Capítulo Cinco
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Acordei me sentindo extremamente cansada. Era possível ver pela fresta da minha cortina que o sol brilhava com intensidade, os pássaros cantavam enquanto tento a todo custo abafar o som que eles emitem, tampando minha cabeça com o travesseiro, mas apesar do cansaço que eu sentia, eu sabia que tinha responsabilidades logo pela manhã.
Me forço a sair da cama, ir para uma escola nova não estava nos meus planos, mas eu não tinha muito o que fazer. Axel podia ao menos ter me deixado acostumar com esse estilo de vida, não que o estilo de vida dele e de sua família se aplicassem a mim, mas o fato de ter que estudar em uma escola com pessoas socialmente falando, diferentes de mim, me deixava com náuseas. Saindo do quarto, me surpreendo com uma mulher que eu nunca tinha visto na minha vida, parada na sala de estar. Ela não parecia muito feliz em me ver ali, e sua postura era totalmente séria. Nas suas mãos, percebo que ela tinha meu uniforme perfeitamente passado, e ao lado de seus pés, um par de tênis totalmente novos.
— Vejo que você acordou. — Sua voz era rude, será que todos os funcionários de Axel eram assim com as pessoas, ou esse tratamento seria apenas para mim? — O senhor Miller pediu para eu trazer seu uniforme e entregar o endereço da sua escola. — Ela largou meu uniforme no sofá, e me entrega um papel, saindo em seguida.
Era evidente depois desse comportamento, que realmente as pessoas que estavam ali me odiavam, mas não vou negar, por um momento achei que eles iriam ser as pessoas mais normais naquele lugar e me tratar bem.
Me enganei. Tentando ignorar toda essa situação, pego meu uniforme de cima do sofá e vou para o meu quarto me trocar. Eu tinha acordado atrasada e sabia que não era nenhum pouco legal chegar em cima do laço no meu primeiro dia de aula.
Depois de dedicar um tempo para me arrumar, vou até a mesa que deixei meu computador e pego minha bolsa, checando para ver se estava tudo ok. Saindo novamente do meu quarto, pego uma maçã que eu tinha comprado no dia anterior para comer durante o meu intervalo, e em seguida pego a chave do meu carro.
Comecei a caminhar lentamente pela saída que Axel me pediu para usar, ele e sua esposa se mantinham firmes com a decisão de eu não poder usar outras áreas comuns da casa, e isso incluía a saída principal daquele lugar, então o que me restava era o usar a saída que os funcionários usavam em maioria para retirar as coisas de casa sem serem vistos na rua principal, ou seja, para chegar até o lugar que eu deixei meu carro estacionado, eu tinha que dar uma volta no quarteirão todo, isso porque o acesso que eu tinha para a rua, não passava carro, apenas pedestres. Porém para a minha surpresa, quando chego para pegar meu carro, ele não estava lá. Mando uma mensagem em pânico para Axel, perguntado se ele sabia onde o carro poderia estar, e meu pai simplesmente fala que o veículo tinha sido rebocado mais cedo por estar estacionado de forma irregular.
Um belo tapa na minha cara. Meu pai em nenhum momento avisou que eu não poderia estacionar na frente da sua casa, e eu burra acreditei que poderia, e agora eu não tinha nem tempo de buscar meu carro e muito menos pegar um ônibus, apesar de ser a forma mais econômica para chegar na escola no momento.
Abro minha bolsa e tiro minha carteira de dentro dela, checando o quanto de dinheiro eu ainda tinha. A primeira opção seria pegar um ônibus e chegar atrasada na escola e a segunda seria pegar um táxi e não ter o que comer daqui a dois dias.
Suspiro. Eu não queria causar uma má impressão na escola, mesmo não querendo ir, então pensei mais um pouco e decidi que ir de táxi até a escola não sairia tão caro e eu poderia passar no cartão de crédito.
Tenho que caminhar um pouco e sair do condomínio para finalmente pegar um táxi e durante todo o meu trajeto até a escola a única coisa que penso era que os culpados pelo meu carro ter sido rebocado tinham sido Axel e sua família, isso se ele não tivesse feito a ligação.
Demorei um pouco, mas finalmente consegui chegar na escola, e o melhor, a tempo para minha primeira aula.
Paro em frente a escola, e fico boquiaberta com o tamanho dela, tenho certeza de que a minha escola anterior não tinha nem metade do tamanho dessa aqui, e automaticamente me repreendo recordando que eu não pertenço a esse lugar, porém eu não podia deixar de observar o quanto de riqueza a escola exalava. E é quando meus olhos pararam no estacionamento, que entendo rapidamente o motivo do meu carro ter sido rebocado justo no meu primeiro dia de aula. Axel tinha feito de propósito, ele com certeza tinha chamado o guincho, e por tabela acabou me ferrando ao me deixar sem dinheiro para as próximas semanas. A sensação que tenho novamente é de traição, mas por que me senti traída pelo meu pai? Sendo que ele nunca se importou com alguma coisa relacionada a minha vida? Outro ponto que devo mencionar é que no momento que meus pés tocam o pátio da escola, todos, sem exceção, pareciam me encarar. Olhares repugnantes são dirigidos a mim, como se eu fosse uma estranha, como se eu não pertencesse àquele lugar… Bom, eles não estavam tão errados sobre isso.
— Você parece meio perdida… — Uma pessoa para ao meu lado, e arregalo meus olhos ao perceber quem era. — Garota da bola. — Ele solta uma risadinha.
— Parece que foi ontem que você me acertou e não teve nem a decência de se desculpar. — Coloco minhas mãos no bolso de trás da calça. Eu não queria parecer muito gentil.
— Desculpe, não tive a oportunidade de fazer isso, você estava preocupada demais fugindo. — Algo em seu sorriso me incomodava um pouco. — Sou Tyler, e você…?
— %Malia%. — Minha voz soa um pouco mais baixa do que eu poderia imaginar.
— Ah… Você é a irmã da Payton. — O encaro sem entender muito bem.
— Payton espalhou pela escola toda que a “irmã”. — Ele faz aspas no ar. — Iria começar na escola e não era para ninguém falar com ela. — Tyler explica de uma forma tão natural que nem parecia que eu era a pessoa que todo mundo deveria evitar.
— Como se eu já não tivesse problemas suficientes, agora tenho que lidar com pessoas me ignorando. — Começo a caminhar para longe dali, eu precisava encontrar a diretoria e não iria ficar perdendo tempo com coisas banais como essa.
— Ei! Espere. — Tyler parecia não estar muito satisfeito com suas poucas palavras, porque ele grita bem alto para todo mundo ouvir e depois corre em minha direção.
— Acho que não vai ser legal para você ficar perto de mim. — Eu já tinha problemas suficientes na minha vida, e levar alguém para o buraco comigo não era uma opção.
— Payton não é uma rainha, e eu muito menos o súdito dela. — Sorrio levemente, talvez o primeiro sorriso sincero que dou desde que vim morar com meu pai.
— Sabe, estou precisando achar a diretoria, você consegue me ajudar? — Tudo o que eu tinha era um papel com um mapa, e eu não tinha muito tempo até o sinal bater.
Sem esperar, Tyler pega minha mão e começa a me guiar pela escola, falando um pouco sobre ela. Ele também parecia ser uma pessoa muito conhecida e querida pelas pessoas, porque Tyler era parado a cada minuto para falar com alguém, enquanto eu continuava sendo ignorada pelas pessoas, chegando a conclusão de que as palavras da minha irmã eram poderosas, pois era como se eu fosse invisível aos seus olhos. Outra coisa bem perceptível é que além de ter muitos surfistas na escola, alguns estudantes pareciam levar muito a sério esse lance de futebol americano.
Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Tyler me puxa para um grupo de jogadores que estavam acompanhados de algumas
cheers.
— Acho muito importante você conhecer uma pessoa, apenas para não nos confundir por aí. — Encaro Tyler sem entender muito bem aonde ele queria chegar, porém quando o garoto que estava de costas para mim vira, entendo o que ele queria dizer. — %Malia%, esse é %Trent%, %Trent% essa é a %Malia%. — Ele aponta para mim e para seu irmão algumas vezes e eu arregalo os olhos. Beleza que eles eram gêmeos, mas o nível de semelhança dos dois era incrível. A única coisa que entregava a diferença entre os dois, era que Tyler tinha o cabelo um pouco mais comprido que %Trent%. Meus olhos automaticamente se conectam com os de %Trent%, fazendo eu me sentir levemente hipnotizada com seus olhos azul piscina. — Na realidade, foi ele quem atingiu você com a bola na praia… — Fico sem reação, e apenas dou um aceno para ele.
— Interessante, %Malia%… Como a irmã de Payton? — %Trent% me encara dos pés à cabeça. — Você gosta de brincar com fogo, não é mesmo irmão? — Sua voz soa um pouco arrastada, mas era visível a diversão nela.
— Não sou eu quem tem que lidar com ela diariamente. — Encaro os dois sem entender muito bem. — %Trent% e Payton são namorados, logo você e %Trent% são cunhados. — Ele parecia se divertir um pouco com a situação.
— Depois não diga que não avisei. — %Trent% nos encara, e dou de ombros. Eu não tinha nada a ver com essa história.
— Cuide de sua namorada. — Tyler agarra meus ombros. — Vamos, %Malia%.
— Seja bem-vinda ao inferno, %Malia%. — Arregalo meus olhos, %Trent% parecia não ter nenhuma vergonha, visto que ele berra para toda a escola ouvir.
Mal sabe ele que eu já vivo em um. Tento dispersar meus pensamentos. Payton realmente tinha decidido que iria fazer da minha vida um inferno, talvez isso fosse apenas o reflexo de inferioridade que ela sentia, e talvez o medo de ser substituída por mim, mas a realidade era que eu não queria nada disso, eu não queria sua vida, eu apenas queria minha casa, meus amigos,
minha avó. Percebo minha irmã se aproximando como um furacão do grupo que estávamos a poucos segundos atrás. Ela não parecia feliz, e acho que Tyler entende perfeitamente o meu ponto de vista, pois ele solta uma risada alta antes de voltar a me guiar pelo prédio principal.
Observo com mais atenção, e à medida que andamos pelo prédio, tenho certeza de que ele foi minuciosamente planejado. As janelas de vidro se estendiam do teto ao chão, e ao mesmo tempo em que existia essa vibe praiana, também tínhamos um ar moderno e poderoso. Fico ainda mais chocada ao perceber que o chão era revestido de mármore branco, devidamente ilustrado. As paredes tinham algumas decorações como quadros e plantas. Acredito que eles tinham arrumado um jeito de estampar a “elite” muito bem em cada pedaço daquele lugar.
A diretoria não seria diferente. No final do corredor havia uma porta de madeira escura, um contraste entre o antigo e o moderno que eu tinha encontrado até agora, e acima dela, uma placa dourada indicando que ali ficava a diretoria. Sendo bem sincera, nem se eu quisesse eu teria encontrado esse lugar sozinha.
Eu não queria tomar mais tempo de Tyler, por isso agradeço a ajuda e aviso que a partir dali eu me virava sozinha.
— Posso ajudar? — Assim que abro a porta, a voz da recepcionista me surpreende.
— Sim… Eu vim pegar meu horário. — Me sinto levemente hesitante.
— E seu nome é…? — Parecia que ela realmente estava entretida, pois, a recepcionista começa a grifar algo em um papel.
— %Malia%… Miller. — Hesito ainda mais ao falar meu sobrenome.
— Claro. — Percebo que ela começa a mexer em uns papéis e depois me estende uma folha, fazendo contato comigo pela primeira vez. — Seus horários estão aqui, com base em suas matérias anteriores. Sua primeira aula será aplicada na ala sul, sala 304. Seu professor já está ciente da sua chegada.
— Você também terá que usar uma tag de identificação. — Ela me entrega a tag com meu nome gravado, e faço uma careta, estranhando o fato de realmente ter que usar isso.
Pego os papéis e agradeço com um leve aceno, porém logo próxima a saída, lembro que não tenho ideia de onde ficava a ala sul daquele lugar.
— Com licença… — Acredito que a minha presença ali esteja incomodando-a, pois, a mesma bufa antes de me olhar.
— Consegue me falar onde fica a ala sul? — Mordo minha boca, me repreendendo mentalmente por estar me sentindo assim.
— Apenas siga reto, vire à esquerda, suba as escadas e vire à direita. — Tento absorver essa informação enquanto saio da secretaria novamente. — O que você está fazendo aqui? — Parado, próximo a saída, estava Tyler, escorado na parede, aparentemente me esperando.
— A escola é grande demais, sabia que você poderia se perder. — Ele solta uma risada.
— Não estou aqui pra fazer amizades, quero acabar o ano sem incômodos. — Apesar de ser grata por ele ter me ajudado anteriormente, envolver mais pessoas na minha vida não era um plano.
— %Malia%, esse sou eu fazendo você não ter incômodos pelo resto do ano. — Tyler começa a me seguir. — Sua irmã não é a melhor pessoa do mundo, e eu sei que ela vai tentar te derrubar…
— Fazendo as pessoas não falarem comigo? Não estamos no primário, eu consigo lidar com essa situação. — Continuo caminhando, seguindo a orientação da secretária a risco.
— Não quero ser o cara que fala mal de uma garota, e se minha mãe estivesse ouvindo essa conversa, ela seria a primeira pessoa a puxar minha orelha, porém isso se trata de sobrevivência. — Me sinto um pouco impaciente com essa conversa, mas não queria ser uma pessoa mal-humorada e tratá-lo mal.
— Tyler… Eu realmente não ligo para o que ela irá fazer. — Apesar de não me surpreender com a má índole da minha irmã, eu não tinha paciência para lidar com ela e sua infantilidade.
— Sei que isso parece ser inconveniente da minha parte, mas eu já vi pessoas mais fortes que você caindo. — Tudo bem, ele conseguiu minha atenção, que se dane a primeira aula.
— Fale. — Cruzo os braços.
— Payton pode parecer estar sendo amigável. — Não consigo segurar uma risada, da onde ela estava sendo legal? — Mas a realidade é que ela é uma víbora.
— Pelo visto, você conhece muito bem a índole dela.
— Tem um tempo que ela e meu irmão namoram, mas nossa família conhece a sua família há algum tempo. — isso quer dizer que tanto ele, quanto o irmão dele sabiam muito bem sobre a minha situação. Que vergonha.
— Então seu irmão não é tão bom assim, visto que ele está com uma pessoa como ela. — Não preciso olhar para o lado para saber que ele estava me acompanhando.
— Acredite, existem coisas que nem eu entendo. — Tyler segura meu braço. — Esse lugar é uma guerra de ego, se você não é aceita, eles irão te julgar, te prejudicar e fazer você desistir. — Fico um pouco assustada com suas palavras.
— Então, aparentemente as pessoas acham que vivem em um filme? — Pergunto.
— Tipo isso. — Paramos em frente a sala, e arregalo os olhos. Eu não tinha me dado conta de que ele estava me guiando o tempo todo enquanto falávamos. — Espero que possamos nos dar bem no futuro. — Tyler acena para mim e entra na sala rapidamente, me deixando para trás sem entender nada.
Balanço minha cabeça novamente para dispersar os pensamentos e tento focar em entrar na sala de aula. As pessoas aqui realmente pareciam estar em uma competição sem fim. Essa competição mesclava beleza, notas, e falsidade, exatamente igual a um filme.
Pensando bem, eu não queria ter que fazer parte disso tudo. E por mim eu teria ficado na casa que morei com minha avó, e perto dos meus amigos, mas infelizmente Axel não cedeu. E vejo agora que as coisas não seriam tão fáceis como pensei, beleza que eu sabia que não seria tão fácil, porém não imaginei nem um segundo que seria assim. Eu não quero me fazer de coitada, e muito menos fazer as pessoas sentirem pena de mim, mas me pergunto qual a necessidade que Axel teve de me trazer até aqui, fazer eu mudar de vida e ter que viver desse jeito. Seus empregados aparentemente me odiavam, as pessoas da escola me odiavam, e meu pai,
sim, meu pai também me odiava.
Encarando a porta, penso se eu realmente tinha que entrar para assistir essa aula. A carga emocional não estava boa, e eu estava começando a me sentir um pouco mal.
Talvez pelo ambiente ser ruim.
Aparentemente, os alunos tinham poder e mandavam naquela escola. O dinheiro, falando mais alto.
— Com licença. — Tento ser o mais educada possível, já bastava os alunos me odiarem, não queria que os professores seguissem com o mesmo pensamento de ódio.
— Pode entrar. — O professor não desvia o olhar do quadro. — Encontre um lugar e se sente, você já está atrasada.
Faço o que ele pede, e encontro um lugar vago no final da sala. As pessoas pareciam me encarar ainda mais, e à medida que vou para o final da sala, escuto sussurros e piadinhas. Abro meu caderno assim que sento e dou o meu melhor para ignorar esse burburinho. Eu sabia aonde minha irmã queria chegar. Ela queria me fazer sentir sufocada com essa situação, ela queria fazer eu sair correndo de sua vida, e da vida das pessoas próximas a ela, porém Payton não iria conseguir, eu era mais forte que isso.
Parece uma eternidade até que todo mundo fique quieto. E pelo canto do olho, observo uma pessoa se aproximando, arregalo meus olhos quando percebo que ele estava se sentando ao meu lado.
%Trent%, sorri para mim despreocupadamente, como se o fato dele estar ali fosse normal.
— Olá, estranha. — %Trent% se inclina em minha direção, sua voz não passando de um sussurro.
— Por que você está sentado aqui? — Eu ainda estava incrédula.
%Trent% dá de ombros e sorri novamente, agora me encarando com mais intensidade. Acho que ele tinha um parafuso a menos assim como seu irmão, porque não era possível ele estar me encarando abertamente em uma sala cheia de alunos que aparentemente eram devotos a namorada dele,
minha irmã.
— Não ligue para eles. — %Trent% apoia o queixo na mão e sorri para mim.
— Meu plano era não chamar muita atenção, você e seu irmão aparentemente não entendem isso. — Suspiro.
— Relaxa. Amanhã eles irão encontrar outra pessoa para odiar. — Seu sorriso era tão tranquilo, contrastando com seu olhar de raposa.
— Você sempre vê positivismo nas coisas? — Pergunto.
— Não muito, mas eu gosto de irritar as pessoas, e sabe como irritar uma pessoa? Agindo dessa forma. — Ele ri, e não consigo evitar uma risada também. — Irritar meu irmão e Payton estão no topo da minha lista.
— Você sabe que não sou um caso de caridade, certo? — Falo baixinho. Antes que ele pudesse responder, o professor se vira para a turma dando as instruções.
— Abram o livro na página 26. Vamos falar um pouco sobre a literatura contemporânea.
— Acho que você não deve ter tido tempo de comprar seus livros, não se preocupe, irei compartilhar com você. — %Trent% pisca para mim.
Um sinal de alerta paira sobre meus olhos, mas resolvo ignorar.
N/A: Oii gente, como vocês estão? Atualização saiu um pouquinho tarde esse mês, espero que vocês gostem.