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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Entre CEO’s

Escrita porRay Dias
Editada por Lelen

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  Nota inicial: Esta fanfic é escrita por mim, com a colaboração da M-Hobi em algumas construções da narrativa e dos personagens. Os Cafrey são personagens criado por ela, que serviram como um crossover dessa e outras histórias minhas.

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Capítulo 12

Este capítulo foi escrito por Ray Dias e M-Hobi

  — E esse aqui? — Maya perguntou, girando no lugar quando saiu do provador. Yoongi deixou o celular de lado e a olhou por todos os detalhes.
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  — Está linda. O vermelho realça todas as suas curvas. — Yoongi cruzou as pernas, tentando se controlar.
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  Maya assentiu para a vendedora e retornou ao provador voltando a se vestir com a própria roupa. Depois de dar à moça tudo o que iria levar, se direcionou ao caixa, já que Yoongi estava do lado de fora em uma ligação, e foi surpreendida pela vendedora:
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  — O seu namorado já pagou tudo, senhorita.
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  — Ah... Tudo bem, obrigada. — respondeu simples. Quando foi pegar as sacolas, ele surgiu ao seu lado e fez isso em seu lugar.
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  Maya agradeceu o atendimento e saiu com ele, os dois em silêncio. E foi assim até retornarem ao hotel, depois de um tempo passeando em locais menos movimentados e com cuidado para não serem reconhecidos.
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  Entrando no quarto, sozinhos, Yoongi decidiu falar.
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  — Você não negou quando disseram que era seu namorado… — estava atrás dela, lhe ajudando a tirar o casaco; o passeio tinha sido cansativo, no fim.
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  — Achei que seria deselegante, o que pensariam de mim se soubessem que você não era meu namorado e comprou milhares de dólares em Prada?
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  Yoongi ficou quieto, parado no mesmo lugar e segurando o sobretudo dela. Olhava para os ombros de Maya, querendo dedilhar as tatuagens na pele dela, abaixo do tecido transparente que ela usava de roupa. Ela estava com uma saia comprida, preta, e um body de gola alta de tule, usando um sutiã preto para servir como conjunto. Já havia feito isso tantas vezes, sem nenhum tecido impedindo que as peles se tocassem; agora estava em abstinência total dela, tendo-a ali tão perto. E a respiração de Yoongi contra a nuca dela também serviu como um instigante pensamento.
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  — Yoongi. — Maya se virou, chocando-se contra ele. — Está tudo bem?
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  — Sim... sim. — Ele voltou a respirar. — Você quer alguma coisa? — E jogou o sobretudo no sofá ao lado. — Melhor tomar um banho e descansar, andou muito hoje.
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  — Yoongi. — Maya colocou a mão no peito dele, olhando-o sem muito foco. — Como você está conseguindo?
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  — O que?
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  — Se controlar assim... Você não está… — umedeceu os lábios. — Você não está sentindo essa corrente elétrica? Porque eu sempre me sinto assim quando estamos juntos e...
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  — Maya... Por favor.
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  — Você está me olhando e me tocando como se eu fosse quebrar. Mas eu não vou! Eu ‘tô bem! — se colou ao corpo dele, Yoongi tentou desviar a atenção. — Neném... por favor… — sussurrou contra o queixo dele.
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  — Maya… — foi a última tentativa dele, antes de levar a mão direita para a nuca dela e a puxar para um beijo caloroso, cheio de saudade.
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  Yoongi passou horas ajudando ela a escolher roupas, vendo Maya sorrir e escolher o que mais fazia suas curvas se destacarem, tudo o que valorizava a sua beleza. Deixou ele louco, ávido para tê-la de novo para ama-lá como um vício. Mas tinha medo de fazer qualquer mal, não só para ela, mas também para ele mesmo.
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  Só que não conseguiu negar. Maya era mais forte quando se tratava de argumentações e eles acabaram suados na cama, juntos, satisfeitos e cansados. Depois de alguns minutos em silêncio, Yoongi se levantou, chamando-a para um banho.
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  — Vai indo, eu preciso de um pouco mais de tempo... Me espere lá. — Ela resmungou, se enrolando no lençol.
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  Yoongi deixou beijos nas costas de Maya antes de ir para o banheiro e ela ficou ali, olhando para a lua pela janela. Estava quase pegando no sono quando o celular dele tocou mais de uma vez. Se levantou e pegou o aparelho no bolso da calça dele, jogada ao chão. Não ia ler, mas a tela se acendeu sozinha e ela não pode evitar as notificações na tela.
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Wendy para Yoongi: Tomei o vinho que você deixou antes de viajar, é realmente muito bom. Posso dizer que estou com saudade? Porque eu realmente estou. Não consigo parar de pensar no que você me disse antes de ir para Incheon… Não só o que disse, mas o que fizemos… Volta logo, bebê. Quero cumprir com nossos planos de viagem!

  O bolo que se formou na garganta de Maya trouxe uma enxurrada de lágrimas junto, mas ela engoliu tudo. Passou a mão no rosto e respirou fundo, controlando a vertigem. Não podia cobrar ou ficar brava com Yoongi. Não tinha o menor direito de falar qualquer coisa a ele, era ela mesmo quem tinha ditado tudo. Se estava perdendo Yoongi, estava perdendo por ela mesma.
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  Devolveu o celular para a calça e deixou cair no chão, se dirigindo para o banheiro. Entrou no Box, surpreendendo ele com um beijo voraz.
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  — Ei... que isso... nossa! — Yoongi ofegou, afastando-se.
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  — Acho que era isso o que eu precisava para me fortalecer. O seu beijo, seu toque. Estar com você — A cada palavra, Maya beijava alguma parte dele, chegando ao peito. — Quero aproveitar cada segundo do seu lado, nessas férias obrigatórias. Cada momento. Passeando, ficando na cama, dormindo com você, acordando do seu lado... Tudo.
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  — Uau, eu... você está bem?
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  — Sim. Eu estou ótima! — sorriu para ele, sendo convicente. — Obrigada. Por tudo. Por sempre. — E voltou a beijá-lo.
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•••

  %Ray% notou a porta se abrir, e sorriu com o comentário de Mason. Observou o homem de cima à baixo de modo discreto.
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  — Não posso contestar isso. Bom saber que as pessoas nos reconhecem por este bom hábito. — ela comentou referindo-se ao elogio de Mason pela pontualidade, e sorriu o cumprimentando antes de entrar — Boa noite, Mason! Você está bem?
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  Ela entrou na casa de Maya sentindo um aroma familiar. Mason fechou a porta atrás de si, enquanto %Ray% adentrava à casa sorrindo feliz ao ver bem na sala, exposto numa parede em uma prateleira de vidro, as cerâmicas que ela havia dado à Maya. Sorriu apontando e dizendo a ele:
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  — Ficaram lindas ali. — E virou-se entregando a ele uma caixinha de presente com fita — Uma safra especial da minha adega. Espero que goste. É do vinhedo de minha família.
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  Mason acompanhou a entrada dela, sendo cordial. Observou o vinho, agradecendo em um aceno de cabeça.
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  — Foi você quem deu? — mencionou as cerâmicas. — Com certeza ganhou o coração dela na mesma hora. Maya é emotiva por cerâmicas, principalmente as egípcias. Aprendeu isso com nossa avó materna.
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  — Foi um presente de cordialidade por vir na casa dela uma primeira vez. Não sei se ganhei o coração dela, só quis ser gentil... Essas cerâmicas vieram do Cairo, certa vez eu… — parou de explicar quando viu que iria entrar em um assunto tão específico sobre arte e o olhou rindo discreta — Desculpe, com arte eu me empolgo. Mas… — olhou ao redor — Onde está Soho? Ela quem preparou este jantar que julgo ser meu preferido?
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  Mason puxou a cadeira da mesa de jantar para %Ray%, esperando ela sentar-se.
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  — Soho está de folga hoje. E ela não é cozinheira da casa, é a Jieun. Mas como Maya está em L.A, eu mesmo faço minha comida. Soho não é muito... técnica. — Ele deu a volta, sentando-se na ponta, à direita dela.
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  %Ray% deixou sua bolsa no sofá da sala e caminhando até a mesa de jantar, sentou-se ouvindo o que ele disse.
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  — E ela está bem? A May?
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  — Está. Yoongi é uma ótima babá. — Mason encheu a taça de %Ray% com o vinho e a outra com água também.
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  — Obrigada. — Ela respondeu começando a se sentir desconfortável pela ausência de assunto. Tomou um gole de seu vinho, o observando se sentar novamente e quando ele o fez, ela perguntou de modo gentil: — Se me permite perguntar, qual a razão de ter vindo à Seoul?
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  — Negócios. — Mason foi restrito. — Os mesmos que você ao aceitar o "café", %Ray%. — E foi direto. — Por favor, sirva-se.
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  — Ah, então seu pai não se confundiu por uma desculpa sua, quando telefonou ao meu pai dizendo que a razão de ter vindo era para me conhecer. — %Ray% falou direta também, sem perder o tom da cordialidade e serviu-se pouco. Provou a paella sentindo que estava tão boa quanto o cheiro: — Você fica por quanto tempo?
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  — Não leve em conta o que Joseph diz. Ele ainda está esperançoso para ter netos, é difícil aceitar que vai precisar esperar ao menos 10 anos para que Makkie cumpra com os sonhos dele… — bebericou o vinho. — Talvez até Maya voltar e me convencer de que posso ir.
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  %Ray% assentiu, continuando a comer devagar, tentando buscar assuntos.
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  — A paella, está muito boa, aliás.
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  — Obrigado. Receita da minha ex sogra. Aprendi muito com ela. — Ele disse e começou a se servir. — Mas me diga, o que te levou a mobilizar sua assistente para me encontrar?
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  — A ligação do seu pai. Ele foi claro quando disse ao meu papa que você contou que nos conhecemos, que marcamos um café, quando claramente não marcamos. Que você visitou a galeria e veio me encontrar. — Ela dizia tudo sem o encarar, até soltar os talheres para perguntar: — Você foi à Gaya? Quando?
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  %Ray% aguardou que Mason respondesse, mas ele se manteve em silêncio comendo, então ela terminou seu pouco jantar e enquanto Mason ainda comia, ela explicou a ele:
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  — Eu estava em Madrid, na casa dos meus pais quando o Joseph ligou. Pude conversar com meus pais a respeito disso tudo e chegamos em uma decisão em comum. Então, além de conversar com você, de forma a ser recíproca pelo convite feito para aquele café eu também queria te perguntar essas coisas. Fiquei mesmo surpresa em sabê-las, nosso encontro me pareceu coincidência, mas não foi.
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  Ela sorriu bebendo água e Mason a encarou atencioso, %Ray% repousou a taça novamente à mesa.
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  — E, também quis encontrá-lo, para concordar que eu acredito que podemos dizer que tentamos, mas não deu certo. Me desculpe se for um problema a você. Sei que eu concordei no hospital em darmos esta folga a nós mesmos das cobranças deles. Mas acho que eu não poderei manter isso…
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  — Você entendeu que eu também não estou feliz com essa ditadura de relacionamento, certo? — Mason franziu o cenho. — Não precisa se desculpar. Você não será a primeira que “não deu certo”. — sorriu ameno. — Sei que para você a cobrança da sua família soa pesada em diferentes aspectos, principalmente pelo lado machista. Sinto muito por isso. — Ele fez uma pausa, limpando a boca conforme as regras de etiqueta. — O que deseja perguntar?
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  %Ray% sorriu de forma agradecida pelos sentimentos dele e esclareceu sua decisão. Apesar de estar certa a propor um casamento falso para ele, bastou estar diante daquela figura impávida diante do jantar, do homem intimidante que deixava-a insegura, que ela já estava certa de que não poderia cumprir aquela loucura com ele.
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  — Não tenho nada a perguntar. Só quis esclarecer estas coisas. Digo, encerrar seja lá o que possa haver entre nós.
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  — Nunca me pareceu que havia algo. — Mason arqueou a sobrancelha e sorriu ladino, analisando ainda mais curioso a figura dela. Havia algo na expressão de indiferença dela que o deixava inquieto — Você é uma mulher interessante, %Ray%. Se não fosse esse pé esquerdo, com certeza teria me chamado a atenção de alguma forma.
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  — Eu não disse que havia algo, também. — Ela sorriu — Você também é um homem interessante Mason, mas tenho certeza que sabe disso. — %Ray% apontou para a louça indicando — Bem, me permite ajudar ao menos limpando a mesa? Por favor, não diga que não, porque já tivemos muitas formalidades até aqui, acho que não há problema numa gentileza, certo?
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  — Eu aceitaria, mas Soho me arrancaria da cama amanhã de manhã com uma surra. — Ele riu. — Agradeço, mas se tirarmos o trabalho dela e de Jieun, o mundo cai.
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  — Entendo... Soho não é muito diferente da Nari, pelo visto. — riu levemente e ouviu seu celular na bolsa pedindo licença para atender. Era uma ligação de seu pai.
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  — %Ray%! Você viu o que seu tio Ramirez fez?
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  — Não papa, estou em um jantar e o fuso de Madrid é bem diferente daqui, mas... O que houve?
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  — Ele deu uma nota à imprensa sobre os possíveis nomes sucessores, indicou o Carlos, e isso mexeu com a bolsa... As nossas ações estão loucas, eu vou precisar me manifestar, e você certamente vai receber ligações da imprensa! Esteja atenta! Como andam as coisas por aí?
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  %Ray% suspirou fundo levando uma mão aos cabelos, os jogando para trás.
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  — Por enquanto estão tranquilas. Mas eu estarei atenta! Assim que chegar em casa eu consulto a Dow Jones, e as demais ações. Me adiantarei no comunicado, o senhor não precisa fazer nada. Aliás, vá descansar! O senhor não deve ficar acompanhando o surto da bolsa assim…
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  — Certo, certo. Sua mãe está com seu tio agora, estamos tentando compreender se ele está ficando louco ou se isso é um tombo de dentro da família! — Juan falava tudo denotando o quanto estava nervoso com o irmão.
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  — Papa, descanse. Assim que chegar em casa eu telefono ao Carlos e nós dois iremos resolver isso. Nada que uma nota oficial de ambas partes não cale aos jornalistas economistas, ok?
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  — Certo! Não vou mais atrapalhar o seu jantar! Você já falou com o seu pretendente? Precisa de algo?
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  — Papa, por favor, deixe tudo comigo e descanse, sim? — Ela sussurrou esta parte.
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  Quando desligou a chamada viu que Mason estava atrás a aguardando com uma taça de vinho, e esperava que ele não tivesse escutado os gritos de seu pai.
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  — Me desculpe. — pediu pegando a taça e provando o vinho, já sentando-se no sofá e riu: — Pequenas instabilidades, que levam o senhor D'Blanco a desejar cada dia mais passar o bastão.
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  Olhou no relógio o horário e calculou que terminaria a taça e iria para casa, a fim de pensar na resolução dos conflitos. Nem leu as mensagens que estavam em notificações. Apenas guardou o celular tentando não demonstrar em seu rosto o quão preocupada havia ficado.
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  — Há algo que eu possa fazer para te ajudar? — Mason perguntou sincero, ainda a observando com certo divertimento.
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  Não é que se divertisse com a preocupação dela, mas sorria porque ela parecia bastante teimosa e durona. O tipo que quer resolver tudo sozinha sem pedir ajuda. Ele reconheceu um pouco de si, naquela mulher.
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  — Bem… — %Ray% olhou para Mason sem saber se deveria contar sobre o plano de seu pai ou fazer a proposta para ele, mas diante daquele jantar, ela definitamente voltou atrás em seu plano: — Acredito que não Mason, a minha situação é bem extrema, mas obrigada.
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  Ela sorriu suspirando e olhando para a varanda de Maya. Sentia tanta raiva em seu coração que era capaz de chorar, chorar de puro ódio.
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  — Talvez seja melhor eu ir agora. Preciso arrumar uma bagunça que surgiu hoje e pensar em uma forma de garantir meu cargo na presidência do grupo. — Ela se levantou e pensou por outra forma, em algum outro tipo de ajuda de alguém que também passava pela mesma pressão que ela, ou algo parecido: — Quer saber...? Se você souber como eu posso garantir meu cargo de CEO sem ter que implorar por apoio aos acionistas diante da condição deles de que eu esteja ao menos casada, eu aceito este tipo de ajuda…
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  Ela falou olhando sincera para Mason, e ele sorriu ladino, soltando um longo suspiro ao encarar o chão e retomar o olhar para a mulher em sua frente:
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  — Você quase me convenceu de que tinha tudo sob controle. — Mason deixou a taça quase vazia em cima da mesinha e se virou para ela com uma feição serena. — Eu tenho uma sugestão. — deu de ombros. — Podemos dizer que nos conhecemos em uma das nossas viagens, talvez, Portugal, que é onde tenho passado mais tempo e vai ser convincente e desde então mantemos contato. Agora que estou com mais folga na agenda e flexibilidade, decidi me mudar para Seoul e queremos nos casar daqui há dois meses. — Ele pausou observando a expressão surpresa dela, e finalizou concreto de sua ação: — Essa pode ser a história do nosso casamento falso, %Ray%.
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  %Ray% ficou um tempo olhando para ele sem acreditar.
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  — Er... Eu também achei que tinha controle... Já estava cogitando começar uma guerra na verdade… — falou o encarando ainda aturdida pela forma como a narrativa combinava com o que seu pai havia dito. — Desculpa perguntar, Mason, mas... Essa ideia veio de você?
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  — Sim. Meu pai não pode sonhar que é falso... Ele se convence depois de, talvez uns dois anos, que não demos certo.
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  %Ray% começou a rir da ironia que aquilo parecia.
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  — Sinceramente? — Ela confessou — Eu tinha uma proposta parecida pra você, mas... Desisti diante da sua integridade. Convenhamos... Um casamento falso é uma ideia muito infame… — %Ray% suspirou e olhou para ele também de forma mais tranquila — Meu pai e eu pensamos em uma proposta parecida. Um contrato de casamento por um ano, mas eu precisaria anunciar um noivado em até três meses, que é quando meu pai se afasta e eu preciso estar nomeada presidente interina, caso ele não volte... Eu já serei a presidente do grupo de qualquer forma. Para isso, eu precisaria de alguém que aceitasse esse tipo de namoro falso... E sinceramente cogitei que você não aceitaria algo tão... Falso.
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  — Eu não tenho nada a perder, %Ray%. Só preciso que isso seja falso entre nós, porque para o resto tem que parecer 100% real. — respirou fundo. — Sabe, aquela coisa com apelidinhos e tudo… — Mason revirou os olhos. — Então se for tudo bem para você, podemos discutir os termos antes das formalidades. Precisamos de uma história bem redonda.
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  — Eu sei, realmente temos que parecer apaixonados. Até porque, isso implicaria não só para o seu pai, mas para a mídia espanhola inteira refletindo nas minhas empresas…
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  %Ray% mordeu os lábios pensativa, e se sentia tão impotente e ultrajada por aceitar "qualquer medida", que seu coração estava muito apertado. Pensou no seu pai indo para a cirurgia e tudo o que aquilo poderia implicar no futuro, colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha e encarou Mason dizendo:
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  — Te garanto que o meu caráter é bem melhor do que tudo isso, Cafrey. Mas, se você estiver de acordo mesmo, então eu não tenho como me opor. Não se eu quiser realizar tudo pacificamente. Podemos discutir os termos sim.
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  — Vamos deixar para discutir e conhecer nossos caráteres nos próximos dois anos, tudo bem? — Ele tentou ser bem humorado. — A propósito, é uma farsa um pouco longa, tudo bem para você?
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  — Dois anos… — sussurrou um pouco assustada e olhou insegura para ele — Sinceramente? Eu não sei se está "tudo bem"... Eu me preparei psicologicamente para um ano. Um ano passa rápido, eu enfiaria a cara em trabalho. Você, acha que podemos ter um contrato de um ano? Pode ser que até lá, a gente convença seu pai e como ele não saberá de nada disso... O que me diz?
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  Mason se sentou, indicando que ela se sentasse outra vez, já que a mulher ainda estava de pé desde a ligação do pai dela. Abriu os primeiros botões da camisa, já mais confortável com ela e iniciou:
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  — Maya não pode ter filhos e isso tirou dela todo o desejo de se casar. Ela se traumatizou. Makkie só tem 15 anos, mas ela já tem a ideia bem formada e repudia o assunto. Então eu sou essa caixinha de ouro para os meus pais. — soprou um riso. — Eles se conheceram quando minha mãe foi para a Croácia, numa viagem em família. Ela passou dias no hotel que era na mesma rua do comércio do meu avô. Meu pai jurou que faria o que fosse necessário para ir até ela. E ele foi. Mamãe estudou medicina e ele fez administração. Se casaram e ela sempre apoiou ele no sonho que tinha de fazer o grupo Cafrey, que começou com uma pequena loja de tecidos na antiga Iugoslávia, se tornar o forte que é hoje. — outra pausa. Mason se inclinou, apoiando-se nos joelhos com os cotovelos. — Meu pai é um homem incrível. Ele ergueu o próprio império baseado em cima de um princípio simples de família, porque minha mãe esteve ali. Um casamento de um ano levaria o nosso nome às principais capas, chamando a atenção de forma negativa. Por que um ano? Por que tão pouco? A mídia ocidental é curiosa demais e isso faria com que questionassem. Estou disposto a fazer isso, não vou te forçar a nada, não vou invadir o seu espaço assim como espero que não faça comigo. Da minha parte vai existir todo o respeito necessário. Mas é uma jornada não tão longa, porém nem tão curta. Ao menos para mim.
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  %Ray% ouviu a história toda percebendo que era uma linda história de família realmente.
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  — Entendo… — %Ray% assentiu explicando também o seu ponto de vista: — Eu nunca quis me casar se não fosse por amor, Mason. Você pode achar isso piegas, mas, é real e sério para mim. Já fui mais emocionada com a ideia de casamento, primeiro porque meus pais também foram o primeiro amor um do outro e estão juntos até hoje, segundo porque… — lembrou-se de Pietro — Eu já tive alguém que achei que seria o homem da minha vida, só não contava com meu coração partido... Então, criei certa resistência a ideia de me abrir para relacionamentos longos. E toda essa ditadura do casamento pela empresa... Bem, eu cogitei largar tudo apenas pra ser fiel aos meus princípios pessoais e ao meu desejo de garantir a minha liberdade ao menos nisso, sabe? Só que... veio a situação da saúde do papai, as coisas acontecendo fora do tempo, e eu descobri que não estou pronta para passar pra nenhum outro o comando das empresas. Eu larguei muitas coisas pra chegar nisso. E como papai diz, de repente, a ideia de só me casar se fosse realmente por um sentimento maior me pareceu um capricho de quem nunca teve o controle da própria vida. Uma atitude desesperada de garantir controle ao menos nisso... Por isso que, um ano, foi o tempo que propus. Mas… — suspirou não deixando cair nenhuma lágrima, tentando se manter impávida — Como você pode ver, eu estou entre a cruz e a espada. Se não for você, terei que arrumar outro noivo ou... declarar guerra.
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  %Ray% recostou mais no sofá de Maya, jogando os cabelos para trás, e sorriu pequeno dizendo pra Mason:
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  — Dois anos vão passar sem a gente sentir. — voltou a inclinar o corpo apoiando os cotovelos nos joelhos também e olhou para ele que estava na mesma posição, tocando em um ponto importante: — Você sai com alguém?
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  — Somos mais parecidos do que pensei. — Mason sorriu para ela. — Não, eu também tenho cicatrizes incuráveis. No meu caso, mais incurável do que parece. — Ele se levantou, indo até o bar, servindo dois copos com uísque. — Tinha quinze anos quando conheci ela, tivemos muito tempo juntos, até que fui trocado por uma campanha da Gucci e depois por um diretor da Prada. Aparentemente, ser esposa de um CEO seria demais para ela. — Ele retornou ao sofá, entregando um copo para %Ray%. — Acho que seria bom conhecermos mais um do outro, não quero me ver desprevenido quando me perguntarem alguma coisa de você.
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  — É por esse motivo que eu não queria envolver candidatos que tenham algum sentimento por mim, nessa empreitada... Esse peso de ser "marido" de uma CEO também é grande. Talvez até maior, já que a CEO é uma mulher… — %Ray% declarou mencionando a história fracassada de amor dele, e pegou o copo de uísque da mão de Mason agradecendo: — Obrigada. Bem, o que você quer saber de mim? Talvez seja mais fácil um jogo de perguntas e respostas… — sorriu — Agora eu não preciso ficar tão defensiva, já que provavelmente você será meu cobiçado marido.
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  %Ray% virou um gole do uísque esperando a pergunta de Mason, e notou que estava ficando cada vez mais tarde ao olhar em seu relógio; e ainda precisaria lidar com o assunto de seu pai por telefone.
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  — Não, não gosto de jogos. Me fale do seu passado.
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  — Nossa, já está tarde. Eu preciso ir, ainda tenho que trabalhar essa noite! — Ela falou e respondeu a pergunta dele: — Já aprendi que você é bem direto, então, vou resumir minha história triste. Eu fui criada desde a infância para ser a herdeira de todas as responsabilidades do império D'Blanco, já que foi o meu pai quem tornou nosso grupo a grandiosidade que é hoje. Antes, ele e os irmãos administravam a construtora da família, que vovó e vovô construíram. Então... Meu destino já traçado e decidido por eles nunca foi segredo para mim. Mas eu não queria nada disso desde a infância. E tentei me afastar dessas responsabilidades na adolescência quando entrei no ramo da arte... Possibilidades essas, que foram arrancadas de mim um pouco depois. Então percebi meu outro sonho que era a medicina quando consegui um acordo com meu pai de, ao menos poder cursar a graduação. Atuei um tempo como residente, mas, o senhor D'Blanco sabia que a cada dia mais no hospital, eu viria a jogar tudo para o alto. E eu quase joguei... Eu tinha meu noivo para apoiar a minha decisão de seguir na carreira médica junto a ele, e estava cheia daquele brio de coragem, sabe? Mas... Então eu descobri que meu noivo só estava interessado no meu nome, no dinheiro da família e fazia planos reais com a amante dele. A mesma que ele manteve por dois anos, a mesma que ele se casou logo depois que eu descobri tudo. Então, as coisas ficaram mais fáceis para mais uma vez papai me lembrar que, sonhar fora do meu roteiro já traçado não era muito sensato. E desde então, eu sou a D'Blanco que você está prestes a aceitar uma proposta infame.
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  Mason escutou a resposta atento, mas ainda tinha outras perguntas. %Ray% terminou sua bebida deixando o copo na mesa de centro. Se levantou de súbito, e pegou sua bolsa.
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  — Mason, vamos precisar nos ver depois para terminar este assunto, preciso colocar minhas ações de volta no topo da bolsa, exatamente como deixei esta manhã! — Sua postura agora era rígida, como em seu mood empresária forte e ajeitando seu cabelo e bolsa, ela virou-se para para a porta de saída sendo acompanhada e dizendo a ele: — Então eu aguardo o seu contato. Tudo bem?
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  — Tudo bem. Podemos nos encontrar amanhã… — Mason puxou o celular do bolso para ver a própria agenda. — Às quatro? Que horas você termina o trabalho?
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  %Ray% puxou seu celular também vendo a mensagem não respondida de Tae. Paralisou em pensar nele e em como contaria tudo. Nem sabia porque aquilo a estava preocupando, afinal, eles estavam apenas se conhecendo... Certo? Nada certo. Ela não sabia se estava mesmo certo. Piscou voltando sua atenção à agenda.
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  — Bem, eu tenho uma lacuna na manhã pré-almoço, e depois das quatro... Mas, amanhã é um dia em que eu vou me encontrar com uma pessoa então, eu não sei como as coisas vão fluir, posso te confirmar de manhã?
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  — Sim. Pode sim. Eu vou precisar ir para Nova York, para a Maya não voltar sozinha com Soho e atazanar a vida da mulher mais do que ela já faz. Gostaria de deixar tudo certo entre nós antes disso.
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  — Eu acredito que consigo vê-lo amanhã sim, mas não quero lhe dar uma certeza e ocupar sua agenda, quando não tenho um horário em que que possa estar inteiramente disponível a você. De qualquer forma, quando você pretende ir?
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  — No máximo depois de amanhã. Maya não vai aguentar muito tempo embaixo da saia da nossa mãe.
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  %Ray% sorriu assentindo.
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  — Nos vemos amanhã então, só fico de lhe confirmar o horário exato.
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  Mason a acompanhou até a porta. E ela se virou para estender a mão para ele.
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  — Muito obrigada pelo jantar atencioso, e pela companhia agradável. — Ela estendeu a mão para ele sorrindo.
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  Mason sorriu cordial e apertou a mão dela, sutilmente a puxando para um cumprimento menos formal, aproximando seus corpos.
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  — Tenha uma boa noite, %Ray%. — E disse no ouvido dela.
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  %Ray% o olhou de canto, deixando um sorrisinho irônico com expressão de "o que este cara está fazendo?". Soltou sutilmente sua mão da dele, dando dois passos para trás e piscou antes de se virar e entrar no elevador.
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  Johnson a aguardava no saguão do luxuoso condomínio.
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  — Vamos Johnson, assim que chegarmos em casa você está dispensado do seu turno noturno hoje. Eu mesma avisarei ao Harry.
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  Passou por ele seguindo-o para o carro. Sua cabeça começou a doer, e ela tateou o banco para pegar seu casaco, quando notou que ele havia ficado no cabideiro da casa de May. Lamentando a falta de atenção, ela deixou pra lá, pensando em pedir a algum funcionário que buscasse depois com Soho. Viu a mensagem de Tae, e se sentiu ansiosa. Mas que droga de culpa era aquela?!
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Taehyung para %Ray%: Como foi o jantar? Tive um dia e tanto! Mas, finalmente estou no hotel e não consigo parar de pensar em você…

%Ray% para Taehyung: Lauren já me enviou uma mensagem dizendo que você chega amanhã, certo? Além de querer muito ver você, nós precisamos conversar …

Taehyung para %Ray%: Precisamos? Sobre o que?

%Ray% para Taehyung: Algo muito delicado, que iremos tratar pessoalmente. Isso, se você já não estiver ciente da montanha russa com o meu nome na mídia ocidental...

  Respondeu e como Tae não indicou a ela que horário viria, ela teria que esperar que Tae a procurasse logo de manhã, assim que chegasse. Quando chegou em casa dispensou os dois funcionários. Nari já não estava em sua casa, assim como Rafael e Luna também não haviam chegado. Precisava ligar para Lauren, mas era tão tarde...! Então, foi direta ao escritório, sem nem mesmo trocar de roupa. Trabalhou para reverter o ocorrido por seu tio, com notas oficiais que indicavam o desinteresse de Carlos, e seu interesse efetivo no cargo. Explicou que o nome a suceder a empresa seria o dela em conformidade com os desejos também de seu primo Carlos. Por chamada de vídeo, os dois primos redigiram juntos o discurso de ambos, e %Ray% trabalhou durante quase toda a noite observando os índices da bolsa, após as declarações soltadas nos perfis oficiais da empresa, e já veiculadas pela mídia espanhola.
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  Quando foi dormir já eram quatro da manhã, e ela começou a notar que a discussão agora se intensificava dentro da presidência do grupo. Decidiu que essa situação ela acompanharia na manhã seguinte.
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•••

  Já era bem tarde, mas Maya não conseguia dormir, tampouco Yoongi. Estavam na cama, ela estudando o roteiro do drama e ele lendo um dos diversos livros que costumava ler. Até que a leitura de Yoongi se encerrou pelo sono começado a vencê-lo e ele quis arrastá-la para dormir.
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  — Neném, vamos dormir? Já está tarde e nosso dia começará bem cedo com os exames que precisa fazer. — disse, tirando os óculos e colocando-os em cima da mesinha de cabeceira com o livro fechado.
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  — Eu já vou. Preciso terminar esse capítulo. — Maya respondeu ainda focada.
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  Não estava apenas entretida com a leitura, descobrindo o enredo de sua personagem, que ela descobria ser muito mais forte do que além da superfície. Maya estava remoendo muitas coisas, a principal delas: seu egoísmo.
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  Sentia que estava a ponto de confessar em voz alta que amava sim Yoongi. Mas isso se tornava difícil quando ela encontrava em si um vazio ao se esforçar para fazer isso não ser insuficiente. Ainda não se sentia pronta, ainda ouvia a própria voz adolescente jurando a si mesma que jamais se apaixonaria e se casaria. Então, ao mesmo tempo que estava quase chegando lá, ela via o correr do relógio na bomba que era admitir que deveria deixá-lo ir.
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  E seu dilema era fazer isso deixando-o saber que o amava ou não.
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  — Você está afastada do trabalho, me dê isso aqui.
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  — Neném, não! — protestou quando ele tomou de suas mãos o iPad, sendo em vão.
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  Yoongi se sentou mais endireitado e afastou um pouco a tela para enxergar melhor. Maya viu que as páginas acabaram voltando e estava na primeira. Na primeira cena, Mayumi e Hyunseok já estavam em um momento bem íntimo num quarto de hotel.
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  — Qual a faixa etária disso?
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  — Dezoito. Tem muita violência, drogas, álcool e... cenas de sexo. — Ela sentiu as bochechas corarem e se curvou mais para ver a feição dele. — Yoon… — chamou, sendo guiada pela sua intuição.
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  — A Netflix tem mesmo dado uma diferenciada nos dramas coreanos… — ele devolveu o iPad, virando-se para ela. — Podemos dormir agora?
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  — Primeiro eu quero conversar sobre uma coisa com você. Aproveitar que estou com coragem.
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  — Hum. Geralmente quando você diz que está com coragem, a gente acaba fazendo algo proibido depois.
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  — Bem, se for analisar assim, podemos dizer que segue o padrão. — sorriu de lábios fechados, transpassando a seriedade à ele. Maya pegou na mão de Yoongi e voltou a se encostar nos travesseiros, guiando ele para o mesmo. — Você consegue me prometer uma coisa?
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  — Mais uma? Claro que consigo. — acariciou o dorso da mão dela, levando até os lábios. — O que você quer que eu prometa?
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  — Eu preciso que você me prometa que irá cumprir com suas promessas primeiro.
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  — Hum... Certo. Prometo.
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  — Promete que de qualquer forma, não importa como, você não vai deixar de ser meu amigo?
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  Yoongi franziu o cenho, instintivamente apertando a mão de Maya que se entrelaçou à sua. Ficou um certo tempo encarando o rosto dela, tentando entender de onde vinha aquela conversa e porquê. Maya nunca tinha sido tão específica e sentimental assim.
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  — Não estou entendendo.
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  — Só promete.
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  — Eu prometo. Claro que prometo. Mas não estou entendendo, Maya. Por que isso agora?
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  — Porque só agora eu dei por mim que nossas vidas já estão traçadas em caminhos diferentes. — ela sorriu fraco. — Você precisa ir embora amanhã, seguir com a sua rotina e aproveitar o período de descanso que tem. E cumprir com seus planos.
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  — Não, eu não vou te deixar sozinha. ‘Tá maluca?
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  — Yoongi, eu não vou ficar sozinha. Pedi para Soho vir. Vou ficar aqui até doutor Kun dizer que está tudo bem. Mas você precisa ir.
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  — Eu não preciso não. Você não pode estar falando sério, Maya.
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  — Eu tô. Você já fez muito por mim, mas eu não posso deixar que pare a sua vida também para ficar comigo.
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  Yoongi soltou a mão dela, ainda muito confuso, e se afastou, sentando-se de frente para ela.
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  — Que merda é essa que você está dizendo? Maya, eu vim porque eu quis. Todas as vezes que estou com você é porque eu quero!
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  — Eu sei que é. Só que… — ela suspirou. — Yoongi, você fez uma escolha muito sábia e agora está voltando atrás. Não é assim! Não tem que ser assim! Eu ainda não me sinto pronta, eu ainda não consigo e você merece o contrário.
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  — Você fala como se isso fosse uma roupa a se vestir. Mas, Maya, eu já tô nessa há quatro anos. Já deixei de levar nossa relação como algo casual há muito tempo. E está tudo bem para mim se você só quer isso, eu aprendi a lidar e...
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  — Yoongi. Quem está terminando isso aqui agora sou eu. — Ela foi séria. — Você precisa ir embora, cuidar da sua vida.
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  — Eu não vou ter nada a cuidar se você ficar aqui.
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  — Então descubra algo novo. Vá viver alguma coisa nova.
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  Ele permaneceu quieto, olhando-a a fim de encontrar qualquer resquício de hesitação em sua postura, qualquer coisa que pudesse entregar que Maya não falava sério.
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  Mas ela parecia firme até demais e ele não teria forças para refutar, sabia que poderia acabar ouvindo coisas que fossem lhe magoar.
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  — Você tem certeza? — perguntou baixo demais por conta do bolo na garganta.
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  — Neném, a minha maior certeza é querer que você seja feliz. E eu jamais vou conseguir êxito nessa tarefa. — Ela esticou o braço, tocando o rosto dele. — Você me faz sentir tão bem, completa, mas eu ainda sou tão pouco para retribuir isso.
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  — Maya, eu te amo. Sabe o que isso significa? É torturante ficar perto de você te amando tanto assim.
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  Ela se afastou, ficando mais ereta.
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  — Então não fica. Até você conseguir. — disse. — Até não ser mais torturante, fica longe. Eu vou me esforçar para não precisar de você e respeitar o seu espaço. Conheça pessoas, Yoongi, viva a vida e não se preocupe comigo.
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  — Como não me preocupar?
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  — Essa é a minha promessa para você. Como uma troca. Eu vou me cuidar.
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  — Promete?
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  — Prometo.
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  Yoongi assentiu, puxando Maya para um abraço. Ela encaixava perfeitamente em seus braços, contra seu corpo, e ele não conseguia acreditar que encontraria o mesmo em outra pessoa. Também nunca tinha procurado.
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  — Eu vou esperar Soho chegar e aí vou embora. Vou me sentir mais seguro assim.
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  — Está bem.
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  Ele se levantou da cama, puxando o travesseiro.
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  — Aonde vai?
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  — Dormir no sofá. — se inclinou, deixando um beijo na testa dela. — Durma bem, qualquer coisa me chame.
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  Maya encarou a saída dele tentando controlar a respiração, se deitou encolhida, ocupando o espaço que tinha ficado com cheiro dele. Demorou, mas pegou no sono depois de muito lutar contra si pelo desejo de ir buscá-lo para voltar ao seu lado.
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  Quando Soho chegou, assim que a porta se fechou, Maya se sentou no sofá, sentindo-se fraca. Tão logo quanto seu mal estar, Soho se ajoelhou em sua frente. Yoongi havia ido embora.
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  — Maya… — disse sussurrado, acariciando o rosto dela.
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  — O que eu vou fazer, Soho? — Maya fungou o nariz, olhando para a porta. — O que eu vou fazer? — repetiu, não segurando o choro por muito tempo.
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  — Oh, minha menina! — Soho a abraçou, deixando-a chorar em seu ombro, liberando os soluços que faziam seu corpo dar solavancos. — Escuta… — Soho a chamou depois de algum tempo, afagando seus cabelos. — Maya, olha para mim. — e Maya se afastou, os olhos estavam inchados e vermelhos. — Você confia no que a ahjumma diz, não confia? — Maya assentiu, ainda soluçando baixinho. — E eu digo que você vai conseguir colocar para fora esse amor todo dentro desse peito. Você vai conseguir e será muito feliz. Um dia, meu bem, um dia.
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  — Por que não pode ser agora? Por que não pode ser com o amor da minha vida?
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  — Existem dois tipos apenas, filha, um que é para a nossa e o da nossa vida. Você só descobriu um ainda.
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  — Eu queria que Yoongi fosse os dois, Soho. Eu queria conseguir confiar minhas inseguranças nele. Parecia tão mais fácil deixar ele ir, só que agora… — fungou — Agora parece que tem um buraco sem fundo aqui dentro. Um vazio doloroso! — e voltou a chorar.
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  — Eu sei, meu anjo, eu sei. Vai doer mesmo, o amor dói. Mas ele mesmo se cuida, se cura. — Soho limpou as lágrimas dela, levantando-se e segurando suas mãos. — Eu vou ajeitar nossas coisas e vamos para Nova York. Seus pais adiaram Madagascar e estão te esperando.
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  — Não! Eu quero voltar a trabalhar.
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  — De jeito nenhum! Você vai ir para Nova York.
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  — Soho, eu vou enlouquecer se ficar longe do trabalho. Eu preciso colocar minha energia em alguma coisa. Por favor, eu prometo que vou pegar leve! — Maya se levantou bruscamente. — Eu juro! Eu juro por tudo o que é mais sagrado que volto aos poucos. Me deixa ir trabalhando no preparo do drama... Eu... Eu já sou adulta e posso muito bem decidir as coisas por mim!
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  — Maya Lee-Cafrey! Eu não sou o Yoongi para passar a mão na sua cabeça. Você vai para Nova York, não tente me fazer mudar de ideia. — Soho finalizou firme, indo para o quarto.
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Mensagens no grupo dos meninos Bangtan

Seokjin: Yoongi já chegou?
Jungkook: Eu vi as fotos do hyung no aeroporto
Seokjin: Ele não atende o celular.
Hoseok: @yoongi, ‘tá vivo, praga?
Yoongi: Chegando em Seoul. Estou bem.
Taehyung: O que houve?
Yoongi: Fui dispensado dessa vez.
Taehyung: Que droga, Hyung... Bem, amanhã eu também estarei retornando. Se quiser podemos marcar de beber…
Jimin: Já sei! Vamos todos beber! Venham aqui pra casa!
Hoseok: Isso não vai prestar! ‘Tô dentro!
Namjoon: Vou ver o que a Younha fala…
Taehyung: Primeiro eu quero ver minha garota, de qualquer forma só chego amanhã.

•••

  Na manhã seguinte, %Ray% estava muito cansada, mas não poderia ficar em casa. Tae não havia voltado de sua viagem, seus primos já haviam chegado da festa na hora do café, mas nem perguntaram nada. Apenas sentaram à mesa para contar sobre tudo, enquanto %Ray% estava dispersa e pensativa sobre Taehyung. Não queria admitir, mas separar-se dele seria incômodo. Mais do que poderia imaginar até a noite anterior. Contudo, quando acordou de manhã e abriu seu closet vendo as roupas dele ali, sentiu que contar sua decisão a ele seria muito cruel.
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  — %Ray%, no que tanto pensa? — Rafael perguntou preocupado.
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  — Vejo que vocês não estão a par da última do tio Ramirez… — Os primos negaram e ela acenou as mãos bebendo seu suco — Procurem saber depois. Agora eu tenho que ir para a Gaya trabalhar e esperar Taehyung chegar pra eu… — suspirou — Terminar com ele…
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  — Vai mesmo fazer isso?
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  — Eu já tenho um noivo, Rafael.
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  — Você falou com o Cafrey? — Luna se mostrou surpresa.
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  — Sobre a proposta? — Luna assentiu — Não. Sinceramente, achei melhor cortar esse assunto entre nós. Mason não me pareceu alguém que aceitaria isso, e nem precisa disso... Mas, acabou sendo ele a propor o mesmo. Começamos a conversar a respeito e parece que o Mason não vai dar pra trás.
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  — Mas e você? — Luna não estava nada confiante pela decisão da prima.
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  — Batemos uma queda de 45% na Dow Jones ontem, apenas com a veiculação na mídia de que Carlos seria o sucessor. Vocês acham mesmo que eu tenho algum direito de desistir agora?
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  Rafael e Luna se alarmaram mais. %Ray% disse que não podia explicar e se despediu levantando da mesa e ouvindo sua prima dizer ao irmão:
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  — Agora, ela vai desistir do único cara que voltou a fazê-la sorrir daquele jeito, por causa desse nome... Se eu não fosse uma covarde, eu tiraria esse peso dela!
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  — Sabe que não temos a competência dela pra isso. Na verdade... Nós nos tornamos um fardo pra nossa prima. E eu me sinto envergonhado por isso agora. Mas é como você disse, irmãzinha: somos covardes.
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  %Ray% respirou fundo cansada. Dormiu pouquíssimo e queria ir para o escritório da Gaya trabalhar. Pensar melhor sozinha. Passou a mão em seus documentos, se despediu dos primos e saiu.
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  Já na Gaya, às nove horas recebeu uma mensagem de Jungkook perguntando se poderia ir vê-la. Ela disse que sim, e uma hora depois o rapaz chegava para fazê-la rir e convidar %Ray% para um passeio já que não se viam e nem se falavam desde o ano novo. Apesar de querer, ela o informou que não estava no clima, mas JK insistiu e ela aceitou um passeio na sexta-feira. Logo em seguida, Wook ligou também informando que estava voltando e preocupado porque leu notícias com o nome dela. Ótimo, o anúncio já havia chegado na mídia coreana! %Ray% explicou por alto para ele que teria que se casar logo, e Wook ficou mesmo preocupado com ela porque sempre soube as intenções da amiga de não cumprir aquilo.
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  — Você tem coragem suficiente para isso, e mais sanidade do que todos aqueles que estão te fazendo agir ao contrário do que você acha certo. Rompa com o tradicionalismo se é isso mesmo que você quer. Um casamento é um elo muito grande e longo. Em todo caso, estarei do seu lado seja qual for sua decisão. Nos vemos em breve, %Ray%! — Chang Wook falou pela chamada no telefone.
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  Ela ouviu o amigo, mas a verdade é que ele não sabia que aquele elo teria hora pra começar e data pra acabar. Suspirou e se despediu prometendo vê-lo em breve.
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  Tae ainda não havia dito que horas iriam se ver, apenas confirmou novamente na noite anterior que logo que chegasse a procuraria. O relógio indicava 11 horas da manhã, e precisando dar uma resposta ao Mason, %Ray% resolveu perguntar se Namjoon sabia a que horas o voo de Taehyung chegaria.
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Mensagem de Namjoon: Chegou esta manhã, e provavelmente está indo para os seus braços. hehehe

  %Ray% agradeceu e esperou que ele aparecesse pela manhã, porque precisava encontrar Mason à tarde. E o assunto com Tae seria tão sério que não acreditou que ele fosse dormir em sua casa. Caso fosse, seria uma péssima forma de ela pedir pra "terminarem".
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%Ray% para Mason: Olá Cafrey, bom dia. Tudo bem? Como eu havia lhe informado, confirmo nosso encontro hoje às 16 horas. Você gosta de chá?

  Então ligou a TV para saber quais eram as notícias sobre ela no dia. Estava assistindo o veículo disseminar a manchete: "A corporação D'Blanco irá mesmo anunciar a comandante mulher solteira bilionária da próxima geração da família?".
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  — Uma mulher nunca tem paz, não é? — %Ray% comentou para si mesma, revoltada, observando aquele noticiário.
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  O telefone da mesa de sua assistente tocava sem parar e ela conseguia ouvir, apesar da porta grossa de seu escritório, e deixando Lauren bastante irritada. Ela podia prever a expressão odiosa da funcionária. E pensando nisso, Lauren bateu à porta, enquanto %Ray% via o projeto de matéria e as notícias da TV sobre seu nome.
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  — Com licença, %Ray%. Você tem visita.
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  — O quê? — Ela perguntou, mas Lauren apenas avisou e saiu de volta à sua mesa de recepção da sala da presidência.
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  Enquanto esperava sua entrada ser liberada, Mason aproveitou para responder o máximo de e-mails que conseguia. Quando a moça voltou, liberando, ele sorriu e a acompanhou.
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  — Ela o aguarda. — deu passagem para ele passar e Mason o fez.
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  — Senhorita D'Blanco, me desculpe. — Mason falou com sua voz grave, surpreendendo a mulher — Tive alguns imprevistos e precisei vir até aqui.
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  %Ray% havia mutado a TV do escritório enquanto estava escorada na própria mesa em pé, de pernas cruzadas, com o controle em sua mão e uma expressão de desespero misturada à surpresa. Mas não entendia por qual razão o seu desespero tinha a ver com Tae chegar ali naquele momento. Estava ficando louca definitivamente.
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  — Ah... Ca-Cafrey... Digo, Mason! Oi! — Ela respirou e se recompôs — Tudo bem, aconteceu alguma coisa?
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  — Maya quer vir embora. Preciso ir buscá-la. Mas gostaria de deixar tudo acertado antes de ir. — Mason explicou.
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•••

  Taehyung estava dirigindo tranquilamente até a Gaya, a fim de surpreender %Ray% com o buquê de flores mais incrível que já tinha visto e uma caixa de chocolates holandeses que havia trazido de sua viagem. Até que seu telefone tocou e ele aceitou a chamada de Sara pelo assistente.
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  — Tae, onde você está? — Ela estava chorando.
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  — Indo a um lugar importante. Aconteceu alguma coisa?
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  — Por favor... eu... eu acho que me perdi em Incheon. Eu não sei onde estou. Eu acordei no meio do nada e... Tae… — Ela fungou o nariz. — Eu tô com medo...
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  — Você tentou falar com o Seungcheol?
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  — Eu tentei. Ele... Ele não... — A chamada ficou muda.
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  — Sara? Sara? — Ele chamou várias vezes e ela não respondeu. — Merda! — Taehyung bateu no volante, fazendo uma curva perigosa. — Bixby, localiza o telefone de Sara Tcheng e joga o caminho para o GPS.
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  Logo o GPS trazia a localização e ele seguiu.
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•••

  %Ray% o recebeu no horário do almoço, onde puderam pedir almoço no restaurante anexo da galeria, mas comeram no escritório dela a pedido dele e devido a pressa. Não falaram sobre si, apenas sobre os termos que indicariam a seus advogados. O Dr. Castellanos, principal advogado pessoal de %Ray%, estava em chamada de vídeo com os dois que sentaram-se lado a lado à mesa da D’Blanco para resolverem aquilo.
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Termos do contrato
1. Sem fusão empresarial. A Cafrey Inc e o Grupo D’Blanco Inc, deverão manter independência total de seus negócios, apesar da união matrimonial de seus herdeiros.
2. Ambas partes interessadas irão manter um relacionamento amoroso “aberto”, salvaguardas às circunstâncias de confidencialidade de suas imagens pessoais e empresariais.
3. Ambos adquirirão e irão residir em uma casa compartilhada, em Seoul.
4. Será responsabilidade de Mason verificar sua flexibilidade de mudanças, haja visto que %Ray% terá de passar alguns meses em Madrid e outros em Seoul.
5. O acordo nupcial deve se compor em relação conjugal sem partilha de bens.
6. A validade do contrato matrimonial se dará por dois anos, podendo ser rescindido em um ano, somente se em comum acordo das partes.

  O Dr. Castellanos, advogado de %Ray% leu os termos principais.
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  — Ótimo, eu acho que os demais pormenores empresariais nossos advogados podem resolver com calma, certo Dr. Castellanos? — %Ray% afirmou.
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  — Sim, senhorita D'Blanco. Eu entrarei em contato com a assessoria de advocacia do Senhor Cafrey, logo que sair daqui. Contudo, há questões de foro ainda mais íntimo, e que, primordialmente os senhores precisam nos informar suas intenções.
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  Mason e %Ray% assentiram para que ele continuasse a falar.
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  — Em relação à sexualidade. Vocês pretendem criar cláusulas restritivas, orientadoras ou impositivas? — Dr. Castellanos perguntou de forma profissional.
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  %Ray% se adiantou em responder ao advogado:
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  — Não haverá relações sexuais ou quaisquer comprovações matrimoniais deste tipo, certo, Mason?
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  — Concordo. Mas acho que pode acrescentar que não haverá relações sexuais se, as partes não quiserem. Como um condicional, não uma imposição.
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  — Você está preocupado de que eu vá quebrar o contrato por isso? — Ela disse com humor, tocando o próprio peito, o esclarecendo: — Fique tranquilo, como dissemos, nossos espaços serão mutuamente respeitados.
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  O advogado digitou, e pigarreou cortando o debate entre “o casal” ao perguntar:
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  — E quanto a filhos? Como devemos proceder em uma situação em que haja uma gravidez e...
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  — Sem filhos. Essa é uma excelente razão para encerrar este contrato, então, pode escrever que o casal não deve ter filhos. — Mason o interrompeu sendo diretivo na sua fala.
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  — Qual a multa em caso de descumprimento dessa cláusula?
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  — Multa? — %Ray% perguntou um tanto incomodada em como aquilo tudo a fazia parecer vulnerável às decisões de Mason.
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  — Estamos considerando esta multa, aqui, diante um relacionamento aberto, inclusive uma gravidez não direcionada por vocês, mas... Supondo, senhorita D’Blanco que...
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  — Isso é ridículo! — %Ray% interrompeu o seu próprio advogado — É lógico que se eu engravidasse de outro homem o Mason não tem nada a ver com isso! E como ele disse, a gravidez é um bom motivo para quebrar de contrato. Logo, o contrato poderá ser anulado se ainda vigente nesse caso. Mas... Dr. Castellanos, Mason e eu podemos elaborar melhor isso com mais tempo. No emergencial, acho que tratamos o crucial. Certo? — Ela manteve uma postura rígida e olhou para Mason incisiva.
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  Ele não deixou de sorrir discreto pela maneira como ela parecia incomodada com a ideia de gravidez tanto quanto ele. Mason assentiu. O advogado principal da senhorita D'Blanco se despediu em chamada dizendo que o aprimoramento do contrato seria dado em comum acordo à parte de Mason. E que caso ambos tivessem coisas a acrescentar ou retirar era só contatá-lo. O homem saiu da chamada, deixando os dois ali sós, após %Ray% fechar o notebook.
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  — Bem... Eu acho que então estamos previamente acordados.
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  — Claro. Mais uma vez, obrigada Mason por topar tudo isso. E lamento que tenhamos chegado a isso, nessa parceria que se inicia.
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  — Imagine! Ainda é cedo pra lamentar. Bem… Eu tenho que ir. Qualquer coisa você tem meu número pessoal.
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  — Igualmente!
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  %Ray% sorriu se afastando para o acompanhar até a porta de seu escritório, abrindo a passagem para ele.
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  — Faça uma boa viagem. Espero que Maya esteja bem!
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  — Obrigado %Ray%. Até breve. — Mason se despediu tocando o ombro dela e beijando-a no rosto, a surpreendendo, deu as costas, cumprimentou a secretária dela, Lauren, e entrou no elevador.
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  Depois que Mason saiu, %Ray% observu Lauren atarantada com os telefonemas, voltou para sua mesa e se jogou na sua cadeira. A ficha caiu: era real. Ela ia se casar de mentira com Mason Cafrey. Que loucura!
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  Antes de fazer qualquer outra coisa, ela tentou telefonar para Taehyung, mas a chamada só caía em caixa postal. Logo, %Ray% avisou à Lauren que iria embora, não aguentava mais o telefone irritante e pediu que a informação para todo e qualquer jornalista fosse de que, em breve ela se pronunciaria publicamente após o aval de seu pai.
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  — Ah, e Lauren, mais uma coisa. Se Kim Taehyung aparecer aqui, o informe que fui pra casa, por favor, sim?
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  A assistente afirmou. Naquele dia, a galeria não estava aberta ainda, e nem tinha equipe trabalhando. Tudo estava pronto para dali uma semana. Foi pra casa, e já faziam meses que ela não ia para seu quarto secreto.
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  Logo que chegou, Nari estranhou o modo como ela apenas entrou em seu quarto e saiu com uma roupa usada para aquilo: o tempo isolada em seu quartinho secreto. E ali, a D’Blanco ficou. O primeiro quadro em meses sem pintar era um esboço de um maxilar. Ela sabia muito bem de quem era, e só então deu razão ao que Luna lhe disse dias atrás. Ela estava pintando Taehyung, e aquilo era um mal sinal. Ou não? Continuou pincelando e pensando naquilo tudo, até ser surpreendida por Nari.
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  — %Ray%, está tudo bem aí dentro? — Nari perguntou preocupada com ela trancada por tanto tempo, batendo à porta.
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  — Sim, ahjumma! Pode me trazer um lanche, por favor?
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  — É claro querida! — Nari sorriu satisfeita e foi providenciar algo para ela comer.
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•••

Mensagens no grupo dos Bangtan
Taehyung: alguém consegue localizar a Yuna ou a Kyia ou a Minji?
Seokjin: Elas estão em Tóquio, não? Foram promover alguma marca lá… Por que?
Taehyung: Sara sofreu um golpe e foi largada em um beco em Incheon.
Namjoon: Porra! Ela está bem?
Taehyung: Agora está, estou a levando pra minha casa.
Yoongi: A única normal desse grupo é a Minji, não adianta.
Jimin: Normal nada, ela tem uns fetiches malucos rsrs
Namjoon: Tae, se precisar de alguma coisa fala com a gente. Está tudo bem para você levar a Sara para a sua casa?
Taehyung: Claro Nam, não se preocupe, nós somos amigos apesar do passado.
Hoseok: Certo! Tae, vai nos avisando sobre ela… E Yoongi, ‘tá bem?
Yoongi: Vou sobreviver.

•••

  %Ray% não recebeu mensagem de Taehyung, nem a sua visita. Nem mesmo o telefone ele estava atendendo. Foi inevitável se sentir preocupada, e por isso, aquele dia, antes de trabalhar, ela decidiu passar na casa dele. Estacionou e pediu para ser anunciada. Taehyung se assustou com a presença dela ali, mas liberou o acesso. Quando %Ray% subiu, ele abriu a porta sorridente e a puxou de imediato, para um abraço.
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  — Eu senti tanto a sua falta! — sussurrou no ouvido dela e selou os seus lábios.
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  %Ray% sorria, mas estava nervosa.
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  — Também senti, lindo... Ocorreu tudo bem em sua viagem?
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  — Sim, sim. Você pode me esperar aqui na sala um momento?
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  %Ray% assentiu e Taehyung foi até a cozinha. Ela caminhou pela sala à procura de Yeontan, e não o achou, então foi até a varanda do apartamento. Quando retornou, Taehyung havia subido para o quarto, mas ela só viu as costas dele que parecia carregar algo para cima. Então, continuou procurando Tannie, até resolver subir e ir ao quarto de Tae. Provavelmente o canino estaria lá. Quando chegou no corredor superior, Tae saía do quarto de hóspedes com uma pequena bandeja nas mãos, e se assustou ao ver ela ali.
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  — Está tudo bem? Você tem visitas?
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  — Er... Bem, é... Eu tenho.
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  %Ray% assentiu se desculpando:
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  — Me desculpa, eu tentei falar com você e não consegui. Você não atendia o telefone, disse que iria me ver, mas não tive notícias e fiquei preocupada. Então resolvi passar aqui. — suspirou — Mas, eu não pretendo te ocupar muito também...
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  Taehyung se aproximou mais dela, franzindo o cenho e sorrindo desconfiado:
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  — Imagina! Você não atrapalha, eu tive problemas ontem e nem vi meu celular descarregar… — Ele pegou a mão dela apertando de forma carinhosa — Eu estava indo até você ontem, mas a Sara me ligou, ela estava em apuros e não tinha como não ir ajudá-la.
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  — Ah... Então, é a Sara que está ali?
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  — Sim... Mas, mas, não aconteceu nada entre a gente %Ray%! — Ele se explicou um pouco ansioso.
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  %Ray% olhou para o chão sorrindo, estranhando o motivo pelo qual ela estava sentindo ciúme, embora achasse aquilo ridículo de sua parte. Que direito ela tinha?
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  — Relaxa Tae, você é solteiro e pode sair com quem quiser. Não precisa se explicar. — tentou parecer madura.
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  — Eu disse a você que quando eu estou com alguém é pra valer, e eu fico só com uma mulher... Acredite, não tem nada entre ela e eu, foi realmente uma situação de necessidade.
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  %Ray% assentiu e suspirou pesaroso, sentindo um bolo na garganta que não soube identificar de onde vinha. Soltou sua mão da dele, após fazer carinho no rapaz e disse séria:
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  — Você pode ter o que quiser com outras pessoas, Tae. Eu preciso te contar uma coisa, e por isso eu fiquei tão aflita ao ponto de aparecer aqui sem ser convidada logo de manhã.
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  Taehyung não gostou do tom dela, tocou o queixo de %Ray% se aproximando e encarando os olhos dela quando perguntaria que bobagem era aquela de outras pessoas se ele já havia dito que não iria ficar com mais ninguém estando com ela, mas %Ray% impediu ao dizer:
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  — Vamos para o seu quarto. Essa não é uma conversa pra se ter em um corredor.
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  A D’Blanco lhe deu as costas, abrindo a porta do quarto dele e assim que entrou Tannie correu até ela. Ela se abaixou fazendo carinho nele e o abraçando, como uma despedida, sentia seu coração pequenininho.
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  — Ele te adora! — Taehyung comentou sorrindo, aquela mulher era tudo o que ele precisava em sua vida. Estava ciente de quão envolvido estava por ela, há tempos.
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  — Assim como Zyah adora você!
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  — Nari me contou que nenhum outro homem encontrou paz com o seu gato. — Tae riu e viu que %Ray% estava séria, com expressão de quem iria se bater, ou de quem se sentia um fracasso — %Ray%? O que significa tudo isso? ‘Tô preocupado desde que você disse que tinha que conversar comigo, na nossa última conversa pelo telefone...
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  Ela pegou a mão dele o levando para sentar ao seu lado na poltrona beiral da cama dele.
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  — Eu sei que a gente não tem um relacionamento, mas, eu quero terminar isso, Tae.
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  Os olhos dele se arregalaram, e ele se levantou desesperado.
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  — O que!? Por que? Eu... eu... Eu fiz alguma coisa que te magoou? Ou... Foi porque eu conheci seus primos? Tem a ver com o fato de não conhecer seu pai!?
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  — Tae, calma. Você não fez nada. Sou eu que não posso mais me encontrar com você. — %Ray% se levantou pegando na mão dele e o puxando para sentar-se ao lado dela de novo, e ficou de frente para o homem.
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  — Não estou entendendo! — Taehyung encarava o rosto dela, com o seu próprio, fechado. Desolado buscava resposta na expressão aflita dela.
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  — Eu vou me casar, Taehyung.
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  O rosto dele perdeu a cor. Tae a encarava como se estivesse em um programa de pegadinhas, desconfiado do momento em que ela diria que era mentira.
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  — Olha... As coisas se complicaram em relação à empresa, e eu comentei sobre os interesses do meu pai, certo? Eu não tenho como fugir dessa responsabilidade agora.
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  — Você disse que não se casaria, que pegaria o comando sozinha e que não se relacionava com ninguém sem amor! — Ele contra-argumentou confuso.
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  — Eu sei de tudo isso Tae! E realmente era meu plano, mas agora as coisas mudaram. Eu preciso garantir essa nomeação, não só por mim, mas... Porque eu vou ter que assumir tudo antes da hora... Meu pai precisa se afastar, e… Puxa, que situação, mas, acredita em mim, eu não posso dar detalhes…
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  — Então, você está terminando comigo porque vai ter que casar? — Ele perguntou retoricamente, confuso e com a voz uma oitava mais baixa, um tanto depressivo. O silêncio breve logo foi interrompido pelo lampejo de empolgação dele, ao dizer: — Eu posso casar com você! Eu quero, na verdade!
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  %Ray% sentiu o coração quebrar.
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  — Você quer...? — Ela não pôde conter uma lágrima emocionada de quem estava sentindo que cometia um crime contra a própria consciência.
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  — Claro, eu não me importo com nada, desde que a gente fique juntos! — Ele sorriu com esperança naquela ideia.
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  — Taehyung... Eu já tenho um noivo. E... eu já aceitei o pedido dele… — %Ray% começou a chorar sentindo a voz embargar.
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  Estava mesmo certa de que não poderia submetê-lo àquela farsa, diante da comoção dele. Declaradamente, Taehyung estava muito apaixonado por ela.
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  — Não. Você não vai fazer isso! — Ele se levantou nervoso — Não quando tem alguém que gosta mesmo de você aqui!
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  — Tae, eu... Lamento. Eu não posso voltar atrás. Meu pai já foi informado, e ele... O meu noivo, já viajou pra acertar tudo e…
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  — Espera! — Te a interrompeu, agora sentindo um misto de ciúme e raiva — Você já conhecia esse cara? Quem é ele?
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  — Não posso dizer ainda! Ele e eu nos conhecemos há muito tempo, em algumas viagens de negócios e …
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  — É um casamento de fachada!? — Interrompeu-a de novo — Me diz que é! Não quero imaginar que ele é alguém com quem você estava se encontrando, ao mesmo tempo que estava comigo!
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  — Não é algo totalmente de fachada, quero dizer, é mais ou menos. Eu não o amo, isso você pode saber. Eu... Realmente... Bem, as coisas se tornaram assim, e ele é a minha melhor possibilidade no momento!
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  — Sua melhor possibilidade? Mas e eu? Eu gosto de você e declarei isso, eu aceito que você não me ame, mas se vai estar com alguém por interesses ou fachada, porque não pode ser eu!? — Taehyung andava de um lado a outro.
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  — Justamente porque você me ama que eu não posso fazer isso, Tae! E depois, você tem uma carreira que não deve ser manchada por minha causa! Não ficaria bem pra você ser meu marido, porque as cobranças em você seriam…
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  — Não me interessa nada disso! — Tae de novo a cortou — Se está dizendo tudo isso, significa que esse homem não te ama, não é?
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  Tae voltou a sentar pegando na mão dela. E ela lembrou de Mason dizendo que precisava parecer real. Queria contar a verdade ao homem desolado em sua frente, mas não podia. %Ray% precisava omitir algumas coisas.
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  — Não, ele gosta de mim. A gente já teve algo. Mas… Nós nos afastamos, nos reencontramos há pouco tempo, antes mesmo de me envolver com você, e temos sido amigos. Só que agora que eu preciso tocar a empresa, ele me apoiou e as coisas simplesmente aconteceram. Se eu tenho que casar e ter um pilar de apoio nesse meu mundo dos negócios, ele é alguém que eu gostaria de ter do meu lado. E não é que eu o ame, nem que não queira você Tae... É só que, ele é a pessoa mais adequada… Ele é o melhor para um matrimônio de fusão empresarial da magnitude do nosso.
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  — Pessoa mais adequada? Que tipo de colocação é essa? Isso não faz nem sentido, essa não é a mulher que eu conheci e dizia há dois meses que odeia convenções! E se não pode ficar comigo por amá-la, pode ficar com ele que também te ama? Qual seu verdadeiro peso e medida nisso tudo? Eu não passei de um divertimento, não é?
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  %Ray% não conseguiu segurar as lágrimas. Ela se levantou apressada dizendo pra ele:
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  — Só queria que você soubesse por mim e não pela mídia, que logo vai estar escancarando mais coisas. E eu... Não queria brincar com seus sentimentos. Embora… — olhou convicta a ele — Eu nunca te prometi nada, não é? Aliás, você mesmo disse que não se importava sobre o meu ritmo, que só queria estar comigo.
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  — Se está tão certa disso porque está chorando? — Taehyung devolveu não acreditando em nada do que ela dizia.
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  — Porque...! — %Ray% controlou a urgência da voz e o embargo da garganta para explicar — Porque você me fez notar que eu deveria ter mudado mesmo o meu destino, só que você chegou tarde demais. As coisas simplesmente não me dão outras opções. Eu só posso te oferecer um caso com uma mulher que vai estar casada em uma relação aberta. E que ninguém saiba disso, por favor, eu ‘tô confiando em você ao dizer essas coisas. Mas, é só o que eu posso te oferecer Tae, porque a verdade é que meu mundo já era muito comprometido com a vontade dos outros para eu dar asas às minhas próprias vontades!
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  Ela se virou para ir embora e Taehyung se apressou em puxá-la e a beijar. Sentiu que aquele beijo era além de recíproco, real. Ela não gostava dele, mas se entregava a ele desde o início e ele sabia.
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  Taehyung achou que em questão de tempo transporia as barreiras que ela havia erguido em torno de seus sentimentos, mas tempo foi o que ele não teve. Ela podia dizer que não o amava e nem gostava dele, mas ele sabia que ela também não amava e nem gostava do outro. Estava só mais uma vez aceitando uma obrigação.
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  Taehyung sentia em seu coração, pelas reações do corpo dela, que %Ray% D’Blanco negaria, mas não apagaria que estava sim se apaixonando por ele. E torcia para que o outro homem também não a amasse, assim, seria mais fácil aceitar aquele rompimento justificado por “negócios familiares”. E se tivesse que roubar ela no futuro, roubaria sem culpa.
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  Terminaram o beijo intenso com os olhos igualmente intensos um no outro. Até que ele lhe fez uma promessa:
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  — Nesse momento não sei o que pensar. Mas estou decepcionado. Se um dia for possível esquecer essa decepção, eu vou atrás de você. Sei que não me prometeu nada, por isso não me sinto traído, mas me sinto um impotente! Porque tudo isso faz claro que você nem sequer tentou superar qualquer diferença nos nossos mundos. Você julgou que eu era inútil para o seu mundo. Você diz que não quer brincar com meus sentimentos, mas joga com os seus próprios. Então tudo isso me deixa confuso, sem saber se você é a vítima ou eu… Sem saber se você é a vilã que eu devo fugir ou a mocinha que eu quero salvar. — Ele declarou chorando.
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  Soltou a mulher que não conseguia o encarar mais. Ela não devia se sentir culpada! Estava resguardando o sentimento genuíno dele. Estava o afastando de ser usado e manipulado por ela e os jogos de poder à sua volta. Não havia dito que seria o amor da vida dele nem nada disso, mas por que se sentia culpada como da vez que largou a pintura pelo internato? Que largou a carreira de artista pela trabalho de meio período na empresa? Que largou a medicina pelo curso de negócios? E que largou toda uma vida que desejava, por uma vida que era obrigada a aceitar? Não soube dizer, mas pediu desculpa a ele, silenciosamente em sua mente.
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  — Se você puder apenas não me odiar, eu já serei grata, assim como sou grata e feliz com nossos pequenos dois meses e meio de amizade colorida, Taehyung. — %Ray% falou com voz trêmula — Se cuida, e.... Fica bem. Eu acho que você encontra um jeito de me esquecer se quiser mesmo. E eu não vou nem de longe te julgar por isso.
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  %Ray% falou limpando o rosto e saiu dali muito, muito mais abalada, do que um dia imaginou que estaria desde Pietro.
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  Quando chegou na Gaya, desceu do carro e entrou no escritório se trancando lá dentro para chorar. O velho e habitual, choro de raiva.
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N/A Fixa: Olá leitora, se você gosta das minhas histórias e gostaria de saber mais sobre meu processo criativo e/ou me conhecer, eu tenho um convite para você! Entre no meu grupo de leitoras no whatsapp e me siga no instagram @escritoraraydias! Aguardo você, ansiosa para conhecer as amoras que leem meus pequenos universos! ✨💖


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Lelen

Olha, Mason tem seu charme, admito HAHAHA
Mas agora eu fico me perguntando quando/como o outro moço vai entrar na jogada se o negócio de fake marriage já tá engatilhado /hm
E Maya e Yoongi vão finalmente ficar juntos e felizes? (sinto que ainda não kkkkrying) A vida não tá fácil.
E ESSE “TÉRMINO” COM MENINO TAE? EU PRECISO SABER COMO O MENINO VAI FICAR DEPOIS DESSA.

Ray Dias

O Mason tem muito sexy appeal, Lelen. Tu vai ver, hehe.
Eu acho que você tá um tantinho confusa nas relações… O outro moço que você tá falando, é o Tae. E o Mason é o principal que casa com ela por contrato. Então o dilema vai ser entre o amor que ela sente por um e o dever que tem por outro, e o que esse dever poderá se tornar.
Maya e Yoongi são o subdrama à parte hahahaha.
O término vai fazer o Tae virar a chave de bonzinho que aceita tudo, tá? UHSUAHSUHS Bom demais ler seus comentários Leles ♥

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