Capítulo Quatro
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Dois dias depois, quando %Taeri% trancou a floricultura no fim da tarde, o coração já batia num ritmo diferente. Ela tinha passado o dia inteiro revisando mentalmente o que diria, o que não deveria dizer, e — mais importante — o que deveria vestir. Não queria parecer que estava se esforçando demais, mas também… queria.
Depois de um banho demorado e uma escolha cuidadosa, optou por um vestido leve, de tecido fluido e cor neutra, que trazia delicadeza sem esforço. Deixou os cabelos soltos, caindo com naturalidade sobre os ombros. No espelho, ela olhou para si mesma e sorriu: havia um brilho diferente ali.
Como se até ela mesma estivesse florescendo. Do lado de fora, Doyoung a esperava com um sorriso sereno, encostado em um carro simples, mas bem cuidado. Ele também tinha feito sua parte — o cabelo mais arrumado do que o normal, uma camisa azul clara com as mangas dobradas até o cotovelo e um olhar que se suavizava ainda mais ao vê-la sair do prédio.
— Uau — ele disse, abrindo a porta para ela. — Você está... linda.
— Você também não está nada mal — ela respondeu com um sorriso, entrando no carro. — Ainda parece o Doyoung do parque, mas com menos terra na roupa.
Ele riu,entrando e ligando o carro, e a tensão entre eles foi se dissolvendo pouco a pouco.
O restaurante era pequeno, escondido entre ruelas tranquilas, com luzes baixas, madeira clara e um jardim interno que podia ser visto pelas janelas de vidro. Doyoung havia reservado uma mesa perto das plantas — claro — e o ambiente parecia feito sob medida para aquela noite.
Durante o jantar, a conversa fluiu naturalmente. Falaram sobre a infância, sobre o que os levou a amar as flores, sobre os pais dela e o quanto Zuri parecia uma irmã mais velha, mesmo sendo a mais nova. Doyoung contou como Yuki tinha se tornado parte da vida dele desde a adolescência, quando fugia de casa para se sentar ali e tentar entender o mundo em silêncio.
— Acho que foi ali que aprendi que as coisas mais bonitas não gritam por atenção — ele disse, olhando para a xícara entre os dedos. — Elas só... estão lá. E mudam tudo só por existirem.
%Taeri% o olhou em silêncio, sentindo algo se formar dentro dela. Uma ternura profunda, quase reverente. Talvez porque ele estivesse, sem saber, descrevendo exatamente o que ela começava a sentir por ele.
Quando o jantar terminou, eles caminharam juntos até o carro. A rua estava silenciosa, com árvores projetando sombras suaves sob a luz dos postes.
Doyoung se virou para ela, os dois parados junto à calçada.
— Eu não sei o que isso é ainda — ele começou, um pouco hesitante — mas... eu sei que quero descobrir. Com você.
%Taeri% sentiu o ar preso nos pulmões por um segundo antes de soltar um sorriso pequeno e verdadeiro.
— Eu também quero Doyoung .
Doyoung a olhou por um instante, como se ainda estivesse processando a resposta, como se quisesse guardá-la com todo o cuidado que se guarda uma flor rara. Então, se aproximou devagar — sem pressa, sem hesitação — apenas com a certeza tranquila de quem sabe que está exatamente onde deveria estar.
%Taeri% não recuou. Seus olhos permaneceram nos dele até o último segundo, até seus rostos estarem tão próximos que só restava o som das respirações entrecortadas, o calor compartilhado em milímetros de distância.
Quando seus lábios finalmente se tocaram, não houve pressa.
Foi um beijo que começou como um sussurro — leve, suave, quase hesitante — mas que logo se aprofundou com a delicadeza de quem quer sentir cada instante com plenitude. Os dedos de Doyoung roçaram devagar a lateral do rosto de %Taeri%, traçando o contorno da mandíbula dela com reverência, como se memorizasse sua forma.
%Taeri% sentiu a mão livre dele repousar em sua cintura, firme o bastante para puxá-la para perto, mas ainda gentil — como se dissesse
“se você quiser ir embora, ainda pode”. Mas ela não queria. Nenhum passo para trás. Apenas o calor que crescia entre eles, e a forma como o beijo se tornava mais lento, mais profundo, mais íntimo.
A respiração dela falhou quando os lábios dele deslizaram contra os seus com mais certeza, e foi sua vez de tocar o rosto dele — os dedos encontrando o pescoço, depois subindo até o cabelo, afundando levemente ali, como se precisasse de algo para se segurar.
Ele sorriu no meio do beijo, e ela sentiu. Aquele sorriso pequeno, quase secreto, como se ele estivesse em paz pela primeira vez em muito tempo.
Quando, por fim, se afastaram, foi devagar — como quem se desprende de um sonho bom, mas sem pressa de acordar. As testas se encostaram, e as respirações ainda descompassadas se misturavam no ar morno da noite.
Doyoung fechou os olhos por um segundo, como se quisesse prender aquele instante no tempo.
— Isso... — ele murmurou, a voz baixa, um sopro entre os lábios. — ...não foi só um beijo.
%Taeri% sorriu, ainda com os olhos fechados também, a testa colada à dele.
E ali, naquele breve silêncio que seguiu, havia mais verdade do que qualquer palavra poderia explicar.
🌸🌸🌸
— Bom dia! — Doyoung chegou, sorrindo. Colocou a pasta sobre a própria mesa e encarou os amigos.
Jaehyun tinha os braços cruzados abaixo do peito e o encarava com um sorriso discreto, Johnny inclinou o corpo para frente antes de erguer uma das sobrancelhas e Yuta também cruzou os braços, com um sorriso malicioso no canto dos lábios nascendo aos poucos.
Doyoung sentiu as bochechas ficarem levemente vermelhas, o calor subindo pelo rosto e então seu sorriso diminuiu aos poucos após ele se sentar em sua cadeira.
Johnny pigarreou chamando a atenção dele.
— O que vocês querem? — Doyoung ligou o computador e continuou encarando a tela, agora impassível. Mas um sorrisinho bobo surgiu antes que ele pudesse controlar.
— Você vai mesmo se fazer de bobo, Doyoung? — Yuta quebrou o silêncio — O jantar com a %Taeri%,
cabeção!
— Queremos todos os detalhes! — Jaehyun se ajeitou na cadeira.
—
Vocês transaram? — Johnny nem teve tempo de terminar a pergunta e sentiu a caneta jogada por Doyoung lhe atingir o queixo — Ei! É uma pergunta normal, nem vem!
— Claro que não é uma pergunta normal, Johnny! Eu não saio por aí transando logo no primeiro encontro, e a %Taeri% é especial!
Johnny esfregou o queixo com cara de ofendido, mas o sorriso zombeteiro não saía do rosto.
— Tá bom, cavaleiro de armadura brilhante... ninguém aqui tá te julgando por ter limites — ele disse, levantando as mãos em rendição. — Só achei que podia ter rolado, sei lá, uma vibe mais intensa.
— Foi intenso — Doyoung respondeu com firmeza, e os três amigos pararam por um segundo, como se sentissem o tom mudar.
Yuta arqueou a sobrancelha.
Doyoung respirou fundo, tentando manter a pose, mas o rubor já dominava as bochechas e o pescoço. Ele desviou o olhar da tela e encarou os três.
— O jantar foi... mágico, cara. De verdade. O lugar, a conversa, ela... Tudo tava leve, sabe? Como se fosse fácil. Como se já fosse certo.
Jaehyun sorriu de canto, cruzando os braços novamente.
— Então foi muito mais do que um simples encontro, hein.
Doyoung assentiu devagar, quase como se estivesse revivendo a noite em pensamento.
— E quando a gente se beijou...
—
Aí está! — Johnny interrompeu, batendo as mãos na mesa. — Eu sabia! Era isso que eu queria saber!
— Foi devagar — Doyoung continuou, ignorando a euforia de Johnny. — Calmo, mas cheio de... intenção. Como se os dois estivessem com medo de estragar aquilo. E ao mesmo tempo, com vontade de mergulhar fundo. Acho que nunca beijei alguém assim antes.
O silêncio que se instalou depois da frase foi carregado de significados. Nenhum deles zombou. Nenhum piadista se manifestou de imediato.
Até Yuta, que geralmente era o primeiro a provocar, apenas sorriu com sinceridade e disse:
— Você tá caidinho por ela, hein?
Doyoung soltou uma risada nervosa e passou a mão pelos cabelos.
— Tô tentando fingir que não, mas... é. Acho que tô.
Jaehyun apoiou os cotovelos na mesa, observando o amigo com mais atenção.
— Isso é bom. Sabe por quê? Porque pela primeira vez em muito tempo você tá... leve. Tá diferente. Parece que tá respirando melhor.
Johnny fez um gesto com as mãos como se dissesse
“olha aí, profundo demais pra essa hora da manhã”, mas no fundo, concordava.
— Só espero que ela continue sendo essa pessoa incrível que você tá vendo — comentou. — Porque se ela te magoar, a gente vai ter que... sei lá, plantar uma cerca viva em volta dela.
— Johnny — Doyoung riu. — Ela não vai me magoar. Eu confio nela.
— Então, meu querido, aproveita — Yuta falou, se levantando apra sair e dando um leve soco no ombro do amigo. — Porque quando o sentimento é verdadeiro assim desde o começo... é raro.
Doyoung olhou para os três com gratidão estampada no rosto. Às vezes, a vida era mesmo generosa. E ele sentia, no fundo do peito, que aquela história com %Taeri% estava apenas começando.
🌸🌸🌸
— Você está sorrindo desde que entrou pela porta — Zuri comentou, sem nem levantar os olhos do estoque que organizava.
— Eu
tô sorrindo? — %Taeri% tentou disfarçar, mas a voz já soava mais leve do que o normal. Muito mais.
— Sorrindo e flutuando — Nahye acrescentou, passando por ela com um balde de flores frescas. — O jantar com Doyoung foi tão bom assim?
Willow apareceu atrás do balcão, segurando uma xícara de chá, e se juntou à conversa com um sorriso cheio de segundas intenções.
— Ela chegou tão distraída que nem percebeu que a caixa de entrega tava aberta com o fundo rasgado. Eu
vi, dona %Taeri%.
— Ok, ok! — %Taeri% ergueu as mãos, rindo. — Foi… lindo. Sério. Acho que foi um dos encontros mais leves e especiais que eu já tive.
Zuri ergueu os olhos agora, cruzando os braços.
—
“Lindo” e
“leve” são palavras delicadas. Quero saber do que importa. Ele te beijou?
%Taeri% ficou alguns segundos em silêncio, mordendo o lábio inferior, mas o brilho nos olhos dela entregou tudo.
— Beijou. — Ela disse, por fim, com um sorriso que agora ela nem tentava mais esconder. — E não foi qualquer beijo. Foi o tipo de beijo que faz o tempo parar.
As três pararam o que estavam fazendo — mesmo Zuri, que fingia ser a mais prática do grupo.
— Aí sim — Willow comentou, com um sorrisinho encantado. — Já quero ele te esperando aqui com flores e promessas de amor eterno.
— Eu ainda sou da teoria que beijo bom no primeiro encontro tem 90% de chance de dar namoro — Nahye afirmou, segurando a haste de uma rosa e girando entre os dedos. — E o restante é só manutenção emocional.
— Menos pressão, por favor — %Taeri% riu, embora o coração batesse mais rápido só de lembrar. — Foi só um jantar, um beijo e... a sensação de que talvez isso seja o começo de algo diferente. Algo bom.
Zuri a observou por um momento em silêncio, depois deu um meio sorriso, mais sincero do que o habitual.
— Bom... só toma cuidado, tá? Mas se for mesmo o começo de algo bom... então aproveita. Você merece.
%Taeri% assentiu, tocando distraidamente o colar em seu pescoço — algo que sempre fazia quando estava nervosa ou apaixonada. E, naquele momento, ela não sabia exatamente em qual das duas categorias se encaixava. Talvez nas duas.
— Ele disse que vai me mandar uma mensagem pra marcarmos algo fora do parque. Só nós dois de novo.
Willow se apoiou no balcão com um olhar sonhador.
— Aiai… já posso começar a organizar os arranjos pro casamento?
—
WILLOW! — todas gritaram, e a floricultura explodiu em risos, entre pétalas, chá e corações acelerados.
🌸🌸🌸
Dois dias depois do jantar, Doyoung finalmente mandou a mensagem:
“Hoje é dia de descanso oficial? Ou posso te sequestrar por algumas horinhas?” %Taeri% não conteve o sorriso e respondeu quase no mesmo instante:
“Se for um sequestro gentil e com uma trilha bonita, tô dentro.” Duas horas depois, ela subia na garupa da bicicleta de Doyoung, os braços envolvendo a cintura dele de forma tímida, mas confortável. Ele a levou para um lugar especial: um jardim escondido entre os arredores de Tóquio, quase secreto, onde ele gostava de ir quando precisava respirar.
O lugar era silencioso, com árvores altas que filtravam a luz em feixes suaves e caminhos de terra batida que levavam até um lago sereno. Não havia muitas pessoas — apenas alguns idosos em silêncio, lendo ou pescando, e o som constante de folhas se mexendo com o vento.
— Não é tão bonito quanto o Yuki — Doyoung disse, empurrando a bicicleta devagar enquanto caminhavam — mas é onde eu vim muito depois que minha avó faleceu. Era o lugar onde eu conseguia chorar sem ninguém me perguntar nada.
%Taeri% o olhou, surpresa pela abertura.
— Ela era importante pra você?
— Ela era tudo — ele respondeu com um sorriso triste. — Foi ela quem me ensinou a cuidar das flores, a respeitar o tempo da natureza, a escutar o silêncio.
— Ela te ensinou bem. — %Taeri% disse com sinceridade, tocando o braço dele levemente.
Eles se sentaram à beira do lago, com as bicicletas apoiadas em uma árvore atrás deles. O silêncio entre os dois era confortável, preenchido apenas pelos sons da natureza ao redor.
— E você? — ele perguntou, depois de alguns minutos. — Tem algum lugar assim… seu?
— A floricultura era da minha mãe. Ela começou pequena, com umas plantas no quintal, e foi crescendo. Quando ela adoeceu, eu assumi. Às vezes eu acho que não escolhi as flores… acho que elas me escolheram — disse %Taeri%, com os olhos perdidos na água. — E desde então, é ali que eu me sinto inteira. Mesmo nos dias em que tudo parece quebrado.
Doyoung a observou em silêncio por um tempo, depois estendeu a mão, enlaçando os dedos dela com os seus devagar, como se pedisse permissão. %Taeri% aceitou o gesto com naturalidade, sentindo o calor dele invadir a ponta de seus dedos e se espalhar até o peito.
— Posso te dizer uma coisa? — ele murmurou.
— Eu tô assustado. Mas no bom sentido. — Ele sorriu, meio sem jeito. — É como se… eu estivesse andando por uma trilha conhecida e, de repente, uma flor nova tivesse nascido ali. E agora eu só consigo olhar pra ela.
%Taeri% não respondeu de imediato. Em vez disso, soltou a mão dele, mas só para se inclinar e encostar o rosto no ombro dele, os olhos fechados por um segundo.
— Eu tô com medo também — ela disse baixinho. — Mas se for pra florescer… então que seja juntos.
Ele virou o rosto devagar e encostou os lábios no topo da cabeça dela, num beijo demorado, silencioso, cheio de promessas que ainda não tinham nome, mas que já existiam.
Ali, entre o som das folhas e o reflexo do céu na água, Doyoung e %Taeri% não disseram mais nada.
Sabiam que estavam cuidando de algo raro. Sabiam que o que começava entre eles era como as cerejeiras: delicado, bonito, e totalmente impossível de ignorar.
🌸🌸🌸
Zuri empurrou a porta do bar com força suficiente para chamar atenção — mas não o suficiente para parecer escandalosa. Era o tipo de raiva contida, silenciosa, que se escondia atrás dos olhos apertados e dos passos rápidos no salto alto. Ela ajustou a alça da bolsa no ombro e bufou, mais uma vez.
Ela ainda conseguia ouvir a voz do cara reclamando do preço do vinho, perguntando se ela
“sempre falava tanto de trabalho” e fazendo piadas que ela parou de rir depois dos primeiros cinco minutos.
— Patético — murmurou para si mesma, sacando o celular para chamar um carro.
Foi então que, no momento em que deu um passo para longe da entrada, alguém cruzou o caminho dela com o ombro — firme o bastante para fazê-la desequilibrar um pouco.
— Opa, cuidado aí — disse uma voz familiar, levemente divertida, e ao erguer os olhos, Zuri viu Yuta diante dela, com aquele sorriso torto que ela detestava admitir que achava interessante.
Ao lado dele, Johnny só observava a cena como quem sabia que seria espectador de algo bom.
— Você — Zuri disse, num misto de surpresa e irritação —
claro que seria você.
— Boa noite pra você também — Yuta respondeu com leveza. — Você tá bem?
— Tive um encontro de quinta categoria. E agora só quero ir pra casa, lavar o perfume do idiota da minha pele e fingir que essa noite nunca existiu.
Johnny deu um passo para trás lentamente, levantando as mãos.
— Acho que eu vou... pegar uma cerveja. Boa sorte, Yuta.
Yuta apenas sorriu, os olhos ainda em Zuri.
— Se você tá tentando apagar essa noite da memória, talvez precise criar outra lembrança por cima dela.
Zuri arqueou uma sobrancelha.
— Do tipo que envolve boa música, um drinque decente e uma conversa com alguém que, prometer eu não prometo nada... mas tem zero intenção de te entediar.
Ela cruzou os braços, analisando-o com o olhar afiado.
— Não — ele disse, sorrindo — é uma proposta de trégua. Me dá uma hora. Se for ruim, eu mesmo chamo seu carro e finjo que nunca aconteceu.
Zuri hesitou. Ela não era o tipo que se deixava convencer facilmente. Mas havia algo no jeito descomplicado de Yuta... na forma como ele a desafiava com humor, como se não tivesse medo da muralha que ela gostava de erguer. Algo que fazia com que ela não tivesse vontade de ir embora tão cedo.
— Uma hora. E se você começar a falar de criptomoedas, eu vou embora sem nem olhar pra trás.
— Prometo falar só de flores e borboletas.
Ela revirou os olhos, mas o canto da boca já cedia a um sorrisinho.
— Tá. Uma hora. Não me decepciona, Yuta.
Ele abriu a porta para ela com um gesto dramático.
E assim, uma noite que começou com frustração, deu meia-volta com um esbarrão — e talvez, sem que Zuri quisesse admitir ainda, estivesse prestes a se tornar uma daquelas lembranças difíceis de apagar.
Nota da autora: Oi flores! Estamos na metade da fanfic, o que vocês tem achado? Da causa, dos casais... eu amo os momentos de amizade do Doyoung com os outros, confesso haha