5 • Divine
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“Às vezes é bom apenas parar pra relaxar e descansar,
Porque tudo tem seu te-te-te-te-tempo.”
- Mr. Simple / Super Junior
— Confesso que estava torcendo por você. — disse Pierre ao se aproximar dela com uma rosa vermelha em suas mãos.
— Para mim? — ela olhou para a rosa.
—
Félicitations pour votre Victoire. — ele lhe entregou a rosa — Você foi maravilhosa como sempre ouvi que era.
— Obrigada. — ela pegou as rosas sorrindo.
— Soube que você gosta de cassinos.
— Se quiser posso leva-la ao
Cassino de Monte Carlo. — ele segurou de leve na mão dela a olhando — Já que você ficará até amanhã.
— Adoraria, mas depois da minha corrida em Vegas, me desanimei um pouco com isso.
— Que pena, adoraria te ensinar a jogar
poker.
— Mas isso não te impede de me levar para visitar algum lugar de Monte Carlo.
— Que tal uma volta noturna pela cidade? — sugeriu ele.
Ele continuou segurando na mão dela, caminharam por um tempo até que Pierre a levou em uma cafeteria que costumava fechar mais tarde, eles comeram alguns pedaços de torta de maçã francesa e
cappuccino com creme. Depois ele a levou até um ponto de ônibus e vendo que se aproximavam alguns, deu sinal para um ônibus de dois andares. Eles entraram no transporte e se sentaram no segundo andar, ela no canto e ele na beirada.
— Está calada. — comentou ele.
— Estou admirando a paisagem urbana da cidade. — ela olhou para a rua e viu uma garotinha que aparentava ter seis anos no colo de um homem, a criança segurava um brinquedo em suas mãos, era uma boneca.
Aquela cena fez com que %Mia% lembrasse da sua pobre infância, um passado que às vezes insistia em invadir seus pensamentos, ela se lembrou da primeira vez que ganhara um brinquedo em sua vida, um presente do senhor Foster, o corredor que havia inserido naquele meio, mas que tinha um papel meio paterno em sua vida.
— Acho que aqui está bom. — Pierre se levantou e tocou o sinal de parada solicitada — Vamos!?
— Aonde mais quer me levar? — perguntou ela se levantando.
Eles caminharam mais um pouco até chegar em uma rua meio estreita, nesta rua havia um edifício. Pierre se aproximou do homem que estava na portaria do edifício, conversou um pouco com ele e chamou %Mia% para entrar.
— Quero que conheça um projeto que estou desenvolvendo junto com o ministro da cultura. — ele segurou a mão dela e a guiou até uma das salas do prédio.
— Uau. — ela olhou as pinturas que estavam nos diversos cavaletes dentro da sala — O que fazem aqui?
— Eu comprei esse edifício recentemente estou transformando em uma escola de arte moderna independente.
— Interessante. — ela se aproximou de um cavalete olhando a pintura que estava sendo iniciada na tela.
— Como a maioria são tradicionais e antiquadas, penso em um método de ensino em que os alunos possam se expressar aproveitando o máximo de seus talentos e criatividade.
— Inovador. — ela o olhou com um sorriso no canto do rosto. — Diferente.
— Não. — ela riu — E acho melhor não tentar, sou péssima.
— Não acredito. — ele riu um pouco — Mas tive uma ideia.
Ele pegou em sua mão e a puxou indo para outra sala. A sala era enfeitada com colagens de origamis em suas paredes formando desenhos diversos, %Mia% se impressionou um pouco olhando alguns projetos de alunos que estava sobre as mesas.
— O que está tentando me propor?
— Vou te ensinar a fazer
origamis. — disse ele num tom empolgado.
— Ok, você vai aprender a fazer um pássaro primeiramente.
Ele pegou uma folha de papel ofício e começou a fazer algumas dobraduras lentamente lhe explicando com calma, ela pegou outra folha e foi seguindo tudo que ele fazia. Eles passaram algumas horas conversando enquanto faziam mais alguns
origamis aleatórios, Pierre a levou para o hotel que ficaria hospedada até a hora do seu voo.
— Agora estou cansada. — disse ela ao entrar no quarto, olhou para suas malas e respirou fundo — Finalmente acabou, estou de férias.
Ela foi até sua cama e se jogou nela de novo, começou a rir de emoção. Estava se sentindo realizada por ter completado aquelas corridas com perfeição e ganhado todas, sua comemoração silenciosa foi interrompida pelo barulho do seu celular tocando.
—
Yeoboseyo. — disse ela ao atender.
—
Como está se sentindo docinho? — Aliviada. — ela se levantou se sentando na cama — Finalmente acabou, estamos de férias.
—
Legal. — ele disse num tom meio sem graça.
— Junho, o que houve? Eu conheço esse seu tom de voz.
—
Bem. — ele ficou um momento em silêncio —
Tenho uma novidade que não sei se vai gostar. — Não… — ela se levantou da cama — Não, não, eu quero minhas férias, você disse que essas eram as três últimas corridas.
—
Docinho, não sou eu quem decido. — Junho. — ela sentiu um pouco de tristeza.
—
A sociedade teve a ideia de realizar uma corrida extra de encerramento, e como é uma dos cinco melhores corredores da Electric Shock, você foi convidada, não pude recusar. —
Calma, veja pelo lado bom, você está entre os cinco melhores. — Não vejo lado bom nisso.
—
Docinho, prometo que essa será a última desse ano. —
Desta vez, perto de casa. — ele riu —
Será em Tóquio, no Japão. — Isso não me animou nem um pouco.
—
Ah, é um ponto positivo. Estará mais perto de mim e de Seoul. — Ha… Ha… — ela com ironia, caminhou até a janela e ficou olhando a rua — Terá um anfitrião?
—
Ainda não sei, mas vou descobrir. — Espero que realmente tenha encontrado um apartamento para mim em Seoul.
—
Não se preocupe, docinho, sua escritura já está em mão. — Vou desligar primeiro, preciso descansar.
Ela encerrou a ligação e foi em direção ao banheiro, tomou um banho demorado e deitou na cama, assim que fechou seus olhos rapidamente pegou no sono. No dia seguinte, Pierre a buscou no hotel, ele havia se oferecido para levá-la em seu jatinho particular até o Aeroporto Internacional de Paris, de onde pegaria seu voo para Tóquio.
Quando chegaram no aeroporto de Paris, Pierre a guiou até sua plataforma de embarque, eles esperaram por duas horas até chegar a hora prevista para o embarque dela.
— Bem, acho que está na hora. — disse ele ao ouvirem o anúncio no alto-falante.
— Sim. — ela se afastou um pouco dele.
— Espera. — ele a pegou pela mão.
— O quê? — ela o olhou sem entender.
— Para você. — ele entregou um envelope em tamanho ofício para ela.
— O que é? — ela pegou o envelope e retirou uma folha preta de dentro — Nossa.
— Espero que tenha gostado, foi eu mesmo quem desenhou. — disse ele se referindo ao desenho que tinha feito no papel preto com caneta prateada.
— Você desenhou a mim e meu carro. — seus olhos brilharam um pouco vendo os detalhados contornos do desenho — Obrigada.
— Espero que se lembre de mim sempre que olhar para este desenho.
— Tenho certeza que sim. — ela sorriu gentilmente — O desenho é lindo.
— Assim como a pessoa representada. — ele sorriu meio tímido pelo elogio que havia feito.
— Eu tenho que ir. — ela guardou o desenho novamente no envelope e se afastou dele indo em direção a portão de embarque com suas malas.
“Deixe-me ver os sentimentos que você possui por mim.”
- Show Me Your Love / Super Junior & TVXQ