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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Fear

Escrita porSoldada
Revisada por Lelen

01 • O Soldado

Tempo estimado de leitura: 34 minutos

LONGING | AGORA
Coney Island, Nova York

  De todas as ideias que ele já tinha tido, aquela era de longe a mais estúpida.
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  Mas ainda assim... o aroma de funnel cake, hot dog, óleo queimado e urina a céu aberto permeia os arredores. Os gritos de pura animação das crianças correndo em disparada para conseguirem tempo o suficiente para irem no máximo de brinquedos se espalham ao redor, algumas tropeçando em seus pés e apenas evitando atingir o chão, porque Bucky instintivamente os segurava, oferecendo seu sorriso mais gentil e o aviso de “cuidado” ou “sem correr”, antes de os assistir, com uma expressão contemplativa, voltarem a correr para longe, ouvindo um agitado “obrigado!” que seria consumido e esquecido completamente com os outros gritos e o barulho das máquinas do parque de diversões.
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  Há um ponto de hesitação que percorre a expressão de Barnes. Por um breve segundo, ele é transportado para 1939, antes da guerra, e onde a única preocupação dele era apenas conseguir alguns trocados, para conseguir impressionar alguma garota bonita que havia aceitado sair com ele para algum encontro, e, é claro, encontrar uma garota que desejasse conhecer Steve também, porque Bucky jamais deixaria Steve para trás. Ou sairiam a quatro ou não haveria encontro. E por mais que isso soasse meio questionável – para dizer o mínimo – Bucky era leal demais para isso.
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  Mas observar agora o parque de diversões, com todas as luzes em neon, com todas as músicas estranhamente agitadas e que pareciam pulsar pela cabeça de Bucky, sobre beijar milhões de garotos à beber para esquecer alguém, era no mínimo uma experiência curiosa. Quer dizer, a montanha russa Cyclone ainda estava ali, evidenciando a fé absurda que algumas pessoas possuíam em um objeto que estava, teoricamente, fadado ao fracasso de certa forma, ou pelo menos não estava exatamente tão seguro assim para sequer ter carrinhos correndo a toda velocidade, quiçá carrinhos com pessoas dentro. Era uma receita para o desastre, mas ainda assim parecia divertido o suficiente para que pessoas se sujeitassem a tal de qualquer forma.
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  — Quanto tempo faz que você não anda no Ciclone para estar encarando-o como se fosse seu ex-namorado? — A voz irritante de Sam não oculta o tom de divertimento enquanto Barnes rapidamente pisca, voltando a si mesmo e lançando um olhar ao redor, irritadiço.
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  Não é como se Sam estivesse observando-o muito a fundo, na verdade, se olhasse pelo ombro esquerdo, um pouco mais a noroeste, de frente para um pequeno carrinho que estava vendendo batatas chips e pipoca com corante doce, Sam Wilson, ou, para a completa frustração afetiva de Bucky, o novo Capitão América, estaria discretamente fingindo que estava esperando sua vez para ser atendido como qualquer pai divorciado ausente esperando conseguir um presente barato para agradar seus filhos. Mas o fato é que Bucky ainda sente suas bochechas se aquecerem, um claro sinal de que ele havia corado, e isso significava que a piada de Sam o havia pegado desprevenido e, para a satisfação do Capitão América, Bucky sabia que Sam o estaria atormentando pelo resto da semana por causa dessa maldita piada.
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  — Quer saber? Terminando aqui, a gente vai andar nessa montanha russa. Se amarelar, vou dizer para as crianças que você é uma galinha.
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  Bucky nega com a cabeça frustrado, pronto para retorquir ao que Sam havia dito com algum comentário sarcástico e igualmente infantil – apenas por fazer –, mas se contém abruptamente quando os olhos azuis esverdeados do soldado se encontram com os desconfiados, enrugados e evidentemente aborrecidos de uma senhora de meia-idade, claramente uma mãe, com cabelos chanel loiro e uma expressão de alguém que parecia discutir em um caixa porque estava faltando um centavo no troco que lhe foi entregue, lhe lança um olhar torto. Bucky sabe que não precisa dizer nada, mas seu impulso fala mais alto, então, com apenas seu sorriso mais fácil possível, Bucky retira o celular do bolso, e aponta para a orelha no qual o comunicador está enterrado, e diz em sua voz mais cínica possível:
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  — Minha esposa. — Bucky volta a andar antes que sequer possa ouvir algum comentário de volta, exalando baixo, mal-humorado. Não porque está realmente incomodado com alguma coisa. Bem, na verdade está, mas não é com as piadas de Sam. Não, é aquela maldita situação. E todavia, ele não consegue convencer a si mesmo a dar meia volta e ir embora. É claro que não. Se havia algo que Bucky havia se tornado proficiente nos últimos tempos é em sentir culpa, e aquela, bem... ele não pode exatamente pedir desculpas a alguém morto, mas pode ao menos tentar fazer as pazes com o fantasma e oferecer reparações, por menores que fossem.
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  — Muito discreto, Robocop, cê sabe que não dá pra levar a sério o seu papo de espião, né?
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  — Cala a boca — Bucky retorque ao comentário de Sam e apenas revira os olhos ajeitando a lapela de sua jaqueta por mais alívio de um tique nervoso do que por estar realmente desajeitada.
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  Bucky tenciona a mandíbula bem marcada, um pequeno músculo movendo-se sob a pele, enquanto os olhos azuis esverdeados dele deslizam pelas outras pessoas, buscando por um rosto em específico.
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  — O ponto inteiro da espionagem é não ser pego. Como você explicaria um comunicador, Sam? Você faz parecer óbvio para ocultar a intenção por trás.
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  Sam fica em silêncio por alguns segundos antes de praguejar baixo com um riso discreto. Bucky se aproxima de uma banca de jogos chamada de “Palhaço”, que consistia em apenas uma série de cabeças de palhaço se movendo da direita para a esquerda, e então ao contrário, consecutivamente, enquanto o único propósito era arremessar bolinhas de isopor pintadas de laranja na boca do palhaço e assim conseguir um prêmio.
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  Bucky aperta os lábios assentindo para o dono da barraca quando ele entrega a bolinha de isopor para ele, antes de unir as sobrancelhas e voltar sua atenção para as bocas dos palhaços com uma ponta de nostalgia. Ele era muito bom naquele jogo, um sorriso nostálgico quase surge pelos lábios dele ao lembrar-se de como ele tinha o truque de sempre acertar no canto superior da boca do palhaço para conseguir fazer cair dentro, como ele conseguia os ursinhos de pelúcia e boneca para Dotty – ele nem lembrava mais como ela era, qual a cor dos olhos, como era o rosto, era apenas um manequim –, como Steve reclamava que Bucky estava trapaceando…
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  — Se vai jogar essa bolinha, é melhor fazer do jeito certo, Bucky. Sem roubar — diz Steve pelo comunicador, e a respiração de Bucky se perde em sua garganta.
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  Ele nega com a cabeça, mas sem conseguir conter o sorriso torto que surge por seu rosto ao arremessar a bolinha no primeiro palhaço. Seu peito se aquece, e por um momento, Bucky quer só largar tudo e ir abraçar o melhor amigo, mas ele rapidamente afasta o pensamento de sua mente, revirando os olhos, fingindo sentir uma exasperação que de fato, não existia.
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  — Consegue guardar muitos segredos, hein, Sam.
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  — Não vem me culpar não, eu não tenho nada a ver com isso, Robocop. Tô seguindo para o sul, vou cobrir as saídas do leste — retorque Sam sem ocultar o próprio divertimento de seu tom de voz ao dar mais um apelido a Bucky, como se ele não estivesse o chamando por aquele nome fazia semanas. Quer dizer, ele já havia arriscado pesquisar na internet sobre o que diabos era um Robocop, e Bucky havia definitivamente ficado irritado porque obviamente ele não era um policial. Barnes só assumiu, por fim, que Sam era redundantemente estúpido, mas bem, onde estava a surpresa nisso? Eles eram amigos de Steve, maior bandeira vermelha, seja lá o que isso significasse, era o suficiente para representar Bucky e Sam naquela situação. — Tenta não começar um incidente internacional, Homem de Aço.
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  Bucky revira os olhos sem conseguir conter a própria frustração naquele momento.
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  — É vibranium! Eu tenho um braço de vibranium.
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  — Homem de vibranium soa estúpido — contra-ataca Sam e, meio à parte, Bucky quase consegue ouvir a risada contida de Steve do outro lado da linha de comunicação.
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  Barnes morde o interior de suas bochechas, contendo o impulso de responder Sam com um ataque inteligente e preciso, porque não é exatamente o melhor momento para fazer aquilo, então Bucky apenas concentra-se nas bocas dos palhaços giratórios, unindo as sobrancelhas enquanto se concentra em arremessar as duas bolinhas restantes que tem em sua mão.
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  Ele inspira fundo, e, desta vez, faz como Steve havia pedido.
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  Ele mira a bolinha, mas dessa vez não no cantinho em que ele sabia que iria entrar, mas como qualquer outro civil o faria. Bucky se dá ao luxo até mesmo de dar alguns passos para trás, para conseguir construir um espaço bom o suficiente para que pudesse arremessar a bolinha sem que atrapalhasse a trajetória, e, inspirando fundo uma única vez, a arremessa. E então, a última, seguida. Steve solta um riso nasalado, mas há uma ponta de nostalgia no eco da voz dele transmitido pelo comunicador preso na orelha de Barnes.
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  — Exibido — resmunga Steve, e Bucky apenas oferece um sorriso meio desconfortável meio plástico para o atendente da barraquinha que indica para que ele escolha um dos prêmios, e por um breve segundo, Barnes precisa pausar e tentar lembrar-se.
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  Do que ela gostava? Ele não tinha a mínima ideia. Mas então, os olhos azuis esverdeados de Bucky se tornam pesarosos, mais nublados do que antes enquanto repousam em uma raposinha esquisita e ridícula, feita de tecido, esguia, com patinhas que mais se pareciam com rolos de tecido laranja e branco e detalhes em preto, e botões pretos no lugar dos olhos. O gosto amargo em sua boca é pungente, mas é mais do que isso. Bucky sente culpa. Bucky não hesita em pedir pela raposinha anêmica de pelúcia, gentilmente a pegando e a observando com uma expressão distante por um breve momento. A ponta de seu polegar acariciando o tecido, mais instintivamente do que conscientemente, antes da voz de Steve ecoar pelo comunicador, dessa vez mais suave:
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  — Você tem realmente certeza que quer fazer isso?
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  Bucky exala pesado, lançando um olhar novamente para as pessoas ao redor do parque antes de tencionar a mandíbula com força, oferecendo um sorriso educado para o atendente da barraquinha e então voltando a caminhar por entre adultos em encontros ou apenas conversando tranquilamente entre si, pedindo para que as crianças agitadas e com rostos sujos de doces parem de correr.
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  A nota sombria de seu olhar parece se aprofundar um pouco mais enquanto Bucky se aproxima de onde a estrutura espetacular de lona e metal do circo, onde a fila, apesar de grande, estava se movendo rápido para as pessoas que assistiriam o espetáculo. Bucky passa por Steve, mas os olhos dos dois homens não se encontram. Steve tem um folheto em suas mãos, parecendo estar lendo atentamente algo sobre algum tipo de higiene e proibições na cabine da Roda Gigante, enquanto Bucky apalpa casualmente o bolso de seu casaco pesado para encontrar onde o ticket dele estava, os dedos biônicos, envolvendo o pescoço da raposinha anêmica de pelúcia com um pouco mais de força do que deveria.
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  — Não. Não tenho certeza — admite Bucky silenciosamente, mas de maneira honesta, finalmente conseguindo alçar o ticket de dentro de seu bolso, tencionando a mandíbula enquanto os olhos azuis esverdeados repousam nos dizeres: Maravilhosa Luna do espetáculo que aconteceria nos próximos minutos.
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  Steve fica em silêncio por alguns segundos.
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  — Você não precisa fazer isso, Bucky. Você já fez o trabalho. Encerrou tudo isso há um tempo. Recebeu o perdão da Corte Americana, você está finalmente livre — diz Steve com um tom de voz compassivo e a compreensão familiar consegue, ao menos, passar a falsa sensação de segurança a Bucky.
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  Barnes tenciona a mandíbula com um pouco mais de força, enquanto une as sobrancelhas, encarando com intensidade o funcionário que está recebendo os tickets, mas não o enxerga de fato. Não, seus olhos estão presos no passado, em um amontoado de cabelos %vermelhosescuros% desgrenhados e despenteados, e olhos %cinzaprateados% intensos que beiravam a pura insanidade; medo. Bucky percebe que, pela primeira vez em muito tempo, ele não se sente completamente incerto, sozinho, perdido. Aquece seu peito de uma maneira que ele havia achado que tinha morrido completamente após 1945, quando ele havia sido capturado pela primeira vez pela Hydra. Uma parte que ele nunca recuperaria.
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  — Bucky, escuta... às vezes cometemos erros. Erros que não tem como consertar, que não tem reparação. Precisamos aceitar que cometemos essa falha, e aceitar que, por mais que desejássemos mudá-la ou repará-la, não há nada que possa ser feito. Não há desculpas ou gesto redentores. O melhor que podemos fazer é enterrar. Algumas coisas precisam ficar enterradas. Para o seu próprio bem.
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  — Corajoso ser vocêa dizer isso, Rogers. — Apesar das palavras afiadas, o tom de Bucky é mais incerto do que agressivo, quase nostálgico e pesaroso. Bucky inspira fundo, entregando o ticket para o funcionário, e acenando com a cabeça em agradecimento, seguindo para as arquibancadas buscando por seu acento.
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  Steve solta um riso seco, sem humor.
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  — Por ser quem sou que estou dizendo, Bucky. Às vezes, o melhor que podemos fazer é recomeçar.
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  As luzes do picadeiro se acendem com um chiado eletrônico e o eco da voz do apresentador soa pelas caixas de som, dispostas ordenadamente a cada quatro pilares, convenientemente, com uma bem abaixo do acento de Bucky – sorte a dele; não é como se ele tivesse assim também uma boa adição, graças a Hydra e os choques. Mas seus olhos não estão presos no apresentador em questão, animando a plateia e introduzindo o espetáculo de acrobacia e contorcionismo que iria acontecer em breve. Não. Os olhos azuis esverdeados de Bucky estão fixos no púlpito de, no mínimo, cinco metros de altura em que a figura se encontra fantasiada, como se fosse feita de pequenos cristais espalhados pelo corpo inteiro dela, enquanto os cabelos estão repuxados para trás, envoltos em pequenas correntes e contas de ouro espalhados pelas mechas. Os olhos %cinzaprateados%, três tons mais claros e mais vívidos refletem as luzes com tons gélidos, enviando uma onda de tensão pelo corpo de Bucky. Ele tenciona a mandíbula novamente, unindo as sobrancelhas, determinado. Os dedos biônicos de seu braço soltam pequenos estalidos eletrônicos quando se fecham com força o suficiente para rasgar a pelúcia.
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  %Marya%.
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•••

  — Você precisa ter muita coragem para vir até aqui, Sargento.
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  Bucky move a mandíbula, mas não responde, ao menos não imediatamente. A voz adulta de %Marya% soa mais esquisita do que ele lembrava, mas bem, ele a havia conhecido quando ela era apenas uma garotinha de 6 anos, assustada, escondendo-se nos cantos das celas ou espiando por entre as grades de ferro. Sua garganta se aperta enquanto Bucky tenta se obrigar a não se lembrar atrás de quem %Marya% se escondia quando era só uma garotinha. A maneira com que %Marya% agarrava à roupa dela, ou como %Anya% se colocava sempre à frente de %Marya%, não importasse o quão machucada estivesse – não importava o quanto sua vida dependesse disso. O cheiro de %Marya%, todavia, é o mesmo, madeira, maçã e cigarro, coçam o nariz dele, mas não é desconfortável, só familiar o suficiente para ser desconfortável.
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  %Marya% permanece sentada em sua cadeira desconfortável de metal, projetando-se na frente do que parece ser uma penteadeira saída diretamente dos anos 50 com as lâmpadas de fundo amarelado formando quase uma linha ao redor do espelho, ressaltando a maquiagem pesada e artística que enfeita seu rosto, ou a maneira com que os cristais e ouro refletem contra a luz, criando pequenos reflexos suaves na madeira e no chão, ao redor de %Marya%.
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  Sem desviar o olhar da mulher, Bucky aproxima-se cautelosamente devagar até onde ela está sentada e repousa, um pouco meio sem jeito, e em uma oferta de paz, a raposinha anêmica de pelúcia que ele havia conseguido ganhar na barraquinha de palhaços, com a única intenção de entregar a %Marya% a pelúcia. É claro que, agora, com o rasgo, era inútil, mas ele espera que ao menos pudesse servir como uma oferenda pacificadora e significaria a %Marya% que ele, pelo menos, havia tentado apaziguar as coisas. Não é o suficiente, nunca seria o suficiente, mas é um começo, certo?
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  %Marya% não se mexe, os olhos dela apenas acompanham o movimento que Barnes faz, e então, ela se deixa recostar contra a cadeira de metal em que está sentada, erguendo o queixo de maneira desafiadora, um sorriso preguiçoso surge pelos lábios dela, repletos de descrença e uma raiva contida que não seria exposta, ele sabia, mas que não estava sendo, igualmente, ocultada de ninguém. Os olhos dela queimam o rosto dele, e Bucky se sente imediatamente desconfortável com a atenção que recebe, ele tenta ignorar a descrença, a raiva e o nojo que há nos olhos %cinzaprateados% de %Marya%, e apesar de tudo, Barnes não pode deixar de sentir seu coração afundar em seu peito, o peso, desconfortável e sufocante, indesejado, mas não menos verdadeiro. Talvez, esse fosse o problema de sentir-se culpado, a consciência de que nada, absolutamente nada que ele pudesse oferecer, poderia apagar o erro que havia cometido, mesmo que não estivesse em seu controle naquela época, não mudava o fato de que havia feito. Bucky engole em seco, percebendo tardiamente que havia sido, de fato, um erro ir até ali, mas agora é tarde demais para voltar atrás.
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  Mas se Rogers não era um calhorda!
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  — Porra— %Marya% nega com a cabeça com um riso contido, desprovidos de quaisquer traços de humor, enquanto o tom de incredulidade é pungente em sua voz.
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  Quando ela era pequena, %Marya% era uma criança doce, até mesmo meiga, extremamente tímida. Agora? Parecia agressiva, instável, e com um tom de voz rouco e arrastado que o fez se questionar internamente o quão sóbria ela estava naquele momento. Bucky não a culpa. De todas as coisas que ele poderia fazer, de todas as coisas que ele havia sido subjugado a executar, a última coisa que ele poderia fazer, era culpá-la por qualquer coisa, por mínima que fosse. Ainda assim, engolir o gesto, tem gosto amargo.
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  Bucky trinca os dentes com força, mas obriga-se a desviar os olhos do rosto de %Marya% para a mesa com a maquiagem que ela havia usado para o espetáculo. %Marya% se empurra para trás, colocando-se de pé com um rangido metálico irritante da cadeira, e então encara Barnes, os dentes expostos em um sorriso afiado, mas que mais parece com uma careta felina, preparando-se para atacá-lo. Ele não a julgaria se ela fizesse. Ele não a impediria. Mas %Marya% não faz nada, e talvez isso seja a pior parte de tudo.
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  — Tá fodendo com a minha cara, seu merda?! Cê tá achando mesmo que pode entrar aqui e me obrigar a te ajudar, huh?! A audácia que cê tem...
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  Bucky engole em seco, dando um passo para trás e erguendo as duas mão para cima, em um aviso silencioso de rendição a %Marya%. Ele não está ali para lutar, e definitivamente não iria iniciar um confronto, não com %Marya%.
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  — %Masha%, por favor... — dizBucky, hesitante, tentando apelar para a parte da mente de %Marya% que não o via como ameaça, a parte da mente de %Marya% que era a garotinha que ele havia segurado em seus braços, arriscado sua vida para proteger enquanto escapava da Hydra pela segunda vez. Alguma coisa daquela garotinha que confiava nele, que havia segurado sua mão sem soltar e implorado para que voltasse por %Anya%, deveria estar ali. Precisava estar ali. Se não estivesse, então... — Eu só preciso de informações, isso não precisa acabar de maneira ruim, por favor, %Masha%, não me faz ter que te atacar, por favor...
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  Mas o riso de %Marya% é cortante, e a súplica morre na garganta de Bucky antes que ele possa fazê-la.
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  — Me atacar? Quem disse que você consegue chegar assim tão longe?
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  %Marya% arremessa bruscamente as maquiagens na direção de Bucky, que instintivamente usa seu braço direito para cobrir seu rosto, enquanto o braço biônico dele se aciona. Um estalido eletrônico escapa, e antes que Bucky possa se dar conta, o braço biônico agarra com força o braço esquerdo de %Marya%, impedindo-a de acertar-lhe um soco, usando o punho direito para atingir com força o suficiente para impedir e não machucar a mulher, no ombro dela, empurrando-a para trás, ao mesmo tempo que %Marya% tenta acertar um cruzado no rosto de Barnes.
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  Bucky agarra com o braço biônico o pulso da mulher, apoiando a mão direita no ombro dela, tentando imobilizá-la, mas %Marya% é mais rápida e consegue atingir um chute bem colocado na lateral de seu joelho. Um grunhido escapa da garganta de Bucky, seu joelho cedendo ao próprio peso, e desabando em seu joelho, usando o momento para desviar de uma joelhada de %Marya% em direção ao seu rosto, girando rapidamente para a esquerda, e obrigando-se a colocar-se de pé.
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  Trincando os dentes com um estalo, Bucky para ao lado de %Marya%, envolvendo o pescoço dela com seu braço direito, apertado o suficiente para roubar o fôlego dela, mas não o suficiente para machucá-la, praticamente tentando fazer %Marya% ouvi-lo:
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  — %Masha%! %Masha%, por favor!
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  Mas é claro que, se havia algo que %Marya% %Petrovych% era boa, era justamente ao ser completamente incapaz de ouvir alguma coisa que era dita a ela. Maldita teimosia desgraçada que ela possuía!
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  Bucky rosna baixo meio grito de pura frustração, sentindo o cotovelo dobrado de %Marya% se conectar com suas costelas, roubando-lhe o fôlego dos pulmões – algo difícil de ser feito, se fosse ser honesto –, enquanto %Marya% aproveitava a distração para chutar o calcanhar direito de Bucky, e usar a queda para lançar-se para a frente, derrubando-o e rolando por sobre seu ombro a fim de livrar-se dele.
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  %Marya% acerta um soco violento no rosto de Bucky, que grunhi entre dentes, sentindo seu rosto ser lançado para a esquerda bruscamente, a dor explodindo por trás de seus olhos, enquanto a pele queima com o contato do punho da mulher.
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  O braço biônico de Bucky se aciona novamente, agarrando o pulso de %Marya% bruscamente, ouvindo-a soltar um grito estrangulado pela maneira com que o sonoro crack escapa, evidenciando que Bucky deveria pelo menos ter deslocado o membro do lugar, enquanto a puxava para o lado, tentando tirá-la de seu caminho e disparar em direção à saída do camarim – ele realmente não queria machucá-la, porra! Mas é claro que %Marya% não o deixaria escapar, deixaria? Não. %Marya% sempre precisava levar tudo ao extremo, não é? Ela sempre tinha que passar de todos os limites até que não tivesse mais outra escolha senão matar ou morrer. Merda, Rogers! Por que de todas as pessoas você tinha que estar certo?
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  Ainda no chão, %Marya% desliza na direção de Bucky, lançando um chute que Barnes consegue desviar, mas antes que ele possa registrar, %Marya% acerta outro chute forte na altura de seu peito, mandando-o para trás. Barnes avança na direção da mulher, desta vez, deferindo um golpe rápido e preciso na altura da costela dela, ouvindo-a grunhir com raiva e dor, antes de acertar o rosto dela, tentando encontrar uma abertura na postura de %Petrovych% para conseguir imobilizá-la, mesmo que por meros segundos, no lugar. Bucky trinca os dentes com força, mas o peso em seu peito é maior, mais sufocante, e ele não pode escapar da própria culpa que havia enterrado tantos anos atrás. Ou quer escapar.
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  — Eu sei que você queria que as coisas fossem diferentes, %Masha%, eu gostaria que as coisas fossem diferentes... — A voz de Bucky desce uma oitava, mais grave, mais pesarosa, enquanto ele luta contra a parte de sua mente que grita que aquela é uma luta perdida.
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  Não. Não! Ele não pode perder a garotinha que estava em sua memória. Não, não, porra! Se ele a perdesse, então... então era tarde demais para cumprir com aquela última tarefa. Então era tarde demais para perdão e ao menos fazer as pazes com o passado, e tudo o que lhe sobraria era a consciência de que não havia mais nada a ser feito, que a Hydra havia o transformado em uma arma e usado, e que ele não poderia corrigir isso, não para %Marya%. Não na visão dela. Ele precisava que ela acreditasse que ele não era o Soldado Invernal. Ele precisava que ela visse.
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  — Eu não tinha controle... por favor, %Masha%, acredite em mim....
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  O riso de %Marya% é implacável e afiado, como facas, fincando-se lentamente pela pele de Barnes, e um arrepio gélido percorre por sua espinha como ácido, corroendo tudo que está pelo caminho. A respiração dele se perde momentaneamente em sua garganta, enquanto o aperto dele ao redor do pescoço de %Marya% se aperta um pouco mais do que deveria. A reação é instintiva. Talvez, Rogers estivesse mais certo do que deveria. Talvez tivesse sido um erro terrível ter ido até ali. Talvez mortos devessem ficar enterrados pela sanidade e bem de todos. Talvez ele não desejasse que %Marya%...
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  — É isso que diz para você mesmo? Que não tinha escolha aquele dia? — %Marya% ofega com um rosnado, enquanto o riso desprovido de quaisquer traços de humor rasga por seu peito.
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  Ela não se debate contra Barnes, as unhas dela apenas fincam-se com mais força contra o braço direito dele, tirando sangue. Ela está tremendo, mas se de raiva ou algo além disso, Bucky não sabe dizer, porque, no momento que as palavras ecoam pelo camarim, é tudo o que ele consegue pensar e ouvir apenas.
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  — Ninguém estava te controlando aquele dia, estava? Você tinha quebrado o código e estava fugindo, que ordens a Hydra poderia ter te dado aquele dia? Eu sei muito bem por que você a matou, Barnes.
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  Bucky não reage. Os olhos azuis esverdeados dele apenas encontram-se com os de %Marya%, em uma súplica silenciosa – pelo o que tampouco ele poderia saber –, mas ele não diz nada. Ele não a impede, dessa vez, quando %Marya% se livra de seu aperto, puxando com força o braço direito de Bucky para o lado, apoiando sua mão esquerda sobre o ombro de Barnes e então o puxando com força para a frente, usando o joelho para atingir o rosto de Bucky.
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  Dor explode por seu rosto, e um sonoro crack ecoa, onde seu nariz deveria ter acabado de ser quebrado. O ataque o desorienta e Bucky cai para trás, quando %Marya% chuta novamente seu peito, tossindo e tentando se forçar a respirar, enquanto um grunhido baixo escapa por seus dentes cerrados, mas Bucky não se defende.
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  Os olhos azuis esverdeados dele acompanham %Marya% se aproximando de novo de sua penteadeira enquanto Bucky se arresta um pouco para trás, tentando colocar-se sentado enquanto limpava o sangue que escorre de seu nariz. Ele cospe o sangue que se acumula em sua boca, unindo as sobrancelhas e então congelando no lugar quando %Marya% se volta na direção dele com uma arma em suas mãos, agora. É claro que ela teria escondido uma pistola automática em algum lugar do camarim, elehavia ensinado isso a ela. Há uma parte traidora de sua mente que não pode deixar de se orgulhar pela mulher. Ela havia aprendido afinal. Sua garotinha havia crescido. E de repente, Bucky percebe-se mais disposto do que deveria a aceitar sua morte se %Marya% realmente estivesse determinada a matá-lo. Seria o justo.
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  — Cê não tem ideia de como eu sonhei com esse momento, Tovarisch — %Marya% cospe entre dentes, erguendo a arma na direção de Bucky que não move um músculo.
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  Os olhos azuis esverdeados de Bucky se encontram com os %cinzaprateados% de %Marya% e há uma nota de compreensão, mesmo que ele não deseje evidenciar nada a ela. Não porque ele não desejasse que ela compreendesse de onde ele vinha, mas porque sabia que ela não gostaria de ver remorso ou culpa no rosto de Barnes. Mesmo que ele se culpasse e sentisse o remorso corroer sua mente todos os dias por tudo o que a Hydra o havia obrigado a fazer, não cabia a Bucky mesurar o sofrimento que ele havia causado. E se pagar com sua vida é o preço justo que %Marya% havia estipulado, então... ele estava em paz com isso. Bucky fecha os olhos, esperando o disparo.
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  Mas ele nunca chega.
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  %Marya% solta um grito abafado, baixo, se lançando para frente quando um risco metálico praticamente corta o ar à frente de onde ela estava, enterrando-se contra a parede do camarim, enquanto Steve Rogers praticamente salta na direção de %Marya%. Bucky abre os olhos de supetão, surpreso, e encara a cena à sua frente com uma breve confusão, antes de %Marya% saltar sobre os ombros de Rogers, girando pelo ar e desabando no chão, antes de disparar para fora do camarim, correndo o mais rápido que conseguia. A arma esquecida no chão. Steve tosse baixo, tentando recuperar seu fôlego, enquanto se levanta do chão. Bucky solta um grunhido de dor baixo, colocando seu nariz de volta ao lugar e então balançando a sua cabeça ao se levantar, oferecendo uma mão na direção de Rogers, que a aceita sem hesitar.
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  — Eu tinha tudo sob controle — diz Bucky com um tom de voz irritado, mas é mais do que isso. Barnes não queria que Steve tivesse visto sua decisão no final porque sabia que eles teriam que conversar sobre isso mais tarde. Sabia que Steve faria perguntas e Bucky não estava assim tão disposto a respondê-las. Sequer supunha que estava disposto a responder a si mesmo, como poderia falar algo para Rogers?
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  Steve ergue uma sobrancelha, com um sorriso seco, negando com a cabeça.
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  — Bem, para mim, você parecia precisar de ajuda — confessa Steve, seu cenho se franzindo enquanto parece tentar recuperar o fôlego, e Bucky aperta os lábios com uma careta. Barnes sente o incômodo dos golpes de %Marya%, que não eram precisos, mas eram fortes o suficiente para machucar, mesmo que Bucky Barnes não tivesse um organismo humano, por assim dizer, %Marya% ainda era um experimento; pior, %Marya% ainda era uma mutante, então, de certa forma, após tantos anos, ela deveria ter aprendido a canalizar seus poderes para conseguir resultados mais efetivos.
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  Inspirando fundo, Bucky observa Steve levar a mão esquerda em direção à orelha, apertando o botão do comunicador, tentando conseguir avisar Sam a tempo.
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  — Sam, ela está seguindo na sua direção. Hostil. Comando para subjugar e imobilizar.
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  — Tenho ela na mira, mas é melhor vocês virem rápido.
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  — Cuidado, Sam — é tudo o que Bucky responde pela linha do comunicador, pegando a arma de %Marya% do chão, e destravando-a rapidamente.
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  Ele une as sobrancelhas, retirando o carregador da pistola automática, para verificar quanta munição havia, seis balas, e então colocando-a de volta no lugar, destravando a arma, e guardando-a atrás de si, lançando um olhar na direção de Steve com um aceno de cabeça, disparando atrás de %Marya%.
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  Bucky e Steve disparam por entre os civis, tentando tirá-los do meio do caminho para que não se tornem casualidades, enquanto, pela linha do comunicador, eles podem ouvir Sam direcionando-os para onde ele estava em confronto com %Marya%. Barnes solta um grunhido deixando Coney Island e seguindo em direção à praia, praguejando alto quando ele observa %Marya% desferir uma rajada de energia pálida em direção de Sam, arremessando-o para trás, derrubando-o.
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  Bucky rosna, disparando na direção de Sam, saltando para conseguir agarra-lo e usando seu próprio corpo como escudo para amortecer a queda. Os dois rolam pela areia, e Bucky faz uma careta quando o cotovelo de Wilson acerta bruscamente a mandíbula de Barnes, e Bucky atinge alguma coisa de Sam, mas os dois ignoram, tentando se ajudar a se levantarem enquanto Steve tenta conter %Marya% sozinho. Os dois disparam na direção de %Marya%, tentando impedi-la de escapar.
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  A mulher congela no lugar, visivelmente irritada, mas surpreendentemente, não luta contra os três heróis, pelo contrário. Resignada, apesar da fúria que parece cintilar e acender seus olhos, %Masha% ergue suas mãos lentamente para cima, fuzilando Bucky com o olhar furioso contido. Ele sabia naquele momento, que a havia perdido. Não havia mais nada que Bucky pudesse fazer para tentar ao menos se desculpar por ter destruído o mundo e a vida de %Marya%, por tê-la livrado dos tormentos da Sala Vermelha, mas condenado, por consequência, e matado, sua irmã mais velha antes disso. Por ter abandonado a garotinha sozinha em um mundo cruel, sem amparo algum. Ele sabia que não era digno de sentir o luto por matar %Anya% %Petrovych% – mesmo que ele não pudesse evitar.
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  Então, não é mais o Sargento Barnes à frente de %Marya%, tentando fazer as pazes e consertar os erros que a Hydra o havia obrigado a fazer e pela crueldade que ele sabia que manchava suas mãos e alma em profundidade ainda. A crueldade que sempre mancharia. Não. Este havia desaparecido, agora restava era a implacabilidade do Soldado Invernal. Quisesse Bucky ou não, aquela parte sempre estaria duramente fundada em seu ser, era também quem ele havia se tornado, e diante de %Marya%, naquele momento, não havia mais outra escolha. Ela havia escolhido seu caminho, e não restava mais nada a Bucky senão usar a força agora. De qualquer forma, ele teria as respostas que precisava.
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  — Zephyr — Bucky rosnou entre dentes, dando um passo na direção de %Marya% e então mais outro, até que estivesse a centímetros de distância da mulher, os olhos presos nos dela, sem desviar, pronto para atacá-la e subjugá-la se fosse necessário. — Eu sei que você sabe onde os códigos estão. Você vai dizer tudo, e se tentar mentir, eu vou quebrar seu pescoço. Então é melhor começar a falar, %Petrovych%, agora.
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Lelen

Eu lendo o prólogo e só julgando o Vladimir, porque TAVA ÓBVIO QUE ALGO DE ERRADO NÃO ESTAVA CERTO!
Moço, tinha que ter aprendido a pensar mais com a cabeça de cima, né? 🙄
Eu provavelmente estou moscando com o passado do Bucky, mas aos poucos vou entendendo. Quero ver o que vai ser desses três e quando vai aparecer a bonita pra assombrar ainda mais o pobre do moço.

Soldada

KSKSKSKSKKSKAKAK nem dá pra defender Vladizin, o erro do pobi foi amar demais
Confia no processo Le, juro que tudo se encaixa uma hora! Hehehe próximo cap ela “aparece”, mas cuidado que tem gente disfarçada tbm que vai ser beeeem importante mais pra frente. Meu conselho? Não confia em ninguém, nem na autora

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