Entre Dois Mundos


Escrita porNathara Sant'anna
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo Dezessete

Tempo estimado de leitura: 38 minutos

  A sensação de caminhar pelos corredores da escola e ouvir cochichos das pessoas ao meu redor jamais, eu repito, jamais se sobressaíram a sensação de estar em uma sala, com Axel, minha irmã e o diretor. Claro que meu pai teria sido chamado até aqui depois da discussão que Payton e eu tivemos, mas não imaginava que ele perderia tempo de resolver a situação. E por isso a sala da direção parecia muito menor do que a primeira vez que estive nela.
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  O diretor tinha feito questão de deixar Axel no meio, talvez com medo de que Payton e eu começássemos a brigar novamente. Minha irmã tinha um pouco de sangue no seu nariz e faço uma careta. Bom… Eu tinha acertado em cheio. Para ser sincera, depois que a adrenalina baixou, eu fiquei um pouco apavorada com o que poderia acontecer comigo, mas agora não sinto nada. Payton fez questão de falar pra todo mundo que eu tinha presa, aumentando ainda mais a fama que eu tinha de ser “um problema” na vida da minha irmã e da sua família. Só acho que ela não contava comigo perdendo a paciência e partindo para cima dela.
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  — Papai… — Payton virou para Axel, segurando o braço dele. A cena era um tanto quanto cômica. — Você me conhece bem… Eu jamais faria isso, mesmo não gostando dela.
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  Fiquei quieta, me segurando ao máximo para não revirar os olhos com o jeito teatral que minha irmã falava, e sabe o que é pior? O diretor deu um suspiro, como se acreditasse em cada palavra que saia da boca de Payton.
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  — Por que você não conta a história certa, Payton? — Virei meu rosto e a encarei, sorrindo.
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  — Você me atacou do nada, falando que eu disse pra todo mundo que você foi presa. — Fechei meus olhos com força tentando manter minha calma.
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  — %Malia%, por favor… — Axel me encara, seus olhos gélidos, me causando um arrepio. — Jensen me ligou, ele me explicou o que aconteceu… Existem testemunhas. Você agrediu, Payton…
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  Claro que eles acreditariam nas palavras da minha irmã, ao invés de olharem para a situação real.
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  — Já que eu não tenho direito de me defender. — Me dou por vencida. Nem que eu ficasse aqui por horas, argumentando que eles seriam capazes de acreditar nas minhas palavras. — Serei expulsa?
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  — Não, mas você irá ser suspensa. — O diretor me encara com raiva. Ele não estava sendo parcial, pelo contrário, ele estava sendo conivente com as atitudes de Payton. — Por sete dias.
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  Arregalei meus olhos. Era muito tempo para uma suspensão.
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  — Vocês sabem que isso não é justo. — Cruzei meus braços ao mesmo tempo que colo minhas costas na cadeira.
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  — O que não é justo, senhorita Miller, é você agredir uma aluna dentro da escola, e muito menos fazer falsas acusações.
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  Balanço minha cabeça em negação. Eles estavam loucos.
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  — Falsa acusação? Claro. Minha irmã tem me perseguido desde que entrei nessa escola e sou eu quem está fazendo falsas acusações…
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  Payton chora ao lado do nosso pai, intensificando o seu teatro. Ela deveria ser atriz, porque a atuação pelo menos está em dia.
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  — Chega, não quero ouvir mais nada sobre esse assunto. — Axel me olha de cima abaixo. — Não acha que já causou problemas demais hoje?
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  — Axel, você acha certo sua filha preciosa sair por aí falando besteiras? — Devolvo a pergunta.
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  — Eu não falei nada! Eu juro! E outra, não é como se fosse uma mentira…
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  Ficar ali estava acabando com o meu psicológico, por isso me levantei antes mesmo que Axel pudesse falar alguma coisa. Eu já tinha sido suspensa, deveria lidar com as consequências dos meus atos, mas o que irritava era o fato deles ficarem ao lado dela, quando claramente dava para ver que Payton estava mentindo.
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  — O que preciso fazer para que isso não apareça no histórico delas? — Essa é a última coisa que eu escuto antes de sair daquela sala.
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  Axel estava resolvendo um problema, o meu problema, o problema que eu causei, não por estar preocupado comigo, pelo contrário, isso só acontecia pelo fato dele não querer que qualquer sócio visse uma ruptura em sua família. Para o meu pai, eu não era sua filha, eu era apenas uma consequência que ele tinha que lidar por hora.
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  Eu não era burra, sabia que estava liberada das aulas, por causa da suspensão que eu tinha levado. Então faço meu caminho para fora da escola, sem saber ao certo como eu iria pra casa. Não fazia ideia se algum ônibus passaria esse horário por aqui, então fechei meus olhos e me agachei no meio fio. Eu queria poder ir para a praia, sentir meus pés afundando na areia, ou melhor, molhados pela água salgada, no entanto eu não tinha escapatória. Sabia que Axel viria atrás de mim.
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  Fiquei nessa posição por alguns minutos até ter o sol tapado pela sombra de uma pessoa, meu pai.
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  — Vamos, %Malia%. — Fiquei confusa, confesso.
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  — Pra onde?
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  — Pra minha casa, onde mais iríamos? — Soltei uma risada seca. Minha casa, esse era o jeito dele me excluir, dele falar que eu não pertencia aquele lugar.
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  Não tenho muito o que fazer, então sigo Axel e Payton silenciosamente, mantendo um passo atrás. Quando entramos no SUV, meu pai e minha irmã engataram em uma conversa sobre o que eles iriam fazer no final de semana. Era visível que Axel estava “tentando” animar Payton pelo que tinha acontecido, demonstrando mais uma vez que minha irmã é do jeito que é por culpa dele. Encostei minha testa no vidro, observando as ruas de Venice Beach passando como um borrão. Eu tinha que me manter firme até o final do ano, isso é se depois da minha briga com Payton, Axel não tinha mudado de ideia e resolvido me expulsar.
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  Assim que chegamos, Axel estacionou seu carro na garagem coberta com toda a calma do mundo. Ele pede para que Payton saia do carro, que ele iria segui-la, e então quando ela bate a porta do carro, Axel se vira para mim.
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  — %Malia%, este é um aviso amigável que estou dando a você. Nunca mais faça algo parecido, pois da próxima vez, você irá presa por agressão, e eu serei a pessoa em que irá denunciá-la.
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  Ele não espera que eu fale nada. Na realidade eu jamais seria capaz de responder a isso. Apenas desci do carro, sentindo que por mais que eu tentasse, não que eu fosse fazer isso, mas se eu tentasse, jamais seria aceita naquela família.
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  Meio que fiz a caminhada da vergonha até a casa da piscina e novamente lembrei que ali não era minha casa, muito menos o meu lugar. Eu precisava me lembrar disso a todo momento, só assim não criaria laços com as pessoas ao meu redor, porque meu plano desde o início era voltar para Santa Barbara, para um lugar onde eu guardava minhas memórias com todo carinho e amor.
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  O resto da manhã parece passar lentamente. Eu estava entediada, já tinha passado da fase melancólica, e agora eu estava na fase que queria que todo mundo fosse pra casa do caralho. Minha mente correu com várias ideias de fazer Payton pagar por tudo o que ela tinha feito comigo hoje. Inclusive pensei que o melhor troco seria eu beijar %Trent% na frente dela. Mas isso seria muito baixo, até para mim. Nossa briga tinha passado de uma birra por ela achar que eu estava roubando todos dela, para algo pior.
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  Meus pensamentos são interrompidos por um barulho na porta. Então me levantei do sofá e a abri, apenas para dar de cara com meu pai.
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  — Duas vezes no mesmo dia? Não deixe que isso se torne um hábito. — Dou passagem para ele.
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  — Precisamos conversar. — É possível vê-lo suspirando antes de entrar na casa que era dele.
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  — Não falamos o suficiente? — Fico parada em frente a porta, talvez usando ela como um divisor de fuga.
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  — Leu o diário da sua avó? — Semicerrei meus olhos, porque eu tinha que invadir a privacidade dela?
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  — Não? — Minha voz oscila.
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  — Pois devia… — Axel estava sentado, com sua postura relaxada. — Onde ele está? Quero mostrar algo para você. — Eu devia estar desconfiando da sua atitude, mas deixo a curiosidade vencer a minha consciência.
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  Fiz o meu caminho até o quarto, sentindo o olhar de Axel nas minhas costas. Fui até a cômoda que eu deixava minhas roupas e abri a gaveta, afastando tudo o que estava ali para pegar o diário da minha avó, e prendo minha respiração. Seja lá o que Axel quisesse me mostrar, eu não estava segura de que fosse algo bom.
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  A passos lentos, voltei para a sala e entreguei o diário para ele. E espero com certa ansiedade ele folhear aquele pequeno objeto.
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  — Aqui… Leia isso.
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  Pego o diário das suas mãos, sentindo um nó no meu estômago.
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  “Santa Bárbara, 15 de Abril de 2024.
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  Hoje é um dia muito especial para mim, na realidade hoje é o dia que minha pequena gafanhoto completa dezessete anos. Payton está tão feliz em poder me ver e passar esse tempo comigo que me sinto mal por ela. As coisas não deviam ser desse jeito, mas infelizmente são. Tive que mentir para %Malia%, falei que tinha um compromisso com alguns amigos para que ela não estranhasse o fato de eu não estar em casa e muito menos me questionasse. Não sei se eu conseguiria mentir.
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  Meu coração se aperta em desespero. Eu queria poder me dedicar igualmente às minhas netas, mas infelizmente não posso. Isso acabou se tornando o reflexo das decisões que Axel tomou lá atrás, assim como eu. Meu filho imprudente que engravidou duas garotas ao mesmo tempo, escolheu uma família, ao mesmo tempo que me forçou escolher a outra, fazendo com que eu perdesse parte da vida da minha neta preciosa por pura irresponsabilidade dele.
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  Minha querida, Payton, merece o mundo ao seu redor. Ela é uma garota pura, que perdoa a tudo e a todos. Pensei que este ano ela não fosse me querer por perto, não quando a abandonei no seu aniversário anterior para poder tirar %Malia% da prisão, mas é claro que o bom coração dela iria me perdoar, e estou feliz com isso.
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  Sinto que meu tempo com ela foi roubado, e que existem situações que não posso voltar atrás e corrigir. Mas espero que nos próximos anos possamos estar mais unidas. Eu sinto muita falta dela, à distância talvez seja uma das coisas que mais me chateia, no entanto, não tem como eu me mudar para Venice Beach com %Malia%. Ela sabe sobre o pai, sobre a família que ele criou, e sei que ela está machucada com isso.
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  Mas e eu? Quem se preocupa com o que sinto?
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  Queria apenas uma vez poder escolher como conduzir as coisas, mas o que seria de %Malia%? Sabe… Eu amo minha neta, mas às vezes penso nas responsabilidades que tomei para mim lá no passado sem ser realmente responsável por isso.”
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  Joguei o diário em cima do sofá, como se ele estivesse pegando fogo. Minha respiração estava acelerada, eu sentia um aperto tão forte em meu peito que pensei que iria desmaiar. Mas isso não aconteceu, pelo contrário, o que aconteceu foi uma sequência de culpa tomando conta de todo o meu organismo.
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  Suas palavras eram tão duras, tão cruas. Consigo imaginar ela escrevendo isso, sentada em frente à mesa de jantar, chorando por ter que escolher entre Payton e eu, sendo que seu coração estava com ela.
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  O sorriso do meu pai é o auge para contribuir com o misto de sentimentos que eu tinha naquele momento, mas eu não poderia deixá-lo saber o quanto tinha me ferido com uma simples leitura. Eu jamais daria esse gosto para ele.
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  Sem pensar duas vezes saio pela porta, sem olhar para trás. Meus pés, ganhando vida própria, me tirando daquele lugar. Caminho por um tempo, sem rumo. Tudo o que eu tinha comigo era a roupa que estava usando, um par de chinelos e meu celular, e isso bastava porque eu sabia que aquilo seria o suficiente para me manter segura enquanto limpava a minha mente.
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  Não demorou até eu chegar na praia. Até porque estamos em Venice Beach e a casa do meu pai é tipo alguns quarteirões dela, e eu automaticamente começo a me sentir melhor.
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  Deixei meus pés afundarem naquela areia macia e decidi caminhar um pouco mais a frente, apenas para sentar na areia e poder por fim inspirar aquele ar de maresia pura. Um ar que era capaz de me acalmar quase que instantaneamente, digo isso porque quando fechei meus olhos para aproveitar o momento, sou bombardeada com a memória do que eu tinha acabado de ler.
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  Eu me sentia um pouco traída com as palavras da minha avó. Fui criada por ela com todo amor e carinho, mas ver que no off ela disparava seus pensamentos em forma de palavras me machucava um pouco porque até então eu achava que ela era a única pessoa que me amava no mundo, mas por um breve momento, sentada naquela sala lendo aquilo tudo, esse amor se colocou à prova.
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  Sabe… Eu aprendi desde cedo que eu não podia deixar me levar para a situação que a vida me colocou. Sempre procurei uma forma de não me deixar abater pelas coisas que não estão sob o meu controle. Primeiro foi quando descobri a família do meu pai, depois minha mãe. Era como se as pessoas fossem arrancadas da minha vida de uma forma que eu jamais saberia explicar. E eu sempre deixei pra lá, encontrei o meu caminho de volta para a minha própria vida, mas porque essa situação torna as coisas complicadas?
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  Veja bem, minha avó não era uma vilã. Ela cuidou de mim durante toda a minha vida, o que me chateia mesmo é saber que ela tinha suas dúvidas, e isso me remete aos pensamentos do passado. Se ela tivesse decidido não cuidar de mim, eu existiria? Estaria em um lar temporário?
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  Não, não pense assim, %Malia%.
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  — Ei, estranha. — Eu estava tão obsoleta nos meus pensamentos que me assusto ao reconhecer a voz de Summer.
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  — Ei… — Não sabia se ela ainda estava brava comigo, mas ao vê-la se sentar ao meu lado, me sinto um pouco mais aliviada.
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  — Vi você chegando na praia, totalmente desnorteada. Aconteceu alguma coisa em casa? — Balancei a cabeça e voltei a olhar para o mar. Eu não sabia se ao começar a falar de tudo, eu choraria. — Sabe… Não sei se isso vai te ajudar, mas quando eu estou triste, ou com raiva, eu venho surfar. — Summer tenta me confortar.
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  — Nesse momento eu não tenho ideia do que pode me confortar. — Encaro minha amiga. Ela tinha ficado chateada hoje mais cedo quando procurei por Evie ao invés dela, então talvez eu devesse dar um voto de confiança e falar sobre o que estava sentindo.
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  — Quer compartilhar seus problemas comigo? Posso não ser a Evie, mas garanto que sou uma boa ouvinte.
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  — Bom… — Encosto meu rosto nas minhas pernas e olhei para Summer. — Fui suspensa por uma semana, enquanto Payton irá seguir sua vida normalmente, mas acho que o pior de tudo foi Axel me obrigar a ler o diário da minha avó.
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  — Como assim? O diário da sua avó? — Soltei uma risadinha ao ver os olhos de Summer arregalados.
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  — Isso mesmo, meu pai já tinha me dado eles há umas semanas, mas eu não via sentido em ler algo que não era meu, mas hoje… — Suspirei ao lembrar as palavras que li. — Por um momento eu acredito que ela me considerou um fardo, sabe ela disse que Payton era uma boa pessoa e que merecia o mundo...
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  — Puta que pariu…
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  — Mas sabe o que é pior? Eu me senti culpada por ela ter morrido, me senti culpada por tudo o que eu causei durante esses anos… Céus eu até mesmo tentei ser uma pessoa que eu não era para que ela sentisse orgulho de mim. — Fico um pouco surpreendida ao notar que as palavras simplesmente jorraram da minha boca. — Mas o pior de tudo, eu me sinto traída.
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  Summer ficou um tempo em silêncio e meio que me senti confortável com ele. Eu não queria ninguém puxando meu saco e me tirando para coitada, pelo contrário, nesse momento eu precisava de alguém que pudesse me ouvir de coração aberto.
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  — Sabe o que eu acho? — Ela se levantou, esticando a mão para que eu a segurasse. — Que seu pai é um babaca, que Payton é uma babaca, e que sua família é digna de pena, menos a sua avó. Pense comigo, se para nós é normal ter altos e baixos na vida, imagina para uma senhora? Ela praticamente foi mãe solo por quase dezoito anos, e sem nenhuma rede de apoio. Sua avó ter esse tipo de pensamento não diz que ela não amava você ou que ela tinha ressalvas, mas que talvez como pessoa, o esgotamento mental estivesse ali, presente.
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  Era como se um peso tivesse saído das minhas costas ao escutar a perspectiva que Summer estava me mostrando.
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  — Então você acha que ela não se arrependeu de ficar comigo? — Sinto minha voz falhando um pouquinho, afinal as palavras da minha avó piscavam na minha mente.
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  — Acredito que não. Vamos tentar ser práticas aqui, se sua avó realmente se sentisse encurralada, você não acha que ela poderia ter colocado você para a adoção? Se levarmos em consideração, ela era sua cuidadora, a pessoa que tinha sua guarda, sua avó não precisaria da permissão dos seus pais.
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  Fiquei em silêncio, absorvendo as palavras de Summer. Sim, era verdade. Minha avó poderia ter desistido da minha guarda, ela poderia ter aberto mão de mim e conseguido sua liberdade, no entanto, ela escolheu ficar comigo.
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  — Isso quer dizer que apesar das suas palavras, ela também me queria. — Sussurrei, tentando convencer a mim mesma disso.
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  — Exatamente. — Summer sacode a areia do seu corpo. — Tente não pensar no que você leu, apenas fique com as boas memórias.
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  — E o que eu faço agora? — Perguntei, como se Summer pudesse me dar uma resposta milagrosa.
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  — Olha… Existem pessoas que realmente querem o seu bem e bom… Existe o %Trent%, deixe o passado para trás, dê uma chance pra ele. Tenho certeza que meu amigo está apenas esperando o momento certo. — Semicerrei meus olhos.
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  — Ele é ex da Payton, não tem nenhuma chance de eu me envolver com ele, e querendo ou não, no final do ano irei embora. — Dou de ombros.
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  — Então viva um dia de cada vez, tenho certeza de que você não vai se arrepender. — Ela sorri para mim. — Agora vamos, vamos beber.
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  — Para onde a gente vai? — Perguntei.
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  — Lembra que eu falei pra você que o Rhett está na cidade? Bom… Ele está fazendo uma festa, e é pra lá que nós duas vamos.
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  — E você vai assim? — Ela estava de longboard, e eu tinha quase certeza de que Summer não iria aparecer assim em uma festa.
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  — Eu tenho algumas roupas na casa do Rhett, então eu me troco lá. — Abro minha boca, chocada com a informação que ela tinha acabado de me dar.
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  — Você e ele…? — Summer começa a tirar o longboard, deixando ele apenas na cintura, revelando seu biquíni.
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  — Somos apenas bons amigos. — Semicerrei meus olhos para ela. — Por que você não chama seus amigos de Santa Bárbara? Quero muito conhecer eles, e se eles não se importarem, podem ficar na minha casa. Vamos aproveitar muito bem a sua suspensão e que se dane seu pai e as críticas dele.
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  Fiz exatamente o que ela me pediu, e tão rápido quanto o flash mandei uma mensagem para Evie e Zane no grupo que tínhamos falando sobre a festa de hoje. Confesso que fiquei um pouco animada com isso, afinal não é todo dia que você pode conhecer o fenômeno do surf californiano.
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  O caminho até a casa de Rhett não é longo, fica mais próximo da praia do que poderia imaginar. Quer dizer, claro que para um surfista de alta performance, seria normal ele ter uma casa que o quintal dele fosse a praia, não é mesmo? Mas o que me deixou surpresa foi a arquitetura da casa, que era totalmente o oposto das casas que eu via nos condomínios por aqui. Ela tinha um ar de construção clássica, talvez o fato dela ser de madeira e de dois andares reforçasse essa impressão. A pintura também era um fator que deixava a característica da casa em evidência. Sua tintura azul descascada chamava um pouco de atenção. À primeira vista ninguém pensaria que um surfista com título mundial morasse ali.
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  — Ainda estou chocada com o fato do Rhett ser primo dos meninos. — Sussurrei para Summer que estava parada ao meu lado.
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  — Logo você se acostuma…
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  — Diga isso por você, seu irmão aparentemente está se tornando uma lenda do futebol americano, sim eu pesquisei sobre ele, mas Rhett? Ele é tipo o desejo de qualquer garota. — Ela solta uma gargalhada, chamando a atenção das pessoas que entravam na casa.
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  — Por favor, não fale isso na frente dele. Só vai inflar ainda mais o ego que Rhett tem. — É a minha ver de rir. — Vamos, vamos entrar.
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  Diferente da parte de fora que estava um pouco acabada, a casa por dentro era muito bem decorada, e exibia alguns troféus que eu considerava serem de antes dele se tornar um campeão mundial. Fotos da infância dele também estavam expostas em molduras que contrastavam com os móveis. Sendo uma foto dele com os meninos que me chamou a atenção. Os três, diferente do que eu imaginaria vindo de Rhett, estavam vestidos com um uniforme de futebol americano, segurando o que eu considerava uma medalha.
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  — Summer… — Ao escutar a pessoa chamando minha amiga, automaticamente me viro para ver quem era o dono daquela voz, apenas para dar de cara com Rhett. Minhas mãos tremem levemente.
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  — Rhett… — Observo os dois com atenção, sei lá algo me falava que ali tinha uma história mal resolvida. — Sempre me surpreendendo, achei que seriam poucas pessoas hoje.
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  — Pouco não faz parte do meu vocabulário. — Ele a abraça e sua atenção se volta para mim. — E você? Seria…?
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  — %Malia%. — Limpo minha mão suada para poder cumprimenta-lo.
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  — %Malia%? A garota do %Trent%? — Seu olhar era de pura curiosidade.
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  — A garota de ninguém. — Respondi assim que ele apertou minha mão.
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  — Falando nele… %Trent% e Tyler já chegaram? — Os olhos de Rhett rapidamente desviam dos meus e se voltam para Summer.
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  — Os dois estão por aí com Adrian. Por que não se juntam a mim? Sou muito mais legal que eles. — Soltei uma risada. Era bom rir depois de tudo o que aconteceu.
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  Enquanto Rhett brincava com Summer, me permiti olhar para ele atentamente. Ele tinha aquele bronzeado típico dos californianos, a pele beijada pelo sol, Rhett era praticamente igual as fotos e vídeos que vi dele quando o acompanhei no ano anterior. Sua fisionomia era relaxada, parecendo não se importar muito com o que as pessoas ao seu redor pensariam dele, sem contar que Rhett se encaixava perfeitamente com a sua casa, afinal ele era um típico surfista mesmo. Até o seu cabelo entregava isso, o fundo era de um castanho escuro, acho que uma característica de todos os Baxter, porém suas pontas eram de uma coloração mais dourada, entregando o uso frequente de parafina.
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  Ele usava uma regata, que deixava aparente seus músculos e principalmente o físico de um atleta.
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  — %Malia% e eu iremos aproveitar um pouco da festa. — Summer segura minha mão. — Depois a gente se vê. — Ela dá um beijo em sua bochecha e eu seguro minha língua para não falar o que estava pensando naquele momento.
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  Nós entramos ainda mais naquela casa, que aparentemente era muito maior do que eu imaginava e passamos rapidamente em um quarto que considerei ser o de hóspedes. Sentei na cama enquanto esperava Summer trocar de roupa e depois fomos direto para a cozinha. Era engraçado, não é mesmo? Todas as festas basicamente servirem as bebidas na cozinha e terem caixas de pizza em cima do balcão.
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  — Mate a minha curiosidade. — Estávamos longe o suficiente de Rhett, então ele não seria capaz de ouvir minha pergunta para Summer. — Vocês dois…?
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  — Já falei para você, %Malia%. Não mesmo. — Não sinto muita confiança em sua resposta, mas sabia que quando ela se sentisse confortável, falaria se existiu algo entre os dois. — Agora, vamos aproveitar que aqueles dois brutamontes não estão na nossa cola e vamos beber. — Ela brinda comigo.
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  Senti meu celular vibrando no bolso, e o tiro, desbloqueando em seguida, apenas para ver a mensagem de Evie.
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  Evie: Hey bitch! Como você me manda uma mensagem falando sobre uma festa só agora? São quase duas horas de Santa Bárbara para Venice.
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  Eu: Se serve de consolo, descobri faz vinte minutos sobre ela, muito ruim para vocês vir né?
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  Zane: Por mais que eu ame vocês, eu teria que passar dessa vez, vou me encontrar com um boy gatíssimo hoje.
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  Eu: QUEM???
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  Evie: Por que não estou sabendo disso? Acabasse de sair da minha casa.
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  Zane: Porque o convite foi agora. Amo vocês, bitches! Beijos.
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  Eu: Sério, mesmo?
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  Começo a rir, desacreditada com as palavras de Zane.
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  — Era, Evie? Ela vai vir? Quero realmente conhecer ela. — Balancei minha cabeça, negando.
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  — Evie disse que iria levar quase duas horas para vir…
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  — Então peça pra ela vir amanhã. Você está suspensa, eu falto aula, ela falta aula e nós vamos para o parque de diversão. — Summer simplesmente me metralha com palavras.
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  Eu: Gente, Summer quer muito conhecer vocês, então quem topa faltar aula amanhã para me ver?
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  Evie: Pode contar comigo e, por favor, me apresente caras gostosos.
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  Zane: Caras gostosos? Pode contar comigo.
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  — Eles vão vir amanhã. — Guardo meu telefone no bolso.
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  — Ótimo. — Ela parecia genuinamente feliz com a notícia. — Escuta. Eu sei que Rhett guarda alguma garrafa de tequila por aqui, quer tentar? — Summer começa a mexer nos armários da cozinha, sem se importar se era correto ou não.
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  — Cara… Acho que eu preciso me acostumar com essa sua versão. — Meu comentário faz Summer rir que nem uma hiena.
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  — Ah… Eu gosto de deixar as pessoas sem palavras. — Ela me encara. — Achei! — A garrafa em suas mãos não estava tão cheia, mas seria o suficiente para nós duas.
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  — Ok. E agora? Você vai atrás do sal e limão? — Perguntei.
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  — Meu bem, nós vamos beber isso à moda antiga… Ou seja, sem nada.
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  Summer não esperou eu concordar, ela virou a garrafa rapidamente em sua boca, dando um gole generoso da bebida, fazendo com que eu arregalasse meus olhos. Minha amiga estende a garrafa para mim e espera que eu faça o mesmo que ela.
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  Encarei a garrafa em minhas mãos, ponderando se faria isso ou não. Eu lembro do gosto da ressaca de tequila no dia seguinte e isso faz com que eu me segure por alguns segundos, mas lembro da minha conversa com Summer mais cedo. Um dia de cada vez. Ela não falava isso se referindo apenas ao %Trent%, mas sim por toda situação que eu estava envolvida.
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  Bebi. Mandando minha consciência para a puta que pariu. O líquido desce queimando na minha garganta, mas logo apenas o gosto amargo da tequila fica em minha boca.
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  — Boa garota… — Ela dá leves batidas nas minhas costas quando eu tossi de leve.
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  — Fazia muito tempo desde a última vez que bebi. — Sequei uma lágrima que saiu do meu olho involuntariamente.
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  — Isso se chama liberdade. — Summer sorri e me puxa pela mão, colocando a garrafa de tequila embaixo do seu braço livre.
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  Apenas deixo que Summer me puxasse pra onde quisesse ficar. E rapidamente estamos no deck externo da casa que dava diretamente para a praia. A princípio fiquei preocupada, pois nós duas éramos menores de idade e estávamos bebendo. Mas deixo esses pensamentos para lá ao lembrar que talvez aquela não fosse a primeira festa de gente adulta que Summer e os meninos participavam.
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  O ar do deck tinha cheiro de bebidas, cigarro e maresia. Mas isso não chamou minha atenção tanto quanto ao do grupo que estava rodeando uma mesa, gritando incentivos enquanto brincavam de bodyshot.
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  — Gente… Eu quero que vocês conheçam uma das minhas melhores amigas. — Tyler ao ver Summer e eu, sai de perto da mesa e começa a chamar uma atenção um pouco indesejada. — Gente essa é a %Malia%, %Malia% essas são pessoas. — Ele já devia estar bebendo há um tempo, porque não era possível ele estar falando nada com nada de repente.
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  — Hey! Quer tentar? — Alguém no meio deles aponta para a mesa e joguei minha cabeça para o lado. Quais seriam as chances de eu participar dessa brincadeira?
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  — Por que não? — Dou de ombros, ignorando qualquer tipo de aviso que eu possa receber. — Quem será meu parceiro?
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  — Eu, boneca. — %Trent% parece se divertir com a situação.
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  — E se eu não quiser? — Questiono.
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  — Você não tem escolha, a não ser que desista da brincadeira. — Seu olhar era provocador.
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  — Tudo bem. — Me dou por vencida, principalmente ao levar em consideração as palavras de Summer.
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  — E você sabe fazer isso, %Malia%? — A voz de %Trent% era desafiadora.
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  — Apenas se deite, e observe.
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  %Trent% me deu um sorriso de canto, aquele que ele dá quando quer me questionar algo. Ele não acreditava do que eu era capaz, mas aceitou o desafio mesmo assim. Mantenho meus olhos presos nos dele, esperando que ele se acomodasse naquela mesa improvisada para a brincadeira. E o observando tirando a blusa para fazer do seu corpo o meu instrumento.
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  Algumas pessoas começaram a assobiar ao ver seu corpo praticamente nu e dou um sorriso singelo. Nós tínhamos acumulado uma pequena multidão para ver o que estava acontecendo.
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  Divertido.
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  Ao meu lado, Summer se contorcia, fazendo barulhos e gestos como se estivesse vomitando. O momento era o puro suco do caos. Mas isso não me impediria de mostrar para %Trent% que ele não deveria duvidar de mim.
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  Adrian foi o único posicionando o sal no abdômen definido de %Trent% e então entregando um pedaço de limão para ele, fazendo com que %Trent% ficasse ainda mais relaxado.
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  — Sou todo seu, boneca. — Ele resmunga antes de colocar o pedaço de limão entre os dentes.
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  Assim como fez com %Trent%, Adrian agora me serve de um shot de tequila. Eu sabia que nada de bom sairia daquilo, afinal eu tinha acabado de tomar um, mas essa noite eu apenas queria ser a boa e velha, %Malia%, sem ressentimentos.
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  Tomei o shot, e automaticamente aproximei meu rosto de seu abdômen, sentindo os músculos de %Trent% se contrariam ao sentirdeslizar por ali, para provocá-lo ainda mais, fiz um movimento lento e provocativo para tirar todo o sal da sua barriga. Em seguida subo lentamente pelo seu peitoral até chegar em seu queixo. Eu não podia deixar de provocá-lo novamente, por isso dou uma leve mordidinha, fazendo com que %Trent% suspirasse, para no fim tirar o limão da sua boca e chupá-lo.
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  Me afasto enquanto termino o limão, tirando o gosto amargo da tequila da minha boca.
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  — Observou? — As pessoas ao nosso redor estavam gritando novamente, como se aquilo que tivesse acabado de acontecer fosse a melhor coisa do mundo. Mas sinceramente? Eu não queria uma resposta dele, por isso virei de costas e voltei a caminhar para dentro da casa.
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  — Porra! — Escutei a voz de %Trent% entre todos que estavam ali e comecei a rir. — %Malia%! — Eu tinha quase certeza de que ele viria atrás de mim, mas também tinha minhas ressalvas.
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  — Sim? — Me virei para encará-lo.
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  — Você não pode fazer uma coisa dessas e depois sair como se nada fosse nada. — Parecia que alguém tinha ficado irritado com a minha atitude.
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  — Mas não era uma brincadeira, %Trent%? Por que eu continuaria lá, depois de terminar? — Peguei mais um pouco de bebida.
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  — Você já está bêbada? — Sua pergunta me irrita, mas percebo que ele estava naquela skin séria.
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  — Mania de viver perguntando se estou bêbada. — Revirei meus olhos, mas ele continuava me olhando, esperando uma resposta. — Não! — Eu poderia estar me sentindo um pouco mais leve e alegre, mas bêbada era a última coisa que eu estava no momento.
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  — Ótimo, porque eu quero que você se lembre muito bem desse dia. — Ele dá um passo para frente, eliminando qualquer espaço entre nós.
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  O polegar dele traça o contorno do meu lábio inferior delicadamente, e eu senti meu corpo inteiro respondendo seu toque.
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  — Não faça isso. — Sussurrei, mas minha voz não parecia tão convincente assim e principalmente minhas ações que não condizem com o que eu estava falando, afinal, eu tinha segurado o cós da sua calça um pouco mais forte, como se quisesse aproximá-lo ainda mais de mim, ao invés de afastá-lo.
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  — Tarde demais, %Malia%. Cansei de ser o cara legal, agora eu vou lutar com unhas e dentes pelo que eu quero.
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  E então ele me beijou.
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  Não um beijo carinhoso. Foi o beijo.
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  No começo até tinha sido calmo, quase como se ele tivesse me dando uma chance de correr, mas hoje eu estava indo de contramão, e ele entendeu muito bem o recado quando suspirei contra a sua boca e entrelacei meus dedos em seu cabelo com um pouco mais de força. Fazendo com que ele me prensasse um pouco mais entre ele e a bancada da cozinha.
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  Naquele momento, não existia nenhum sentimento ruim, era como se eles tivessem ido embora. Eu sabia que estava cruzando uma linha perigosa, mas eu realmente iria me permitir. Eu queria %Trent%, e ele aparentemente me queria também, então eu viveria um dia de cada vez.
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  — Por favor, %Malia%. Não se arrependa amanhã.
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  Assim que nos afastamos a vulnerabilidade na voz de %Trent% quase me quebra e pela primeira vez em muito tempo eu percebi que não era a garota que seria a salvação do garoto, mas sim o oposto.
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  N/A: Hello! Hello!
  Então gente, eu acho que agora vai, acredito que a Malia finalmente vai se render aos encantos do Trent e aceitar ele.
  Posso contar um segredo pra vocês? Eu tenho um certo ranço da Payton, ela consegue tudo o que ela quer, na hora que ela quer e isso reforça o fato dela ser filha do pai dela mesmo.
  Ahhh e preparem os corações, o próximo capítulo vai tá babadeiro.

Capítulo Dezessete
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