do FBI. — Eu sou o agente Hetfield e esse é o agente Ulrich, FBI.
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  O xerife pareceu confuso. Eu e %Verity% erguemos uma sobrancelha e nos entreolhamos.
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  Federais de verdade? Ferrou!
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  — Caramba, mais de vocês? São como formigas em um formigueiro, se mexe com uma, aparecem várias! — reclamou, erguendo as mãos como se desistisse da cena de crime e se afastou para conversar com outros policiais presentes no local.
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  Olhamos para eles.
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  — Desculpe, mas quem são vocês? — questionei.
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  O mais baixo pareceu ofendido.
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  — Acabamos de nos apresentar — respondeu o mais alto, o suposto agente Ulrich.
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  Só idiota acreditaria nisso.
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  — E vocês? — questionou Hetfield.
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  — Vão embora, esse caso é nosso — %Verity% respondeu com frieza.
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  — Não vamos a lugar nenhum — disseram.
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  Suspirei, me aproximando do mais alto e o encarando como se o desafiasse.
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  — Vocês estão atrapalhando nosso trabalho. Chegamos primeiro.
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  Ele não pareceu nada intimidado e, olhando de perto, era jovem demais para aquele emprego. Bem como eu e minha irmã. Todavia, seu rosto era encantadoramente bem desenhado. Balancei a cabeça para afastar o pensamento estranho e descabido.
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  — Solicito contato com o seu superior — devolveu o agente Ulrich.
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  Eu gelei. Não sabia como prosseguir daí em diante.
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  — Ótimo — disse %Verity%, puxando o celular do bolso e ligando para Deus sabe quem. — Aqui quem fala é a agente Jones, peço que me transfira para o Agente Especial de Supervisão Haner.
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  Então veio a pausa. Esperamos um pouco para %Verity% dar continuidade à mentira dela. Encarei os dois e o mais baixo fez careta, como uma criança prestes a perder um jogo. Revirei os olhos.
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  — Tem dois idiotas em campo alegando terem sido mandados para o caso de Ankeny, Iowa. Um deles solicitou contato com um superior, vou passar o telefone — falou minha melhor amiga, entregando o telefone ao mais alto.
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  Ele pareceu descrente, franzindo a testa por meio segundo e pegando o telefone.
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  — Alô?
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  De longe, ouvi o grito de Bobby na ligação e sorri em alívio.
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  — Agente Especial de Supervisão Brian Haner, do escritório do FBI em Des Moines, Iowa. Estou ciente da operação em Ankeny. — Fez uma pausa, então continuou: — Escuta aqui, filho: ousa questionar minhas ordens e a presença das minhas agentes em campo?
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  O grandão pareceu surpreso, mas logo deu uma risada inaudível. Quando abriu a boca para falar, foi interrompido novamente:
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  — Deixe as minhas agentes trabalharem ou, juro por Deus, mando alguém do quartel-general de Omaha pra enfiar uma papelada de suspensão no rabo de vocês.
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  Ele riu de novo, hesitando em falar como se estivesse muito surpreso para isso. Encarou o outro agente e levantou as sobrancelhas.
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  — Bobby?! — indagou o mais alto.
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  Houve silêncio e mais surpresa ainda da parte de ambos os times. O loiro, agente Hetfield, riu como se já tivesse visto esse filme um milhão de vezes. A linha ficou muda por um momento, mas Bobby respondeu tão alto que, novamente, todo mundo escutou.
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  — Droga, vocês são piores que amadores! — reclamou o velhote. — Seus idiotas, eu mandei vocês pra Chicago!
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  Depois de alguns minutos ouvindo xingamentos e tentando se explicar, os dois se despediram de Bobby e nos entregaram o telefone.
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  — Tá, tudo bem. Nossos disfarces foram pro ralo, então... Eu sou Sam Winchester e esse é meu irmão, Dean.
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  O tal Dean abriu um sorriso sem graça, ainda tímido por ter sido escrachado por telefone. Arranquei o celular da mão do mais alto e suspirei, cansada daquela situação.
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  — Não sei se notou, mas temos uma trilha de cadáveres até Florence Smith e estamos ficando sem tempo contra esses sanguessugas malditos — vociferei e me afastei dos três.
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  %Verity% reprimiu os lábios e olhou para ambos com culpa.
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  — Ela é %Cassie% %Winters%. Meu nome é %Verity% %Miller% — apresentou-se.
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  Então, para meu maior desgosto, ela trouxe os dois para perto de mim e da garota morta enquanto eu conversava com alguns civis que estavam por ali.
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  — Ela era uma boa garota, não entendo quem poderia ter feito isso...
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  — Nós iremos descobrir — afirmei e dispensei a senhora e voltei minha atenção para eles mais uma vez. — Se vão ficar pra encher o saco, é melhor ajudarem em alguma coisa.
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  Dean pareceu perder a paciência. Devia ter o mesmo temperamento que o meu.
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  — Escuta aqui, mocinha. Eu não vim empinar pipa ou ficar olhando o tempo passar sem fazer nada. Estamos aqui a trabalho — falou em um tom de repreensão.
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  Fiquei quieta. Parte do motivo de agir assim era porque odiava que as coisas não fossem levadas a sério como deveriam, e aquele momento de idiotice poderia ser o tempo em que os vampiros faziam outra vítima. Porém, Sam achou melhor mandar Dean falar com o xerife para conseguir os arquivos das vítimas e %Verity% o seguiu, alegando ser boa em reconhecer padrões. Enquanto isso, eu encarava o corpo destroçado de Florence, contemplando o rápido flashback que minha mente reproduzia: o dia em que encontrei o corpo do meu irmão.
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  Suspirei, afastando o pensamento com a ajuda de Sam, que resolveu abrir a boca para me dirigir a palavra. Pensei que ele falaria algo ofensivo ou de forma bruta, como seu irmão. Mas para minha surpresa, Sam era gentil e parecia não querer me irritar ainda mais.
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  — %Cassie%, não é?
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  Balancei a cabeça positivamente.
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  — Olha, nós viemos ajudar... — disse em tom de voz brando e sutil, como se levantasse bandeira branca. — Queremos achar o ninho tanto quanto vocês, não temos dúvidas de que vampiros estão por trás disso.
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  Reprimi os lábios novamente.
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  — Eu não vou me desculpar por achar ruim perder tempo — respondi mais calmamente, mas com o tom de voz ainda áspero. — E quando nós acharmos esses vampiros, eu vou matar um por um.
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  Ele sorriu e baixou a cabeça.
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  — Certo, %Cassie%, respeito isso.
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  Meu olhar se voltou a ele novamente, curiosa com a forma de agir de Sam. Era completamente diferente do irmão. Pelo menos, naquele sentido.
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  — Então vamos à caça.
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