Forest on Fire


Escrita porForlly
Revisada por Mariana


Epílogo

Tempo estimado de leitura: 31 minutos

  Foquei meu olhar na marina que estava à minha frente. Uma pintura a óleo muito bem feita, com traços firmes da espátula que deixavam o mar parecer um ser nervoso. Me vi naquele barco, a água batia forte em sua polpa indo contra seu movimento natural. Era assim que eu estava, fora da rotina.
   Fora da rotina. Fora da zona de conforto. Sentado ali naquele sofá há mais de 20 minutos com um copo de suco intacto na minha mão. O assento ficava cada vez mais com a marca da minha bunda enquanto eu esperava os anfitriões aparecerem. %Louise% estava no telefone com uma tia, a mãe na cozinha e o pai no banho.
   Theodor estranhou minha presença quando cheguei junto à %Louise%. Disse a ele então que precisava conversar e ele abriu um sorriso me convidando para entrar. Pela primeira vez na minha vida eu sentia medo do pai de uma garota. Era como se eu tivesse voltado no tempo e fosse um adolescente de 16 anos tendo que pedir autorização para levar a garotinha do papai no baile da escola.
   Patético. Um homem do meu tamanho, da minha idade, com o meu porte físico, com a minha segurança tremendo as perninhas com medo de um pai. Eu podia ver os cenários catastróficos na minha mente. Theodor sacaria uma arma e apontaria na minha testa. Ele iria me xingar de todos os palavrões conhecidos na língua por profanar sua filha. %Louise% seria tirada e mim e eu morreria naquela sala.
   Não seja um covarde, %Fitzroy%.
   Na hora de comer a filha do cara você não teve medinho, agora vai frangar? Pois sim, o misto de pensamentos não estava me fazendo bem. Acabei saindo da minha dissipação mental quando ouvi o barulho de sola vindo da escada. Theodor descendo sorridente, muito bem vestido como sempre. Suas pernas deslocavam-se na minha direção. Deixei de me comportar como uma ovelha pronta para o abate e mirei-o. O pai sentou-se na poltrona à minha frente e sorriu novamente. Um sorriso diferente, Theodor sabia de alguma coisa.
   - O nervosismo está te entregando, %Fitzroy%. – o sorriso era pra zombar da minha cara.
   - Theodor...
   - Você chega aqui na minha casa com %Louise% a tira colo, está ai sentado no meu sofá com um copo de suco no lugar de uma cerveja, olhando pro quadro com o maior desespero do mundo pronto pro abate. Acha que eu nasci ontem? – fechei os olhos e tombei a cabeça para trás. Theodor estava certo e eu estava quase morrendo de taquicardia. Theodor estendeu o dedo indicador e apontou para o meu nariz. – Mas eu não vou deduzir coisas. Quero ouvir da sua boca. – o sorriso se fechou. O homem se recostou em sua poltrona, com as pernas cruzadas desviando o olhar para o lado. %Louise% e a mãe romperam na sala e eu... Eu achei que fosse desmaiar.
   Além de toda a tensão, mais um problema caía no meu colo. Irina. Se ela soltasse a história do beijo na hora da raiva, Theodor não me mataria com um simples tiro, ele me deixaria para a eternidade numa salinha de tortura medieval.
   - Então, %Fitzroy%. Diga-nos o porquê da sua visita? Quer negociar novamente nossa reforma? – eu não soube dizer se Irina estava sendo irônica ou realmente inocente. Dei uma olhada discreta para %Louise% que não parava de tremer os pés.
   Engoli o oxigênio e resolver parir logo aquela criança.
   - Estou aqui para falar sobre mim e %Louise%. – Theodor abriu aquele sorriso de novo e Irina fez uma expressão que me deixou muito desconfortável.
   - É bom saber que você tem os culhões, %Fitzroy%. Embora eu não saiba o que vocês dois fizeram nesse tempo e nem quero me preocupar com isso agora, para ser sincero. Mas, antes que eu vire um pai furioso, gostaria de dizer que é bom saber que você teve coragem de vir aqui nos encarar.
   - Você e %Louise%? Vocês estão juntos, é isso? Interessante. – havia uma espécie de amargura na voz de Irina, amargura que eu sabia a origem.
   - Irina, não faça esse tipo. – Theodor irrompeu. – %Fitzroy%, eu sei sobre você e a senhora %Martins%, veja bem, eu não te culpo. Nosso casamento é uma bagunça organizada. Acho que nós sabemos aonde ela quer chegar e espero eu que isso não tenha nada a ver com o pequeno incidente da adega. – Theodor estreitou os olhos que me encararam fundo e eu senti a saliva descer rasgando.
   - Não, Theodor. Meu caso com %Louise% é extremamente independente de qualquer coisa que tenha ocorrido dentro dessa casa ou fora dela. Achei decente de a minha parte assumir isso para vocês, pois, sejamos sinceros. Eu tenho 40 anos e ela é uma adolescente, vocês tem motivo de sobra para achar que isso sou eu brincando com a cara dela. Mas não é. Eu não viria até aqui se não fosse.
   - E você, %Louise%? – %Louise% olhou para o pai, suas bochechas estavam coradas e ela tentava não rir. Não sei se por nervosismo ou o quê.
   - A gente se entende. A gente se gosta, pai.
   - É só isso que você tem a dizer? Que vocês se gostam e se entendem? Você não tem medo de ser só um passo em falso?
   - Não, pai. Eu sei exatamente o que estou fazendo. %Fitzroy% e eu já temos provas o suficiente. – a essa altura eu só queria me enfiar em um buraco. Era duro ter que me explicar, dar satisfação do que estava fazendo, por outro lado, era totalmente compreensível que Theodor desconfiasse de mim.
   - Fico feliz por %Louise% ter bom gosto. – Irina pouco se pronunciava, mas quando o fazia, era uma como uma bomba. Minha relação com a minha sogra seria difícil.
   - Tudo bem, então. Vou pedir pras meninas se retirarem porque agora eu quero conversar com %Fitzroy% a sós. – %Louise% mirou o chão e depois olhou para mim passando força. Irina levantou os braços em falso sinal de rendição. Eu acompanhei as duas saindo e voltei minha atenção ao patriarca.
   - Diga logo, Theodor, odeio suspense e você vai me matar do coração.
   - Tudo bem, vou começar primeiro com as ameaças. %Louise% é a minha menina. A minha princesa, tudo que eu tenho na vida. Eu não estou pedindo que fique com ela para a eternidade, que se case com ela e me dê netos. Você não é obrigado a isso, você pode mudar de ideia e terminar o relacionamento que não há problema, a vida é assim. Ela também pode mudar de ideia e isso pode acabar mês que vem. Mas, %Fitzroy%, se você machucá-la, se você não for honesto, se for arrumar outra, se você trai-la, se você erguer a mão para ela, se você não der a ela tudo que ela merece... Eu juro por Deus que eu vou ser o diabo na sua vida. Estamos entendidos?
   - Sim, obrigado pela delicadeza. Tem mais? – era ótimo ser tratado como um moleque fazia muito bem para o meu ego na terra do contrário.
   - Sim. Tem. Você já parou para pensar direito nisso? Em longo prazo? %Louise% tem 17 anos. É uma adolescente, uma jovem. E jovens são impulsivos, eles passam por fases. Agora namorar um homem mais velho, é sexy, é provocante, provoca os pais e faz inveja nas amiguinhas. Mas o tempo vai passar. Ela vai pra faculdade, vai se envolver com outros jovens. Ela nunca namorou. Agora imagine daqui há 10 anos. %Louise% nem vai ter chegado aos 30 e você vai estar nos 50. Nessa idade a gente não é mais o mesmo, %Fitzroy%. As mulheres começam a sentir falta de algo novo, de um corpo mais viril. Nós mesmos nos cansamos. Relacionamentos são complicados, nem todos dão certo. Quanto tempo vai demorar a vocês perceberam que erraram? Eu sei que ninguém lê o futuro e pensa tão a frente. Mas tente pensar, valeria a pena? Se tudo der errado, ainda valerá a pena? Se ela te largar, se você a largar, se descobrirem que foi um erro e que a vida passou por vocês, ainda vai ter valido a pena? – eu parei e me isolei da realidade. Havia ponderado todos esses pensamentos antes. Então eu me lembrei de tudo que %Louise% e eu passamos, de cada minuto e cada problema que passamos. Tudo pareceu fazer sentido e eu pude perceber que mesmo que fosse uma grande merda, ainda assim, valeria a pena.
   - Theodor, eu não vou desistir agora. O amor que eu sinto por %Louise% agora já faz valer a pena. Não vou ser meloso justo com você, eu não sou uma criança. Eu conheço a vida. Sei que a porra pode foder bonito daqui uns anos. Mas eu quero tentar. Se der errado, eu quero pelos saber que eu tentei, me entende?
   - É justo. Eu vivo um casamento falido há anos. Nós não nos separamos por dinheiro e negócios. Irina me trai e vice versa. Nem diria que é traição, tendo em vista que ela sabe e eu sei. Eu não quero isso para %Louise%, eu quero que ela seja livre e feliz. Conto com você para isso seja com vocês juntos ou separados. Você conseguiu meu respeito vindo até aqui. Seja bem vindo à família. – Theodor levantou-se e estendeu a mão para mim. Fiz o mesmo. Nossas mãos se apertaram e depois de muito tempo, eu me senti completo.

x

  - %Fitzroy%, você só tem isso de copos e pratos? Duas taças só? Nenhuma jarra de suco? E olha a cor dessas formas, nunca ouviu falar em lã de aço? – trazer %Louise% para me ajudar na mudança já parecia uma má ideia.
   - Eu moro sozinho, boneca. Me responde, pra que raios eu preciso de 50 copos, 100 pratos, 200 taças e uma jarra de suco? E eu não vou ficar me fodendo pra lavar uma forma que vai pro forno depois. Quando é a empregada que limpa, é fácil. – dei uma piscadela profana e %Louise% torceu o bico.
   - Aonde vai isso aqui? – %Louise% me mostrou uma caixa cheia de potes, tampas e coisas idiotas que eu deveria por no lixo, pois seria mais fácil chorar fora que organizar.
   - Ah, tanto faz. Coloca aí no canto que eu penso depois.
   - Se eu colocar isso aqui no canto, vai ficar no canto pra sempre. Você é muito enrolado, decide logo aonde vai tudo ou essa casa vai ficar inabitável por meses. – ela espoleteava de um lado para o outro tentando achar um pouco de organização no caos.
   - Por que inabitável? Eu tenho um colchão lá em cima e cerveja na geladeira, precisa de mais que isso?
   - %Fitzroy%, não seja infantil.
   - Você que tem 17 anos e eu que sou infantil? – vi a braveza tomando conta daquele rostinho amável.
   - Não comece a me provocar, lenhador abusado. – provocar. Toda a turbulência acabou por tomar conta de mim, me deixando física e mentalmente cansado. Há dias eu não provocava %Louise% e ficava ao lado dela. Estava morrendo de saudades de grudar nela. Olhei para a minha bancada. Ali estavam algumas caixas vazias, plásticos, alguns talheres e porcarias do gênero. Em um impulsivo gesto coloquei tudo no chão. Meu braço foi de uma extremidade da bancada para outra deixando o local totalmente livre. %Louise% levou um susto e me olhou confusa.
   - Vem aqui. – a chamei com o dedo e %Louise% pareceu começar a compreender o chamado.
   - %Fitzroy%, eu acho que antes da diversão vem o trabalho. – fazia parte do charme, eu sabia. Ela se faria de difícil para me deixar ainda mais atordoado. Algo que com toda a certeza daria certa.
   - Desde quando você decidiu ser uma menina responsável. Quando precisa você não é, vai fazer isso justo agora? – eu me sentia nervoso, inquieto. Fazia alguns dias e eu estava morrendo de tesão e de saudades. Esperar %Louise% parar com o doce não estava me fazendo bem.
   - Mas não foi você mesmo que me pediu um zilhão de vezes para não ser impulsiva e ser mais responsável? Então, estou sorrindo. – %Louise% sorriu de canto de boca. Seu jeito de falar entregava a zombaria. A garota virou-se de costas indo abrir outra caixa. Ela sabia que faria isso e me daria uma visão majestosa daquele traseiro empinado. Ela sabia que faria isso e eu a observaria morrendo de vontade. Ela sabia que faria isso e eu iria atrás dela. Ela sabia e eu sabia.
   Com passos longos eu fui até ela. Abaixei o tronco e passei os braços pela sua cintura, apoiei %Louise% em meu ombro assim como se carrega uma caça morta. Ela começou a espernear e a me xingar. Seu cabelo caiu todo pela cara e %Louise% me amaldiçoava pedindo para voltar para o chão. Andei com pressa e a sentei na bancada. Então, ela desfez o charme e sorriu. Sorriu safada do jeito que me tirava da razão.
   - Pra que fazer tanto charme? – eu não conseguia parar de sorrir em frente à ela. Uma mistura de delicadeza com pornografia que já fazia meu pau esbravejar nas minhas calças.
   - Eu sei que você gosta. – %Louise% pressionou os dentes contra o lábio de baixo e roçou a perna na minha coxa. Me arrepiei por inteiro como se tivesse colocado o dedo na tomada. Ergui os glúteos cheios de %Louise% e enfiei meu corpo no meio deles. Ela arfou manhosa e abraçou meu pescoço. A garota fez impulso puxando meu rosto mais para frente e roçou o queixo na minha barba extremamente mal feita.
   - E do que mais eu gosto? – abruptamente tirei seus braços do meu pescoço e os joguei para trás. Me enfiei mais no meio dela, encostando a dureza do meu membro no mármore da bancada. Subi meu tato direito pela parte de trás do cabelo de %Louise% e o agarrei pela raiz embrulhando os fios no meio dos meus dedos. Com a outra mão decidi brincar com seu queixo. Meu dedão apoiou na base da linha do tubarão e o arrebitei para cima. %Louise% deu outra mordida no lábio e mirou com os olhos extremamente brilhantes, irradiando uma porra de um tesão contagiante.
   - Você gosta de vinho... - os dedos sapecas desenhavam meus lábios secos -... De esportes, de assado de carne, de adrenalina... - %Louise% empinou seu quadril para frente me provocando com sua pélvis. Apertei minha mão em seus cabeços trazendo-a novamente para perto do meu rosto. A mão que mantinha seu queixo alto caiu indo apertar a cintura fina. %Louise% por sua vez desceu seus dedos pelo próprio corpo e segurou a mão que eu tinha em sua cintura. Ela forçou o contato pela cintura e mudou o espaço que meu tato ocupava levando-o para seus seios. Ela vestia um sutiã fino sem bojo que permitiu que sentisse a rigidez do bico do peito esquerdo. Apertei minha mão ali, apertando o mamilo e trazendo-o para frente. %Louise% gemeu fechando os olhos e logo voltou a me encarar. – Você gosta do jeito que meus mamilos ficam duros por você e, além disso... - voltou a segurar minha mão comandando meus movimentos. Desceu pela barriga e foi até sua virilha. O shorts curto deixava muito carne de fora e eu não pude conter a vontade de agarrar. – E eu sei que você gosta disso aqui. – se empinou mais ainda. Senti o fervor da sua bocetinha na palma da minha mão. Meu caralho estava gritando sem paciência.
   - Isso aqui não tem nome? – eu queria ouvi-la falar, queria ouvir sua boca despejar a vulgaridade. Amava todas as facetas de %Louise%. Amava a menina mimada, a irritante, a irresponsável, a engraçada, a que fazia cara feia quando era contrariada, mas além de tudo, eu amava %Louise% sem vergonha de perder o pudor comigo.
   - Tem sim. Você quer me ouvir falar? – %Louise% deixou a voz manhosa escapar. O timbre era baixo e agudo, um timbre que eriçava cada parte do meu corpo. Forcei uma mão contra uma de suas coxas e a fiz dobrar joelho, colocando o pé sobre a bancada. %Louise% ficou mais aberta, mais escancarada. Eu olhava para o short que se dividia deixando a rachadura de sua vagina toda marcada, me hipnotizando.
   - Eu quero mais que isso, garota. Eu quero te ouvir falar, assim como eu quero te chupar e te foder. Eu quero você gemendo sem parar, ah %Louise%, eu quero te rasgar no meio. Quero esfolar essa porra de boceta. Quero meu pau dolorido de tanto meter em você. – essa era a hora em que eu conseguia desarmar %Louise%. O charme sumia, a pirraça ia embora e somente sua carinha excitada e desejosa ficava. Antes que ela falasse mais algo eu enfiei a língua nos lábios dela.
   Beijar %Louise% era como abrir uma caixa de pandora. Meu corpo todo parecia desaprender a funcionar e eu sentia cada órgão meu falhando aos poucos. De repente eu parecia poder sentir a circulação sanguínea, eu sentia meu coração bombeando desesperadamente enquanto cada gotícula de sangue percorria meu corpo em direção ao meu pênis. Tudo amortecia e eu entrava em outro modo de vida.
   %Louise% puxou minha camisa xadrez para baixo e sem desgrudar da minha boca puxou a barra da camiseta para cima, me atrapalhei todo quando tive que passar a camiseta pela cabeça e fiquei sem ar por alguns segundos. Sem chance de voltar a respirar, a camiseta fora ameaçada e %Louise% logo me beijou de novo. Suas unhas correram meu tronco de cima para baixo e de baixo para cima. Eu senti que alguns dos meus pelos se perderam com as garras e aquele ímpeto de dor me deitou ainda mais perturbado.
   Ergui o quadril de %Louise% que também se perdeu tirando o short. Sua blusa era cheia de botões e chata de tirar. Fui puxando o tecido tentando rasgas e um botão e outro abriram, o restante recusava-se a ceder e eu não estava munido de coordenação motora para desabotoar porra nenhuma. Olhei para o lado vi uma faca próxima a mim. Não pensei duas vezes antes de passar a lâmina pela costura.
   - Porra, %Fitzroy%. – %Louise% se assustou e por um momento tentou me impedir. Mas, acabei sendo mais rápido.
   - Xiu, sei o que estou fazendo. - A garota ia chiar mais qualquer porcaria e eu decidi ignorar. Puxei o tecido do sutiã para baixo e mergulhei a língua em seus peitos. Não sabia em qual ficar, comecei a pular de um para o outro. Mordiscava, chupava, lambia e %Louise% finalmente deixava os gemidos safados escaparem sem piedade.
   Não satisfeito com os seios procurei por sua calcinha. O tecido estava tão úmido que se eu o torcesse ele pingaria. Rocei o dedo ainda por cima da calcinha e %Louise% pareceu perder o ar. Meu dedo não encontrava o atrito graças à sua bocetinha molhada.
   - Já tá escorrendo, %Louise%?
   - Você faz... Isso comigo. – ela atropelava as palavras e não conseguia se controlar no que falava.
   - Mas eu nem te chupei ainda!
   - Não seja cruel, lenhador.
   - Cruel? Ora, vou te mostrar como sou bonzinho. – %Louise% abriu bem os olhos acompanhando meus movimentos. Desci a boca pelo tronco até chegar à virilha. Juro, eu queria provocar e fazer aquilo se tornar uma tortura. Porém, eu não estava aguentando mais. Sentia minha língua formigar de vontade de se enfiar ali.
   Passei uma longa lambida desde seu cuzinho até a parte alta do clitóris. %Louise% se desmontou na bancada, caindo com as costas na pedra fria. Puxei a calcinha de lado e mergulhei a língua em sua entrada. Todo o líquido atingiu meu paladar e a sensação de êxtase, o prazer de ter aquele gosto de sexo tão suculento quase me desmontou. Continuei a chupar uma %Louise% que não sabia o que fazer. Ela tentava se equilibrar sentada para me observar, mas não conseguia. E quanto mais eu a sentia sem controle dos movimentos, com mais vontade eu chupava. Fazia movimentos aleatórios com a língua na entrada até decidir dar atenção ao grelinho avermelhado. Puxei a capinha do clitóris com o dedo e recostei a cabeça de lado em sua coxa. Olhei no fundo dos olhos dela antes de passar a língua nele. A garotinha perdida de tesão gemeu e gemeu alto. Ia e voltava com a língua sem pressa alguma. %Louise% continuava se contorcendo.
   Chupá-la despertava algo terrivelmente animalesco em mim. O gostinho de xoxota mexia comigo, era como se eu tivesse tomando algum tipo de poção mágica. Meu pau já não aguentava mais. Os dias de seca estavam me matando e àquela altura eu não aguentava mais esperar.
   Deixei %Louise% que resmungou até perceber o que eu fazia. Com pressa e sem jeito abri o botão e baixei o zíper. A calça caiu até a altura do joelho. Estar descalço me ajudou. Tirei o jeans tropeçando em meus pés e arranquei a cueca do jeito que dava. Nu em pelo e com meu pau em riste.
   %Louise% passou a língua pelos lábios se oferecendo para mim. Me aproximei e com minha força a tirei do balcão. Ela não teve tempo para pensar, a virei de costas para mim, de frente para a bancada. Com uma das mãos abaixei sua cabeça e naturalmente o corpo dela se posicionou para ficar da forma que eu queria. A bunda totalmente empinada. %Louise% rebolou as nádegas para mim e esperou pacientemente. Molhei meus dedos e passei pela buceta. Penetrei-a com dois dedos para sentir o canal ir se alargando para mim. Tirei e os dedos e nem pensei. Foi tudo de uma vez. Eu sabia que ela gostava assim.
   %Louise% gritou e começou a rebolar perdidamente. Segurei sua bunda para mim e forcei a penetração mais ainda. %Louise% gemia e pedia mais. Sempre mais, ela sempre queria mais e eu sempre a dava mais. Desferi um tapa em sua nádega vendo a pele avermelhar e não senti dó em carimbar a outra com a mesma força. %Louise% balançou a bunda em um característico sinal de quem pedia para apanhar.
   Puxei o queixo de novo para cima e seu rosto ficou parelho ao meu.
   - Você quer apanhar? – puxei mecha por mecha de cabelo até seu ouvido ficar à minha mercê.
   - Quero. – %Louise% gemeu como uma gatinha no cio.
   - Assim? – desci a mão mais uma vez sem medo de ser grosseiro. %Louise% balançou a cabeça afirmativamente. Mais uma vez e mais outra. Até eu sentir minha mão doer. Eu continuava metendo, fodendo como um alucinado. %Louise% não parava de gemer e cada vez mais o ato de tornava alto e desesperado. Ela arqueou daquele jeito. Do jeito que eu sabia que ela arqueava quando estava prestes a gozar. A comi então com mais força ainda.
   %Louise% não aguentou a força do corpo e caiu para frente novamente. Antes que eu pudesse intensificar mais, ela explodiu. Gritou por mim se ficou desconexa. Meti ainda mais um pouco, ela continuou gozando no meu pau até se tornar um pouco mais calma.
   Sai de dentro dela e a puxei pelos cabelos. %Louise% caiu desengonçada e virou de frente para mim. A chamei com dedo e ela veio escalando nas minhas coxas. Me olhou fixamente desceu a boca no meu pau. Arqueie para trás arfando enquanto %Louise% fazia questão de me chupar de forma enlouquecida. Ela ainda gemia graças ao orgasmos e respirava perdida me deixando ainda mais excitado. Percebendo que ia gozar, a puxei pelos cabelos de novo. Joguei sua cabeça para trás e passei a me masturbar. %Louise% abriu a boca e colocou a língua para fora sabendo o que viria. O inevitável fez-se presente. Esporrei no rosto dela, na língua, em sua boca e %Louise% contorcionava-se para engolir cada gota. Ainda foi para minha cabeça vermelha e ainda dura aproveitar o restante.
   Ela ergueu os olhos para mim com o sorrisinho safado que me fazia completo e eu ri olhando para seu rosto cheio de porra. %Louise% pediu ajuda para levantar, dei minha mão para ela. Seus olhinhos cansados percorreram a cozinha procurando algo para limpar a boca. Mas, eu não queria que ela limpasse, eu queria ficar encarando seu rostinho sujo com a minha porra, o sinal do meu tesão por ela.
   - Vem cá, %Louise%.
   - Só quero limpar a boca. – ela continuava procurando por algo, até se tocar e ir até pia.
   - Ei, não é pra limpar. Vem cá! – ela me olhou e eu fui até ela. - Quero admirar a obra. – pisquei e ela amarrou o bico como sempre. – Você fica linda assim.
   - Sorte sua que eu amo seu gosto.
   - E eu amo você, sua sapeca sem vergonha. – %Louise% sorriu sem graça e se jogou nos meus braços.
   - Só te amo porque você musculoso e pauzudo – fiz cara de ofendido e %Louise% riu. Com toda a vergonha que ela não tinha mostrado antes, ela penetrou o olhar no meu e avermelhou-se inteira antes de falar. – Também te amo, seu safado abusado.

x

  Eu diria que era uma cena paradoxal contraditório. O chão parecia um mar embranquecido. Mal dava para ver a grama com todas as pétalas brancas jogadas no corredor formado pela distribuição de cadeiras. De cada lado algumas cestas com floras também brancas ajudavam a adornar o pequeno corredor, juntamente com outros vasos de flores brancas. Flores brancas que eram diferentes uma das outras, as dos cestos eram de um tipo e as dos vasos de outras. Eu não fazia ideia qual o nome delas, só sabia reconhecer rosas. Então para mim eram todas flores brancas.
   As cadeiras tinham estofados fofinhos e brancos amarrados. No fim do corredor um simpático púlpito e em volta de nós, a natureza. O dia estava levemente nublado, com uma brisa refrescante. Essa era a parte celestial do ambiente. Tudo parecia calmo e tranquilo. Aí começava o paradoxo.
   %Carl% parecia estar com pulgas pelo corpo. Ele simplesmente não se acalmava. Teve que tirar o terno, pois suava feito um porco gordo. Os convidados não pareciam prestar atenção enquanto conversavam animadamente uns com os outros. A mãe de %Carl% havia saído para cumprimentar uns convidados e o pai dele discutia com o meu alguma coisa sobre a seleção sueca de futebol.
   %Gustav% procurava manter a postura. Volta e meia alguém chegava até ele para pedir a benção e eu sorria sem graça tentando controlar %Carl%. Ainda faltava um tempo para o casamento e eu temia pela vida do açougueiro. Durante todo o processo ele parecia muito calma. Sempre tranquilo, sempre sorridente. Até o fatídico dia chegar. Ele temia o abandono e eu não o julgava tendo em vista a experiência com a ex-mulher. Meu carnicento tinha sofrido bastante e não seria justo com ele que outro relacionamento desse errado.
   Porém, todos nós, aliás, eu e ele resolvemos dar uma chance ao amor. Por que não tentar? Tentamos convencer %Gustav% a largar a batina depois de tudo. Pensei que ele se traumatizaria com a igreja e quem sabe se convertesse ao satanismo. Mas não, o padre surpreendeu a todos quando disse que continuaria. Ele insistiu em dizer que era um servo de Deus e que não desistiria. Seu sonho era ajudar pessoas e ser uma benção para elas. Eu o entendi; é reconfortante lutar por uma causa e ajudar o próximo. No fim das contas apoiamos a ideia. E além do mais, %Carl% teria um amigo para celebrar seu casamento.
   - %Carl%, se você não parar de tremer e suar eu vou enfiar alguma coisa no seu cu pra conter seus movimentos. – ameacei com a voz baixa de forma que só %Gustav% e eu escutássemos.
   - Ameaça anal já é demais, não acha, %Fitzroy%? – %Gustav% fez cara feia para mim como se pedisse para eu pegar mais leve.
   - Estou nervoso, ok? Ela já deveria estar aqui, não deveria?
   - Faltam 5 minutos, %Carl%. E noivas sempre atrasam, não? Isso não é tradição?
   - Nem sempre, depende da noiva. – confirmou %Gustav%.
   - Ana vai se atrasar de propósito só pra me deixar nervoso, estou sentindo isso. – dei um peteleco no nariz de %Carl% que fechou a cara para mim e me xingou.
   - Para de falar merda, otário. Hoje é seu dia. Segura essa frescura e se recomponha antes que os convidados percebam o fiasco que você está dando. – %Carl% colocou as mãos na cintura e respirou fundo.
   - Vou buscar uísque. – eu tentei segurá-lo, mas ele foi mais rápido. Eu até pensei em ir atrás dele, mas %Gustav% me impediu.
   - Deixa ele, cada um tem seu jeito de lidar com a pressão. Aposto que no seu casamento você vai ficar todo nervosinho também. – %Gustav% riu após mencionar meu casamento e o fitei sarcástico.
   - Que foi, nem casei e já está tirando uma com a minha cara?
   - Só nunca te imaginei casado, só isso. Não faz seu perfil.
   - E quem é você pra traçar perfil? Até os 18 anos passava a vara em geral, eu nunca diria que você viraria padre e olha só. – pensar em casamento parecia ainda distante, mas, era um pensamento válido.
   %Carl% voltou a nós. Conversávamos sobre besteiras até que todos se calaram. %Lindemann% olhou para frente atônito, ainda não era possível ver Ana. Primeiramente entrou Eleanora, a primogênita. Ela estava com um vestido lilás. Jovial simples e elegante, ela carregava um pequeno buquê com as malditas flores brancas. Eu já estava enjoado de olhar para flores brancas. Ela subiu e deu um beijo no pai e se posicionou ao lado oposto do nosso.
   A próxima a entrar foi a minha garota. %Louise% trajava um vestido do mesmo tom, porém de modelo diferente. O seu era um pouco mais curto, porém, um pouco mais solto no corpo. Ela tinha um sorriso enorme e contagiante. Sorriu para todos nós e foi ao lado de Eleanora. Logo depois, a pequena Katrine veio com o par de alianças em suas mãos. Ela usava uma coroa de flores e sorria como uma princesa encantada.
   Assim que a garotinha posicionou-se ao lado de %Louise%, Ana apontou. %Carl% só faltava vomitar. Ana casando-se de branco. Tá aí como o destino é algo traiçoeiro. A mulher mais antiquada que eu conhecia como uma bela noiva. Logo ela que tinha alergia a casamento.
   A cerimônia correu. %Gustav% deu a benção e ninguém teve algo contra o matrimônio. Os dois se beijaram pela primeira vez como casados. %Carl% só faltava cavar um buraco no chão, Ana não parava de sorrir e eu não conseguia parar de me encantar por %Louise%.
   Os convidados se perdiam pela festa. Uma música agradável tocava e as pessoas se serviam na mesa de doces e salgados. Eu estava sentado na mesa ao lado do meu pai. O velho me passava uma lição de moral sobre %Louise%. Ele me dizia que se eu canalhasse com ela, que ele no alto dos seus 72 anos meteria uma surra de cinta em mim. Eu tentava não rir, mas era impossível. Minha madrasta chegou puxando meu pai para dançar e fiquei sozinho à mesa. %Carl% andava de um lado para o outro recebendo agrados dos convidados e %Gustav% era cercado pelas carolas fogueteiras.
   %Louise% então se sentou do meu lado.
   - Você fica bem de terno, sabia? – ela sorria abertamente e estava de muito bom humor.
   - Babe, eu fico bem de qualquer jeito, ainda mais pelado. – a garota aproximou-se de mim e pôs a mão embaixo da mesa. Por baixo da toalha procurou minha coxa e escorregou a mão para meu ainda flácido pênis.
   - E ainda mais de pau duro - uma vibração perturbadora passou pela minha espinha. Fui com o quadril para cima e a mão de %Louise% afundou ainda mais no meu pau.
   - Quer fazer isso aqui e agora? – pisquei para ele sem conseguir conter o sorriso safado.
   - Você quer? – ela provocava lentamente.
   - Acho que se alguém fizer isso no nosso casamento, eu mato.
   - Nosso casamento? – um olhar intrigado me julgava e por um momento engoli em seco. Eu queria casar com %Louise%, dividir o teto, enchê-la de moleques e envelhecer ao lado dela? Sim, eu queria.
   - Sim, nosso casamento, algo contra?
   - Você não me pediu ainda oficialmente. – ela tinha um sorriso verdadeiro de quem parecia gostar realmente da ideia.
   - Só peço se você me masturbar em baixo da mesa. E aí? – %Louise% nada falou. Abriu meu zíper e enfiou a mão na minha cueca. Não demorou muito para a porra endurecer e ficar altas. %Louise% começou a deslizar a mão e eu muito compenetrado em não dar bandeira. Alguém passou por nós e disse “oi”. %Louise% apertou meu pau com força e eu fiz um malabarismo mental para parecer normal. Ela ia rápido, pois quanto mais rápido eu gozasse mais rápido o risco de ser pego diminuiria.
   Para não sofrer sozinho, enfiei minha mão embaixo da toalha e fui para dentro do vestido. %Louise% deu um salto na cadeira e soltou um semi grito. Ela batia uma punheta para mim enquanto eu esfregava seu grelo. Ela trançou as pernas e perdeu o equilíbrio na cadeira. Eu meti um soco na mesa e esporrei na mão dela. Logo depois %Louise% afundou mais ainda no assento quase entrando embaixo da mesa. %Gustav% olhou de longe me reprovando. Ele sabia, qualquer um que prestasse atenção saberia.
   - Então é isso, você vai me pedir em casamento? – eu sorria abobalhado e nervoso.
   - Então, já que é de desejo de ambos. Aceita casar comigo daqui alguns anos? – %Louise% beijou minha boca com pressa e me soltou em seguida abrindo aqueles dentes brancos.
   - Aceito, mas daqui alguns anos. Quero curtir ainda ser sua namorada mais um tempo. E não quero ir pra faculdade casada.
   - %Louise%...
   - Que foi?
   - Não comece a me fazer me arrepender.
   - Não seja trouxa, %Fitzroy%. Só quero curtir o meu lado bi na faculdade. – uma pontada tomou conta do meu pau e eu já sentia subir.
   - Vai trazer as amiguinhas pra casa?
   - Vou pensar no seu caso. – %Louise% foi pra minha boca de novo e nós trocamos saliva na frente dos convidados. Ao sair do beijo ela caiu nos meus braços e eu fiz um cafuné gostoso em seu cabelo bem penteado. Olhei para frente e vi %Carl% sorrindo feito uma toupeira. %Gustav% também tinha os dentes à mostra enquanto conversava com amigos. Lá dentro de mim eu pude sentir então, que finalmente estava feliz.

FIM

Epílogo
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

2 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Jéssica Franciele

QUE HISTÓRIA MARAVILHOSA!!!! 
AMEEEI DEMAIS! 
O que é essa PP? Ela consegue ser tudo ao mesmo tempo, amei! Parabéns! Quero um lenhador pra mim <3 hahahah  

Andressa

Li e reli. Que fic maravilhosa!!! Quem não quer um lenhador desses?! Kkkk Tem parte dois ou não? 

Todos os comentários (2)
×

Comentários

×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Você não pode copiar o conteúdo desta página

2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x