Entre Dois Mundos


Escrita porNathara Sant'anna
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo Dois

Tempo estimado de leitura: 20 minutos

  Me agacho no chão da cozinha, deixando toda a dor que eu estava sentindo ser libertada, e mesmo assim, nada veio, nenhuma gota de lágrima derramada. Nada. Era como se existisse algo bloqueando todas as minhas emoções, as impedindo de serem expostas. Eu tinha que estar chorando, mas não conseguia. E isso era devastador.
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  Nunca fui uma pessoa que se deixou levar por sentimentos, eu nunca chorei na frente dos outros e muito menos demonstrei fraqueza para essas pessoas, e não, isso não fazia parte da criação que minha avó me deu, pelo contrário. Minha terapeuta sempre falou para expor meus sentimentos, e não guardar nada para mim, todavia eu tenho esse sentimento de não querer incomodar as pessoas, e que elas não têm nada a ver com meus problemas, então minha avó nunca soube o que se passava realmente comigo.
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  Estou tão imersa em pensamentos, que não me dou conta que alguém tinha entrado em nossa casa. Isso era um perigo, a minha falta de atenção, mas eu estava tão focada em me manter sã, que não me importei com mais nada.
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  — Vejo que você já foi liberada. — Sinto um arrepio em minha espinha ao escutar uma voz firme atrás de mim.
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  — Axel. — Sussurro o nome do meu pai.
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  — Então você sabe quem sou eu. — Ele dá um sorriso de lado, e me levanto rapidamente. — %Malia%. —Apesar de Axel sorrir, suas feições não demonstravam uma emoção sequer.
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  Essa era a primeira vez que eu estava na presença do meu pai, e ele era exatamente como minha avó tinha descrito.
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  Ele tinha um olhar impassível e era frio como o gelo. Pensei que ela tinha exagerado com essas características, mas o vendo ali, parado na minha frente, eu tive a certeza de que ela tinha mentido para não me assustar. Meu pai era astuto e intrigante, quase assustador.
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  — Pensei que você iria direto para minha avó. — Dorothy tinha dito que Axel iria fazer a liberação do corpo da minha avó, porém ela não tinha dito sobre ele vir primeiro para cá. Eu não estava preparada para vê-lo tão cedo.
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  — %Malia%. — Meu nome em sua boca era falado sem nenhuma emoção, seco, distante demais. — Moro há pouco menos de uma hora daqui. — Observo meu pai cruzando os braços. — Assim que me ligaram, saí imediatamente para resolver o que tinha que ser resolvido. — Ele não precisava me explicar, mas pelo menos ele tinha sido legal a esse ponto.
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  — Veio sozinho? — Não era segredo para mim que ele era casado, e essa pergunta acaba escapando dos meus lábios em um tom que eu não tinha desejado.
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  — Já que sou filho único da minha mãe. — Suas palavras eram como lâminas afiadas. Engulo em seco. — Vim fazer a liberação do corpo. — Axel parecia calmo, e sua calma me deixa aflita. Minhas mãos suam à medida que ele coloca as dele no bolso, de forma mais casual possível e me encara. — E não, não vim sozinho. Na realidade minha esposa já está a caminho, ela foi buscar nossa filha na escola.
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  — Claro. — Dou o meu melhor e sorrio. — Vou para o meu quarto. Preciso me preparar. — Começo a caminhar para fora da cozinha.
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  — %Malia%... — A voz seca de Axel preenche o ambiente. — Temos que conversar. — Eu não queria ter que conversar com ele, muito menos queria saber o motivo dessa conversa.
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  — Isso pode esperar, não é? — Eu não estava me sentindo confortável em sua presença, e muito menos queria estar aqui quando sua esposa chegasse.
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  — Não. — Sua voz é firme, quase que autoritária, o que me faz ceder.
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  — Ok. — Tento manter uma boa distância entre Axel e eu.
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  — Eu serei breve, não precisa se sentar. — Acho que ele percebeu que eu estava indo me sentar em um dos sofás que tínhamos na sala depois de caminhar para fora da cozinha.
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  Observo meu pai com um pouco de atenção. Ele usava um terno e a julgar pelo caimento, ele tinha sido feito sob medida para Axel. Seu cabelo estava perfeitamente alinhado, demonstrando que ele tinha controle sobretudo ao seu redor. Axel realmente tinha uma vibe de CEO.
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  — Claro, como você desejar. — Solto um suspiro.
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  — Você deverá arrumar suas coisas, pois irá se mudar comigo. — Arregalo meus olhos, completamente chocada com a bomba que Axel solta de repente. Eu não estava preparada para essa notícia, quer dizer, eu sabia que alguma coisa poderia acontecer, pois, Dorothy tinha dito que ele era meu tutor legal agora, mas eu esperava que na primeira oportunidade, ele iria falar que eu estava nesse mundo por conta própria apesar de suas obrigações.
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  — Por um momento achei que você iria pedir para eu me emancipar, sabe não acreditava que você fosse querer uma intrusa na sua casa. — Tento não parecer amargurada, mas era uma missão impossível.
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  — Eu já fui adolescente, e sei muito bem como vocês podem agir. — Sua voz é firme novamente, e me encolho um pouco.
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  — Só porque você fez coisas da qual não se orgulha, não quer dizer que eu, ou os outros somos assim. — Eu não sabia se era uma boa ideia desafiá-lo, mas quem teve um filho quando adolescente não fui eu, e sim ele.
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  — %Malia%… Assim como você eu também não estou feliz com essa notícia de você ter que morar comigo. — Ele continua em pé, os braços cruzados, me encarando como se estivesse pensando em alguma opção para me descartar. — Minha mãe era sua responsável legal, e agora sua guarda passa para mim.
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  Meu coração volta a se comprimir com a pequena menção a minha avó. O ar parecia mais difícil de ser respirado, e um por momento minha visão escurece. Continuo escutando Axel falando de fundo, mas nada parecia querer me fazer voltar à realidade. Quando volto a mim, olho para Axel, buscando qualquer sinal de pesar em suas feições, mas tudo o que eu conseguia ver era a indiferença estampada em seu rosto.
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  — Pensei que minha mãe viria. — Não que eu contasse muito com isso, mas entre ela e meu pai, se eu concordasse em chamá-la de tia, talvez tivesse um lugar mais acolhedor para morar.
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  — Não sei qual foi a história que minha mãe contou enquanto você crescia, mas aqui vai a realidade. Sua mãe assinou uma documentação renunciando toda a responsabilidade de você assim que nasceu, %Malia%. — Novamente suas palavras vêm sem nenhuma piedade, como se ele quisesse me ferir mesmo.
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  Minha avó nunca mencionou os motivos reais dos meus pais terem me deixado com ela, mas era claro que não tinha sido por eles serem adolescentes. Provavelmente, vovó tenha falado isso naquela época para não me magoar, mas era óbvio que com o tempo eu iria perceber que as coisas não eram como ela falava e muito menos como eu imaginava. Claro que minha avó não tinha culpa disso, afinal, acredito que ela apenas queria me fazer sentir bem com toda a situação que envolvia meu nascimento.
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  — Você não está tão longe. — Fecho minhas mãos com força, a ponto de sentir minhas unhas cravarem na minha pele. A realidade é que meus pais não deveriam ter direito sob a minha guarda, independente do falecimento da minha avó.
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  — E é aí que você se engana. — Meu pai se move um pouco, apenas para mudar sua postura. — Minha mãe e eu sempre tivemos um acordo, ela tinha medo de que pelo fato de ser uma pessoa velha, pudesse morrer antes de você ser maior de idade. — Prendo minha respiração com o rumo que essa conversa estava levando. — E por causa disso eu assinei um termo em que, em caso de morte, eu assumiria sua guarda até você completar dezoito anos. — Seus olhos se encontram com o meu. Choque. Esse era o sentimento que eu tinha nesse momento. Era como se eu fosse um empréstimo, uma dívida que ele tinha passado adiante, mas que agora estava sendo forçado a assumir novamente.
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  — Então eu sou um fardo que você terá que aguentar até completar dezoito anos. — A raiva toma conta de mim. Não era algo que eu conseguiria controlar no momento e por conta disso o tom da minha voz se eleva para quase um grito. — Sua família sabe que eu existo? — Eu podia sentir meu rosto quente, sinal de que eu estava vermelha.
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  — Paige sempre soube de você. — Sua voz parecia distante. — Ela não ficou muito feliz pelo fato de eu estar tendo uma filha, mas aceitou. — Axel encara seu relógio. — Espero que você respeite minha família, elas não são como você.
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  Um nó se formou em meu peito. Como eu conseguiria sobreviver durante um ano com essa pessoa? Ou melhor com a família dele? Eu sempre me considerei uma intrusa, mas agora os níveis foram atualizados de uma maneira que eu não tinha certeza se saberia lidar.
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  — Sua mãe acabou de morrer, você poderia ter um pouco de compaixão e empatia? — Minha voz falha um pouco, mas seu olhar não muda.
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  — Sempre serei grato pela minha mãe assumir a responsabilidade de alguém que ela não tinha nenhuma obrigação de criar. — Fecho meus olhos com força, tentando relevar tudo o que ele está falando nesse momento por causa da minha avó. — Pode ir para o seu quarto.
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  Não espero muito, afinal se eu ficasse mais um pouco sob a sua presença, com certeza eu falaria algo que iria me arrepender depois. Subo as escadas com passos pesados, pensando em mil formas de ignorar Axel pelo resto do dia, e principalmente, pelo resto do ano. Ele era um estranho. Nunca tinha visto meu pai e agora agradeço ao universo por isso nunca ter acontecido. A ideia de chamar Axel de “pai” era completamente ridícula. Tudo o que ele falou ou expressou até o momento era o retrato perfeito sobre o que ele achava de mim, e nada do que eu fizesse iria fazê-lo mudar de ideia.
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  Meus pais deixavam claro em suas atitudes que eu não era bem-vinda. Ambos tinham filhos, porém nunca tive a oportunidade de conhecê-los, pois, eu fazer parte de suas vidas nunca foi um plano para eles. Porém o destino gostava de brincar com a minha cara, e agora eu me via presa ao meu pai por causa de um acordo que ele e minha avó fizeram há dezessete anos.
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  Deitada na minha cama, minha mente continua girando, pensando em maneiras de me livrar do meu pai ou do fato de ter que conviver com a sua família. Eu não precisava disso em minha vida, apesar de crescer pedindo por isso. Além do mais, nunca esperei muito deles, não quando cresci e percebi que eles não me queriam em suas vidas, mas saber que tanto o meu pai e minha mãe abriram mão da minha guarda assim que eu nasci e nunca olharam para trás, magoou, porque agora eu tinha a confirmação.
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  — %Malia%. — Ouço uma leve batida na porta do meu quarto, Dorothy aparecendo em seguida.
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  — Acho que eu peguei no sono. — Me levanto, levemente desorientada. — Que horas já são? — Noto que ela já estava vestindo roupas pretas, e percebo que não troquei de roupa desde que cheguei.
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  — Está na hora de você se despedir. — Ela entra em meu quarto, se aproximando da minha cama. — Sei que você está em uma situação difícil, mas está na hora. — Dorothy vai até o meu guarda-roupa e começa a mexer nele. Ela já tinha feito isso incontáveis vezes, pois, Dori e minha avó eram amigas de longa data. Ouço um resmungo vindo dela, e logo vejo um vestido preto em suas mãos. Ele não era o mais elegante que eu tinha, muito menos o mais bonito, porém era a única peça no meu guarda-roupa que eu tinha certeza ser apropriado para a ocasião.
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  Seus olhos me encaram com expectativa, eu sabia que ela estava ansiosa e queria me ajudar, mas na minha atual situação, nada do que eu ou os outros fizesse iria resolver o meu problema, e acho que esse é o motivo de eu engolir todos os meus sentimentos novamente e passo a me perguntar, o que deixaria minha avó orgulhosa?
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  A realidade é que eu não tinha uma resposta para a minha pergunta. E muito menos sabia como me despedir de uma pessoa que esteve presente em minha vida nos últimos dezessete anos. A dor estava ali, presente, porém eu apenas não conseguia expressar ela para os outros. A culpa por não conseguir chorar me consumia, eu deveria estar chorando, quebrando alguma coisa, mas nada acontecia. Era como se ocorresse uma falta de conexão com meus sentimentos, como se eles estivessem presos a sete chaves, impedindo que eu os libertasse.
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  Sinto uma leve falta de ar. O quarto parecia um pouco mais escuro que o normal, sendo iluminado apenas pela luz que saía da pequena fresta entre a minha janela e a cortina. Um silêncio toma conta do local, as coisas ao meu redor ainda pareciam difíceis de serem assimiladas, e dou o meu melhor para pegar o vestido em cima da minha cama e ir até o banheiro para me trocar, não querendo tomar tempo das pessoas que tinham ido até o local que o funeral estava acontecendo.
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  Puxo o ar novamente, sentindo uma dor em meu peito. Meus dedos estavam trêmulos, mas eu não sabia se era pela falta de alimentação, ou porque eu estava indo me despedir da minha avó. Tento repetir algumas vezes que tudo iria ficar bem, mas a quem eu estava enganando? A mim mesma? Saber que essa troca de roupa, que deveria ser simples, significava me despedir eternamente da minha avó me deixava aflita, entretanto, eu não tinha mais o que fazer.
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  Chegou a hora de dizer adeus.
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  — Você ficou bonita. — Dorothy estava me esperando do lado de fora do meu quarto. — Vamos descer, precisamos cumprimentar as pessoas que estão chegando.
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  Até onde eu lembro, nós não tínhamos muitos familiares, ou pelo menos foi isso que eu pensei a minha vida toda. Ao descer as escadas acompanhada de Dorothy, sou surpreendida por alguns rostos nada familiares. Acabo chamando um pouco de atenção, atenção essa que eu não queria no momento, e os olhares que recebo não são nada amigáveis, era como se essas pessoas estivessem me julgando.
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  Era estranho saber que de certa forma me conheciam, mas porque minha avó nunca tinha falado deles para mim? Lembro da última vez que perguntei se minha avó tinha irmãos, ela desconversou e falou que não tinha mais contato com eles, porém ao ver essa quantidade de pessoas desconhecidas, apenas descobri que minha avó mentiu em algumas coisas relacionadas a nossas vidas.
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  — Precisamos descer. — Dorothy me desperta dos pensamentos, segurando minha mão com mais firmeza. — %Malia%, apenas lembre-se de ser uma boa pessoa, seu pai não é tão ruim quanto você imagina, e essa é a sua família. — Respiro profundamente.
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  — Eu não quero ter que ir embora…
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  — %Malia%, está na hora de você aceitar que algumas coisas mudaram e que esse é o seu novo cenário. Seja uma pessoa boa. — Ela força um sorriso para mim, suas palavras soando um pouco vazias.
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  — Claro… — Eu estava exausta, e não tinha mais forças para lutar, por isso tento forçar um sorriso. — Irei tentar o meu melhor.
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  Descemos a escada em completo silêncio, as pessoas naquela casa pareciam ter perdido o interesse em mim e voltam a fazer o que estavam fazendo antes. O velório seria em uma capela a duas ruas da minha casa, Dorothy comentou que Axel não queria um velório dentro de casa, pois isso impediria que novos compradores se interessassem pelo local. Minha avó acabou de morrer e ele já está pensando em lucros.
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  Ignoro todos ao meu redor, e Dorothy vai até a capela ao meu lado, prestando todo o suporte que eu precisava naquele momento. Minha melhor amiga estava viajando e eu sabia que ela não chegaria a tempo para estar ao meu lado, o que me restava era me apoiar em pessoas que eu acreditava quererem o meu bem.
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  Conforme nos aproximamos da capela, percebi que a rua estava com alguns carros estacionados e que o local não estava tão vazio. A quantidade de pessoas do bairro que vieram prestar condolências e se despedir da minha avó era muito grande, me deixando um pouco aliviada em finalmente poder ver rostos conhecidos.
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  Chegar ao local e não encontrar Axel, foi um alívio. Finalmente pude me sentir um pouco mais segura, talvez isso se dá pelo fato de eu estar cercada por pessoas que eu conhecia. Então, forço um sorriso leve para eles, mesmo que eu esteja despedaçada por dentro, pois era isso que minha avó iria querer. Conforme fui caminhando para dentro da capela, as palavras de conforto que recebo durante todo o meu percurso pareciam penetrar dentro do meu peito, o deixando ainda mais pesado.
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  Aqueles que conheciam minha avó, sabiam o quão simples ela era. Dona Camélia sempre brincava ao falar que não queria pessoas em seu velório chorando, pelo contrário, ela queria que as pessoas lembrassem os bons momentos que viveram com ela, assim como queria todos com um sorriso no rosto. Porém, para mim seu desejo era muito difícil de ser realizado. Conforme vou chegando mais perto do local onde estava o caixão da minha avó, mais as pessoas pareciam me apoiar. Foi com eles que eu cresci, e ter todos ao meu redor naquele momento de despedida me deu forças para chegar até a minha avó.
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  Paro em frente ao caixão e prendo minha respiração por um momento. O local estava silencioso, como se todos que estavam naquele lugar entendessem a minha dor. Instintivamente, estendo minha mão e tocando a dela, sua pele que antes era quente como o fogo, agora era fria como o gelo. Seu olhar sereno é o que me pega desprevenida, ela parecia em paz, como se estivesse apenas dormindo delicadamente e isso faz com que a realidade me atinge com força. Minha avó não fazia mais parte desse mundo.
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  Minha cabeça começa a latejar, e de repente sinto que as coisas ao meu redor começam a embaçar. Tento de certa forma focar em algum ponto específico, para ver se consigo fazer as coisas voltarem ao normal, mas o som das pessoas ao meu redor começa a se tornam distantes. Com as mãos trêmulas, tento me apoiar em Dorothy, mas nada do que tentava fazer parecia estar surtindo efeito. Minha respiração, que eu estava conseguindo controlar até o momento, se torna irregular, me causando uma onda de pânico pelo fato do ar não entrar e muito menos sair. De repente, sinto uma onda de calor invadindo meu corpo, fazendo com que a sensação de falta de ar piorasse ainda mais.
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  Eu estava entrando em pânico.
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  Eu estava ficando sem ar.
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  Sem pensar duas vezes, começo a correr entre as pessoas que estavam naquele local.
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  Eu precisava sair dali.
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  Agora.
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  N/A: Sei que esse capítulo foi um pouco monótono assim como o primeiro, mas eles são importantes para a construção da nossa personagem principal, e essencial para o desenrolar dos próximos capítulos.
  A história já está finalizada, mas pelo fato de ter sido escrita lá em 2016, muita coisa mudou então estou editando algumas coisas, no entanto não prometo que vocês não irão passar raiva com alguns acontecimentos, afinal, eles são importantes para todos os personagens e a construção deles como adolescentes.

Capítulo Dois
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