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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Garota S

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Há características sobre Harvard que são verdadeiras e outras que são fictícias para melhor adaptação da história.
História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 19

Tempo estimado de leitura: 32 minutos

A luz apontada para nós dois fazia com que o público fosse praticamente sombras no espaço de dança disponível para nós dois. Tudo o que me lembro do momento, é de sorrir enquanto deixava a energia sair pelos movimentos que copiava da maneira mais perfeita possível do vídeo que assisti inúmeras vezes durante a tarde. Não me lembro da expressão de %Ansel% durante toda a dança, exceto no final, quando me deparei com seus olhos e seus lábios se uniram nos meus, por causa deles não pude ouvir os aplausos e assobios que Kendra disse ter causado alvoroço. Os sete minutos e meio de apresentação que nós tivemos de fazer ao mesmo tempo que passaram lentamente, foram tão rápido que me senti querendo repetir o momento.
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  — Caraca, baixinha, desde quando você consegue fazer esses movimentos? — Ace escancarou a porta enquanto eu tentava tirar todos os grampos do meu cabelo sozinha. Atrás dele, Gillian, Kendra e outras dezenas de pessoas começaram a falar sem parar sobre minha performance e me senti muito orgulhosa, como nunca estive antes.
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  Gillian e Kendra trataram de tirar meus grampos enquanto eu passava o creme no rosto para tirar a maquiagem e deixar Kendra fazer algo mais casual para eu sair do camarim. %Ansel% se juntou a nós depois de alguns minutos, voltou à roupa escura e os cabelos mais bagunçados, tinha um sorriso nos lábios que eu achava ser capaz de enxergar todos os seus dentes.
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  As palmas tomaram conta do camarim e as pessoas pareciam ter esquecido um dia terem sentido algum rancor por mim, já que seus assobios e gritos eram tão animados, que me fez, pela primeira vez, me sentir parte daquilo tudo.
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  O evento foi um sucesso. Um grande número de pessoas realizou a inscrição hoje mesmo e outras prometeram voltar depois do recesso para garantir suas vagas. As apresentações pareceram conquistar o público e os moradores do bairro ficaram felizes por terem onde colocar suas crianças durante a parte do dia em que não tinham aula. As próprias crianças e jovens estavam animados para o início das aulas no ano que vem.
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  Conforme combinado, os alunos que permaneceram na cidade e não retornaram para suas famílias seguiriam para a mansão de %Ansel% nos carros disponíveis. Durante o caminho, %Ansel% não parava de falar em nossa apresentação e em como eu havia dançado perfeitamente.
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  — Você estava melhor do que eu imaginava. — ele sorria. — O que você achou?
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  — Hum... — olhei para o lado.
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  — Lembre-se de nossa promessa.
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  — Tudo bem... — abri um pequeno sorriso. — Não foi tão mal.
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  — Seja direta... — ele provocou.
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  — Achei uma boa experiência.
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  — Que você faria de novo... — ele começou a falar, seu sorriso estampado nos lábios sem nenhuma intenção de esconder a vontade de ouvir algo que jamais diria antes de conhecê-lo.
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  — Eu adoraria dançar com você em alguma oportunidade futura.
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  — Segunda. — ele respondeu.
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  — Não, obrigada. Muito cedo.
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  — Não foi uma pergunta. — ele olhou para mim. — Dançaremos sempre juntos.
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  Seu sorriso unido de sua vontade de permanecer ao meu lado pela eternidade me pareceu uma conjunção muito fofa vinda de um homem adulto. Abri um pequeno sorriso e não foi possível provoca-lo para ver se era possível extrair mais desse %Ansel% que eu tanto adoro.
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  — Ah, você já decidiu por mim, então?
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  — Eu já decidi sua vida inteira por você. — ele respondeu, com um sorriso maroto em seus lábios. — Ela será muito boa, não se preocupe.
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  — Se é você quem planejou, tenho certeza que será. — finalizei nossa conversa, ciente de que qualquer lugar em que eu esteja com ele, dificilmente será miserável.
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  Apesar da mansão ser de %Ansel%, assim que chegamos o local estava lotado. Aparentemente, Violet havia vindo mais cedo com sua namorada e Pietro para manter a ordem e a regra sobre o terceiro andar, exclusivo de %Ansel%.
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  No entanto, assim que entramos no hall de entrada, Violet surgiu com uma expressão bastante séria nos lábios. Abriu a boca para dizer algo, mas me pareceu que sua amizade com %Ansel% é tão antiga e forte, que não foi necessário ela dizer nada para ele compreender o que estava acontecendo ali. De primeira não entendi muito bem; as coisas pareciam estar como sempre eram, as pessoas malucas com bebidas em mãos, se divertindo, rindo, fumando. Acompanhei ele junto com Violet e o resto do grupo de %Ansel% e então pude perceber uma figura que jamais havia visto antes — certamente me recordaria dele, já que é idêntico a %Ansel%.
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  — Caraca... — ouvi a voz de Ace atrás de mim. Olhei para trás e pude ver todos os que provavelmente conheciam o homem encará-lo boquiabertos.
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  Eu e Gillian sabíamos que aquele não era o momento correto de exigir saber quem era o homem parado ali na cozinha, acompanhado de duas dançarinas da turma de Hans, no entanto, Kendra não parece ter a mesma sensibilidade que a nossa, logo dizendo:
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  — Quem é ele?
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  — Alec. — Hans respondeu.
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  — Alec? — ela perguntou. Olhei para trás ao reconhecer o nome do que seria o sócio de %Ansel% no negócio do estúdio.
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  — Depois explico. — ele finalizou a conversa.
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  Observei Alec com atenção. Ele não me parecia ser alguém que %Ansel% estudou junto no colégio. Para dizer a verdade, somente uma pessoa muito despercebida não saberia que %Ansel% era parede dele. Além disso, o ambiente se tornou pesado com o encontro dos dois; as próprias dançarinas ao lado de Alec não sabiam como reagir. Toquei na mão de %Ansel%, tentando passar a mensagem de que ele estava em um local atualmente público e várias pessoas se aglomeravam ao nosso redor para saber quem era o homem alvo do olhar que %Ansel% dificilmente dirigia às pessoas. Por sorte, %Ansel% pareceu captar meu movimento e olhou para os lados:
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  — Vamos. — apenas disse, olhando para Alec e então se afastou, indo em direção às escadas.
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  Alec abriu um pequeno sorriso e se afastou das duas dançarinas sem olhar para trás e passou por todos, seguindo os passos de %Ansel% até o andar superior. Assim que saíram, a fofoca sobre os dois começaram a rolar por entre as pessoas presentes na festa. Andei para o lado externo da casa, onde o ar estava mais livre da fumaça do cigarro que eu tanto não suportei. O grupo pareceu me seguir, como se eu tivesse tomado o lugar de %Ansel% como líder; caminhamos até as cadeiras de piscina mais afastadas, onde o som estava mais distante e era possível conversar sem que as pessoas se aproximassem para tentar ouvir falarmos sobre %Ansel%.
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  Nos acomodamos da maneira que melhor nos condiu e olhei para aqueles que demonstraram saber sobre Alec.
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  — Então ele não é somente o sócio. — decidi começar a conversa para eles. Violet suspirou e negou com a cabeça. — Eu sempre me perguntei se existia no mundo uma pessoa tão generosa que pudesse oferecer todo esse conforto a %Ansel%.
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  — Pergunte o que quiser, baixinha. Você não ficará sabendo muito por %Ansel%, ele odeia falar sobre Alec. — Ace olhou para mim.
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  — Por quê? — Kendra perguntou. — Eles se odeiam tanto?
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  — Alec não tem problema nenhum com %Ansel%. — Violet começou a falar. — Na verdade, ele tenta de suas próprias maneiras reconquistá-lo, mas você o conhece, quando ele tem algo na cabeça, nem o próprio pai consegue mudar sua opinião.
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  — E por que ele o odeia tanto? — Kendra continuou perguntando.
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  — Bem, não sei se essa é a razão verdadeira, mas o pai de %Ansel% costumava trair muito a mãe dele. Quando ele começou a incentivar %Ansel% a não ser sincero... Não é à toa que a mãe nunca gostou muito de %Ansel%. Achava que ele era um espelho do ex-marido.
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  — Ele ajuda %Ansel% para ganhar seu amor? — Gillian perguntou, ao lado de Bob.
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  — Jamais. — Violet riu. — Ele apenas quer garantir que quando ficar velho, haverá alguém disposto a cuidar dele.
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  — %Ansel% jamais deixaria um pai doente de lado. — achei necessário proteger a imagem de %Ansel%.
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  — Alec pareceu não saber isso até agora. — Violet respondeu. — Para você ver como a relação deles é ruim, Alec nunca quis entender %Ansel%, apenas acha que se ele der o que o filho quiser e enquanto tê-lo dependente financeiramente, as coisas caminharão da maneira que ele quer.
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  Não quis saber sobre mais nada. Alec é o tipo de homem que não gosto de permanecer ao lado. Ele é um tipo de pessoa sacana como minha mãe, mas mais disposto a demonstrar que não é completamente decente. Não sei distinguir qual o pior tipo até agora, mas penso que não poderei fingir que gosto dele quando o tipo dele me fez sofrer tanto até agora.
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  Kendra continuou a fazer perguntas e Violet e Ace se revezavam respondendo. Não consegui prestar muita atenção, pois permaneci concentrada em saber como %Ansel% estava, contudo, repentinamente uma dúvida surgiu:
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  — Por que vocês mentiram sobre quem Alec é? Isso é uma questão de %Ansel%, por que não dizer que ele é o dono maioritário de tudo?
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  Minha pergunta pareceu os calar. Observando suas expressões, não pareciam jamais ter pensado na possibilidade de divulgar uma informação assim. Além do mais, evitaria que as pessoas tivessem interesse em saber mais sobre Alec, o sócio fantasma de %Ansel%.
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  — Você já tentou falar sobre Alec com ele, %Emma%? — Violet chamou minha atenção. Assenti. Me lembro das várias oportunidades que tive de perguntar sobre Alec e, no final das contas, perdê-las ou ele desviar para um outro assunto, de modo que não quis pressioná-lo. — Ele provavelmente não quis falar sobre Alec, mas continua dizendo que o dinheiro não é dele. — ela passou seu braço fino, mas musculoso, ao redor de sua namorada. — A reação é a mesma com todos; ele não quer parecer grosseiro para pedir que não nos metemos em seus problemas pessoais, tampouco quer que esqueçamos que ele não é quem está tirando toda a grana investida no estúdio. É como se parte dele aceitasse a ajuda de Alec e a outra continuasse a negar; por essa razão, nosso comportamento foi criar essa mentira que ele acabou não afirmando, nem negando, o que quer dizer que não se importa com os meios que criamos para disfarçar o seu segredo, desde que ele permaneça em segredo.
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  Em partes pude entender sua justificativa. De fato, se ele não gostava de dar a entender que aceitava Alec, poderia, ao menos, criar uma desculpa para seus amigos não terem de inventar uma história tão falha.
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  A conversa se manteve ao redor do assunto de Alec. Kendra queria saber mais sobre ele, talvez para se sentir mais dentro do grupo. Ela estava se esforçando para não deixar Hans desconfortável, já que era a única que acompanhava-os apenas por causa dele; agora também tinha Gillian. Kendra uma vez disse que eu não poderia contar, já que por ser um tipo de “assistente” de %Ansel%, teria de me relacionar diretamente com eles. Aos poucos os acompanhantes de Ace e Pietro foram se aproximando, de modo que as outras pessoas entenderam que já tinham passe livre para circundar por aquela área em que estávamos. Depois de somente uma hora que %Ansel% apareceu tão normal e calmo quanto quando acaba de acordar. Ao invés de perceber no ambiente que se transformou devido a sua chegada, fingiu que nada havia acontecido, sentando-se ao meu lado e aproximando meu corpo do seu como sempre faz.
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  — Notícias de Cori? — ele perguntou.
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  — Ah, sim. — Violet saiu de seu transe, pegando seu celular. — Tan me mandou uma mensagem. Parece que ela está grávida.
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  A reação foi de surpresa e alegria. Cori e Tan sempre estiveram juntos, pelo que me foi explicado, e já estavam tentando engravidar faziam alguns anos. A partir daí, o papo começou a ser sobre o futuro bebê dos dois e nossas próprias vidas pessoais.
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  — Você não tem vontade de casar, Violet? — a atual garota de Pietro perguntou. Eu ainda não sou muito boa em distinguir quem é hétero, bi ou homossexual, mas consigo ver claramente a segunda intenção dela em fazer a pergunta à Violet; sua namorada também pareceu perceber, pois fechou a cara e olhou para Violet, que não se importou em responder:
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  — Nem um pouco. Viver junto é o meu limite. Casar é assumir um compromisso muito sério que não tenho a intenção de cumprir.
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  Sua resposta não pareceu satisfazer nem a garota que fez a pergunta, nem sua namorada, por isso, Ace logo mudou a atenção para Bob e Gillian que não trocavam uma palavra, apenas carícias.
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  — E vocês? Quando é que vão assumir?
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  Gillian olhou para Ace como se tentasse decifrar o que ele estava tentando dizer, igual à nossa aula prática com os alunos da F uma vez.
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  — Eu não tenho planos para me casar. — Bob falou despreocupado. — Mas se for, será só com uma pessoa.
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  Rapidamente todos começaram a gritar e assobiar, como adolescentes quando um casal assume o namoro. Gillian corou não só as maçãs, como o rosto inteiro. Não pude deixar de rir de seu constrangimento, porque vê-la em uma situação assim era inimaginável a até alguns meses atrás. Um a um, todos foram falando sobre suas intenções sobre o casamento e os filhos; Kendra, claro, tinha a intenção de se casar e ter vários filhos; a surpresa foi que Hans dividia a mesma opinião, mas nenhum dos dois não disseram ou deram a entender que seria entre eles. Quando todos ficaram calados que soube que era a minha vez e de %Ansel%.
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  — Eu vou me casar, claro. — ele se limitou a falar.
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  — Grande coisa, queremos saber com quem e quando! — Ace olhou para nós dois com seu sorriso maroto e, pela primeira vez, entendi a sensação de querer “matar” um amigo.
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  — Não sei com quem, mas mesquinhas fazem meu tipo. — olhou para mim e não consegui manter nossa troca de olhares, tive de virar para esconder meu rosto que começava a queimar.
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  Com essa resposta, os gritos e palmas aumentaram e Ace gritava ‘É oficial!’ para todos os que olhavam para nós com curiosidade.
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  Permanecemos rindo e nos divertindo com as gracinhas dos mais brincalhões; e então %Ansel% decidiu que estava na hora de irmos para a cama. Limitou-se a se levantar e acenar para o grupo, enquanto puxava-me pela mão até a área onde ficava o elevador que nos levaria até o terceiro andar.
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  Durante todo o caminho não ousou dizer uma palavra, apenas prestei atenção no som da festa abafado pelas paredes e porta do elevador. No terceiro andar, parecia que a festa ocorria a quilômetros de distância. Não pude sequer sair do cubículo sem ter meus lábios grudados nos dele. %Ansel%, como sempre, era gentil com seus toques e carícias. Devido à sua sensibilidade, tinha calafrios com frequência. Agora que já estava acostumada com seu corpo, me sinto mais à vontade de explorá-lo com minhas mãos, iniciando a tirar sua regata. O colar de prata que gostava de usar soou quando o tecido de cima foi ao chão. Seu peitoral liso à mostra, iluminada somente pela luz do luar que penetrava pelas paredes de vidro. Neste quarto de %Ansel%, a parede extensa que dava de frente para a área da piscina era de vidro insufilmado, de modo que somente quem é de dentro consegue observar o que acontece fora; as pessoas ali em baixo jamais saberão o que acontece no quarto dele, o único local proibido da mansão.
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  Percorri meus dedos por suas formas, como se estivesse o desenhando. %Ansel% permaneceu parado apenas observando eu observá-lo com o toque; ele não parecia ter pressa em chegar até onde queria, por isso, tive tempo o suficiente de acaricia-lo o bastante para não me esquecer de suas curvas por um longo tempo.
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  Suas mãos subiram até meu pescoço e aproximou meu rosto do seu. Não sei quanto tempo ficamos ali parados sentindo a presença um do outro, mas %Ansel% parecia saber exatamente quantos minutos eram necessários para desacelerar as batidas do meu coração, normalizando minha respiração. Esperei que ele tomasse alguma atitude, mas tudo o que fez foi acariciar minhas bochechas com seus polegares; apesar do movimento simbólico, trazia um conforto que jamais senti antes, como se somente aquilo fosse o suficiente para satisfazer minha vontade de ser tocada por ele.
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  Antes que o tesão acalmasse e perdesse para o conforto, %Ansel% começou a distribuir beijos por meu rosto, descendo para o dorso de meu pescoço. Honestamente, admito ser o ligar que mais gosto de ser beijada. Os lábios macios dele parecem pequenas almofadas que refrescam o meu corpo com seus beijos, além disso, ele nunca agia de maneira brusca, tornando o momento ainda mais agradável. Enquanto isso, passeava com minhas mãos por suas costas e cabelos; adoro a sensação de poder bagunça-los, %Ansel% é bem charmoso com as madeixas desordenadas.
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  Quando sua língua começou a percorrer meu pescoço e ameaçar descer mais, meu corpo rapidamente começou a ter pequenos espasmos. Suas mãos desceram até a barra de minha blusa e, sem hesitar, retirou a roupa em um só movimento; em seguida, subiram até meus seios e passaram a massageá-los mesmo com o sutiã impedindo o toque direto à minha pele. Não pude evitar suspirar; caminhamos até sua cama, onde me sentei na borda e apoiei meu corpo para trás, fechando os olhos e sentindo ainda muito mais tesão por não precisar dedicar minha energia a outra coisa senão o toque de %Ansel% em meus seios. De vez em quando, seus dedos desviavam o tecido do sutiã para tocar o bico de meus mamilos, fazendo meu raciocínio aos poucos deixarem meu subconsciente.
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  Os beijos finalmente começaram a descer por meu corpo. As mãos que antes tocavam meus seios, agora os liberavam do meu sutiã, que logo foi jogado em algum canto do quarto. Quando senti sua língua iniciar a massagem no bico de meu mamilo, o gemido saiu sem permissão. A sensação era enlouquecedora, as mãos de %Ansel% passeavam por meu tronco desnudo e aos poucos se livrava do resto de roupa que eu possuía. A jeans foi jogada para trás e a calcinha, longe. Deitei na cama e pude vê-lo me olhar em uma mistura de desejo e amor; achei que fosse me sentir envergonhada por estar tão vulnerável, mas se havia alguém que gostaria que estivesse ali, era ele. %Ansel% era a pessoa certa para me preencher e não podia estar mais feliz de satisfazê-lo, mesmo ele sendo muito mais experiente que eu.
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  — Apenas relaxe seu corpo e aproveite meus toques. — ele sussurrou enquanto desabotoava sua calça. — Não se preocupe com a altura de seus gemidos, grite o quanto quiser, somente eu irei ouvir. — vi o volume de seu membro pela primeira vez. — Somente eu tenho a permissão de ouvir. — ele se livrou da última peça e abriu minhas pernas, posicionando-se entre elas e inclinando seu corpo em minha direção. Seus braços permaneceram apoiados ao meu lado e seu rosto ficou muito próximo do meu. — Agora você é minha, %Emma%.
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  — E você é meu, %Ansel%. — segurei em seu rosto e o vi abrir um sorriso de satisfação, como se eu tivesse dito exatamente o que ele queria ouvir.
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  — Exatamente. — me respondeu, grudando seus lábios nos meus.
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  Não foquei em mais nada senão seus beijos. Sua língua massageando a minha boca já me causava espasmos o suficiente. Meus olhos se fecharam para tornar o toque inesquecível, mas quando uma de suas mãos começou a percorrer meu corpo, vi que seria impossível dar atenção a somente uma coisa. %Ansel% se afastou de mim, pedindo que eu abrisse os olhos. Das vezes que tivemos uma relação sexual, mantive meus olhos fechados ou afastados de nossos corpos por me sentir envergonhada demais com tudo, no entanto, nós dois sabíamos que aquela fase havia passado. Estou acostumada com seu corpo e seus olhos sempre me devorarem quando estou nua, %Ansel% voltou a acariciar meus seios e então desceu uma de suas mãos até meu sexo, causando um tremor intenso com um leve toque.
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  — Molhadinha... — ele sussurrou em meu ouvido, quando voltou a se inclinar para perto de mim.
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  Focamos nossa atenção em seu toque e levei minhas mãos até seus braços. Meu clitóris estava inchado, prestes a me fazer explodir tamanho o tesão que sentia por %Ansel%. Jamais imaginaria estar tão aberta para um homem como estou no momento; seus dedos começaram a penetrar lentamente e aos poucos. Primeiro um dedo, depois dois.
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  — Ah... — meu corpo fez a forma de um arco com o tremor de tê-los dentro de mim. — Rápido...
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  O vi abrir um pequeno sorriso e obedecer minha ordem. Seus dedos começaram a penetrar meu sexo com mais rapidez, de modo a começar a me enlouquecer. Minhas mãos foram até seus ombros, arranhando suas costas e bagunçando seus cabelos. %Ansel% continuava a trabalhar com seus dedos, até meu corpo suar e eu iniciar meus pedidos por mais.
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  — Vou surpreendê-la. — com dificuldade, entendi seu sussurro. — Você está me enlouquecendo com esse comportamento.
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  — Ah, %Ansel%, mais. — inclinei meu corpo na direção de seu dedo, ouvindo sua risada de satisfação.
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  — Darei mais sim, querida, espere e sinta. — ele iniciou a penetração em uma velocidade que jamais poderia esquecer. Assim como havia mandado, não controlei a intensidade de meus gritos. Minhas pernas, ao mesmo tempo que queria abri-las mais para sentir mais o prazer, queria fechá-las por estar me enlouquecendo demais.
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  Sem aviso prévio ou pedido de permissão, %Ansel% trocou seus dedos por seu membro ereto e duro. Deus, aquilo quase me colocou em um coma. Dei um grito tão alto que não tenho certeza se as paredes antissom fizeram um bom trabalho.
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  — Gema para mim, querida. — ele pedia durante as penetrações. Seu corpo era tão ágil e em forma que não sei como não rasguei ao meio com tamanha força.
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  Eu gozava a cada cinco minutos. Toda vez que acontecia, %Ansel% diminuía sua velocidade até que meu libido voltasse à ativa. Na quinta vez, senti que meu corpo estava relaxado e que poderia tentar algo de novo. Inclinei meu corpo pra cima, surpreendendo %Ansel%.
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  — Deite. — pedi, uma ordem que foi obedecida de prontidão, mas com receio.
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  Permaneci sentada em seu corpo, seu sexo dentro do meu. Ali, parada, vi %Ansel% submisso a mim, trazendo uma sensação boa de que finalmente poderia retribuir todo o prazer que havia me proposto até então. O sorriso malicioso em seus lábios me trazia força para ousar fazer algo que jamais teria feito se não fosse ele a pessoa ali em seu lugar.
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  Lentamente iniciei um movimento circular com meu corpo; um tipo de rebolado que o fez fechar os olhos e tencionar seu corpo devido ao prazer que estava sentindo.
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  — Faça-me gozar. — ele pediu com seus olhos ainda fechados. Tê-lo vulnerável e me fazendo responsável pelo ápice, senti um resquício de poder na relação. Sem tomar conta de minhas ações, iniciei o movimento vaivém tão segura de mim, que quando vi, %Ansel% gemia alto, aprovando minhas atitudes. Em um ponto do sexo, suas mãos apoiavam em mim e seu quadril fazia o trabalho de me penetrar, já que o cansaço começava a lentear meus movimentos.
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  Senti o líquido espesso se espalhar dentro do meu corpo. Achei que ele pararia ali, como sempre fazia, mas então se ergueu, me fazendo ficar de joelhos.
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  — Venha. — ele ergueu sua mão, me colocando de frente para a parede. — Você consegue mais um pouco? — apoiou suas mãos em cima das minhas e sussurrou em meu ouvido. Concordei com um acento de cabeça, como poderia parar o sexo quando ele sussurra daquela maneira? — Abra suas pernas, assim. — posicionou-se logo atrás e encostou a ponta de seu membro em minha abertura.
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  Seus dedos voltaram a me tocar, trazendo ainda pequenos espasmos. Quando sentiu minha entrada lubrificada o suficiente, penetrou, grudando seu corpo ao meu.
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  Encostei minha cabeça na parede em que apoiava, gemendo como nunca. %Ansel% não parecia conseguir controlar sua força e rapidez, por isso, mesmo que eu pedisse para parar, ele não pararia. Seus braços me rodeavam e suas mãos logo começaram a acariciar meus seios, me deixando louca. Aquela sensação dupla de prazer era insano. Logo que meus gemidos começaram a diminuir gradativamente, em um último toque surpresa, %Ansel% desceu uma de suas mãos até meu clitóris, me fazendo gritar em aprovação.
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  — Meu Deus... — gemia, inclinando minha cabeça para trás. Era como se houvesse alguém à minha frente e atrás. %Ansel% conseguia fazer o trabalho por dois. — Vou gozar... — tive de avisá-lo que não conseguiria mais segurar.
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  Assim que ouviu meu aviso, %Ansel% aumentou suas estocadas, afim de chegar ao ápice comigo. E assim foi, nossos corpos estremeceram juntos e seus lábios beijaram meu ombro até cairmos juntos na cama. O ar estava quente e parecia faltar; meu coração nunca teve tão acelerado e meu corpo pingava com o suor.
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  %Ansel% cobriu nossos corpos com o edredom e então se aproximou de mim, rodeando meu corpo com seus braços, me fazendo sentir protegida.
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  — Eu te amo. — sussurrou.
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  Virei meu rosto para ele, seus olhos azuis tão próximos de mim. Abri um pequeno sorriso e virei meu corpo em sua direção; subi minha mão até seu rosto e respondi:
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  — Eu te amo.
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  Apesar de cansada, não consegui dormir enquanto o visse me observando. Então, quando nossas respirações já estavam reguladas e eu conseguia me mover sem sentir calor, o ouvi dizer:
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  — Alec é meu pai.
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  Parei meus pensamentos para prestar atenção no que ele dizia. Assim que viu que eu estava atenta às suas palavras, ele virou se corpo para cima, encarando o teto.
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  — Quando eu era criança, nos dávamos muito bem. Pais e filhos geralmente se dão bem quando o pai se dedica ao filho. Ele era presente e me ensinava muita coisa. Só havia um problema: sua fidelidade.
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  A cada pausa que %Ansel% fazia, era como se pensasse se era certo contar para mim algo tão sério que nem seus melhores amigos sabiam sobre.
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  — Qualquer pessoa que ama outra é capaz de superar e aceitar os defeitos até um determinado ponto. Minha mãe aceitou por um longo tempo as traições do meu pai. Lembro de suas gritarias e os choros quando ele saía de casa dizendo ser a noite de pôquer. Nunca existiu a noite do pôquer; ela sabia que era apenas um argumento para sair de casa e transar com outras mulheres.
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  Seus olhos traziam uma mistura de mágoa e lembranças. Ele parecia visualizar os dias em que passou ao lado de seus pais quando criança. Aproximei meu corpo do dele para demonstrar o meu apoio; com a ação, seus olhos viraram para mim e um sorriso apareceu em seus lábios. Ele deitou o braço de modo que pude apoiar minha cabeça nele e abraça-lo da maneira que eu queria.
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  — Eu tinha treze anos quando minha mãe surtou. Ela não aguentava mais, precisava se livrar dele. A aceitação se tornou um fardo e ela precisava superar sozinha. Por eu já estar crescido, meu pai achou melhor acatar ao pedido de minha mãe. Quando fiz 16 anos, descobri que ele era ninfomaníaco. Minha mãe descobriu a doença quando eu ainda era uma criança e achou que ele poderia se curar. — %Ansel% olhou para mim. — Ele nunca quis ser curado de verdade.
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  — Por quê?
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  — Não sei. Tem a ver com seu passado, mas não faço questão de saber.
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  — Você não parece gostar dele.
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  — Não gosto, mas também não o desgosto. É complicado.
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  — Eu entendo.
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  — Entende?
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  — Eu também não gosto do meu pai. — olho para cima. — Mas ele ainda é meu pai. Há uma conexão entre nós dois que jamais será quebrada. Talvez seja a gratidão de ter sido concebida por ele e minha mãe, ou a vida que eu tive, que não foi difícil. Eles apenas são egoístas.
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  — Pode ser que seja isso.
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  — Por que está me contando?
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  %Ansel% não respondeu de imediato. Ficou pensando por vários minutos em uma resposta até começar a falar:
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  — Há várias razões. A primeira é porque te amo. — voltou a virar para mim e sorrir. — Sei muito sobre sua vida e quero ficar com você, então é importante que sinta segurança e confiança na pessoa com quem está se relacionando. Além disso, querendo ou não, ele é o meu pai. Você não pode namorar uma pessoa e não conhecer algum familiar; minha mãe e eu não nos falamos mais, então é natural que eu não queira evitar o seu conhecimento sobre Alec. Por alguma razão, ele sabe sobre você e gostaria de te conhecer.
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  — Sério?
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  — É.
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  — Você quer que eu o conheça?
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  — Não cabe a mim decidir. — ele respondeu no tom de voz que a resposta era óbvia. Ele não queria que eu conhecesse o pai dele, queria que me satisfizesse em somente saber sobre ele.
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  Uma namorada normal iria insistir em conhecê-lo e tentar fazê-los se reconciliar, contudo, analisando seu comportamento e sua vida, não acho que acrescentar seu pai em sua rotina faria melhor para ele. Por também não querer meus pais perto de mim, entendo sua posição de preferir viver sozinho a ter de vê-lo todos os dias.
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  — Estou bem assim. — falei. — Além do mais, se ele não é importante para você, não faço questão de conhecê-lo, mas fico feliz dele saber sobre mim.
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  %Ansel% abriu um sorriso aliviado e abraçou meu corpo desnudo e suado. Fechamos nossos olhos para adormecer e antes de pegar no sono, pude ouvi-lo dizer:
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  — Obrigado.
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Capítulo 19
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