Entre Dois Mundos


Escrita porNathara Sant'anna
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo Quinze

Tempo estimado de leitura: 30 minutos

  Rolo de um lado para o outro na cama.
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  Minha cabeça parecia que iria explodir a qualquer momento.
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  Flashes da noite anterior passavam como se fossem um filme em minha cabeça, aumentando ainda mais a intensidade da minha dor.
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  Abro meus olhos lentamente, enquanto sinto meu corpo roçar em um lençol já conhecido. Paro por um momento e inspiro aquele perfume do travesseiro, que outrora tinha o cheiro de %Trent%, e que agora exalava um cheiro mortal de bebida vencida.
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  Eu lembrava de tudo o que tinha feito na noite anterior, e de repente a vergonha me atinge em cheio.
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  O beijo de Adrian.
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  Eu pedindo para %Trent% dormir comigo.
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  Ele se recusando...
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  Lembro de ter vindo para casa de %Trent% completamente bêbada, e que a mãe dele, Betsy, resolveu o que tinha que ser resolvido para eu poder ficar aqui, ou seja, ela tinha conversado com Axel.
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  E, por fim, aquelas cinco palavrinhas que tinham me assombrado na noite anterior, “a gente já se conhecia”.
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  Empurro todos esses sentimentos para longe assim que sinto algo subindo pela minha garganta, tentando a todo custo controlar a vontade de vomitar que estava chegando.
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  Essa era, sem sombra de dúvidas, a maior humilhação pós-festa.
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  A ressaca.
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  Tento inutilmente me levantar e sento como se o mundo girasse à minha volta. Eu precisava ir muito no banheiro fazer xixi, então esse era um esforço que eu teria que fazer, querendo ou não.
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  No entanto, paro no meio do caminho assim que escuto vozes abafadas vindo do corredor.
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  No início, eu não conseguia entender nada do que estavam falando, mas parecia que %Trent% e Tyler estavam discutindo.
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  Curiosa, ao invés de ir ao banheiro, vou a passos calmos até a porta do quarto, para tentar ouvir o que os dois estavam falando.
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  — … Eu lembro claramente de ter dito para você ficar de olho nelas. — A voz de %Trent% não era contida; na realidade, ela demonstrava uma grande quantidade de raiva.
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  — Elas sabem se cuidar cara, não é como se alguém fosse fazer mal para elas, sabendo que estavam com a gente. — Tyler parecia calmo, mesmo sob as acusações de %Trent%.
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  — Aí que está, todo mundo naquela festa odeia a %Malia% pelo fato da Payton a odiar…
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  Sinto meu estômago revirar.
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  — Cara…
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  — É sério, Tyler. Você se lembra de Santa Bárbara? A garota que eu fiquei? — Me aproximo ainda mais da porta; eu queria escutar o que %Trent% tinha a dizer.
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  — A garota que você ficou obcecado por meses? O que tem ela?
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  — Ela era a %Malia%…
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  Silêncio total. Não escuto nada vindo por trás da porta.
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  Era estranho escutar ele contando isso para outra pessoa, porque, de certa forma, ele falou sobre o que aconteceu entre nós, ou melhor, sobre nós para alguém.
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  Ao ouvir sua afirmação de que já me conhecia, meu coração acelera de uma forma tão rápida que a dor parece ser esmagadora.
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  Escuto uma respiração por detrás da porta.
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  — Isso é sério, %Trent%… Se Payton chegar a cogitar isso, é o fim da %Malia%…
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  — Por isso que eu não sei o que fazer. Quer dizer, eu tenho tentado ficar longe dela, mas parece que temos um ímã.
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  — Eu só não consigo entender como ela não falou nada, muito menos esboçou qualquer reação ao ver você. — Sinto minhas bochechas queimando de repente.
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  — É porque ela não lembra. — %Trent% comentou; sua voz parecia um pouco ferida, mas acredito que eu estava imaginando coisas.
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  — Mentira! — Parecia que Tyler estava se divertindo com essa situação. — Isso é inusitado, alguém não se lembra de %Trent% Baxter.
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  — Cala a boca, vai acordar ela.
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  — Isso se ela já não estiver acordada e escutando a nossa conversa.
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  Arregalei meus olhos, chocada com essa suposição, e corro silenciosamente para o banheiro. Bom, eu poderia dar a desculpa do banheiro, certo?
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  Faço exatamente o que penso e fecho a porta devagar, tomando todo o cuidado para não denunciar para eles que eu tinha acordado e, o pior, escutado boa parte da conversa deles. Tranco a porta e, automaticamente, me viro para encarar minha imagem no espelho.
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  Ótimo.
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   Eu estava um desastre ambulante. Em meu rosto, vestígios da maquiagem que usei na noite passada. Céus. %Trent% tinha me visto daquele jeito, com cabelo extremamente bagunçado e manchas pretas do rímel que eu tinha usado marcando o meu rosto.
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  Solto uma risada silenciosa.
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  Como a vida era irônica. Aparentemente, ele tinha um ímã para me ver da pior maneira.
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  Respiro fundo, tentando manter minha mente sã e ignorando meu estado deplorável. Acho que nunca mais irei beber como bebi na noite passada, porque eu realmente estava me sentindo uma merda.
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  Abro a torneira, pegando um pouco de sabonete líquido para lavar meu rosto; isso deveria bastar para eu tentar, pelo menos, tirar os traços de rímel até eu chegar em casa.
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  Casa.
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  Axel com certeza iria me matar, isso, claro, se as minhas coisas já não estivessem arrumadas em uma mala, com ele apenas me esperando chegar em casa para me expulsar.
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  Se isso acontecesse, eu não tinha nenhuma ideia de para onde ir. Quer dizer, eu sei que, sempre que precisasse, a casa de Evie e Zane estaria disponível para mim, mas imagina explicar para os pais deles que eu estaria precisando de um lugar para ficar porque bebi muito na noite anterior e não voltei para casa?
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  Isso estava fora de cogitação. Eu precisava ter uma boa desculpa para qualquer pergunta que Axel fizesse e teria que ter esse repertório pronto na minha cabeça, pois, se eu demorasse para responder, aí sim ele iria achar que eu estava mentindo.
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  — %Malia%. — Uma leve batida na porta do banheiro entrega que eu não estava mais sozinha.
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  — Um minuto. — Me encaro pela última vez no espelho. Isso devia bastar até eu ir embora.
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  — Eu disse que ela estava acordada. — Que legal, se não bastasse %Trent%, agora eu também teria que lidar com Tyler.
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  — Ei… — Depois de respirar fundo, abro a porta do quarto com a maior cara lavada, fingindo que não tinha escutado nada.
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  — Bom dia, bela adormecida. — Estremeço com a voz empolgada de Tyler.
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  — Poderia falar um pouquinho mais baixo? — Pergunto enquanto passo pelos dois.
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  — Pelo visto, parece que foi atropelada por um caminhão. A noite foi boa? — %Trent% dá uma cotovelada na barriga do seu irmão, e solto uma risada baixinha ao ouvi-lo reclamar de dor.
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  — Que engraçadinho você. — Passo pelos dois e vou para o quarto. — Summer ainda está aqui ou já foi embora?
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  — Está lá embaixo com a nossa mãe. — Céus, eu teria que encarar Betsy hoje, mas, pelo que eu me lembrava, eu não estava muito ruim, apesar de Summer estar.
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  — Sua mãe está muito braba? — Mordo meus lábios, levemente nervosa.
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  — Ela não gosta de mentir, mas não está braba. — %Trent% sorri para mim, tentando aliviar o clima.
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  — Acho que tenho que descer e encarar ela, não é mesmo? — Olho para os dois, como se esperasse que eles me dessem uma solução; afinal, a mãe é deles.
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  — Então… Eu acho que vocês dois precisam conversar primeiro. Eu vou na frente. — Tyler praticamente sai correndo do quarto, deixando %Trent% e eu para trás.
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  — %Malia%… — Deus, eu não tinha ideia de como agir perto dele, não depois de tudo o que aconteceu na noite anterior.
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  — Não tenho pra onde correr, né? Vamos ter que falar sobre ontem... — Eu queria poder encarar essa situação de uma forma completamente diferente, mas era estranho saber que ele me conhecia, e que eu não lembrava dele.
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  — Olha… A gente se conheceu ano passado. — %Trent% começa a se explicar, não deixando brechas para eu ignorar o assunto.
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  — E então? Ficamos? — Acho que era mais fácil acabar com esse assunto logo de uma vez, para não deixar ele se estender mais; por isso, me sento na sua cama, enquanto ele fica a uma boa distância de mim, se encostando na parede.
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  — Sim… — Não sei ao certo que reação ele esperava de mim, mas, na realidade eu não conseguiria entregar nada para %Trent%; afinal, eu realmente não lembrava dele, e, até então, a única certeza que eu tinha era de que ele foi o garoto que me acertou com uma bola na praia e depois descobri ser o namorado da minha irmã.
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  — E? — O incentivo a continuar falando.
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  — E então levei você para casa, voltei para Venice Beach e não consegui te esquecer, mas quando criei coragem de voltar, você já estava namorando.
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  Fico encarando %Trent% por alguns segundos antes de reagir. Essa história que ele contou de nos conhecermos em Santa Bárbara, e de eu não lembrar dele, mexia um pouco comigo, mesmo que eu não fosse falar disso para ele.
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  — Ok… — Pressiono meu dedo indicador na minha testa, como se eu estivesse pensando em uma solução. — O que você quer que eu faça com essa informação?
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  %Trent% parecia confuso, mas esse era o jeito certo de agir.
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  Uma coisa foi a gente ter ficado algumas vezes, mas eu ainda preciso lembrá-lo que ele era ex-namorado da minha irmã.
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  — Como assim, %Malia%? — Reviro meus olhos, um pouco irritada com tudo o que eu estava sentindo nesse momento.
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  — Você quer que eu diga o quê, %Trent%? Que vamos ficar juntos? — Eu não queria parecer dura demais, mas ele estava precisando de um choque de realidade. — Sinto muito, mas meu tempo aqui é curto. Logo eu vou embora. Não pretendo ficar nessa cidade…
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  Eu tinha que ser realista e, o mais importante, fazer %Trent% entender que essa era a realidade.
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  — Não estou propondo colocar uma aliança no seu dedo, muito menos te prender aqui. A única coisa que eu consigo pensar é que eu quero estar com você, não importa o quê. — Sinto meu corpo tremer. Eu estava sentindo raiva? Ou outra coisa?
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  — Ouça as suas palavras, %Trent%. Você é egoísta? Você é o ex da minha irmã, porra! — Fecho meus olhos, me arrependendo de levantar o tom da minha voz. Eu não estava em casa.
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  — Engraçado que você não pensava nisso quando a gente se beijou. E, outra, eu estive com você antes dela, não é mesmo?
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  — Isso foi muito escroto da sua parte. — Começo a pegar minhas coisas. Eu queria sair dali imediatamente.
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  — Ótimo, agora você vai correr dos seus problemas? — Paro tudo o que estava fazendo e o encaro.
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  — Problemas? — Repito, sem acreditar nas palavras que saíam da sua boca.
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  — Sim… Olha, quem sou eu para julgar alguma coisa da sua vida? Mas você vive correndo, vive culpando o mundo por coisas que aconteceram no passado, e sabe o quê? Se você não se libertar disso, só vai ficar mais e mais amargurada.
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  Cruzo meus braços, o encarando, desacreditada.
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  — Você não sabe nada sobre a minha vida, %Trent%. — Meu peito ardia; era muito difícil escutar isso.
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  — Eu sei o suficiente. Sei que sua vida não foi mil maravilhas, mas você está vivendo pelo passado, não está pensando no seu presente e muito menos no futuro. Sei que Axel é um babaca com você, mas o que eu não consigo entender é por que você não aproveita essa oportunidade para criar algo para você.
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  Sinto minhas pernas fraquejarem com suas palavras.
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  Ele não estava completamente errado, mas era algo que eu não queria ouvir, pois não me sentia cem por cento preparada para isso.
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  Mesmo que eu negasse, doía.
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  Doía saber que meu pai era um babaca.
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  Doía saber que minha irmã me odiava por decisões que não foram minhas.
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  — Parabéns, você fez uma ótima análise da minha vida inteira, %Trent%. — Ativo imediatamente meu mecanismo de defesa.
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  — Viu? É sobre isso que eu estou falando. Eu estive sendo paciente, %Malia%, porque entendia a sua dor, a sua angústia, mas eu não consigo ver você dessa forma. — Ele não parecia chateado com o meu sarcasmo.
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  — De que forma? — Pergunto.
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  — Frágil… — Suas palavras novamente me pegam de surpresa. — Eu sei que muita merda aconteceu, mas quando a gente se conheceu, você poderia ser tudo, menos frágil.
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  %Trent% se aproxima de mim.
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  — Não entendo, o que você vê em mim?
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  — Eu vejo alguém que merece ser amada. — Ele para na minha frente, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. — Alguém que merece o mundo. — %Trent% sussurra no meu ouvido. — Eu jamais iria prender você, porque o que eu mais quero é que você seja livre. Livre das suas dores, livre das lembranças ruins. O que eu preciso, %Malia%, é que você viva.
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  Um silêncio recai sobre nós. Eu não sabia o que falar para ele. %Trent% tinha me deixado sem palavras pela primeira vez. Quando abro minha boca para falar alguma coisa, escuto uma batida na porta.
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  — Ei. — Betsy aparece, um pouco sem graça. — Sei que vocês estavam conversando, mas %Malia%, Axel está aqui para buscá-la. — Arregalo meus olhos com essa informação.
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  — Puta que pariu. — Resmungo enquanto seguro minhas coisas com mais força. — Em que momento isso aqui foi limpo? — Olho para ele, sem entender.
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  — Coloquei na máquina e depois na secadora, sabia que você iria querer sua roupa hoje.
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  Sorrio em agradecimento, meus olhos indo para Betsy.
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  — Ele está brabo? — Mordo minha boca.
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  — Eu sei ser persuasiva. Só não faça ele esperar muito tempo. — Balanço minha cabeça e praticamente corro para dentro do banheiro novamente.
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  Era engraçado como as coisas aconteciam comigo. Até então, eu estava no meio de uma discussão e agora eu estava correndo para encontrar meu pai, que por incrível que pareça tinha vindo me buscar. O que me deixa com a pulga atrás da orelha; afinal, o que faria ele querer me encontrar de livre e espontânea vontade?
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  — Vou descer com você. — %Trent% estava encostado na parede ao lado da porta do banheiro, me esperando sair.
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  — %Trent%, não precisa. — Eu não queria tornar tudo ainda mais estranho.
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  — Você vai para casa, mas se algo acontecer, você me liga, entendeu? — Reviro meus olhos.
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  — Não exagera. — Passo por ele ignorando o aperto em meu peito.
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  Se a mãe dele não tivesse entrado, a gente ainda estaria brigando?
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  — %Malia%, eu não perguntei. Eu disse que ia. — Vejo que Betsy alternava seu olhar entre mim e %Trent%; talvez ela estivesse tentando entender a nossa dinâmica, ou talvez ela tenha escutado tudo o que estávamos falando.
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  Meu Deus, que vergonha…
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  Respiro fundo e passo por eles. Eu sentia %Trent% me seguindo e sabia que ele não iria desistir dessa ideia idiota de ir comigo até o carro de Axel.
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  Quando descemos, a primeira pessoa que vejo é Tyler. Ele estava jogado no sofá da sala, com um prato de cereal em seu peito. Summer por outro lado estava deitada no chão, com uma cara de quem parecia ter sido atropelada na noite anterior.
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  — Olha quem resolveu dar o ar da graça. — Tyler fala de boca cheia, e faço uma careta.
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  — Tyler, se fecha. — Gesticulo para ele, indo até Summer. — Tá melhor? — pergunto.
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  — Tentando sobreviver. — Ao escutá-la sussurrar, solto uma risada.
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  — A gente se vê amanhã na escola, Axel veio me buscar. — Rio ainda mais com a careta que ela faz.
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  — Boa sorte.
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  Me despeço de todo mundo rapidamente e vou para fora de casa e assim que coloco meus pés para fora, a primeira coisa que vejo é meu pai encostado no carro, de braços cruzados. Não dava para saber se ele estava brabo ou se estava puto, porque Axel usava um óculos de sol escuro e boné.
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  — %Malia%. — Ele fala.
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  — Axel. — respondo baixinho.
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  Sinto uma mão tocar meu ombro discretamente e, ao me virar, vejo que era Betsy. Bom… Pelo menos não era %Trent%.
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  — Axel, como você está? — Ela toma a frente, e me sinto aliviada por isso.
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  — Betsy, poderia estar melhor, se eu não tivesse que vir até aqui buscar minha filha irresponsável. — Reviro meus olhos; ele sempre seria uma boa pessoa na frente dos outros.
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  — Irresponsável não, responsável. Ela realmente não queria que Summer dormisse aqui em casa sozinha, super entendo o lado dela; afinal %Malia% não conhecia muito bem a amizade dos meus filhos com Summer. — Betsy se aproxima do meu pai e o abraça.
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  — Bom… Mas ela foi irresponsável em não me ligar pessoalmente e falar sobre isso. Tem certeza de que ela não bebeu? — A conversa começa a ficar estranha.
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  — Axel, você não deveria se preocupar com isso. — Me aproximo deles, aproveitando que meu pai estava de bom humor. — Pense assim, %Malia% estava em segurança na minha casa, e isso é o que importa.
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  — Certo. — Ele corta a conversa completamente seco.
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  — Querida, se precisar de qualquer coisa, você tem meu telefone. — Betsy sorri para mim, e eu conhecia esse sorriso; era um sorriso que me encorajava, dizendo que iria ficar tudo bem.
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  Engulo em seco.
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  — Tenho sim. — Respondo, tentando sorrir.
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  Meu pai abre a porta do carro.
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  — Vamos para casa, %Malia%.
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  Não demora muito para chegarmos em casa, quero dizer na casa de Axel; eu não sentia que pertencia àquele lugar.
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  O caminho até ali tinha sido silencioso. Pensei que meu pai iria esbravejar ou qualquer coisa do gênero, mas ele ficou quieto todo o percurso, me fazendo temer um pouco sobre o que aconteceria comigo quando chegássemos em casa. Mas nada acontece.
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   Axel apenas estacionou seu carro e me mandou para casa, simples assim.
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  Sem nenhum estresse.
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  Mas é claro que eu jamais conseguiria prever que o verdadeiro inferno estava me esperando logo que abri a porta da casa que eu estava ficando, até porque o universo jamais perderia a oportunidade de ver minha vida sendo um caos para variar.
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  — Podemos conversar? — Minha irmã estava sentada no sofá; ela nem se deu ao trabalho de levantar.
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  — Claro. — Suspiro. Não adiantaria de nada eu falar que não queria conversar com ela. Conheço Payton; desistir não estava no vocabulário dela.
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  Caminho até a poltrona próxima da mesa de jantar, mantendo uma distância segura da minha irmã.
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  — A festa foi boa ontem, não é mesmo? — Semicerro meus olhos, tentando calcular quem poderia ter informado os detalhes da festa para ela, mas logo me lembro de algo que %Trent% falou, todos naquele lugar me odiavam pelo simples fato de Payton me odiar, então poderia ser qualquer um.
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  — Você tem razão, uma pena não ter ido. — Sorrio, mantendo minha postura.
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  — Surgiu um contratempo, mas isso não diminui o fato de eu ter escutado algumas coisas que me incomodaram bastante. — Payton parecia realmente incomodada, mas de verdade, até onde eu sei, não fiz nada de errado, pelo menos não na frente dos amigos dela.
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  — Tipo…? — Arqueio a sobrancelha, a incentivando-a a falar.
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  — Você ficou com o Adrian… E depois foi para a casa de %Trent%.
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  Então era isso… A rede de fofocas dessa escola é realmente muito rápida.
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  — E? — Cruzo meus braços.
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  Eu sabia que essa seria uma atitude que deixaria Payton ainda mais irritada, mas eu não iria baixar a crista, não dessa vez.
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  — Você não acha que isso pega mal para mim? — Ela passa a mão pelos cabelos. Parecia que Payton estava tentando buscar controle, mas do quê, eu não faço ideia.
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  — E o que isso tem a ver comigo? Quando eu cheguei aqui, você se importou com o que você falava pelas minhas costas, e como isso poderia me prejudicar? — Rio.
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  — Não se faça de sonsa! Porra, %Malia%, você acha legal ficar se metendo na vida das pessoas que são próximas a mim? Você acha que tem algum direito de ficar com %Trent% quando ele era meu? — Ela rebate, sua voz subindo um pouco.
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  — Novamente aqui estamos nós, você acha que a minha vida gira em torno de você? Do %Trent%? Se toca Payton. Se for para jogar as coisas na cara uma da outra então você deve saber que %Trent% e eu nos conhecemos muito antes de vocês dois namorarem.
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  Quando percebo, as palavras simplesmente saem da minha boca e eu acabo contando o que eu não sabia se poderia realmente contar. E a julgar pela cara de Payton, ela tinha ficado chocada com essa nova informação.
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  — Como assim?
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  — Você sabia que ele correu atrás de mim antes de começar a namorar com você? Que ele nunca me esqueceu? Que %Trent% só ficou com você porque, quando ele criou coragem para me procurar, eu já estava namorando?
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  Novamente, as palavras brotam e se espalham, doa a quem doer.
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  No fundo, eu sabia que estaria prejudicando %Trent%, mas de verdade? Eu queria que Payton entendesse de uma vez por todas que ela não era o centro das atenções de ninguém.
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  — Cala a boca! Cala a boca! — Vejo minha irmã perdendo a dignidade, e por um breve momento, eu me sinto bem. — Você está aqui de favor, ninguém quer você nas nossas vidas, muito menos as pessoas próximas a mim, e isso quer dizer que %Trent%, Tyler, Adrian, todo mundo te odeia, eles só estão tendo um tempo ruim comigo e querem me ver triste.
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  — Isso é muito triste, Payton. — Cruzo meus braços, respirando fundo. — O mundo não gira ao seu redor, entenda isso.
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  — Não me venha com essa. As pessoas aqui me amam, fariam qualquer coisa que eu pedisse…
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  — Mas isso vai te trazer %Trent% de volta? Vai fazer ele querer ficar com você? Vamos ser um pouco adultas, Payton. Você não pode forçar ninguém a gostar de alguém, muito menos ficar quando claramente não é isso que ela quer. — Ela me fulmina com os olhos.
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  — Pare com essas besteiras, minha vida era perfeita até você aparecer. — Minha irmã continua gritando.
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  — Logo eu vou embora; quem sabe assim sua vida perfeita volte ao normal. — Eu não queria mais perder meu tempo com ela.
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  — Isso não vai ficar assim, escreve o que eu tô falando. — Payton sai com passos apressados da casa.
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  Me levanto da poltrona em que eu estava e me jogo no sofá que antes estava sendo ocupado pela minha irmã. Porém, eu não tenho nem tempo para respirar, porque observo meu pai parado na porta por onde Payton tinha acabado de passar.
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  — Podemos conversar?
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  — Claro.
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  Me ajeito no sofá, esperando que ele fosse começar mais um sermão por conta da queridinha dele.
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  — Ouvi um pouco da conversa de vocês, e já posso imaginar que você esteja com %Trent%. — Bufo. Do pouco que ele escutou de uma conversa, essa foi a conclusão que ele chegou?
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  — Não estou com ninguém. — Tento ser o mais breve possível. — Até porque falta pouco para eu fazer dezoito anos, então logo estarei indo embora daqui, e assim suas vidas irão voltar ao normal. — Explico.
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  — O que levou você a chegar nessa conclusão? — Acho que ele percebe minha confusão, pois dá um sorriso de lado e se senta na poltrona em que eu estava antes. — Você fazer dezoito anos não quer dizer nada, %Malia%. A escola ainda não acabou e, enquanto você estiver nela, irá morar nessa casa.
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  — O que você quer dizer com isso? — Pergunto.
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  — Muita gente sabe sobre você, e veja bem, eu tenho uma aparência a preservar. Você só irá sair dessa casa assim que se formar na escola. — Bufo. Esse não era o combinado.
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  — Axel, veja bem… Eu não me sinto confortável com vocês. Vocês, então, eu não preciso falar. Por que prolongar um sofrimento? — Eu realmente não estava entendendo nada.
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  — Você vai continuar morando aqui. — Ele parecia mais sério do que antes. — Isso não está aberto para discussão.
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  — Não tem medo de Payton e eu saírmos no tapa? — Eu teria que apelar para fazê-lo entender que eu não poderia ficar mais nenhum minuto naquela casa depois dos meus dezoito.
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  — Minha filha é exagerada às vezes. — Axel parecia estar sendo cuidadoso em suas palavras; eu sentia isso. — Mas ela não está completamente errada. Você precisa entender, %Malia%, que existe uma linha entre o que é certo, e o que é errado. Nesse momento você está no limbo.
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  — O que deu em você? Tentando apaziguar as coisas? Não estou entendendo. — Eu sentia que tinha alguma coisa errada.
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  — Não gosto de escândalos, muito menos confusões. Tenho certeza de que você entende isso, não é mesmo?
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  — Mas eu não fiz nada de errado. — Entro na defensiva.
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  — Talvez. No entanto, isso não vem ao caso agora. — Ele fala. — Aprenda a conviver com sua irmã até ir embora daqui. — Observo Axel tirando algo do bolso. — Acho que você irá querer ler o que está escrito. — Ele joga um pequeno caderno em cima da mesa de centro.
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  Aperto a mandíbula enquanto ele se vira para sair dali.
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  — Mais cedo ou mais tarde você irá entender que muitas pessoas também se sacrificaram por você.
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  Assim, sem mais nem menos ele sai da casa, me deixando para trás com um caderno jogado na mesa, o qual, ao me aproximar reconheço muito bem.
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  Era o diário da minha avó.
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N/A: Hello! Hello! Primeiro feliz ano novo para vocês. Acabei tirando o mês de dezembro pra descansar e não mandei novas atualizações. Esse capitulo ficou um pouco maior do que eu esperava, acho que me empolguei um pouco. Agora me contem, o que estão achando? Até a próxima att.
Capítulo Quinze
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