Chapter III
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Tinha ido até a casa do %Fitzroy%, um lenhador que eu não conhecia direito. Eu o segui pela floresta sem pensar na merda que estava fazendo, ou seja, tinha feito algo completamente impulsivo e idiota. Sim, foi idiota. Foi coisa de menininha idiota, mas foi um daqueles momentos de adrenalina da nossa vida em que você olha para si mesmo e pensa: "Eu tenho que fazer isso, é idiota, é estúpido, mas eu tenho que fazer." Depois vão olhar pra você e falar: "Qual é seu problema? Por que você fez isso? Que idiotice! Você é estúpida!" Mas quer saber? Foda-se, eu fui.
Lindo! Quer saber? Eu fui. Fui com a porra das minhas pernas, com a porra da minha coragem e se não você gostou, beije minha bunda. É isso, eu fui e pronto, então foda-se. Seria uma merda ficar pensando: "Ai meu Deus, por que eu não fui?" e ficar choramingando pela casa. Mas, por outro lado, eu estava me sentindo uma babaca. Tudo deu errado. Sem beijos, sem contato algum. Minha falta de experiência com homens estava fodendo a porra toda. Não era mais uma virgem sonhadora. Já havia feito sexo, transado com alguns garotos. Nada muito promíscuo e totalmente sensual. Foram algumas transas aleatórias, acabei indo para a cama pela primeira vez com um garoto da minha aula de arco e flecha, porém nada que virasse um relacionamento sério. Só que eram apenas alguns míseros garotos, todos com menos de 23 anos de idade. Se me jogassem na frente de um homem, um verdadeiro homem, um macho viril e experiente, eu simplesmente não saberia o que fazer. Assim como aconteceu na casa do lenhador.
Outra coisa era bem incômoda. Minha família sempre fora católica desde os primórdios de sua existência. Eu cresci com costumes da Igreja e não consegui abandoná-los. Como por exemplo, me confessar. Minha avó era completamente extremista e doente com a igreja. Toda santa vez que eu cometia um "pecado", um fantasma que me perseguia por onde eu fosse falava na minha cabeça o quão suja e pecadora eu havia sido.
Então eu saia correndo como se o armageddom estivesse acontecendo e ia em direção à igreja. Lá eu jogava todas as merdas em cima do padre. Quando eu saía da Igreja, por mais hipócrita e falso moralista que isso fosse, eu me sentia livre e de consciência limpa para pecar novamente. Se isso fosse necessário para continuar com a minha loucura em relação ao maldito lenhador, eu faria acontecer. Nem que eu tivesse que ir me confessar 80 vezes por dia, eu iria. Para poder tomar meu banho em paz pensando naquelas mãos me masturbando e fodesse-se o fantasma da minha vó. Sendo assim era hora de agir. Coloquei uma roupa respeitosa qualquer e fui em direção à saída de casa. Falei para o meu pai que iria para até a Igreja. Ele concordou com a cabeça e me mandou um beijo que eu logo correspondi. Por fim atravessei a porta.
Saí de casa pensando em como eu diria todas aquelas coisas confusas para o padre, eu não queria parecer uma vadia louca falando coisas sem sentido. A chance de eu chegar lá e falar “Padre, quero me confessar” e depois disso sair correndo por me sentir idiota demais era muito grande, mas, eu estava decidida a pelo menos tentar. Finalmente cheguei até a igreja, o altar estava iluminado por várias e várias velas acesas, os vitrais estavam reluzentes e havia um padre tocando alguma composição sacra no órgão. Observei tudo muito rápido e fui logo em direção ao confessionário antes que minha coragem saísse correndo de dentro do meu corpo. Quando eu olhei para aquele confessionário todo talhado em madeira negra, com seus detalhes em ouro puro e cortinas púrpura, parecia que eu estava caminhando em direção à algum pedágio para o inferno. Ah raios, por que tinham que ter inventado essas coisas.
Por fim, abri a cortininha e me acomodei no assento de madeira forrado com alguma espuma bem macia e confortável, não custava nada ter conforto enquanto você falava barbaridades para o padre.
- Padre, eu tenho que me confessar. – disse quase engasgando com os olhos fechados com força.
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O bispo estava repousando em seus aposentos quando o telefone tocou. Ele prontamente atendeu ao telefone e se assustou, era seu superior, dizendo que havia chegado naquele momento no aeroporto da cidade. Pediu para que ele pessoalmente fosse buscá-lo. O bispo entrou em um leve estado de pânico, não estava preparado para tal coisa. Levantou-se de sua cadeira folheada a ouro e começou a andar de um lado para o outro. Era dia de confissão e ele seria o responsável por ouvir os pecadores naquele dia. Não poderia deixar seus fiéis na mão e em contra partida, não poderia deixar seu superior esperando. Foi então que ele teve uma ideia e saiu de sua sala berrando por %Gustav%, o novo padre da cidade. A partir do momento em que o bispo leu a carta de recomendação do padre, ele passou a ter %Gustav% como seu novo predileto dentro da Igreja.
- %Moore%? %Gustav%? Preciso falar com você – disse o bispo em alto tom procurando pelo padre. %Gustav% estava conversando com um coroinha no corredor dos oratórios e ouviu o chamado, indo em direção à ele.
- Oh, graças a Deus você está aí. Tenho uma emergência a resolver, porém hoje é dia de confissão e não poderei atender a população. Você poderia, por favor, fazer isso por mim? – %Gustav% podia ver nos olhos do bispo o desespero e a verdade de suas palavras. Prontamente aceitou seu pedido.
O bispo saiu rapidamente correndo pelos corredores atordoado e %Gustav% olho rindo, achando graça. Contudo, sentiu-se um pouquinho chateado, pois, sua tarde livre agora tinha se transformado em uma tarde para se ouvir pecados e mais pecados. Um fulano que traiu a mulher e um beltrano que veio a roubar algum dinheiro de algum lugar. Pelo menos seria uma nova aventura e uma fonte de boas histórias para contar enquanto seus amigos bebiam cerveja e ele, um suco talvez. %Moore% ajeitou seus cabelos loiros no espelho daquela sala e saiu tranquilamente em direção ao corredor que levava ao confessionário. Seus passos eram tranquilos e vagarosos, ele não estava com pressa e nem ao menos ansioso. Finalmente chegou ao lugar que deveria estar, abriu a cortina púrpura do confessionário e se sentou do lado ouvinte daquela redoma de madeira e ficou ali, quietinho e curioso esperando alguém chegar.
Ele ficou por ali uns dez minutos e sentiu vontade de beber algo. Para sua sorte havia uma garrafa de vinho canônico bem do seu lado, ele riu. %Moore% era um crítico nesses quesitos da Igreja Católica. Eles repudiavam tantas coisas, porém, sempre davam direito aos homens santos de tomarem vinho. Para ele era algum tipo de jeito esquisito de compensarem os homens de Deus pela sua dispensa do sexo. Claro que vinho nunca serviria para substituir este ato tão carnalmente prazeroso, mas era um jeitinho de deixar a vida desses homens um pouquinho mais divertida. Foi pensando nessas trivialidades gerais e esperando algum filho de Deus aparecer que nosso querido padre foi aos poucos secando sua garrafa de vinho, quando ele estava dando uma golada que deixaria a garrafa pela metade ouviu passos leves e hesitantes se aproximarem. Os olhos dele ficaram atônitos e os ouvidos ouriçados. Ouviu o barulho da pessoa puxando a cortina e se sentando. O padre deixou a garrafa de lado e ficou todo ouvidos para o primeiro pecador da sua tarde.
- Padre, eu tenho que me confessar. - disse uma voz feminina jovial e meio nervosa. %Gustav% quis rir, mas se controlou para não constranger sua ovelha.
- E o que você quer confessar, minha jovem? - perguntou ele, cumprindo seu papel e claro, sanando um pouco seu surto de curiosidade.
- Bem, eu não sei explicar direito e eu não sei o quanto isso é pecado. Mas é que eu ando tendo pensamentos profanos com um homem mais velho e às vezes eu sinto como se Deus estivesse me olhando e me julgando. - %Gustav% ria muito por dentro, aquilo estava muito mais para insegurança adolescente do que para pecado, seria divertido, ele previu.
- Vocês tiveram algum tipo de relação ou você só está fantasiando tudo isso?
- Nós apenas conversamos e chegamos perto um do outro, mas nunca nos beijamos nem nada do tipo. E dizer isso me fez perceber como eu sou idiota, mas, padre, eu não sei... essa merda não é certa. - ela havia falado um "palavrão" para um padre e %Gustav% estava gostando cada vez mais daquilo.
- Minha filha, é mais pecado você falar a palavra merda para um padre do que se masturbar pensando em um homem mais velho. - do outro lado, %Louise% gelou ouvindo aquilo. Ela não podia acreditar que tinha falado um palavrão em pleno confessionário para um padre. A garota se contorceu por dentro, balbuciou um maldizer e bateu na própria testa em revolta ao seu ato impensado. A confissão estava sendo verdadeiramente uma tragédia.
- Padre... - chamou %Louise%.
- Diga, minha querida.
- Perdão por falar merda, eu só quero poder pensar essas coisinhas normais em paz sem me sentir culpada, entende? Ele é um homem tão viril e másculo. Sei lá, quando vejo já estou pensando essas coisas e então eu vejo a minha avó na minha frente me recriminando e dizendo que vou para o inferno. E o senhor sabe... eu sei que o senhor é padre, mas todo ser humano pensa nessas coisas e... só sei que é tudo muito confuso. - %Gustav% hesitou por um momento e se sentiu obrigado a concordar com a garota, afinal, somos todos animais e criados para procriar. É inevitável que pelo menos pensamentos sexuais nos abordem e rondem nossas mentes.
- Querida, não se sinta culpada ou não se martirize perante essas coisas, eu não consigo enxergar pecado aqui. Ao não ser que ele seja casado ou...
- Padre, não! Pelo amor de Deus, ele não é casado, não tem compromisso, é um homem livre. Eu jamais me meteria com um homem casado, jamais, santo Jesus. Nunca na minha vida, nunca padre, nunca. - %Louise% estava tão desesperada que suas palavras já estavam perdendo todo o sentido.
- Tudo bem, deixe me entender. Você está aqui para pedir perdão pelos seus pensamentos sexuais com um homem mais velho que você e apenas por isso? Você não roubou, não traiu, não matou e nem nada do tipo?
- Não, padre, eu posso ter mentido pros meus pais, ter tomados atitudes irresponsáveis. Mas, todas coisinhas bestas do cotidiano. Deus não deve ficar o tempo inteiro nos julgando, porque né... somos humanos no final das contas.
- Isso mesmo, minha filha, você não precisa vir aqui por causa dessas coisas, entende? São besteiras tão triviais. - se o mentor de %Moore% o ouvisse falar essas coisas em pleno confessionário, provavelmente tiraria seu título de padre e o proibiria de chegar perto da Igreja. Pois, era inaceitável que as pessoas ficassem alimentando em si tais pensamentos tão pecaminosos e sujos. Porém %Gustav% era diferente, pensava diferente e não faria com que aquela garota se martirizasse e entregasse sua alma ao diabo por tão simples coisas.
- Eu só queria tirar meu peso da consciência. Sabe, eu pretendo ir até os limites com ele e precisava descarregar isso tudo.
- Ah, então é isso? Não é que você veio se confessar, você apenas quer livrar sua consciência. Então vem até aqui, me conta tudo isso e eu a faço sentir melhor para você voltar e fazer tudo pior e com mais sujeira. Para depois vir até aqui novamente, me contar tudo de novo e continuar nesse ciclo. Você não se sente um pouco hipócrita? - %Louise% se retorceu mais uma vez, estava se sentindo a pessoa mais idiota e tapada do mundo por ter ido até o padre falar tanta asneira. Ela sabia, mas que sabia que era hipocrisia e das grandes.
- Eu sei, eu sei de tudo isso. Sei que isso é pecado, é errado. Deus vai me julgar e eu estou me sentindo péssima e suja e uma menina muito, mas muito pecadora. Só que eu não consigo evitar. Eu preciso fazer isso e preciso de um jeito para aliviar minha alma, pelo amor de Jesus Cristo e Nossa Senhora, padre me ajude.
- Então esse é o seu jogo? Ficar brincando com Deus, pecando de propósito e depois pedindo perdão pra fazer tudo outra vez como se nada tivesse acontecido? - %Gustav% ficou perplexo com tal coisa, como as pessoas podiam ser tão hipócritas e mesquinhas? Ele sabia, a Igreja os fazia ficar assim. Porém, por um lado ele até admirou aquela garota e sentiu vontade de ajudá-la, afinal ela parecia bem religiosa e em um paradoxo muito confuso.
- Padre, pelo amor de Jeová, não fale assim. Eu apenas não quero ficar com o pecado me remoendo, mas eu também quero pecar. Não sei o que fazer, é um pedido de socorro!
- Você tinha que me meter no meio desse seu rolo com Deus? - %Gustav% era até sincero e íntimo demais com as pessoas - Por que você não resolve esse dilema sozinha com ele? Caramba, quer pecar peque, mas não brinque com coisas sérias e divinas.
- Porque o senhor é o intercessor entre eu e ele, padre, você estudou e se formou para isso. Para nos ajudar a chegar até Deus, para nos aconselhar e não nos abandonar na terra do pecado e... - %Louise% não sabia mais o que estava falando, aquilo mais parecia uma conversa entre dois mendigos num beco de rua do que uma conversa séria de um confessionário católico. %Moore%, por um momento se sentiu culpado e sentiu necessidade enfim, de ajudar a garota.
- Eu entendi o seu ponto. - %Moore% naquela altura estava realmente perturbado - A questão é a seguinte, nós faremos um pacto. A Igreja Católica dos quatro cantos do mundo me mandaria pela fogueira pelo o que irei dizer agora. Você pode vir sempre conversar comigo sobre isso. Nós dois colocaremos seus atos perante Deus e você poderá ficar em paz sem ouvir a voz da sua avó te culpando por tudo. Podemos combinar assim?
- Perfeito, padre, simplesmente perfeito. A melhor oferta de todos os tempos. Muito obrigada, de verdade.
- Filha, não precisa me agradecer. Também não agradeça demais, vamos parar por aqui antes que eu me arrependa. - sim, se ele pensasse por mais 30 segundos iria voltar atrás em suas palavras insanas.
- Só uma coisinha, padre... - %Gustav% deu uma longa respirada preparando-se para o que viria - Eu pretendo fazer algo hoje, não sei exatamente o quê e nem tem muito a ver com o homem que te disse, mas então, acho que já vou pedir perdão por antecipação. - Deus tivesse piedade.
- O quê? Isso é sério mesmo? Vou te dar uma mão e você vai me pedir o corpo inteiro e todos os meus bens e a minha alma? - %Moore% estava tão inconformado com a cara de pau daquela menina, que não era possível expressar.
- É, padre, é isso. Que seja, eu vou fazer e você vai ter que ouvir, afinal você me prometeu e espero de verdade que a palavra de um padre valha alguma coisa. - %Gustav% já havia se arrependido completamente, só que não voltaria atrás por uma questão que ele não sabia qual era.
- Criança, vá embora e depois nós conversamos. Deus te abençoe.
Se aquilo era um procedimento correto e sensato? %Gustav% não sabia, %Louise% não sabia e muito menos Deus sabia. Mas eles combinaram e assim se seguiria, %Louise% faria o que viesse até sua mente e iria descarregar tudo em %Gustav%. Os dois em completo segredo de identidades, virariam um o ouvido do outro para que o pecado e a culpa pudessem ser redimidos. %Louise% saiu do confessionário se sentindo muito mais leve e com a mente borbulhando de coisas erradas para fazer. Seu sorriso de perversidade podia ser visto de longe e sua expressão angelical fora trocada pela cara de uma menina guiada pelo diabo.
Saiu da igreja direto para a casa de Charlie. Ela chamaria a mesma e suas outras amigas para uma noite diferente e insana, sem ter que se preocupar com o dia de amanhã.
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Já era noite, havia trabalhado o dia inteiro, meus pés doíam, minha coluna doía, meus braços mais que tudo, estavam latejando de dor. Portanto me dei o luxo de tomar um longo banho quente e de ficar perambulando apenas de toalha pela casa enquanto preparava meu assado e tomava minha vida, o meu tão famoso vinho. Uma coisa rondava minha mente mais do que eu queria, %Louise%.
Eu não a vi durante todo o dia, nem de manhã, na hora do almoço ou pelo período da tarde. Ela simplesmente não estava lá, por mais idiotia que seja, eu estava ansioso para pelo menos vê-la e ficar a tarando. Tamanha fora minha frustração. Maldito tesão adolescente. Onde diabos aquela menina tinha se enfiado?
Continuei bebendo meu vinho, ouvindo algumas besteiras idiotas na televisão. Fui preparar meu jantar. Vestia minha deliciosa toalha felpuda e quentinha. A noite era mais uma daquelas normais e cotidianas, sem novidades, agito ou presença de outros humanos ali do meu lado. Foi quando eu estava fritando algumas cebolas e um pouco de bacon que ouvi certas risadas altas vindas de longe. Eu escutei, assimilei, achei aquilo estranho, porém continuei cuidando das minhas cebolas até que elas ficassem douradas o suficiente. As deixei no fogo, fui procurar pela pimenta do reino. As risadas tornaram-se mais altas.
Eu não gostava de barulhos estranhos na porcaria da minha floresta. Não, eu não a tinha comprado, mas eu a considerava minha. Cresci ali naquela merda. Somente eu e meu querido amigo Nikolai morávamos por ali. Somente eu e ele conhecíamos cada buraco daquela merda. Sempre cuidávamos para que tudo ficasse sobre controle. A última coisa que eu queria naquela hora, eram os malditos adolescentes arruaceiros da cidade enchendo a minha floresta de lixo, com garrafas de bebida e putaria. A porra me irritou de verdade. Alguns gritos escandalosos que surgiam seguidos de risos mais escandalosos ainda fizeram meu sangue ferver. Juro que eu estava tentando ignorar, mas era realmente difícil.
Resolvi focar na minha cebola que já estava suculenta e pronta para se misturar ao bacon e a um pão caseiro que eu mesmo havia feito. O assado era só pra mais tarde. Desliguei o fogo, coloquei tudo em um prato, me sentei confortavelmente em meu sofá ao lado da minha cerveja. Cortei uma fatia grossa de pão, coloquei a cebola e o bacon ali, os cobri com outra fatia grossa de pão. Quando fui dar minha primeira mordida gritos de pavor e susto ecoaram pela minha sala. Aquela merda já tinha tomado proporções maiores que o necessário. Resolvi fazer alguma coisa. Larguei meu pão de qualquer jeito no chão, fui correndo para a cozinha pegar a porra da minha arma e abri a porta dos fundos. Sai correndo em direção aos gritos que ficavam cada vez mais fortes. Só depois de algum tempo consegui reconhecer as vozes como femininas. Eram vozes jovens.
Quando, finalmente, cheguei até a fonte dos gritos, eu mal pude acreditar. Eram as amigas de %Louise% e a própria que estavam ali entre as árvores tomando vodka, comendo algo que eu não consegui reconhecer. Estavam mais altas do que o permitido. Eu queria muito, queria como o inferno que meus olhos estivessem me enganando, porém, infelizmente e malditamente eles não estavam. Eram mesmo aquelas ninfetas do caralho que estavam ali profanando o caralho da minha floresta. Precisei me controlar muito para não meter balas nelas.
Tive que controlar o surto de ódio ao ouvir outro barulho. Olhei na direção barulho... santo inferno. Não era só um barulho qualquer, era um rosnado. Uma porra de um lobo, ferozmente com os dentes cerrados e olhos diabólicos se aproximando. Os bichos são capazes de sentir as batidas cardíacas dos humanos, eles sentem quando estes estão com medo. Naquela floresta havia a presença de lobos famintos o tempo inteiro, ainda mais naquela época do ano. Eu nunca havia enfrentado problemas com eles pois sabia exatamente como me comportar entre as árvores, mas, aquelas garotas estúpidas não sabiam. Eu não caçava já fazia muito tempo. No começo eu me divertia caçando lobos, utilizando a gordura na minha lareira e a pele para casacos, chapéus e tapetes. Porém, depois de um tempo foi perdendo a graça e eu acabei deixando os pobres lobos em paz. Eis a minha dor, naquela situação, era preferível escolher as garotas. Não que eu não estivesse com vontade de deixá-las ali para serem devoradas, só não era muito sensato deixar isso acontecer. Quando percebi que o lobo iria dar o bote e voar para cima delas que estavam berrando desesperadamente... soltei o gatilho. Não pensei duas vezes.
O projétil acertou o pescoço do lobo em cheio, o bichinho uivou alto ao cair no chão com o focinho na terra. Ele mal conseguia andar. Me senti desesperadamente culpado, se eu não o sacrificasse logo de vez o pobre ficaria agonizando e sofrendo por dias. Resolvi sacrificá-lo logo de uma vez para permitir que o pobre bicho morresse em paz. Me aproximei mais um pouco e o animal não apresentou nenhum tipo de medo ou avanço sobre mim. Eu vagarosamente me ajoelhei no chão bem próximo a ele e observei aquele olhar de piedade e tristeza. Por incrível que parece aquele lobo parecia entender o porquê de ter levado aquele tiro, parecia pedir para que eu o mandasse para o céu dos lobos. Ele chorava baixinho e arrastava uma das patinhas no chão pedindo logo por misericórdia.
No auge da minha tristeza por ter atirado no canino, o abracei pelo pescoço e fiz um afago demorado em sua cabeça. Ele recostou o pelo macio no meu corpo e uivou tão alto que meu peito doeu, lágrimas quase rolavam dos meus olhos. Então por fim, nós nos olhamos mais uma vez e num golpe de misericórdia eu disparei o tiro final. O barulho ecoou longe. Não tive estômago para fazê-lo de olhos abertos. Assim que os abri, o bichinho já estava morto.
Um ódio doente instaurou-se no meu corpo. Era culpa daquelas irresponsáveis mimadas. Me segurei para não pegar cada uma e jogar dentro rio para morrerem congeladas. As vi olhando para mim de uma forma impressionada. Elas estavam atônitas, assustadas e surpresas.
Bufava olhando para cada uma delas e principalmente para %Louise% que deveria ter mentido para os pais. Provavelmente tinha dito que iria dormir em alguma amiga e estava ali. Tive que matar a porra de um lobo inocente para salvar a vida elas.
- Eu deveria ter deixado esse pobre lobo ter comido vocês. - disparei jogando minha arma no chão.
- %Fitzroy%, a gente ... - uma das meninas começou a falar e eu a interrompi.
- Cale a boca, garota. Simplesmente cale a boca. Qual o problema de vocês? Sério, qual é o inferno do problema de vocês? Um bando de criança, de madrugada, fazendo arruaça nesse caralho de floresta sem pensar nenhum pouquinho. Isso aqui é completamente perigoso. Onde vocês enfiaram o juízo, na garrafa de vodka? - quando terminei de proferir tais palavras senti o olhar de %Louise% pousar forte em mim, mas não importava, ela podia me odiar pro resto da vida, estava muito puto para pensar nessas coisas.
- %Fitzroy%, a gente não pensou que isso fosse acontecer, você não pode culpar a gente. - %Louise% disse, tentando defender as amigas.
- Ah, vocês não pensaram? Que novidade! É óbvio que vocês não pensaram nadica de nada, pois se tivessem pensando não estariam aqui à uma hora dessas, no horário em que os predadores estão loucos para achar carne fresca. Vocês são um bando de mimadas e burras que não tem nem um pingo de responsabilidade. É verão filhas, os bichos caminham livremente por aqui. Logo vai amanhecer, eles estão famintos e só caçam à noite.
- Nós não somos mimadas e muito menos burras, %Fitzroy%. - %Louise% falou isso em um tom sarcástico e as meninas me olharam com aquela cara "Toma besta!"
- Claro, com certeza. Vocês são inteligentes pra diabo, dá pra perceber pelo jeito que vocês resolveram passar a noite que inteligência é coisa que não falta nessas cabecinhas.
- Você não é nosso pai, por que tá achando que pode brigar com a gente? - perguntou toda irritadinha uma das amigas descerebradas.
- Por que eu estou achando que posso brigar com vocês? Por que estou achando que posso brigar com vocês? Vocês podiam ter morrido e eu fui obrigado a matar um pobre animal sem culpa de nada graças a um bando de menina irresponsável que resolveu vadiar em uma floresta em plena madrugada. - rapaz, eu estava fora do meu corpo. - Sorte a sua que eu não sou seu pai menina. Se fosse, eu já teria lavado essa sua boca com sabão. Vocês não conseguem enxergar o que aconteceu aqui? Sério mesmo? Cada uma podia estar sendo digerida na barriga daquele lobo que eu matei. Não caço lobos há anos, cansei de matar animais inocentes. Agora sou obrigado a fazer algo que não queria por um bando de garotinha imbecil. - talvez eu tenha exagerado no tratamento com elas. Sim, eu tinha exagerado. Jamais seria agressivo daquela maneira com meus filhos. Elas ficaram horrorizadas e furiosas comigo depois disso. Mas eu precisava ter dito aquilo, não era justo, simplesmente não era.
- A gente não pediu para você nos salvar lenhadorzinho desgraçado, eu vou te... - uma das amebas falava até que %Louise% a interrompeu.
- Desculpa, %Fitzroy%, nós não queríamos causar problemas para você, muito menos o fazer matar um bicho inocente. Perdão, nós estamos indo embora. - ela disse aquilo mal olhando para mim e se levantou, as outras meninas a olharam surpresas e começaram a se levantar para sair dali.
- Vocês não vão embora sozinhas uma hora dessas nem fodendo. Está tarde pra cassete e vocês estão há quilômetros da cidade. Não tem nenhuma trilha pronta daqui até lá, vocês estão quase em mata fechada. Não vão conseguir chegar na cidade sem se perder e mais merda acontecer. Meu companheiro de floresta vai levar vocês embora em segurança. - elas concordaram com a cabeça e começaram a arrumar suas coisas. %Louise% mal olhava para mim, estava brava e com vergonha ao mesmo tempo. Dei um assobio que era um tipo de senha entre eu e Nikolai, meu vizinho. Demorou menos de cinco minutos para que ele chegasse e então eu pedi para que ele levasse as meninas embora. Ele aceitou de bom grado, pediu para que elas o acompanhassem. Quando foi a vez de %Louise% subir tive que me intrometer.
- %Martins%, você fica! - falei curto e grosso, ela olhou para mim parecendo não entender direito. Ficou parada na porta da caminhonete me encarando. - Eu disse que você fica, desce e vem pra cá.
- Mas, %Fitzroy%...
- Eu disse que você fica! Desce e vem até aqui, agora. - ela me olhou tão chocada que não conseguiu nem mais relutar. Desceu vagarosamente andando em minha direção enquanto Nikolai dava partida para sair da floresta. Ela me olhou no fundo dos olhos e deu uma risadinha leve na sequência.
- O que foi? - perguntei a ela cruzando os braços com as sobrancelhas arqueadas.
- Por que você está de toalha, %Fitzroy%? - tanto coisa tinha acontecido, tudo estava tão confuso que eu acabei esquecendo do detalhe básico: eu estava de toalha.
- Por que eu estou de toalha? Por quê? Porque eu estava na minha casa, depois de um longo dia de serviço. Fui tomar um banho quente e demorado, sai do banheiro enrolado na toalha e como não iria mais sair de casa fiquei com ela. Afinal de contas, eu posso ficar só de toalha dentro da minha própria casa. Até que claro, umas garotinhas irresponsáveis aparecerem e eu ter que sair às pressas para cuidar delas.
- Olha, eu já entendi que a gente fez errado, já estou me sentindo muito culpada. Então pode parar de dar lição de moral, por favor? - assumo que eu já tinha falado demais e estava batendo na mesma tecla, mas, eu estava tão irritado que não conseguia parar de falar.
- Primeiro você me segue até a minha casa escondida de noite e depois se mete na mata fechada sem ter noção nenhuma do caminho de volta, se eu não tivesse aparecido o que vocês fariam?
- Não sei, mas você apareceu e muito obrigada, ok? Obrigada por salvar a gente, mas chega de sermão. Chega! Sai de casa para esquecer meus pais um pouco. Relaxar a mente e agora fica você se comportando pior que meu pai, mais parecendo um velhote rabugento. - velhote rabugento?
- Se eu quiser eu falo a noite inteira e o dia inteiro porque você é uma irresponsável completa sem o mínimo senso de realidade. Quantas vezes eu vou ter que falar pra você entender a merda que fez?
- Eu não preciso de você jogando as coisas na minha cara, mas que inferno! - a infeliz alterou o tom de voz para falar comigo. O sangue ferveu mais ainda, minha vontade era ressuscitar o lobo e deixar o pau torar. - Ah, que ótimo, agora você vai gritar comigo, que ótimo. Levanta o tom de voz pra mim mais uma vez, que eu meto a mão na sua cara sem o mínimo de compaixão. - então ela fez uma cara de indignação. Apontou um dedo trêmulo na minha cara para se impor.
- Você tá achando que é quem? Quem? - nem pensei. Grudei aquele dedo abusado e a puxei com força para perto do meu corpo. Se aquela garotinha estava achando que ia bancar a rebelde pra cima de mim, ela estava muito enganada.
- Experimente gritar comigo de novo, pirralha. Tenta, só mais uma vez pra você o que vai acontecer. - nossos corpos estavam quase grudados, nós dois estávamos bufando de raiva um do outro. Ela tentava soltar a mão que eu segurava com força, mas obviamente o movimento era falho. Minha força não tinha comparação com a dela.
- Me solta, %Fitzroy%, agora! - ela esbravejou.
- Não solto. Sabe por quê? Porque você passou de todos os limites e merece receber uma lição.
- Vai se foder, %Fitzroy%! - a garotinha estava irritada. Seu xingamento saíra com extrema vontade. Suas palavras ecoaram pela floresta. Só pude rir por dentro, era a única coisa que eu poderia fazer. Olhando de longe, aquilo estava sendo ridículo. Mas, ela ali tão vulnerável a mim... Merda, foco, homem.
- Mas, isso não é coisa que se berre pra alguém mais velho. Seus pais não te deram educação? Agora você vai ser punida por isso, mocinha. - bruscamente a girei e a fiz ficar de costas para mim. Sentia sua respiração pesada, seus peitos subiam e desciam aceleradamente. Acho que eu realmente havia a assustado. Missão cumprida.
Essa era realmente a intenção. Soltei a mão que segurava e rapidamente a puxei seus cabelos ainda mais para trás. Ela estava com a cabeça apoiada no meu ombro olhando para mim, sua mão apertou meu braço, tentando falhamente se soltar.
- O que você vai fazer comigo? - ela perguntou entre dentes.
- Você foi uma garota má e desobediente. Agora eu vou te castigar, %Louise%. - ela respirou fundo, muito fundo. Soltou um gritinho sufocado quando eu puxei mais ainda seus cabelos e encaixei sua bunda entre minhas pernas. Eu sentia meu corpo tremer. Não deveria ser uma sensação nova para mim uma garota roçando no meu corpo. Mas, aquilo era muito mais profundo do que eu imaginava que seria. %Louise% respirava fundo, seu coração batia rapidamente e suas pernas vacilavam. Queria puni-la, queria castigá-la por ser tão irresponsável. Sim, eu queria descontar minha raiva nela e fazer coisas absurdas e ao mesmo tempo obscenas.
Abruptamente eu a virei para minha frente e segurei em seu pescoço com força, A garota me fitava intensamente tentando entender alguma coisa. Sorri maquiavelicamente enquanto seu corpo inteiro tremia por mim. Minha mão que estava em seu pescoço foi descendo pelas suas costas. Os movimentos eram longos e marcantes. A vi fechar os olhos e por fim se entregar. A outra mão livre que tinha foi pousar em sua cintura, grudei ali com força como se fosse arrancar um pedaço fora. A essa altura eu já podia sentir meu membro vibrando entre as calças. Era excitante demais tocar cada parte do corpo e sentir %Louise% perder os seus sentidos pouco a pouco.
Cheguei minha boca bem próxima da dela. Soltei o ar em seus lábios enquanto minhas mãos passeavam tranquilamente por suas pernas. Ela parecia desesperada. Não por medo, mas sim pela minha demora em fazer algo realmente direto.
Meus dedos corriam suas coxas, quando encontravam a quantidade certa de carne, grudavam e puxavam com força como se estivessem famintos por aquilo. Ela gemia bem baixinho em uma tentativa de manter o controle. Agarrei sua bunda sem piedade nenhuma, cada mão judiou de uma nádega dando um tapa forte. Puxei todo aquele pedaço de tesão para mim. Puta merda, que bunda gostosa.
Perdi quase uma eternidade apertando suas nádegas, estapeando pervertidamente. Depois de tanto me questionar, me vi inerte àquela situação. Que tudo fosse para o inferno. Perdi de vez a vergonha na cara quando finalmente coloquei minhas mãos por dentro de suas roupas. De início ela me olhou surpresa, mas, ao primeiro toque em seu mamilo duro, ela sucumbiu. Ela não conseguia falar, não conseguia manter o corpo firme, apenas conseguia ficar de olhos fechados falando coisas desconexas. A empurrei para uma árvore e a virei novamente com brutalidade. Fiz com que ficasse de costas para mim. Com uma mão a puxei novamente pelos cabelos para trás, a fazendo me encarar. Desci o toque por um de seus seios, passando delicadamente e vagarosamente pela barriga. Quando pousei a mão próxima ao cós do short eu senti seus pelos ouriçados. Seu ventre quente subia e descia pela respiração descompassada.
Torturei mais um pouco... Ela deveria ter mais um pouquinho de agonia e desespero. Foi isso que eu dei a ela quando rocei meu pau em sua bunda. Finalmente %Louise% soltou um gemido alto e escancarou seu tesão. A garota escorou-se na árvore com as mãos e instintivamente empinou a bunda rebolando. Eu sorria.
Minha mão que puxava seus cabelos fez com que encontrasse meu olhar. A porra toda fodeu neste momento. No momento que eu a vi morder os lábios e cerrar os olhos graças à pressão que eu fazia em sua bunda. Para evitar que ela tivesse as mãos livres para se divertir sozinha, as prendi para trás. Tinha domínio total de seu corpo.
Depois de algum tempo naquela movimentação, minha toalha veio a cair. Fiquei pelado de pau duro no meio da floresta gélida durante a madrugada. Foi divertido, eu confesso. Passei minhas mãos para a calça de %Louise% e fiz o favor de puxar o zíper para baixo . A despi. Conforme sua carne ficava desnuda eu podia ver a pelugem fina se ouriçar por conta do frio. Ela começou a tremer mais ainda, porém, seu corpo estava quente como nunca.
Quando sua bunda ficou totalmente exposta, foi como se a perfeição do mundo estivesse na minha frente. Cuidadosamente separei as nádegas e encaixei ali meu pau. Imitei uma movimentação de sobe e desce. Com as mãos apalpando e agarrando seu bumbum eu ia metia entre ele. Porra, eu iria explodir. Na mesma hora que eu sentia que ela estava se empolgando, diminuía o ritmo sentindo em seus gemidos desesperados o quanto ela não aguentava mais tanta provocação.
- %Fitzroy%, pelo amor... de... Deus... - suplicou a garota escorrendo a mão pelo seu rosto bagunçando os cabelos.
- O que você quer, hein? - perguntei provocativo mordendo seu pescoço. Ela se perdeu por completo quase caindo chão abaixo. Eu e a segurei firme para que não desabasse. A virei de frente para mim e a prensei na árvore, deixando nossas partes íntimas coladas. Puxei-a pelo queixo para perto de mim e colei nossas testas suadas. Ela estava perdida procurando por ar, buscando as palavras lá no fundo do peito.
- Eu... eu... por favor... vai logo... - eu esbocei um sorriso debochado e ao mesmo tempo erótico.
- Ir logo? Ir logo onde? - eu queria ouvir da boca dela.
- Ir logo... - seus olhos estavam fechados e sua boca mal abria -... eu não aguento mais...
- E o que você não aguenta mais, han? - a essa altura meu pau estava latejando de tão duro. Eu nem mais estava aguentando enrolar tudo. Foi quando ela levantou a cabeça e abriu os olhos. Nós dois nos olhamos tão profundamente que chegou a doer na espinha. Meu corpo contorceu e uma espécie de arrepio correu pelas minhas veias.
- Me fode, porra! - ela finalmente pediu, puxando-me para ela. Eu queria muito fodê-la e meter até o talo, mas ainda não era a hora certa.
- Sabe, mocinha, você ainda está de castigo, você foi má, não se comportou direito e não merece isso. - ela bufou de ódio. Eu senti a raiva sair pelas suas narinas e inundarem meu rosto. Ela quis me estapear, mas eu não permiti. Grudei a mão no rosto dela, na forma de um tapa de leve. Com um pouco de força, mas ainda de leve.
- Eu vou te castigar logo de uma vez. - ela ameaçou falar algo quando a segurei pelo pescoço. Só ameaçou, pois sua voz se perdera no momento em que meti um dedo em sua entrada encharcada. Ela gritou. Gritou com ardor e me olhou de olhos arregalados. Meti mais uma vez.
E logo meti de novo.
E de novo.
Até o movimento se acelerar. Ela gemeu alto arranhando minhas costas. Quando seus gemidos estavam extrapolando o limite de barulho permitido a mão que estava em seu pescoço foi para tapar sua boca. A garota olhava com aquela carinha de menina inocente inebriada por sexo, cheia de prazer e libido. Continuei metendo, fui com minha boca para o bico de um de seus peitos.
Lambi, puxei, mordi. A deixei em um estado de êxtase extremo. Porém, eu já tinha perdido minha força nas pernas. Decidi fazer um favor para nós dois.
Parei de penetrá-la por menos de um minuto para pô-la com cuidado no chão. Seu corpo se apoiou nas folhas. As pernas se abriram. Eu podia ver seu clítoris vibrando. Ela apertou meus ombros com força, me puxando para si
- Me rasga no meio! - o que mais eu poderia fazer?
Me posicionei do ao lado dela. Foram três dedos. Só a olhei diabolicamente antes de enfiar tudo de uma vez. Ela se contorceu e grunhiu. Tive que voltar a tapar sua boca para não corrermos o risco de chamar muita atenção. Meu caralho estava doendo de tão duro, as veias estavam saltadas, apontando para cima como uma arma. Por mais que meu corpo pedisse e eu sentisse vontade de fodê-la ferozmente... eu não o faria.
Meus dedos estavam completamente molhados, quase dormentes. Quando percebi que ela estava se contorcendo com mais força e que seus olhos quase lacrimejavam, pude prever que o seu orgasmo estava próximo. Delícia.
O que eu poderia fazer? Diminuir o ritmo.
Em um segundo eu estava metendo com força total e no outro, meus dedos entravam e saiam de sua bucetinha com muita tranquilidade. Enfiava e ia até o fundo e então voltava vagarosamente até meter com muita paciência de novo. Ela mais uma vez enlouqueceu de raiva. Até tentou me xingar, mas minha mão estava tapando sua boca. %Louise% começou a rebolar e levantar o quadril desesperadamente na tentativa de acelerar o movimento de novo. Tirei meus dedos dela por completo. Não sei como diabos ela arrumou força para se livrar de mim e sentar o corpo. Estava vermelha, suada, descabelada e revoltada. Passou as mãos pelo rosto, deu um tapa na própria testa e me olhou com aquela expressão de revolta. Eu ri alto.
- O que você acha que está fazendo, hein? - ela perguntou entre dentes.
- Eu disse que tinha que te punir, minha linda. - ela levantou a mão para me estapear e mais uma vez, eu fui mais rápido.
- Desgraçado do inferno! Eu te odeio!
- Ah, você me odeia? Eu acho que não. - ela tentou abrir a boca para responder, mas eu não deixei. Eu peguei seus cabelos e ela expeliu um ai. Usei-os para a guiar como uma marionete. A coloquei de quatro no chão. Subi por cima dela e sussurrei em seu ouvido: - Vamos ver com seus gemidos, o quanto você me odeia. - antes que pudesse esboçar qualquer resposta eu me ajoelhei atrás dela. Passei minha língua pelo seu clitóris. %Louise% urrou e enfiou a cabeça no chão. Comecei a chupá-la e lamber seu grelo com vontade. A safada rebolava na minha cara esfregando seu melado em mim. Eu estava delirando com aquilo.
O orgasmo estava próximo demais. Não demorou muito para que suas reboladas se intensificassem. Era óbvio que ela estava prestes a gozar. Me posicionei com o rosto perto do dela e comecei a meter três dedos novamente. Dessa vez com rapidez e brutalidade. Fazia movimentos circulares, tirando tudo e colocando tudo outra vez. %Louise% gemia tão deliciosamente, era uma sinfonia extremamente formidável para meus ouvidos.
Mais alguns e minutos e voilá. Aquela vibração, a contração dos músculos. O ápice do prazer. Parei de meter e me posicionei de joelhos perto de seu rosto. Decidi que eu merecia gozar também.
Não precisou que eu me masturbasse muito para soltar toda a minha porra no rosto dela. A cereja do bolo. Os dois despencaram ao chão, sem fôlego. Extremamente cansados.
Eu previ que já deveriam ser entre duas e duas e meia da manhã. A paisagem começara a perder o tom escuro. Alguns raios de sol tímidos apontavam. Saímos logo dali.
Eu me levantei, coloquei minha toalha caída nos ombros. Segurei minha arma de um jeito qualquer e peguei %Louise% no colo. Ela ainda estava se recuperando, sua respiração era cansada. Fui caminhando com ela em meus braços até minha casa, que estava a uns cinco ou sete minutos dali. %Louise% repousava sua cabeça em meus ombros e murmurava algumas coisas que eu não entendia. Como nossos corpos estavam quentes, não estávamos sendo castigados pelo frio da floresta, mas se ficássemos ali por mais algum tempo o resultado não seria bom.
Como previsto, não muito tempo depois cheguei até minha casa. Caminhei por ela e finalmente cheguei até o meu quarto. Coloquei %Louise% na cama e me deitei ao lado dela. Nos cobri com cobertas quentinhas de pele e a beijei delicadamente na testa em sinal de boa noite. Seus olhos estavam fechados. A garota simplesmente adormeceu enquanto eu fazia carinho em seus cabelos. O problema agora seria o dia de amanhã.