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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Garota S

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Há características sobre Harvard que são verdadeiras e outras que são fictícias para melhor adaptação da história.
História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 14

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

Acordei com o aroma de panquecas pré-assadas na frigideira de teflon de %Ansel%. Abri um olho para que ele se acostumasse com a claridade e assim pudesse abrir o outro; por eles, vi a porta do quarto de %Ansel% entreaberta e o som das tralhas de cozinha sendo utilizadas no andar de baixo.
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  Espreguicei meu corpo, tentando unir coragem e força para me levantar, mas a cama de %Ansel% me lembrava a minha do Brasil: enorme, macia e repleta de travesseiros, além do edredom de plumas que tornava minha vida muito mais confortável ao acordar. Havia me esquecido quão privilegiado é a vida de alguém que dorme em uma cama dessas. A faculdade, por mais prestigiada que fosse, não oferece boas camas como essa; com exceção da primeira colocação, o que quer dizer que além de não precisar pagar o próximo mês, poderei ganhar uma ótima cama para até o fim do curso. Uma grande vantagem para quem já chegou um dia ao primeiro lugar de Harvard.
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  Suspirei, ainda me sentindo exausta. Meu corpo estava nu, mas já não me sentia apressada em colocar uma roupa para fugir dos olhos de %Ansel%. Era a terceira ou quarta vez que fizemos, não poderia mostrar que ainda me sentia desconfortável perto dele, poderia correr o risco de ofendê-lo. Ainda assim, coloquei minha lingerie e fui para o banheiro tomar uma ducha para renovar meu corpo preguiçoso. Gastei um bom tempo debaixo do chuveiro; mesmo a água gelada, meu corpo parecia não querer se mexer nem para pegar o shampoo a poucos centímetros de distância de meus dedos.
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  Senti, repentinamente, um par de braços rodear meu corpo e os lábios de %Ansel% depositarem-se em meu ombro direito.
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  — Vim chamá-la para comer, mas você deixou a porta do banheiro aberta. Isso é um sinal de que quer companhia.
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  — Na verdade, eu apenas estou com preguiça demais para fazer qualquer coisa senão ficar em baixo do chuveiro. — murmuro, vendo nossos pés e a água escorrer por nossas pernas.
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  — Quer que eu faça todo o trabalho?
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  — Não sou uma criança, apenas estou com preguiça. — me movimento, afastando seu corpo do meu. Me sinto um pouco constrangida quando estou nua na frente dele e o ambiente está claro. Ele pode ver demais. — Gostaria de fazer tudo sozinha, se não se importar.
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  — Ah, mas eu me importo, sim. — ele dá um passo para frente, encostando minhas costas na parede. — Você sabe o que acontece com casais que tomam banho juntos.
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  — Bem, isso é clichê. — coloco minhas mãos em seu peitoral, tentando afastá-lo, mas ele é muito mais forte que eu. — É sério. Quero comer, estou com fome.
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  — Você pode comer o que quiser depois do banho. Mas só depois do banho. — vejo seu sorriso maroto e suas mãos brincarem com o sabão que foi deixado de lado para eu ser ensaboada.
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  — Mais mel? — ele pega a jarra creme e a leva em direção ao meu prato.
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  Apenas empurro o prato com as panquecas para que ele derramasse mais mel em cima do que restou da torre de panquecas que havia feito para nós dois. Eu realmente estava com fome, comendo mais da metade sozinha.
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  Olho ao redor e vejo que a casa estava vazia. Não havia nenhum sinal de empregados por perto, de modo que não poderia fazer um comentário engraçado, questionando suas habilidades na cozinha.
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  — Você precisa ir para o estúdio hoje? — mudei minha tática.
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  — O evento já é semana que vem, preciso dar uma olhada no andamento dos treinos. Alguns grupos ainda precisam melhorar até a apresentação, mas a ansiedade está atrapalhando-os.
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  — Depois que isso passar, o que você irá arranjar para mim? — coloquei um pedaço da panqueca em minha boca, observando-o olhar para o lado, pensativo.
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  — Você poderá cuidar das matrículas dos alunos e organizar a ficha de todos os que já estão matriculados. Não temos um sistema muito bom para nos ajudar e seria ótimo possuir algo mais otimizado para facilitar.
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  Concordo com a cabeça, pensando em maneiras de realizar a tal otimização exigida. Eu teria de falar com alguns técnicos de computação, Ace ou Kendra podem conhecer alguém da MIT para nos ajudar.
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  — Você vai para o estúdio?
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  — Não, já está praticamente tudo finalizado, apenas tenho de terminar de decorar o hall de entrada e combinar o funcionamento do Roof com as funcionárias. Violet disse que gostaria de estar junto, então faremos isso durante a semana. Hoje preciso estudar mais um pouco para as provas que acontecerão na semana que vem.
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  — E depois, férias?
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  — Depois, férias. Ou mais trabalho, preciso juntar mais dinheiro. — termino o último pedaço da panqueca e deixo o prato na pia. Vejo %Ansel% a tempo de enxergar seus olhos revirarem.
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  — Eu já disse que enquanto estiver comigo, não precisa se preocupar com o valor de sua faculdade.
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  Não respondo. %Ansel% sabia que por causa de minha personalidade, eu não entraria em uma discussão se estou calma. E estou calma agora. Assim, tudo o que ele fez foi mastigar as panquecas com mais força, mostrando que estava muito nervoso por eu não ceder e deixar que ele cuide de mim. A questão é que não acho correto ele custear meus estudos só porque estamos em um tipo de relacionamento bastante íntimo; ainda se fossemos casados, haveria uma razão de custo benefício para ele, no entanto, %Ansel% só não tem muito o que fazer com o dinheiro e, como Kendra disse, quer me manter próximo a ele, nem que seja por uma dívida ilusória que minha consciência crie ao deixa-lo pagar qualquer coisa para mim.
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  Além disso, agora sou bolsista integral. Gillian havia mencionado antes que daria um jeito com o pagamento e que não tentaria roubar meu lugar no topo, desde que eu me esforçasse em aumentar o nível da sala para que ela não seja obrigada a me ultrapassar ou seja ultrapassada pelos colocados abaixo de nós. Eu dei sorte por ganhar a bolsa na última avaliação do ano, de modo que não precisaria pagar uma mensalidade, somente a taxa de rematrícula, que não é barato. Achei justo ajudar Gillian com esse valor, já que ela foi pega tão de surpresa; concordou em aceitar pelo menos três quartos do dinheiro. Contudo, peço que vi do relacionamento dela com Bob, talvez todo o dinheiro que passei para ela retorne, já que ele provavelmente dará um jeito de não fazê-la gastar um tostão com os estudos.
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  No final do café da manhã, deixamos a louça para a empregada que viria no dia seguinte e seguimos até o carro de %Ansel%. Ele me levaria para a universidade e então iria para o estúdio. No caminho de volta, falamos sobre a festa que haverá depois da apresentação, que também comemorará o início das férias escolares. Para variar, a festa será em um local afastado da cidade e que exigirá do comboio de carros para levar as centenas de pessoas até a praia particular. %Ansel% disse que Alec, seu sócio, havia cuidado de tudo. Quando lhe perguntei mais sobre o tal Alec que nunca havia visto, ele não quis se aprofundar no assunto, por isso, não o pressionei mais. Acredito que quando estiver à vontade para me contar, não precisarei perguntar.
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  Por ser véspera de semana de provas, a universidade estava cheia de alunos em grupos estudando ou revisando matérias. A semana que vem decidirá se passaremos para o próximo semestre ou se repetiremos este que estamos para finalizar. Estou tranquila sobre meu desempenho, minha maior preocupação era a avaliação mensal para receber a bolsa de estudos. Estudei tanto com Gillian no dia anterior, que mesmo passando o resto do dia com %Ansel%, ainda sei todo conteúdo que já estudamos.
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  — Te vejo mais tarde? — %Ansel% perguntou quando parou seu carro na porta da universidade. Abri um pequeno sorriso e murmurei um ‘tudo bem’. Senti seus lábios nos meus e saí do carro, vendo-o se afastar e sumir, depois de virar a esquina.
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  Entrei nas pendências de Harvard e observei algumas pessoas acenarem para mim, apenas porque acham que conseguirão combinar de lhes passar cola durante a prova, mas todos sabem que alunos S não passam cola. Eles não se importam com outros alunos, por isso fazemos as provas em uma sala separada na maioria das matérias. Houve uma vez que um aluno já formado passava as respostas via SMS. Ele tinha um celular velho que era fácil de ser camuflado em sua “roupa de prova”, todos os alunos da universidade o adoravam; toda essa adoração fez com que o corpo docente desconfiasse, uma vez que alunos S não se misturam com muitas pessoas de outras salas, muito menos a turma inteira do ano letivo. Ele acabou recebendo uma punição severa e todos os prêmios que ganharia na formatura e que acarretaria em um ‘currículo de ouro’, como dito pelos alunos de A a J, foram perdidos.
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  Caminhei em passos lentos em direção ao prédio dos dormitórios. Não havia visto Gillian até então. Passei à frente de seu quarto, mas ela não estava lá. Sua colega de quarto estava reclamando algo que provavelmente se deveria à falta de comunicação das duas. Gillian deveria ter passado a noite com Bob. Antes de chegar ao meu quarto, três ou quatro portas de distância dele, pude ver duas pessoas paradas conversando com um dos inspetores que cuidava do turno atual. Semicerrei meus olhos, para confirmar minha hipótese. Não confundiria por nada neste mundo a estatura alta e magra da minha mãe, e o cavanhaque perfeitamente aparado de meu pai. Os dois me pareciam satisfeitos por estarem ali, e observando-os de perfil, eles não me pareciam nada pobres.
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Capítulo 14
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