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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Garota S

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Há características sobre Harvard que são verdadeiras e outras que são fictícias para melhor adaptação da história.
História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 17

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

Encarei os dois pelo tempo que ficaram com seus lábios grudados. Não entendi por que %Ansel% permaneceu parado, deixando a garota o beijá-lo. Mesmo que ele fosse pego de surpresa, ele sempre soube reagir, afastando a garota ou a si mesmo. Demoraram cerca de quarenta segundos até os dois se separarem, os segundos que mais passaram lentos em minha vida. A garota, ao se separar de %Ansel%, lhe enviou um olhar apaixonado, diferente das outras mulheres que se aproximaram ou tiveram qualquer relação com ele.
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  Caminhei lentamente em direção aos dois e só então %Ansel% pareceu se lembrar de minha presença. Abri um pequeno sorriso em direção à garota e não pude evitar perguntar:
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  — %Ansel%, você não irá nos apresentar?
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  A garota virou sua cabeleira loira em minha direção e sorriu um sorriso tranquilo, com seus braços ainda em torno do pescoço de %Ansel%. Olhei para ele, que estava sem reação. Não sabia o que fazer, talvez o susto tenha sido muito grande.
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  — Ah, olá! — a garota disse, desfazendo um dos braços que estava ao redor de %Ansel%. — Sou Aspen, noiva de %Ansel%. — ergueu a mão em minha direção.
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  Talvez eu não tenha ouvido direito. Ou talvez ela tenha se enganado. Enquanto ela esperava que eu retribuísse seu cumprimento, demorei o dobro de tempo para erguer minha mão e apertar a dela com o máximo de força que consegui, que no final foi mais fraco do que dar um passo doente.
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  Noiva de quem?
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  Olhei para %Ansel%, que não ainda permanecia em estado de susto. Em uma maneira de confirmar a informação, abri um pequeno sorriso e disse:
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  — Noiva? Não sabia que você estava noivo, %Ansel%. — ele não respondeu. Pelo seu silêncio e sua expressão, eu sabia que não era mentira. Era uma verdade que ele escondeu de mim. — Parabéns. — anunciei assim que percebi meu papel no meio dos dois.
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  %Ansel% fez de mim o que mais abomino em minha vida. A razão por odiar Gabriel, a razão por meus pais serem tão indiferentes comigo e um com o outro. Fui uma amante. Uma pessoa para passar o tempo, como se fosse um cachorrinho. Agora que sua noiva voltou, eu voltaria para o limbo. Dessa vez, eu não tinha ninguém que me ajudasse como aconteceu quando descobri sobre Gabriel. Me sinto ridícula. Achei que havia me livrado desse carma horrível, mas parece que minha vida é feita de pessoas falsas e mentirosas.
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  — E aí, baixinha... Ah. — Ace apareceu atrás de mim, mas não me pareceu alegre ao ver a tal de Aspen atrás de mim.
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  — Oi, Ace, achei que você só dava aula na parte da tarde. — a garota falou, como se o conhecesse há tempos.
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  Que bobeira, a minha. É claro que ela o conhece. Se é noiva de %Ansel%, todos sabem sobre a verdade, apenas esconderam de mim.
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  — Não, ajudo na manhã também. — ele fala, sem emoção. — Erm, baixinha, vamos, vou te levar.
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  Eu precisava de algumas explicações e sei que exigir de %Ansel% não adiantaria de nada. Ele ainda permanecia calado e provavelmente não diria tudo o que eu quero ouvir, como, por exemplo, a verdade. Me despedi de Aspen e deixei %Ansel% para trás, dando-lhe as costas com meu coração doendo cada vez mais a cada palpitada. O enorme carro de Ace estava estacionado na frente da vaga de Ace, então não precisei andar muito. Enquanto ele dava a partida, observei Aspen voltar sua atenção para %Ansel% e abraçá-lo enquanto ele continuava sem se mexer.
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  Ace não disse nada por longos minutos. Acho que é a primeira vez desde quando o conheci que ele não diz muito ou inicia uma conversa a cada meio segundo. Virei meu corpo para ele, esperando que ele começasse a explicar a situação, mas era claro que ele não diria nada.
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  — Então. — comecei a falar. — Você poderia me explicar?
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  — Baixinha. — ele suspira. — Não é o que você pensa.
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  — Ela se apresentou como noiva. — senti meu tom de voz aumentar. — Noiva!
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  — Sim, é o que ela acha que é dele. — Ace disse, em tom urgente. — Eu não sei se sou a pessoa certa a falar. Você deveria conversar com o chefe.
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  — Não sei se você percebeu, mas o seu chefe permaneceu calado consentindo com toda a informação. Como quer que eu vá falar com ele? Na verdade, como quer que eu olhe para ele? Só de pensar eu já quero morrer.
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  — Baixinha, não fale assim. — ele olhou para mim. — Sei que está passando por um momento difícil, mas não fale da sua vida assim.
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  Permaneci calada o tempo inteiro depois de seu sermão. Chegarmos na faculdade e caminhei em direção à sala da prova. Gillian, ao me ver, rapidamente soube que algo aconteceu. Assim que seus olhos pegaram contato com o meu, soube que ela viria atrás de mim assim que a prova acabasse. Sem cabeça para pensar, no momento em que recebi a prova, passei os olhos pelas perguntas e a imagem das respostas em minhas anotações vieram à tona. Escrevi de qualquer maneira e em vinte minutos entreguei a prova, recebendo um olhar de surpresa do professor. Ele deu uma lida nas respostas e abriu um sorriso satisfeito, desejando-me boas festas. Abri um pequeno sorriso e me dirigi para fora da sala.
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  — %Emma%! — Gillian gritou atrás de mim, segurando em meu braço. — O que foi?
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  Suspirei. Meus lábios, trêmulos.
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  — Vamos para o seu quarto. — ela anunciou, percebendo que eu não poderia falar sem derramar algumas lágrimas.
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  Caminhamos em silêncio. Gillian sempre foi uma pessoa paciente, independentemente da situação. Adentramos no quarto vazio — Kendra provavelmente ainda está fazendo a prova — e Gillian se sentou ao meu lado. Comecei a contar sobre Aspen e a falta de reação de %Ansel%. Por não saber muito sobre eles, não demorei mais que dez minutos para falar; entretanto, o tempo foi suficiente para Gillian me dar um abraço enquanto tentava me acalmar do choro que finalmente deixava sair.
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  — Talvez seja melhor você aguardar uma explicação. — Gillian disse, depois que estava disposta a ouvi-la. — %Ansel% não me pareceu uma pessoa tão despreocupada com o bem estar das outras pessoas, para chegar a ter um comportamento desse. Você mesma disse que ele parecia estático de surpresa ao ser abordado pela tal Aspen.
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  Fiquei calada, pensando no que Gillian disse. No entanto, a imagem da noiva o beijando me perturba tanto que talvez eu sonhe com isso esta noite. Permaneci em transe por um bom tempo até sentir uma mão dar um leve tapa em minha perna.
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  — Pare de pensar que ele lhe trai. — Gillian usou uma tonalidade de voz que jamais havia ouvido antes. Uma mistura de aviso e nervosismo, como se estivesse brava por eu me manter calada remoendo meu nervoso, mas também precavida com minha situação.
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  — Este é o momento em que eu não quero saber sobre as coisas boas. Quero apenas condená-lo e viver minha vida. — desabafo minha honestidade.
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  — É o comportamento natural do ser humano. No fundo, você quer que ele venha até você se desculpar e explanar a situação.
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  Suspirei, assentindo. Era verdade. Gillian, apesar de achar que não possui nenhuma experiência amorosa, é muito mais sabida do amor do que eu. Pode ser que o fato de eu não ter tido uma relação verdadeira até então fez com que todos os anos que passei com Gabriel fossem perdidos.
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  Continuamos a conversar sobre meus sentimentos; nesse meio tempo, Gillian tentava manter meus pés no chão, e meus pensamentos também. Ela deve saber sobre isso quando decidiu terminar com Bob; por ser uma pessoa calculista, como a maioria dos alunos da sala S, sabe me ajudar melhor. Quando ouvia a conversa de grupos de garotas no banheiro, as achava imaturas por se iludirem demais com uma situação que nunca se realizaria. Uma vez traída não é possível voltar no tempo, ficar imaginando “se’s” é uma completa perda de tempo.
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  Kendra chegou depois de uma hora com o rosto vermelho. De primeira vista, achei que fosse por causa da situação, mas então ela iniciou o desabafo sobre a dificuldade da prova, e que o plano dela de subir algumas salas estava cada vez mais longe de ser completado com sucesso.
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  — Vocês não poderiam ser um pouco menos competitivos entre vocês? — ela apontou para mim e Gillian, representantes da sala S nessa conversa. — Quero dizer, vocês acabam prejudicando aos nós, meros mortais burros.
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  — Qualquer um que se esforça consegue alcançar a excelência. — Gillian falou. — Nós estudamos muito, a maioria dos alunos da B para baixo utilizam deste mesmo tempo indo a festas ou dormindo.
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  — Gillian, fale mais um pouco e mudo meu plano de subir de sala para arranjar um coração para você. — Kendra a olhou feio e então me encarou. — O que foi? Você esteve chorando?
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  — Aconteceram algumas coisas... — murmurei em uma voz rouca. Gillian quem acabou explicando para Kendra sobre %Ansel% e Aspen. Achei que ela fosse saber sobre os dois e se sentir envergonhada por ter escondido esse fator de mim como em várias outras situações que ocorreram; entretanto, sua reação foi tão surpresa quanto a minha quando os vi juntos.
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  — Eles são O QUÊ?
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  — Observando sua reação, você entendeu perfeitamente. — Gillian respondeu.
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  — Como é que ele pode fazer uma coisa dessas? Só porque a garota não estava perto, se acha no direito de fazer outra se apaixonar por ele para não ficar sozinho no meio tempo? — ela começou a andar pelo quarto de um lado para o outro, reação comum quando está indignada com algo ou alguém. — Ele não te ligou até agora? Nenhuma mensagem? Não invadiu a área dos dormitórios? — balancei a cabeça em negação. — O que está acontecendo? — Kendra colocou as mãos na cabeça. — Espere um minuto, vou averiguar a situação. — ela pegou o celular do bolso de sua calça jeans e se afastou até a janela de nosso quarto, ligando para Hans, provavelmente.
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  — Concordo com Kendra, pelo estereótipo de %Ansel%, seria plausível vê-lo tentando arranjar sua própria maneira de falar com você para se explicar. — Gillian falou, pensativa. — Talvez seja verdade o fato deles serem noivos.
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  — Kendra tem razão. — falei, olhando para Gillian, que desviou seu olhar para mim. — Você precisa de um coração. Urgentemente.
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  Vi seu sorriso sem graça enquanto Kendra voltava com as bochechas coradas.
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  — O quê? — perguntei, curiosa. Kendra corada depois de uma ligação não era nunca bom. Ela raramente se sente envergonhada em dizer algo.
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  — As coisas não estão bem para o seu lado, amiga. — ela suspira, sentando em sua cama. — Hans me disse que %Ansel% levou Aspen para sua mansão no almoço. Eles nem chegaram a entrar no estúdio.
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  Olhei para o lado, envergonhada por estar sendo tão descartada em frente a meus amigos. Aperto os lábios, segurando o choro. Eu não devo chorar por alguém que me usou.
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  — Vamos sair. — Kendra se levantou, pegando sua bolsa.
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  — Não sei se você sabe, Kendra, mas não quero sair em um momento desse. — falei.
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  — É exatamente porque você está num momento como esse que deve sair. Quando se está triste ou prestes a sofrer algum tipo de depressão, é necessário que você saia de um local solitário e vá com suas amigas para um restaurante ter o melhor banquete da sua vida, beber até não conseguir se lembrar do passado e tentar seguir a vida.
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  — Ela tem razão. Apesar de ser um tratamento estranho, tem cabimento. — Gillian se levantou, pegando sua bolsa e a pendurando em seu ombro.
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  Fiquei encarando as duas, tentando arranjar uma desculpa para não ir. Foi quando me recordei de minha vida no Brasil até a alguns meses atrás. Se eu estivesse passando por isso em qualquer momento até então, eu não teria duas amigas dispostas a me levarem para comer e beber em algum lugar, ouvir minhas mágoas e me ajudar a voltar a ser feliz. Não posso ser egoísta e ignorar suas boas vontades e intenções.
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  — Isso mesmo! — Kendra celebrou ao me ver levantar com minha bolsa.
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  Fomos até um restaurante perto do campus. O local estava lotado de alunos celebrando o fim do semestre e das provas. Nós teríamos algumas semanas de recesso até voltarmos para finalizar o primeiro semestre e iniciar o último ano de nosso curso. Kendra conseguiu uma mesa para nós três entre o bar e a cozinha. Ela paquerou alguns grupos de garotos que acabaram cedendo para nós três, visivelmente reconhecidos sobre eu e Gillian.
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  — Eu já vi de muito em minha vida, mas as duas melhores alunas do ano no mesmo bar que eu prestes a encher a cara é a coisa mais inédita que irei presenciar! — um garoto com seu cabelo brilhante com o tanto de gel que usava para segurar seu topete olhava para nós duas maravilhado. — Me deem a honra de tomar um shot com vocês?
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  Eu e Gillian nos entreolhamos. Kendra celebrou a ideia de recebermos uma rodada de bebida gratuita. Bem, nós viemos para beber, afinal.
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  Ace chegou um tempo depois. Parece que ele havia ligado para Kendra, que acabou denunciando nosso paradeiro para ele. Ficou assustado por ver eu e Gillian gargalhando tão alto, mas então, como típico de Ace, ele se uniu a nós ao invés de dar-nos um sermão. Por um longo tempo, me esqueci de %Ansel% e sua noiva, Aspen. Quando sua imagem surgia em minha mente, eu apenas o apagava com mais álcool. Ace e Kendra mandavam lanches para eu e Gillian forrarmos o estômago. Se nós duas somos as melhores com os estudos, os dois eram os melhores com a bebedeira.
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  Saímos do bar quando já estava claro novamente. Nunca permaneci tanto tempo dentro de um estabelecimento desse como hoje. Inacreditavelmente, não achei insuportável como imaginava que era. No caminho para o campus, as ruas ainda estavam um pouco vazias devido ao horário — talvez sete da manhã? — Kendra e Ace riam tão alto que não ficaria surpresa se alguém quisesse nos processar por não respeitar a lei do silêncio.
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  — Agora eu vou falar! — Ace, que não havia parado de falar até então, gritou à nossa frente, cambaleando com sua garrafa vazia. — Eu acho que você não deve desistir do %Ansel%. — ele apontou para mim.
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  — Huuuuh? — Kendra gritou para ele. — O %Ansel% usou a %Emma%, quem não deveria desistir é ele, dela!
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  Ace balançou a cabeça, já que sua capacidade de falar não conseguia seguir sua mente no momento. Deu um gole de ar da garrafa vazia e fez uma careta como se houvesse acabado de tomar algo muito forte.
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  — Aspen não é mais noiva dele. — Ace disse, embriagado. — Quando %Ansel% voltou para cá, ele ainda estava noivo dela. O coitado achava que ela voltaria assim que terminasse a turnê em que ‘tava’, mas ‘quanu’ você é um bom dançarino, as ‘coisa’ ‘acontece’ muito rápido e você ‘num’ tem tempo pra pensar em se dedicar à sua vida pessoal. É tudo muito arriscado, se alguém te chama para entrar ‘num’ novo projeto importante, só um louco como o %Ansel% recusaria.
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  — E o que é que isso tem a ver com a %Emma%, criatura? — Kendra se sentou no meio fio ao lado de Gillian, que provavelmente estava entrando em seu estado de ressaca, mesmo não tendo dormido. — Ela não tem nada a ver com as escolhas e ilusões do %Ansel%!
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  — Quer fechar essa boca de tubarão e me deixar falar? — Ace apontou para Kendra, que resmungou algo. — Eu to ‘tentanu’ falar ‘pcês’ que o cara é inocente! — bufou e fechou os olhos, aparentando um sonâmbulo por continuar falando: — Aspen começou a fechar uma turnê atrás da outra, saca? E inventava desculpas para o %Ansel%, ‘tentanu’ explicar que não dava pra ‘voltá’ e casar com ele. Depois de um ano ‘esperanu’ a quenga, ‘a gente convencemu ele’ a terminar tudo. E ele ‘terminô’.
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  — Sua dicção está absolutamente horrível. — Gillian resmungou. Não podia negar que também estava perturbada com os erros que cometia ao falar, mas o interesse no conteúdo era muito maior que meu problema com a gramática.
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  — Você quer dizer que ela voltou sabendo que ele havia terminado com ela? — Kendra perguntou, fazendo Ace balançar exageradamente a cabeça para cima e para baixo. — Então por que %Ansel% não reagiu ao beijo dela e deixou %Emma% pensar o que ela quisesse? Por que ele não negou quando ela se apresentou como noiva dele?
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  — Calma. ‘Cê’ ta ‘falanu’ muito rápido. — Ace levantou a mão com os olhos ainda fechados e pausou por um segundo, provavelmente para processar as perguntas feitas. — O cara acabou de ver a pessoa com quem ele queria casar! A mulher desaparece e reaparece do além como os fantasmas do Supernatural e vocês não querem que ele entre em estado de choque?
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  Ace tem razão. Foi o mesmo choque que eu senti quando Gabriel surgiu do nada aqui nos Estados Unidos. Eu estava em um romance com %Ansel% e de repente tinha de lidar com um relacionamento que já praticamente estava acabado. Olhei para o céu ainda mais claro de quando havíamos saído do bar/restaurante e minha mente clareou tanto quando ele. %Ansel% não desistiu de mim quando soube que Gabriel estava aqui. Além do mais, se ele disse que havia terminado o noivado com Aspen muito antes de me conhecer, então não devo condená-lo por não ter me dito, afinal, ela era um passado que ele queria esquecer.
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  Olhei para Gillian, que já estava adormecida sentada no meio fio ao lado de Kendra e Ace, que estavam na mesma situação deplorável que ela. A animação de ver tudo melhor fez com que não sentisse minha ressaca da maneira que os três, mas não pude deixar de ignorar por muito tempo a dor de cabeça e de vista horrível que tive assim que me sentei ao lado de Ace e deixei minha cabeça cair em seu ombro.
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  Olhei para a mansão de %Ansel% à minha frente. Logo depois que acordamos pelos policiais da vigilância que eram contratados pela universidade para rondar o bairro, fomos para nossos respectivos quartos. Eu e Gillian fomos tomar um banho enquanto Kendra havia capotado na capa e parecia morta, já que nada nela se mexia com exceção de seu peito, devido a respiração. No banho, contei que não queria desistir de %Ansel% e contei o que Ace havia dito, já que ela não se recortada com clareza sobre o assunto, apenas que ele não poderia ser escolhido para ser o orador da turma dele na formatura. Depois que lhe expliquei tudo, ela concordou que o mais sensato de mim seria não desistir.
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  Assim, tomei a coragem de entrar na área dos dormitórios masculinos pela primeira vez e correr até o quarto de Ace, que, assim como Kendra, estava jogado na cama desmaiado. Bob tentou o acordar com um copo de água na cara, mas Ace é muito mais persistente em continuar dormindo do que ele em acordá-lo. Assim, Bob acabou me levando até a casa de Ace, por ‘me dever uma’.
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  — Vá logo. — ele disse, me tirando do meu transe. Concordei com a cabeça e desci de seu carro.
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  — Obrigada pela carona.
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  — Que seja. — ele falou. — Arranje uma para voltar. Ace provavelmente só acordará no fim da tarde, então se terminar antes de disso, é melhor chamar um táxi.
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  — Tudo bem. Obrigada.
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  O vi se afastar e assim que virou a esquina do condomínio, segui até a porta da mansão e bati sem hesitar. Para minha surpresa, quem abriu não foi %Ansel% ou seus empregados, mas sim Aspen, que me olhou ainda mais surpresa que eu.
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  — Olá, hum...
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  — %Emma%. — respondi. — Desculpe chegar tão cedo em um sábado.
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  — Não, tudo bem. Você veio sozinha? — ela colocou a cabeça para fora e procurou por alguém.
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  — Carona.
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  — Ah... Bem, entre então. — empurrou a porta para trás e me permitiu entrar na mansão que já conhecia bem. — O %Ansel% não está, ele foi bem cedo para o estúdio para finalizar tudo para hoje à tarde.
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  É mesmo. Hoje era o dia da apresentação. Era claro que %Ansel% não estaria aqui, o que era ótimo para meus planos.
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  — Eu desconfiei, mas não é ele a pessoa com quem gostaria de falar. Na verdade, você tem um tempo disponível agora? — olhei para Aspen, que me olhou com suas sobrancelhas arqueadas.
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  Ela provavelmente jamais desconfiaria sobre o assunto que gostaria de falar. Ficou me encarando por um breve tempo, até dizer:
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  — Claro, me acompanhe no café da manhã. — e me deu as costas, caminhando à frente até a cozinha. Respirei fundo e tentei acalmar as batidas do meu coração, que estavam tão acelerados que possivelmente corria risco de ter uma parada cardíaca.
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  Se tudo ocorrer conforme planejei, a guerra está praticamente declarada.
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Capítulo 17
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