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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Division

Escrita porPams
Revisada por Lelen

4 • Terceira Scar

Tempo estimado de leitura: 41 minutos

  Dizem que a saudade é o sentimento mais perigoso de todos, nos torna egoístas e gananciosos, sempre desejando estar com a pessoa que não podemos. Em minha segunda vida, tudo que eu queria era poder abraçar minha irmã, por pelo menos mais uma vez. Ainda que isso me custasse o preço mais alto, mesmo sem ter como pagar.
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  Eu já havia passado algumas noites em claro ao longo desses três anos de agente Alpha, entretanto, todas elas haviam sido após o cumprimento das missões e não antes. Todo esse tempo me transmitia a sensação de longos anos servindo a Division sem questionar, sem perguntas, sem me opor, nem mesmo quando o nome de uma gestante apareceu na quarta lista da segunda missão.
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  No relógio já batia cinco da manhã e meus olhos continuavam fixos na janela aberta, direcionado ao céu ainda escuro. Eu não devia nada a Collins e se ele fosse o alvo, nem me importaria e faria com gosto para me vingar do seu treinamento cruel, contudo, se tratava de uma criança, sendo notório que o propósito da diretora Huston era de atingi-lo onde mais doía.
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  Isso me fez lembrar de um livro que Jung me emprestou.
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  — A morte é algo fácil para um inimigo, então tire o que ele mais ama, assim ele sofrerá — disse em voz alta a frase de impacto que inicia o livro.
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  Certamente, se fosse comigo, me matar não seria o problema, pois eu já estou morta para o sistema, então descontariam na minha família. Respirei fundo, ao me lembrar da minha irmã e suas filhas, se eu estava sendo a melhor Scar, era por causa delas, para que elas continuassem em segurança.
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  — Droga, estamos falando de uma criança… %Violet% — disse comigo mesma, apelando para o 1% de humanidade que sobrou da minha primeira vida dentro de mim. — O que ele fez para receber este castigo?
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  Sentada em minha cama, tombei a cabeça para trás, meu olhar se direcionou ao teto, assim como os meus pensamentos voltaram na tal Scar que ele foi forçado a matar. Será que a criança era dela? E ele deixou passar? Qual a relação deles? Collins era de fato um homem bonito e atraente, no entanto, durante todo o nosso tempo de treinamento, suas qualidades e charme foram totalmente encobertos pela sua postura séria e rígida comigo. Em nenhuma vez seu olhar demonstrou qualquer sinal de empatia ou compaixão, pelo contrário, sempre me dando a sensação de querer me punir de alguma forma.
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  — Por que é tão complicado isso? Por que a diretora quer que eu faça essa missão? — questionei num tom baixo, tentando formular as respostas. — Ela podia ter enviado qualquer outro agente, mas tinha que ser eu? Por eu ser a nova Scar?
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  Fechei meus olhos, senti um leve peso no corpo, minha mente cansada sempre afetava meu físico e minha segunda vida estava mesmo sugando minha sanidade mental. Em minutos, permiti que o cansaço tomasse conta de mim, e tirei um breve cochilo. Acordei com o barulho do som alto do vizinho, peguei meu celular para conferir a hora e já se aproximava do meio dia. Me espreguicei um pouco, ao levantar da cama e caminhei até o banheiro, um pouco de água no rosto era tudo que precisava para finalmente acordar. Pelo que me lembrava das informações, ainda tinha duas semanas até a data da minha missão, então teria tempo de sobra para me decidir se iria ou não executar.
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  Sempre fui racional, é um fato, então a luta seria dos meus princípios contra o medo da retaliação. Ambos pertencentes ao 1% da %Violet% e toda sua bagagem que pertencia a minha primeira vida. Se eu cumprisse, seria como se estivesse assassinando minhas próprias sobrinhas, se não fizesse, certamente quem pagaria minha traição seria minha família.
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  O que fazer?
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  Fiquei encarando meu reflexo no espelho por um tempo, olhando profundamente no fundo dos meus olhos, em questionamentos internos. No que eu havia me transformado? Aceitando ser a agente alpha, as missões da Division, minhas mãos estavam sujas em vermelho… Com isso, eu jamais poderia ser %Violet% Grimmer novamente.
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  — Você é capaz dessa crueldade, nova Scar? — perguntei em alto e bom tom, mantendo o olhar fixo em mim. — Quem eu sou e quem eu serei depois disso?
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  Se fizesse, não existiria mais a %Violet%, nunca mais.
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  Voltei ao quarto e troquei de roupa, precisava de algo para me distrair naquele dia, senão, surtaria de vez. Ajustei a bolsa transversal no ombro, peguei as chaves da moto e saí do loft sem direção certa. Após alguns minutos pilotando por ruas aleatórias, devido aos meus pensamentos conturbados, percebi a constância de um carro atrás de mim.
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  — Quem é você? — sussurrei virando a esquina para testá-lo. — Está me seguindo?
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  Virei mais algumas ruas, precisava ter certeza.
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  — Está me seguindo. — Constatei após vinte minutos de teste virando em ruas sem sentido.
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  Então, segui com a moto até um prédio comercial e entrei no estacionamento, parando na vaga apropriada, retirei o capacete, o carregando junto. Assim que passei pela porta de acesso à escada, fiquei esperando na lateral. Como premeditado, um homem de jaqueta de couro preta passou pela porta logo atrás, no impulso, lancei o capacete na cabeça dele, o tonteando e depois soquei sua cara mais algumas vezes, não lhe dando espaço para reagir. Eu odiava combate corpo a corpo, porém, quando necessário dava o meu melhor para que o oponente sentisse a pior dor possível, algo que aprendi com Collins.
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  — Por que está me seguindo? — perguntei a ele, enquanto o pressionava contra a parede, com o salto da minha bota em sua jugular. — Diga, agora!
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  — Eu não posso... — disse ele, num tom baixo e com dificuldades. — Por favor...
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  Senti o medo em seus olhos e me aproveitei disso para lhe socar mais uma vez.
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  — Se não falar… — o adverti, mantendo meus punhos fechados.
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  — Então é assim que você trabalha? Batendo em crianças… — A voz de Stone soou pelo lugar.
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  Já imaginava que houvesse algo a mais. Logo sua silhueta surgiu em meio aos carros estacionados. Eu soltei o corpo do homem que, amolecido, caiu ao chão e me voltei para ela, algo dentro de mim me fazia ficar na defensiva sempre que estávamos no mesmo ambiente.
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  — Virou o cão de guarda da Division? — indaguei a ela, num tom de deboche.
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  — Acha mesmo que eu me prestaria a isso? — Ela parou em minha frente, seu olhar mantinha o ar de superioridade que tanto me enoja.
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  — Então o que está fazendo aqui? — retruquei, atenta aos seus movimentos. — Quer a minha missão para você?
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  Em um piscar de olhos ela sacou sua arma e apontou para o homem que me seguia, contudo, antes mesmo que pudesse atirar, eu lancei minha perna em sua mão a desarmando e, consequentemente, iniciando um pequeno confronto com a minha rival mais promissora. No impulso de um golpe, lancei minha perna esquerda de forma descuidada e Stone a segurou socando na região no joelho, prendi o grito de dor e lancei minha outra perna a empurrando, para que me soltasse.
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  Não que eu fosse fraca diante dela, porém, não fui precisa o bastante em meus movimentos. Droga… Collins sempre esteve certo ao dizer que eu tinha traços de imprudência e impulsividade nos meus treinamentos de força bruta. Mas ali estava eu, jogada ao chão, com minha perna latejando de dor e uma raiva momentânea quase me impedindo de agir com a razão. Stone, assim como eu, estava no topo da cadeia alimentar, a segunda melhor que desejava minha cabeça para se tornar a primeira.
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  — Seja mais discreto na próxima vez — disse Stone, ao pegar sua arma do chão e executar o homem, que ainda me encontrava zonzo pela nossa briga, então se aproximou de mim e agachou com o olhar fixo nos meus olhos. — E você… Um dia seu nome vai surgir na minha lista, e será um prazer cumprir essa missão… Então, é melhor não errar o alvo.
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  — A diretora Huston está tão preocupada comigo que te mandou para me ameaçar? Isso tudo é medo de perder o controle sobre a melhor? — retruquei mantendo o tom de ironia, dando uma risada rápida, depois me levantei encarando-a sem o menor medo de sua provocação. — No momento em que meu nome aparecer na sua lista, considere-se extinta.
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  A ponta de superioridade que ainda se mantinha no olhar da minha rival se desfez, assim que sorri de canto ao terminar minha declaração. Eu não tinha medo dela, nem do que poderia fazer contra mim, temia por minha família, mas desde que fosse o meu nome envolvido, eu teria o controle de tudo.
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  Stone engoliu seco sua arrogância e, guardando a arma na cintura, deu meia volta para se retirar. Agora, mais do que nunca, minha curiosidade para saber os motivos do nome daquela criança na minha lista, estava ainda maior.
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  — Parece que já tenho a minha decisão — sussurrei ao voltar meu olhar para o corpo do homem estirado ao lado.
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  Respirei fundo e caminhei até minha moto, retirei o celular de dentro da bolsa que tinha deixado pendurada, então fiz uma ligação ao meu hacker.
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  — Telefonista — brincou Jung, ao me atender.
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  — Preciso de uma equipe de limpeza — pedi, desviando meu olhar para o capacete ao chão. — Você já sabe a minha localização.
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  — Equipe sendo solicitada — informou ele, num tom curioso. — Mas… O que aconteceu?
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  — Você sabia que eu estava sendo seguida? Mesmo com o chip de rastreamento em mim? — indaguei a ele, num tom sério e áspero.
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  — Você o que? — Mesmo de longe, conseguia notar a sinceridade no seu tom de surpresa.
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  O que indicava que talvez ele realmente não soubesse de nada.
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  — Como assim, sendo seguida? — Reforçou ele a pergunta para ter certeza do que eu havia lhe relatado.
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  — Um homem estava me seguindo e quando eu descobri, a Stone apareceu e finalizou ele. — Olhei para o corpo ensanguentado. — Você realmente não sabia disso?
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  — Não, em nosso protocolo de hacker só temos a informação dos chips. — A voz dele também ficou mais séria e preocupada.
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  — Tente descobrir o que puder e me avise — pedi a ele. Por mais que nosso relacionamento inicial fosse profissional a serviço da Division, a amizade que construímos era mais sólida.
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  — Farei isso, mas… — Uma pausa considerável veio do outro lado. — Eu não sei qual é a sua missão especial, e receio que nem posso saber, mas tome cuidado, qualquer que seja a sua decisão de executar ou não.
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  — Você acha que eu posso virar um alvo após executar? — indaguei a ele, já me preocupando.
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  — Sei que este codinome parece amaldiçoado e quem o recebeu teve um final trágico — informou ele, temeroso por meu futuro na agência.
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  — Não se preocupe comigo, sei me defender, mas quero que você tome cuidado com eles. — O alertei, também me preocupando com um amigo. — Promete?
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  — Prometo, Scar. — Assentiu ele, num tom mais baixo. — Tenho que desligar, os outros entraram na sala.
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  Encerrei a ligação, guardei o celular e coloquei o capacete. Eu tinha duas semanas para me preparar, duas semanas até a maior decisão da minha vida.
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  Eu tinha consciência do quão longe estava indo, mas se não for com imprudência, eu já não teria o 1% da %Violet% em mim. Contudo, meu coração se aqueceu ao reconhecer o rosto da minha irmã em meio às crianças das quais acompanhava no passeio escolar. Kate sempre foi muito dedicada em seu emprego, a vida toda sonhou em ser professora do fundamental e ajudar as crianças a terem uma infância melhor e mais saudável possível.
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  Respirei fundo, enquanto contava os passos seguindo-a de longe, até que pararam em uma área gramada e finalmente montaram o piquenique com as crianças. Isso me deu uma breve oportunidade de me aproximar, quando ela finalmente se afastou um pouco para contemplar um lago que tinha perto.
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  — Belo dia para um passeio ao ar livre — disse num tom baixo, ao me colocar ao seu lado.
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  O silêncio tomou conta depois, sendo possível ouvir o canto dos pássaros nas árvores. Mantive meu olhar para o lago, até ouvir um barulho vindo dela, como se fungasse o nariz. Então voltei meu olhar para o lado, discretamente, percebendo as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Minha irmã havia reconhecido minha voz e parecia estática com minha presença, um alívio para mim.
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  — Kate… Não reaja e finja que não me conhece, continue olhando para frente e tente não chorar mais. — Mantive um tom baixo e voltei o olhar para frente. — Eu não posso te contar tudo, mas preciso que me ouça com atenção.
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  — %Violet%… — sussurrou ela, senti que estava se esforçando para controlar as emoções.
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  — A %Violet% que você viu nascer e crescer não existe mais… Ela morreu após aquele julgamento, então, continue agindo assim. — Continuei meu pronunciamento, era arriscado estar ali, mas desta vez, além de vê-la, precisava falar com ela. — Você, o John e as crianças, preciso que tomem cuidado, farei de tudo para manter a segurança de vocês… Então, não faça nada imprudente.
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  — O que aconteceu com você?! — perguntou ela, sua voz estava trêmula. — Eu te vi ser executada.
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  — Como eu disse, sua irmã %Violet% não existe mais. — Reforcei a ela, minha nova realidade. — Apenas tenha cuidado.
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  Dei o primeiro passo para me retirar.
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  — %Violet%. — Kate me segurou pela mão, com os olhos inchados pelas lágrimas e, mesmo com minhas indicações, me puxou para perto e me deu um abraço apertado.
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  Mesmo sabendo que isso aconteceria, eu estava ali, para abraçá-la mais uma vez, o abraço que desejei ter nos últimos três anos, e apenas fiquei imaginando as várias vezes que passei meu tempo de folga a observando de longe. O risco era alto e, pelo meu egoísmo, a estava colocando em perigo, mas mesmo assim retribuí o abraço, segurando todas as minhas emoções e lágrimas.
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  — Eu não sou mais a %Violet% — sussurrei, ao me afastar dela, deixando apenas um olhar de ternura, em meio a frieza das minhas expressões.
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  — Não importa o que aconteceu, não importa o que meus olhos viram… Você é a minha irmãzinha, você está viva, %Violet% — disse ela, controlando o tom desesperado em sua voz. — Agora tudo faz sentido… Há meses eu venho tendo a sensação de estar sendo vigiada e seguida, era você…
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  — Kate, preste atenção — meu olhar ficou mais firme e minha voz mais séria —, se quiser viver, se quiser que as meninas vivam em segurança… Então, aceite que sua irmã, %Violet%, está morta. 
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  — Então, por que veio aqui?! — indagou ela, secando suas lágrimas.
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  — Porque não aguentava mais te ver chorando todos os dias, mesmo que discretamente, ninguém via, mas eu sim. — Meu esforço estava além do normal, pois meu coração já estava apertado. — Me prometa uma coisa…
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  — O quê? — Ela me olhou com atenção.
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  — Fique em segurança — pedi a ela, que assentiu com o balançar da cabeça.
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  Finalmente me afastei e fingi ir embora, porém, continuei a observando de longe, até que me aproximei do setor dos banheiros e entrei na parte do feminino. Aguardei alguns instantes, até que uma mulher entrou no lugar e lancei meu corpo contra o dela, socando-a sem pensar duas vezes.
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  — Mandaram você vigiar a minha irmã?! — perguntei em fúria, ao derrubá-la mais uma vez com minha perna. — Diga.
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  — Vai me matar, agente alpha?! — Ela forçou uma gargalhada, então cuspiu o sangue de sua boca. — Há muitos como eu lá fora.
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  Soltei um sorriso de canto, presunçoso, fazendo-a engolir seco.
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  — Então devo enviar um recado a todos eles, e você será o meu pombo correio. — Nunca havia sentido minhas pupilas dilatarem tanto quanto naquele momento.
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  Assim que terminei, deixei o corpo dela em um dos reservados e saí tranquilamente do banheiro, retornando para o hotel onde estava hospedada. Juntei todas as minhas coisas e segui para o aeroporto, a localização que me foi estabelecida estava a duas horas de San Diego, na cidade de Santa Barbara.
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  Quando desci do avião, um carro de aluguel já me aguardava, porém, desviei a rota original e segui até um bar próximo, pegando a primeira moto que apareceu em minha frente.
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  — Está na hora, Scar, você já sabe o que fazer. — Respirei fundo e dei partida no veículo. 
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  Eu sempre fui boa em jogo da memória, foi decorando as matérias que me tornei a melhor aluna da cidade de Madison em Wisconsin, muitos créditos que me ajudaram a ganhar a bolsa de Engenharia da Computação em Stanford. Uma conquista que nem cheguei a desfrutar direito, e continuo arrependida por ter aceitado aquela viagem de recesso dos calouros.
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  Com isso, eu havia decorado o rosto de cada funcionário que prestava serviço a Division, seja agente, terceirizado ou um mercenário descartável. Por isso eu sabia que minha irmã já estava sendo seguida pelos descartáveis e aquele recado no banheiro não era para eles, e sim para a pessoa por trás disso.
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  Ao chegar no ponto estratégico, determinado pela agência, retirei o Seto Kaiba da maleta e comecei a montá-lo. Respirei fundo fechando os meus olhos, então me posicionei, inicialmente observando todo o perímetro ao redor. E lá estava ele, o agente Collins com um sorriso meigo e incomum nos lábios, brincando com uma criança, o meu alvo. Se eu não o conhecesse, pelo seu olhar de ternura para o pequeno Nathaniel, diria que aquele era certamente um bom pai.
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  — Pai… — sussurrei, só então minha ficha caiu e o quebra-cabeças foi juntado.
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  Se Collins havia tido um romance com a outra Scar, então aquela criança foi o fruto proibido de seu relacionamento. Está explicado, se ele teve que escolher entre mãe e filho, é bem óbvio que a mulher tenha se sacrificado pela segurança da criança.
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  — Quem diria, sua vida está em minhas mãos — sussurrei, ao me preparar.
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  Com o tempo, até mesmo o frio na barriga antes de puxar o gatilho já havia se tornado uma parte divertida da minha nova profissão.
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  — Um… Dois… — Com um sorriso de canto, em um piscar de olhos, voltei a mira para o telhado do prédio do outro lado da rua e disparei.
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  Em segundos, um corpo despencou até que chegou ao solo, causando susto e desespero nas pessoas próximas. Collins estava a alguns metros de distância, porém o suficiente para perceber que algo estava errado e, deixando a criança em um lugar escondida, o agente se aproximou para checar o que tinha acontecido. Foi interessante ver, pela primeira vez, o seu olhar amedrontado ao reconhecer o rosto da pessoa estirada ao chão.
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  Fechei meus olhos mais uma vez e sentindo algo se aproximando de mim, em um rápido movimento retirei a Sakura, minha adaga de prata que escondia na lateral da bota, e me virei lançando na direção de umas caixas empilhadas.
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  — Parece que você errou. — Um sussurro veio de trás dela, uma voz conhecida.
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  — Acredite, eu nunca erro — disse em alto e bom tom ao me aproximar.
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  — Verdade. — Ele riu baixo com dificuldade.
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  Parei diante dele, o olhando com serenidade.
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  — Shake. — Abaixei meu corpo, ainda segurando o Seto Kaiba. — Não deveria ter aceitado essa missão.
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  — Sabe que não temos escolha… — Ele manteve sua mão na região em que a adaga o acertou, parecia sentir dor. — Todos temos o que proteger.
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  — Tem razão, mas mesmo pelo que proteger, ainda temos escolha — concordei com ele em partes, pensando no encontro com minha irmã.
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  — A diretora… Ela sabia que não conseguiria — ele informou com dificuldade, devido ao sangue em sua boca. — Não vai acabar aqui.
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  — Eu sei. — Me aproximei um pouco mais dele e retirei a adaga, limpei-a na borda da roupa dele a guardando novamente na bota. — Se serve de consolo, você foi o único que conquistou minha simpatia.
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  Ele deu um sorriso suave, com a respiração fraca, logo eu me levantei novamente e juntei minhas coisas. Minha escolha custaria caro para mim, porém, precisava de respostas que somente uma pessoa poderia me dar.
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  — Eu passei todo esse tempo me perguntando quando ela te mandaria atrás de mim — confessou Collins, mantendo sua atenção voltada para os ingredientes que mexia na panela.
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  — Para alguém que foi considerado o melhor… Você tem sido muito descuidado — o alertei, ao sair das sombras das cortinas na janela e revelar meu rosto. — Eu poderia ter te matado umas sete vezes só hoje.
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  — Estamos aqui agora. — Ele desligou a trempe do fogão e se voltou para mim, seu olhar era um misto de segurança e incerteza. — Não me importo com o que acontecer comigo.
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  — Imaginei que diria isso. — Respirei fundo, aquele era o agente carrasco que me treinou. — Mas…
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  — Mas? — insistiu ele, seu olhar ficou confuso.
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  — Assim como o homem que viu ao chão mais cedo era para mim… Eu não estou aqui por você. — Assim que fechei a boca, o olhar dele se desviou para a porta, temeroso por minhas palavras.
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  — Papai, estou com fome — disse a criança, num tom baixo.
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  Ouvir sua voz fez meu coração se apertar, então segui o olhar dele, vendo aquele inocente se encolher ao lado da porta.
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  — Já estou terminando o jantar, pequeno urso — disse Collins, controlando sua voz, forçando um sorriso para ele.
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  Alguns passos para longe do fogão.
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  — Não deixarei que toque nele — advertiu meu carrasco, deixando seu olhar de fúria exclusivamente para mim.
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  — Acha mesmo que o passeio no parque seria tranquilo se eu estivesse aqui para isso? — assim que falei, retirei a arma de trás da minha cintura e apontei para porta, atirando sem hesitar.
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  Logo o som de alguém caindo soou do lado de fora, deixando ele ainda mais apreensivo.
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  — Sugiro que pegue seu filho, temos que sair daqui agora — ordenei convicta de minha palavras.
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  Era surreal o que aconteceria daqui para frente, de assassina profissional eu iria me tornar uma segurança particular temporária. Será que eu ainda teria salvação? 
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  Afinal, o 1% da %Violet% ainda se mantinha vivo dentro de mim.
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  Em questão de minutos, a casa de Collins foi tomada por mercenários que entravam por todas as janelas e portas existentes. Não tive escolha a não ser novamente entrar em combate corpo a corpo com os inimigos, enquanto atirava nos alvos mais distantes de mim.
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  Assim que meu agente carrasco colocou a criança escondida em um lugar seguro, retornou para me ajudar a aniquilar os enviados pela Division. Aquela situação me fez lembrar de um treinamento que tivemos em um bar cheio de motoqueiros mal-encarados, foi um dia proveitoso nas palavras dele, principalmente pela forma em que nossos ataques se complementaram ao longo da luta.
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  — Acabou… — sussurrou ele, tentando recuperar o fôlego ao derrubar o último homem.
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  — Não… — Eu caminhei entre os corpos, reconhecendo rosto por rosto. — Só está começando.
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  — E o que pretende fazer agora? — indagou Collins, ao olhar para o móvel onde deixou a criança escondida.
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  — Primeiro… Quero saber toda a verdade — disse num tom firme, como se ordenasse com sutileza que não me omitisse nada, ao parar a sua frente.
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  Ele assentiu com o olhar, então abriu a porta do armário e retirou o filho de dentro, tampando seus olhos para que não visse o caos que estava a casa. Em um piscar de olhos, um remanescente moribundo se levantou e mirou em nossa direção, eu empurrei Collins e a criança para o lado no momento em que o som do tiro ecoou pela casa, rapidamente lancei meu corpo contra o homem e o desarmei, finalizando-o com outro tiro.
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  — Scar?! — A voz de Collins pareceu um pouco distante de mim.
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  Logo me senti estranha, então elevei a mão direita na altura do ombro e senti algo viscoso saindo de mim, quando olhei para meus dedos, estavam vermelhos. Deixei um sorriso sair em meu rosto, assim que encontrei o olhar assustado dele, o que nunca imaginei que veria em minha vida.
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  — Acho que vou ficar bem… — sussurrei sentindo meu corpo cansado pela briga, deixando minhas pálpebras se fecharem.
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  — Você vai. — Logo senti as mãos dele tocarem meu ombro, certamente verificando o estrago, então apaguei de vez.
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  Eu não sabia onde estava, não sabia o que faria e menos ainda o que o dia seguinte nos reservava, mas havia algo do qual eu tinha certeza, precisava descobrir os segredos da Division e o motivo pelo qual a diretora Huston temia a minha existência.
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  — Hum… — resmunguei de leve ao despertar de repente, senti que meu corpo estava em cima de algo confortável e macio.
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  — Papai, a mamãe acordou. — Reconheci a voz da criança e logo abri meus olhos, o vendo próximo a mim.
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  Minha mente parou de funcionar com as palavras do garotinho. Mamãe?!
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  — Não se esforce, seu corpo ainda está cansado — disse Collins, ao se aproximar de mim com um copo de água em uma mão e um comprimido em outra.
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  — Isso é pra mim?! — perguntei ao erguer meu corpo, atenta aos seus movimentos, estava mesmo me sentindo cansado e minha respiração com certa dificuldade.
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  — Não. — Ele riu baixo e se abaixou, voltando o corpo para o filho. — Aqui pequeno, hora do seu remédio.
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  Me mantive em silêncio apenas observando-o, a forma carinhosa como cuidava do pequeno Nathaniel fez meu coração se aquecer involuntariamente. Minutos depois, voltei meu olhar para o lado a fim de reconhecer o território, parecia o porão de uma casa, pelos encanamentos aparentes e a umidade nas paredes. Poderia considerar um esconderijo à primeira vista, contudo, precisava saber ao certo onde estava.
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  Logo fixei meu olhar em duas portas, a que estava aberta pude visualizar pequenos detalhes que o configurava sendo o banheiro, o que me fez imaginar que a porta fechada ao lado seria o quarto. O que de fato constatei assim que Collins levou a criança adormecida em seu colo para lá.
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  — Pode começar a falar — disse a ele, mantendo minha atenção em sua aproximação.
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  — Você ainda está fraca, deveria descansar primeiro — sugeriu o agente ao se escorar na parede próxima a área da cozinha. — Passou dois dias desacordada.
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  — Eu já estou bem melhor. — Abaixei minha cabeça, vendo o curativo no meu ombro esquerdo, sem dúvidas feito por ele, então o olhei novamente. — A bala acertou o chip, não é?
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  — Sim, e por isso você não estava preocupada — constatou ele, pelo meu olhar de segurança. — Mas o seu corpo estava exausto, então você apagou, e não foi fácil retirar todos os estilhaços do seu ombro.
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  — Eu tive um excelente treinador, por isso não me preocupei — afirmei, arrancando um sorriso de canto discreto dele.
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  Mais uma onda de silêncio pairou no ambiente, nossos olhares cruzados e muitas perguntas se passando em nossa cabeça. Sua face tinha traços de dúvida, talvez pelas minhas ações de salvar a vida de seu filho, colocando meus familiares em risco. Eu ainda não tinha chegado nessa parte, pois minha mente ainda lutava para lidar com a minha escolha de estar lutando para protegê-los.
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  — Para continuarmos, preciso saber sua história. — Iniciei mais uma vez o assunto, interrompendo o silêncio. — Por que o nome dele apareceu em minha lista? E por que a diretora Huston quer se vingar de você?
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  — Por onde quer que eu comece? — indagou.
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  — Pelo começo, por favor — pedi, mantendo minha atenção nele.
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  — A primeira Scar que a Division teve foi a minha mãe — afirmou ele, ao iniciar sua história. — Naquela época eu nem sonhava em existir, Huston e a minha mãe eram amigas, ambas se conheceram no final do ensino médio e, por uma loucura de Huston para pagarem uma aposta, elas entraram na academia de Polícia de Chicago e anos depois de se tornarem policiais, foram recrutadas pelo senhor Finnick que era o diretor até o momento…
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  — Sua mãe, uma agente alpha… — sussurrei em choque pela revelação.
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  Ele assentiu com a cabeça e voltou seu olhar para a mesa de centro em minha frente, pareceu reviver em pensamento seus momentos com a mãe, pois havia traços de saudosismo em sua voz.
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  — Foi uma época turbulenta, quando elas receberam a proposta, minha mãe havia se apaixonado por um criminoso que salvou sua vida em uma operação policial, um romance proibido que deu origem a mim… — Ele suspirou fraco e ficou em silêncio por um momento. — Meu pai tinha ligações com a alta máfia chinesa, e foi morto por um agente alpha da Division, minha mãe descobriu isso em sua investigação secreta com a ajuda de Huston, de alguma forma elas conseguiram rastrear o agente até chegar na agência.
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  — Então o tal senhor Finnick fez a proposta para elas? — indaguei tentando assimilar os acontecimentos da história.
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  — Ele sabia que minha mãe queria vingança e fez o acordo dela se tornar uma agente alpha, em troca, lhe daria a oportunidade de acertar as contas com seu inimigo e ter sua vingança — explicou Collins os motivos da aceitação da mãe.
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  — Então, a primeira Scar surgiu — comentei, admirada com aquilo. — Sua mãe aceitou para poder ter sua vingança.
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  — Sim. — Assentiu ele.
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  — Mas e a diretora Huston? Por que aceitou? — indaguei, curiosa.
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  — Ambição… O diretor Finnick viu ambição nos olhos dela, pelo menos, foi isso que minha mãe me disse uma vez — respondeu ele, prontamente.
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  — Sua mãe recebeu o treinamento grávida de você? — Voltei meu olhar para meu corpo, imaginando a situação.
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  — Sim… Mas somente dos instrumentos de trabalho e o treinamento sistêmico — contou. — Eu nasci e cresci naquela agência, nunca existi para o sistema, mas minha mãe sempre me chamou de %Matthew%, Collins foi o sobrenome do meu pai que adotamos depois, e me tornei o agente ômega perfeito, criado e treinado para servir a Division… Eu não tive uma infância, meu primeiro brinquedo foi uma carabina de baixa precisão.
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   %Matthew%… Este é o seu nome.
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  — E sua mãe aceitou isso? — perguntei, me sentindo indignada por aquilo.
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  — Ela não tinha escolha, nossa vida pertencia à agência — contou ele, em defesa da mãe. — E quando ela ficou doente, chegou a minha vez que os servir, para pagar os custos com os médicos… Até que ela se foi.
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  — E a diretora Huston? — Eu desejava saber mais sobre ela. — Presenciou tudo isso e não fez nada?
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  — O objetivo dela era se tornar a diretora da Division, então, não se importou com as inúmeras retaliações que sofremos ao longo dos anos, e… Eu finalmente percebi quem ela era quando, sem nenhum remorso, acusou o diretor Finnick de traição e tomou o seu lugar.
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  — Então não existe ninguém acima dela? — Agora eu estava em choque.
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  — Uma vez eu a ouvi em uma reunião, parecia estar se retratando com um conselho ou algo assim. — Observou ele, parecendo puxar o ocorrido em sua memória. — Se existe alguém acima, com certeza são eles.
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  — E como surgiu a segunda Scar? — Meus pensamentos se voltaram à curta história que Jung havia me contado.
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  — Assim como você, ela era imprudente. — Ele riu baixo, ao tomar impulso e se afastar da parede, então se aproximou do sofá em que eu estava e se sentou ao chão, mantendo-se encostado ao sofá. — Seu nome era Alisson, a recrutamos em um reformatório para adolescentes no Kansas, eu tinha dezesseis e ela quinze, com a proximidade de nossas idades, a diretora Huston ordenou que eu a treinasse.
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  — Aposto que não pegou leve com ela — brinquei, ao me lembrar do meu primeiro dia com ele.
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  — Acredite, o seu foi o pior de todos que já dei — retrucou com um sorriso satisfeito no rosto e um brilho no olhar. — Extraí o seu máximo, por isso é a melhor.
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  — E quando se apaixonou por ela? — Minha curiosidade era visível sobre essa parte da história.
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  — Foram cinco anos trabalhando e treinando juntos… Não sei como, mas quando percebemos, já estávamos envolvidos demais para esconder. — Ele tombou a cabeça para trás e olhou o teto, seu olhar era um misto de arrependimento e felicidade do que havia vivido. — Um dia, pensamos em desistir e apenas fugir… Passamos um tempo planejando até que chegou o dia e eu hesitei, a deixei partir, a deixei enfrentar tudo sozinha e apenas fiquei olhando como um covarde.
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  — Eu não o culpo… — disse a ele, colocando a mão sobre o seu ombro. — Tudo que você conhecia era a Division, você foi treinado para não ter uma vida normal, então, certamente estava assustado com a ideia do novo.
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  Collins deu um sorriso fechado e voltou o olhar para mim.
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  — Eu supliquei para que a deixassem ir, mas a diretora descobriu que ela havia roubado alguns documentos da agência considerados valiosos, então o nome da Allison foi entregue em uma lista para mim. — Ele respirou fundo, pareceu reprimir seus sentimentos com muito esforço, porém notei seus olhos marejados. — Huston me fez escolher entre aceitar ou deixar que outro agente fizesse.
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  — E você preferiu que fosse pelas suas mãos — completei o raciocínio.
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  — Faria de tudo para que fosse menos doloroso, e ela sabia que isso iria acontecer cedo ou tarde, assim como eu já premeditava que você fosse aparecer. — Concordou ele com minha lógica.
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  — Ser morto por uma Scar, já que matou uma — deduzi o óbvio. — A única coisa que você não previu é que eu também tinha data de validade para a agência.
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  — Huston não gosta de pessoas as quais não consegue controlar — comentou ele, rindo baixo, parecia falar de si mesmo. — E você foi treinada por mim, temos muita coisa em comum, apesar de não parecer.
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  — Somos questionadores? — perguntei, instigando a resposta.
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  — Não aceitamos ser controlados por ninguém — corrigiu ele, o fator principal. — Aposto que mesmo cumprindo suas missões, todas foram feitas do seu jeito, ignorando as recomendações da folha de instruções.
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  Eu mordisquei meu lábio inferior, segurando o riso, não queria concordar, porém, ele estava correto.
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  — Foi o que pensei — disse Collins, tomando meu silêncio como uma resposta positiva.
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  — E quando você descobriu que ela estava grávida? — indaguei.
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  — Demorou dois anos para encontrá-la… Não prestei solicitação dos hackers, eu queria fazer sozinho e demorar o máximo possível, para assim não encontrá-la… — %Matthew% suspirou novamente se levantando do chão, afastando um pouco do sofá. — Mas quando ficamos frente a frente, ela estava morando em um loft ao sul de Temuco, uma cidade do Chile… Nós conversamos um pouco e de repente, vi o rosto do Nathaniel, ainda sonolento, dizendo que não conseguia dormir.
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  — Aposto que não precisou de muita coisa para você perceber que ele era seu filho e... — comentei, ainda perplexa com a história.
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  — O último pedido da Allison foi para proteger nosso filho da Division, ela não queria que ele tivesse a mesma vida que eu… Crescer debaixo de um regime para se tornar uma arma — continuou ele com um peso na voz. — E eu apenas assenti, passando outros dois anos escondendo ele da agência…
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  — Até que surgiu o acordo entre você e a diretora — concluí ao me lembrar do dia em que retornamos do meu primeiro alvo e ele a pressionou para que cumprisse a palavra dela.
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  Ele assentiu com a cabeça.
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  O silêncio retornou para nós, assim que ele deu as costas para mim e se rendeu às emoções que tanto reprimia. Senti meu coração apertado por toda aquela história, por imaginar todo o sofrimento que %Matthew% passou com sua mãe e depois com Allison. No impulso, eu apenas me levantei do sofá e o abracei por trás, envolvendo meus braços em sua cintura e sentindo as dores dele sendo externadas. Ao contrário do que eu imaginava, Collins não era uma pessoa fria e sem coração, ele tinha um, contudo, estava machucado demais pela Division.
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  — Por que me escolheu? — sussurrei ao perguntar. — Havia outras pessoas em julgamento no mesmo dia que eu, poderia ter escolhido outra, mas escolheu a mim para ser a terceira Scar.
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  — Eu vi algo diferente em seus olhos. — Ele tocou com leveza em meus braços, me afastando e se virou para mim. — Então pensei que assim como eu, talvez você fosse alguém que não seria corrompida pela diretora.
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  Eu sorri de canto para ele, mantendo meus olhos fixos aos dele.
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  — Me desculpe por Nathaniel ter te chamado de mãe quando acordou — disse %Matthew%, se retratando e voltando ao ocorrido mais cedo. — Ele sabe algumas partes da história, e que a mãe dele se chamava Scar.
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  — Está explicado o olhar observador e curioso dele quando acordei — comentei, rindo de leve.
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  Em um piscar de olhos, senti a mão direita de Collins tocar meu rosto com suavidade, seu olhar permanecia o misto de curiosidade e tristeza, algo que fez meu coração acelerar um pouco… Afinal, voltando ao que havia dito no início, seu olhar profundo era penetrante, e até mesmo a cicatriz sutil tomando parte do seu rosto tinha um charme incomum para mim.
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  Aquela aproximação, exalava um toque de perigo instigante.
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  Ambos estávamos parcialmente indefesos e encontrando no outro um ponto de apoio. Uma troca de olhares que jamais imaginei ter em minha vida.
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Todos os perdedores no mundo
Chegará um dia em que perderemos
Mas não é hoje
Hoje, nós lutamos!
- Not Today / BTS

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Lelen

Aff maria, quanta informação nesse capítulo, socooorroooo NASSDNASOPDNP
Mas tivemos algumas respostas e eu tô morrendo com o Nathaniel, coisa mais preciosa <3 EU vou entrar nessa história pra acabar com a raça da Huston se ela não parar com essa palhaçada contra o menino, teje dito.
Meu Matt Soohyuk tá mara com esse lado pai, me atingiu aí HAHAHAHAH
AGORA BORA PRO FOGO NO PARQUINHO QUE EU TÔ AQUI PELO ESTRAGO! Mas quero um final feliz, pelamor, obrigada, de nada HEHEHHEEHEH

Pâms

Amei o Matt Soohyuk ❤❤❤❤❤❤❤

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