Chapter XX
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Queimando vivo. De dentro para fora. Minha garganta ardia. O fel amargou minha boca. Eu estava morrendo. Sentia tudo definhar pouco a pouco e seria inevitável sentir a morte. Não tinha medo de morrer, era algo com o qual eu lidava bem. Só não me sentia preparado.
A ambulância fazia um alarde enorme. Um enfermeiro me espetava e dizia coisas para alguém do meu lado. Não conseguia assimilar muito bem os fatos, pois, a realidade se misturava com algumas alucinações. Eu parecia sonhar acordado e não entendia muito bem o que estava acontecendo. Então eu apaguei.
Pouco a pouco comecei a ver formas à minha frente. Uma espécie de mosaico colorido que foi ficando em escala cinza pouco a pouco. A queimação tinha ido embora, mas, o ruim na garganta continuava lá. Eu sentia sede, mas, não conseguia pedir água. Ouvi pessoas ao meu redor e os barulhos estavam à uma frequência aguda demais. Tentei abrir minha boca e percebi que não tinha total controle do meu corpo. A única coisa que consegui fazer foi levantar o braço e deixá-lo cair. Meus olhos estavam pouquíssimos abertos, mas, mesmo assim consegui perceber pessoas vestidas de branco se aproximando. Alguém no meio dos médicos destoava. Usava uma roupa de cor forte e possuía um cheiro característico. Ele tinha o cheiro da Igreja.
- Pareceu funcionar. Ele já recobrou a lucidez. - um deles disse.
- Ele precisa de descanso absoluto. Qualquer movimento brusco ou stress externo pode complicar o caso. Precisamos deixar seu metabolismo trabalhar com calma e por si só. - aquela voz… não era estranha, eu a conhecia.
- Cortamos a medicação?
- Se o senhor não se importar, eu cuido daqui pra frente. - vi as pessoas de branco se afastarem e só o homem cheirando à Igreja ficou próximo a mim. Ele segurou minha mão e ficou me encarando. Queria poder abrir mais os olhos, perguntar por seu nome, mas, não consegui. Outro apagão.
Já não possuía nenhuma noção de tempo mais. Acordava em intervalos aleatórios e voltava a apagar. Isso pareceu se suceder por dias. Até que então, a realidade pareceu voltar a mim.
- %CARL%! %CARL%! - acordei com a lembrança de %Carl% me segurando em seus braços. Uma bagunça atingiu minha mente e eu visualizei tudo. A pregação, o vinho, o púlpito, o sangue, %Carl%, a maca, os enfermeiros… E Chielline.
- Ei, ei. Calma. Respira, calma. - aquele cheiro de Igreja chegou mais próximo de mim. Eu estava sentado em uma cama pequena e não muito confortável, o local não possuía janelas e eu me senti sufocado. - Aqui, tome esse copo de água. - finalmente consegui olhar nos olhos de meu acompanhante.
- Que porra é essa, Chielline? - peguei o copo com força de suas mãos e o bebi como se fosse o último gole de água do universo.
- Não é uma boa hora pra conversar, %Gustav%. Você precisa descansar. - ele sorriu para mim. Tomou um jarro de barro e encheu o copo novamente. - Beba mais, não consegui te dar muita água nesses dias. Você está muito desidratado. - Tentei me fazer de difícil, mas, eu realmente estava sedento por água.
- Você me envenenou, né? Eu sei que sim. Assim como os pobres, eu vomitei sangue tal qual eles. - minha sanidade recobrou-se de uma vez só em um estalo intenso. - Agora eu vou pra alguma salinha de tortura medieval? Sabe Chielline, mesmo quando não era padre S&M não era minha prática preferida.
- Deixe de ser abusado, padre. - ele sorriu daquele jeito gostoso que só ele sabia fazer. - Você não sabe de tudo.
- Seu plano parece ter dado errado, pois, eu estou mais vivo que nunca.
- E é exatamente por isso que meu plano deu certo, padre.
- Quando você vai me contar que raio de plano é esse, cardeal pervertido? - ele se levantou e me ofereceu apoio. Me pus de pé e com sua ajuda fomos até a porta. A madeira rangeu até abrir-se e dar entrada à luz. Olhei para o horizonte e vi um céu extremamente azulado. Um pouco mais para baixo estava à cidade, de costas para nós.
- Essa cidade, %Gustav%, está condenada e nós somos os únicos que podemos salvá-la. Armand me mandou te matar, mas eu decidi que preferia você vivo. - respirei fundo tentando assimilar cada pedaço daquela loucura sem fim.
- Como eu me livrei da morte? - estava curioso. Se nenhum dos meus queridos pobres conseguiu escapar naquele dia, qual a razão de eu ter?
- Eu envenenei seu vinho com cantarella. Armand é fã da história de Alexander Borgia e quando me treinou para ser um assassino me ensinou as táticas usadas pela família. Envenenamento por cantarella e decapitação por garrote são suas preferidas. O problema é que o garrote é muito pessoal e só serve para situações corpo a corpo. Envenenamento é mais impessoal. Além disso, Armand deu um jeitinho de controlar a polícia, ele se virou para resolver essas coisas e inventar um boa desculpa. Quando entrei na ambulância com você ele pensou que fosse para cuidar dos detalhes da morte, mas, na verdade, foi para garantir que você vivesse.
- E como o mágico Cardeal e assassino cristão Giorgio Chielline realizou tal façanha? - uma brisa gostosa e calma fez com que eu me sentisse melhor e um pouco mais vivo.
- Já ouviu falar no Cardeal Della Rovere, %Gustav%? - ele olhou para mim sorrindo irônico. Claro que eu já havia ouvido falar de Della Rovere. O desafeto de Alexander Borgia, a pedra em seu sapato. Della Rovere fez tudo que pode para livrar Roma da praga Borgia. Conseguiu tornar-se Papa e escrever seu nome na história.
- Chielline, não seja abusado.
- É irônico, não? Até mesmo melodramático. Normalmente eu tiro minhas referências dos livros e da história, mas, dessa vez eu resolvi focar em algo mais moderno.
- Estou realmente confuso Chielline. Meu cérebro ainda não está tão rápido para você ficar brincando com ele. - pensar ainda doía.
- Armand ficou em êxtase com um seriado realizado sobre os Borgias. Eu o assistia com ele, assisti todas as 3 temporadas com ele. Dali ele tirou muitas referências, mesmo aquelas suspeitas que a gente nem ao menos sabe se aconteceram. Eu, também tirei as minhas.
- E onde Della Rovere entra nessa história?
- Della Rovere escapou da morte e ficou cativo em um monastério. Lá ele encontrou um moleque que queria se livrar da praga Borgia. Ele resolveu treinar o moleque e o usar em um plano para matar Alexander. Com frequência ele envenenou o coitado com cantarella para que criasse imunidade. Assim ele poderia ser copeiro de Alexander, envenenar sua água ou vinho ou o raio que fosse, provar e sair ileso. Eu tentei fazer algo parecido com você.
- Chielline, tão genial e tão cretino. - eu ria, ria por nervosismo, por alegria, por medo, por qualquer coisa. Eu estava lá rindo, me sentindo um pedaço de bosta impotente que não podia mais escolher seu próprio destino.
- Obrigado, %Gustav%. Sei que o elogio foi sarcástico, mas obrigado mesmo assim. Eu coloquei uma dose suficiente para quase te matar. No hospital eu utilizei de alguns contatos e os médicos fizeram exatamente como eu disse. Conseguimos te recuperar, te limpar e bem, veja só… - abriu os braços para mim -… você está aqui, vivo e novo em folha para que nós possamos foder a bunda branca de Armand. - eu ainda não tinha entendido que diabos havia se passado para Chielline trair Armand e sinceramente? Estava cansado demais para tentar entender.
- Você me conta essa história depois, agora eu preciso deitar.
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Deveria ter um Getsênami dentro daquela floresta. Eu precisava ajoelhar e rezar até meu cérebro derreter. Provavelmente eu quase choraria sangue de tanto nervosismo e impaciência. Armand, mesmo sem querer, estava atrasando todo o processo. Era assim que ele ficava quando feliz. Distraído, extrovertido, falando pelos cotovelos. Eu nem ao menos costumava ligar, mas não naquele dia.
Há passos de tartaruga nós chegamos à casa de Nikolai. Um silêncio perturbar emanava. Tínhamos pouco vento e lua levemente ofuscada. Era àquela hora.
- Então é esse o lugar? – Armand abriu aquele bocão sorrindo como uma criança no natal.
- Sim Armand. A Missão Real passou por muitas dificuldades, o tesouro que carregávamos possuía um valor inestimável e o Vaticano botou uma pressão enorme em nós. Então Nikollai que era da área nos arrumou essa casa para ser nossa espécie de escritório. No final das contas deixamos o Tesouro na Igreja. Assim que %Gustav% chegou aqui, ele começou a desconfiar. Você sabe, os rumores sobre o Justice correm o Vaticano, mas, ninguém é curioso e corajoso o suficiente. Mas %Gustav% o era. Ele não sossegou até nos achar. Pensei que teria problemas com ele e felizmente vocês o mataram logo depois. O problema enorme é que ele achou o tesouro e o tirou da Igreja. Quando fiquei sabendo do ocorrido tive certeza que ele o traria para cá; então, respondendo sua pergunta. Sim, esse é o lugar. – Herman sorriu convincente. Discretamente me deu uma piscadela e eu revirei meus olhos. Não queria brincar, não estava de bom humor.
- Então andemos ora, hoje é o grande dia, nosso grande dia. – Armand apressou o passo e foi à nossa frente. Subiu as escadas rangentes de madeira e abriu a porta. Herman foi logo depois e eu ao fundo. Entre os arbustos estava %Fitzroy% assistindo tudo de camarote. %Carl% deveria quase infartando no porão e eu ali, um passarinho perdido.
Quando entrei na casa vi Herman e Armand conversando animadoramente. Um baú tal qual eu tinha imaginado estava lá no meio da sala. Só ali eu me senti à vontade o suficiente para sorrir. Armand havia entrado na minha armadilha, caído feito um cordeiro quando estava crente que era o lobo cruel. Era a minha vez, não a dele.
Poucos minutos faltaram e Manterfos finalmente entrou no plano. O barulho de alguém andando ao redor da casa se fez presente e Armand atiçou os olhos.
- Fiquem aqui, vou lá fora ver o que é isso.
- Chielline...
- Sim, Armand. – pela primeira vez eu vi o medo no olhar dele. Todas as merdas e loucuras que fizemos juntos nunca o deixaram com medo.
- Cuidado. – assenti com a cabeça e rumei a porta. Passei pela varanda e cheguei à clareira. Meus nervos à flor da pele e a ansiedade corroendo meu raciocínio. Caminhei ao redor da casa contendo a súbita vontade de entrar na casa e simplesmente socar Armand até a morte. Vi %Carl% escondido atrás de um barril e fui até ele.
- Conte até 20 e faça.
- Sim, senhor. – %Carl% voltou ao seu local de ação. Fiz o caminho de volta calmamente. Passei novamente pelos degraus e cruzei a porta. Exatamente alguns segundos depois os estalos começaram a se fazer ouvir.
- O Justice está aqui. – tentei parecer ao mesmo tempo surpreso e indignado. Armand se sobressaltou e foi diretamente para Herman. Grudou o rapaz pelo colarinho e cuspiu em seu rosto caucasiano.
- Maldito, bastardo dos infernos. Eu te ofereci tudo, o mundo. O maior poder que poderia ter na vida e você troca tudo por uma porcaria de lealdade à um grupo mercenário?
- Sim, Armand, é isso que somos, inclusive você, um bando de mercenários. – Armand emputeceu-se em níveis críticos. Sem cerimônias desceu a mão em Hermand que partiu para defender-se. Me intrometi entre os dois e tomei as rédeas da situação.
- Olha a altura do fogo, Armand, daqui pouco vai invadir a casa. Suma daqui que eu cuido do traidorzinho de merda. – Armand ia falar algo, mas eu tomei a liberdade de empurrá-lo para a porta. Herman e eu aproveitamos a deixa, ele saiu pelos fundos com a ajuda de Manterfos e eu fiquei à espreita analisando Armand. O cardeal já estava fora da casa e assim Manterfos pode ir até a sala tomar o tesouro. A partir dai tudo foi muito rápido. Armand voltou para sala quando deu por si, ele havia esquecido o baú em sua pressa. No momento certo Manterfos pulou a janela indo entregar o baú para a grande estrela de nosso show. %Gustav% %Moore%.
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O fogo subia em volta da casa. O vento jogava as labaredas de um lado para outro e o laranja incandescente bailava frente ao meu rosto. Louisa observava a cena vidrada, como uma criança que vê um leão no zoológico pela primeira vez. Já eu, estava muito mais perturbado. O calor era iminente a tensão extremamente grande.
Armand gritava Chielline e não recebia resposta. Meus músculos tremiam e eu parecia viver um pesadelo sem fim. Era tão agoniante olhar Armand cercado pelo fogo, em desespero. Eu via em seus olhos o medo. Então eu lembrei de %Gustav%. Eu não o vi em seu leito de morte. %Carl% estava lá, graças ao bom Deus. Meu padre também previu a morte, ele também sentiu medo. Seus olhos provavelmente tinham o mesmo brilho escuro que Armand possuía em seus olhos cinza naquele momento. A partir daí eu deixei de ter pena dele. Aquele abutre dos infernos não merecia minha empatia.
Aquela cena em específico pareceu congelar. Marion travou na porta sem saber o que fazer. Seus olhos começaram a correr à sua volta e notou que algo havia sumido. O tesouro não estava mais ao seu redor. Suas mãos trêmulas foram aos seus curtos cabelos grisalhos.
- Chielline, Chielline. Giorgio, pelo amor de Deus, levaram o tesouro. – ele foi até a saída e pôs os pés sob o solo terroso. Olhou para os lados atordoado procurando por Chielline. Nada, ele estava sozinho com o fogo. De repente, o homem mudou a postura. Em um lampejo rápido de tempo eu o vi arregalar os olhos e por um pé para trás. O brilho do medo intensificou-se em sua áurea tornando-se desespero.
- Não, não é possível. Chielline, Chielline, Chielline. – Armand berrava pelo cardeal como uma criança faminta. Fiquei confuso, passei a não entender mais nada. Eis então, que a vida se mostrou uma vadia. Uma vadia miserável e insana. Fora a minha vez de entrar em desespero e agonia. A euforia da confusão se apossou de mim quando ouvi aquelas palavras.
- Olá Armand, procurando por isso aqui? – eu conhecia aquela voz. O timbre era conhecido, o sotaque italiano misturando-se ao sueco também. Fechei os olhos e voltei a encarar a realidade de novo. Pensei estar sonhando, mas não. Era tudo verdade, uma enlouquecida verdade.
- Padre, você está morto. – Armand não sabia formular uma frase com mais de cinco palavras. Seu corpo o traiu e ele caiu sentado ao chão.
- Estou vivo, Armand, e com seu precioso tesouro em minhas mãos. - a partir dali, tudo fora um borrão confuso e Dantesco.
- Vivo? Como vivo? Eu o vi vomitar sangue e entrar naquela ambulância praticamente morto. – Armand usava das palavras para convencer a si próprio que aquilo não passava de uma alucinação.
- Praticamente morto não quer dizer morto, Armand. E veja só, quando achou que estava livre de mim, mal sabia o que o tesouro estava em minhas mãos o tempo.
- Padre dos infernos, me devolva essa porcaria de tesouro agora, senão... – uma explosão. Armand voou para trás com as mãos nos olhos. O fogo se fez presente logo à sua frente na varanda. A labareda subiu intensa e abrilhantou mais ainda o lugar.
- Chielline, pelo amor de Deus, Giorgio.
- Chielline não vai poder te salvar Armand, você mesmo cavou sua própria cova. Aproveite o calor, pois as chamas vão ser suas companheiras no inferno. - Armand ainda gritou por Chielline, por Deus e pela Virgem Maria. Seus gritos posteriores foram apenas de dor e desespero. O fogo adentrando pela casa, consumindo a madeira em estalos colossais. Pouco a pouco aquela estrutura fraca e judiada se desmontava. Armand ou morreria queimado ou asfixiado ou soterrado. %Carl% saiu de trás da casa e indicou para mim que corresse. Eu não queria, queria ir atrás de %Gustav% e tocá-lo. Senti-lo, abraça-lo, qualquer coisa. Porém, eu sabia que deveria ser coerente e indo contra qualquer impulso ou instinto apenas fiz o que era certo.
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- %Fitzroy%, pelo amor de Deus. Sossega o facho senão eu atiro em você. – a euforia de %Carl% passou mais rápido que a minha, não queria criticar o açougueiro, mas, ele não sentia as mesmas emoções que eu por %Gustav%.
- %Carl%, pelo amor de Deus, não me peça calma. Não me peça pra eu ficar quieto. %Gustav% está vivo, você não viu? O filho da puta está vivo. Era esse o trunfo de Chielline, ele sabia o tempo todo, por isso nunca fez questão de se defender, ele sabia que %Gustav% estava vivo. Vivo %Carl%, nosso padre tá vivo. – eu não sei o que deu em mim. Estava lá pulando de um lado para o outro, cantarolando com aquele sorriso enorme. Totalmente feliz, totalmente completo.
- %Fitzroy%, eu sei, a gente também tá feliz, mas calma, não infarte antes do %Gustav% chegar.
- Vocês... – apontei o dedo na cara de %Carl% e depois de %Louise% -... não pedi a opinião de vocês, me deem um tempo, ok? – sem deixar o sorriso fui para sala. Provavelmente meu piso afundaria de tanto que perambulei de um lado para o outro. Os outros não voltavam, o tempo parecia passar feito uma tartaruga e a cada minuto eu me desesperava cada vez mais. Até que então ouvi vozes, nem sequer esperei. Abri a porta. Pensei que fosse desmaiar. Olhei para %Gustav% e seus olhos cor de mel, aquele cabelo loiro jogadinho de lado e a barba que nunca crescia. O puta do meu padre. Seu sorriso aumento quando ele me viu. Ficou parado e abriu os braços. Me chamou com as duas mãos e eu corri feito uma cadelinha para ele.
- %Gustav%, seu puto, padre desgraçado. – abracei %Moore% como se ele fosse fugir do planeta. Eu não deixaria que ele sumisse. Foram dias e mais dias de sofrimento e solidão. A dor de terem tirado meu melhor amigo de mim acabava com minha existência pouco a pouco. Então descobri que era tudo uma mentira, uma grande brincadeira de mau gosto e que %Gustav% na verdade estava vivo e abraçado comigo.
- Achou que ia se livrar fácil de mim, né? – %Gustav% beijou minha testa com o maior carinho do universo e eu me senti o gay mais completo do mundo – Não deixe de agradecer Chielline – sussurrou dessa vez – Sem ele eu não estaria aqui. – soltei %Moore% por um minuto e encarei Giorgio que sorria falando alguma besteira para Manterfos.
- Ei. – chamei a atenção deles que olharam para mim. Chielline abriu uma cara risonha sincera que dizia “eu te entendo, já está desculpado”. Mesmo assim me senti na obrigação.
- Foi mal por todas as merdas que eu disse e valeu por deixar o gatão aqui vivo. – não iria conseguir falar muito mais que aquilo, desculpas não eram meu ponto forte.
- Não precisa me agradecer, %Fitzroy%. Você estava perdoado desde o primeiro minuto. Agora se me permitem, tenho um corpo carbonizado para dar conta, um fogo incêndio para controlar e dar fim e muitos negócios para resolver. Foi bom conhecer vocês. – eu iria chamá-lo para entrar ou dizer qualquer coisa, mas, Chielline fez questão de se retirar sendo seguido por Manterfos.
- Tem certeza que não precisa de ajuda? – não custava ser gentil.
- Tenho meus contatos, %Fitzroy%. Até mais ver. – ele enfim se foi, o padre era só meu eu iria me aproveitar dele.
- Você vem comigo agora, temos muito que conversar. – tomei %Gustav% pelo ombro e fomos para minha casa.
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%Carl% mal havia saído de casa. %Louise%, %Gustav% e eu ainda estávamos lá, brincando, tagarelando e aproveitando o momento. Não existia forma de definir o sentimento, a emoção de estar daquela forma. Se eu pudesse escolher um dia na minha vida, acho que seria aquele. Tantos foram os problemas e as perturbações, eu mal podia acreditar.
- Quer dizer que o coroinha foi só uma isca?
- Sim, eles pensaram que talvez Nikolai estivesse aqui. Armand mesmo mandou o moleque sondar e a gente já sabe onde a história termina. – cada palavra de %Gustav% era seguida de um sorriso, a gente parecia não ser capaz de segurar os dentes dentro da boca.
- É muita loucura pra uma menina de 17 anos. – com toda a emoção e a euforia eu acabei deixando %Louise% um pouco de lado, mas ela ainda estava ali, na minha casa fazendo eu me sentir melhor. Ainda tínhamos mais uma noite juntos. Seria uma noite crítica.
- Ninguém mandou se confessar com o maior ímã de confusões do universo. – ah, na nossa adolescência todo dia era um encrenca diferente, %Gustav% só se fodia.
- Esse rapazinho aqui... – abracei %Gustav% pelo ombro -... É o melhor caçador de encrenca que eu conheço. Já perdeu os documentos em puteiro, dirigiu carro roubado, testemunha de roubo, derrubou professora da escada...
- Tudo bem %Fitzroy%, acho que ela já entendeu, não precisa contar todos os meus podres pra menina. Quem se confessa comigo é ela e não o contrário. – ele fingiu um bico ofendido eu só quis beijar aquela testa branquela.
- Falando em se confessar, você volta para Igreja? – %Louise% tinha um brilho nos olhos que eu ainda não tinha conseguido identificar.
- Vou pensar nisso ainda. E se os dois me permitem os últimos dias foram bem cansativos e eu só preciso descansar. Tudo bem?
- Suas coisas tão todas do jeito que você deixou tratar de não beber nada envenenado, ok? – só de pensar na merda acontecendo, meu estômago revirava.
- Tudo bem, lenhador. Boa noite para vocês. – %Gustav% foi para seu quarto e ali ficamos, eu e %Louise%, %Louise% e eu.
- Vamos para o quarto também? – seu tom era calma, tranquilo. Ainda não conseguia compreender como %Louise% ficava tão à vontade em situações tão complexas.
A hora estava chegando. Depois de lidar com Armand, Chielline, %Carl% e %Gustav% agora era hora de lidar com ela. Eu poderia passar por tudo de novo, botar fogo em mais alguém, enfrentar mais um religioso assassino ou qualquer coisa confusa e filha da puta do gênero. Mas, era completamente difícil lidar com %Louise% cara a cara e enfrentar nosso relacionamento estranho, excêntrico, incomum e tão gostoso.
%Louise% era meu mal necessário. Já tinha desistido de afastá-la há algum tempo. Percebia que era algo totalmente idiota da minha parte tendo em vista que no final das contas nós sempre acabávamos juntos e gozando. E essa era uma das melhores partes, era quando eu estava tão fundo nela que parecia que nada poderia nos separar. Eu era só dela e era só minha e porra, como eu amava isso.
%Louise% sentou na minha cama e ficou encarando as coisas. Ela parecia procurar o jeito certo de falar. Eu estava deliberadamente cansado e esgotado, mas sentia lá no fundo que precisa conversar com ela. Não iria conseguir dormir se ignorasse nossa situação mais uma vez. Depois da morte falsa de %Gustav% aprendi que não se devem deixar as pessoas para amanhã.
- Se a gente enrolar mais cinco minutos eu vou ter um treco, garota.
- Estava rezando para que você dissesse algo. – sorriu sem graça e suas bochechas ficaram quase laranjas.
- Vergonha de mim, %Louise%? Pelo amor de Deus, por que ficou enrolando pra falar?
- Ah, você estava empolgado com o %Gustav% eu... – senti uma pontada de ciúmes na fala. Achei aquilo tão... Fofo.
- Não seja ciumentinha, dona %Louise%, são amores diferentes. – travei a mandíbula na hora me arrependendo automaticamente por ter usado aquele termo.
- Amores? Foi isso mesmo que você disse. – abaixei a cabeça tentando pensar em uma boa desculpa. Ela se levantou e veio até mim, me puxou pela mão e me guiou para que eu sentasse do seu lado na cama.
- %Louise%, eu...
- Sh! – pôs o dedo na minha boca. Paralisei e logo depois comecei a tremer. Diabo de menina! – Eu tenho também tenho amores diferentes. Tem aquele que eu sinto pelos meus pais, os que eu sinto pelos amigos, o que eu sinto pelos animais, o que eu sinto por sorvete e o que eu sinto por você. – desaprendi a respirar, parecia que um milhão de moscas invadiam as minhas narinas e não deixavam o oxigênio passar. Eu não sabia lidar com sentimentos, quanto mais falar sobre eles. Era muito complicado pra mim e romper essa barreira estava me destruindo. Sentia como se eu tivesse que lutar contra um exército de traumas para poder chegar ali.
- Eu não sei falar sobre sentimentos, %Louise%. Eu não sei me expressar, ser um príncipe romântico, um gentleman que dá flores e recita poemas. Meu instrumento de trabalho é um machado, meu toque é pesado e meu jeito de ser é...
- %Fitzroy%, eu não quero você seja nada que não é. É desse jeito duro e bruto que eu... – ela olhou fundo nos meus olhos e senti minhas pupilas derreterem -... É assim que eu te amo. – %Louise% mordeu os lábios transmitindo nervosismo. Seu coração estava ali escancarado para mim e ela tinha medo de não ser correspondido. Mas mesmo assim, mesmo temendo que talvez eu a rejeitasse ou não a correspondesse, ela tinha dito. A garotinha de 17 anos que eu julgava ser irresponsável e fraca era mais corajosa que eu. Ela se jogou em toda porcaria por mim e para estar do meu lado sem relutar enquanto eu o tempo todo tentava controlar seus movimentos por medo, puro medo. Eu também precisava da mesma coragem, precisava enfrentar meus demônios e dar à %Louise% o mesmo que ela dava por mim.
- Eu também tenho amor por você e você sabe disso. – meu pulmão estava convulsionando e a porra do meu cérebro parecia chacoalhar sem parar no meu crânio – Eu tenho amor pelo seu rosto e por como ele fica brilhante e radiante perto de mim. – me virei de frente para ela e a comi inteira com meus olhos. Fui até sua franja e comecei a brincar com os fios de cabelo deixando o carinho atingir seu rosto. – Eu tenho amor por você ser tão tonta, eu tenho amor pela sua boca e pelo jeito que ela se morde quando você está nervosa ou pensando perversidades. – desci o dedo por seu rosto. %Louise% não conseguiu fechar os olhos e ficou prestando atenção em cada mísero detalhe do que eu fazia e dizia. – Tenho amor por esse seu pescoço e como ele se alonga quando você está quase gozando. Tenho amor pelos seus peitos, tenho amor pela sua barriga e o jeito que ela se contrai embaixo de mim. – minhas mãos desciam conforme eu falava. %Louise% ia pouco a pouco ficando mais tensa e com os músculos travados. – Eu tenho amor por esse jeito nervoso que você reage a mim. Tenho amor pelas suas coxas em volta das minhas e tenho amor por como você fica molhadinha por mim. – Ela arfou extremamente nervosa e os lábios se morderam assim como eu previa. – Eu nem preciso encostar lá para saber que você está pingando, %Louise%. Eu amo fazer isso com você e amo o jeito como você simplesmente me faz esquecer tudo. Eu amo ser seu e amo como você é minha. Mas meu jeito de amar é pesado. É assim que eu quero te amar, %Louise%. Quero te amar pesado, te amar selvagem. Eu quero te amar metendo fundo em você, te amar e te foder e te fazer gozar gritando meu nome. É assim que eu amo, minha putinha. – olhei para %Louise% e seus olhos marejavam. Não soube muito bem como reagir e fiquei levemente preocupado. Logo ela deu um jeito de se expressar. Foi com pressa e suas mãos apertaram meu rosto.
- %Fitzroy%, eu quero que você me rasgue. Me fode fundo, sem dó e não pare. Eu quero gozar em você e quero sentir sua porra escorrendo em mim, pelo amor de Deus, só faz isso e não precisa dizer mais nada.
Foi como se céu e inferno se mesclassem. Deus e diabo juntando forças para o Armaggedom. Meu cérebro não estava comandando mais meu corpo. Era um instinto sobrenatural e animal que guiava cada movimento do meu corpo em uma vontade súbita e doente de dilacerar o corpo de %Louise%. Foi o mais beijo mais ardente e descompassado que tinha dado em alguém. Comigo e %Louise% e não existia beijo harmonioso e cadenciado em alguma espécie de frequência perfeita. Era sempre assim, descompensado e desorganizado. Ela mordia minha língua enquanto ela lambia meus lábios e nossas mãos corriam para todo lado sem medo de nada.
Me deitei sobre ela forçando-nos a deitar na cama. A garota abriu as pernas dando espaço para que eu me encaixasse ali no meio. Sem tempo para preliminares, sem paciência para enrolações. Meu pau já latejava duro feito carvalho e eu fiz o favor de roçar ele por toda parte do corpo dela que eu pude. Queria que ela sentisse o quão excitado e cheio de tesão eu estava. %Louise% me queria daquele jeito, sem paciência e intenso. Selvagem e pesado. Eu seria exatamente assim.
Puxei a gola da sua camiseta de algodão e forcei o tecido. Ela rasgou de um jeito estranho, o tecido cedeu na parte dos peitos e antes mesmo de chegar no alto da sua barriga desviou para esquerda rasgando nas costas. Fiquei puto, o tecido me irritava e deixava a pele escondida. Acho que bufei alto demais. A camiseta dela começou a se desmanchar na minha mão, minha raiva fez com que os movimentos fossem imprecisos e pra cada lado que eu puxava a camisa só rasgava para direções diferentes. E o sutiã. Nunca o odiei tanto.
Puxei o bojo de qualquer jeito para baixo e um pedaço de do mamilo ficou de fora, não era o suficiente. Queria %Louise% inteira peladinha pra mim. A alça não iria rasgar e sair fácil. Minha brutalidade não estava sendo objetivo. Desisti de brigar com a roupa. Peguei %Louise% pelos ombros e a fiz virar. Ela ficou sem entender e sem saber o que fazer com o corpo. Usei minha força para fazer o que queria com seu corpo. A girei de qualquer jeito e ela ficou deitada de barriga para baixo na cama. Fui para seu quadril e a força a empinar a bunda. %Louise% ia ficar de quatro, mas não deixei. Queria só sua bunda arrebitada para cima.
- Não se mexa, me ouviu? – abaixei na altura do seu ouvido e comecei a sussurrar. – Se você se mexer juro que não te como. E eu sei que você quer meu caralho inteiro te arrombando, então simplesmente não se mexe.
%Louise% ficou quietinha, mas sua respiração era alta. Joguei minha camisa e camiseta para qualquer lado. Me ajoelhei na cama para poder tirar minha calça. Mas, daria muito trabalho. Só fiz questão de tirar o cinto e descer o zíper. %Louise% pareceu ficar curiosa e olhou para trás. Ela tinha o lábio superior mordido e os olhos vermelhos de tanta excitação. Desceu os olhos do meu rosto para meu pau e engoliu a saliva.
- Eu mandei não se mexer, %Louise%. – seus olhos voltaram para os meus e eu vi o medo neles. Ela estava temendo não ser fodida. Claro que eu não faria isso, óbvio que eu jamais a negaria algo que ela tanto queria assim como eu.
- %Fitzroy%...
- Calada. Quieta. Não abre a boca, não se mexe. Quer saber? – peguei o cinto com as duas mãos e o dobrei. Após isso apenas uma mão o segurava enquanto a outra recebia leves cintadas. – Você vai aprender a dizer o que eu falo. Olha pra frente, %Louise%. – seu rosto virou em câmera lenta. Ela sabia o que estava por vir. Empinou mais ainda a bunda e enfiou o rosto no travesseiro.
Olhei bem para suas nádegas e desejei enfiar a língua, mas me controlei. Levei o cinto alto e o desci de uma vez. %Louise% fez um movimento para frente respeitando a lei da inércia e voltou a posição inicial. Seu rosto levantou e olhou para mim de novo. Fazia aquilo porque queria mais, ela queria muito mais. Com ela me olhando eu desci mais uma. E mais outra. Sua bunda estava marcada e ela não parava de me olhar. Por mais que quisesse brincar daquilo para sempre, não tinha mais paciência. Precisava entrar nela.
Deixei o cinto de lado. Deixei meu corpo logo atrás do dela. Meu pau estava em riste apontado para cima. %Louise% voltou a olhar para frente. Mas, não. não seria do jeito que ela estava pensando.
- Eu disse que não iria te foder se você olhasse, então, vou ficar aqui parado e você faz o serviço. – ouvi uma respiração revoltada sair dela e ri. Era engraçado vê-la sem saco.
- %Fitzroy%!
- Não reclame, eu disse para não se mexer. – eu nem via seu rosto, mas sabia que estava revirando os olhos.
%Louise% resolveu agir. Sua bunda foi indo para trás de encontro com meu caralho. Quando suas nádegas encostaram-se a ele eu joguei a cabeça para trás. %Louise% tentava encaixar, mas não conseguia. Sua paciência se esgotava aos poucos e eu ficava cada vez mais louco e perturbado. Precisava de algo mais forte urgentemente. Fiz um favor para nós dois. A puxei pelo quadril. Eu podia ver sua entrada, toda molhada e excitada. Que fosse tudo a merda. Encaixei e meti. %Louise% arqueou a cabeça e jogou os cabelos para trás. Eles caíram na minha mão e eu fiz o favor de segurá-los com força para mim. Mas, eu ainda queria %Louise% no comando.
Só meti uma vez e o deixei lá dentro. Ela esperou alguns segundos parada e eu fiz nada. Absolutamente nada. %Louise% decidiu agir. Seu corpo fez o movimento contrário e saiu. Meu pau ficou fora do seu corpo até ela voltar. E foi assim, indo e vindo com o quadril. Muito devagar, com muita calma. Ela estava me testando, pois sabia que eu não aguentaria e meteria sem parar de uma vez só. Eu iria me segurar e me controlar. Queria ver até onde ela iria. Parece então que ela ficou se saco cheio. O quadril foi violentamente para trás fazendo com que meu caralho inteiro penetrasse sua bucetinha. Sem cerimônia nenhuma eu a rasguei. Ela gritou alto e eu tive que deixar seus cabelos para tapar sua boca. Não queria traumatizar %Gustav%.
- Quietinha, %Louise%.
- Não dá, %Fitzroy%. Não dá. – sua voz estava chorosa de um jeito sensual, desespero. Eu ficaria preocupado em outro dia qualquer, mas ali eu entendi o sinal como tesão.
Ela estava tão desesperada e extasiada. Eu não iria aguentar mais, queria foder %Louise% até o talo. Passei meus braços por sua cintura e alcancei sua barriga. A abracei e a puxei para cima. %Louise% não entendeu nada. Consegui fazer com que os dois ficassem de pé e sai dela para que ela ficasse de frente para mim. Joguei %Louise% contra a parede e nem dei tempo para que ela pensasse. Joguei meu corpo contra o dela e subi uma de suas pernas. A joguei contra meu quadril e abri espaço para meter. %Louise% ia gritar de novo e eu tapei sua boca. Nem falei mais nada, eu não queria falar, queria foder.
%Louise% tinha os olhos arregalados para mim e os gemidos insanos descompassados saíam pelos meus dedos. Ela respirava desesperada com dificuldade e uns grunhidos perturbados escapavam. Eu estava me controlando para não urrar alto, contraía meus músculos tentando manter tudo sobre controle. Era tremendamente doloroso. Soltei a boca de %Louise% e ela automaticamente procurou a minha. Tentamos nos beijar... Apenas tentamos, pois, fora impossível. Nós dois não conseguíamos respirar ou simplesmente se calar. Levei a mão livre para o pescoço de %Louise% e o apertei. Ela gemeu mais longa e profundamente mostrando aprovação. Tentei ir o mais fundo que podia, minhas pernas já reclamavam e meu gozo estava próximo.
- %Fitzroy%, %Fitzroy%, %Fitzroy%...
- Que foi, putinha?
- Vai... Eu vou gozar... Vai!
Estoquei.
Fodi.
Meti.
Comi.
Varei.
Arrombei.
%Louise% tremeu e fechou os olhos. Sua boca soltou sons que eu nunca havia ouvido. A respiração se desesperou mais e tornou ainda mais confusa. Seu corpo desmoronou no meu e ela me abraçou pelo pescoço sem forças. Continuei metendo até que minha porra escorreu. Grunhi sem medo. Foi mal %Gustav%.
Acabados e destruídos. Mesmo assim a peguei para mim e a coloquei na cama. %Louise% me chamou para um abraço e assim nós terminamos a noite. Dilacerados, gozados, abraçados e felizes.
xx
- %Fitzroy%, volta aqui.
- Não, você não vai me fazer mudar de história.
- %Fitzroy% eu vou tacar uma pedra na sua cabeça.
- Pode tacar. – a ignorei e segui caminhando em direção à porta da sua casa. Ela correu, me alcançou e me segurou pelo braço.
- Me diz mais uma vez a razão disso que você não me convenceu ainda.
- %Louise%. – me virei para ela e encarei sério – Eu não quero mais brincar de esconde-esconde. Não quero ter que enganar seus pais para poder te ver. A gente conversou, não conversou? Se for pra ficar junto que seja decentemente num relacionamento normal. E não discuta comigo.
- Mas %Fitzroy%, meus pais vão te matar e me matar depois.
- Não, não vão. E além do mais, tá vendo aquela casa ali? – apontei para minha antiga casa.
- O que tem?
- Sabe quem é dono dela?
- Não.
- Meu pai. Aquela casa é do meu pai, eu cresci naquela casa. E agora que Nikolai não mora mais na floresta eu resolvi voltar pra cidade e vou morar ali agora. – %Louise% ficou branca, depois vermelha, roxa e voltou a ficar branca. – Por isso eu vou conversar com seus pais sobre a gente e nada vai me impedir. Nem você, nem sua pedra.