Capítulo Doze
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A julgar pela forma frenética que as pessoas chamavam %Trent%, era claro que ele já participava desses tipos de lutas. A multidão ia se abrindo conforme ele caminhava até o octógono, algumas pessoas davam leves batidas em suas costas, o apoiando nessa loucura. Quando nossos olhos se cruzam, quero dizer, quando %Trent% me encara como se estivesse querendo arrancar minha alma do corpo,
tudo para. Clichê, não é mesmo? Eu, falar isso… Mas na minha, para mim, o tempo para por conta do choque, afinal eu jamais imaginária ver %Trent% Baxter em um local como este.
Apesar de ser bem a cara dele.
A música vibrava à medida que %Trent% e
Demolidor entraram no octógono. O cara era muito maior que ele, o que me levava a acreditar que o único menor de idade ali era %Trent%.
— Esse é o famoso
Good Boy? — Ouço Zane comentar com alguém ao lado dele. Ele estava surpreso, o que mostrava que essa era a primeira vez que meu amigo via %Trent% lutar.
— Achei ele um pedaço de mal caminho. Se bem que o
Demolidor faz mais o meu tipo. — Evie cutuca a minha barriga, me despertando.
— Evie… — Soltei uma risada.
%Trent% entra no octógono, girando o pescoço de um lado para o outro, como se estivesse aquecendo. Ele exalava confiança, mas todas as vezes que meus olhos pararam em cima do Demolidor, eu pensava enquanto %Trent% estava ferrado.
Mas o público parecia vibrar com ele.
O som da campainha ecoa, e a música diminui aos poucos deixando claro que a luta iria finalmente começar. As luzes agora focam apenas nos dois lutadores. E os gritos se tornam pequenos murmúrios, com todos prestando atenção no que estava prestes a acontecer.
Tanto %Trent%, como Demolidor estavam no centro do octógono. Ambos se encaravam, e apesar da campainha ter tocado indicando o início da luta, nenhum dos dois se movia. E agora eu entendi. Os dois estavam se analisando, andando em círculos. É nesse momento que vejo %Trent% sorrindo debochadamente, mas parecia que seu sorriso não tinha alcançado seu objetivo, pois Demolidor continuava firme e forte em sua avaliação.
Não deveria ser proibido uma pessoa menor de idade e outra maior de idade lutar dessa forma?
Isso me tira um pouco do sério e vai contra o politicamente correto, mas logo me lembro que estávamos em uma luta clandestina, ou seja, eles não se importam. E por um momento eu me sinto decepcionada, quer dizer, eu não conhecia %Trent% muito bem, mas nunca passou pela minha cabeça associar ele com esse tipo de ambiente.
Outra coisa que acho estranho é que sempre onde %Trent% está, Tyler vem atrás apagando o fogo. Porém eu não tinha visto ele até então. Será que Tyler sabia no que o seu irmão estava metido?
— Não vai acontecer nada? Eles vão ficar assim? — Evie sussurra em meu ouvido, mas a realidade era que eu não sabia, porque eu não entendia nada sobre luta. E como num toque de mágica tudo acontece rápido demais, tanto é que quase não consigo acompanhar.
Por incrível que pareça, Demolidor é o primeiro a avançar. E sinceramente não sei qual foi o movimento que ele estava tendo fazendo, no entanto ele quase acerta %Trent% em cheio, me fazendo arregalar os olhos. Primeiro por conta da atitude do Demolidor, segundo porque %Trent% foi muito rápido em se esquivar. E ele não para por aí, seus movimentos eram constantes com Demolidor finalmente conseguindo acertar a barriga de %Trent% em cheio, e isso deve ter doído pra caramba.
As pessoas ao nosso redor, diferente de mim, pareciam ainda mais atentas à luta, vibrando a cada soco que eles desferiram um no outro.
— Caralho… — Isso é a única coisa que sai da minha boca.
%Trent% parecia não ter se deixado abalar com o que tinha acontecido anteriormente, apesar do sangue escorrendo pelo seu rosto, fruto de uma pequena ferida que se abriu em sua sobrancelha, me fazendo pensar novamente no que ele falaria para Betsy quando chegasse em casa. Mas acho que isso era o menor dos problemas de %Trent%, até porque o Demolidor continuava avançando para cima dele, não dando tempo para que %Trent% respirasse.
Demolidor consegue dar um soco no rosto dele.
Esse golpe certeiro faz todo mundo gritar. Alguns desacreditados com o que acabaram de ver, outros gritavam em torcida ao Demolidor.
%Trent% tomba para o lado, ligeiramente atordoado com o soco que tinha acabado de receber e meu coração pareceu dar uma leve sacudida, fazendo com que meu estômago revisasse.
— Ele vai cair? — Seguro o braço de Zane, falando um pouco mais alto para que ele pudesse me ouvir.
Zane estava certo. %Trent% poderia até ter ficado ligeiramente atordoado, mas ele encara o Demolidor com um sorriso ao limpar o sangue que escorria no canto de sua boca.
Seria estranho achar que %Trent% tinha ficado animado com isso? Porque ele parte para cima do Demolidor com uma gana que eu jamais tinha visto alguém ter antes.
Ele desfere golpe em cima de golpe, pegando Demolidor de surpresa, ou melhor,
todos. Parecia que %Trent% tinha mudado sua tática de luta, porque ele acaba usando o peso do Demolidor contra ele mesmo, fazendo com que a plateia começasse a gritar
Good Boy novamente, como se esperasse exatamente isso dele. Evie ao meu lado não parecia mais tão assustada com a luta, pelo contrário, ela gritava sem parar ao meu lado.
Mas minha atenção se prende nele,
%Trent%. Arregalo meus olhos ao vê-lo dando uma rasteira no Demolidor, que acaba cambaleando para trás. Acredito que esse tenha sido o momento perfeito para %Trent%, pois ele consegue atingir em cheio o rosto do oponente, que cai no chão.
Um silêncio toma conta do pequeno local em que estávamos. Era como se as pessoas que torciam para o Demolidor estivessem impactadas demais com o que tinha acabado de acontecer, mas daí o silêncio perde o lugar para os gritos, e as pessoas ensandecidas pela vitória de %Trent%, ou melhor,
Good Boy. É nesse momento que sou pega de surpresa pela segunda vez essa noite. Tyler aparece no octógono, encarando o irmão com um sorriso no rosto, fazendo com que eu desviasse meus olhos rapidamente.
— Zane, seja lá como você encontrou esse lugar… Me traga mais vezes. — Evie murmura ao meu lado, e minha atenção se volta para ela.
— Eu disse que vocês iriam amar isso daqui. — Zane parecia se divertir com o nosso choque. — Mas vou falar pra vocês que fiquei bem intrigado com aquele gato no octógono.
Solto uma pequena risada. E meus olhos voltam para o local que tinha acabado de acontecer a luta. Algumas pessoas tinham subido para poder parabenizar %Trent%. Demolidor não estava mais lá. No entanto, não era isso que importava, afinal eu tinha os olhos de %Trent% e Tyler em cima de mim.
— Ok! Alerta de cara gostoso vindo em nossa direção. — Evie me cutuca, mesmo eu já tendo visto.
Não sei porque, mas de repente era como se meus batimentos estivessem sincronizados com cada passo que %Trent% dava em nossa direção.
Zane ao meu lado parecia ainda mais desacreditado, pois ele sussurra algumas palavras que sou incapaz de entender.
— %Malia%… — %Trent%, para na minha frente, cruzando os braços. — Uma surpresa ver você aqui.
Meus amigos arregalaram os olhos e me encararam, esperando uma resposta.
— Também foi uma surpresa encontrar você por aqui. — Suspiro. — Evie, Zane. — Encaro meus amigos. — Este é %Trent% Baxter, o ex namorado da Payton.
— Você sente prazer em falar para todos que eu fui namorado da sua irmã? — Ele parecia estar se divertindo com isso. — Prazer em conhecer vocês.
— E como eu deveria apresentar você? — Pergunto.
— Eu gosto de explicar as coisas para os meus amigos.
— Talvez esse seja seu problema, explicar tudo…
— Ok! Vejo que vocês se conhecem bem… — Zane se intromete e eu agradeço mentalmente meu amigo por isso.
— Estudamos juntos, apenas isso. — Ignoro a sensação estranha que percorre meu corpo. — Acho que por isso que Adrian estava rindo o tempo todo, ele sabia que seria um choque encontrar você aqui. — Cruzo meus braços.
— Imagina o choque que
eu tive então ao ver você aqui, realmente fiquei surpreso. — Balanço minha cabeça.
— Enfim, agora que você sabe que eu estou aqui, e que já nos falamos, vou voltar para as minhas coisas…
— %Malia%… — Ele não parecia muito feliz com o meu adeus.
— Relaxa, não estou aqui para julgá-lo.
— Hey… — Tyler aparece atrás de %Trent%, com um olhar de cachorro perdido.
Ambos ficam me encarando.
— Ninguém pode saber sobre isso… — %Trent% fala.
— Não irei falar para ninguém. — Até porque eu não tinha nenhum interesse sobre o problema dos outros.
— Obrigada. — Apenas aceno com a cabeça e saio de perto deles. Eu tinha vindo para ficar com meus amigos, não para dar atenção para ele ou Tyler.
Assim que me afasto, caminho rapidamente para o local que Evie e Zane estavam. Escorados na parede, ainda bebendo, esperando que eu acabasse de falar com %Trent%.
— Ele pode até ser o ex da sua irmã, mas ele é um gostoso que eu adoraria que você pegasse. — Evie desencosta da parede e passa seus braços em meu ombro.
— Engraçadinha. — Resmungo.
— Essa era a luta da noite, o que acham da gente subir e aproveitar a festa? — Zane arqueia a sobrancelha e eu sorrio.
Eu e Evie nos entreolhamos e damos de ombro, seguindo os passos de Zane até a escada e subindo para onde a festa estava rolando.
Sou surpreendida em encontrar boa parte dos meus colegas aqui de Santa Barbara nessa festa, no entanto, eu não sabia se estava completamente preparada para encarar essas pessoas, não quando eles sabiam muito sobre o meu passado.
— %Malia%… — Evie de repente segura meu braço com mais força e a encaro.
— O que foi? — Falo um pouco mais alto para que ela pudesse escutar.
A expressão da minha amiga não era a das melhores, parecia que ela tinha visto um fantasma e quando olho para o local que ela encarava, arregalo meus olhos.
— Puta que pariu. — É a única coisa que ela fala enquanto engulo em seco.
— O quão puta da cara ela ainda está com a gente? — Pergunto ao ver Stella se aproximando.
— Eu não faço ideia, depois do que aconteceu a mãe dela e ela se mudaram…
— Veja se não são as minhas adoráveis amigas. — Penso em como agir nessa situação, e apenas sorrio abertamente.
— Stella… — A cumprimentei.
— Vocês duas não tem ideia do quanto estou me segurando neste exato momento. — Eu sabia aonde ela queria chegar com suas palavras, mas não queria deixar isso acabar com o meu dia.
— O que você acha de deixarmos o passado para trás e recomeçar? — Evie sugere.
— Não me venha com essa, vocês me foderam legal quando chamaram minha mãe para me tirar da cadeia. — Trinco meus dentes.
— Vamos lá… Você sabe muito bem o que aconteceu naquela noite. — Falo rapidamente.
— %Malia% não se faça de idiota, vocês duas me abandonaram, me deixaram para trás pra lidar com a minha mãe sozinha. — Fecho meus olhos.
— Stella. Vamos ser sinceras, você fodeu as coisas quando resolver colocar fogo nas roupas do seu namorado. Nós somos amigas, estávamos lá para dar apoio moral, mas você além de pôr fogo nas roupas dele, ainda acabou com o carro que os pais do Lucas tinham dado. Não tínhamos muito o que fazer, você produziu provas contra si mesma. — Evie detalha tudo o que aconteceu naquela noite e baixo minha cabeça. No início tinha sido engraçado, mas as coisas realmente saíram do controle quando Lucas chamou a polícia.
— Agora eu vejo quem são meus amigos de verdade, não é à toa que Carter está com Frankie, na realidade acho que a melhor coisa que ele fez foi superar você. — Stella tenta destilar seu veneno contra mim, mas eu conhecia minha amiga. Um dia ela iria superar isso.
— Que bom que ele está com ela. — Se a intenção de Stella era me atingir, ela não conseguiu.
— Meninas… Stella. — Zane volta acompanhado.
— Zane. — Ela é calorosa com ele, demonstrando que o único desafeto dela ali era eu e Evie. — Até depois.
— O que ela queria? — Zane nos pergunta assim que Stella sai e damos de ombros. — Deixem-me apresentar o Aquiles. — Meu amigo estava contente então eu o cumprimentei.
— Vamos aproveitar, não é todos os dias que podemos ter %Malia% conosco, e principalmente, a
antiga %Malia%.
Reviro meus olhos, mas acompanho meus amigos até a pista de dança. Eu me deixo levar pelo clima, pelas pessoas, e o melhor, pela sensação de estar flutuando. Beleza que isso era efeito da bebida, mas fazia tanto tempo desde a última vez que me sinto um pouco empolgada.
— Até que enfim achei você. — Uma voz casual bate em meu ouvido e eu me viro rapidamente para saber quem era.
— Adrian… — Olho ao meu redor e percebo que cada um dos meus amigos estavam em seu próprio mundinho. — O que você quer?
— Digamos que eu queria deixar a noite mais interessante. — Ele aproxima seu corpo do meu e sorrio sabendo onde ele queria chegar.
— E qual seria a sua ideia? — Ergo uma sobrancelha.
Adrian não me responde, pelo contrário. Ele dá um passo à frente, fazendo com que nossos corpos fiquem colados um no outro. Sua respiração bate em meu ouvido quando ele se aproxima para sussurrar algo.
— Se quiser eu posso te mostrar…
Por um momento fico atônita. Como nunca reparei em Adrian antes? Será que era pelo fato de eu estar em um buraco tão escuro que eu nunca tinha olhado para ele antes? Ou melhor, para
eles. Seria eu uma pessoa ruim, se o testasse? Apenas para ver se eu ainda conseguia conquistar as pessoas?
Acho que não, afinal ele também estava jogando o jogo... Bem… Pelo menos é o que eu acho, porque seus olhos não desviam nenhum segundo da minha boca. Então me aproximo devagar, o provocando, aproveitando essa sensação de me quererem, mesmo depois de tanto tempo.
— Estou surpreso. — Sinto seu hálito tocando meus lábios.
— Você não parece a garota que conheci…
— Eu enterrei essa garota hoje. — Expliquei, sem cortar o clima.
É possível sentir a tensão entre nossos corpos. Seus olhos me despindo centímetro por centímetro. E uma parte de mim fala para recuar. Fala que eu apenas estava testando minha capacidade de seduzir alguém.
Adrian se inclina mais um pouco, nossos rostos estavam quase colados um no outro e por um segundo acho que ele vai mesmo me beijar. Porém, algo me puxa para a realidade, e parecia puxar Adrian também.
%Trent% estava parado atrás de nós. O que faz Adrian se afastar rapidamente.
— %Trent%… — Ele o cumprimenta rapidamente com um sorriso nos lábios — Pensei que você não fosse subir hoje.
Ele não olha para Adrian, seus olhos estão grudados em mim enquanto o responde.
— Aparentemente as coisas mais interessantes estão rolando aqui em cima. — Reviro meus olhos.
Adrian me olha nos olhos e sorri novamente.
E eu entendia muito bem o que aquele sorriso significava. — A gente se vê na escola, %Malia%. — Ele dá leves batidinhas em meu ombro, deixando claro que ele tinha conseguido o que queria.
Claro que Adrian iria me abandonar agora, esse babaca, então olho para os lados para ver se eu encontrava Zane ou Evie, mas ambos pareciam ocupados demais no momento.
Então tudo o que me resta é cruzar meus braços e encarar %Trent%.
Ele continua me encarando e tento entender o que se passava na sua cabeça. A luz baixa dança entre nós. Os flashes vermelhos e dourados batem em seu rosto e destacam o maxilar trincado, a raiva contida, a frustração não dita.
— Aconteceu alguma coisa? — Pergunto, dando um passo para mais perto dele. Seu corpo era ainda mais quente que o de Adrian, me deixando levemente surpresa. Talvez fosse a bebida. Mas ele parecia ainda mais bonito com o rosto machucado.
— %Malia%, quanto você bebeu? — Ele me pergunta.
— Não o suficiente. — Sorrio.
— Pare com isso. Estou falando sério.
— Não quero parecer ingrata, mas eu não posso aproveitar? Todo mundo bebe. — Falo.
— É estranho ver você assim.
— Assim como? Livre? — Me aproximo mais dele. — Não ficou nenhum pouco curioso? Para conhecer a verdadeira %Malia%?
— Só estou um pouco surpreso. — Ele desliza os olhos por mim, sem pressa, como se ainda tentasse entender o que estava acontecendo.
— Achei que você gostasse de garotas imprevisíveis. — Resmungo.
— Claro que gosto. — Ele fala rápido demais.
— Posso perguntar uma coisa?
— Diga. — A postura de %Trent% era indecifrável.
— Me ver com Adrian afetou você? — Sussurro em seu ouvido.
Eu não sabia muito bem o que eu estava fazendo. Para falar a verdade, assistir a luta mudou minha percepção. Não vou mentir. Ver %Trent% suado, lutando, me deixou com um gosto de prazer na boca, e eu queria muito poder experimentar.
— Não sei ao certo. — A voz dele é baixa, mas firme. Ele dá um passo à frente, e agora estamos tão perto que posso sentir o cheiro amadeirado do perfume misturado ao suor da noite. — E quer saber? Você conseguiu me deixar intrigado, %Malia%.
Talvez fosse isso que eu estava buscando desde que resolvi me desprender do passado, do luto, provar que apesar de tudo eu poderia continuar sendo a
%Malia% de verdade. Essa mudança tinha sido por ela, minha avó. E só ela seria capaz de saber o quanto eu tentei apagar minha própria essência para me tornar uma boa pessoa. No fundo eu sabia que isso era só uma desculpa que eu estava dando a mim mesma para que meu pai e sua família pudessem me aceitar.
O luto ainda continuava ali, e eu sentia uma puta falta da minha avó. Mas eu não podia cair novamente naquele poço escuro, à espera de ser aceitada.
Fico em silêncio. Não por falta de resposta. Mas porque eu quero que ele vá além. Quero que ele quebre esse autocontrole ridículo que insiste em manter.
Que eu insisto em manter. Mas ao mesmo tempo penso se realmente seria certo fazer isso com a minha irmã. Quer dizer, claro que se ela tivesse uma oportunidade de fazer algo parecido contra a minha pessoa, ela não pensaria duas vezes.
— Você pode ir contar agora — Sussurro, os olhos fixos nos dele. — Pode contar pra todo mundo que pegou as duas irmãs Miller.
Ele para pôr um momento, ponderando o que deveria ou não fazer. Mas para a minha surpresa, ele toma uma atitude.
Seus lábios grudaram no meu.
Correspondo ao seu beijo na mesma intensidade, como se fosse um desafio.
Minhas mãos se apoiam em seu peito, e deslizo minhas unhas suavemente ali para ver até onde ele iria com o seu controle. Testando seus instintos.
Seus lábios deslizam sobre os meus com uma mistura de raiva e desejo. Nenhum de nós parecia disposto a ceder, e isso tornava as coisas ainda melhores.
Não sinto pena. Muito menos culpa.
Payton que se foda. Quando ele se afasta, nossos rostos ainda estão colados.
— Porra, %Malia% — ele murmura, a voz rouca, os olhos em chamas. Sou capaz de sentir sua respiração batendo levemente na minha orelha esquerda.
Eu fico ali, encarando ele por alguns segundos. Meu peito ainda está arfando. %Trent% tinha um efeito viciante que eu não imaginava. Eu precisava me controlar, mas dou um meio sorriso e, em vez de recuar, aproximo minha boca da dele mais uma vez, sem tocar, só o suficiente para que ele sinta meu hálito quente enquanto falo.
— Isso não vai se repetir. — Minha voz sai baixa, firme, mesmo que por dentro eu estivesse implorando por mais. — Eu só precisava testar se você beijava tão bem como todo mundo fala.
Agora eu entendo o que Adrian queria dizer com deixar a noite mais interessante. Ele não me queria, ele queria ver até onde %Trent% iria.
N/a: Hello! Hello! Eu sei que estou um pouquinhooo atrasada com a att. Na realidade aconteceram algumas coisas nesses últimos três meses que tomaram totalmente conta do meu tempo.
Eu já tinha esse capitulo pronto desde Junho, mas não encontrava o momento certo pra revisar ele, por isso que veio um pouco tarde.
Não me abandonem kkk o próximo capitulo vem já já.
Beijos.
Nath.