Flores para Yuki


Escrita porBetiza
Editada por Lelen


Capítulo Três

Tempo estimado de leitura: 24 minutos

  O cheiro de comida simples, mas deliciosa, logo começou a se espalhar pela floricultura. Na pequena cozinha nos fundos, Zuri e %Taeri% coordenavam tudo com uma eficiência impressionante — entre risadas, panelas batendo e ingredientes frescos que pareciam surgir de lugar nenhum.
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  — Eu disse que ia ajudar — Zuri falou, cortando legumes com precisão militar enquanto lançava olhares rápidos para a sala principal, onde os rapazes tentavam montar uma mesa improvisada com caixotes de madeira e bancos de jardim.
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  — Aham. E eu percebi muito bem pra quem você fica lançando olhares também — %Taeri% sussurrou com uma risadinha, fazendo Zuri estreitar os olhos para ela.
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  — Concentre-se nos seus legumes, dona %Taeri%.
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  Enquanto isso, na área principal, Yuta, Johnny, Jaehyun e Doyoung se ocupavam em ajeitar o espaço para o jantar. Willow e Nahye ajudavam, trazendo pratos, copos e guardanapos, sempre entre trocas discretas de olhares e pequenos sorrisos que deixavam o ambiente cheio de uma energia nova.
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  — Você ajeita uma mesa como quem monta um set de filmagem — comentou Willow, enquanto Johnny equilibrava um arranjo improvisado de flores no centro da mesa.
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  — É que eu levo a estética a sério — ele disse com um sorriso torto, piscando para ela.
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  Willow sorriu e fingiu arrumar os talheres para esconder o rubor nas bochechas.
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  Mais adiante, Jaehyun se abaixava para pegar algo no chão quando Nahye, distraída, quase esbarrou nele. Eles se olharam, surpresos, tão próximos que precisaram de um segundo inteiro para recuar.
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  — Desculpa! — Nahye murmurou, rindo sem graça.
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  — Não precisa se desculpar — Jaehyun disse, e sua voz saiu mais suave do que ele pretendia.
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  Yuta, recostado contra o balcão, assistia a cena com um sorriso discreto antes de ser puxado de volta ao presente pela chegada de Zuri, carregando uma travessa de arroz e legumes.
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  — Se ficar parado aí, a comida vai esfriar — ela disse, passando por ele.
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  — Se você me der ordens assim o tempo todo, talvez eu obedeça — Yuta respondeu com um sorriso brincalhão, recebendo apenas um olhar impassível dela em troca. Mas no fundo, ele sabia que tinha captado a atenção dela.
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  Finalmente, todos se sentaram ao redor da mesa improvisada, rindo das cadeiras desiguais e dos copos descombinados. O clima era leve, quase como se fossem velhos amigos que sempre se reuniam daquele jeito.
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  %Taeri% olhou em volta, vendo todo mundo interagindo, trocando piadas, falando de projetos, contando pequenas histórias. Era estranho como em tão pouco tempo, aquelas conexões pareciam naturais.
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  Doyoung, sentado ao seu lado, se inclinou um pouco para ela e disse baixinho:
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  — Obrigado de novo. Por tudo isso.
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  Ela sorriu, sentindo aquele calor gostoso de novo.
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  — Eu devia estar agradecendo você. Se não fosse Yuki… eu provavelmente ainda estaria achando que vender flores era suficiente.
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  Doyoung a olhou como se quisesse dizer mais alguma coisa, mas preferiu apenas sorrir. Não era o momento ainda — mas ambos sabiam que havia algo diferente crescendo ali, entre flores, pratos improvisados e corações que começavam a florescer, mesmo sem perceber.
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🌸🌸🌸

  Depois de muitas risadas, histórias trocadas e pratos vazios, o grupo começou a dispersar devagar, com aquela preguiça boa que só vem depois de uma refeição em boa companhia. Johnny, Jaehyun, Yuta, Nahye, Willow e Zuri se ocuparam de recolher as coisas da mesa improvisada, mas logo a conversa animada entre eles desviou o foco para perto da porta, onde riam e combinavam de se encontrar cedo no parque no dia seguinte.
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  No fundo da loja, entre a pequena cozinha e a área principal, %Taeri% e Doyoung ficaram responsáveis por guardar o restante: alguns pratos, copos e a última travessa que ela insistia em lavar à mão.
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  — Deixa que eu seco — Doyoung ofereceu, pegando um pano de prato enquanto ela terminava de lavar a travessa na pia pequena.
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  %Taeri% riu baixinho, passando o objeto para ele.
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  — Nunca imaginei que te veria ajudando a lavar louça depois de uma reunião de trabalho.
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  — E quem disse que não é uma das minhas habilidades ocultas? — ele retrucou com um sorriso, secando o prato com movimentos cuidadosos.
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  O silêncio confortável entre eles era quebrado apenas pelo som da água e dos risos abafados do grupo do lado de fora. Havia uma leve tensão no ar, mas não era desconfortável — era como uma promessa não dita, pairando entre os dois.
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  Quando %Taeri% se virou para pegar outro prato, seu ombro esbarrou de leve no de Doyoung. Ela murmurou um pedido de desculpas automático, mas não se afastou de imediato. Nem ele.
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  Os olhos dela se ergueram para os dele — castanhos, calmos, mas com algo ali que parecia mais quente agora, mais próximo.
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  Por um instante, esqueceram-se das mãos molhadas, dos pratos, da loja... Era só o som dos corações batendo mais rápido do que deveriam.
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  — Você faz isso parecer fácil — Doyoung disse baixinho, quase sem perceber que estava falando em voz alta.
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  — O quê? — %Taeri% perguntou, o coração acelerado.
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  Ele hesitou por um segundo, depois sorriu de um jeito tão genuíno que ela sentiu o chão sob seus pés tremer levemente.
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  — Se conectar com as pessoas. Criar algo bonito a partir de algo tão simples.
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  %Taeri% sorriu também, sentindo o rubor aquecer suas bochechas, mas manteve o olhar firme no dele.
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  — Às vezes... — ela respondeu, num tom tão suave quanto o dele — ...é só questão de encontrar as pessoas certas para florescer junto.
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  O sorriso dele se alargou, e ele baixou o olhar por um momento, quase como se precisasse recuperar o fôlego depois daquelas palavras.
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  Eles ficaram assim, próximos demais para serem apenas aliados, próximos o suficiente para que qualquer movimento mais impulsivo pudesse mudar tudo — mas, por ora, bastava aquele momento suspenso, aquele entendimento silencioso.
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  Lá fora, Johnny gritou alguma piada sobre demorarem demais, quebrando a tensão.
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  Doyoung riu, coçando a nuca, e deu um passo para trás, pegando o último copo para secar.
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  — Melhor terminarmos antes que eles venham buscar a gente — disse, com um brilho nos olhos que %Taeri% sabia que não era apenas pela brincadeira.
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  %Taeri% sorriu também, voltando às panelas. Mas, no fundo, ela sabia: aquela noite tinha mudado alguma coisa entre eles. E a história deles estava apenas começando a florescer.
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  Quando terminaram de guardar tudo, %Taeri% e Doyoung se juntaram ao grupo que já os esperava perto da entrada da loja. Nahye e Willow conversavam animadamente com Johnny e Jaehyun, enquanto Yuta trocava mais provocações leves com Zuri, tentando — sem muito sucesso — arrancar um sorriso dela.
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  O clima era leve, agradável, como se todos já fossem velhos conhecidos, mesmo que mal se conhecessem há dois dias.
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  — Então, amanhã, oito da manhã no parque? — Johnny confirmou, esticando os braços como se já sentisse o peso do dia que viria.
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  — Isso mesmo — Doyoung respondeu, olhando rapidamente para %Taeri%, como se quisesse garantir que ela também estaria lá.
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  — Estaremos lá — %Taeri% disse, firme, com um sorriso que parecia aquecer mais do que deveria.
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  Um a um, os rapazes começaram a se despedir, combinando de mandar mensagens para ajustar os detalhes pela manhã. Nahye e Willow foram buscar suas bolsas no vestiário dos fundos, enquanto Zuri apagava as luzes da loja.
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  Doyoung hesitou por um segundo na porta, olhando para %Taeri% como se ainda tivesse algo a dizer, mas, mais uma vez, se conteve. Ele apenas sorriu — aquele sorriso tranquilo e intenso que parecia dizer tudo sem precisar de palavras — e fez um leve aceno com a cabeça.
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  %Taeri% sorriu de volta, sentindo um friozinho no estômago, e retribuiu o gesto com a mesma delicadeza.
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  Era só um olhar. Um sorriso. Um instante.
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  Mas ali, entre as flores e as luzes apagadas da floricultura, parecia mais forte do que qualquer palavra dita naquela noite.
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  — Boa noite, %Taeri% — ele disse, a voz baixa, quase como uma promessa.
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  — Boa noite, Doyoung — ela respondeu, a voz igualmente suave.
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  E então ele se virou e saiu pela porta, acompanhado pelos amigos, deixando para trás apenas o leve som do sininho da entrada e a sensação de que alguma coisa muito bonita — e inevitável — estava começando a florescer entre eles.
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  A noite já avançava quando %Taeri% fechou a porta do apartamento, se apoiando contra ela por um instante. Soltou um suspiro longo, como se só agora permitisse a si mesma relaxar de verdade.
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  A floricultura, o jantar improvisado, as conversas... Tudo ainda girava em sua mente como um filme passando em câmera lenta.
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  Ela tirou os sapatos, pendurou a bolsa em seu gancho habitual e foi direto para a pequena cozinha. Pegou um copo d'água e encostou-se na bancada, olhando pela janela da sala. Lá fora, as luzes da cidade cintilavam como estrelas terrenas, distantes e, ao mesmo tempo, acolhedoras.
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  Enquanto tomava a água em goles lentos, seus pensamentos inevitavelmente voltaram para ele.
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  Doyoung.
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  O jeito calmo como ele a olhava. O sorriso que surgia tímido, mas que carregava tanta sinceridade que parecia aquecer o ambiente. A maneira como, mesmo nas pequenas coisas — secando um prato, ajeitando uma flor, escutando suas ideias — ele fazia tudo parecer importante.
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  %Taeri% apoiou o copo vazio na pia e caminhou até o sofá, abraçando uma almofada contra o peito. Seus olhos percorriam o teto, como se buscassem no silêncio da noite alguma explicação para aquilo que começava a germinar dentro dela.
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  Ela sempre amou flores, mas talvez nunca tivesse entendido de verdade o que era florescer até agora.
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  Havia algo em Doyoung que a puxava, que a fazia querer ser melhor, querer fazer parte de algo maior. Não era só o parque — era o sentimento de construir algo junto, de cuidar, de preservar... De acreditar em algo, lado a lado com outra pessoa.
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  “Se conectar com as pessoas. Criar algo bonito a partir de algo tão simples…”
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  As palavras dele voltaram à sua mente, suaves, mas cheias de significado.
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  %Taeri% sorriu sozinha, abraçando a almofada com mais força. Talvez ainda fosse cedo para entender tudo o que estava acontecendo, mas ela sabia de uma coisa: amanhã, quando o sol nascesse e eles estivessem de volta ao parque, ela estaria lá.
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  Não apenas por Yuki.
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  Não apenas pela causa.
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  Mas por tudo que, silenciosamente, começava a florescer dentro dela.
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  Com esse pensamento aquecendo seu peito, %Taeri% se levantou, apagou as luzes e foi dormir, levando consigo o suave perfume das cerejeiras — e a promessa silenciosa de algo muito bonito prestes a acontecer.
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🌸🌸🌸

  O céu ainda tinha tons alaranjados quando %Taeri% chegou ao parque Yuki na manhã seguinte. O ar estava fresco e carregado daquele perfume suave e doce das cerejeiras, mesmo fora da época de floração intensa. Ela carregava uma mochila leve nas costas e duas caixas com material de divulgação que havia preparado na noite anterior, enquanto tentava (sem sucesso) desligar os pensamentos de Doyoung.
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  Assim que cruzou o pequeno portão de madeira do parque, foi recebida por uma cena que aqueceu seu coração: Jaehyun e Johnny estavam montando algumas mesas simples sob uma grande cerejeira, enquanto Nahye e Willow ajudavam a prender cartazes em varais improvisados. Yuta, de boné para se proteger do sol, ajeitava alguns vasos maiores próximos à entrada, sorrindo para quem passava.
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  E então ela o viu.
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  Doyoung estava ajoelhado perto de uma das trilhas, reorganizando uma fileira de mudas para plantio. O cabelo bagunçado pelo vento, a expressão concentrada e serena. Mesmo de longe, %Taeri% sentiu algo apertar levemente no peito.
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  Ele levantou o olhar naquele momento, como se sentisse sua presença, e os olhos dos dois se encontraram.
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  Um sorriso lento — aquele sorriso só dele — se formou no rosto de Doyoung. E %Taeri% retribuiu sem hesitar, sentindo o calor subir até suas bochechas.
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  Ele se levantou, limpando rapidamente as mãos nas calças jeans, e caminhou até ela.
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  — Você veio cedo — Doyoung disse, a voz carregada de uma felicidade genuína que ele nem tentou esconder.
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  — Prometi que estaria aqui, lembra? — ela respondeu, erguendo levemente as caixas nas mãos. — E trouxe reforços.
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  — Claro que trouxe — ele disse com um sorriso, pegando uma das caixas dela com facilidade. — Você nunca faz nada pela metade, né?
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  %Taeri% riu, caminhando ao lado dele em direção à área onde os outros estavam montando tudo.
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  — Só quando acho que vale a pena.
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  Doyoung a olhou de soslaio, como se aquela frase dissesse muito mais do que ela deixava transparecer.
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  Assim que chegaram perto, Yuta, Johnny e Jaehyun vieram recebê-los, todos com aquele entusiasmo de quem sabia que estavam prestes a fazer algo importante.
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  — Mais mãos pra ajudar! — Johnny comemorou. — E mãos talentosas, ainda por cima.
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  Nahye e Willow acenaram de longe, ocupadas ajustando os últimos detalhes, mas sorrindo ao ver %Taeri%.
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  Logo, todos estavam divididos entre organizar as mudas, montar pequenas áreas de exposição, posicionar os cartazes com informações sobre o parque e preparar o espaço para quem começaria a chegar em poucas horas.
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  Entre um ajuste aqui e outro ali, Doyoung e %Taeri% trabalhavam próximos, trocando sorrisos cúmplices, pequenos toques ocasionais nos braços, ombros que se encostavam quando passavam apertados por entre as mesas.
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  O parque, com suas trilhas irregulares e cerejeiras silenciosas, parecia pulsar com uma nova energia — não só pela ação que estavam realizando, mas pelas conexões que ali floresciam, discretas, mas inevitáveis.
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  E no meio de tudo isso, %Taeri% teve certeza:
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  Aquela não seria apenas a luta para salvar Yuki.
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  Seria o início de algo muito maior.
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  Algo que começava, ali mesmo, sob a sombra acolhedora das cerejeiras.
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  Com o passar das horas, o parque Yuki foi se enchendo de vida.
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  Famílias chegavam empurrando carrinhos de bebê, idosos vinham para caminhar devagar sob as árvores, jovens curiosos tiravam fotos dos arranjos e cartazes cuidadosamente espalhados pelo grupo. A feirinha improvisada logo começou a atrair atenção: havia mesas de mudas de cerejeiras para adoção simbólica, artesanato local, e até uma pequena barraca de chá verde, onde Johnny — sim, Johnny — se encarregava de entreter os visitantes com piadas enquanto servia bebidas desajeitadamente.
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  — Por favor, perdoem minha falta de jeito, mas levem em consideração que estou salvando o mundo e servindo chá ao mesmo tempo — ele dizia, arrancando risadas de todos.
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  Willow, que organizava as embalagens ao lado dele, às vezes lhe lançava olhares de leve reprovação, mas não conseguia esconder os sorrisos que escapavam no canto dos lábios. Quando seus olhos se encontravam, havia uma pequena troca silenciosa — algo que dizia muito sem que nenhuma palavra fosse dita.
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  Mais à frente, Jaehyun ajudava Nahye a montar um painel com fotos antigas do parque. A cada vez que ele se aproximava demais para ajeitar alguma imagem, ela corava ligeiramente, desviando o olhar, só para ser pega minutos depois encarando-o de novo — e Jaehyun, claro, sorria de um jeito que deixava óbvio que percebia.
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  E, afastado da multidão, Yuta observava Zuri à distância, enquanto ela coordenava a coleta de assinaturas com sua eficiência habitual. Havia algo magnético na forma determinada como ela lidava com tudo — e, de tempos em tempos, Yuta parecia arranjar desculpas para passar por perto dela, oferecendo ajuda que ela quase sempre recusava com um olhar firme... mas que não escondia um certo brilho no fundo dos olhos.
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  No meio de tudo, Doyoung e %Taeri% trabalhavam lado a lado. %Taeri% explicava o projeto para quem se aproximava do mural de informações, enquanto Doyoung distribuía pequenos folhetos com dados sobre a história do parque e a ameaça que pairava sobre ele.
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  Quando o fluxo de visitantes deu uma breve trégua, os dois se encontraram perto de uma cerejeira mais afastada, onde tinham colocado uma tenda simples para sombra.
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  — Tá tudo correndo melhor do que eu esperava — Doyoung disse, a voz carregada de um misto de alívio e felicidade.
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  — É porque Yuki merece — %Taeri% respondeu, limpando as mãos em um paninho de tecido. — E porque todo mundo sente que há algo verdadeiro aqui.
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  Ele a observou por um instante, como se cada palavra dela plantasse ainda mais raízes dentro dele.
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  — E você… — ele disse, a voz mais baixa, mais próxima — você tornou isso possível.
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  %Taeri% sorriu, sentindo o coração acelerar, e antes que pudesse responder, alguém os chamou do outro lado da praça, pedindo ajuda com a nova leva de mudas.
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  Doyoung riu baixinho, olhando para ela como se não quisesse deixar aquele momento escapar, e então estendeu a mão.
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  — Vamos?
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  %Taeri% colocou a mão na dele sem hesitar.
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  E debaixo daquela cerejeira silenciosa, onde pétalas invisíveis pareciam dançar no ar mesmo fora da estação, suas mãos se tocaram pela primeira vez — e nenhum dos dois precisou dizer nada para entender que, entre salvarem o parque e salvarem um ao outro, havia muito mais florescendo do que poderiam imaginar.
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  O fim da tarde chegou banhando o parque Yuki com uma luz dourada e macia, como se o próprio céu reconhecesse a importância daquele dia.
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  As últimas famílias se despediam, carregando pequenas mudas de cerejeiras em caixas decoradas com fitas. As mesas da feirinha começavam a ser desmontadas entre risadas e conversas animadas. Os cartazes, agora meio amassados pelo vento e pelo toque de tantas mãos, eram cuidadosamente recolhidos como troféus silenciosos de um dia que não seria esquecido tão cedo.
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  Em frente à grande cerejeira central, o grupo se reuniu para um momento final.
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  Johnny, com um braço jogado ao redor dos ombros de Willow — num gesto descontraído, mas cheio de intenção — brincava:
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  — Missão dada, missão cumprida, senhores e senhoras das flores.
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  — E com louvor — Jaehyun acrescentou, trocando um sorriso cúmplice com Nahye, que mantinha as mãos ocupadas dobrando cuidadosamente os folhetos, mas não escondia o brilho nos olhos.
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  — Ainda tem muito pela frente — Zuri lembrou, prática como sempre, mesmo que seus olhos desviassem de leve para Yuta, que a observava com aquela expressão tranquila de quem estava muito mais interessado nela do que nos papeis que segurava.
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  Doyoung, de pé ao lado de %Taeri%, olhou em volta — para seus amigos, para as cerejeiras que balançavam preguiçosamente com o vento suave, para as pessoas que tinham vindo e assinado seus nomes em apoio. E finalmente, para ela.
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  — Isso só foi possível porque a gente se uniu — ele disse em voz alta, mas seus olhos estavam presos nos dela. — Obrigado. A cada um de vocês.
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  O grupo aplaudiu de brincadeira, mas havia uma emoção genuína no ar. Algo como esperança. Algo como recomeço.
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  Aos poucos, as pessoas começaram a se despedir, marcando de se encontrarem de novo em breve para continuar a luta. Johnny e Jaehyun ofereceram carona para Nahye e Willow, e até Zuri aceitou o convite de Yuta para "ajudar a carregar as caixas" — embora todos soubessem que não era só por isso.
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  Quando %Taeri% se deu conta, restavam apenas ela e Doyoung sob a luz dourada do entardecer.
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  Ela segurava ainda um dos cartazes nas mãos, sem saber exatamente o que fazer com ele. Doyoung se aproximou devagar, as mãos nos bolsos, o sorriso meio tímido, meio seguro.
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  — Sabe... — ele começou, a voz baixa, quase levada pelo vento. — Eu queria agradecer de um jeito diferente.
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  %Taeri% ergueu os olhos para ele, o coração batendo rápido.
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  — Que jeito? — ela perguntou, com a voz suave, curiosa.
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  Doyoung hesitou por um segundo, como se ponderasse o próximo passo. Depois, deu um meio sorriso e disse:
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  — Que tal... um jantar? Não de trabalho, não de parque, não de ação comunitária. Só... eu e você.
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  %Taeri% sorriu, sentindo o rosto esquentar, mas sem desviar o olhar.
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  — Eu adoraria.
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  Doyoung parecia aliviado e feliz ao mesmo tempo, e por um instante, o espaço entre eles diminuiu naturalmente. Seus corpos se inclinavam, como puxados por uma força silenciosa.
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  Houve um segundo, apenas um, em que os rostos quase se tocaram — a respiração dele aquecendo a dela, as mãos ainda relutantes para se mover — mas então, com um último sorriso, Doyoung recuou ligeiramente, respeitando aquele momento, guardando o desejo para o tempo certo.
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  — Te mando uma mensagem — ele disse, a voz carregada de promessas não ditas.
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  — Estarei esperando — %Taeri% respondeu, sorrindo de volta.
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  E enquanto ele se afastava, lançando um último olhar por cima do ombro, %Taeri% soube:
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  Aquela história, que começara como uma luta para salvar um parque, agora florescia em algo ainda mais bonito.
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  Algo feito de raízes, de confiança, e da certeza silenciosa de que algumas conexões são fortes o suficiente para atravessar qualquer estação.
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Lelen

Doyoung que me perdoe, mas Yuta tem todinha a minha atenção, ele com o healing smile dele me derrete toda HAHAHAHAHA
Eu consigo imaginar o Yuta tentando ser discreto e admirando o interesse amoroso de longinho, só dando umas dicas do interesse ASOIDHASIOHOI
Será se vai dar para salvar o parque?

Betiza

E eu jurando que os meus personagens secundários realmente seriam só secundários HHAISJASJAISJAIS mas ok, fico feliz do Yuta tá se destacando
Eles vão lutar muito pelo parque, juro que vou dar um final feliz pra Yuki também KOAKSOKAOS

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