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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Garota S

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Há características sobre Harvard que são verdadeiras e outras que são fictícias para melhor adaptação da história.
História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 20

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

  UM ANO DEPOIS

— Você vai demorar quanto tempo mais? — Kendra gritou para Ace, que terminava de cumprimentar seus pais.
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  Um ano havia se passado desde o início oficial de nosso relacionamento sério e sem segredos. %Ansel% se mostrou muito mais carente de amor quando comecei a passar mais tempo com ele do que o costume. Como nós já suspeitávamos, meus pais pararam de depositar o dinheiro mensal e tentaram pegar o dinheiro de minha conta para me fazer correr atrás deles e pedir perdão, mas, como sempre, %Ansel% foi muito mais rápido. Não tive contato com eles até então, quando a confirmação de minha formação foi tida e eu fui obrigada a informá-los que havia me formado. Para variar, eles não atenderam meus telefonemas, não responderam meus e-mails e suas secretárias diziam sempre que estavam em reunião — mesmo aos domingos.
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  Gillian e eu continuamos a estudar enlouquecidamente. Bob e %Ansel% entraram em uma briga sobre quem deveria ser o primeiro lugar no ano seguinte, já que nós duas não tínhamos condições de pagar pela mensalidade e precisávamos da bolsa integral; mesmo sabendo que os dois pagariam tudo mesmo com nossos protestos, a ideia de termos o título de número 1 foi o suficiente para abrir uma discussão entre os dois. Assim, eu e Gillian concordamos que durante os nove meses de aula, eu ficaria cinco meses em primeiro e ela, quatro. Não foi tão difícil quanto parecia, já que Kendra e Ace não tiveram dificuldade nenhuma em distrair os outros alunos da sala S com as festas do estúdio. Achei interessante o modo como eles sabiam se divertir, mesmo sendo nerds.
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  O estúdio era um grande sucesso. Com o dinheiro que recebeu, %Ansel% está pesquisando abrir uma filial no lado rico da cidade. Alguns milionários ainda se sentem desconfortáveis em comparecer no lado mais humilde da cidade para realizar as aulas, por isso, %Ansel%, sem seus preconceitos, diz que se há pessoas do outro lado que têm interesse em aprender a dançar, ele os ensinaria com o maior prazer.
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  Ace finalmente desgrudou de sua mãe e veio correndo até nós segurando o cap de sua doma. A roupa de formatura era preta e azul, e nós parecíamos prontos para cantar em um coro de igreja. Fomos em direção à entrada dos formandos e acenamos para a turma do estúdio que estava ali para nos prestigiar. Hans segurava uma filmadora enquanto Pietro cuidava das fotos. Cori e Tan estavam com Sayuri, a neném de seis meses que praticamente não chorava e apenas sorria.
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  — Saiam logo daí! — Bob gritou para a turma que se posicionava em frente aos fotógrafos.
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  Nós estávamos aguardando nossa vez de tirar a foto em turma. A cerimônia já havia acabado, mas Kendra e Ace insistiram que tínhamos de ter a foto juntos para guardarmos de lembrança para o futuro. Eu achei uma ótima ideia. Quero lembrar deste momento toda vez que encarar a foto. Lembrar que quando comecei a estudar aqui, apenas procurava pelo diploma e a vontade de ficar afastada dos meus pais. Lembrar do quanto minha vida mudou depois que conheci %Ansel%.
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  A hora da foto foi uma eterna bagunça. Nossa turma de formandos era enorme por conta do estúdio. Várias pessoas se aglomeravam em nossa foto e quando o fotógrafo gritou que estava para bater o flash, todos ergueram os braços e causaram uma enorme festa. Olhei para Gillian, que nunca havia sorrido daquela maneira antes. Não era a primeira vez que me sentia em casa com a presença de todos, mas era a primeira vez que senti minha vida realmente valer a pena.
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  Como sempre, logo depois da formatura, %Ansel% preparou uma festa de celebração dos formandos em sua mansão. Além disso, eu estava oficialmente morando lá com ele, uma vez que não teria mais onde morar com o final das aulas. Ace havia dito que ele apenas havia preparado aquela festa porque eu fazia parte da turma de formandos; caso contrário, nós apenas teríamos uma reunião em algum lugar.
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  — Como você fará com o seu visto, %Emma%? — Pietro perguntou durante o nosso jantar à beira da piscina. Nosso grupo estava reunido em uma roda comendo os espetos do churrasco que Violet organizou.
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  Meu visto é meu atual problema. Eu havia renovado a permissão para turismo, mas não poderei trabalhar ou estudar, o que é um problema, pois não quero ter de depender de %Ansel%. A relação dele com Alec continua o mesmo desde a última vez que nos vimos a um ano atrás; %Ansel% continua fingindo que ele não existe e quando se encontram, apenas conversam por uma hora e cada um segue seu caminho.
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  Olho para minhas mãos, nervosa. Meu futuro é tão incerto que mal posso pensar em alguma maneira de melhorá-la. Sem um emprego fixo, uma rotina ou algo à que se dedicar é tudo o que eu jamais imaginaria viver depois de formada em Harvard. Para dizer a verdade, várias empresas estão em contato comigo, oferecendo planos de trabalho aqui nos Estados Unidos; há algumas que gostaria de discutir, mas por causa da minha nacionalidade, não posso oferecer à empresa o que eles querem exigir de mim. O fato de estar de mãos atadas é o que mais me perturba. De noite, enquanto passava meus últimos momentos na cama do dormitório de Harvard, pensei em como poderia fazer para conseguir dinheiro. O fato de viver com o %Ansel% foi pura sorte, mas não gosto da ideia de depender dele para sempre; além disso, não sabemos sobre o futuro, pode ser que um dia terminemos e aí eu serei a única prejudicada, já que estarei em um débito maior do que o valor de minha própria vida.
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  Ninguém nunca imaginaria que a melhor aluna de Harvard de 2015 fosse passar por essa situação. O que todos esperam é que a pessoa saia empregada e com um salário equivalente ao que gastou anualmente com a mensalidade. Pensar no assunto me faz sentir um tanto humilhada. Queria poder me gabar sobre meu emprego para meus pais, mas se encontrá-los, é capaz de rirem de mim por ter deixado o conforto do emprego no Brasil, pela incerteza e o desemprego nos Estados Unidos ao lado de %Ansel%.
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  — Enquanto eu não arranjar uma maneira de conseguir o visto, trabalharei no estúdio mesmo. — falei, sem graça.
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  — Você seria uma ótima dançarina. Há grupos de dança profissional muito bons aqui. — Violet falou. — Você deveria tentar se juntar e ganhar dinheiro com a dança. Não há contrato, por isso, é mais fácil de suceder.
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  Eu já havia pensado em dançar. %Ansel% me deu a ideia há alguns meses, por isso, comecei a praticar com mais afinco. Ele chamava seus colegas importantes para me apresentar e ouvi algumas críticas que deveria melhorar se quisesse entrar para a carreira. Disseram que mesmo que meu talento da memória fotográfica seja quase perfeita, para um profissional eu ainda tinha algumas coisas para melhorar, afinal, nunca fiz nenhuma aula que me ensinasse a maneira certa de se dançar. Eu tinha rebolado, mas não técnica, o que era praticamente nada.
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  A pessoa que eu menos queria encarar no momento era Gillian. Sempre fomos, desde o início, rivais. Depois que nos tornamos amigas, senti que nossa rivalidade se tornou algo saudável, incentivadora. Contudo, agora, me sinto envergonhada por ter sido uma rival de potencial durante os anos de curso e agora, quando poderíamos continuar nossa competição com nossos empregos, ela ser a única a poder trabalhar. Quando prestamos o Bar Examination no final do terceiro ano, o exame equivalente a OAB no Brasil, mas controlada pelo Estado, Gillian e eu éramos o único parâmetro uma da outra; seria difícil se não tivéssemos nos tornado amigas. Mesmo que Kendra tenha vivido no mesmo dormitório que eu, permaneceu ausente durante a maior parte do tempo, ao contrário de Gillian.
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  Pensar em ter de encarar a todos com meu diploma e currículo que poderia ser o melhor dentre todos os alunos formados em direito no mundo me fez sentir minúscula e desmerecida dele. Olhei para os rostos ao meu redor e eles não expressavam dó ou piedade de mim, como imaginei que seria. Diferente de qualquer reação que vi até então, eles pareciam animados e até empolgados; não sei com o quê.
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  — Hey.
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  Olhei para trás onde %Ansel% estava em pé com as mãos atrás de seu corpo. Quando parei de olhar para mim mesma e comecei a realizar sobre o ambiente ao meu redor, percebi que as pessoas não falavam e a música não tocava. Olhei para Kendra, que estava com os olhos marejados.
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  — Esperei seis meses para falar sobre este assunto com você. — ele começou a falar. — Durante o primeiro semestre desse ano, pensei em maneiras de garantir que você conseguisse o visto de permanência e trabalhasse na área em que se formou. Os processos são complicados e você não conseguiria nada por pelo menos mais um ano. Assim, em uma conversa com minha nova advogada — apontou para Gillian. -, soube de uma opção que coincidentemente já estava em minha mente por vários meses.
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  Assim que terminou de falar, vi seu joelho esquerdo começar a se dobrar, fazendo com que ele se ajoelhasse de uma perna, formando a posição clássica de um pedido...
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  Oh.
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  Minhas mãos foram à boca e as pessoas começaram a assobiar e baterem palmas de aprovação. %Ansel% trouxe suas duas mãos que estavam escondidas atrás de seu corpo para frente, apresentando uma pequena caixa azul turquesa embrulhada por uma fita de cetim branco. O sonho de qualquer noiva em receber uma aliança daquela de noivado nunca foi o meu sonho; agora, me sinto um tanto tola por não tê-la tido minha. A sensação quando ele desfez o laço e abriu a caixa de veludo em seguida da turquesa foi indescritível. O diamante brilha tanto que não pude tirar meus olhos dele.
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  — Não estou fazendo por obrigação. — ouvi sua voz soar enquanto observava a aliança. — Desde quando a vi pela primeira vez naquele dia quente e ensolarado perto do prédio A, soube que você não era uma mulher qualquer. Você tinha o bom coração que sempre procurei, mas nunca encontrei. — olhei para ele próximo de mim e não sabia que lágrimas escorriam por minhas bochechas até ele enxugá-las com o polegar da mão livre. — Eu te amo. É tudo o que quero dizer para demonstrar minha felicidade em te ter ao meu lado. Eu vou te fazer feliz; desde o início de nós dois, foi tudo o que tentei realizar.
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  Em meu campo de visão só havia ele. As pessoas, os fungos de choro e os comentários do pedido não eram sequer murmúrios em meu mundo paralelo. Nele, %Ansel% está lindo com sua roupa escura de sempre e o sorriso mais lindo que já vi em minha vida. Quando disse que me amava, foi como se nenhum dos problemas que estou passando fossem realidade. A felicidade parece mais real do que a dor.
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  — Eu sou feliz. E livre. — falei, vendo seu sorriso aumentar, deixando-o ainda mais bonito, apesar de parecer impossível. — Casar com você seria a maior felicidade de minha vida.
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  Senti seus braços rodearem minha cintura e meus pés saírem do chão com o abraço que ele me deu. Seus sussurros de ‘eu te amo’ em meu ouvido, gostaria de ouvi-los a todo momento.
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  Sempre que imaginei um pedido de casamento, pensei em algo privado, simples e sem muita festança; além disso, imaginava estar estabilizada economicamente e em um emprego exemplar. Estou em uma situação completamente oposta, mas mais feliz do que nunca!
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  As pessoas se aglomeraram ao nosso redor, loucas para tentar nos parabenizar. Quando %Ansel% colocou minha aliança de noivado em meu dedo, Kendra só faltou desmaiar de felicidade. Assim que me abraçou, foi preciso Ace fingir que eu estava asfixiada para ela me soltar.
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  Gillian e Kendra seriam minhas madrinhas. Ace e Violet os “padrinhos’ escolhidos por %Ansel%. Apesar do número de amigos próximos ser enorme, todos concordamos que apenas os melhores amigos deveriam tomar o posto de madrinhas e padrinhos, principalmente porque ninguém queria gastar dinheiro com as roupas idênticas do casório.
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  Nosso casamento seria na sexta-feira depois do pedido. Apesar de não parecer, sempre imaginei me casar com um vestido enorme e o longo véu de noiva arrastando ou sendo segurados pelas daminhas. Contudo, devido às atuais circunstâncias, %Ansel% e eu concordamos que o mais sensato seria apenas assinar os papéis no civil. Eu precisava iniciar o procedimento de cadastramento dos meus dados e %Ansel% pareceu ter certeza de que eu iniciaria tudo, pois agilizou os documentos e deu entrada antes mesmo de fazer o pedido. Quando ele mencionou ter conseguido todos os documentos necessários no Brasil, achei que meus pais haviam cedido e estariam vindo para cá presenciar pelo menos o meu casamento, mas ele explicou que apenas comprou uma pessoa que arranjou tudo o que era necessário. Meus pais haviam me tirado de seus testamentos; era como se eu fosse uma ninguém. Sem sobrenome. Sem histórico. %Ansel% disse que isso facilitou tudo, pois uma pessoa sem nada poderia rapidamente ser aceita nos Estados Unidos, principalmente com um valor alto como a que eu tenho em minha conta. Não entendi o procedimento que ele realizou para conseguir suceder no plano de início do pedido de registro civil, tudo o que preciso fazer é assinar os papéis no “dia do casamento”. Ele deve ter feito gambiarras que jamais aprovaria, por isso, não o questionei sobre nada e apenas concordei em fazer o que queria.
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  Kendra e Gillian me deram meu vestido e sapatos de noiva de presente. Eles eram simples, mas finos. Não poderiam ter escolhido melhor. Como %Ansel% possui tudo o que precisamos e moraríamos na mansão dele, não precisamos de pedir nenhum presente; mesmo assim, Kendra organizou com Gillian, Violet e Ace a nossa pequena lua de mel até Nova Iorque, onde assistiríamos aos melhores musicais e apresentações de dança. %Ansel% parecia animado em me apresentar danças que ele se apresentou durante sua estadia lá. Aspen estava em Los Angeles, por isso, fiquei um pouco aliviada por não precisar de vê-la novamente.
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  No domingo, Alec apareceu pouco antes do jantar que %Ansel% insistiu que eu deveria começar a fazer. Concordamos que eu faria um curso de culinária duas vezes por semana, pois ele sempre quis ter uma família onde a mãe cozinhava e o pai chegava do serviço sendo recepcionado por suas duas ou três crianças e uma esposa em seu avental. Por ser o único desejo que %Ansel% expressou querer ter, não me pareceu nem um pouco trabalhoso começar a me organizar para um dia realizar o seu pedido.
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  — Desculpe aparecer sem avisar. — ele olhou para mim com um breve sorriso. — Imagino que você seja %Emma%.
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  Assenti, abrindo um pequeno sorriso. Como poderia me portar em frente ao homem que ajudou a colocar a pessoa que eu amo no mundo?
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  — %Ansel% está em seu escritório. — me afastei para deixa-lo entrar.
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  — Ótimo. Será que você poderia chamá-lo? Vim falar com os dois. — ele retirou o casaco e pendurou ele mesmo no cabideiro próximo à porta.
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  Não o questionei e apenas concordei em obedecer seu pedido. Apertei meus passos até o escritório e assim que anunciei Alec, %Ansel% rapidamente se levantou, não parecendo muito feliz de vê-lo em casa em pleno domingo à noite.
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  — Agora você precisa avisar quando vem para casa. Não moro mais sozinho. — ele logo entrou dando um sermão em Alec. O pai de %Ansel% se limitou a apenas sorrir em desculpa ao invés de se pronunciar. Como havia me dito que gostaria de falar comigo e %Ansel%, caminhei até seu lado e me sentei, ambos de frente para Alec, que olhava de um para o outro parecendo alegre.
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  — Violet me falou sobre o noivado. Mesmo não ter sido devidamente informado pelo meu próprio filho, decidi vir prestar minhas parabenizações.
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  — Obrigada. — respondi por %Ansel%, que não o respondeu.
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  — Eu não espero ser convidado para a cerimônia, mas desejo saber caso tenha algum neto ou neta. — ele olhou para mim, pois sabíamos que não havia chance dele receber uma resposta positiva vinda de %Ansel%. — Tenho certeza que farão um trabalho melhor que eu e Loren.
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  — Não nos compare a vocês. — %Ansel% disse, rabugento.
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  — %Ansel%... — murmurei. Era a primeira vez que Alec fazia questão de falar comigo, então não gostaria que eles entrassem em uma discussão.
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  — Está tudo bem, ele me trata assim desde quando me separei de sua mãe. Não vou negar que mereço o tratamento, por isso, não se preocupe. Vim mais para falar com você do que ele. Como pai dele, sei que não gostaria que falasse com você fora de sua presença, por isso pedi sua companhia.
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  Não quero admitir, mas o pai de %Ansel% me parecia estar realmente tentando. Ele aceita o tratamento do filho, mas é visível sua vontade em receber uma aprovação. %Ansel% tem seus próprios motivos para odiar o pai e não serei eu a pessoa a tentar conciliá-los, uma decisão que tomei faz um ano; mesmo assim, às vezes, quando me pego pensando nos dois e na vontade que Alec tem em reatar com %Ansel%, imagino quão bom seria se nossos filhos tiverem pelo menos um avô com quem se divertir e serem mimados. Se Alec fosse uma pessoa ruim, teria tentado falar comigo há muito mais tempo para tirar proveito da situação, não respeitado o desejo de seu filho de manter-se longe de sua namorada ou noiva.
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  — É só isso que veio fazer? — %Ansel% perguntou, mal humorado.
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  — Não. Vim dar o presente de casamento para %Emma%.
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  — Não precisamos de nada.
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  — Eu disse que é para %Emma%. — Alec o encarou.
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  Vi os olhares trocados sérios. O melhor seria começar a agir em prol de %Ansel%. Assim, me levantei e tomei a iniciativa:
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  — O que seria?
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  Alec pareceu perceber minha intenção em dispensá-lo logo, por isso, não se fez de rogado e se levantou, caminhando em direção à porta.
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  — Está lá fora, me acompanhe.
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  Assim como quando chegou, ele mesmo pegou seu casaco no cabideiro e o vestiu, abrindo a porta de casa para sair. No lado externo haviam dois carros. Uma picape enorme, mas ainda menor que a de %Ansel%, e um conversível parecido com a do meu pai no Brasil; a marca era conhecida, Porsche. %Ansel% não reclamou quando Alec estendeu o braço com a chave para mim.
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  — Toda cidadã americana precisa de um carro para se deslocar.
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  Olhei para %Ansel%, que não comentou um ‘A’ sobre o presente, por isso, interpretei como “aceite, se quiser”. Eu definitivamente amei o carro e queria tê-lo. Agradeci em tom baixo — mas claro -, pelo presente e peguei a chave de sua mão.
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  — Não nos veremos com frequência, mas se você precisar, %Ansel% tem meu telefone. — se despediu com um aceno para nós dois e foi sem olhar para trás.
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  Fiquei olhando para o carro e então %Ansel%. O silêncio tomou conta do condomínio ao nosso redor até ele falar:
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  — Você quer dirigi-lo, não quer?
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  — Muito. — respondi de imediato. Ouvi sua risada em retorno e senti minhas bochechas corarem. — Desculpe, é que sempre achei carros como esse fantásticos. Meu pai nunca me deixou dirigir o dele; na verdade, nunca nem dirigi, apesar de possuir carteira de motorista.
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  — Isso é algo que temos de providenciar para você também. — ele começou a caminhar em direção ao carro. — Mas aqui dentro não há oficiais da justiça que a multarão por andar sem documento. Vamos.
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  Abri um enorme sorriso, agradecida por tê-lo tão compreensivo em minha vontade de dirigir aquele carro. Mesmo sendo noite, durante o caminho ele permitiu que eu abrisse o capô para ter a sensação de dirigir em céu aberto. Não era tão difícil, já que o carro é automático. Me acostumar com os comandos era questão de tempo, mas não via a hora de poder ir até meu trabalho de carro e voltar para casa sem precisar pegar transporte público ou carona.
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  Depois do jantar na segunda-feira, %Ansel% subiu para seu banho enquanto eu terminava de arrumar a cozinha. Estamos morando a apenas alguns dias juntos, mas é como se sempre tivéssemos sido um casal casado. Quando me deitei, ele assistia a TV deitado em nossa cama e logo a desligou quando me cobri com a intenção de dormir. O dia seguinte seria cheio e eu finalmente dormiria como uma %Gemini%.
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  — Hey. — o ouvi sussurrar em meu ouvido antes de pregar os olhos.
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  Virei meu corpo na direção de %Ansel% e ele parecia não conseguir dormir. Eu não conseguia dormir, nosso casamento seria no dia seguinte e eu estava maluca de ansiedade.
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  — Hum?
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  — Eu te amo como nunca amei ninguém. — sua mão acariciou meu rosto levemente enquanto continuava sua declaração: — E jamais amarei alguém como amo você. — Abri um pequeno sorriso, vendo o reflexo de seus olhos %azuis% que ainda faço questão de me perder, focados em mim.
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  — Eu te amo tanto. — murmurei de volta.
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  — Você sempre será a pessoa mais importante da minha vida. — em seus olhos, vi a verdade e a sinceridade com que se declarava. Em um segundo, toda nossa história passou em minha frente; se eu olhasse para trás, não me arrependeria de nada. Mesmo com os erros. Sofreria todas as dores se fossem necessárias para chegar ao meu agora. Com um último sussurro antes de apenas ficarmos juntos nós dois e o silêncio, %Ansel% me puxou para perto de si e grudou nossas testas uma na outra. — Você é minha tudo, minha garota S.
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Fim

Capítulo 20
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Maju

SOCORRO NAO TO BEM COM ESSE FINALL!!! Quero mais do meu OTP

Mary Lira

Muito amor por essa fanfic, adorei!

Mary Lira

Amo forte essa história, mds. Super justo ela estar no Top10 do site, Nat arrasou!

Cookie

Fic maravilhosa! Incrivelmente bem escrita, envolvente e encantadora. Parabens!

Diarria

Muito bom! Adorei!

Samantha

Super amei essa fic. Vai ter continuação???

Suh Souza

Apaixonada por essa Fic !!!

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