Dopa(mine)


Escrita porIlaneCS
Editada por Lelen


Capítulo 2 • Lembrança sem nome

Tempo estimado de leitura: 16 minutos

(POV: %Agatha%)

  Levantei da cama procurando pelo vestido que eu precisava devolver para Laura.
  Levar numa boa lavanderia e devolver para a Laura. Do jeito que ele estava, cheirando à bebida e a motel, não havia a menor condição.
  Olhei para o ladrão de El Diablo e ele parecia estar dormindo, mais sentado do que deitado e com os braços cruzados sobre o peito. Julguei que ele tinha adormecido contra a vontade, afinal de contas, ele estava num quarto com uma desconhecida: deveria estar com medo de que eu roubasse a carteira dele ou coisa parecida.
  Ri sozinha, me vestindo bem devagar. Ele tinha trabalhado tão bem que, sinceramente, era eu quem estava considerando deixar 500 dólares em cima da cômoda como pagamento pelo serviço.
  Resisti ao impulso e não calcei os sapatos para evitar que os saltos fizessem barulho. Peguei minha bolsa, deixando o local sorrateiramente, mas, dois passos depois, o silêncio foi quebrado por uma voz grave que me fez dar um pulo no lugar.
  — Você vai mesmo embora sem nem perguntar como eu me chamo?
  — Vou. — respondi sem me virar, o coração acelerado pelo susto. — Eu não pretendo lembrar de você. Você vai ser um borrão na minha memória.
  Um borrão bonito e gostoso pra caralho.
  — Você é tão má. — ele riu abafado. — Eu sei que eu vou me lembrar de você.
  — Mesmo sem saber meu nome? — me virei, enfim.
  — Eu sei o seu gosto. — ele lambeu os lábios, ainda de olhos fechados. — Isso é melhor ainda.
  — Aproveite o que ficou na sua boca, então. — aconselhei. — Você foi o último erro que eu cometi, senhor sem nome.
  — Espero que você erre outras vezes.
  Ele se pôs de pé e eu aproveitei a bela vista, morena e numa cueca boxer apertada para as pernas muito torneadas e o bumbum muito bonitinho. Avançou pacientemente, se deixando admirar com um sorriso convencido, e me puxou pela cintura sem quebrar o contato visual.
  Meu coração errou algumas batidas ali.
  Recebi um beijo de despedida que eu não pedi, mas que também não estava disposta a recusar. Uma língua nervosa pediu passagem, ainda salgada do meu sexo, e invadiu minha boca sem educação, movida por instinto.
  Cedi. Sabe Deus quando eu beijaria alguém assim de novo.
  — Adeus, lembrança sem nome. — ele sussurrou, ofegante, e eu saí do quarto, tonta, antes que eu cedesse mais alguma coisa.

👰🏻‍♀️⚔️

  Entrei no primeiro táxi que vi com uma dor de cabeça infernal e a parte interna das coxas dolorida depois de ter cavalgado a noite toda, tal qual o Rocinante de Dom Quixote. Minha coxa tremeu com o pensamento.
  Foi uma despedida e tanto…
  Larguei minhas bolsa de canto assim que cheguei ao meu apartamento, cega pela sequência de coisas que eu precisava: um bom banho, um bom cochilo e uma boa dose de esquecimento. A minha aventura sexual não combinava com a personalidade de noiva pura e singela que eu precisava assumir para o evento de logo mais, mas algumas horas de sono seriam suficientes para recuperar meu corpo moído de prazer — o que me lembrava que eu podia desmarcar o spa que eu tinha agendado. A foda me deixou com um viço incrível na pele, resultado do melhor tratamento de skincare que existia: gozar várias vezes seguidas.
  Um detalhe que eu precisava acertar com meu futuro marido, aliás. Um ano inteiro me virando com um vibrador seria um suplício, tínhamos que ter um consenso desair para brincar no parquinho de outras pessoas de vez em quando. No entanto, não era assunto para a primeiríssima vez em que eu o veria. Agora que o contrato estava pronto e havia sido aprovado por ambas as partes, eu tinha certeza que aquele jantar serviria apenas para trivialidades nas quais eu não estava nem um pouco interessada: livro predileto, viagem dos sonhos, o que gosta de fazer nas horas vagas... Fingir fluidez ao conhecer o tal %Mackenyu% seria um gasto desnecessário de energia, uma vez que nós dois sabíamos que, independente de como fosse aquele primeiro encontro, nossos destinos já estavam traçados.
  Por um bando de executivos que não fazia ideia daquele arranjo. Meus pais, %Adam% e meu tio Morgan compunham a diretoria da O’Brien Group e eram os únicos que sabiam do teatro, além dos Arata, é claro. Minha mãe, inclusive, foi quem decidiu todos os detalhes do jantar, desde a música até os pratos que seriam servidos, tudo idealizado para outras pessoas acreditarem na encenação.
  Era o meu “noivado”, entre muitas aspas. Meu “noivado” e eu não queria escolher absolutamente nada, nem mesmo o noivo.
  Era nisso que eu estava pensando quando, mais tarde, eu me olhei no espelho e me vi dentro do lindo vestido marfim que eu estava usando. O caimento perfeito e o ajuste dos deuses me fez lamentar profundamente o fato de ter que desperdiçá-lo com alguém que eu não fazia ideia de quem era.
  Ajeitei a alça fina que teimava em cair do meu ombro, puxando mais alguns fios do coque baixo. A limusine chegou, já ocupada por %Adam% e sua esposa, e nos dirigimos ao Salão Cottillon do Pierre Hotel, local escolhido pelos anfitriões, a diretoria da O’Brien Group. Conseguir reservar aquele espaço tão ostensivo e disputado de um dia para o outro era uma prova da nossa influência, desejada pelos Arata a ponto de sujeitarem seu primogênito ao casamento arranjado. Depois de apertar algumas mãos, %Adam% cochichou no meu ouvido que meu noivo já estava no local, elogiando a pontualidade impecável dos nossos convidados:
  — Arata pai e Arata filho já estão aqui. — ele apontou uma cabeça grisalha e uma nuca ao lado dela. Meu noivo estava de costas e o rosto dele ainda era um mistério para mim, porque quando ele se virou, outra face bloqueou minha visão.
  — %Agatha%. — meu tio Morgan sequer esboçou um sorriso. Ele não sorria muito desde que tinha enviuvado da irmã do meu pai, minha tia Agnes, que se foi prematuramente, deixando um buraco nas nossas vidas.
  — Tio Morgan. — rebati tão seca quanto.
  O velho rangeu os dentes, amargurado e ranzinza. Todos diziam que tio Morgan demandava muita paciência, já que ele não tinha o menor tato com as pessoas, defeito que atribuíam à viuvez precoce, mas a verdade era que eu o evitava ao máximo por ele conseguir me desestabilizar com seus comentários indevidos. Mesmo que fossem motivados pelo luto, as falas do tio Morgan não deixavam de doer, assim como o olhar de reprovação dele em mim.
  — Isso tudo é um grande erro. — ele resmungou. — E esse vestido, %Agatha%? Não acha que está inadequado?
  — Ela está linda. — a voz branda do meu pai veio em minha defesa e ele me escoltou pelo braço. — Não seja tão insuportável, Morgan, estamos numa ocasião festiva.
  — Ocasião festiva, Arthur? — Morgan disse com escárnio. — Você chama de ocasião festiva oferecer sua filha feito uma…
  — Morgan. — meu pai cortou. — Você não deveria estar aqui, mas já que está, eu sugiro que cale a boca ou saia.
  A tensão usual estabeleceu-se e um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente. A relação do meu pai com tio Morgan sempre foi ruidosa e desconfortável, especialmente porque eles discordavam 90% das vezes quanto aos assuntos da O’Brien Group e quanto a todo o resto, inclusive àquela solução do casamento arranjado. O comportamento grosseiro e opositivo diminuía cada vez mais o prestígio de Morgan também entre os demais acionistas e o cargo dele já estava se tornando meramente figurativo, embora, por causa da memória da tia Agnes, ele ainda desfrutasse de uma certa influência e direito de voto.
  Pelo menos por enquanto. O meu casamento com um investidor massivo como %Mackenyu% Arata me colocaria numa posição privilegiada no conselho e minhas decisões teriam mais peso que as do meu tio Morgan, podendo até mesmo custar a cadeira dele. Talvez por isso ele estivesse sendo especialmente desagradável comigo naquela noite. Talvez por isso ele tivesse sido o único contra aquela solução. E talvez por isso meu pai, que sempre mantinha um tom muito cortês ao se dirigir a qualquer pessoa, tivesse proposto tão indelicadamente que ele fosse embora.
  — Que seja, Arthur. — Morgan virou o uísque que estava segurando e fez uma careta. — Argh. Isso está um horror. Lembre-se de servir bebidas melhores no seu casamentinho de faz de conta, %Agatha%.
  — Não se preocupe, tio. — papai e eu começamos a andar. — Você não será convidado.
  Meu pai riu cúmplice, comedido, e minha mãe se aproximou de nós, trazida pelo seu faro certeiro:
  — Por que sempre que eu deixo vocês sozinhos eu pego os dois com esses risinhos de quem aprontou? — ela perguntou com as mãos na cintura.
  — Ah, minha amada Donna, você nos conhece tão bem. — meu pai tentou desarmá-la, abraçando-a. — Era apenas o Morgan e sua aspereza usual, nada que mereça nossa atenção. Vamos cumprimentar nossos convidados?
  Mamãe me lançou um olhar rápido, o típico e poderoso raio-x materno, escaneando até a minha alma. Por diversas vezes no curto entretempo dos preparativos daquele “noivado”, Donna Jane O’Brien e seu instinto superprotetor me cercaram, certificando-se de que eu não estava sendo coagida a fazer algo que eu não queria. Eu sabia que ela estava pronta para sair correndo comigo no colo se eu sinalizasse qualquer hesitação que fosse, mas o sinal não veio. Em vez disso, balancei a cabeça sutilmente e o aceno positivo arrancou dela um sorriso que me carregou de confiança e me impeliu a andar na direção de %Mackenyu%, também acompanhado dos pais.
  — Senhores. — meu pai nos anunciou formalmente. — E senhora.
  %Mackenyu% foi o primeiro a se virar, pálido. O sorriso que ele ensaiou sumiu por um breve instante, dando lugar a um outro, mais honesto, no entanto, incrédulo daquela imprevisibilidade. Ele mordeu sutilmente o lábio inferior enquanto arrumava o abotoador do terno, meneando a cabeça em resposta àquela peça que o universo pregou em nós dois, e levou uma fração de segundo até ele me encarar com os olhos imensos e ferozes, o que me causou um terremoto interno.
  Eram os mesmos olhos intensos que tinham me devorado na noite anterior. E, naquele momento, eu me sentia prestes a ser engolida outra vez.
  Era ele. Indubitavelmente, era ele.
  A minha lembrança sem nome.
  O meu último erro.
  — Senhor e senhora O’Brien. — %Mackenyu% estendeu a mão. — Senhorita.
  Me movi no automático, atraída pela mão que pedia pela minha. Foi como se tivessem apagado as luzes, um blackout total na minha cabeça e no meu corpo quando ele me tocou. Um toque respeitoso, distinto, quase burocrático dessa vez. Um toque engessado vindo de uma mão gelada e de uma pele desbotada pelo susto da coincidência.
  Mas os olhos inchados… os olhos me prometiam fogo, e aquilo me enlouquecia.
  O que aconteceu ao nosso redor dali em diante foi como um buraco de minhoca na minha mente, as vozes atravessavam meus ouvidos, mas nada do que era dito fixava-se por muito tempo na minha cabeça confusa. Eu só conseguia me concentrar no fato de que a minha pele ainda estava em contato com a de %Mackenyu%, que fez questão de inclinar-se sensivelmente e me deixar um beijo casto no dorso da mão, demorando os lábios ali.
  — %Mackenyu% Arata. — o olhar dele ficou vidrado em mim e minha mão congelou na dele.
  — %Agatha% O’Brien. — me apresentei finalmente.
  Ao contrário de mim, %Mackenyu% se refez mais rápido e logo a situação parecia diverti-lo em vez de atordoá-lo. Eu, por outro lado, tardei a me recompor. Não conseguia entender como era possível que, de todos os caras em Manhattan, eu tivesse ido parar na cama justamente com ele. Chegava a ser cômico o fato de eu me despedir da minha vida de solteira dormindo exatamente com o meu futuro marido, e era essa piada de mau gosto a razão para o sorriso malicioso persistir na boca de %Mackenyu%.
  Uma boca muito bonita, por sinal. Era engraçado como os atributos dele normalmente não funcionariam juntos: olhos muito grandes, nariz muito redondo e uma boca muito carnuda, mas pequena. Características que não ficariam bem se colocadas numa mesma cara, mas, na dele, ornavam perfeitamente. Some-se ao belo rosto um trapézio imenso que o paletó mal conseguia cobrir e músculos demais para a altura mediana. Ele quase deu errado, mas tudo ali estava absolutamente, completamente certo.
  — Que bom que finalmente se conheceram! — meu pai exclamou, me chamando à realidade.
  — Mais do que você imagina. — %Mackenyu% soltou baixinho, certo de que apenas eu ouviria. — Senhor O’Brien, é um prazer conhecer sua bela esposa e filha. — ele curvou-se, oriental demais. — Por favor, permita que a senhorita %Agatha% me acompanhe numa dança.
  — Ansioso para ficar a sós com a minha garotinha, rapaz? — papai observou, risonho. — Não se engane com o rostinho bonito, ela é uma desastrada e pode acabar pisando nos seus pés.
  — Aposto que seria como o pouso de uma borboleta, senhor. — %Mackenyu% flertou.
  — Galanteador, que adorável. — minha mãe sussurrou, me incentivando.
  Aceitei o convite, oferecendo minha mão mais uma vez para ser guiada pelo príncipe encantado que ele estava fingindo ser. %Mackenyu% me conduziu pelo salão com seu passo elegante, sem pressa, afinal, o mundo podia esperar por ele. Eu tinha pequenos espasmos e precisava respirar fundo para contê-los, muita coisa pulsava ao mesmo tempo dentro de mim, mas a irritação pelo cinismo dele estava vencendo a luta de sentimentos por enquanto.
  Até ele colocar a mão na minha cintura. Ali foi ele quem venceu.
  — Estou bem visível ou ainda sou um borrão do qual você não pretende se lembrar? — ele me trouxe para mais perto.
  Prendi o ar nos pulmões ao passo que a mão dele se espalhava pela base das minhas costas, perfeitamente à vontade, como alguém que já sabia todas as curvas de uma rota porque já andou por ela. %Mackenyu% não esperou pela resposta e começou a me balançar no ritmo da música, entrelaçando os dedos nos meus, cheio de cerimônias.
  — Quanto floreio para dançar com alguém que você já viu pelada. — zombei.
  — Pelo menos já sabemos que um aspecto desse casamento vai funcionar muito bem. — ele sugeriu e eu pus uma mão no peito dele, detendo-o e afastando-o discretamente. — Era brincadeira, %Agatha%. Eu li o contrato, ok? Eu não vou fazer absolutamente nada a não ser que você peça.
  — O que faz você pensar que eu vou pedir por isso? — perguntei, ultrajada.
  — Você pediu ontem à noite. — mais um sorriso vaidoso. — E agora que você sabe meu nome, mal posso esperar para ouvir você gemendo ele.
  Me preparei para detê-lo novamente, mas ele me segurou mais firmemente e me forçou a dar um giro, rindo da minha resistência.
  — Olha, não precisamos tornar isso mais difícil do que já é. — ele aproximou um pouco mais o rosto dele do meu, quase colando nossos perfis. A boca dele estava agora à altura do meu ouvido e ele modulou a voz para um tom mais baixo. E mais perigoso. — Meu pai tem grandes planos para a nossa expansão e eu quero ajudar minha família tanto quanto você quer ajudar a sua.
  — O que você está sugerindo, então? — fui direto ao ponto, ignorando o arrepio que a manobra dele me causou.
  — Que trabalhemos juntos em prol dos nossos negócios. — ele arriscou um rodopio, girando junto comigo. — Eu respeito o seu espaço, você respeita o meu e fazemos o papel de casal feliz nos jantares corporativos. Não há razão para não sermos agradáveis um com o outro. — ele deu de ombros. — Podemos fazer uma boa parceria.
  Respirei aliviada pela primeira vez desde que tinha colocado os pés naquele salão. Ao menos a nossa química não estava apenas no sexo e %Mackenyu% deixou bem claro que estávamos na mesma página. A mutualidade das nossas intenções relaxou minha musculatura rígida e a dança ficou mais leve, assim como eu.
  — Uma boa parceria. — repeti. — Isso é tudo que eu quero, %Mackenyu%.
  — Jura? Então eu não preciso me ajoelhar, comprar flores ou um diamante do tamanho do seu punho?
  — Eu odeio espetáculos, pode pular toda a palhaçada cafona de pedido. E diamante é a pedra mais brega que existe. — rolei os olhos. — Você só precisa aparecer no dia do casamento civil e deixar de ser tão irritante.
  — E como eu vou me divertir? — ele provocou. — Irritar você vai ser minha única fonte de prazer, %Agatha%. — %Mackenyu% me olhou de cima a baixo. — Isso é, até você acabar com essa greve de sexo aí…
  — Quando eu me mudar com você, fale comigo o mínimo possível, ok?
  — Como quiser. Você sabe o que dizem. — ele me roubou outro beijo na mão. — “Esposa feliz, vida feliz.”
  — Não sou sua esposa ainda. — o lembrei.
  %Mackenyu% abriu outro sorriso vagaroso e confiante.
  — Você vai ser em breve.

Capítulo 2
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Lelen

Esse Mackenyu tá que tá HAHAHA
E obviamente nenhum dos dois vai deixar fácil pra se ajudar, né?
Vai ser meio enemies to lovers? Curto (passo raiva? passo, mas curto kkkk)
Tô só imaginando no que essa história toda vai dar também EHEHEHEH

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