Quinto Capítulo • Casa pronta
O quarto do hospital estava iluminado pelas luzes brancas, e o som do monitor cardíaco preenchia o espaço com um ritmo constante. %Ludmilla% estava deitada na maca, os cabelos colados à testa pelo suor. Sua respiração era pesada, os olhos semicerrados em concentração enquanto ela segurava a mão de Jimin com toda a força que conseguia reunir.
— Respire, %Lud%, respire profundamente — ele disse, tentando manter a calma, mesmo que por dentro estivesse tão nervoso quanto ela.
— Fácil pra você falar! — %Ludmilla% gritou entre um gemido de dor. — Você não tem um bebê querendo sair de dentro de você!
Jimin riu nervosamente, inclinando-se para beijar a mão dela.
— Você está indo tão bem, amor. Eu estou aqui, tá bom? Não vou a lugar nenhum.
%Ludmilla% fechou os olhos por um momento, inspirando e expirando enquanto tentava controlar a próxima contração. Uma das enfermeiras ajustou os travesseiros atrás dela, dando-lhe mais suporte.
— Muito bem, %Ludmilla% — disse o obstetra, com um tom encorajador. — Já está quase na hora. Quando sentir a próxima contração, quero que faça força, tudo bem?
Ela assentiu levemente, mordendo o lábio para conter outro gemido.
Jimin, por outro lado, parecia congelado, mas sua mão nunca deixou a dela. Ele inclinou-se mais perto, o rosto a centímetros do dela.
— %Lud%, você é incrível, sabia? Eu nunca estive tão orgulhoso de você. Estamos tão perto de conhecer nosso bebê... Só mais um pouquinho.
As palavras dele arrancaram um sorriso tímido dela, mesmo no meio da dor.
— Se você chorar antes de mim, Jimin, juro que vou te dar uma surra — ela brincou, apesar da exaustão.
Ele riu baixinho, as lágrimas já ameaçando brotar em seus olhos.
Outra contração veio, e %Ludmilla% gritou, apertando a mão de Jimin com tanta força que ele quase reclamou.
— Isso! Muito bem, %Ludmilla%! Continue assim! — incentivou o obstetra.
— Você consegue, meu amor! Estamos quase lá! — Jimin disse, a voz trêmula.
Minutos pareceram horas, até que, de repente, o choro de um recém-nascido preencheu o quarto. %Ludmilla% desabou contra os travesseiros, exausta, enquanto as lágrimas finalmente escorriam pelo rosto de Jimin.
— É um menino lindo, parabéns! — anunciou o obstetra, segurando o bebê para que os dois o vissem.
Jimin olhou para o pequeno ser, tão frágil e perfeito, e depois para %Ludmilla%, que agora sorria, mesmo exausta. Ele beijou sua testa com ternura.
— Você foi incrível, %Lud%. Ele é perfeito... assim como você.
Uma enfermeira colocou o bebê nos braços de %Ludmilla%, que o olhou com uma mistura de amor e incredulidade. Jimin passou o braço em volta dela, acariciando suavemente a cabeça do filho.
— Bem-vindo ao mundo, meu pequeno. — Jimin sussurrou, a voz embargada.
***
%Ludmilla% estava acomodada em um quarto tranquilo do hospital, envolta em cobertores macios. O cansaço pesava em seu corpo, mas o sorriso em seus lábios denunciava o alívio de ter passado pelo parto. Jimin estava sentado ao lado dela, segurando sua mão enquanto acariciava seus dedos com os polegares.
— Você está bem? Precisa de alguma coisa? — ele perguntou, a voz suave.
— Só preciso saber que nosso bebê está bem — ela respondeu, com um olhar sonhador.
A porta se abriu lentamente, revelando o médico que os havia acompanhado durante o parto. Ele entrou com um semblante calmo, mas sério, e isso foi suficiente para Jimin e %Ludmilla% trocarem um olhar apreensivo.
— Doutor, está tudo bem com o nosso filho? — %Ludmilla% perguntou, endireitando-se na cama com um leve esforço.
O médico fechou a porta atrás de si e se aproximou, segurando um tablet com as informações médicas. Ele puxou uma cadeira para sentar ao lado da cama, como quem queria conversar com cuidado.
— %Ludmilla%, Jimin, o parto correu bem e o bebê está estável… Porém, durante a avaliação inicial, identificamos uma má formação no pulmão esquerdo. Isso significa que ele está tendo um pouco de dificuldade para respirar sozinho, e precisaremos mantê-lo na unidade de terapia intensiva neonatal para monitoramento e suporte.
%Ludmilla% ficou em silêncio por um momento, tentando processar as palavras. Jimin sentiu o coração apertar no peito, a mão automaticamente apertando a dela com mais força.
— O que isso significa exatamente? Ele vai ficar bem? — Jimin perguntou, a voz trêmula.
— Estamos otimistas — o médico respondeu, com um tom tranquilizador. — A condição dele é tratável, mas exigirá cuidados intensivos nos primeiros dias ou semanas de vida. Ele está sendo bem monitorado por uma equipe especializada, e faremos o possível para garantir que ele tenha o melhor tratamento.
%Ludmilla% engoliu em seco, e uma lágrima silenciosa escorreu pelo canto do seu olho. Jimin rapidamente a limpou com o polegar, inclinando-se para beijar sua testa.
— Ele é forte, %Lud%. Assim como você. Ele vai superar isso — Jimin disse, a voz baixa, mas cheia de convicção, enquanto tentava conter as próprias emoções.
— Eu só queria que ele estivesse aqui comigo, nos meus braços... — ela sussurrou, a voz embargada.
— E ele estará. Logo. Ele só precisa de um tempinho para ficar mais forte. E enquanto isso, nós estaremos aqui por ele, todos os dias — Jimin garantiu, apertando sua mão.
— Vocês poderão visitá-lo na UTI neonatal assim que %Ludmilla% estiver mais recuperada. Vamos cuidar bem dele. Vocês têm minha palavra.
Com isso, o médico se levantou, deixando o casal para processar a notícia.
%Ludmilla% virou-se para Jimin, os olhos ainda marejados.
— E se... E se algo der errado?
Ele a puxou para um abraço apertado, sentindo os soluços dela contra seu peito.
— Não vamos pensar no
"e se", %Lud%. Vamos acreditar no nosso pequeno. Ele tem o melhor de nós dois, e isso já o torna o bebê mais forte do mundo.
%Ludmilla% fechou os olhos, encontrando consolo nos braços de Jimin. Apesar do medo, ela sabia que não estava sozinha. Juntos, enfrentariam qualquer coisa pelo filho que já amavam tanto.
***
Jimin saiu do quarto com passos apressados, mas ao mesmo tempo hesitantes. A mistura de sentimentos em seu peito era sufocante: alívio por %Ludmilla% estar bem, medo pelo estado do bebê, e a necessidade de compartilhar tudo isso com os amigos que estavam esperando.
Ao chegar à recepção, seus olhos rapidamente encontraram %Vivian% e Seokjin, que estavam sentados lado a lado em cadeiras desconfortáveis de plástico. %Vivian% estava inquieta, mexendo nos próprios dedos, enquanto Jin mantinha as mãos juntas, encarando o chão com uma expressão preocupada.
Assim que Jimin apareceu, %Vivian% foi a primeira a notar. Ela se levantou de um salto, correndo até ele.
— Jimin! E aí? Como eles estão? — ela perguntou, os olhos arregalados de ansiedade.
Seokjin também se levantou, aproximando-se com passos medidos, mas a mesma preocupação estampada no rosto.
Jimin tentou sorrir, mas o gesto saiu hesitante. Ele esfregou o rosto com as mãos antes de responder, como se precisasse de um momento para organizar os pensamentos.
— %Ludmilla% está bem. Ela foi incrível, uma guerreira... — ele começou, a voz carregada de emoção. — Nosso bebê nasceu. Ele é perfeito, lindo... Mas…
%Vivian% prendeu a respiração, e Seokjin colocou a mão no ombro de Jimin, incentivando-o a continuar.
— O bebê teve uma má formação no pulmão esquerdo. Ele está na UTI neonatal agora. O médico disse que é tratável, mas... é difícil não se preocupar, sabe? — Jimin confessou, a voz embargando.
%Vivian% levou as mãos à boca, claramente emocionada.
— Mas ele vai ficar bem, né?
Jimin assentiu lentamente.
— Eles estão cuidando dele. O médico disse que ele é forte, e eu acredito nisso. Só... é difícil. Muito difícil.
Seokjin apertou o ombro de Jimin com mais firmeza, oferecendo conforto.
— Ei, você não está sozinho nisso. Nós estamos aqui por você, %Ludmilla% e o Jaehyun, o tempo todo, entendeu?
%Vivian% se aproximou, envolvendo Jimin em um abraço apertado.
— Vai dar tudo certo, Jimin. Você e %Ludmilla% já são pais incríveis. Esse bebê tem sorte de ter vocês.
Jimin finalmente permitiu que algumas lágrimas escapassem, mas ele sorriu, mesmo que de forma contida.
— Obrigado, de verdade. Só de vocês estarem aqui já faz muita diferença.
— Sempre estaremos aqui, Jimin — Seokjin afirmou com um sorriso caloroso. — E me avise se precisar de qualquer coisa. Alguém para buscar comida, distração com minhas piadas incríveis, o que for.
%Vivian% revirou os olhos, dando um leve tapa no braço de Jin.
— As piadas não ajudam ninguém, mas eu cuido da comida.
Jimin riu baixinho, sentindo o peso no peito aliviar um pouco. Ter amigos como eles ao seu lado era exatamente o que ele precisava para enfrentar o momento difícil que estava vivendo.
— Obrigado, de verdade. Vocês não sabem o quanto significa para mim e para %Ludmilla%.
— Não precisa agradecer — %Vivian% disse, enxugando as lágrimas. — Agora vamos lá. Você precisa de café.
— E talvez de um cochilo — Seokjin acrescentou.
Jimin sorriu mais uma vez, sentindo o apoio deles como uma força invisível que o ajudava a seguir em frente.
***
%Aline%, Namjoon e Hoseok chegaram ao hospital com passos apressados, o clima tenso no ar. Hoseok segurava cuidadosamente o braço de %Aline%, preocupado com o ritmo acelerado que ela tentava impor mesmo com a barriga de cinco meses já marcando sua silhueta. Namjoon, sempre atento, caminhava ao lado deles, os olhos vasculhando o ambiente em busca de Jimin ou alguma informação.
— Calma, %Aline% — Hoseok murmurou, a voz suave. — Você precisa ir devagar.
— Eu sei, mas quero saber como eles estão — respondeu %Aline%, visivelmente ansiosa.
Eles seguiram até a recepção, onde encontraram %Vivian%, Seokjin e Jimin conversando em um canto. Assim que viu os três se aproximando, Jimin levantou-se rapidamente e correu para encontrá-los.
— Vocês vieram... — ele começou, a voz embargando de emoção ao ver os amigos.
%Aline% não hesitou em abraçá-lo, envolvendo-o em um abraço apertado.
— É claro que viemos. Como está %Ludmilla%? E o bebê?
Jimin suspirou profundamente, sentindo o conforto do abraço de %Aline%. Quando se afastaram, ele olhou para os três, tentando manter a calma ao explicar.
— %Ludmilla% está bem. Foi um parto normal, e ela foi incrível. Mas... o bebê teve uma má formação no pulmão. Ele está na UTI neonatal.
%Aline% levou a mão ao peito, sentindo um aperto. Namjoon e Hoseok trocaram um olhar preocupado antes de Namjoon dar um passo à frente e colocar a mão no ombro de Jimin.
— Ele vai ficar bem, Jimin. E vocês também.
Hoseok, que sempre trazia um toque de leveza, tentou um sorriso tranquilizador.
— Já sabemos que ele herdou a força da %Ludmilla% e a determinação do pai. Esse pequeno vai superar isso.
Jimin deixou escapar um sorriso tímido, enxugando rapidamente os olhos.
— Obrigado, pessoal. Ter vocês aqui faz tudo parecer um pouco menos assustador.
— Sempre estaremos aqui, Jimin — %Aline% assegurou, segurando a mão dele. — E tenho certeza de que logo vamos comemorar a recuperação completa do Jaehyun.
%Vivian% se aproximou, cruzando os braços com uma expressão decidida.
— Eu disse o mesmo, mas acho que ouvir isso da futura mamãe do ano tem outro peso, não é?
Todos riram suavemente, mesmo que o clima ainda estivesse carregado. Hoseok apoiou as mãos na cintura, olhando para Jimin.
— Agora, você precisa comer algo. Aposto que está aqui desde cedo sem nem pensar nisso.
Seokjin apontou para a máquina de café no corredor.
— Já sugeri isso, mas ele não quis. Acho que precisa de uma intervenção em grupo.
— Certo — Namjoon concordou. — Vamos cuidar disso. Jimin, você vai comer, e nós vamos garantir que %Ludmilla% não tenha que se preocupar com nada enquanto está se recuperando.
Jimin sorriu, sentindo-se um pouco mais leve com o apoio dos amigos.
— Obrigado, pessoal. Vocês são incríveis.
%Aline% apertou a mão dele novamente.
— É o mínimo que podemos fazer. Agora, vamos cuidar de você para que você possa cuidar da sua família.
***
%Aline% e %Vivian% seguiram pelo corredor do hospital em silêncio, trocando olhares preocupados enquanto se aproximavam do quarto onde %Ludmilla% estava. %Aline% carregava uma pequena sacola com uma muda de roupas confortáveis para a amiga, que ela e Namjoon haviam passado em casa para pegar antes de irem ao hospital.
Quando abriram a porta do quarto, encontraram %Ludmilla% recostada na cama, o rosto ainda pálido, mas com uma expressão serena. Apesar da exaustão visível, seus olhos brilharam ao ver as amigas entrando.
— Olha só quem veio me visitar — %Ludmilla% disse com um sorriso fraco, mas caloroso.
— Como você está, %Lud%? — %Aline% perguntou, aproximando-se com cuidado para não se sobrecarregar.
%Vivian% puxou uma cadeira para se sentar ao lado da cama.
— E nem tente mentir, hein? A gente quer saber a verdade.
%Ludmilla% soltou uma risada curta, segurando a mão de %Vivian%.
— Estou cansada, mas bem. Só preocupada com o bebê... — Sua voz falhou levemente, e ela olhou para o teto, respirando fundo. — É estranho não tê-lo aqui comigo, sabe?
%Aline% se sentou na outra cadeira, pegando a mão livre de %Ludmilla%.
— É compreensível, %Lud%. Mas ele está em boas mãos, e você fez tudo o que podia para trazê-lo ao mundo com força. Agora é confiar nos médicos e no pequeno guerreiro que vocês puseram no mundo.
— E a gente está aqui, sempre — acrescentou %Vivian%, apertando suavemente a mão de %Ludmilla%. — Para você, para o bebê, para o Jimin. O que precisar.
%Ludmilla% assentiu, os olhos marejados.
— Obrigada, meninas. Só de ouvir isso já me sinto mais forte.
%Aline% abriu a sacola que trouxera.
— Eu trouxe isso pra você. Achei que ia querer trocar de roupa e se sentir um pouco mais confortável.
— Você é um anjo, %Aline%. Obrigada mesmo. Eu e Jimin saímos tão apressados que eu só trouxe as roupas do Jaehyun…
%Vivian% se levantou e começou a arrumar as coisas ao redor da cama, sempre prática.
— Agora, sem desculpas. Você vai descansar direitinho, porque quando esse bebê sair da UTI, ele vai precisar de uma mãe cheia de energia pra mimá-lo.
%Ludmilla% sorriu com ternura, e então olhou para %Aline%.
— E você? Como está? Como está a gravidez?
%Aline% acariciou a barriga levemente.
— Tudo tranquilo, por enquanto. Os meninos estão mais ansiosos do que eu, acho.
— Normal — %Ludmilla% disse, rindo. — Namjoon e Hoseok vão ser pais maravilhosos. E você... — Ela apertou a mão de %Aline%. — Vai ser incrível.
%Aline% sorriu, tentando segurar as lágrimas. %Vivian% olhou para as duas e ergueu as mãos.
— Certo, chega de fazer a grávida aqui chorar. A gente precisa manter o foco.
As três riram, quebrando a tensão do momento. %Ludmilla% respirou fundo, sentindo-se mais tranquila com a presença das amigas.
— Obrigada por estarem aqui. Eu realmente não sei o que faria sem vocês.
%Vivian% piscou para ela.
— Não vai precisar descobrir.
%Aline% sorriu, segurando as mãos de %Ludmilla% e %Vivian%.
— Estamos todas juntas nessa, sempre.
***
A noite de Jimin e %Ludmilla% foi marcada por um turbilhão de emoções. Após a visita das amigas, %Ludmilla% finalmente conseguiu se sentir um pouco mais confortável e menos ansiosa. Jimin retornou ao quarto mais tarde, visivelmente abalado, mas tentando manter-se forte para a esposa. Ele segurou a mão dela, prometendo que tudo ficaria bem, e ficaram assim, em silêncio, apenas confortando um ao outro.
%Ludmilla% teve dificuldade para dormir, acordando várias vezes com pensamentos sobre o bebê na UTI. Sempre que isso acontecia, Jimin estava ao seu lado, pronto para sussurrar palavras de encorajamento ou apenas segurar sua mão até que ela voltasse a fechar os olhos.
Em determinado momento, uma enfermeira entrou no quarto para informar que o estado do bebê permanecia estável, o que trouxe algum alívio ao casal. Mesmo assim, Jimin aproveitou cada brecha para sair discretamente e verificar a UTI, apenas para ter certeza de que o pequeno estava sendo bem cuidado.
%Ludmilla%, por sua vez, tentava se manter positiva, concentrando-se no apoio que recebia não apenas de Jimin, mas também de seus amigos, que enviavam mensagens carinhosas durante a madrugada.
Apesar de ser uma noite difícil, foi também uma noite em que o vínculo entre Jimin e %Ludmilla% se fortaleceu ainda mais. Eles sabiam que não podiam prever o futuro, mas estavam determinados a enfrentá-lo juntos, com coragem e amor.
***
Na manhã seguinte, %Ludmilla% finalmente recebeu alta do quarto. Apesar de ainda sentir o cansaço físico e emocional, a ansiedade de ver o filho superava qualquer desconforto. Jimin estava ao seu lado, ajudando-a a se levantar e segurando-a com cuidado enquanto caminhavam pelos corredores do hospital em direção à UTI neonatal.
Quando chegaram à porta da UTI, %Ludmilla% sentiu o coração apertar. A enfermeira os informou gentilmente que, devido à condição delicada do bebê, eles poderiam observá-lo apenas através do vidro por enquanto. %Ludmilla% assentiu com um pequeno sorriso, embora seus olhos marejassem.
Ela se aproximou da janela, segurando firmemente a mão de Jimin. Lá estava ele, o pequeno lutador, deitado na incubadora, cercado por aparelhos que ajudavam a monitorar e estabilizar sua saúde. Ele parecia tão pequeno, tão frágil, mas ao mesmo tempo irradiava uma força que %Ludmilla% não sabia que era possível.
— Ele é tão lindo, Jimin — %Ludmilla% sussurrou, as lágrimas rolando silenciosamente por seu rosto.
— É, ele é — Jimin respondeu, com a voz embargada. Ele envolveu o braço ao redor de %Ludmilla%, beijando o topo de sua cabeça. — E ele vai ficar bem. Nosso pequeno é forte.
Os dois ficaram ali, lado a lado, em silêncio, observando o filho. Era um momento agridoce, mas carregado de esperança. %Ludmilla% encostou a cabeça no ombro de Jimin, sentindo o calor e o apoio dele.
— Obrigada por estar ao meu lado, Jimin. Não sei o que faria sem você.
— Eu sempre vou estar aqui, %Lud%. Por você, por ele, por nós.
Naquele instante, enquanto observavam o pequeno lutador na incubadora, %Ludmilla% e Jimin sentiram que, apesar dos desafios, estavam prontos para enfrentar o que viesse, juntos.
***
Os quinze dias seguintes foram uma montanha-russa de emoções para Jimin e %Ludmilla%. Todos os dias começavam cedo, com o casal chegando ao hospital para passar o máximo de tempo possível perto de Jaehyun. Embora ainda não pudessem segurá-lo nos braços, observá-lo através do vidro da incubadora já era um alívio para os corações ansiosos dos dois.
%Ludmilla%, ainda se recuperando do parto, enfrentava a exaustão física e emocional, mas sua determinação de estar presente para o filho era inabalável. Jimin, por outro lado, era a rocha que a sustentava. Ele segurava sua mão quando as lágrimas vinham e a encorajava quando ela se sentia desanimada. Em troca, ela fazia o mesmo por ele nos momentos de fraqueza.
A saúde de Jaehyun oscilava entre pequenos avanços e retrocessos. Um dia ele mostrava sinais de melhora, e no outro surgia uma nova preocupação. Cada visita à UTI era marcada por sentimentos conflitantes de alegria e apreensão. Os médicos se esforçavam para explicar o quadro clínico de forma clara, e Jimin e %Ludmilla% absorviam cada informação como uma promessa de que o pequeno lutador continuaria progredindo.
Nos momentos de baixa,
a fé os mantinha firmes. %Ludmilla%, que nunca fora muito religiosa, começou a encontrar conforto em orações silenciosas, enquanto Jimin, sempre otimista, reforçava que Jaehyun era mais forte do que qualquer adversidade. A conexão entre os dois se fortaleceu ainda mais. Apesar do cansaço e das preocupações, eles encontravam alegria nas pequenas vitórias diárias, como o momento em que Jaehyun respirou sem auxílio por alguns segundos ou quando ele reagiu ao toque leve de um dos enfermeiros.
Durante as noites em casa, os dois conversavam longamente sobre o futuro. Planejavam como decorariam o quarto de Jaehyun, quais seriam seus primeiros brinquedos, e até quais canções de ninar Jimin cantaria para ele. Esses momentos ajudavam a aliviar a tensão do dia e reavivavam a esperança.
A presença dos amigos e da família também era um pilar de apoio. %Vivian%, %Aline%, e os outros faziam visitas constantes, trazendo palavras de conforto e ajudando de todas as maneiras possíveis. Cada visita era uma lembrança de que %Ludmilla% e Jimin não estavam sozinhos nessa jornada.
Ao final desses quinze dias, apesar de todas as dificuldades, o casal se sentia mais unido do que nunca. Eles tinham a certeza de que, juntos, podiam enfrentar qualquer obstáculo. Jaehyun continuava mostrando sinais de progresso, e com ele, a fé de seus pais se renovava. Jimin e %Ludmilla% sabiam que a batalha ainda não havia acabado, mas estavam dispostos a lutar cada dia pela saúde e felicidade de seu filho.
***
O sol parecia mais brilhante naquele dia especial. %Ludmilla% e Jimin estavam emocionados enquanto se preparavam para levar Jaehyun para casa pela primeira vez. O pequeno, agora forte o suficiente para sair da UTI, estava vestido com um macacão azul-claro, presente de %Vivian%, e envolto em uma manta macia que a mãe de %Ludmilla% havia feito à mão.
No hospital, a equipe médica que os acompanhou durante aquelas semanas desafiadoras se despediu com abraços e palavras de incentivo. Um dos médicos entregou um relatório detalhado com os cuidados necessários, enquanto uma enfermeira não resistiu e disse:
— Ele é um verdadeiro guerreiro. Parabéns, vocês foram incríveis.
Jimin segurava Jaehyun com delicadeza enquanto %Ludmilla% agradecia emocionada. A caminhada até o carro foi lenta, cada passo parecendo um sonho realizado.
Ao chegarem ao apartamento, foram recebidos por um caloroso
"Surpresa!" de amigos e familiares que haviam decorado a sala com balões e uma faixa que dizia:
Bem-vindo, Jaehyun! %Aline%, com a barriguinha de cinco meses já evidente, foi a primeira a abraçar %Ludmilla%.
— Vocês conseguiram! Ele está em casa agora, exatamente onde deveria estar.
Hoseok e Namjoon se aproximaram logo em seguida, enchendo Jimin de tapinhas nas costas e sorrisos.
— Parabéns, papai! — brincou Namjoon.
— Vocês são uma inspiração — acrescentou Hoseok, admirando o pequeno Jaehyun.
Os amigos logo tomaram conta da sala. Seokjin e Taehyung, sempre brincalhões, competiam para ver quem seria o
"tio favorito". %Amanda% e Jungkook estavam mais tranquilos, observando com sorrisos ternos enquanto ajudavam a mãe de Jimin a organizar as comidas na mesa.
— Ele é tão pequeno e perfeito! — disse %Vivian%, acariciando a mãozinha de Jaehyun enquanto Seokjin fazia comentários sobre como o bebê já parecia ter "
traços de estrela".***
Após a emoção inicial, todos se acomodaram. A mãe de %Ludmilla% pediu a atenção de todos e disse:
— Quero dizer o quanto estou orgulhosa de vocês dois. %Ludmilla%, você é uma guerreira. E, Jimin, obrigado por cuidar da minha filha e do meu neto com tanto amor.
As palavras dela fizeram %Ludmilla% chorar, e ela respondeu emocionada:
— Não sei o que faríamos sem o apoio de cada um de vocês. Obrigada por estarem sempre aqui.
O clima era de pura celebração e gratidão. Jimin olhou ao redor, segurando Jaehyun nos braços, e disse:
— Nosso pequeno já é tão amado. Prometemos que vamos retribuir todo esse amor.
Todos brindaram com suco e chá gelado
(em consideração a %Ludmilla% e %Aline%) enquanto o apartamento se enchia de risos e histórias compartilhadas.
Quando a noite chegou e os convidados começaram a se despedir, o apartamento ficou em silêncio. Jimin e %Ludmilla%, agora sozinhos com Jaehyun, colocaram o pequeno no berço pela primeira vez.
— Olha ele ali, nosso milagre — sussurrou %Ludmilla%, segurando a mão de Jimin.
— E nós conseguimos, juntos — respondeu ele, puxando-a para um abraço.
A jornada até ali não fora fácil, mas eles sabiam que os desafios os tornaram mais fortes. Com Jaehyun dormindo pacificamente, o casal se deitou exausto, mas com o coração cheio de amor e gratidão, prontos para começar essa nova fase como uma família.