Dopa(mine)


Escrita porIlaneCS
Editada por Lelen


Epílogo

Tempo estimado de leitura: 18 minutos

(POV: %Agatha%)
👰🏻‍♀

  — As alianças, por favor.
  O violinista puxou a primeira nota de uma música fofa e divertida assim que %Adam% deu a deixa. De pé diante de mim e do %Mackenyu%, meu irmão lutava para conter a emoção e se manter no papel que designamos para ele naquela tarde: o oficiante da nossa cerimônia de casamento.
  Sim, casamento. De novo.
  Era óbvio que tudo era diferente daquela vez. No lugar de apenas um buquê modesto, o lugar inteiro estava coberto de camélias, espalhadas por entre as poucas fileiras de cadeiras; e no lugar de vários acionistas engravatados interessados somente nos seus números, ali só havia amigos próximos e família, pessoas que realmente nos amavam e que nós queríamos, de coração, que estivessem presentes. No entanto, a maior diferença entre a primeira festa de casamento e aquela pequena celebração intimista que estávamos realizando no jardim da nossa casa não estava só nos detalhes da decoração ou dos convidados, ela estava em mim e no meu esposo.
  Não éramos mais as mesmas pessoas. Quer dizer, %Mackenyu% continuava cheio de piadinhas, os olhos de fogo ainda ardiam e tinham um poder inquebrável sobre mim, mas um lado adormecido dele emergiu assim que ele segurou o primeiro dos gêmeos no colo. E o segundo na sequência. E o terceiro logo depois. No momento em que ele colocou cada um dos filhos nos braços, ele (re)conheceu os melhores pedacinhos de si.
  E outro %Mackenyu% nasceu junto com August, Allan e Anthony, nossos trigêmeos.
  Eu também renasci. Matei algumas partes de mim no processo, mas consegui vê-las surgirem de novo depois, mais fortes. Tudo elasteceu, não só no corpo, mas na alma. Eu me sentia em todos os lugares ao mesmo tempo, eu ouvia cada um dos choros e sabia diferenciá-los, eu segurava os três de uma vez apesar de só ter duas mãos… A maternidade trouxe uma expansão de sentidos e instintos que tomou conta do meu ser, e teria sido muito fácil me perder e me entregar ao cansaço, ao peso da responsabilidade de ter três vidas completamente dependentes de mim, no entanto, quando eu olhava para o lado com os seios doloridos e os hormônios em fúria do puerpério, eu via meu marido lutando as mesmas batalhas que eu.
  Ou quase as mesmas, já que não era ele quem servia de restaurante para suas três versões em miniatura. Mas %Mackenyu% era um pai presente, enfrentou comigo as noites em claro, as primeiras febres, os primeiros dentes rasgando, e em todo o tempo fez tudo ao seu alcance para que eu continuasse me entendendo como mais que uma mãe, uma mulher.
  A mulher dele.
  Ontem, hoje, sempre. E uma vez mais depois disso.
  A mão morena e delicada que tocou meu pescoço arrumando uma mecha do meu cabelo me chamou de volta à realidade, e a realidade era eu enfim usando o meu vestido dos sonhos, prestes a dizer sim para o homem dos meus sonhos. Até mesmo o diamante que um dia me irritou tinha adquirido um certo charme e eu aprendi a gostar dele quando entendi o seu real significado: à primeira vista, ele parecia frágil, mas o tempo o punha à prova e mostrava quanto ele era sólido e como ele ficava mais bonito a cada dia. Ele era uma parte brilhante e imutável da nossa história não linear, onde tudo aconteceu num ritmo não convencional porque, no fim das contas, não éramos uma convenção.
  Éramos, simplesmente, nós.
  E nós tínhamos feito três pessoinhas que estavam se preparando para entrar no “altar” com a missão de levar as alianças.
  — Vamos, vamos! — minha mãe, lá atrás, incentivava o trio, vestido com gravatas borboleta e suspensórios. — Entreguem para o papai, ali na frente.
  August, Anthony e Allan se encararam com seus olhos enormes, processando a ordem da vovó. Eles tinham acabado de completar um ano e dois meses e conquistado a habilidade de andar sozinhos, o que elevou a missão “pai e mãe tentando acompanhar três crianças e seis perninhas para cima e para baixo” para um nível surreal de dificuldade e fez %Mackenyu% trocar o levantamento de peso pelo levantamento de filhos. Assim como eu, ele também tinha desenvolvido a incrível capacidade de segurar os três ao mesmo tempo e os irmãos sempre se arrumavam nos braços do pai, o lugar favorito deles.
  Ainda que fossem idênticos na aparência (ou quase isso: o cabelo de August era mais escuro e mais teimoso, Allan tinha um sinalzinho na bochecha e Anthony tinha um igual, mas na barriguinha), o jeitinho particular de cada um aparecia em pequenos gestos, trejeitos e traços de personalidade que eles já deixavam transparecer. Anthony demonstrava ser o mais cuidadoso, honrando o título de “mais velho”, porque foi o primeiro a sair e também o primeiro que aprendeu a dividir os brinquedos, atuando como apaziguador de brigas pelo mesmo carrinho entre os outros dois. August, nosso pequeno gênio, gostava de jogos de encaixar as formas geométricas e de ouvir as músicas que o pai se arriscava a cantar na hora de dormir. Já Allan, com seu espírito desbravador, era o gêmeo mais corajoso e explorador do nosso quintal, curioso pelas minhocas e borboletas que se escondiam entre as plantas.
  Mas uma coisa era comum e indiscutível: todos eles tinham os olhos inchados do %Mackenyu%. Uma surpresa mais do que grata para mim, que agora via o homem que eu amava nas únicas três coisinhas que eu amava mais do que ele.
  — Ei, pessoal! — %Mackenyu% ajoelhou-se, batendo palmas e chamando a atenção dos trigêmeos. — Eu quero casar com a mãe de vocês, me ajudem!
  Os convidados riram, exceto pela Kira, que só chorava, e pelo %Mingyu%, que olhava da Laura para os bebês e dos bebês para a Laura com os olhos mais pedintes e sonhadores do mundo. A mãe de %Mackenyu% uniu-se à minha e as duas coordenaram juntas a tarefa de tanger os meninos e fazê-los andar, até que Anthony, que segurava a caixa com as alianças, tropeçou e caiu de bumbum no chão.
  Allan e August pararam, estudando a situação e como resolvê-la, até que Allan pegou a caixa da mãozinha do irmão e August agachou-se em solidariedade ao tombo, ajudando Anthony a levantar. Os três completaram a caminhada com uma corridinha assim que viram o quanto o pai estava perto e %Mackenyu% recebeu sua pequena equipe de clones afagando a cabeça de um por um.
  — Obrigado, galerinha. — ele pegou as alianças e olhou para mim, que também não resisti e me abaixei para beijar meus filhos. — Agora ela é só nossa, certo?
  — Nós já somos casados, %Mackenyu%. — lembrei, assistindo os trigêmeos encontrarem seus lugares nos colos do vovô Arata e do vovô O’Brien na primeira fileira. — Eu já sou todinha de vocês.
  — Bom, se você quiser casar comigo de novo depois disso, eu não vou reclamar. — ele me ajudou a vencer a tule do vestido e a ficar de pé outra vez, cercando a minha cintura com uma firmeza que, ironicamente, amolecia minhas pernas.
  — Vou checar minha agenda de amanhã e te aviso. — selei os lábios dele.
  — Opa, espera aí. — %Adam% repreendeu, fazendo os convidados darem risada outra vez. — Isso aqui é uma cerimônia, temos um protocolo a seguir, guardem o beijo para depois dos votos.
  Meu estômago gelou na hora. Na primeira vez, eu não tinha nada para dizer, agora, eu tinha tanto que não sabia por onde começar. Felizmente, no roteiro litúrgico de %Adam%, %Mackenyu% seria o primeiro a falar.
  Apertei a mão do meu marido, que tremeu um pouco sobre a minha, e ele usou a mão livre para tirar do bolso do paletó um papel dobrado, me soltando apenas para abrir a folha e tornando a me segurar assim que o fez.
  — %Agatha%. — ele começou, e o simples desenrolar do meu nome fez meu coração se contorcer. — Por muito tempo eu achei que eu estava condenado a ser sozinho, mas você chegou com suas flores, sua água-de-colônia e seu jeito de mandar em mim e virou a dona dos meus dias. Da minha vida. Do meu amor. — %Mackenyu% pigarreou um pouco, embargando. — Você me tem, %Agatha% Arata, desde o nosso primeiro encontro, que só nós dois sabemos como foi. Você me tem quando nos beijamos e quando dançamos juntos. Você me tem quando eu deito no seu colo, e quando você faz aquela coisa no meu cabelo que me faz pegar no sono rapidinho, sabe? — ele riu contido. — Você me tem quando você sorri, quando você chora, quando você é feliz e quando você é triste. Você me tem até quando você briga comigo! — mordeu um lábio, segurando o riso. — Você me deu uma razão pra viver, e depois me deu mais três. E eu, que passei a vida toda achando que eu tinha que conquistar o mundo, finalmente entendi que tudo que eu preciso é de você. — um dos gêmeos gritou, como se tivesse entendido a fala do pai e protestasse a sua participação na história toda. — E dos nossos filhos barulhentos.
  As risadinhas generalizadas que vieram depois quebraram a sequência que %Mackenyu% havia ensaiado e, em dado momento, ele apenas desistiu do papel, deixando um respiro de silêncio tomar conta do lugar antes de se virar para mim e diminuir a distância entre nós. A voz dele voltou a se firmar, revestindo-o de toda a certeza do mundo, e mais uma vez, %Mackenyu% Arata me prometeu seu fogo inextinguível.
  — Você me faz querer testar a eternidade, %Agatha% Arata. E eu quero fazer isso contigo.
  — %Mackenyu%… — sibilei com o choro preso na garganta. — O que eu vou dizer depois disso? O que eu posso dizer depois de tudo isso?
  — Que tal dizer que você me aceita?
  — Gente, por favor. Vamos respeitar o oficiante! — %Adam% suspirou, divertido. — %Agatha%, você pode dizer seus votos agora. Embora nem precise porque não tem como ser mais bonito do que o que o %Mackenyu% escreveu. — ele sussurrou a última parte.
  Claro que meu irmão mais velho tinha que dar uma de irmão mais velho no dia mais importante da minha vida.
  Mas seria mesmo aquele o dia mais importante da minha vida? E o primeiro passinho dos gêmeos? E quando o primeiro deles balbuciou a palavra “mãe” e os outros aprenderam e foram junto? Quando eles descobriram o que era gargalhar, assistindo o pai fazer palhaçada? E quando eu voltei do trabalho um dia e peguei o %Mackenyu% dormindo na nossa cama com August e Allan em cada braço e o Anthony com a cabecinha deitada na barriga quentinha dele? O dia mais importante da minha vida, desde que %Mackenyu% apareceu nela, era sempre o próximo, porque, ao lado dele, cada segundo da rotina ganhava contornos de paraíso.
  — %Mackenyu%… — minha voz saiu tremida e eu soube que não conseguiria dizer nem metade do que eu pretendia. — Quando eu olho nos seus olhos, eu vejo a minha vida inteira refletida. Eu vejo o meu passado, e como todos os caminhos que eu escolhi me levaram até  você. Eu vejo o meu presente, e como você faz dele um pedacinho do céu pra mim. E eu vejo o meu futuro, que eu sempre pensei que podia controlar… — continuei de mãos dadas com ele, alisando as juntas lentamente. — Ainda bem que eu não pude. Ainda bem que você chegou e me fez sonhar com coisas que eu já tinha esquecido. Ainda bem que você tirou tudo do lugar. Ainda bem que você decidiu tentar. Ainda bem que você é minha alegria, minha saudade, minha esperança. Ainda bem que… você. — suspirei. — Ainda bem que você apareceu, %Mackenyu%, porque se não fosse você, não seria mais ninguém.
  — Ainda bem que eu sou bonitão... — ele sussurrou, juntando minhas mãos perto da boca para beijá-las. — Pode falar, eu sei que você está pensando.
  — Você é lindo, mas agora é minha vez, ok? — %Adam%, o único que ouviu além de mim, nos entregou as alianças um do outro e realizamos a troca. — Eu vos declaro marido e mulher. Outra vez! Agora sim, pode beijar a noiva!
  As palmas encobriram nosso beijo, o mais doce que já tivemos. O perfume suave de %Mackenyu% envolveu todos os meus sentidos e, em dado momento, ele arriscou a língua sedenta e inquieta, me amassando contra ele de um jeito que me fez pensar por alto no risco de outra gravidez e me impeliu a puxar levemente os fios da nuca dele para trazê-lo de volta ao ambiente.
  — Guarda um pouco pra lua de mel, docinho. — repeti o aviso que ele me deu no primeiro casamento.
  — Temos três dias inteirinhos só pra nós dois. — ele encaixou-se na curva do meu pescoço, procurando o meu ouvido. — Sabe o que isso quer dizer?
  — Com os vovôs O’Brien e os Arata de babá disputando quem mima mais os trigêmeos? — arrepiei cada centímetro da minha pele. — Um problemão quando nós voltarmos…
  — Não se a gente fizer mais um…
  Empurrei o peito dele, sentindo a barra do vestido ser pisoteada por pezinhos minúsculos e impossíveis enquanto Allan, August e Anthony iniciavam sua escalada por mim e pelo pai em busca de colo. A cena toda me fez rir.
  — Como se você conseguisse fazer um!

(POV: %Mackenyu%)

  — Tudo bem aí, amor?
  Pensei em bater na porta do banheiro, mas, segundo a %Agatha%, a minha batida era irritante. Assim como o som da minha voz, da minha respiração, dos meus passos e até das minhas células metabolizando, coisa que ela jurava que conseguia ouvir e que eu fazia só para estressá-la.
  — Já vou sair. — ela respondeu, impaciente. — Só vou escovar os dentes. De novo.
  Ouvi o som da torneira ligando seguido de mais alguns resmungos que ela emendou e fiquei parado tentando calcular pelo tom de voz o quanto ela estava zangada comigo, porém, a porta se abrindo abruptamente dispensou todas as minhas contas.
  — %Mackenyu% Maeda Arata!
  Céus. Ela usou meu nome do meio. Meus dias estavam contados.
  — Você vai fazer uma vasectomia amanhã, entendeu? — ela apontou o dedo na minha cara assim que saiu do banheiro.
  Dei risada. Mas uma risada silenciosa, porque minha risada também estava irritando a minha esposa grávida.
  Agora que os meninos tinham 5 anos, o bebê número quatro estava no forninho e a minha cabeça estava em jogo, pois de todas as coisas que irritavam a %Agatha% nas últimas semanas de gestação, a principal era eu. Obviamente, eu aprendi a ignorar as ameaças de morte e de castração porque elas não eram nada comparadas ao desconforto de enjoar até com a menção da palavra picles, artigo proibido na nossa despensa desde que a salada que Kira preparou fez %Agatha% vomitar. E também porque nada era capaz de anular a felicidade que revestiu a casa que já transbordava, trazendo tons de rosa, lacinhos e vestidos para equilibrar a presença masculina majoritária do nosso lar.
  — Eu queria poder passar por isso no seu lugar, amor. — arrumei a cama e ajudei %Agatha% a deitar, levantando os pés dela e massageando os calcanhares para aplacar a fúria dos hormônios. E o ódio mortal de mim.
  — Todo esse sofrimento e ainda assim vai sair com a sua cara... — ela se arrumou na pilha de travesseiros e apoiou a mão na barriga, acariciando-a.
  — Nós vamos ter uma menina, ela vai ser linda como você. — subi mais um pouco na cama, deixando meu carinho na barriga também.
  — Sorte a nossa. Teremos quatro homens dispostos a fazer tudo por nós.
  — Tudo. Absolutamente tudo que vocês quiserem. — confirmei, aproveitando a ocasião para selar os lábios dela longamente. — A propósito, você tem visitas. Os trigêmeos estão preocupados.
  — Manda os três samurais entrarem.
  Obedeci, me levantando em direção ao quarto dos pequenos, tipicamente um quarto de meninos, um tanto caótico, repleto de quadrinhos, robôs construídos por August, prêmios que o Anthony ganhou por ser o ajudante da professora e desenhos de dinossauros que Allan fazia com cada vez mais detalhes. Os três estavam um tanto apreensivos depois de verem a mãe passando mal e combinavam entre si o seu plano de ação.
  — Eu vou pegar minha espada e ficar bem forte e proteger a mamãe! — Allan prometeu.
  — E eu vou fazer uma música pra cantar pra ela! — foi a contribuição de August.
  — Isso mesmo! — Anthony incentivou os irmãos. — E eu vou falar com o papai pra ele parar de respirar tão alto e deixar ela zangada!
  Subi os ombros, rindo por pura rendição. Eles podiam parecer comigo, mas estavam todos do lado da mãe. Aquilo me dava orgulho, era sinal de que meu amor pela %Agatha% era um espelho para os bravos homenzinhos que se organizavam para cobri-la, também, do amor que eles aprenderam comigo. No final das contas, eles tinham muito mais de mim do que eu imaginava.
  — A mamãe é nossa princesa!
  — Mas e a nossa irmã? Ela que é a princesa agora!
  — Então o que a mamãe é?
  — Ela é a nossa rainha, garotos. — entrei na conversa, encerrando a discussão, e os três correram para mim, ansiosos. — Vamos lá dar um beijo nelas?
  A sugestão foi aceita por unanimidade e num piscar de olhos o trio já estava invadindo nosso quarto, subindo na cama como uma fileira de formiguinhas operárias, controlando a euforia apenas para tocar no barrigão com toda delicadeza quanto era possível para as mãozinhas sapecas. %Agatha% recebeu seus admiradores e eu, talvez o maior deles, me pus a observar tudo quietinho, saboreando cada detalhe daquele momento, como as vozes se interpondo, as risadas se misturando, os afetos sendo trocados e o meu bem mais precioso concentrado todo num lugar só.
  — Mamãe, nós viemos cuidar de você!
  — Você tá bem, mamãe?
  — Mamãe, você vomitou muito, tem certeza que a minha irmã ainda tá aí dentro?
  — Ela está ótima, não se preocupem. — %Agatha% tranquilizou os três. — Logo mais ela estará aqui.
  — Eu vou proteger ela, mamãe! — Allan, nosso destemido, ergueu o punho e sua espada imaginária. — Eu sou o mais forte!
  — Não é não! — Anthony, prático, apontou os fatos. — Você tem medo de escuro!
  — Não tenho!
  — Tem sim! — o mais observador dos três, August, trouxe suas evidências. — Você dorme de luz acesa!
  — Não durmo! Mãe!
  A pequena confusão generalizada preencheu o cômodo, reverberando no meu peito uma alegria bruta, quase violenta de tão forte. Procurei meu espaço em meio à bagunça mais linda do mundo e me enfiei entre os três guerreiros ao lado da rainha do nosso castelo, beijando a testa dela demoradamente enquanto o delicioso barulho dos nossos filhos sendo eles mesmos aumentava ao nosso redor.
  — Obrigado. — soprei no ouvido dela.
  — Pelo quê?
  Olhei mais uma vez o tesouro à minha volta antes de responder.
  — Pela minha dose inesgotável de dopamina.

Fim

  NOTA DA AUTORA: E assim termina essa jornada que me trouxe tanta alegria! Obrigada por terem amado a %Agatha%, o %Mackenyu% e todas as deliciosas surpresas que eles trouxeram pra nós, inclusive pra mim, que não fazia a menor ideia de onde essa fic iria me levar. Felizmente, ela me levou a mais uma história doce e açucarada, do jeito que a gente tanto gosta! Espero que ela tenha te feito feliz também! Obrigada por cada comentário e um obrigada mais que especial à nossa princesa Aurora, que cuidou de todas as atualizações com todo carinho e sempre deixou uma notinha linda de incentivo em cada capítulo. Um cheiro e até a próxima!

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