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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Division

Escrita porPams
Revisada por Lelen

2 • Primeiro Alvo

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

  “O que não causa sua morte, te deixa mais forte”. Era exatamente assim que estava me sentindo diante do treinamento que a Division me propôs. Com a duração limite de três meses, o objetivo do agente Collins era me deixar uma especialista em qualquer tipo de arma existente que no final, saberia se defender e matar até mesmo sem utilizar uma.
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  — Achei que fosse morrer pela segunda vez — sussurrei ao deitar meu corpo sobre a base de metal que tinha como cama.
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  — Para alguém que no ensino médio ganhou medalhas em campeonatos de líderes de torcida — a voz de Collins soou da porta, seguido de um suspiro —, estou desapontado com seu condicionamento físico.
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  — Desapontado? — Eu ergui meu corpo no rompante e logo senti meus músculos latejarem de dor.
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  Para o primeiro dia de treinamento, fui submetida a uma sequência de exercícios de resistência e corridas aleatórias com direito a cronômetro. E já temia que a manhã seguinte, a meta dobraria de nível me derrubando de vez.
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  — Achou mesmo que uma pesquisa prévia era suficiente para saber meu condicionamento físico? — Eu bufei, com raiva daquele olhar de superioridade que possuía. — Eu saí da equipe por problemas de saúde, mas parece que alguém aqui não fez o dever de casa direito.
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  Não me importava se era ou não meu superior, ou mais forte que eu. Não abaixaria a minha cabeça, essa parte de mim jamais morrerá.
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  — Se está falando do acidente que teve no acampamento de verão no segundo ano do ensino médio... Eu sei sobre isso — contou ele, num tom sarcástico. — Sei tudo sobre a líder de torcida que tinha neurônios para tirar boas notas... Mas não me importa o que aconteceu antes, seu coração agora bate pela Division e seu corpo é nossa propriedade. Então, quando eu disser para correr, você corre, e só para quando eu mandar.
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  Ele nem mesmo deu tempo para um contra-argumento de minha parte. Se retirou fechando a porta, digitando a senha para que o sistema eletrônico a trancasse.
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  — Eu te odeio — sussurrei sentindo meus olhos lacrimejarem.
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  Eu não saberia por quanto tempo conseguiria aguentar toda a pressão de ter sido "salva" para um propósito maior, direcionado pela Division. Entretanto, havia uma qualidade em mim que me fazia não desistir. A mesma qualidade que me fez ser líder de torcida e a melhor aluna do ensino médio: eu sou teimosa. E se tivesse que ser a melhor naquele lugar, que seja. Eu seria na força do ódio, para ter a oportunidade de socar a cara dele um dia.
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  — O que não causa a minha morte, me deixa mais forte! — Respirei fundo, após declarar a frase que seria meu ponto de equilíbrio.
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  Me deitei novamente e fechei os olhos. Mesmo com o corpo latejando, mesmo sentindo que minha mão não conseguiria segurar nem um lápis. Mesmo com todas as probabilidades negativas e a voz de Collins soando no fundo do meu subconsciente, ainda assim, eu tentei me manter concentrada, relaxar meu corpo e esvaziar a mente para, enfim, poder descansar um pouco.
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  O dia seguinte chegou com a mesma rapidez que meus olhos se fecharam para dormir. A luz forte em meu rosto foi a deixa para me despertar do sono profundo e dizer à minha mente que meu segundo dia se iniciava, com a melhor recepção que meu agente favorito poderia me dar. Assim que a porta daquilo que parecia mais uma segunda cela se abriu, recebi Collins de pé, com o olhar de poucos amigos.
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  — Me siga. — Em seu habitual tom frio e ríspido, ele caminhou na frente, me conduzindo para fora das instalações.
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  Por mais que meu treinamento fosse ao ar livre naquele dia, nem mesmo o cheiro das flores do campo e a brisa que passava entre as árvores, me fez relaxar um pouco. Afinal, quem prestaria atenção na natureza diante de uma realidade tão cruel quanto a que eu vivia atualmente.
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  — Eu não posso nem mesmo parar para respirar? — perguntei ao parar repentinamente, sentindo minhas pernas bambearem. — Eu não aguento mais correr.
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  — Se por acaso uma de suas missões der errado e você estiver sendo perseguida por seus inimigos, apenas avise a eles que não consegue mais correr — retrucou Collins, parado com as mãos nos bolsos e um olhar sereno. — Talvez, consiga um pouco de clemência.
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  — Eu já entendi... — Respirei fundo, puxando o ar que conseguia para meus pulmões, se eu sobrevivesse até o final daquele dia, poderia ser considerado um milagre e nada mais me mataria.
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  Retomei meu fôlego e ergui meu corpo, não me contive em demonstrar com sutileza meu olhar de ódio para ele, que recebeu de forma serena mantendo um sorriso de canto debochado. Alonguei novamente o que sobrou do meu corpo e voltei ao percurso de corrida que ele havia traçado para aquele dia, por mais algumas horas que mais pareciam uma eternidade. Chegando à última volta, Collins gritou algo que não prestei muita atenção, o que me fez perder o foco e não perceber o leve desvio no caminho mais à frente, em um movimento em falso, que tentei desviar de um galho de árvore que apareceu no caminho, acabei me acidentando. Um tropeço que causou a torção do meu tornozelo, arrancando um grito de dor de mim.
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  Logo quando jurei a mim mesma que sequer uma lágrima cairia naquele dia. Collins surgiu entre as árvores com uma arma em sua mão direita e olhares atentos ao redor. Seria mesmo necessário tudo isso? Estávamos apenas nós dois e as muitas câmeras espalhadas pelo perímetro. A Division era tão bem escondida, que nem mesmo se João e Maria morassem em Seattle e se perdessem em Teanaway Community Forest, conseguiriam encontrá-la.
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  — O que aconteceu? — Seu olhar preocupado me surpreendeu, tanto que até poderia dizer que estava mesmo com este sentimento.
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  — Acho que torci meu tornozelo — disse ao tentar me levantar inutilmente, desabando novamente.
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  — Eu mandei não sair da trilha. — A preocupação deu espaço para seu habitual tom rude e áspero. — Tenha mais atenção da próxima vez.
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  Ao guardar a arma atrás na parte de trás da calça, ele se aproximou mais para examinar o estrago, já estava bem visível o inchaço assim como uma leve mancha roxa no local. Além da dor, aquela dor que me fazia lembrar de todos os tombos nos ensaios das coreografias nos bons tempos de líder de torcida. A cada toque de suas mãos frias, um aperto a mais no coração e um frio gélido pelo corpo.
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  — Vai sobreviver — disse ele, ao se erguer e olhar em volta. — Melhor voltarmos, vai precisar enfaixar isso.
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  — Não vai me ajudar a me levantar? — indaguei ao perceber seu movimento para se afastar.
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  — Não. — Ele manteve a atenção à frente. — Levanta e anda, se não conseguir andar, se arraste… E não demore.
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  Eu engoli seco, desejando apenas cravar uma faca no coração dele, de tanta raiva. Mas respirei fundo e tentei novamente erguer meu corpo, meus olhos lacrimejaram no primeiro passo que a dor ficou mais evidente. As memórias do meu acidente no acampamento me fizeram perder a noção de tempo e espaço, principalmente pelo fato de ter passado a noite perdida entre as rochas, no frio e sozinha. E a cada queda pelo percurso, era um incentivo a mais para que as lágrimas continuassem rolando por meu rosto, em um choro em silêncio.
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  — Hm. — Eu prendi o grito ao me apoiar em uma árvore, faltava menos de dois metros até a porta de entrada da base.
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  Lá estava meu agente, encostado na parede apontando para o relógio, indicando que eu estava atrasada. Se um dia me dissessem que viveria essa situação, certamente não acreditaria, mas ali estava eu. Fechei meus olhos, senti uma leve tontura que fez meu corpo estremecer, respirei fundo, engoli o choro e me desafiei a continuar, como em meu último campeonato, quando machuquei a perna nos ensaios e mesmo assim decidi participar da apresentação final.
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  — Me surpreendeu — disse ele, assim que finalmente me coloquei em sua frente.
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  — Não sou como os outros que treinou, se achou que eu fosse desistir… — iniciei meu discurso de indignação.
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  — Por que acha que eu quero que desista? — Ele me interrompeu com o tom mais sério. — Apenas por tê-la deixado voltar sozinha?
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  Eu me mantive em silêncio, surpresa por sua pergunta.
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  — Você sobreviveu sozinha a uma noite fria, machucada e sem recursos… Achou o caminho de volta, e ainda ajudou a encontrar outra pessoa perdida — continuou ele, com a voz mais branda e suave. — Acredite, minhas expectativas sobre você estão altas.
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  Antes que eu pudesse ter alguma reação com sua declaração tão aberta e sincera, ele deu as costas e entrou pela porta, apenas apontando para a direção da enfermaria, como uma ordem silenciosa, que acatei de imediato. Ao chegar, fui recepcionada por Leonard, enfermeiro auxiliar da dra. Charlot.
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  — Uau, isso parece bem feio — disse ele ao me ajudar a me sentar na maca, e olhar superficialmente para meu pé inchado.
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  — Já tive dias piores, eu acho — sussurrei, rindo de desespero, segurando novamente as lágrimas. — Mas está doendo.
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  — Bem, acho melhor você tomar um analgésico para dor e vamos tirar uma radiografia do tornozelo para adiantar o processo, certamente é o que a dra. Charlot diria nesses casos — sugeriu ele, indo até os armários e pegando a minha ficha médica.
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  — Onde ela está? — indaguei curiosa.
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  — Precisou atender um chamado médico fora das instalações, deve retornar em breve — respondeu ele, lendo meu prontuário. — Menina, você já passou mesmo por poucas e boas — brincou ele, com uma cara incrédula enquanto lia.
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  Leonard me amparou até a sala de exames, onde ficamos alguns minutos para que pudesse ter imagens precisas de como meu tornozelo estava. No meio da espera, começamos a conversar sobre nossa realidade naquele lugar.
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  — Estou impressionada por saber que a Division te livrou de ser processado por erro profissional — disse surpresa ao ouvir sua história.
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  Leonard Yates havia se formado recentemente quando conseguiu transferência de um hospital de Chicago para trabalhar no Hospital Universitário de Seattle. Um funcionário exemplar de currículo impecável que, por um erro de médico de plantão, acabou administrando uma dose errada de uma medicação, o que quase lhe custou sua profissão. Pois no fim das contas, era a palavra do médico conceituado e importante do hospital contra a de um simples enfermeiro recém-chegado. E foi nesta ocasião que uma agente infiltrada na equipe do hospital repassou seu caso à senhora Huston que de imediato o “convidou” a participar da Division.
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  — Este lugar não é tão ruim quanto a gente pensa — disse num tom de brincadeira, enquanto retornamos para a sala médica.
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  — E não sente falta da família? — indaguei curiosa. — Porque já percebi que todos aqui são fantasmas para o mundo externo.
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  — Não foi fácil ver minha mãe chorando no meu enterro, mas se esta é a única forma de proteger minha família... — Ele soltou um suspiro saudoso, certamente por se lembrar dos familiares. — Sei que estou aqui por uma causa maior, ao ajudar a dra. Charlot a manter os agentes bem fisicamente, estou contribuindo para o sucesso das missões.
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  — Você conhece os agentes alpha? — perguntei, me apoiando nele para me sentar novamente na maca. — Ainda não vi nenhum.
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  — A lista não é tão grande assim e eles não costumam ficar na base, afinal, são os agentes mais requisitados que temos — respondeu Leonard, seguindo para a mesa, para acessar o computador. — Que eu conheço, que estão ativos, temos quatro contando com você.
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  — Comigo? Mas eu nem terminei meu treinamento — questionei confusa.
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  — Isso não muda o fato de ser uma agente alpha — retrucou ele, de forma lógica.
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  — E o agente Collins é… — indaguei.
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  — Não — respondeu ele, com uma risada rápida. — Ele já foi, mas até ano passado estava aposentado, ao que parece, voltou recentemente para treiná-la.
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  — Ah. — Me remexi na maca, colocando minha perna machucada para cima, esticando-a finalmente. — Nossa.
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  — Ele não foi um agente alpha nos seus tempos de glória, liderava a equipe ômega dos infiltrados, porém, não deixou de ser o melhor — explicou Leonard, como se fosse um perito na história da agência. — Após uma missão superimportante, ele pediu para aposentar.
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  — Você sabe o motivo? — Mantive meu olhar curioso nele.
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  — Não, ninguém sabe, ou melhor, somente a senhora Huston sabe — respondeu ele, ao voltar seu olhar para mim.
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  — E como eu estou? — Apontei para os papéis em sua mão.
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  — Olha, estou em choque com seu histórico médico e sua atual situação física… E ainda está inteira? — Ele me olhou curioso. — Treinando com o agente Collins?
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  — Ele é tão ruim assim? — perguntei, com uma leve sensação de insegurança e medo do que poderia vir na manhã seguinte. — Você disse que é o melhor que a Division teve.
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  — Como agente, sim, como mentor, não… Dizem que a maioria, senão todos os agentes, que foram treinados por ele acabaram comprometidos — comentou abaixando mais seu tom de voz, quase em sussurro.
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  — Como assim, comprometidos? — Forcei a explicação.
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  — Optaram pelo desligamento. — A voz de Collins surgiu no ambiente, nos fazendo voltar a atenção para a porta. — E quando eu digo desligamento…
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  Ele se calou, deixando que minha imaginação terminasse a sua frase. Engoli seco e respirei fundo, não o deixaria me abalar mais do que já tinha. E ao lembrar de suas expectativas a meu respeito, fazia tudo ter ainda mais peso sobre mim.
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  — Por que ainda não enfaixou esse tornozelo? — perguntou Collins, mantendo o olhar em mim.
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  — Não sabia que agora era o médico responsável daqui — brinquei de forma debochada, arrancando o olhar atravessado dele.
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  — Estamos aguardando o retorno da dra. Charlot para uma melhor avaliação — explicou Leonard, forçando a voz para não gaguejar.
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  Era notório que tinha um leve medo do agente perfeito. Collins se manteve em silêncio e permaneceu ali nos observando conversar sobre alguns casos médicos que Leonard vivenciou com a doutora nos quatro anos de trabalho para a Division. Mais uma noite de desconforto dormindo sobre a base de metal, com as dores musculares se dividindo entre meu tornozelo ainda inchado e o restante do corpo. No meio da madrugada, acordei no susto após um pesadelo, em instantes, um sentimento de saudade tomou conta de mim, fazendo as lágrimas retornarem ao me lembrar de como Kate cuidou de mim após minha saída do hospital.
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  — O que estamos fazendo aqui? — perguntei, ainda sonolenta, ao chegarmos em um galpão que ficava atrás da estrutura principal das instalações.
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  Meu corpo sonolento e minha mente cansada, eu só desejava uma cama macia e quente para deixar de existir por no mínimo doze horas de sono seguidas.
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  — Como não está cem por cento bem fisicamente — respondeu ele, curiosamente num tom mais sutil —, vou trabalhar suas habilidades com armas e refinar, pois elas serão seu instrumento de trabalho.
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  — São muitas — comentei, ao olhar para a longa mesa de vidro e estrutura de metalon que estava em nossa frente.
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  Repleta dos tais “instrumentos de trabalho”, desde o mais pré-histórico ao mais moderno, em suas variadas tecnologias, a mesa era de causar arrepio, seja no bom ou mau sentido.
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  — Vou mesmo aprender arco e flecha? — perguntei ao tocar no objeto em cima da mesa, voltando meu olhar no círculo de alvo mais à frente. — Não seria muito antiquado?
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  — Eu te disse no primeiro dia que aprenderia a usar qualquer instrumento a seu favor — relembrou ele, tranquilamente. — Arco e flecha, uma faca, uma caneca… Aqui irei apenas lhe apresentar as possibilidades e lhe fazer manuseá-las com facilidade. Então, sim, você vai aprender a usar arco e flecha.
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  Assenti com a cabeça, voltando meu olhar para a mesa.
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  — Cada peça que temos nessa mesa tem a sua peculiaridade — iniciou ele sua aula, com o olhar de especialista pronto para mostrar seus brinquedos ao pegar a primeira arma de fogo. — Esta é a Jade, ela é um revólver Taurus RT 85 de calibre 38, é bem leve e ajuda nas horas mais precisas, existem modelos menores que você pode esconder no tornozelo, porém, em casos onde não puder usar uma dessas, por precisar de algo mais silencioso, você consegue fazer o mesmo estrago utilizando aquele estilete.
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  — Como eu conseguiria com o estilete? — indaguei ele, curiosa e atenta a sua aula, afinal, aquela seria minha realidade pelo resto da minha segunda vida.
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  — Amanhã teremos nossa aula de anatomia e você verá como é fácil encontrar o ponto vital do seu inimigo. — Ele pegou o estilete e, em um movimento rápido, me puxou pelo braço com a outra mão, prensou meu corpo contra o dele, me deixando de costas e encostando com precisão o estilete em minha jugular. — Este é o ponto mais usado pelos alpha, o mais óbvio…
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  Inicialmente, foi estranho e me deixou estática. Imaginar que no futuro bem próximo eu iria replicar a mesma técnica com alguém, simplesmente por uma ordem da Division... Porém, o ponto principal de todo aquele exemplo foi, pela primeira vez, sentir a respiração do agente Collins mais de perto, assim como o calor de seu corpo.
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  — Porém, este não é o único. — Ele se afastou de mim e voltou a atenção à mesa, ficando em silêncio por alguns instantes, certamente pensando em seu próximo objeto.
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  Quanto a mim, apenas tentei manter minha sanidade mental intacta, enquanto meu coração se forçava a desacelerar seus batimentos para voltar ao normal.
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  — Esta é a Rubi — continuou ele, ao pegar a próxima arma de forma cuidadosa, como se segurasse um filho —, uma pistola Glock G25 semiautomática, ela tem capacidade de 16 balas em cada cartucho, é claro que o carregamento é manual… E tem a sua irmã mais nova, Saphira, uma Glock G22, são as melhores que eu tenho, porém não deixarei a Pérola com ciúmes, ela é uma 9mm que se torna necessária em momentos oportunos. Além de vossa majestade Pink Panther, um verdadeiro diamante no meio de todas, minha única carabina e a mais antiga de todas, eu a ganhei...
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  Soou de forma saudosa e contemplativa, que pude notar o brilho nos seus olhos. Certamente a pessoa que lhe deu aquela arma era muito importante para ele.
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  — Ela é uma Taurus Puma calibre 38 de 12 tiros — continuou ele, logo voltando ao normal, então pegou outra arma com certo orgulho no olhar. — Esta é a Esmeralda, uma espingarda CBC Military 3.0 calibre 12 de 5 tiros que conquistei recentemente.
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  — E todas as suas armas possuem o nome de uma pedra preciosa? — indaguei tentando entender sua lógica.
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  — Sim, é mais fácil se apegar quando dá nomes — explicou ele, fazendo parecer a coisa mais racional do mundo.
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  Ele continuou mostrando mais algumas, era nítido seu conhecimento profundo sobre cada uma, principalmente as mais diversas facas, adagas e espadas que fez questão de deixar para o final. 
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  As semanas se passaram e a cada dia me acostumava mais com o peso das armas, suas funcionalidades, semelhanças e diferenças. Certamente eu não me tornaria especialista, uma ninja, em apenas três meses de treinamento, mas uma coisa foi benéfica com meu tornozelo engessado: eu não tinha que correr. Entretanto, Collins aproveitou a deixa para me cobrar ainda mais dedicação no manuseio dos “instrumentos de trabalho”, e, ao final da primavera, aparentemente, eu já estava apta para um teste surpresa, o qual me deixou internamente apavorada.
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  — O que estamos fazendo aqui?! — perguntei, ao chegarmos ao topo da colina, após uma longa caminhada pela floresta.
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  — Viemos testar seu primeiro alvo — anunciou ele, mantendo-se contemplativo ao horizonte. — Escolha o melhor instrumento, ele está prestes a chegar.
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  — Meu alvo… — Respirei fundo, precisava assimilar aquelas palavras com rapidez e absorver a informação.
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  — Estamos a uma distância considerável — observou ele, como um professor ditando uma prova oral, mesmo com o olhar para o horizonte, sua atenção se mantinha em mim, era nítido. — Qual instrumento vai escolher?
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  — Meu escolhido é o Seto Kaiba, mas conhecido como um Delta 5 Pro, um rifle de longa precisão fabricado pela Daniel Defense — disse em voz alta, enquanto abria a maleta que guardava a arma.
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  — Você deu o nome de um personagem de Yu-Gi-Oh!? — indagou ele, finalmente voltando o olhar para mim.
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  — Você conhece? — O olhei mais admirada ainda.
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  — Fiz meu trabalho de casa. — Ele sorriu de canto, demonstrando satisfação.
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  Algo que me deixou intrigada. Como alguém conseguia saber tanto sobre mim a ponto de entender minhas referências?
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  — Estou curioso para saber quais serão os outros nomes — disse ele, voltando a ficar mais sério após notar uma movimentação ao norte. — Seu alvo chegou, prepare o instrumento.
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  — Ok. — Assenti, sentindo meu coração acelerar um pouco pelo medo e ansiedade.
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  Perdi minha primeira vida por causa de outras das quais não tirei. Agora, minha segunda vida tinha o propósito de tirar vidas específicas das quais não saberia o motivo.
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  Eu poderia ser comparada a um monstro agora?
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You can call me monster.
- Monster / EXO

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Lelen
  — Meu escolhido é o Seto Kaiba, mas conhecido como um Delta 5 Pro, um rifle de longa precisão fabricado…" Leia mais »

AMEI A REFERÊNCIA OPASNDPAOSNDPASD

Pâms

❤❤❤

Lelen

Eu ainda continuo olhando torto pro Collins, tô julgando mesmo HAHAHAHHA
E QUERO SABER QUEM É O PRIMEIRO ALVO! Mas ela não vai saber o motivo das mortes? EU QUERO SABER OS MOTIVOS HAHAHAH HELP
Agora o jogo vai começar de verdade <3

Pâms

Boa curiosidade kkkkkk

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