Forest on Fire


Escrita porForlly
Revisada por Mariana


Chapter XV

Tempo estimado de leitura: 37 minutos

  Anos.
   Anos sem uma mulher gostosa e safada. Anos sem sexo selvagem. Renovado, eu era um %Carl% novo em folha.
   Era muito cedo, minhas meninas ainda dormiam. Sábado de manhã costumava ser um dia cheio no açougue. Minha sorte é que além de boa de cama, Ana era excelente com clientes. Eu mal consegui segurar o sorriso ao vê-la do meu lado me ajudando. Sem cara de nojo ao pegar uma peça de carne. Sem olhar frescurento ao empacotar peixe. Não podia ter pedido por algo melhor. A desgraçada da ex-esposa nem ao menos chegava na porta do estabelecimento. Finalmente uma vida feliz.
   Nós não estávamos em um relacionamento oficial. É como se fosse um acordo mútuo. Eu a queria e ela me queria. Uma combinação infalível naquele momento. Ana trazia adrenalina para minha vida.
   - Mal começou o expediente e seus olhinhos já estão pedindo arrego. – se aproximou de mim. Os cabelos ruivos me deixavam hipnotizado.
   - A noite não foi muito boa, você sabe. Eleanora passou a noite toda vomitando... mal dormi. – a mulher sabia como me desequilibrar. O sexo era selvagem, o boquete um primor, mas havia um bônus incrível. Ana se preocupava e cuidava das minhas duas filhas. Essa condição por vezes me excitava mais que vê-la de cinta-liga.
   - Eu sei, meu amor. Mas agora ela já está bem melhor.
   - Obrigado por ter me ajudado. Elas sentem falta de uma figura materna e eu não saberia ser tão sensível quanto você.
   - Não precisa me agradecer, seu boboca. Acho que você deveria descansar, já vendemos bastante. Por que não baixar as portas?
   - Não posso me dar esse luxo, Ana. – a ideia era tentadora. Eu fatalmente faria isso se minha digníssima ex-mulher não estivesse tentando me sugar de todas as maneiras.
   - Você está tão cansado, %Carl%. Precisa de uma injeção de ânimo. – algo no tom de Ana estava estranho, ela parecia querer passar uma mensagem subliminar.
   - Daqui algumas horas nós já podemos fechar e... – Ana tinha um dos lábios mordido. Raios, mulher, o que você quer aprontar.
   – Ana, no que você está pensando?
   - Nada demais, meu amor. Só um jeito de deixar seu dia de trabalho mais prazeroso. – por Deus. Meu cérebro não funcionava corretamente.
   - Ana... – não adiantou o aviso medroso. Ela pôs suas mãos em meu colarinho puxando-me para um afago.
   - Não tenha medo, meu açougueiro. Sei muito bem o que vou fazer. – sua boca estava próxima demais da minha. Impulsivamente procurei pela porta para certificar-me que não tínhamos clientes vendo a cena.
   - Sei que sou uma pessoa diferente agora. Mas sexo no balcão... Não me parece coerente. – meu comportamento não era digno de um homem e sim de uma franga, mas tomada as proporções, eu possuía certa razão.
   - Quem falou em sexo, %Carl%?
   - Não estou te entendendo, mulher. – aquele sorrisinho abusado estava de volta. Ela tramava algo realmente pervertido. Ao mesmo tempo em que daria um dedo para descobrir do que se tratava, me sentia meio arredio.
   - Confie em mim, %Carl%. Você não precisa fazer nada, o serviço é por minha conta. – eu iria responder. Eu iria dar um jeito de baixar as portas para que aquilo terminasse na cama. O problema é que não seria do meu jeito, seria do jeito dela.
   Um pequeno momento de distração da minha parte fora o suficiente. Ana já aparecia ajoelhada à minha frente com as mãozinhas abusadas em minhas coxas. Fui repreendê-la e levei azar. A mulher deu um tapa leve, porém dolorido, nas minhas bolas. Certo, não era uma opção teimar.
   Tudo teria que ser rápido e ela sabia disso. Abaixou meu zíper sem cerimônias e nem fez questão de me livrar das calças. Eu não estava totalmente duro. Ana faria com que esse pequeno problema fosse findado. Suas mãos atingiram meu pênis ainda semi flácido e soube o que fazer. A mágica movimentação de vai e vem já seria o suficiente, mas ela desejava por mais. A língua cheia de saliva mergulhou-se em meus testículos. Naquele momento eu percebi que se algum cliente chegasse... estaria na merda.
   - %Carl%, meu amor. Preciso que preste atenção na porta. Não pode deixar os clientes perceberem. – Ana deixou minhas bolas e eu quis repreendê-la por isso.
   - Mulher, você está brincando com a minha cara. – ela abriu aqueles dentes rindo da minha cara. Logo abaixou o rosto e passou a concentrar-se no meu pau. O ritmo estava cadenciado, levemente o tesão tomava conta de mim. Até o momento em que o sininho anunciou um cliente. Ana decidiu que seria mais divertido se aumentasse o ritmo. Daria em problema aquela porra. Ou melhor, daria em porra aquele problema.
   - Bom dia. – procurei pelo dono da voz. Assustei-me por um momento. O homem não era conhecido, com certeza, era algum forasteiro. O terno alinhado, os óculos de sol de marca e o cheio de perfume de alta classe realmente indicava que ele não era da área. O fator destoante era seu sotaque sueco. Um sotaque natural de um verdadeiro sueco.
   - Olá, bom dia. Em que posso ajudá-lo? – por aquele momento eu ainda podia controlar minha voz, não duraria muito.
   - Prazer, me chamo Dolph Lundgren, mas sinta-se à vontade para me chamar de Dolph. Gostaria de saber se você pode me ajudar com algumas informações. – seu sorriso era verdadeiro e os dentes realmente brancos. O homem de quase dois metros de altura e físico atlético me estendeu a mão em forma de educação. Eu teria estendido a minha sem parecer uma velho caquético e trêmulo se Ana não tivesse feito o favor de enfiar meu pinto inteiro na boca. – Você está bem? – seu olhar parecia preocupado e desconfiado.
   - Sim, perdão. Minha noite não foi das melhores. Mas diga-me, que informações precisa? – minha concentração se tornava cada vez mais ridícula. Ana acelerou o sexo oral em proporções muito perigosas. Naquele ritmo eu gozaria antes que o homem fosse embora.
   - Procuro por um homem de nome Nikolai. Você o conhece? – Nikolai? Ele procurava por Nikolai? O homem era um mistério até para mim que morava na cidade desde sempre, como raios ele descobrira Nikolai? E o que queria com ele? Teria pensado melhor se Ana não estivesse me masturbando enquanto mordia minhas coxas.
   - O nome não me é estranho. Mas não estou certo de se estamos pensando na mesma pessoa. Você poderia... porra! – estava difícil responder, agir, pensar e até respirar. O tal Dolph me encarou com um semblante estranhado tentando entender.
   - Tem certeza que está bem? – a resposta iria sair não fosse o ritmo frenético da masturbação de Ana misturado com lambidas e chupadas no meu saco. Eu iria esporrar em Ana nos próximos 10 segundos e seria impossível controlar o impulso. Dei um soco no balcão para não grunhir. O gigante loiro deu um passo para trás arredio. Seu olhar de preocupação e estranheza tornou-se safado quando Ana emergiu limpando a boca.
   - Bom dia. – Ana pareceu gostar da brincadeirinha. Sorriu para o homem e sumiu indo até a saída de trás.
   - Vejo que tudo estava realmente muito bem. – seu tom era sarcástico.
   - Foi mal por isso. Tentei convencê-la do contrário, mas convenhamos, não dá para negar quando é a cabeça de baixo que começa a pensar. – me sentia envergonhado, embaraçado e extremamente satisfeito. Ana estava certa, gozar havia me feito bem.
   - Não estou aqui para lhe julgar, meu querido...
   - %Carl%. %Carl% %Lindemann%.
   - Certo, %Carl%. Quanto à pergunta anterior, não conheço o homem muito bem. Estou aqui à negócios e necessito falar com ele. Quanto ao pequeno serviço aí embaixo, não se preocupe. Já passei por isso. – ele escondia detalhes. Se Nikolai estava ali escondido não seria burro para entregar seu esconderijo.
   - Sinto muito, realmente não posso ajudá-lo. A cidade é pequena e moro aqui desde sempre, se houvesse um Nikolai eu o conheceria. – mentir era a melhor opção.
   - Tudo bem. Imaginei que seria uma tarefa difícil. Muito obrigado por seu tempo e boa sorte com a moça abusada. – nos despedimos e o vi entrar em seu carro. Minha cabeça ficou queimando tentando entender. Teria que fazer uma visita na floresta para enturmar o restante da galera sobre a conversa. Teria.
   Quando olhei novamente para a porta vi meus dois belos moços, %Gustav% e %Fitzroy%.
   - Bom dia, meu lindo. – %Fitzroy% jogou algumas sacolas no balcão.
   - A que devo essa honra?
   - Nós viemos amar nosso açougueiro, oras. – o lenhador tinha um jeito muito fingido de falar quando queria.
   - Não é bem assim, %Carl%. – %Gustav% logo rompeu colocando mais pacotes no balcão.
   - Eu sei que não, %Moore%. Esse aqui não faz essas coisas do nada. – sabia que %Fitzroy% gostava realmente de mim e que éramos como irmãos, mas também sabia que não era de seu costume desmanchar-se em amor.
   - Assim você realmente me ofende. Não seja ingrato.
   - Então me conte o real motivo. Vamos lá, quero ver. – minha experiência me dizia que não era simplesmente... carinho.
   - %Gustav% e eu decidimos vir até aqui, tomar café da manhã com você. Não é fofo?
   - Não seja audacioso, lenhador de uma figa...
   - A real é o seguinte. Como a casa dos pobres está fechada não tem ninguém pra usufruir da comida. Algumas coisas iriam estragar e a gente decidiu vir partilhar com você. Fizemos mal?
   - Não, %Gustav%, você nunca faz mal. É esse peste dos infernos que não presta. – apontei o dedo para %Fitzroy% que se fazia de ofendido. - Você é fingido demais.
   - Nos lembramos de vocês, não é o suficiente? – o bico que %Fitzroy% não combinava com o tamanho dele. Cerrei meus olhos para ele e discretamente procurei pela sacola que emanava cheio de bolo de laranja. – E antes que eu me esqueça. Aconteceu algo estranho hoje, precisamos nos reunir pra conversar. A coisa é séria.

xx

  %Gustav% e eu saímos do açougue de pandu cheio. Depois de %Carl% muito fazer drama pela nossa “falta de consideração”, todos enchemos a barriga de pão, bolo e outras guloseimas saborosas.
   %Carl% ficou por lá ainda atendendo algumas pessoas. Ao sair tentava consolar meu amigo padre que lamuriava o fim da sua casa dos pobres. Realmente era uma derrota que deveríamos superar, mas que doía. Um ataque tão sujo, completamente fora do planejado que foi de uma selvageria e crueldade sem tamanho. Nenhuma das vítimas merecia. %Gustav% também não.
   O sol queimava minhas vistas. Por um momento eu imaginei fantasiar uma miragem visual. Mas não, era real. Um homem um pouco mais baixo que eu descia o caminho da Igreja. Seu vestuário era diferente assim como seu caminhar. A batina preta de botões vermelhos não era uma paisagem normal.
   - %Gustav%, quem raios é aquele? – apontei em discrição com o dedo. Nunca tinha visto o homem.
   - Ah %Fitzroy%, se você soubesse ... – a fala de %Moore% carregou-se daquele tom safado que só ele sabia fazer.
   - Não me diga que é quem estou pensando. – %Louise% tinha pegado um cardeal, não? Um homem novo na cidade... mas claro, só poderia ser o infeliz. Queria olhar bem na fuça dele e analisar. No universo paralelo da minha mente eu meteria fundo uma bala no pinto dele.
   - É exatamente ele. Está a fim de dar uma encarada no sujeito? – eu sabia que %Gustav% desejava atear fogo na situação.
   - %Gustav% %Moore%, %Gustav% %Moore%. Não incite algo que você não vai dar conta depois.
   - Acho que você não tem mais escapatória. Ele vem vindo para cá. – quando mirei novamente o horizonte o vi mais próximo. Seus passos caminhavam para a nossa direção. Que belezinha. Já que era pra ser, que fosse. Quando tive visão para ver seus traços de perto comecei o julgamento. Ele parecia ser uns 10 anos mais novo que eu. Os cabelos castanhos eram ondulados e na altura do ombro. A pele um pouco mais queimada e um sorrisinho... sujo. O infeliz era gringo, seu rebolado era cheio de um molejo não sueco. Ele não possui músculos como eu, seu tipo era mais franzino, contudo o cara tinha um certo charme. Talvez seu trunfo fosse a lábia.
   - %Gustav%. Que felicidade te encontrar, estamos sentindo sua falta. – o tal abraçou %Gustav% em empolgação que retribuiu o mesmo gesto.
   - Chielline, vocês me tiraram da Igreja e nem ao menos me procuraram, acho que isso não é sinônimo de saudade. – era pra ter sido brincadeira, mas eu percebia a alfinetada subentendida ali.
   - Não seja por isso, meu caro. Eu tenho uma proposta para você. – Chielline, que pelo sobrenome deveria ser italiano, notou minha presença e sorriu gentilmente. – Perdão pela minha falta de educação, me empolguei com o padre. Giorgio Chielline, ao seu dispor. – sua mão estendeu-se na minha direção. Fiz questão de dar um aperto mais forte que o normal para demarcar o território. Percebi sua cara de desconforto e um breve sorriso surgiu em mim.
   - Oh! Seu amigo é forte, %Moore%. – %Gustav% riu percebendo que havia sido de propósito.
   - Esse é %Fitzroy%, Giorgio. Amigo meu que está me abrigando nesses dias. Mas então diga, que proposta é essa?
   - Olha, nós não esperamos que você queira voltar a morar na Igreja. Sei como são essas coisas, apesar de que o bispo está realmente chateado com a sua ausência. Enfim, apesar de tudo eu, Armand e o bispo pensamos em rezar uma missa em homenagem aos mortos e... Bem, você é o mais indicado para isso. – %Gustav% recuou. Deu um passo para trás meio... confuso.
   - Chielline, uma missa à essa altura? Agora que a ferida está cicatrizando. Eu? Não sei.
   - Você é a referência dos que restaram e é querido por todos. E só você sabe a dor de ter perdido o que perdeu. É só uma proposta, você não é obrigado a aceitar.
   - Ei, vai te fazer bem. – aproximei-me de %Moore% e o abracei pelos ombros. O Cardeal safado tinha uma boa proposta, %Gustav% era realmente o mais indicado.
   - Pode ser hoje? Se eu tiver que pensar por mais tempo é provável que desista.
   - Sem problema algum, %Gustav%. Fico feliz que tenha aceitado. Se permite, tenho alguns problemas a resolver. Tudo estará pronto para você, é muito bom tê-lo de volta. – o tal Giorgio ria, seu sorriso iluminava mais que o sol. Quanto fogo. Sujeitinho abusado.
   - Viu, meu chuchu, o dia também pode ter felicidades.
   - Eu sei bem por que você acha que foi boa ideia. %Carl% tem razão, você é muito fingido. – poderia ter um motivo a mais, %Louise% poderia estar envolvida, só poderia.
   - Você realmente sabe me ler, padre.
   - Sim, eu sei. Você me quer perto da Igreja, perto de Chielline para saber se ele e %Louise% tiveram ou terão algo mais. Você não presta.
   - Pense nisso como um acordo bom para ambas as partes. Você reza sua missa e eu fico de olho na garota. Não há mal tão grande nisso, há? – %Gustav% me encarava com os olhos cerrados. Ele desaprovava totalmente a minha conduta.
   - Vamos pro seu muquifo logo, preciso preparar alguma coisa para a missa.

x

  Pai do céu, como eu estava com fome. Com a viagem dos meus pais acabei triplicando o tempo que passava na Igreja. Infelizmente, %Gustav% não estava por lá e graças à isso acabei por me tornar subordinado do bispo. Descobri então que a Igreja encontrava-se em uma espécie de caos. Na brincadeira eu finalmente entendi o princípio físico da entropia: todo sistema tende ao caos.
   Por mais que eu arquivasse os documentos, organizasse os objetos e arrumasse qualquer coisa que necessitasse... tudo aparecia fora do lugar logo depois. Pelos céus, eu precisava de 50 quilos de batata.
   - Encontrou os documentos que Armand te pediu, jovem?
   - Sim, entreguei para ele pela manhã. – nem ao menos olhei para quem falava comigo. Estava concentrado demais nas minhas tarefas.
   - Manterfos, acho que trabalhou bastante por hoje. – Derek, o bispo, me olhou sorridente. Acho que ao notar minha testa ensopada, minhas mãos sujas e a minha respiração descompassada ele percebeu que eu precisava de descanso.
   - Bispo, achei que nunca diria isso. Estou morto.
   - Você pode ir se quiser. Mas acabei de receber uma notícia que talvez faça com que fique. – rolaria uma orgia na Igreja ou o bispo armava uma para o meu lado?
   - Fale mais à respeito, por favor. – cruzei meus braços esperando pela proposta.
   - %Gustav% irá rezar a missa hoje. Você é o coroinha predileto dele, acho que ele ficaria feliz com sua presença depois de todos esses dias.
   - %Gustav%? Ele está de volta? O senhor tem certeza? – como eu sentia saudades daquele padre. Ele era o único. Insubstituivelmente insubstituível. Havia tantas novidades que eu queria contar para ele, conselhos que gostaria de pedir. Ele sempre me ouvia. Sem julgamentos, sem sermões.
   - É isso mesmo. Chielline disse que ele aceitou a proposta de rezar a missa hoje, não sei se ele vai voltar a ficar por aqui, mas... se você realmente sente falta dele, seria bom ajudar, não? Quem sabe nós conseguimos convencê-lo?
   - Eu topo. Eu fico. Só preciso tomar um banho antes da missa. – meus dentes estavam todos para fora. Era uma excelente notícia. Faria aquele esforço pelo padre %Gustav%.
   - O banheiro que você costuma usar está desativado. Pode usar o do quarto de %Gustav%. O que você precisa está por lá. Tente descansar um pouco, ainda temos algum tempo.
   Derek saiu e rapidamente finalizei o que estava em minhas mãos. A empolgação mascarou meu cansaço.
   A água quente caía com total pressão do chuveiro. Algo descomunal, se existia uma coisa no mundo que me descansava era um bom e demorado banho fervente. Me despi de todas as roupas e quando encostei meus pés no chão do boxe percebi que estava sem toalha. Que maravilha.
   Saí tremendo de frio. Mesmo com todas as janelas fechadas e com o aquecedor a temperatura parecia mínima. Claro, o fato de eu estar com meu pau balançando e com os testículos desprotegidos contribuíam para essa sensação. Comecei a procurar pelo guarda roupas e... nada. Gavetas, armários, baú... Nenhuma toalha. Ótimo.
   Cheguei próximo à porta e coloquei meu ouvido na madeira. Nenhum sinal de gente no corredor. Não parecia muito esperto da minha parte sair pelado no corredor, mas a lavanderia não ficava longe dali. Eu também tinha quase certeza de que não encontraria ninguém, pelo horário todos estariam em qualquer lugar menos ali.
   Assim que saí do quarto comecei a correr me escondendo em lugares estratégicos pelo caminho. Se alguém me encontrasse daquele jeito a vergonha seria máxima. Eu seria punido, afastado e claro, seria uma grande alvo de zoeira por parte dos meus queridos amigos.
   Como um raio de luz, entrei na lavanderia e peguei a primeira toalha que vi. Percebi pouco tempo depois que havia pegado um toalha de rosto. Xinguei mentalmente, porém, não me dei o direito de voltar atrás. Não me arriscaria mais. Coloquei me novamente no corredor prontamente para voltar ao quarto. Eu voltaria senão tivesse ouvido vozes.
   Dois homens conversavam. Em desespero me enfiei atrás de uma cômoda que estava por lá. Comecei a rezar todo o tipo de prece que conhecia. Se Deus me poupasse daquela eu iria fazer novena com toda a certeza.
   Os passos ficaram mais próximos e as vozes conhecidas. Eram Armand e Chielline. Eles riam e pareciam conversar sobre alguma besteira. Eles passariam por ali entrando em seus quartos e eu voltaria em paz para meu banho. Infelizmente, algo desviou a atenção deles.
   - Isso é barulho de chuveiro?
   - Sim. Parece vir do quarto de %Gustav%. Ele já chegou? Nem o vi passar.
   - Acho que a proposta o deixou feliz. Bom trabalho, Chiello. Sem você meu plano nunca daria certo. – plano? %Gustav% voltar para a Igreja fazia parte de um plano?
   - Se ele ficou feliz em voltar, eu fico mais ainda. – Armand soltou uma risada sinistra e Chielline acompanhava seu ritmo de maneira mais leve – Preciso que prepare tudo rápido antes que os coroinhas cheguem. E fique de olho pra que ninguém coloque a mão no cálice, se alguém beber no lugar de %Moore% eu não posso pensar nas consequências.
   - Armand, Armand. Acho que está metendo os pés pelas mãos. Manterfos deu a planta na sua mão, %Gustav% está longe. Por que eliminá-lo?
   - Porque o padre é realmente extremamente inteligente e perceberá em breve, se já não percebeu, nossas movimentações por aqui. É melhor cortar o mal pela raiz. – tive que tapar minha boca para que o som da revolta e do medo não ecoasse. Os filhos da puta... %Gustav% havia me alertado sobre Armand. Nunca poderia imaginar que a situação era mais grave do que eu imaginava. Eles planejavam matar %Gustav%, iriam assassiná-lo. Tirá-lo do caminho para realizar algo ainda pior. Enquanto eu sentia meu coração palpitar e minha alma se revirar comecei a pensar em algo. Não poderia deixar uma coisa dessas acontecer. Se %Moore% morresse eu nunca me perdoaria e seria incapaz de carregar sob minhas costas o fardo de ter sabido de tudo e não ter feito nada.
   - Vá, Chiello, antes que ele saia do banho. Seja rápido. A cantarella está você sabe onde. – ouvi os passos que deveriam ser de Armand se distanciando. Chielline ainda estava ali tamborilando o dedo em suas coxas. Seu corpo passou a movimentar-se e ele cruzou a cômoda que me escondia. Num impulso eu o segui. Vi Giorgio entrar, tirar uma chave do bolso e abrir um antigo armário velho. De lá ele tirou um saquinho feito de tecido e colocou em seu bolso. Continuei a perseguição e o vi entrar na sala de preparação. Era ali que reuníamos antes da missa, que preparávamos o vinho, as hóstias e todas as outras coisas. Suas mãos ligeiras alcançaram a garrafa de vinho canônico. Sua boca foi de encontro ao gargalo e se deliciou em um fervoroso gole. Posteriormente colocou a quantidade necessária na taça de ouro que %Gustav% usaria na missa. Logo tirou o mesmo saquinho de seu bolso e o abriu. O cardeal jogou um pouco do pó dentro do mesmo e misturou com o próprio dedo. A porra do frio estava cortando minha bunda. Eu sentia meu ânus piscando e o medo tomando conta da minha cabeça, mas eu precisava ver. Chielline terminou o serviço e aprontou-se para sair. Corri como um desesperado, cruzei o corredor e finalmente voltei para o quarto com a toalha de rosto em mãos. O cômodo estava cheio de fumaça, meu coração acelerado, meus olhos em fervor. Corri para o chuveiro me entregando à agua. Iria armar um plano, iria fazer algo. As coisas não poderiam seguir àquele rumo. O futuro de %Gustav% estava em minhas mãos.

x

  Daquela vez eu tive que negar. %Gustav% insistiu para que eu fosse à missa, mas eu preferi não ir. Estava tão cansado, cheio de preguiça. Há dia não ficava sozinho na minha bela residência. Não que %Moore% me atrapalhasse ou fosse má companhia. Eu só senti falta de alguns momentos de solidão e aquele pelo andar da carruagem seria o único da semana.
   De cueca no sofá. Frango frito no colo. Cerveja do lado. Esportes na televisão. Pra quê mais que isso?

Daí o telefone tocou

  Bufei alto. Xinguei a mãe de todo mundo. Qual era a porra do problema? Quais pecados resolveram me por pra pagar? Do nada minha vida se transformou em uma pirofagia maluca. Nada saía como o planejado. Era gente saindo de todo lado para me tirar da minha paz.
   Levantei muito à contra gosto e fui até o quarto. Repassei um mantra de benevolência na minha mente para evitar problemas com grosseria desnecessária.
   - Alô. – voz ríspida, séria e fria.
   - %Fitzroy%? Graças a Deus. Me perdoe por te ligar à essa hora, mas eu preciso muito da sua ajuda.
   - Wilda? – meus sentido estavam me enganando ou era a governanta dos %Martins% que estava me ligando pedindo ajuda?
   - Sim, sou eu. Mil perdões. Theodor e Irina e saíram. A menina %Louise% foi tomar banho quarto dos pais e não sei como o encanamento do banheiro estourou. Vazou água pra todo lado e nós não conseguíamos desligar o relógio. Tive que desligar a água da casa toda. Você pode nos ajudar, por favor? – cocei a cabeça com força demais. Alguns fios de cabelo saíram grudados nos meus dedos. Eu mesmo tinha passado meu telefone para ela. Por causa de quem? Sim, da menina irresponsável.
   - Tudo bem, Wilda, não precisa se desculpar. Vou trocar de roupa e já chego aí.
   - Muito obrigada, %Fitzroy%, te aguardo com a porta aberta. Assim que chegar é só entrar.
   Peguei um treco qualquer no quarto e vesti. Fui por todo o caminho maldizendo a vida. Onde eu tinha me enfiado? Primeiro meu pinto me traiu, depois meu cérebro e agora era outro órgão. Aquele que bombeia o sangue, sabem? Mal conseguia pensar nisso sem estremecer por inteiro.
   %Fitzroy% ama os amigos, ama a família, a natureza e carne. %Fitzroy% não ama mulheres, muito menos adolescentes. Quantas vezes eu teria que insistir na ideia para que ela finalmente se tornasse verdade?
   %Louise% era mais que um furacão. Um furacão é destrutivo, impiedoso. Por onde ele passa traz o caos, a destruição, a dor. A garota era diferente, ela não estava de passagem. Era um fenômeno destrutivo contínuo. Estava sempre ali, presente o tempo todo.
   E eu sentia falta dela. Depois de mais de 20 anos eu nutria mais que tesão por uma mulher. Sabia do tamanho do perigo, do tamanho do empecilho. Era uma relação perigosa, extremamente explosiva. A garotinha e o cara mais velho. É poético, não é?
   É cinematográfico. As pessoas veem e se derretem. É o resultado amor impossível, do envolvimento perigoso. Seria assim tão bonito e vívido na vida real?

Muito obrigada, %Fitzroy%, te aguardo com a porta aberta. Assim que chegar é só entrar.

  Era só entrar, não? Era.
   - %Fitzroy%, graças a Deus. – Wilda estava ensopada. Ela tinha um semblante preocupado, cansado. Só um cano havia estourado ou algo pior havia acontecido?
   - Wilda, você está bem? Sua expressão está me dando medo.
   - %Fitzroy%, a gente tem que arrumar isso antes deles chegarem. – ela parecia até tremer ou era impressão minha?
   - O que houve? Não foi só o encanamento?
   - Foi. Mas foi o encanamento do quarto dos patrões. Theodor não se importa, mas Irina não vai gostar nada da história. Eu disse à ela que não era uma boa ideia. Mas também, quem iria prever que uma coisa dessas podia acontecer? – como sempre. Tão previsível, %Louise% estava sempre por trás dos problemas com suas irresponsabilidades.
   - A mãe vai destroçar a filha por causa de uma banheira?
   - Com a água voando pra todo lado as perfumarias dela foram parar no chão. Quebrou-se quase tudo. Molhou-se os roupões dela e todas essas coisas. Irina é um doce, mas ela tem um ciúmes louco pelas coisas dela. %Fitzroy%, e se ela decide descontar de mim? Vou ter que trabalhar a vida toda graça. E ainda minha preocupação maior não é essa. %Louise% se ensopou inteira, ela pode pegar um resfriado, quem sabe uma pneumonia. E eu não suporto quando a mãe briga com ela, os conflitos são sempre intensos e %Louise% sai sempre chorando e destroçada das brigas. – Wilda parou por um momento e respirou fundo – Não quero que sobre pra menina %Louise%. – a mulher era um poço de carinho e mel. A senhora mais querida que eu tive o prazer de conhecer. Sua preocupação com %Louise% era mais que maternal.
   - Não vai acontecer nada. Se a Irina surtar tenho certeza que Theodor vai interferir resolvendo o problema. Mas vamos ao que interessa. Se o registro ficar muito tempo desligado vai dar problema na pressão da água. Trouxe umas ferramentas comigo, vou subir lá e ver o que faço. – Wilda concordou e saiu.
   Subi as escadas já cansado antes mesmo de começar qualquer trabalho. Passei pelo quarto e entrei no banheiro. Queria que minha visão estivesse equivocada. %Louise% estava sentada na beirada da banheira circular de mármore branco. Suas coxas estavam de fora e sua bocetinha não entrou no meu campo de visão porque estava coberta por uma calcinha branca. Os cabelos desengonçados, jogados de qualquer jeito em seu rosto repletos de água. Os mamilos marcados na camiseta preta e o desgosto em seu semblante. Eu já podia sentir meu pau reagindo àquela cena.
   - Parabéns, garota, sempre se superando.
   - Não acredito. Pedi, implorei pra Wilda não te ligar e veja só. – %Louise% levantou nervosa, parou à minha frente me encarando de cara feia.
   - E posso saber a razão pela qual a mocinha não queria minha presença?
   - A razão pela qual eu não queria sua presença era exatamente essa. – abriu os braços apontando para mim de forma escandalosa. – Você. Você não é capaz de vir e arrumar o negócio sem me dar bronca. Já não basta o tanto que eu vou ouvir da minha mãe. – parei para pensar um minuto e percebi que a crítica era válida. Eu sempre pegava demais no pé dela, não? A menina tinha 17 anos e eu queria que ela se comportasse como adulta. Apesar de tudo ela ainda era uma adolescente como eu já tinha sido uma vez na vida.
   - Foi mal, não quero te dar bronca nenhuma. Wilda me ligou porque confia em mim. Vou resolver isso aqui e ir embora, ok? – tentei ser o mais polido possível.
   - Tudo bem. O registro é aquele ali, vai na fé. – %Louise% deixou o banheiro e eu me vi sozinho.
   O problema demorou para ser resolvido. Pelo menos, por alguma intervenção divina não foi necessário esperar até a segunda-feira para que se comprasse alguma peça. Consegui resolver o vazamento. Wilda limpou o banheiro em desespero. Mesmo comigo e %Louise% insistindo para que ela se acalmasse e diminuísse o ritmo, a governanta continuou à todo vapor.
   Quanto tudo terminou e se solucionou, me vi perdido. Wilda abandonou-nos indo tomar banho. Minha mochila estava devidamente fechada com as ferramentas dentro. Pelo calor e suor tive de tirar a camisa ficando apenas de regata. %Louise% queria me dar tchau, só não conseguia. Seu olhinhos ficavam encarando meus braços.
   - Você gosta deles, né? – inflava meu ego e eu não tinha nada contra isso.
   - Deles o quê? – a expressão dela mostrava que o olhar não era exatamente intencional, funcionava como algo mais... instintivo.
   - Dos meus músculos, %Louise%. – ela riu tímida. Concordou vergonhosamente com a cabeça. Me aproximei dela e a abracei. Fora quase fatal. Aquele formigamento estranho, uma sensação doentia. Sentia os bicos de seus peitos roçando meu abdômen. Não importei com o fato dela me molhar, o movimento era confortavelmente gostoso. – Mesmo quando não quero eu tenho que cuidar de você. Estou começando a gostar, sabia?
   - Juro que não queria te dar tanto trabalho. Por isso pedi pra que ela não ligasse para você, mas a velha é teimosa.
   - Ei, não fala dela desse jeito. Wilda te ama e vive querendo te proteger. Tudo que ela faz é pro seu bem, não ouse fazer desdém.
   - Tudo bem, eu sei. Mas, caramba... É complicado. Agora você está aqui com esse braço musculoso na minha cara, eu quase pelada. A gente sabe onde isso vai parar, não sabe? – olhei para ela meio assustado. Era um convite quase que extremamente direto para sexo. De algum modo eu sabia que ir até lá não era só sobre o encanamento. Uma parte de mim esperava e iria atrás de algo a mais.
   - Onde isso parar, %Louise%? – meu olhar começava a incorporar um aspecto tarado. Nunca deixaria de ser prazeroso ouvi-la dizer o que eu queria ouvir.
   - Você sabe. – a garota mordeu os lábios se afastando de mim. Seu corpo caminhava de marcha ré indo em direção à cama dos pais dela.
   - %Louise%... não me provoque.
   - Provoco sim. Ninguém mandou vir até aqui. – ela sentou-se na cama. Eu estava ali feito uma toupeira estática observando cada mínimo movimento. A menina sapeca escorregou indo para trás da cama. Seus olhos nunca deixaram de acompanhar minha expressão cada vez mais fogosa. A garota abriu as pernas se insinuando. Os dedos correram suas coxas vagarosamente, subindo pela virilha e brincando por ali. Ela me lançou um beijinho antes de passar os dedinhos safados pelo volume da sua vagina. Eu mal conseguia piscar.
   Procurei a porta com o olhar. Era como se seus pais fossem chegar a qualquer momento. Se alguém me pegasse naquela situação, com certeza morreria na cadeia.
   - O que aconteceu com a banheira não serviu de lição? – queria evitar olhá-la, só que não conseguia. Era impossível evitar.
   - Não, não foi. Sabe por quê? – as mãos largaram sua vagina por um momento e foram para sua camiseta. A garota se ajoelhou na cama enquanto tirava a peça. O tecido preto foi para no chão. Meu coração também. Travei as mãos, tentei de todas as formas fincar meus pés no chão. Fechei meus olhos, mas nada adiantou. A visão dos peitos durinhos e empinados continuava na minha cabeça. – Porque eu sou irresponsável, %Fitzroy%. Não é isso que sou? A garotinha problema?
   - %Louise%... – eu deveria dar uma bronca. Encerrar a brincadeira ali. Literalmente parar com a putaria e dar um basta. Mas quem disse que eu conseguia? Estava feito um tapado sem conseguir elaborar uma frase que fizesse sentido. As únicas coisas que minhas cordas vocais produziam eram o nome dela em sinal de aviso. E apenas isso.
   - Pois eu vou te dar um problema. Um bem duro, grosso e grande. – Desisti de não ceder à tentação. Eu queria pegar aquela menina e meter. Meter, foder, arrombar, socar, esporrar. Tudo esses caralho até ela ficar sem voz de tanto gemer.
   Não custava esperar um pouco. %Louise% tinha um showzinho para mim, não seria polido dispensar.
   Ela beliscou seu próprio mamilo. Mais de uma vez.
   Arreganhou mais ainda suas pernas.
   Com a mão livre puxou a calcinha para o lado.
   Esfregou os próprios pelos e soltou um leve gemido.
   Me olhou safada mordendo os lábios.
   Separou os grandes lábios se abrindo pra mim.
   Molhou os dedinhos com o próprio caldo e os lambeu.
   Voltou com a mãozinha infernal e massageou seu grelinho.
   Se masturbava olhando diretamente para a minha cara.
   A outra mão que apertava aquele mamilo petrificado foi para sua boca.
   Lambeu o próprio dedo e o chupou como se fosse meu pau.
   Desceu pela barriguinha, brincou na virilha.
   Daí ela meteu ele lá dentro, bem fundo, bem gostoso...
   Vá á merda essa porra.
   Voei pra cima daquela abusada. Tirei o dedo que ela metia em si e trouxe pra mim. Pra minha boca. Senti o gosto dela na minha língua. Meu paladar interpretou o gesto como puro tesão.
   - Você é uma safadinha sem vergonha na cara mesmo, né? – a puxei pelos cabelos e trouxe pra perto da mim. Aquela boquinha abusada me enlouquecia. Aquele corpinho gostoso me tirava do sério.
   - Eu sou a sua safadinha sem vergonha na cara, %Fitzroy%. – ouvir aquilo fora como levar um tiro. Todo o meu organismo entrou em choque. A pulsação ficou acelerada, a respiração fora do compasso, o cérebro atrofiado e... puta merda.
   Apertei mais ainda meu toque. Ela soltava os grunhidos mais manhosos que havia ouvido. Livrei uma mão para enfiar em seu peito. Grudei aquela porra no meu dedo e apertei. Foi aí que o grunhido virou um gemido pesado. Soltei o seio e subi a mão pelo pescoço. Passeie por ali com a mão apertando de leve. Movi para seu rosto e delineei aquela boca. Aqueles lábios apetitosos que ficavam ainda mais deliciosos engolindo a minha porra.
   - Como eu quero te foder, %Louise%.
   - Não estou com paciência pra esperar, lenhador safado. A gente não tem tempo e minha bocetinha vai explodir... vem aqui logo. – fora ela que me puxou pro beijo.
   Se é que podemos chamar aquela beijo. Nós nos comíamos pela boca. %Louise% quase arrancou me lábio interno fora. Com o peso de seu corpo ela me jogou pra trás vindo por cima de mim. Logo que pude agarrei seu quadril e forcei o contato que tanto queríamos. Aquela boceta molhada e gostosa se esfregando no meu pau.
   %Louise% rebolava em mim. Sem pudor alguém. Quando eu pensei que tudo não pudesse melhorar... engano o meu.
   - Põe esse caralho pra fora, %Fitzroy%.
   - Que bicho te mordeu, menina? – eu ria. Ria em nervosismo e excitação. %Louise% não costumava ser assim. Vê-la dominante por um momento me deixou cabreiro. Mas logo depois vi a mudança como algo positivo e realmente excitante.
   - O bicho do tesão. Falei que estou sem paciência hoje. Vão brigar demais comigo, preciso relaxar.
   - Tudo bem, hoje eu deixo você mandar. – %Louise% me beijou carinhosamente antes de se transformar em uma maluca excitada.
   Tirou minha regata de qualquer jeito. Mordeu meu abdômen arrancando grunhidos animalescos de mim. Volta e meia ela me encarava de forma insana. Começava a entender o motivo para eu ter me envolvido com aquela garotinha. Ela era uma combinação de coisas que me faziam feliz.
   %Louise% rodou seu corpo ficando de costas para mim. Se sentou sobre a minha barriga e buscou meu zíper. Três segundos foram o suficiente para ela tirar minha calça, enfiar a mão dentro da cueca e arranhar minhas bolas. Seu toque era tão violento que por um momento eu senti medo. Temor que não muito depois fora embora. Estava possuído por um tesão filho da puta.
   Então ela empinou aquela bunda. Pude ver como ela estava molhada, toda melada. O cuzinho piscava quase me fazendo cometer uma loucura. Eu ia me levantar pra passar uma lambida naquela porra deliciosa... Ia. %Louise% foi mais rápida.
   Seu corpo pairou sobre o meu. A boceta bem acima do meu membro. %Louise% abriu sua entrada com os dedos procurando espaço e desceu. De uma vez só, sem esperar, sem paciência. Foi fundo. Ela gritou. Eu urrei.
   Não fez cerimônia nenhuma em seu rebolado. Foi rápido, acelerado. Ela inclinou a cabeça para frente me dando plena visão da sua parte traseira. Dei um tapa dolorido em sua bunda. Aquilo só a fez gemer mais, descer e subir mais rápido. Ajudei-a no movimento intensificando as estocadas.
   Fiquei em uma condição desesperada de excitação. Completamente fora da razão. Levantei o tronco e impulsivamente a puxei pela cintura para trás. %Louise% se assustou e preparou-se para reclamar. Não deu tempo. Minhas coxas, minhas bolas batendo nas nádegas dela formavam a nova oitava sinfonia. Mordi a pele de suas costas como se fosse arrancar fora.
   - Vai, %Louise%, geme pra mim nesse caralho. – ela me obedeceu. Nunca vi a menina gritar, grunhir tanto como naquele dia.
   - %Fitzroy%...
   - Que foi, putinha?
   - Vai mais rápido... eu vou gozar... – se era possível ir com mais força? Era. Meu quadril estava quase se descolando. A qualquer minuto os ossos iriam se descolar e se desmontar. Mas antes que isso acontecesse eu iria fazê-la gozar.
   E eu fiz. %Louise% travou o corpo por um momento e logo depois explodiu. Ela perdeu o apoio do corpo e eu a segurei para mim. A garota caiu deitada sobre o meu tronco. Procurei seu grelo e intensifiquei mais ainda. Ela perdeu as forças até para gritar. Logo chegara a minha vez de perder as forças. Esporrei dentro dela e senti o gozo escorrer por seu interior e cair na minha virilha.
   - Você é um gostoso, sabia?
   - Não mais que você, sua danadinha. – %Louise% riu pedindo ajuda para se levantar. Procurou por suas roupas e as vestiu, fiz o mesmo e de repente estávamos nós dois, frente a frente depois de trepar na cama dos pais dela. – Transamos na cama dos seus pais. A bronca pelo banheiro vai sair barata.
   - Eu sei, mas vai valer cada minuto da briga. – a abracei impulsivamente. Ultimamente aquilo andava acontecendo, estava dando vasão aos meus sentimentos, me entregando. Naquele momento eu decidi não pensar muito à respeito ou era capaz de ficar louco. - É hora de ir, vê se não apronta mais nada, ok?
   - Pode deixar. – nos soltamos do abraço e nos encaramos por um minuto.
   – Cadê meu beijo na testa?
   - Hoje eu tenho algo melhor para você. – a beijei na boca. Ela se assustou e ficou um tempo com aqueles olhinhos arregalados.
   - Isso quer dizer alguma coisa? – soltou-se da minha boca perguntando. Não respondi nada. Sorri e rocei meu nariz no dela. Parti porta à fora para minha casa. Eu sabia a resposta e logo ela iria descobrir.

xx

  - Manterfos, o que foi? – o menino era um caos em forma de pessoa. A batina toda amassada, o rosto inteiramente suado e oleoso.
   - Padre...
   - Respira, menino, e me conte o que quer contar.
   - Você não pode rezar a missa. – ele deveria estar preocupado com meu emocional, mas, eu estava bem.
   - Obrigado por se preocupar comigo. Mas, fique tranquilo, eu estou bem, ok?
   - %Gustav%... por favor...
   - Já disse que estou bem, não disse? – dei alguns tapinhas em seu ombro e me afastei. Ele continuou me chamando e apenas ignorei preparando algumas coisas. Peguei o cálice em minhas mãos e vi que já estava cheio de vinho. Um golezinho antes da missa faria mal? Preparei-me para o gole e então um imprevisto surgiu.
   - %Gustav%, seu padre danado. Não se pode provar o vinho antes da hora da comunhão. – tremi derrubando um pouco do líquido bordô no chão. Que ótimo, um cardeal me pegando no pulo. Sorte a minha ser Giorgio.
   - Não me julgue, Chielline. – ele riu divertido, tomou a taça das minhas mãos e começou a me guiar pelo caminho. Ele fazia questão de deixar o cálice fora do meu alcance, mas que merda.
   - Venha, te acompanho até o púlpito. Estava com saudades, vai ser bom conversamos.

Chapter XV
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