Entre Dois Mundos


Escrita porNathara Sant'anna
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo Seis

Tempo estimado de leitura: 24 minutos

  Dez dias...
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  Parecia uma eternidade, mas se passaram apenas dez dias desde que eu me mudei para a casa de Axel, ou para a casa da piscina, para ser mais exata, e por incrível que pareça o tratamento seguia o mesmo, ninguém desta casa falava comigo, e na escola as coisas não melhoraram, na realidade ficaram ainda mais caóticas, tudo porque eu sem querer acabei discutindo com a melhor amiga de Payton, Trix. Eu sei que tinha dito para mim mesma que eu não iria me envolver em nenhuma confusão enquanto estivesse por aqui, mas a atitude de Trix tinha sido tão baixa que automaticamente me vi brigando com ela.
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  Mas sendo bem sincera, não era nenhuma dessas situações que me deixavam chateada, pelo contrário, o que me deixava chateada era Payton continuar lutando com unhas e dentes para me fazer a vilã dessa história, mesmo essa não sendo minha intenção. Então, somando isso e também a convivência forçada com Axel e sua família, tudo se tornava ainda mais estranho. No entanto eu não sei nem se deveria chamar isso de convivência, visto que ninguém falava comigo naquela casa. Para piorar ainda mais a minha situação, algumas pessoas do círculo de Axel também já estavam sabendo sobre mim, e de certa forma isso estava deixando a vida da família do meu pai agitada, e não no bom sentido.
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  Situações como essa só me fazem lembrar ainda mais da minha avó, e sobre como as coisas seriam mais simples na minha vida se ela ainda estivesse viva. Com a minha avó, eu não teria tantas preocupações. Eu não estaria me preocupando sobre estar ficando sem dinheiro, ou sobre como eu teria que começar a me preparar para o que aconteceria quando Axel me expulsasse dessa casa. Essas e outras preocupações estavam cada vez mais presentes no meu dia a dia e até mesmo impedindo que eu tivesse uma boa noite de sono.
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  Antes que eu pudesse me afundar ainda mais nas minhas lamentações e sobre como minha vida estava indo ladeira a baixo em menos de um mês, sou puxada de volta a realidade de um forma abrupta.
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  — %Malia%! — Minha irmã abre a porta de casa sem bater. O barulho que se segue me deixando assustada.
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  — Ao que devo sua visita repentina? — Tento me recuperar do susto que eu havia levado.
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  — Temos um problema. — Cruzo meus braços e a encaro, tentando entender o que mais ela iria usar como desculpas para me atormentar.
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  — E qual seria esse problema?
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  — Nesse final de semana você terá que desocupar a casa. — As palavras que saem da boca da minha irmã não faziam nenhum sentindo. Parecia que tudo o que eu tinha acabado de escutar era fruto da minha imaginação.
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  — E você espera que eu fique onde? — Pergunto ainda tentando assimilar tudo.
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  — Sinceramente? Não me importo, apenas preciso que você saia de casa nesse final de semana.
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   Fico estática. Eu sabia que Payton não tinha nenhum pingo de remorso por tudo que fez pra mim até agora, mas eu apenas fico ali, parada, encarando minha irmã, esperando que isso fosse uma brincadeira de mal gosto, o que obviamente não seria.
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  Ela não se importava realmente se eu teria um lugar para ficar, pois tudo o que importava para ela era eu desocupar essa casa para o final de semana.
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  — Posso pelo menos saber o motivo? — Pergunto.
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  — Desde quando eu preciso dar alguma justificativa para você? Apenas preciso que você desocupe a casa, volte na segunda. — Ela continua repetindo suas palavras, sem ao menos me falar o motivo de eu ter que sair tão repentinamente.
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  — Olha, Payton, acho que isso não vai rolar, eu não tenho onde ficar. — Cruzo meus braços e tento manter a maior calma do mundo enquanto falo com ela.
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  — Você é idiota? Ou se faz? — Payton começa a berrar de repente, me pegando de surpresa. — Qual a parte do “você tem que sairdessa casa nesse final de semana” você ainda não entendeu? Estou pouco me fudendo para onde você vai dormir.
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   Sinto meu corpo todo enriquecer, os gritos de Payton acabaram atraindo alguns olhares para a casa da piscina, e a julgar pela expressão dos funcionários, todos apoiavam Payton e me olhavam com desprezo.
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  — Você venceu, Payton… — Meus olhos começam a arder, e eu sabia que a qualquer momento eu poderia acabar chorando. — Seja lá o motivo de você precisar dessa casa para o final de semana, faça bom proveito.
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   Fico surpresa por conseguir manter minha voz firme, embora no fundo eu apenas quisesse chorar. Eu estava ficando de saco cheio desse tratamento que eu vinha recebendo de todo mundo, e para piorar, uma das pessoas que deveriam me proteger, parecia colocar mais lenha na fogueira.
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  — Acho que sua ficha finalmente está caindo, não é mesmo? — Payton solta uma risada cruel, mas disfarçada com um semblante fofo. — Seu lugar não é aqui. — O olhar dela é frio e calculista. — Essa casa não é sua, e todas as vezes em que eu der uma festa, ela será feita aqui, então comece a se acostumar com o fato de ficar mais fora dessa casa do que dentro.
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   Respiro fundo e tento me manter calma, porque tudo o que eu queria nesse momento era bater em Payton, mas eu sabia que se eu cedesse, as coisas só iriam ficar ruins para o meu lado, principalmente quando muitos funcionários estão vendo o espetáculo de dela sem interferir.
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  — Axel está sabendo disso? — Minha voz sai um pouco alterada.
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  — Sim? — Ela sorri debochadamente para mim.
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   Começo a sentir a raiva borbulhando dentro de mim, então fecho meus olhos e respiro fundo, fazendo uma contagem. Quando sinto que eu poderia conversar novamente como uma pessoa civilizada, abro os olhos e não encontro Payton na sala.
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  Ela tinha me deixado sozinha.
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  Caminhando para meu quarto, começo a pensar em uma alternativa. Eu não tinha onde ficar. Ir para um hotel sairia caro demais, e esse não era um dinheiro que eu poderia gastar no momento. Minha mãos tremiam de raiva e tudo o que eu queria no momento era jogar alguma coisa na parede para ver se esse sentimento passava, mas novamente lembro que não estou em casa. Por um momento pensei em ligar para Evie ou Zane, mas eu não queria incomodar meus amigos, eles deveriam estar ocupados com alguma atividade extracurricular que faziam nos finais de semana, então a minha única alternativa era achar um lugar para ficar sábado e domingo, e hoje, penso.
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  Eu precisava sair por um momento dessa casa, aliviar minha mente, por isso acabo pegando meu notebook e indo até a cafeteria que eu vinha frequentando nos últimos dias. O local tinha se tornado em partes o meu refúgio, principalmente quando acontecia algo em casa. Talvez seja o ambiente aconchegante que tenha me cativado, ou talvez tenha sido o cheirinho de café recém passado que me fez ficar.
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  Como o lugar era perto, eu sempre ia a pé.
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  Assim que chego, abro a porta, e o pequeno sino acima da porta toca suavemente, indicando que alguém tinha entrado. O ambiente, como eu imaginava, cheirava a café recém passado, e automaticamente eu já estava começando a me sentir mais calma.
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  — Pensei que você não viria hoje. — A calorosa voz de Genevieve preenche o ambiente. A senhora se aproxima de mim com um sorriso enorme nos lábios, seus cabelos que outra hora haviam sido coloridos, estavam presos em um coque impecavelmente branco.
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  — Eu também pensei. — Falo um pouco sem graça. — Porém problemas surgiram. — Genevieve me guia para uma mesa.
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  — Ah querida… — Era estranho eu achar que de certa forma ela me entendia, mesmo sem eu falar muito? — Vou trazer algo para você comer, e dessa vez é por conta da casa. — Eu iria protestar, mas sou recebida com um olhar penetrante dela, que me fez ficar quieta rapidamente.
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   Tiro meu notebook da bolsa, e espero ele conectar na internet. Eu precisava arrumar um emprego, porém não poderia ser algo que comprometesse a minha vida escolar, afinal, eu precisava ter uma boa média caso eu quisesse ir para alguma universidade.
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  — %Malia%? — Me viro para saber quem estava me chamando e dou de cara com Tyler. Ele parecia estar completamente alheio as pessoas ao seu redor, seu sorriso despreocupado e o cabelo bagunçado, mostravam que ele tinha acabado de voltar da praia.
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  — Tyler… — Sinto um alívio percorrendo meu corpo, ele tinha se mostrado uma pessoa legal nas últimas semanas, principalmente quando ninguém na escola parecia querer falar comigo.
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  — Como você sabia que era eu? — Ele parecia levemente ofendido, e se eu não soubesse algumas diferenças entre ele e o irmão, eu poderia dizer que tinha errado, mas era impossível disso acontecer.
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  — Você não tem covinhas. %Trent% têm. — Volto meus olhos para a tela do meu computador.
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  — E depois as pessoas falam que eu e %Trent% somos idênticos. — Ele revira os olhos e praticamente se joga na cadeira à minha frente.
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  — Seu comportamento é de uma criança de três anos. — Murmuro.
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  — O que eu posso fazer? Eu sou adorável até fazendo birra. — Coloco a mão no meu rosto, chocada quando vejo Tyler abrindo os braços e chamando uma atenção indesejada para a gente.
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  — Eu não usaria essa palavra para descrever você. — Retruco, entredentes enquanto reviro meus olhos.
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  — Você tem certeza? — Tyler se inclina na mesa, apoiando o queixo em sua mão e piscando os olhos para mim.
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   Eu queria muito poder bater nele nesse momento, mas não demora muito para eu soltar uma leve risada.
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  — Tudo bem, Tyler, você é muito carismático. — Abano o ar, esperando que ele me deixasse em paz.
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  — Muito obrigada, você melhorou meu dia. — Ele coloca a mão no coração, o que faz eu revirar ainda mais meus olhos.
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  — Você se acha muito. — Observo pelo canto dos olhos que Genevieve se aproximava.
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  — Errado, eu sei aproveitar a vida. — Ele começa a rir. — Sei que é recente, mas talvez você devesse fazer isso.
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   Fico em silêncio. Tyler tinha um ponto, mas no fundo eu achava que se eu seguisse em frente, eu estaria manchando a memória da minha avó, ainda mais quando eu avacalhei muito com ela desde que descobri que meus pais tinham uma família.
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  — Vamos ver como as coisas irão se desenrolar. — Murmuro.
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  — Gostei de ouvir isso. — Ele começa a bater palmas, e eu apenas baixei minha cabeça, envergonhada.
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  — Tyler, você está envergonhando a %Malia%. — Genevieve vem ao meu socorro e sorrio aliviada para ela.
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  — Obrigada. — Ela tinha trago muito mais coisas do que eu imaginaria, deixando tudo na mesa e saindo com um sorriso nos lábios.
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   De certa forma eu me sentia mal quando ela fazia isso, mas eu não sabia como abordar esse assunto com ela. Genevieve tinha sido uma benção na minha vida, principalmente nas primeiras semanas que estive aqui, e ainda mais quando Payton cortou a luz da minha casa e eu não tinha como fazer comida.
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  — Você parece cansada. — Tyler tinha um poder de saber quando as pessoas não estavam bem, e geralmente eu não saia ilesa dessa observação pessoal que ele faz.
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  — Problemas. — Murmuro antes de dar um gole no meu café.
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  — Quem sabe eu possa te ajudar. — Ele se inclina ainda mais na mesa, se aproximando de mim.
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  — Payton irá dar uma festa nesse final de semana. — Escuto Tyler soltando um xingamento.
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  — Não me diga que vai ser na casa da piscina… — Eu tinha contado para Tyler que eu não morava na casa principal e sim na casa da piscina, o que era estranho de eu falar, pois eu conhecia Tyler a pouco tempo, mas essa era uma das habilidades dele, fazer você falar quando você menos espera.— Isso é ridículo. — Ele bufa. — Payton realmente não tem limites. — Tento disfarçar minha frustração, não queria mais uma pessoa irritada com Payton, já bastava eu. — Qual é o plano?
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  — Acho que vou ligar para a Evie, ou para o Zane…
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  — Nem pensar, você pode ficar na minha casa. — Uma risada escapou dos meus lábios.
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  — Não acho que essa seja uma boa ideia, Tyler. — Cruzo meus braços.
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  — Assim você me ofende. — Ele coloca as mãos no peito e novamente faz drama.
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  — Eu preciso falar os motivos? — Ergo minha sobrancelha.
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  — Qual é, achei que a gente já tinha passado da fase de você achar que eu estou afim de você. — Ele solta uma risada.
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  — Tyler… Você sabe que não é isso. Só acho estranho estar lá. — Dou de ombros.
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  — Você não teve a oportunidade de conhecer minha mãe ainda, ela adora visitas, e %Malia%, caso você não vá, ela irá fazer eu lavar toda a louça no final de semana. — Começo a rir. — Tenha piedade de mim.
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  — Seu irmão não vai curtir…
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  — %Trent% não tem que curtir nada. — Tudo o que ganho é uma expressão exagerada de Tyler que deixava bem claro que não teria desculpas.
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  — Tem certeza de que a sua mãe não vai achar ruim? — Eu estava começando a me arrepender de estar aceitando essa ideia, mas se eu fosse para a casa da Evie ou do Zane eu teria que gastar combustível.
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  — Minha mãe é a única mulher da casa, tenho certeza de que ela vai adorar ter você lá. — Me coço levemente para perguntar sobre Payton, mas me detenho.
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  — Beleza, você venceu. — Solto um suspiro e concordo com a sua ideia.
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  — Se quiser, você já pode ir para minha casa hoje mesmo…
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  — Tyler, as vezes você me assusta, sabia?
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  — Por quê? — Ele me pergunta.
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  — Você é intenso demais. — Mordo meu lábio. — A propósito, o que eu vou falar para a sua mãe? Que eu fui expulsa de casa pelo final de semana, ou que eu sou só mais uma garota que você está levando pra casa? — A careta que Tyler faz arranca uma risada sincera minha.
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  — Primeiro que minha mãe não é cega. Segundo, quantas vezes eu vou ter que falar que você não faz meu tipo. — Agora é a minha vez de ser dramática.
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  — Vou te falar que fiquei curiosa para saber qual é o seu tipo. — Eu não me considerava uma pessoa feia, na realidade eu me achava muito bonita, então o tipo do Tyler devia ser perfeito.
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  — Quando você tiver a oportunidade de ver, saberá.
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   Continuamos comendo em silêncio, e assim que terminamos, Tyler faz questão de ir comigo até a casa de Axel para eu pegar minhas coisas. Chegando lá, a casa estava em completo silêncio, mostrando que Payton e suas amigas ainda não estavam por ali. Com medo delas fazerem alguma coisa com os meus pertences, me certifico de guardar todos os itens de valor dentro do meu quarto e trancá-lo. Por sorte, eu tinha trocado a fechadura recentemente e eu sabia que para eles entrarem ali, apenas se arrombasse a porta.
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  Assim que termino de organizar minhas coisas, pego uma pequena bolsa e coloco algumas roupas e produtos de higiene pessoal para levar, afinal eu não queria ser mais indelicada do que já estava sendo. Levamos cerca de quinze minutos para chegar na casa dos gêmeos e eu estava um pouco nervosa por isso, pois eu não tinha noção do que a mãe deles iria pensar de mim.
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  — Estou em casa. — Tyler abre a porta e começa a berrar para que pudesse ser ouvido.
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  — Querido, que bom que você chegou. — Uma mulher com aproximadamente quarenta e poucos anos entra na minha visão periférica. — Você deve ser a famosa %Malia%. — Fico um pouco apreensiva sobre o que ela tinha ouvido falar sobre mim.
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  — Quem está aí? — Escuto a voz de %Trent% vindo do corredor e arregalo meus olhos ao ver ele sem camisa na minha frente.
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  — Eu? — Falo um pouco sem graça.
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  — O que você está fazendo aqui? — Ele pergunta, me encarando dos pés à cabeça.
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  — Sua namorada vai dar uma festa e expulsou %Malia% de casa. — Tyler não me dá tempo para eu mesma explicar a situação.
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  — Terminei com ela hoje, então você deve se referir a Payton como ex-namorada. — %Trent% parecia meio seco ao se referir a um término de namoro, porém essa não era a minha história para eu me meter. — Vai ficar aonde?
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  — Hmm… Aqui? — Mordo o canto da minha boca.
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  — Aqui? — A voz de %Trent% soa arrastada, fazendo cócegas em minha orelhas. Ele parecia estar se divertindo com a situação.
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   Involuntariamente mordo o canto da boca, o olhar que ele me dá era um pouco diferente dos olhares que eu costumava receber e por um momento esqueço de como respirar.
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  — Isso mesmo que você escutou, ela vai ficar aqui. — Agradeço mentalmente por Tyler quebrar o clima silencioso que surgiu.
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   A mãe dos meninos parecia se divertir com a situação, pois ela começou a rir de uma forma tão casual que me deixou impactada. Mas diferente dela, eu não conseguia relaxar e muito menos ser casual, não quando os olhos de %Trent% estavam cravados em mim, como se ele fosse um predador e eu a presa.
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  Eu não queria encarar ele de volta, afinal, %Trent% era o namorado da minha irmã, ou talvez ex, e essa situação por si só já tornava tudo ainda mais complicado. Mas sem querer eu acabei sustentando seu olhar e pela primeira vez vi o quão parecidos e diferentes os gêmeos eram.
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   Enquanto Tyler tinha uma aura leve e meio bobão, %Trent% era o completo oposto.
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   %Trent% era um lobo, que observava suas presas de longe, sempre à espreita, esperando o momento certo para atacar.
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   Em nenhum momento ele desviou seu olhar, apenas continuou me encarando com tamanha intensidade que fez o ar ao meu redor pesar. Ele tinha um olhar frio, como se carregasse toda a dor do mundo e por um momento me senti completa.
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  Era quase como se nos dividíssemos a mesma dor. Como se pudéssemos nos entender de forma silenciosa.
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  Seus olhos me encaram de cima a baixo novamente, só que dessa vez sem pressa. Suas sobrancelhas por um momento se franzem como se existe algo o desafiando, e logo sinto meu rosto começar a arder. Era como se o tempo tivesse desacelerado. E tudo piora quando ele balança seus cabelos molhados, fazendo com que pequenas gotas de água caíssem pelo seu peito descoberto.
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  Sinto meus lábios secos e por um momento não consigo pensar em nada além daquele momento. Parecia que %Trent% sabia muito bem que eu estava tendo pensamentos nada bons, pois ele solta uma risadinha enquanto tento a todo custo quebrar o contato visual.
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   Desvio o olhar rapidamente, ignorando o fato do local ter ficado quente de repente. Pare com isso, %Malia%. Penso comigo mesma, o cara era irmão de uma das poucas pessoas que estendeu a mão para mim desde que cheguei aqui, sem contar que %Trent% é namorado, ou ex, minha mente repete, de Payton.
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  — Acho que é o destino a gente se esbarrar em momentos inesperados. — Ele comenta, e é possível ver um pequeno sorriso brotando em seus lábios.
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  %Trent% tinha essa voz rouca e eu nunca percebi?
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  Foco, %Malia%. Foco.
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  — Queria dizer que é intencional, apenas para inflar seu ego, no entanto, é apenas o acaso. — Falo baixinho, não queria que me interpretassem mal, mas eu não queria abrir margem para que %Trent% achasse que eu estava fazendo isso de propósito.
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  — Não enche, %Trent%. — Tyler interrompe a conversa, dando um leve empurrão no irmão. — %Malia% é como minha irmã mais nova.
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  — Tem certeza? — Observo os dois com atenção, tentando entender alguma coisa.
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  — Que tal você levar suas coisas para o quarto de hóspedes? — Acho que não foi a única a perceber que alguma coisa estava rolando entre os dois, por isso a mãe deles intervém e me salva dessa situação.
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  — Claro. — Eu falo apressadamente.
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  — Eu te ajudo. — Assim que seguro a alça da minha mala, %Trent% brota do meu lado.
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   Semicerrei meus olhos, tentando entender aonde ele queria chegar com essa gentileza, afinal, não tinha sido ele o próprio a me dar boas-vindas ao inferno?
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  — Não precisa, eu posso fazer isso sozinha. — Tento não olhar diretamente para ele, então eu olho por cima do ombro, e falo brevemente.
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  — Mas eu insisto. — Respiro fundo. Ele realmente queria que eu entrasse nesse jogo?
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   De forma proposital, quando %Trent% vai tirar a bolsa da minha mão, ele faz questão de deixar seus dedos tocarem os meus brevemente. Não vou negar, uma corrente elétrica passa sobre nós, porém, %Trent% era o namorado, ou ex da minha irmã e por mais que eu quisesse ferrar com a vida dela, eu ainda não tinha chegado ao extremo.
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  O silêncio me incomodava um pouco, e me sinto levemente traída por Tyler ter me abandonado com o irmão dele sem nem um esforço, mas empurro esse sentimento para o local mais escuro da minha alma.
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  %Trent%, para de repente e abre a porta de um quarto, que eu acredito ser o quarto de hóspedes e colocou a minha mala em frente a cama.
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  — Pretende ficar por quanto tempo? — Ele mantém a voz baixa, evidenciando a sua rouquidão.
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  — Pelo final de semana? — Mordo o canto da minha boca, indecisa sobre o que realmente falar.
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  — Certo, se precisar de algo, é só chamar. — %Trent% me encara.
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  — Obrigada. — Falo baixinho.
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  — Ah, %Malia%… — O observo parar no meio do quarto. — A hora que Payton descobrir que você está aqui, considere sua vida acabada. — Arregalo meus olhos, mas não pela ameaça de perder tudo, mas sim pela naturalidade que %Trent% fala sobre o assunto.
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   Solto o ar que tinha prendido, sem nem ao menos perceber e coloco a mão em meu peito. Meu coração batia de forma descompensada.
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  Céus, aonde foi que me meti?
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