Depois da Meia-Noite


Escrita porAlly M.
Editada por Natashia Kitamura


Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

  Uma vez que a narrativa do livro começou, o tempo começou a passar mais rápido. Em certos momentos, eu me sentava em uma sala de aula no início da tarde e, cerca de um minuto depois, via o pôr do sol pela janela.
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  Me senti um personagem de The Sims.
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  Um dia acordei e cheguei à sala de aula de Escrita Criativa e antes de entrar, esbarrei em Zico.
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  Em Tenaz, Ayla o conhecia primeiro e, por volta de duas semanas depois, Dean aparecia. Eu mal podia esperar para que as partes boas chegassem.
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  Zico se desculpou rapidamente e felizmente eu não estava segurando nenhuma papelada naquele momento. Ele falava ao telefone, então apenas acenei com a cabeça, ouvindo parte da conversa dele que eu sabia que era com Dean. Examinei a sala de aula cheia e me dirigi para uma mesa vazia, sabendo que em poucos instantes, Zico sentaria ao meu lado.
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  Dito e feito.
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  Dei uma risadinha mental quando o ouvi falar comigo outra vez. Conversamos um pouco e notei que eu estava dizendo exatamente as falas de Ayla do diálogo dos dois. Me perguntei se isso era alguma lembrança minha após ler o livro quatro vezes, ou se eu apenas estava vomitando palavras no automático.
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  Depois de alguns minutos, o professor chegou e começou a dar aula. Ele era meio egocêntrico como um bom leonino, e um tanto engraçado, o que me fazia simpatizar com ele, então a aula não foi um tédio. Enquanto isso, Zico ficou ao meu lado em silêncio, como se não prestasse atenção, mas sempre que o professor falava algo engraçado, ele olhava para mim como se perguntasse se eu tinha ouvido o mesmo. Eu lembrava dessa cena claramente. Fazia parte do primeiro capítulo do livro. Quando a aula acabou, fomos almoçar juntos e depois, quando nos despedimos, voltei para o apartamento de Ayla.
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  Não havia nada a ser feito durante a tarde, então resolvi tirar uma soneca para passar o tempo.
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  Acordei com o despertador tocando e quando peguei o celular para desligar, já era de manhã. Inicialmente, imaginei que tinha capotado e só acordado no dia seguinte, mas logo notei que a data era diferente. Duas semanas haviam se passado enquanto eu dormia. Se aquilo não era um sonho de The Sims, então eu não sabia o que era.
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  Encontrei uma mensagem não lida de Zico e descobri que Dean viria para a universidade naquele dia. Instantaneamente, meu coração acelerou um pouco e senti um frio na barriga, sabendo que nada tinha a ver com os sentimentos de Ayla, mas com os meus.
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  Eu, %Alexa% %Danforth%, tinha notado Dean antes dela. E já sabia o que aconteceria logo mais. Eu o conheceria naquele dia, formaríamos um trio para fazer o trabalho de escrita e, talvez no dia seguinte, eu acabasse em uma mesa sozinha com Dean, enquanto comíamos em silêncio. Depois ele e Zico me levariam ao estúdio dos dois, e cantariam para mim.
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  Eu mal podia esperar.
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  Cerca de duas horas mais tarde, eu tinha acabado de encontrar Zico quando ele falou que precisava ir ao banheiro. Eu não lembrava de nada das últimas duas semanas, no entanto, eu e Zico agíamos como se fôssemos melhores amigos. Sentei em um banco vazio do campus e esperei, tentando conter um sorriso, enquanto fingia mexer no celular.
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  Um instante depois, senti alguém se aproximar e se sentar ao meu lado. Olhei rapidamente para Dean, vestido de preto dos pés à cabeça e voltei minha atenção para a tela do celular.
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  A aula estava perto de começar, então Ayla deveria enviar uma mensagem de áudio para Zico naquele momento, perguntando algo sobre ele ter ficado preso na privada. Esperei pacientemente, mas nada aconteceu.
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  Minha skin de Ayla não agiu por instinto como em outras ocasiões. Franzi o cenho e um segundo depois, Zico voltou.
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  — Quando você chegou? — ele perguntou, olhando para Dean.
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  Após um breve diálogo, dessa vez automático, nós fomos para a sala de aula.
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  De repente, minha mente pensava uma coisa, mas meu corpo fazia outra. Palavras saíam da minha boca sem que eu pensasse, e algumas expressões também. Imediatamente, me lembrei de um drama que assisti em 2019 sobre uma protagonista que descobria que nem existia e que, na verdade, era apenas personagem de um livro. Havia algumas ocasiões de palco, em que ela não tinha absolutamente nenhum controle sobre suas ações e emoções, e momentos de bastidores, quando podia agir por conta própria.
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  Então pensei que algo semelhante estava acontecendo comigo. No entanto, era aleatório. Às vezes, tudo acontecia no automático. Outras, nada acontecia a não ser que eu tomasse uma atitude, como o caso do áudio não enviado para Zico.
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  Depois de um tempo refletindo enquanto a aula corria, cheguei à conclusão de que as principais cenas provavelmente seguiriam o roteiro do livro, enquanto outras, que não eram importantes, poderiam ser controladas por mim.
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  Me despedi de Zico e Dean naquele dia depois de dizer que eu iria querer ajuda com o enredo do trabalho, mas que podia escrever sozinha. Eu lembrava que no dia seguinte, Ayla aparecia com um mini roteiro sobre a história de Kate e Hero — sim, Kate colocou isso como uma brincadeira, já que Ayla também era escritora.
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  No entanto, nada aconteceu quando esperei minha skin de Ayla se mover automaticamente para escrever. Tampouco apareceram anotações mágicas no meu bloco de notas quando acordei no dia seguinte. Com uma careta, percebi que eu teria que bolar algo rápido, mas para que escrever se eu conhecia aquela história toda?
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  Depois de cinco (ou eram seis?) anos trabalhando com Kate, eu sabia muito bem como ela e Hero acabaram juntos. Ayla só tinha que explanar um pedacinho daquilo.
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  Quando isso aconteceu, senti vontade de bater palmas para mim mesma por ser uma fanfiqueira nata. Eu não somente anotei o plot da história que supostamente deveríamos escrever, como alguns detalhes a mais. Mais tarde, Zico e Dean ouviram atentamente e, no mesmo dia, me levaram para o estúdio deles.
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  Quase dei pulinhos de alegria, mas me contive. Eu sabia que era fictício e que Dean não era %Aidan% %Callahan% de verdade, mas era como se eu estivesse prestes a ver %Aidan% cantando na minha frente pela primeira vez. E quando isso aconteceu, eu nem tinha certeza se minhas reações eram mesmo minhas ou de Ayla, mas nós duas certamente estávamos surtando.
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  Depois que Zico e Dean terminaram de cantar a primeira música, na qual Zico fazia um rap, palavras de elogio jorraram da minha boca automaticamente e pedi para Dean cantar outra vez.
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  Eu estava me derretendo por ele e nem ao menos fazendo questão de disfarçar. Qual era o ponto, afinal? Ele era o protagonista!
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  Antes que ele pudesse cantar, um entregador de pizza chegou e me ofereci para ir buscar, sabendo que aquele era o momento em que Zico aproveitaria a oportunidade para encher o saco de Dean sobre como ele parecia caidinho por Ayla.
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  Ai, como é doce a vida da fanfiqueira.
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  Peguei a pizza rapidamente e, quando voltei, parei do lado de fora do estúdio, ouvindo a conversa até o momento que sabia que Ayla entrava. Houve um momento daqueles que o tempo passava rapidamente enquanto comíamos e, quando me dei conta, Dean já estava com o microfone na mão outra vez.
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  Eu sabia exatamente qual vídeo Kate usou para descrever aquela cena. Afinal, eu o mostrei para ela.
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  E ver "%Aidan%" fazer aquela mini performance enviou borboletas direto ao meu estômago. Assisti hipnotizada. Aquilo era uma obra de arte. Ele era uma obra de arte ambulante.
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  Bonito, com uma voz incrivelmente sensual e dono de olhos afiados que pareciam enxergar a minha alma.
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  Foi então que ouvi um bip. Depois outro. E outro. Me perguntei se era algum efeito da música, mas então o cenário ao meu redor começou a piscar, como uma falha de imagem. Pisquei algumas vezes e esfreguei os olhos, mas um flash no mesmo quarto branco de hospital surgiu.
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  Nessa vez pareceu mais nítido. Ouvi %Camille% chamar meu nome de longe, mas não me movi. Então meus olhos pesaram outra vez e quando os abri de novo, o despertador irritante de Ayla tocava mais uma vez.
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  Eu não estava mais no estúdio com os meninos, mas no quarto dela, e não tinha ideia de quantos dias tinham passado. Não me lembrava nem a data do dia em que eles me levaram ao estúdio.
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  Uma sensação ruim tomou conta de mim, fazendo meu peito se apertar de angústia, mas não entendi porquê. Se eu ainda não havia acordado para a realidade, então devia haver um motivo.
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  De qualquer forma, pelo menos eu tinha certeza de que estava viva.
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***

  Poucas horas depois, descobri que algumas cenas do livro se passaram sem que eu as presenciasse no corpo de Ayla.
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  Zico e Dean tinham conhecido a mãe dela, a detetive Cora %Danforth%, e no momento, eu estava na biblioteca com Karina e Tiana, esperando os meninos chegarem para que eu/Ayla pudesse apresentá-los a elas.
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  Eu estava sentada de frente para a porta, assistindo enquanto eles se aproximavam. Ambos vestiam roupas casuais, como sempre. Zico estava com um boné branco virado para trás e Dean, diferente do habitual preto, usava uma camisa azul clara.
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  Um diálogo pronto saiu da minha boca, e um sorriso divertido surgiu em meu rosto.
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  — Eu tenho certeza de que Dean tem pelo menos umas quatro personalidades dentro dele. Ele nem tá usando preto hoje; só pode ser a personalidade número dois, que eu gosto de chamar de síndrome do bom moço — comentei, fazendo as meninas rirem. — Com exceção da tatuagem no pescoço, que é o que o entrega.
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  Não ironicamente, aquilo era algo que eu sempre comentava com Kate enquanto ajudava a desenvolver Dean.
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  O próprio %Aidan% %Callahan% sempre me passou essa impressão.
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  No início de sua carreira, ele era bem ativo, como um cara normal em seus vinte e poucos anos. Gostava de interagir bastante com os fãs e, de vez em quando, abria lives para responder perguntas ou simplesmente ficar cantarolando à toa. Ele não mostrava o rosto na maioria das vezes, mas tinha algo meio intimista naquilo, que aproximava os fãs.
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  Era como se estivéssemos em uma sala, conversando com ele.
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  Até que então tudo isso parou e %Aidan% se fechou para o mundo. De repente, todas as interações com os fãs pareciam um surto coletivo. Houve uma época que eu até transformei a DM dele em um diário.
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  Passei um ano inteiro escrevendo para o meu %A%-Diary (sim, uma mistura de %Aidan% e diário). Isso aconteceu em 2018 e 2019. Eu não fazia ideia se ele lia ou se sequer via aquilo, mas uma parte de mim gostava de imaginar que sim.
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  Havia começado como uma brincadeira, mas então se tornou terapêutico e, quando percebi, estava desabafando com ele sobre minha vida. Obviamente, nunca obtive resposta. E às vezes, quando eu estava fazendo algo aleatório, como escovar os dentes, eu me lembrava de todas as coisas que tinha falado para ele e ria como uma maluca, uma súbita onda de vergonha me atingindo ao pensar na possibilidade dele ter mesmo lido.
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  Ao mesmo tempo, eu esperava que aquilo o divertisse.
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  Durante essa época, ele aparecia esporadicamente no Instagram só para dizer que estava bem e trabalhando em músicas novas. Mas era a mesma ladainha de sempre. Ele dizia que em breve lançaria um álbum novo, e nada desse bendito sair. Até que 2022 chegou e %Aidan% finalmente reapareceu de vez. Até onde eu me lembrava — considerando que eu não tinha ideia de como tinha ido parar no hospital ou há quanto tempo — estávamos em abril e ele estava concluindo uma turnê na Ásia.
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  De todo modo, voltando para Tenaz, apresentei Zico e Dean para Karina e Tiana e poucos minutos depois, me vi sozinha com eles, comentando algo sobre marcar um encontro com Dean para ele me ajudar a terminar o trabalho de escrita. Deixei os dois na biblioteca e saí andando pelo campus.
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  De repente, uma tontura me atingiu e eu cambaleei, sentindo um enjoo terrível. Comecei a suar frio e notei o cenário piscando outra vez entre o céu aberto no campus e o teto branco no quarto de hospital. Até que a percepção de que minha pressão estava caindo me levou ao chão, e eu não enxerguei mais nada.
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  Fechei os olhos por um instante e...
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  Quando os abri novamente, eu estava na sala do apartamento de Ayla, sentada no chão sobre uma almofada em frente ao sofá e olhando para uma página em branco do Word, aberta no notebook em cima da mesinha de centro.
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  Franzi o cenho, tentando me lembrar que parte do livro era aquela, até que a campainha tocou e um segundo antes de abrir a porta, eu soube que Dean me aguardava ali.
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  Ele me encarou de cima a baixo discretamente, e só então me dei conta que usava uma camisa enorme, que parecia mais um vestido. Eu estava com um short por baixo e automaticamente a puxei para cima, no intuito de ficar mais apresentável, mas Dean segurou meus braços.
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  Eu lembrava daquela cena. Ele estava se perguntando de quem seria aquela camisa. Talvez de um irmão.
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  Só que Ayla era filha única. Aquela camisa e várias outras que ela tinha pertenciam a Seojun, o ex-namorado dela e protagonista do segundo livro da série.
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  Lembrar de Seojun me fez sorrir por dentro. Afinal, ele também era meu queridinho. Assim como Yeong, o prota do livro quatro e Sean, irmão dele e prota do livro cinco, que ainda estava em desenvolvimento. Havia Victor também, que fazia par com Louise, no livro três, mas por algum motivo eu não conseguia me apegar a ele.
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  Minha skin de Ayla trocou um diálogo automático com Dean e, um instante depois, nos sentamos lado a lado em frente ao computador. Esperei minha skin de Ayla discutir sobre a cena que ela dizia estar travada, e ela e Dean tiveram um papo de gente criativa sobre o livro.
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  Eu estava grata por não precisar pensar em nada e só assistir em primeira pessoa — praticamente uma realidade virtual — enquanto os diálogos se desenvolviam automaticamente. Até que chegou a hora em que Ayla tinha que escrever a cena.
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  Esperei um minuto, depois dois, com o som de uma música de Bon Jovi tocando nos meus fones de ouvido, supostamente para inspirar Ayla a escrever, enquanto Dean esperava, trabalhando em uma música.
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  O problema é que Ayla não moveu um dedo para escrever naquele momento.
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  Xinguei mentalmente, percebendo que teria controle total sobre a cena, sendo que eu nem sabia escrever, e tentei lembrar do que aconteceria depois daquilo.
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  Ayla deveria escrever e mostrar a Dean; ele leria a cena enquanto ouvia a mesma música que ela para entrar na vibe dos personagens, então diria que estava perfeitamente descrita e que era ótima. Se os últimos diálogos tinham sido automáticos até ali e eu sabia que aquela era uma cena importante, já que antecedia o primeiro beijo deles, então imaginei que qualquer coisa que eu colocasse no papel serviria para dar impulso às próximas ações.
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  Escrevi uma cena aleatória de Kate e Hero se encarando e um beijo entre os dois. Deve ter levado uns cinco minutos. Então, cutuquei Dean para que ele lesse.
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  Aguardei ansiosamente pelo elogio, no entanto, ao invés de ouvir que o texto estava muito bom, tudo o que ganhei foi:
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  — Hmm, gostei da ideia, mas acho que pode melhorar. Que tal se você descrever mais os sentimentos da Ayla?
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  Minha cara travou em um sorriso amarelo. Se eu estivesse lendo aquela cena, provavelmente teria rido alto. Mas, ao invés disso, assenti e voltei a trabalhar enquanto ele também se ocupava novamente. Aquilo estava errado. Eu deveria estar vivendo uma fanfic, não trabalhando de verdade, escrevendo um livro que nem era meu. Àquela altura, eu e Dean devíamos estar trocando nosso primeiro beijo, repleto de tensão sexual.
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  Que palhaçada era aquela?
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  Respirei fundo, sabendo que ficar parada não ia me fazer ganhar um beijo, então me concentrei de verdade no texto. Eu era boa em corrigir, e ele disse que gostou da ideia da cena, então era só fingir que Kate tinha escrito.
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  Estalei os dedos e comecei a digitar, notando minhas próprias inconsistências. Dez minutos mais tarde, cutuquei Dean outra vez e saí para beber água, enquanto ele lia.
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  Então, finalmente ouvi o que queria.
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  — Tá muito bom, Ayla — ele disse. — De verdade. Você descreveu muito bem.
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  Talvez eu estivesse no timing errado e o diálogo só deveria acontecer naquele momento. Pensando bem, acho que Ayla realmente havia se levantado para beber água enquanto ele ficava lá, todo concentrado, lendo.
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  Outro diálogo automático veio, mas de repente fiquei em silêncio, como se tivesse esquecido o que falar.
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  Dean e eu nos encaramos e ele colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha enquanto eu sentia o coração acelerar.
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  É agora, é agora!
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  Eu beijaria %Aidan% %Callahan% na skin de Dean e então poderia morrer feliz.
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  Levei a mão ao rosto dele e acariciei sua bochecha com o polegar, notando todas as sardinhas de sua pele, tão claras que só dava para ver com clareza de perto. Não soube dizer quanto tempo aquela troca de olhares durou, mas havia centenas de borboletas no meu estômago. Ou talvez milhares. Eu estava surtando internamente enquanto minha skin de Ayla cumpria o roteiro.
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  Nos aproximamos um pouco mais e nossas respirações se misturaram. Então fechei os olhos e... Acordei.
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  Me sentei de uma vez, sentindo a cabeça doer com o movimento e um instante depois, me deparei com o quarto branco dos flashes, definitivamente muito mais vívido e real dessa vez.
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  — Amor? — Ouvi uma voz conhecida dizer e encontrei Dean ali, em pé, me encarando alarmado.
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  Será que tinha pulado para a cena em que Ayla ia parar no hospital depois de ser atacada na rua? Mas por que aquele quarto? Eu não lembrava dela ter ficado internada.
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  — Dean? — Franzi o cenho, tentando lembrar de alguma coisa.
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  Mas então ele me encarou, confuso.
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  — Dean? Quem é Dean?
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  — O quê? — perguntei baixinho.
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  — Amor, sou eu, %Aidan%. — Ele se aproximou, segurando meu rosto entre as mãos com carinho. — Você não lembra de mim?
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  — %Aidan%? — Arregalei meus olhos e comecei a olhar ao redor. — O que é isso? O que tá acontecendo? Por que você tá aqui? É óbvio que eu lembro de você; eu sou sua fã há sete anos! Meu Deus, você é real? — Coloquei minhas duas mãos no rosto dele e belisquei suas bochechas com força.
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  — Ai. %Alexa%, o que você tá fazendo? — Ele se soltou do meu aperto e esfregou as bochechas.
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  Parecia real, muito real. Será que minha mente tinha criado um outro universo alternativo?
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  Me belisquei com força, mas não, não era um sonho. Pisquei várias vezes também, para ver se o cenário mudava, mas continuou a mesma coisa.
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  Nada aconteceu.
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  E %Aidan% %Callahan% ainda me encarava em confusão.
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  — %Aidan%? — eu o chamei e depois tive um mini surto de fã. — Caramba, eu não sei o que você tá fazendo aqui, mas eu só queria dizer que amo o seu trabalho e, nossa, você é bem mais bonito pessoalmente. De qualquer forma... eu sou, muito, muito mesmo, sua fã.
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  Sorri, nervosa e ofegante, com o coração prestes a sair pela boca.
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  %Aidan% franziu o cenho e se aproximou, segurando minhas duas mãos e as beijando carinhosamente.
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  Quase desmaiei.
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  — Eu sei que você é minha fã, amor. Mas você não lembra?
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  — Lembrar... de quê?
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  — %Alexa%... — Ele riu, levemente nervoso, talvez preocupado. — Você é minha namorada.
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  — Na-namorada? — encarei ele com espanto, sem ter ideia do que estava acontecendo.
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  — É, minha namorada — %Aidan% confirmou novamente. — Há três anos.
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  TRÊS ANOS...!
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  Meu Deus, aquilo só podia ser outro sonho bizarro. Abaixei a cabeça por um instante e senti tontura outra vez. Minha cabeça doeu e eu senti o ar escapar de meus pulmões.
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  Eu tinha tantas perguntas.
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  Levantei o olhar para encará-lo novamente, mas então, antes que qualquer palavra saísse, fui tomada pela escuridão mais uma vez.
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Capítulo 2
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