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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Garota S

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Há características sobre Harvard que são verdadeiras e outras que são fictícias para melhor adaptação da história.
História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 13

Tempo estimado de leitura: 33 minutos

— Baixinha, acho melhor você correr! — Ace apareceu em minha frente duas semanas depois da festa na casa de %Ansel%. O exame final havia passado e a próxima seria a última semana de aula antes da pausa para o feriado de festividades. Seria também o final de semana de apresentação da abertura do novo estúdio. Estava quase tudo pronto, o som era testado todos os dias, a iluminação estava para ser finalizada entre hoje e amanhã e então teríamos dois dias corridos para acabar com a decoração do palco. %Ansel%, como sempre, estava tranquilo, esperando que tudo ocorresse da maneira que ele planejou desde o início.
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  Olhei para Ace em uma mistura de assustada com confusa. O que ele fazia no andar dos dormitórios femininos, eu não sei, mas o que mais me surpreendeu foi o fato dele estar na frente da porta do meu quarto e de Kendra ao invés de outra garota com quem poderia estar em um relacionamento aberto. Por ser quinta-feira, a sala S estava com uma janela — que geralmente usávamos para fazer uma revisão da semana ou adiantar alguma matéria que achássemos interessante em comum -, então saíamos sem pressa e depois de todos os alunos, ao invés de antes como sempre fazemos.
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  — Por quê? — apresso os passos ao vê-lo se por atrás de mim e me empurrar para agilizar minha velocidade. — Hoje minha aula começa às nove. Preciso tomar café da manhã ainda. — olho para meu relógio de pulso e vejo o ponteiro menor na casa dos sete e o maior, do trinta.
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  — O que tenho para te mostrar é muito mais importante do que sua alimentação, baixinha. — a voz dele era preocupada, o que me fez compreender que era uma urgência e não insistir mais em ser uma lerda à sua frente.
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  Assim que saímos do prédio dos dormitórios, olhei para o lado para saber se estava acontecendo algo de anormal no campus, mas não vi nada diferente do usual. Mesmo assim, Ace parecia apressado e ansioso; o fato dele estar calado e não iniciar nenhum diálogo me fazia sentir ainda mais nervosa com o que ele teria para me mostrar.
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  Enfim chegamos ao prédio onde o curso de Direito toma lugar e então pude perceber a tal anormalidade. O corredor da entrada estava lotado de alunos conversando, alguns rindo, outros parecendo desapontados.
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  — Ah, até que enfim! O que você ficou fazendo ontem para acordar esse horário? — Kendra surgiu do meio da multidão com os cabelos desarrumados, como sempre, e a roupa do dia anterior. Ela deve ter passado a noite com Hans. — Vem. — pegou em minha mão e, com a ajuda de Ace, empurraram os alunos que tentavam chegar aonde os dois queriam me levar.
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  De repente, a multidão pareceu ter se dissipado, mas foi somente o fato de eu estar na fileira dos alunos da sala S em frente ao quadro de avisos.
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  — Parabéns, %Sullivan%. — ouvi a voz de Gabriel. Identifiquei um sinal de amargura, mas não o respondi, já que não sabia a razão de seu mau humor em plena quinta-feira. — Parece que você finalmente conseguiu.
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  — Consegui o quê? — olhei em direção ao quadro, vendo Gillian à frente com um pequeno sorriso no rosto.
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  — Acho melhor ver por você mesma. — apontou para o quadro.
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  Gabriel saiu da minha frente com Anthony. Os dois não pareciam felizes e foi somente quando observei o título “COLOCAÇÃO FINAL — EXAME AVALIATÓRIO” que me lembrei que hoje era o dia que os resultados da colocação mensal aconteceria. Rapidamente meus olhos desceram para a quarta colocação, em que estou acostumada a estar desde o final do ano retrasado e vi o nome de Gabriel no lugar. Arregalei meus olhos, assustada com o fato de estar em uma posição ainda pior, mas era claro que eu não estava. Não com o comportamento que Gabriel teve agora à pouco. Meus olhos então subiram até o topo da folha, onde, surpreendentemente e inacreditavelmente, meu nome estava no lugar do de Gillian.
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  — Uma salva de palmas para a baixinha ali que finalmente conseguiu ser a melhor aluna dessa universidade! — ouvi a voz de Ace berrar e todos os alunos que faziam parte do estúdio e dos eventos dele gritarem junto.
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  Olhei para baixo, atordoada. Primeiro lugar. Como eu poderia ter conseguido pular do quarto para primeiro, quando estive estudando condenadamente durante os últimos dois anos? Pode ser que seja Gillian. Ela me ajudou a estudar nos últimos dias, mas não poderia ter sido o suficiente para subir três colocações. Além do mais, todo conteúdo que estudamos foi algo que eu já possuo conhecimento. Admito que achava que pelo menos manteria minha colocação.
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  — Senhorita %Sullivan%. — ouço a conhecida voz de nosso reitor ao meu lado. Virei para encará-lo e dei-me de cara com um sorriso orgulhoso. — Não compreendo a expressão surpresa em seu rosto, você mereceu sua colocação.
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  — Mereci? — olhei para o corpo docente atrás dele, que mantinham sorrisos estampados em seu rosto. — Bem... Hum... Obrigada.
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  — Acreditávamos que o nível de dificuldade deste exame estava alto o suficiente para incentivar um esforço maior de todos os nossos alunos e aqueles que pretendem ingressar em nossa universidade no próximo semestre. Contudo, creio que devamos reavaliar nossas questões, já que a senhorita nos deu o prazer de gabaritar todo o teste.
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  Abri a boca. Eu gabaritei. Não que fosse incomum eu gabaritar algo, mas estamos falando do exame de avaliação. Aquele exame em que todos os milhares de alunos de direito desta universidade fazem e dedicam a vida estudando durante semanas para conseguirem uma boa colocação.
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  — Esperamos que continue se tornando um grande desafio para seus colegas de sala. — apontou para as pessoas atrás de mim que permaneciam parados e calados no espaço especial para os alunos da sala S. — Chegar ao topo é muito fácil, já que sempre temos alguém para usar de parâmetro; entretanto, agora não há mais ninguém acima da senhorita, o que significa que o único movimento que poderá ter nessa colocação, é se tornar inferior ao que já é.
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  — Me esforçarei para que não aconteça. — rapidamente digo, expressando meu desejo. Vi a satisfação com minha pequena resposta e então um aperto de mão forte, mostrando que ele estava confiante de que eu não o decepcionaria.
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  Assim que demos as costas, pude observar os alunos da sala S parados com suas expressões nulas de sempre. Gillian era a única que parecia feliz por mim.
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  — Parabéns. — ela falou.
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  — Desculpe. — murmurei. Assim que vi seu nome em segundo lugar, me perguntei se era certo tirar-lhe a posição. Eu estaria bem em segundo ou terceiro; além do mais, Gillian não está se preparando para pagar uma mensalidade e pelo que sei, ela não tem condições de pagar o último ano, assim como eu. Talvez eu devesse dar o dinheiro que consegui para ela. Ou na avaliação de Janeiro deixar-me cair uma colocação. Sessenta por cento de desconto é um bom desconto para quem está se preparando para pagar os cem por cento.
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  — Não se desculpe, você mereceu. Gabaritou. É o justo. Tudo o que temos fazer agora é estudarmos mais para tentarmos voltar às nossas colocações. — sei que ela falou isso mais para Gabriel e Anthony, que estavam em terceiro e segundo lugar. Gabriel parecia mais nervoso que Anthony, já que ele naturalmente é uma pessoa inteligente.
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  — Como você conseguiu gabaritar a questão setenta e quatro? — perguntou, um tanto rancoroso. Ele não gostava quando alguém passava-lhe à frente. Estava acostumado com Anthony e Gillian, inclusive, tinha mais contato com os dois do que qualquer outra pessoa da universidade e assim foi durante todos estes anos. Compreendo que ter alguém ultrapassando a si um ano antes do final do curso não era o que ele esperava de estabilidade.
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  — A resposta era praticamente idêntica com o que o professor Clint passou em uma de suas aulas revisionais na semana anterior à prova. — falei, descrente que ele não conseguisse ter feito a relação.
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  — É verdade. — Anthony concordou. — Parabéns, %Sullivan%. Vejo que você, além de ter conseguido realizar uma proeza que praticamente ninguém conseguiu, ainda tem o respeito dos alunos ordinários.
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  — Sabe, S, eu não gosto dessa palavra e faço parte de uma das salas ‘ordinárias’. — Ace falou, parado próximo à faixa que indicava que alunos que não eram da sala S não poderiam entrar. — Se você não teve a intenção de nos ofender, não irei me importar, mas como tem a terceira colocação da universidade, seria melhor você escolher as palavras com mais cautela.
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  — Hey — ouvi a voz de Kendra aparecer atrás de Ace e lhe apertar a orelha. -, foi a %Em% quem ganhou o primeiro lugar, não você, então abaixa esse seu ego antes que consiga estragar o pouco contato que ela tem com os colegas de sala dela. — ignorou os resmungos de dor e reclamação de Ace. — Desculpa aí, Narlow, esse cara acha que só porque é negro tem crédito com as pessoas devido a cota racial. Nos vemos no horário de saída, %Em%.
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  — Tudo bem. — falei, durante a saída dos dois e o resto da turma para suas salas de aula. — Obrigada pelas palavras, Anthony. — me virei para ele, que ainda não acreditava que um aluno da sala E falou com ele com tanta falta de respeito. Alguns alunos da sala S estão acostumados a serem tratados como algum tipo de ser sobrenatural divino; às vezes acho engraçado, outras vezes, irritante. O fato deles se comportarem assim faz com que o resto de nós ‘normais’ recebamos uma fama parecida.
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  Me retirei com Gillian para tomarmos um rápido café da manhã, já que toda essa agitação nos custou 40 minutos.
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  — Como fará para custear o último ano?
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  — Não será tão difícil. — ela sorri, indicando que não falaria nada mais que isso. Decidi não insistir, já que não costumo gostar de me intrometer nos assuntos pessoais das pessoas, muito menos quando elas são tão explícitas em suas preferências. Posso arranjar outra maneira de tentar abordar o assunto com ela sobre eu lhe dar o meu dinheiro.
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  — Ainda não consigo acreditar que ultrapassei vocês. Sem ofensas.
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  — Bem. Não quero fazê-la se sentir mal, mas este foi um mês muito atípico para o TOP5 da sala S. — Kendra surgiu com uma bandeja de café da manhã. Deveria estar em aula, mas já não me surpreendo mais com o fato dela pular horários apenas pelo prazer de não estudar. Assim que se sentou na mesa redonda que eu e Gillian estávamos ocupando, arrastou uma cadeira da mesa vazia ao lado para apoiar os pés e pegar o pote de yogurt para tomá-lo. — Gabriel está no início de um suposto relacionamento com uma garota da sala A. Lembram de Kim Lowner?
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  Kim Lowner é uma garota da sala A que sonha desde sempre em estar na S, mas nunca conseguiu sair da décima sétima colocação. Ela é filha de um casal que possui uma advocacia renomada aqui na cidade e por isso consegue entrar em vários eventos que somente alunos da sala S poderiam entrar. Contudo, o fato de o título de ‘S’ trazer mais privilégios para ela, acabou-se espalhando o boato na faculdade que ela apenas estuda porque não conseguiu seguir a carreira de modelo por ser “gorda” demais. Kim possui apenas um quadril mais avantajado, mas é mais magra do que Gillian, que pesa menos de 55kg.
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  — Não é uma surpresa. — Gilian comentou, comendo seu cereal. — Haviam me dito para tomar cuidado, porque Lowner estava planejando algo para entrar na S até o final deste ano. Achei que fosse me atacar diretamente, não a Gabriel.
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  — Os homens tem uma facilidade para serem enganados. — Kendra sorri. — Eles se mostram todos inteligentes e sem interesse em garotas que não possuem nada senão capa, mas na verdade, não resistem a um bom charme e um bom corpo. Já Anthony Narlow nunca fez questão de estar na sala S. — isso era verdade. Anthony deve ser algum gênio que está fazendo faculdade somente porque quer ter um bom futuro em sua carreira, e também porque para advogar é necessário possuir um diploma. — Ele começou a modelar.
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  — Modelar? — eu e Gillian perguntamos.
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  — Não sejam assim. Eu nunca diria que você dançava bem — apontou para mim, que encostei em minha cadeira, sem graça. -, e que você fosse a ex-namorada-de-Bob-por-quem-ele-ainda-é-apaixonado. — apontou para Gillian, que fechou a boca. — Além do mais, Anthony é alto e tem esse ar latino que só me lembro de ver em Antonio Banderas ou o Gael García. — roubou um pedaço de meu sanduíche que estava sobrando. — E nossa ex-primeiro lugar — apontou para Gillian -, está ocupada demais reatando com Bob.
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  Olhei para Gillian surpresa e ela mesmo parecia se surpreender com o fato de que Kendra tinha conhecimento de sua vida.
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  — Vocês voltaram?
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  — Mais ou menos... — Gillian murmurou.
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  — Uh... Isso faz você parecer ainda mais safada, Gillian. — Kendra sorriu, se divertindo com a situação. — Devo dividir com a %Em% a cena que presenciei no carro do Ace no dia da festa na casa do %Gemini%?
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  Olhei para Gillian, que corou tão rápido quanto as aulas de leis tributárias. Era claro que eu não perguntaria nada, mas estou louca para saber o que era. Nunca havia visto esta expressão no rosto da garota mais inteligente de Harvard antes.
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  — Parece que ela tem uma vida sexual mais ativa que a sua, %Em%. Isso porque eles voltaram a se ver faz apenas um mês.
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  — N-não é bem assim! — Gillian levantou as mãos. A situação toda me parecia nova, já que nunca a presenciei perder alguma discussão. Abri a boca para demonstrar meu choque sobre o andamento do reatamento de Bob e Gillian. Será que eles eram como Hans e Kendra antes de entrarem em Harvard? — Nós apenas, hum, foi de momento.
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  — Não se transa com um ex dentro de um carro por “coisa do momento”, Gillian. Eu sei que você ainda tem sentimentos por ele e não a julgo, nem aponto que é errado. Se quer saber mesmo, nunca achei que você combinava com a sala S. — ela apontou com a colher para Gillian. Olhei para ela com um resquício de ofensa; por que Gillian não combina com a sala S e eu sim? Se me recordo, a fama da sala S para os alunos das salas C para baixo não é muito boa. — Geralmente garotas nerds não são bonitas.
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  — Quer dizer que sou feia? — não pude evitar perguntar. Gillian soltou um risinho ao ver a expressão de Kendra ao ter sido pega de surpresa.
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  — É claro que não, sua boba! — me deu um tapa no braço. — Estamos falando de Gill aqui, não quer dizer que eu ache que você é diferente. Para dizer a verdade, ultimamente temos andado tanto juntas que até me esqueço que você, de fato, continua sendo a S com quem convivi os dois primeiros anos e meio no dormitório.
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  Balancei a cabeça, concordando com ela. Eu também não a via mais como a garota inconsequente que não se preocupa com as leis ou regras da universidade. Antes, nós mal nos víamos e quando acontecia, eu sempre tinha o dever de acudi-la e cuidar de seu mal-estar. Agora, continuo cuidando dela quando chega bêbada das festas, mas pelo menos ela me ouve quando peço para se mexer e não briga comigo quando ligo o chuveiro com água fria em sua cabeça.
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  — O que eu queria dizer com meu comentário pouco estruturado para duas S’s, é que parece que o mundo finalmente está girando da maneira correta e as pessoas já não se sentem obcecadas por serem as mais inteligentes do mundo.
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  — Para o ponto de vista ético, isso está completamente errado. — Gillian diz e eu concordo. — O ser humano deve estar em constante evolução, não pausar sua vida com atividades que não irão agregar nada em suas vidas.
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  — E quem disse que ir em festas não significa agregar algo em suas vidas? Você se sentiu muito bem com um orgasmo de Bob, ou não teria passado a noite inteira dentro daquele carro abafado. — abri um pequeno sorriso ao ver Gillian voltar a corar. — Estamos falando de memórias. Quando você estiver lá na frente, velha e com a pele flácida, olhará para trás e ficará feliz de ter transado em um carro com o cara que gosta ao invés de estar em uma cadeira desconfortável olhando para um livro de legislação ou ética. Você pode estar pensando em seu futuro quando estuda, mas não se preocupa com o passado que terá quando estiver lá na frente.
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  Eu e Gillian nos entreolhamos. Kendra tinha um ponto que descartou qualquer possibilidade de argumentação de mim ou Gillian. Pela primeira vez, uma aluna da sala E deixou duas alunas da sala S de mãos atadas de uma vez só.
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  — Achei que você não viesse mais essa semana. — senti os braços de %Ansel% enlaçarem minha cintura. Com o susto, tentei me desvencilhar, mas ele já não caía mais nessa reação. Sempre que ele me deixava ir, eu fugia para que ele não fizesse isso de novo. Depois de um tempo ele aprendeu a me prender com firmeza, de modo que não conseguia me soltar. — Ficou com saudades de mim?
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  — Também, mas isso está em segundo lugar. — faço o número dois com o dedo, vendo seu sorriso sair dos lábios e uma de suas sobrancelhas levantar. — Temos de terminar de recortar as fichas do Roof para o caixa. Será péssimo se chegar um momento em que as pessoas quiserem comprar coisas para comer e beber e não tiver fichas.
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  — Você pode fazer isso em qualquer lugar. — olhei para o lado ao sentir seu nariz encostar em meu dorso. Não me sinto confortável quando ele tenta fazer algum tipo de contato físico amoroso em público. Mesmo a maioria das pessoas do estúdio agora tendo um respeito maior por mim e me considerando mais parte do grupo deles, ainda há garotas que não simpatizam comigo por causa de %Ansel%.
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  — Não posso, não. — retruco. — Na universidade devo estudar e em qualquer outro lugar que não seja aqui ou lá, você está me arrastando para algum lugar. Como posso trabalhar? Isso é antiético e você é o chefe que deveria estar dando exemplo.
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  — Eu nunca fui um exemplo de bom exemplo. — ele sorriu, seu rosto muito próximo ao meu. — Falando em universidade, fiquei sabendo que você é oficialmente a pessoa mais inteligente de Harvard.
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  Não pude deixar de abrir um pequeno sorriso, ainda tentando conter minha satisfação. Eu realmente sou uma das pessoas mais inteligentes de Harvard. O curso de Direito é um dos mais difíceis de ser aceito e estar em primeiro lugar no quadro de honra é um feito muito importante.
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  — Você sabia que Harvard é a melhor universidade do mundo? — %Ansel% se moveu, ficando de frente para mim, mas não desfez o laço ao redor de minha cintura com seus braços.
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  Olhei para ele com uma expressão óbvia. É claro que eu sei que Harvard é a melhor universidade do mundo. Como eu poderia não saber? Confiro mensalmente a avaliação que as entidades educacionais fazem sobre as universidades ao redor do mundo.
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  — Isso quer dizer que você é uma das melhores estudantes do mundo.
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  Oh-oh. Ele tem razão.
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  Mordo o lábio e olho para o lado, alegre com a novidade. Fico imaginando o tanto de sucesso que terei no futuro e acabo me desligando de todo o resto.
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  — Você fica muito sexy com essa expressão. — %Ansel% sussurra em meu ouvido, tirando-me de meu transe e me fazendo, mais uma vez, tentar me desvencilhar de seus braços. — Vamos para minha sala.
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  — De jeito nenhum! — empurro ele com toda força que tinha, de modo que ele não pode continuar me forçando a ficar grudada a ele. — Nós não vamos fazer isso aqui.
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  — Qual problema? Minha cadeira é a mais confortável deste estúdio. — ele segurou em minha mão e começou a me puxar em direção às escadas, mas me soltei rapidamente.
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  — Não! — olho para os lados e justamente agora não há ninguém ao redor para me socorrer. — Eu só faço, hum, de noite!
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  — Já são quase seis, %Em%, se eu fechar as cortinas, será como se estivesse de noite. — ele sorri, querendo dar de esperto para cima de mim.
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  — Mas não há uma cama lá! — tento um novo argumento, vendo-o não me responder de imediato. A-há. O peguei. — Eu não gosto de, hum, desconforto. É isso. Não gosto de desconforto. Deixa para outra hora, %Ansel%. — começo a me afastar dele com pressa e ouço sua risada com o som de sua voz ecoando no hall de entrada:
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  — Você não pode fugir por muito tempo, %Emma%! — fecho os olhos, envergonhada ao ver um grupo de alunos sair do anfiteatro e olharem para mim curiosos.
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  Gillian estava comigo em meu quarto estudando para os exames finais que aconteceriam na próxima semana. O nível de dificuldade deles eram a metade do exame de avaliação que fazíamos, pois eles não tinham a intenção de melhorar o nível da universidade, mas sim comprovar que os alunos entenderam o conteúdo que estudaram durante o semestre. Por já saber de tudo decorado devido à minha habilidade de memória fotográfica, estava entediada. Gillian não era diferente de mim. Estávamos seguras que nossas notas se manteriam as melhores da nossa turma e que não precisávamos realmente de uma revisão para garantir.
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  — Agora entendo por que você não estuda em vésperas. — digo, espreguiçando meu corpo na cadeira. Ela abre um sorriso e faz o mesmo, deixando a lapiseira de lado. Estava sentada na cadeira de Kendra, porque esta não tem o costume de estudar antes da prova e prefere ficar no estúdio treinando incessantemente a dança da performance que fará no próximo final de semana. O caderno de revisão das matérias dela já estavam prontos, dessa vez Gillian se responsabilizou por fazer metade, então gastei a metade do tempo para finalizar.
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  Este era um dos primeiros sábados desde quando comecei a trabalhar que não havia festa ou eventos do estúdio para ir. Todos estavam muito ocupados em treinar até seus pés doerem e o ar lhes faltar para a semana que vem. %Ansel% comentou ontem em uma reunião com todos os dançarinos e envolvidos no evento, que pessoas importantes virão para assistir às apresentações e que é possível que alguns alunos consigam bolsas em cursos renomados no país com eles. Devido a esse fator, todos sentiram ainda mais o peso da responsabilidade em realizar uma boa apresentação. Me identifiquei um pouco com a determinação de todos os alunos, de quando eu estudava no Brasil ou no tempo em que estive aqui e não trabalhava. Agora, depois que aprendi a perder o interesse excessivo em ser a melhor — irônico finalmente ser depois que desencanei -, em um momento tedioso como este, sinto que algo está faltando.
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  — Você quer jantar fora? — ouço a voz de Gillian.
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  — Podemos ir naquele restaurante vegetariano que há no centro? — rapidamente sinto minha energia voltar e a vontade de sair e respirar um ar que não seja todas as matérias que já estou cansada de ler.
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  — Claro. — ela pega a bolsa e arruma o material em cima da minha mesa, deixando tudo organizado como eu antes de sairmos.
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  Assim que abri a porta, não pude dar um passo a mais, já que %Ansel% e Bob estavam parados à frente com os braços cruzados. Olhei para os lados para ver se algum inspetor passava; eles raramente passavam, porque já sabiam que vários garotos vinham à ala feminina e vice-versa, contudo, às vezes a direção os obrigava a realizar uma ronda apenas à procura de drogas ou álcool nas pendências. Geralmente, nessa ronda, os garotos pegos no quarto de garotas recebiam uma advertência e punição, como estudar as aulas extras de sábado. Quem não se importa em receber tais punições nunca comentem este tipo de gafe.
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  Até agora.
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  — Então quer dizer que enquanto estamos pensando que vocês estão estudando, na verdade, ficam conversando e decidem sair para jantar sozinhas? — %Ansel% passou por mim, assim como Bob, entrando no meu quarto. — Imaginava que ele fosse maior, você divide mesmo com Kendra?
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  Não me dei ao trabalho de responder, porque a pergunta foi muito desnecessária. Olhei para Gillian, que olhava sem graça para Bob, que agora fechava a porta atrás de si.
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  — Vocês não deveriam estar aqui. — comentei.
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  — Relaxa — Bob disse. -, os inspetores estão no campus B e hoje não é dia de ronda. — suspirei, desistindo de tentar tirá-los do quarto. — Vocês não estavam estudando? — olhou para minha mesa, onde todos os nossos cadernos de anotações e apostilas pessoais estavam fechados.
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  — Nós estávamos, sim! — reclamei, ofendida. — Só acabamos de estudar tudo e... %Ansel%! — corro até o armário, onde ele abriu a porta para olhar minha gaveta de lingeries.
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  — Estava apenas me certificando que aquela foto da Kendra não era montagem. Não é frequente hoje em dia encontrar alguém que separe as roupas íntimas por cores em degrade. — se retirou de perto do armário assim que gritei seu nome. — É bastante perceptível o seu lado do quarto e o da Kendra. — se pôs no meio do quarto e olhou para a cama de Kendra desarrumada e repleta de roupas amassadas e toalhas úmidas, e a minha, arrumada e sem nada senão uma almofada que havia ganho do meu ex.
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  Estou em uma fase de superação de Gabriel. Não que seja necessário ou que eu precisasse me esforçar em esquecê-lo. Eu apenas acho que agora seu nome se tornou um carma ruim para mim. Quando penso nele e em seu nome, algo de ruim acontece comigo e não posso me dar ao luxo de permitir que minha vida piore. Suspiro e vejo Gillian e Bob parados à porta.
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  — E então — Bob olhou para nós duas. -, onde iremos jantar?
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  Todas as vezes que ouvi minhas colegas do Brasil falar sobre seus encontros de sábado à noite, imaginava algo como nos filmes. O homem aguarda a mulher no restaurante ou a busca de carro em sua casa. Então ele abre a porta do carro para ela e eles têm um jantar muito agradável, em que falam sobre programações do futuro, o que fazem atualmente e quais pontos têm em comum. Em seguida, passeiam a pé de mãos dadas até um parque onde veem quão felizes são juntos; ele a beija e lhe dá o casaco ou cashmere para evitar que ela pegue uma gripe. Ele a leva de volta para casa e os dois pensam mais uma vez no outro antes de adormecer.
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  Sempre esperei, durante toda a época de meu relacionamento com meu ex, que pelo menos uma vez tivéssemos uma programação como essa. No entanto, ele sempre foi muito econômico e sempre tínhamos de ir até o shopping para comer alguma comida rápida. Agora, com %Ansel%, não tive tempo de pensar em algo assim. Nossa primeira vez em Ibiza chegou perto, com a exceção de que nos encontramos em uma festa de orgias.
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  — Você realmente quer comer comida vegetariana? — %Ansel% me pergunta mais uma vez antes de chegarmos ao centro. Eu sabia que ele não queria comer esse tipo de alimento, mas é o preço que tem de pagar por ter atrapalhado minha programação e de Gillian. Viro meu rosto, mostrando quão aborrecida estou por ter de responder pela quarta vez que ‘sim’, eu quero comer comida vegetariana. — Tudo bem, tudo bem. Vamos neste restaurante.
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  Eu e Gillian estávamos confortáveis lendo o menu, ao contrário de %Ansel% e Bob que faziam comentários desagradáveis sobre o que poderiam comer que saciasse suas fomes.
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  — Se vocês não querem comer aqui, têm a total liberdade de ir à lanchonete na rua de trás. — Gillian, aborrecida, disse. Eu estranharia seu comportamento impaciente se não tivesse feito tantas aulas práticas argumentando contra ela. — Mas se quiserem ficar aqui, nós exigimos um pouco de respeito.
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  Bob rapidamente se desculpou, dizendo que comeria o que ela pedisse para ele. Fiquei olhando para %Ansel%, que limpou a garganta e voltou a olhar para o cardápio calado. Abri um pequeno sorriso, achando graça de seu momento embaraçoso. Mesmo não dizendo, sabia que ele queria se desculpar, mas era orgulhoso demais para pronunciar.
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  No jantar, conversamos sobre a apresentação que estava para vir. %Ansel% falou quem influente de sua lista de contatos viria para assistir a seus alunos e o que esperava do dia.
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  — Estou estranhando muito não ter acontecido nada de errado até agora. — disse. — Pode ser que vá acontecer somente no dia da apresentação.
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  — Isso é porque você não está acompanhando a organização. — falei, dando um gole em meu suco. — Não se preocupe, já aconteceram várias coisas de errado para compensar o dia da apresentação. Não dará nada errado.
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  — É verdade — Bob concordou. -, deu tanta coisa errado que só de corrigir, já chegamos à perfeição.
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  %Ansel% olhou para nós dois, como se fossemos cúmplices de uma cena de assassinato, mas então deixou o que quer que estivesse passando em sua mente de lado. Depois do jantar, não fomos caminhar como em minha imaginação; %Ansel% deixou todos nós na universidade, mas não me deixou sair quando fiz menção.
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  — Agora é hora dos casais. — ele colocou a mão na trava do meu cinto de segurança. Olhei para fora e Gillian tentava olhar para trás, mas Bob havia passado um braço ao redor do pescoço dela em um modo de me intimar a não chegar perto dos dois. Enquanto eles se afastavam, observei alguns alunos apontarem para os dois; vi que eles realmente pareciam um casal caminhando juntos.
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  Me distraí por tanto tempo com Gillian e Bob que não tive tempo de protestar a %Ansel% sobre ir embora. Não reclamei em seguida porque sabia que não tinha nada para fazer quando chegasse no quarto. Me mantive calada observando o caminho que ele fazia, esperando que ele fosse para a casa dele, mas não foi o que aconteceu.
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  — Aonde estamos indo? — perguntei.
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  — Passear. — foi sua resposta.
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  Pensei por alguns minutos qual lugar estaria aberto para realizarmos um passeio. Talvez fosse um encontro? Mesmo tendo jantado em casais, não seria exatamente como se não pudesse considerar a partir de agora um encontro, certo?
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  %Ansel% pegou a rodovia até a autoestrada. Olhei para ele, mas pela sua expressão, parecia saber exatamente o lugar que devemos ir, assim, para não parecer inoportuna, continuei ouvindo o som da música pop que passava na rádio. Ficamos na estrada por uma hora e meia, às vezes falando algo, outras calados observando a paisagem no escuro. Sem perceber, adormeci durante uma música do Coldplay antiga; no meio de todas as músicas desconhecidas, fiquei tão alegre de ouvir uma que conhecia que acabei deixando-me levar pela batida tranquilizante dela.
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  — Está na hora de levantar, querida. — o ouvi sussurrar ao meu lado, me despertando calmamente. Olhei para os lados e limpei a remela dos olhos por ter dormido por muito tempo. Vi as horas em meu relógio e duas horas haviam passado desde quando saímos da cidade.
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  — Onde estamos? — perguntei, vendo outros carros parados por ali.
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  — É um local para casais namorarem. — ele sorriu e vi que estava preparado. Carregava uma sacola de tecido grande e uma bagfreezer bem lacrada. Segurou as duas em uma só mão e com a outra livre, trancou o carro e em seguida pegou em minha mão para caminharmos juntos.
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  De acordo que chegávamos mais perto do destino final, fui compreendendo o tipo do lugar que estávamos. %Ansel% me trouxe em um desses cinemas ao ar livre, onde as pessoas vêm para se sentar no chão, fazer um picnic à luz da lua e aproveitar um tempo juntos.
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  Para ser sincera, me senti um pouco sem graça. Isso me soa muito mais romântico do que um simples encontro de jantar. %Ansel% definitivamente sabe como continuar conquistando uma pessoa por quem já é apaixonada por ele.
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Capítulo 13
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