Fingir Para Amar

Escrita porRay Dias
Editada por Ntashia Kitamura

Capítulo 7

Tempo estimado de leitura: 42 minutos

Dias depois, chegamos ao acampamento. O sol brilhava forte quando todos chegavam, rindo e desfilando pelas barracas. Desci do carro com o saco de dormir emprestado — e, ao abrir, percebi: era duplo, macio, vermelho-vinho. Jimin gritou, rindo:
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  — Ah! Casalzinho vai ficar quentinho hoje!
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  Jungkook viu aquilo e travou. Os olhos iam do saco para mim — e, por um segundo, ele parecia vulnerável. Como se aquele detalhe idiota tivesse acabado de tornar tudo muito real. Mas antes que dissesse algo, uma voz cortou o ar:
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  — Ei, Jungkook!
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  Era sua ex-namorada — linda, confiante, acompanhada das amigas populares dela. Ela sorriu falsamente:
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  — Que fofo você trouxe a namoradinha...
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  Enquanto eu arrumava o saco de dormir, Jungkook foi pego totalmente de surpresa pela presença dela, com aquela voz docemente irritante. Ele sentiu o estômago revirar — não era uma surpresa boa. Levantou o olhar, a boca quase seca. Ela estava ali, perfeita, rodeada de suas amigas.
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  E enquanto soltava aquela fala, ele respirou fundo, tentando manter o controle:
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  — Ah, então você veio também? E com os corvos que chama de amigas...
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  — Ele continua um estúpido, Yuna — disse uma das amigas dela.
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  Notei Jungkook irritado, suspirei e revirei os olhos. Para intervir, tirei a cabeça de dentro da barraca a fim de ajudá-lo com a provocação:
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  — Amor, vem aqui ver se nossa cama ficou bem colocada na barraca. O saco de dormir é duplo, veja se tá confortável para você — sorri provocante para ele. Seus olhos se esbugalharam, e ouvimos apenas as provocações dos amigos. Estavam todos os sete ali, exceto Taehyung, que tinha ido buscar lenha.
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  Jungkook, já irritado com a presença da ex, não esperava que eu entrasse no jogo de provocação.
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  Sentiu o corpo esquentar quando ouviu o termo “amor” saindo dos meus lábios, com aquele tom sedutor.
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  Ele se aproximou, quase contra sua vontade, e ficou ao meu lado, olhando para o saco de dormir vermelho:
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  — Claro que eu vou ver se é confortável...
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  Jimin riu, observando a interação entre nós:
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  — Nossa, olha o clima de casalzinho por aqui! E ainda é só o primeiro dia, hein?
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  — Com licença, Jimin. A gente só vai ver se a barraca tá bem montada — comentei, sorrindo, e fechei o zíper dela para ficar só com Jungkook.
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  Ele estava tenso, mas sorriu de leve com aquela frase de Jimin. Olhou em volta e viu todos rindo, comentando, observando aquela interação que parecia tão natural.
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  E continuou seguindo seu joguinho, como se estivesse realmente apaixonado:
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  — Isso mesmo, só estamos verificando a barraca... já já a gente volta.
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  No momento em que fechei o zíper da barraca, ele deu um suspiro quase de alívio.
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  Estávamos a sós. Olhou para mim com expressão confusa, ainda tentando processar o que estava acontecendo.
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  — Mas por que precisa olhar o saco de dormir? É... um saco. Ninguém olha o saco.
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  — Foi só uma maneira de tirar você do constrangimento com sua ex babaca. Por que deixou ela falar comigo daquele jeito? “Namoradinha?” Quem ela acha que é pra me chamar de sua namoradinha?! — bufei com raiva e encarei Jungkook sentado à minha frente — Você tá bem?
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  Enquanto eu soltava minha frustração, ele me olhou surpreso. Viu o fogo nos meus olhos, a raiva brilhando. Tentou manter a calma e respondeu:
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  — Eu estou bem. Só... não quis criar confusão.
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  Respirou fundo, tentando disfarçar a tensão.
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  — Acho que ela quer você de volta. Mas eu te mato se voltar com ela! Ela é muito babaca, Jeon Jungkook! — apontei um dedo para ele, esquivando meu corpo um pouco para frente. De fora, quem visse pelas sombras da fogueira na barraca, pareceria que eu estava deitando sobre ele.
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  Jungkook viu meu dedo apontado para ele com expressão mandona e, mesmo no clima mais pesado, não conseguiu evitar achar o momento encantador, quase engraçado. Tentou não rir e falou sério, mas com tom divertido:
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  — Certo, certo... só não me mate, por favor.
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  Do lado de fora, ouvimos os meninos:
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  — Viu só, galera? Até na barraca de acampamento, eles não perdem um segundo... — disse Jimin.
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  A tarde caía, e a luz noturna refletia a silhueta de nós dois dentro da barraca.
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  — Eles acham que...? — murmurei confusa, até Jungkook puxar meu punho para o dele e eu cair sobre ele, fazendo Namjoon, Yoongi, Hoseok e Jin comentarem também.
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  Ficamos deitados na barraca, e os outros garotos ficavam do lado de fora, comentando com ar de quem achava graça.
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  — Eles não perdem tempo mesmo, hein? — riu Namjoon alto.
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  — Esse casal tá em boa sintonia, hein? Nem precisaram de cinco minutos pra cair pro abraço dentro da barraca... — completou Yoongi, com tom sarcástico.
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  Hoseok soltou uma risada rouca, concordando com Yoongi:
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  — Isso só prova o quanto eles têm química.
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  Jimin se aproximou, observando pelo tecido da barraca, e comentou brincalhão:
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  — Eles não podem ver um saco de dormir que já vão se prendendo nele juntos, que casal impulsivo...
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  Senti minhas bochechas ruborizarem dentro da barraca e observei a expressão de Jungkook, que também estava corado.
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  Dentro da barraca, o ar ficou ainda mais quente — e não era só por causa do saco de dormir.
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  Estávamos colados, ele com o punho ainda segurando o meu, eu meio deitada sobre ele. O rubor no rosto dele combinava com o meu.
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  Respirou fundo, tentando disfarçar o quanto estava afetado por cada segundo ali dentro — e sussurrou baixo:
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  — É... parece que a gente tá dando um ótimo show.
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  Mas os olhos dele não estavam rindo.
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  Me encaravam como se estivessem prestes a dizer algo muito maior que qualquer mentira... algo perigoso.
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  — Acho que sua ex já entendeu o recado. Podem...
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  Fui interrompida pelos risos e comentários dos amigos fora da barraca, e um deles gritou:
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  — A gente está vendo vocês daqui! Não podem esperar todo mundo ir dormir pra transarem, casal ?!
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  Fiquei sem graça, e JK respondeu em tom rouco e sarcástico:
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  — Não acredito que eles estão achando que a gente vai fazer isso com todos aqui do lado. Tem... um pouquinho de classe, galera.
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  Hoseok riu alto do outro lado da barraca:
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  — É, Jungkook, mas se vocês não fizerem, nós não vamos acreditar que é real, então...
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  Jungkook bufou, irritado com o comentário dos amigos, mas também com aquele fogo aceso em seu corpo. Ele respondeu, em tom provocante mas com voz rouca:
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  — ...vocês querem o que, uma prova de que eu estou apaixonado e namorando a mulher que eu detestava?
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  Gelei ao ouvir aquilo, porque de repente parecia real demais.
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  Do lado de fora, Jimin e os meninos ouviram a provocação dentro da barraca e riram ainda mais alto. Jimin, não resistindo, respondeu com tom zombeteiro:
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  — Não vai doer nada provar, né? Afinal, vocês já tão deitadinhos aí...
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  — Meu Deus, seus amigos são tão idiotas quanto você.
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  Fiquei sem graça com as brincadeiras do lado de fora e saí de cima de Jungkook, ruborizada. Ele sentou e, de repente, puxou meu rosto para um beijo. Os amigos achavam que estávamos nos beijando o tempo todo.
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  Quando ele soltou meu rosto, disse:
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  — Já chega, vou acabar com a raça deles!
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  — Espera! Por que me beijou? — perguntei antes dele sair da barraca.
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  Jungkook parou. Ficou de joelhos diante de mim, ainda ofegante pelo beijo — e pelo que acabara de fazer.
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  Ele encarou meus olhos, os dedos ainda quentes no meu rosto, e com a voz rouca, meio trêmula:
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  — Porque eu queria.
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  Pausa. Engoli seco.
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  — ...e porque, por um segundo, não foi mentira.
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  Antes que eu respondesse, ele desviou o olhar — frustrado consigo mesmo — e sussurrou:
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  — Mas agora eles vão calar a boca... ou eu juro que esmago o acampamento inteiro.
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  — Calma, não esqueça que para eles nós estamos apaixonados!
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  Jungkook respirou fundo, tentando se acalmar.
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  Sabia que eu tinha razão, mas aquele beijo o mexera de um jeito que não esperava. E o fato de saber que os amigos lá fora achavam tudo apenas um show o irritava ainda mais.
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  Olhou para mim com um olhar quase desesperado e sussurrou:
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  — Eu sei... mas preciso impor um limite, senão vão fazer da nossa vida um inferno aqui.
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  Taehyung, que cuidava da lenha, viu Jungkook sair com passos firmes da barraca. Olhou em volta e percebeu os meninos falando animados:
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  — Porra, cara... — disse Namjoon.
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  — Esse show da barraca foi cedo demais... — comentou Yoongi.
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  — Jungkook tá parecendo um homem faminto... — riu Hoseok.
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  — Tá todo pegajoso... — completou Jimin.
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  Taehyung escutou as piadas e ficou tenso sob a luz fraca das fogueiras de acampamento. Os amigos riam, comentando toda a situação como se fosse uma grande brincadeira sobre o “show” de Jungkook e eu. Namjoon observou Taehyung:
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  — Tá tudo bem, Taaae? Você tá calado.
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  Taehyung tentou manter a pose calma enquanto olhava para a fogueira.
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  — Sim. Tá tudo bem — respondeu em tom calmo, mas tenso.
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  Jimin reparou na expressão dele e insistiu:
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  — Tem certeza, Taaae? Você tá superquieto.
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  — Por que não deixam o Tae, Jungkook e eu em paz? O que tem de errado eu e Jungkook nos pegando na barraca? Ele é meu namorado, ué. Vocês acharam o quê, que a gente brinca de ser beijinhos? — comentei, autoritária, ao sair da barraca — Vocês deviam estar ajudando no acampamento como o Tae, ou indo atrás de arrumar suas próprias namoradas como o Jungkook!
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  Os meninos ficaram surpresos com minha intervenção, sem esperarem que eu saísse tão rápido.
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  Jimin foi o primeiro a responder:
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  — Ora, a gente só tava brincando, calma.
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  Namjoon concordou e acrescentou:
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  — Não precisa levar a sério, tá?
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  Hoseok completou:
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  — É só umas zoeiras de sempre.
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  — É a minha intimidade com meu namorado. Não achei legal — falei, passando a mão no braço de Jungkook, que me observava surpreso — Quero tomar banho antes que escureça totalmente. Vem vigiar a cachoeira pra mim, acho que as meninas foram a algum lugar.
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  Jungkook ainda processava o que eu acabara de fazer: sair na defesa dele com tanta posse. Então sentiu minha mão no seu braço. Quente. Protetora. Real. Ele virou os olhos para mim, surpreso... mas também com um brilho diferente, como se algo dentro dele tivesse acabado de ganhar coragem. Sem dizer nada, apenas assentiu e deu um passo à frente:
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  — Vamos.
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  Passamos pelos amigos em silêncio, mas com o queixo erguido como quem diz: ela é minha. E quando saíamos do acampamento ao meu lado, murmurou só para eu ouvir:
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  — ...obrigado por me defender assim.
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  — Relaxa, eu tava me defendendo também. Do jeito que eles falaram foi ofensivo. Mas agora é sério: quero tomar banho, mas vai ter que ser no rio, então vigia pra mim! Seus amigos estão com muito hormônios na flor da pele, aposto que se estivessem só as meninas aqui, eles tentariam espiar!
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  Jungkook soltou um riso baixo, meio tenso, mas com um brilho travesso nos olhos. Ele cruzou os braços e me encarou com uma expressão de falsa ofensa:
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  — Meus amigos podem ser idiotas... mas eu sou o líder da operação vigia hoje.
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  Deu um passo à frente, caminhando à frente:
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  — Se alguém chegar perto do rio sem permissão, eu juro que jogo no fogo. Inclusive meus hormônios na flor da pele.
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  Antes de se afastar mais, virou o rosto para mim com um sorriso torto:
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  — Só me promete uma coisa... não demora muito. Não confio nesse acampamento — nem neles... nem em mim.
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  — Nada de olhar para trás, Jungkook! — ruborizei, correndo para trás da pedra do rio, para tirar minha roupa e entrar na água.
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  Jungkook fechou os olhos e virou o rosto, encostado na árvore mais próxima. Murmurou para o vento — ou para si mesmo:
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  — Claro que não vou olhar... sou um idiota, mas não tão idiota.
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  Mas os segundos passavam... o som da água correndo... um leve suspiro meu ao entrar… Ele apertou os punhos. Respirou fundo.
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  — Não olha. Não respira fundo demais. Não imagina.
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  Mas, no fundo... cada gota de autocontrole dele estava prestes a quebrar. Fiquei observando Jungkook encostado na árvore, se controlando, e decidi não demorar muito. Fui nadando até a pedra de novo, pensando comigo mesma:
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  — Preciso ser rápida, Jungkook tá vigiando, mas nem eu ficaria tanto tempo sem olhar...
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  Jungkook continuava com os punhos cerrados, quase com dor.
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  Ele respirou fundo, tentando se manter no controle... mas os ouvidos captavam cada ruído da água, dos meus passos, dos suspiros abafados enquanto eu me lavava. Fechou os olhos — mas a imagem minha brincando na água permanecia clara em sua mente. Tentava se manter calmo. Dizia para si mesmo:
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  — Respira, idiota. Respira. Ela não vai demorar muito.
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  Quando saí da água e me vesti, apareci de repente atrás dele, tocando seu ombro. Jungkook se virou imediatamente, a mão na minha cintura. Assustou-se com a aproximação repentina, mas assim que percebeu que era eu, apoiou a mão na minha cintura instintivamente. Finalmente abrindo os olhos, e me encarou, tentando manter a voz calma:
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  — Demorou.
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  Mas seus olhos… Tinham um brilho estranho, quase predatório... ou faminto.
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  — Tentei ser o mais rápida possível. Você pode ir agora, eu vigio! Também trouxe suas coisas — apontei para a cesta com itens de banho e roupas.
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  — Mexeu nas minhas cuecas? — comentei, rindo.
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  — Não tem tanta graça em cueca quanto em calcinha. Então se mexer nas minhas, eu te mato.
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  — O que importa não é o pano, são os recheios — zombou, e eu dei um tapa no ombro dele, fazendo-o se afastar rindo.
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  — Vai logo tomar banho, fico olhando daqui.
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  De repente, seu semblante e postura mudaram. Baixou o olhar — lento — como se estivesse gravando cada segundo, cada detalhe do meu rosto molhado, do cabelo pingando, da roupa colada. E sussurrou, rouco:
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  — Não acho uma boa trocar de lugar.
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  Pausa. A voz saiu mais tensa:
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  — ...porque agora não confio em mim perto da água e você.
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  — Jungkook, eu não vou dormir do seu lado se não tomar banho! — desconsiderei o comentário final. Ele se afastou para se despir e tomar banho enquanto eu vigiava o local.
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  Jungkook caminhou em silêncio até a beira do rio, os ombros tensos.
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  Antes de entrar na água, se virou brevemente para mim — só um olhar rápido, intenso — e disse baixinho:
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  — Se alguém aparecer... avisa. Eu não confio no silêncio desse lugar.
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  E então sumiu atrás da pedra grande, deixando apenas o som da água correndo... e eu ali, coração acelerado, tentando não imaginar demais. Quando o silêncio reinou por alguns minutos após ele entrar, ouvi — quase inaudível — um sussurro vindo da água:
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  — ...%Ray%.
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  Virei-me, preocupada e curiosa pelo tom em que meu nome saiu de sua boca.
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  — O que foi?
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  Jungkook se apressou na água e percebeu que eu estava alerta. Isso o deixou tenso de desejo — tanto em corpo quanto em mente. Fechou os olhos, respirando fundo para tentar se controlar. Mas a imagem de mim ali, alerta, com o cabelo molhado e a camiseta branca colada ao corpo… O corpo inteiro teso. Ele precisava sair dali.
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  — Você me chamou? — perguntei, sem saber se era um chamado ou um gemido.
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  Jungkook quase engasgou com a água. Endireitou-se atrás da pedra, o coração batendo tão forte que parecia rasgar a camisa molhada.
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  — Eu... não.
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  A voz saiu rouca, falhando no meio. Pigarreou e insistiu:
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  — Não chamei não.
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  Mas quando levantou o olhar e me viu ali, atenta, linda sob a luz do pôr do sol... perdeu o controle de novo. Sussurrou — mais para si mesmo:
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  — Mentira. Eu chamei sim... só não tive coragem de admitir.
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  O caminho de volta ao acampamento foi tenso. Andamos lado a lado, mas sem nos tocar — mesmo que o ar entre nós pesasse como se estivesse prestes a explodir. Ele, com o cabelo molhado caindo sobre os olhos e a camisa grudada no peito. Eu, com o passo mais rápido, tentando ignorar cada sussurro do vento... e cada lembrança daquele “%Ray%” que talvez eu tivesse ouvido ou desejado.
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  Quando chegamos perto da fogueira, os meninos já estavam reunidos. Jimin levantou uma sobrancelha:
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  — Nossa... demoraram mais do que eu esperava.
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  Jungkook apenas olhou para ele com um olhar matador.
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  E, sem dizer nada, passou por todos e murmurou só para eu ouvir:
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  — ...valeu por vigiar.
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  Mas seus olhos diziam outra coisa: eu devia ter entrado com você.
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  — Espera, JK, preciso deixar minhas coisas na barraca também... — comentei, indo para dentro da nossa barraca, ignorando os amigos que conversavam e nos observavam. Taehyung estava ao lado da ex de Jungkook, sentado, nos observando.
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  Jungkook entrou comigo, o ar dentro do pequeno espaço já parecendo sufocante. Colocou a mochila no chão, tentando parecer natural — mas seus movimentos estavam travados. Cada vez que eu me movia perto dele, parecia que o tempo desacelerava. Quando entrei atrás, fechando o zíper da barraca, ele finalmente virou para me olhar.
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  — Ela tá com Tae? — disse baixo — mais uma constatação do que uma pergunta.
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  — Não é desse jeito que você faz parecer, mas se tivesse… isso te incomodaria?
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  — Nenhum pouco, e você? — ele me perguntou, e eu apenas suspirei, sem responder.
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  Quase em sussurro, Jungkook continuou:
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  — Por que a gente continua fingindo? Já mostramos tudo... já beijamos... porra...
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  Passou a mão pelo cabelo molhado.
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  — Eu não tô mais conseguindo diferenciar o real da mentira.
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  — Ela não está com o Tae. Ele não ficaria com sua ex... Só sentaram perto. O Taehyung não está com ninguém, ele me falou... — suspirei. — Você quer inventar algum desentendimento entre nós? Assim podemos não fingir.
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  Jungkook se apressou para me encarar, a mão ainda presa nos cabelos. Tentava controlar aquele nó apertado na garganta. Seus olhos me buscaram e, por um instante, vi aquele olhar faminto — sombra do desejo reprimido antes.
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  Então ele fechou os olhos, como tentando manter o controle. Respirou fundo e respondeu, em voz rouca:
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  — Se for o que você quer pra ficar livre desse compromisso, tudo bem. A gente esquece o contrato, o dinheiro, e você inventa qualquer merda, me xinga... me diz que me odeia. Qualquer coisa.
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  — É o que você quer ou está jogando nas minhas costas a decisão por causa do que o Tae falou? Você quer terminar o namoro falso aqui no acampamento?
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  Jungkook abriu os olhos de repente, como se eu tivesse jogado água fria nele. Ele me encarou, tenso, o peito subindo e descendo rápido.
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  — ...Não.
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  A palavra saiu seca, quase rouca de dor.
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  — Não termina aqui.
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  Deu um passo à frente, invadindo meu espaço:
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  — Se a gente terminar agora... depois do que aconteceu no rio... eles vão saber que tudo era mentira. E eu... — pausou, engolindo em seco. — ...eu não quero que ninguém saiba que estou fingindo estar apaixonado por você... porque parece tão real pra mim agora que até eu tô me enganando.
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  — Jungkook, não se perde no personagem! — rebati.
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  Ele deu um passo atrás, como se minhas palavras o tivessem atingido fisicamente. Respirou fundo, tentando se lembrar de quem era, do que era real. Mas os olhos ainda queimavam no meu rosto.
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  — É fácil pra você dizer isso... — a voz saiu baixa, quase ferida.
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  — ...ficar falando “não se perca”, como se você não tivesse me tocado, como se você não tivesse saído da água e me olhado desse jeito... como se aquele beijo dentro da barraca não tivesse feito meu coração bater tão alto que eu ouvi.
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  Fechou os olhos por um segundo e sussurrou:
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  — Eu tô afundando aqui... e você quer que eu simplesmente diga: ah, certo, só estava fingindo?
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  Meu rosto queimou, e não consegui responder, porque Taehyung abriu a barraca com uma expressão confusa, interrompendo o clima delicado que se formava entre nós.
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  Jungkook se afastou do meu espaço.
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  Taehyung olhou para meu rosto ruborizado e para o de Jungkook — ainda com a tensão evidente nos olhos — e falou, confuso:
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  — Ei... tudo certo aqui dentro? Vocês estão parecendo que vão procriar a humanidade, porque não saem da barraca ou do lado um do outro.
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  — Nós já vamos pra fogueira, Tae. Pode dar licença e avisar o pessoal? — respondi.
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  Ele observou a tensão entre nós com um olhar desconfiado, mas aceitou a desculpa de forma relutante. Acenou positivamente:
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  — Tudo bem, estou indo. Vocês se preparam e já vou avisar o pessoal.
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  Olhou entre nós mais uma vez — como se tentasse decifrar algo misterioso no ar — e então saiu rapidamente da barraca, deixando-nos sozinhos.
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  — Ufa, foi por pouco! — comentei, levando a mão ao peito.
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  Jungkook soltou uma risada baixa, mas sem humor — mais como quem acabara de escapar de um terremoto. Ele me encarou, o peito subindo e descendo devagar.
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  — Quase? — disse, a voz rouca de novo.
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  — Ele viu que eu tô me afogando em você desde que você disse “vigiarei pro rio”. — Pausa. Aproximou-se um passo.
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  — E se ele não tivesse vindo... eu não sei se teria forças pra fingir que isso aqui é só atuação.
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  — Jungkook... você disse que não se apaixonaria! — reclamei, fazendo bico. — Desse jeito, como eu vou lidar? Taehyung disse que gosta de mim, o que sempre quis, e agora você fica falando essas coisas... Você tá me dizendo isso por quê? Não me diga que decidiu me conquistar!
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  — É exatamente por isso que eu tô dizendo. — A voz saiu firme, mas trêmula.
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  — Porque você ouviu “gosto de você” do Tae... e do resto do mundo antes de mim.
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  Deu um passo à frente.
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  — E agora? Agora eu digo... e você acha que é só jogo?
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  Riu, amargo.
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  — Sabe qual é a pior parte? Eu comecei fingindo pra machucar minha ex… mas agora só quero te beijar sem precisar explicar pro mundo por quê.
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  Senti meu rosto enrubescer de novo e desviei o olhar dele.
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  — E se for só desejo ou paixão, você vai se responsabilizar pelo que pode causar aos meus sentimentos? Não vou aceitar sair ferida disso.
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  Jungkook tentou segurar a respiração, tentou manter a calma — mas a voz saiu urgente, desesperada. A sensação de estar perdendo a chance de finalmente se revelar era sufocante:
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  — Eu vou me responsabilizar por todo desejo, toda paixão, cada beijo, cada olhar... eu sou homem o bastante para ser responsável por qualquer merda que eu fizer. Então não fique falando comigo que eu vou te machucar, que eu vou te esquecer, porque eu já te escolhi, caralho, %Ray%!
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  Arregalei os olhos e senti o peito apertar.
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  — Que droga! Logo agora que eu não posso dizer que correspondo você. Eu sonhando para que o cara que eu gostava gostasse de mim, e nunca houve um movimento da parte dele. E agora que eu poderia tentar me apaixonar por outra pessoa, tô entre a cruz e a espada.
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  Jungkook fechou os olhos por um momento — como se um choque de dor tivesse passado pelo peito. Quando desceu o olhar e me encarou, vi aquele brilho faminto de novo, misturando-se ao desespero. Deu um passo à frente:
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  — Não fica aí dizendo que você poderia se apaixonar por outro. Não quando eu disse que tô me apaixonando por você há quase um ano sem falar nada, porra.
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  — Um ano? — suspirei, surpresa.
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  Ele passou a mão pelo cabelo, nervoso. Riu, mas sem graça — quase como se falasse sozinho agora.
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  — É.
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  Olhou para mim, os olhos cheios de algo que parecia arrependimento... e desejo contido.
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  — Faz um ano que eu te vi sorrindo com as meninas no refeitório... e soube que tava fodido. Mas você nunca me deu espaço… sempre me odiou por ser um idiota na faculdade.
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  Pausou a fala, a saliva espessa, ele engoliu.
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  — E mesmo depois disso tudo… cada vez que eu te provocava? Era só pra ver sua boca se torcendo de raiva… porque quando você tá puto, seu rosto muda... e eu ficava louco.
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  De repente, isso me fez sentir borboletas no estômago. E Taehyung dizendo que gosta de mim já não era mais a maior surpresa.
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  — Implicando pra chamar minha atenção, Jungkook? — comecei a sorrir, tímida e admirada. — Quantos anos você tem?
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  Ele viu meu sorriso tímido… e por um segundo, parecia que o mundo parava. Balançou a cabeça, meio rindo, meio aliviado.
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  — É… eu era um idiota com métodos piores que minha intenção.
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  E então, com aquele olhar fixo em mim:
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  — Sou sete anos mais novo que você, sabe disso. Mas parecia que eu tinha quinze toda vez que você entrava na sala e eu esquecia como falar direito.
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  Então, de repente, me dei conta de toda a farsa...
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  — Você sabia dos sentimentos do Tae desde o início! E já gostava de mim muito antes, inventou essa história maluca de fingir pra ex como pretexto? Imaginava que ele iria me contar como se sentia? — perguntei, acusatória.
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  — Ele não ia contar. Ele me disse que nunca falaria porque era uma bobeira platônica… Isso me deu coragem pra tentar, eu senti que não ia ser rude com meu amigo se eu fosse atrás do que ele abriu mão de buscar. Mas… É, parece que ver você comigo deu a mesma coragem para ele — respondeu Jungkook.
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  — Você sempre faz tudo da pior maneira quando se trata de mim, não é? — comentei, encarando a expressão sincera no rosto dele. — Pior que foram poucos dias desde que começamos essa palhaçada, mas eu tô cada vez mais tentada a sentir o mesmo que você… Achei que ia ficar balançada com a revelação do Tae, mas pensei justamente isso… Que ele só estava dando atenção a mim que nunca deu, porque você entrou no meio… Isso me frustrou um pouco.
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  — Que bom, porque eu realmente gosto de você — disse ele, sério.
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  — Eu te odeio por me colocar nesse circo todo! Olha a nossa situação! — falei, raivosa, e Jungkook começou a rir, achando graça.
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  Me aproximei, pegando-o de surpresa — e me surpreendendo também ao notar o quanto eu queria aquele sorriso cafajeste:
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  — Me beija!
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  Jungkook arregalou os olhos com minha aproximação repentina. No fundo, ainda lutava consigo mesmo... mas quando pedi isso, ele se rendeu e se entregou por completo.
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  Com uma mão, envolveu minha cintura, me puxando mais perto. Com a outra, segurou meu rosto, como se tivesse medo de me deixar escapar.
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  E então, com a voz trêmula de desejo, sussurrou:
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  — Pede de novo.
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  — Me... — comecei, mas Jimin chegou na porta da barraca, interrompendo:
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  — Caralho, vocês não podem desgrudar um pouco não? Tá todo mundo esperando o casal na fogueira e vocês só ficam se enroscando aí dentro! Namora depois, vem comer logo!
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  Jungkook soltou um grunhido frustrado, como se fosse matar Jimin com as próprias mãos. Encostou a testa na minha, ainda ofegante, os olhos cheios de fogo.
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  — ...Você vai me pagar por essa interrupção — sussurrou rouco.
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  E então, alto o suficiente para Jimin ouvir:
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  — Seu idiota… não sabe bater antes de invadir uma barraca?!
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  Antes de sair atrás de nós — com passo firme — ele deu uma última olhada em mim. Sorriso torto. Olhar quente.
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  — O beijo não acabou... só foi adiado.
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  Escondi meu rubor e sorri ladina, um pouco animada e tímida. Fomos para a fogueira, onde todos nos esperavam.
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  Os meninos já estavam reunidos, um grupo animado cercado por garrafas, carne e comida. Quando Jungkook e eu saímos da barraca, Taehyung e Jimin trocaram olhares confusos. Mas Jungkook não se importou. O único detalhe que importava era eu — e ele sentou perto da fogueira, braço apoiado na perna, chamas refletindo na pele dele.
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  Então, a ex de Jungkook começou a puxar assunto comigo e com ele, criando um clima estranho ao redor da fogueira. Jungkook mantinha a postura rígida, ainda com tensão no maxilar, respondendo com educação fria.
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  Os meninos trocavam olhares confusos, surpresos com a atmosfera estranha. Taehyung, sempre atento, percebeu a tensão no ar, mantendo um olhar vigilante — como um gato pronto para pular.
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  Às vezes, percebíamos os olhares dos outros meninos sobre nós. Jimin parecia especialmente atenta, com expressão confusa, mas como se algumas peças do quebra-cabeça finalmente se encaixassem.
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  — E então, ficaremos aqui até amanhã e depois vamos para o sítio, né? — perguntei, mudando o foco da atenção que estava sobre Jungkook e eu.
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  Os meninos assentiram, animados com a ideia de passar a noite e o dia seguinte juntos, com fogueira, comida e risadas. Jungkook aproveitou:
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  — Isso mesmo. A noite toda, e amanhã a gente vai pro sítio. Será um acampamento tranquilo, só pra curtir.
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  — E que horas vamos desmontar acampamento amanhã?
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  Os meninos começaram a discutir horários e tarefas, empolgados. Jungkook interveio:
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  — Vamos acordar cedo e desmontar tudo pela manhã. Vai ser rápido, e depois fazemos uma boa trilha até chegar ao sítio. Vai dar pra aproveitar todo o dia. O pessoal da reserva preparou umas surpresas pra nós.
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  A ex de Jungkook cruzou os braços, sorriso afiado:
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  — Uau, vocês dois acordando juntos e viajando juntos? Deve ser cansativo fingir tanto carinho o dia inteiro... ou será que já virou costume?
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  O clima esfriou instantaneamente. Todos olharam para nós — especialmente Taehyung, que estreitou os olhos. Antes que alguém reagisse, Jungkook virou-se para ela com um sorriso frio e perigoso:
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  — Fingir? Não... Não tem nenhum fingimento. Eu me apaixonei pela %Ray%, já faz um ano, Yuna.
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  Sem desviar o olhar dela, estendeu a mão para mim — aberta, esperando.
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  — Vem cá.
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  Olhei surpresa. Os outros meninos trocavam olhares confusos; a tensão aumentava.
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  — Venha. Senta no meu colo. — repetiu, firme.
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  — Você... na frente de todo mundo? — sussurrei, sem graça.
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  Ele deu um leve sorriso, percebendo meu rubor, e se inclinou:
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  — Sim. Em frente a todos. Especialmente à Yuna.
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  Aperta minha mão levemente, um pedido silencioso para eu aceitar.
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  Suspirei e sentei no colo dele, passando um braço pelo pescoço. Senti a mão dele na minha perna e outra na cintura.
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  Yuna explodiu:
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  — Então era ela! O motivo desesperado que te fez arrastar nosso namoro por um ano! Eu sabia que você estava me usando, Jungkook! E depois a vilã fui eu?
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  — Eu nunca neguei que fui canalha com você, Yuna. Mas nunca menti. Te contei que me apaixonei por outra mulher, você que não quis terminar!
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  — Você não me contou quem era! Eu não ia abrir mão tão fácil!
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  — Eu jamais ia te falar, porque era um sentimento unilateral meu. Queria que a gente desse certo, mas você se esforçou para tudo dar errado entre nós depois que fui franco, e não quis me deixar…
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  Namjoon interveio, dissipando a tensão:
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  — Yuna, Jungkook, não adianta falar disso agora, não é?
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  Ela se levantou com as amigas e confessou:
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  — Não mesmo.
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  Saíram da fogueira, e eu fiquei sem reação. Taehyung me olhou de um jeito indecifrável, sacudiu a cabeça, olhou pro chão e depois sorriu pra mim. Não deu tempo de interpretar — Jungkook falou alto, para todos ouvir:
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  — Então é isso, pessoal.
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  Falou firme, queixo erguido, olhos cheios de orgulho. Aperta-me de leve contra seu corpo:
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  — %Ray% não é mais a garota que eu implicava.
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  Pausa. Olha para mim, com brilho travesso nos olhos:
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  — É a garota por quem me apaixonei e estou namorando. E se alguém tiver problema com isso... pode ir se ferrar.
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  O silêncio caiu. Jimin soltou uma risadinha:
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  — Finalmente perceberam, né?
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  Namjoon balançou a cabeça, rindo baixo:
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  — A gente já tava cansado de ver vocês fingindo.
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  Hoseok levantou a garrafa:
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  — Então tá oficial? Namoro falso virou real mesmo?
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  Jungkook não respondeu com palavras. Apenas me apertou mais contra si, olhando com olhos tão verdadeiros que arrepia. E então... beijou minha bochecha devagar, bem na frente de todos. Quente, possessivo, real. Taehyung apenas observou. Seu olhar dizia tudo: você escolheu ele.
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  — A gente não estava fingindo! — confessei, preocupada com a opinião de todos.
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  Jungkook sentiu o peso das minhas palavras, apertou minha cintura com mais força, como se quisesse me proteger do mundo inteiro. Ergueu o rosto e olhou para os meninos — especialmente Taehyung — com olhar desafiador:
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  — Escuta bem... isso aqui nunca foi completo fingimento. Pode ter começado assim pra mim, mas no momento que ela me pediu "vem vigiar meu banho", eu já tava perdido.
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  Vira-se para mim, voz suave:
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  — E você? Nunca fingiu um sorriso por mim?
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  Hesitei. Ele sorriu.
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  — É isso. A gente se odeia há anos... mas todo ódio que a gente tinha era só medo de sentir exatamente isto.
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  — Você é completamente doido, Jungkook! — comentei baixinho na orelha dele, sorrindo. — Revelar sua farsa primeiro e depois dizer que se apaixonou!
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  Jungkook soltou uma risada baixa, arrepiado com o sussurro que escutou. Um calafrio percorreu sua pele. Ele virou o rosto, encostando a testa na minha, ainda com aquele sorriso malicioso e gostoso:
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  — Foi a melhor loucura da minha vida... Começar mentindo pra terminar dizendo a verdade no meio da fogueira, com você no meu colo.
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  Houve uma pausa. Os olhos dele brilhavam nas chamas, intensos, quase hipnotizantes.
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  — Mas agora que todo mundo sabe... você pode me beijar de verdade aqui? Só pra provar que não tô mais sozinho nessa loucura? — sussurrou, rouco.
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  — Esse beijo conta como o outro que você me deve na barraca? — respondi, provocativa.
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  Jungkook mordeu o lábio inferior, um sorriso torto surgindo no canto da boca.
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  — Ah, não... esse aqui é presente.
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  Inclina o rosto, os olhos brilhando com provocação e desejo.
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  — O que você me deve na barraca? — pergunta, quase em tom de desafio. — Ainda vai ter que pagar. Com juros.
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  Sorri, levemente envergonhada, e segurei o rosto dele com delicadeza. E então, nos entregamos ao beijo verdadeiramente: profundo, apaixonado, intenso; bem na frente de todos. As chamas refletiam em nossos olhos, e cada toque parecia confirmar que a farsa havia acabado; o que existia agora era real, vivo, impossível de negar.
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Fim

  Nota da autora: Vou ser sincera, fiz essa história às pressas e não sei se gosto dela, mas como era para o especial, mandei mesmo assim. Espero que gostem e se puder, deixe sua opinião nos comentários.
  Ah! Não deixe de ler minhas outras histórias, então visite minha página de autora aqui no site!

Capítulo 7
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