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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Delicate


Escrita porBetiza
Editada por Lelen

Capítulo 8

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

  O sol da manhã entrava suavemente pelas frestas das cortinas, trazendo uma luminosidade agradável que fazia o quarto parecer ainda mais acolhedor. Quando abri os olhos, por um instante, tudo parecia um sonho. O calor do lençol ao meu redor, o silêncio confortável da casa... e o espaço vazio ao meu lado na cama.
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  Virei a cabeça e notei que Yunho não estava ali. Ainda sentindo o efeito residual do sono, passei a mão pelo cabelo e me levantei, vestindo a camiseta larga que ele havia me emprestado na noite anterior.
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  Ao sair do quarto, ouvi um som vindo da cozinha – o tilintar de pratos e o barulho suave de passos no chão. Segui o som e, ao virar o corredor, o encontrei.
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  Yunho estava de costas para mim, vestindo uma camiseta simples e calça de moletom, terminando de arrumar a bagunça da noite anterior. A maneira como ele parecia concentrado na tarefa fez com que eu parasse por um momento, apenas para observá-lo. Havia algo tão natural em vê-lo ali, como se aquela cena tivesse se repetido incontáveis vezes antes.
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  Quando finalmente entrei na cozinha, foi impossível não reparar na mesa já preparada. Uma bandeja com xícaras de café, uma jarra de suco, torradas, frutas e algumas fatias de bolo. Tudo cuidadosamente arrumado, como se ele tivesse pensado em cada detalhe.
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  Ele se virou quando percebeu minha presença, e um sorriso caloroso se formou em seu rosto.
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  — Bom dia — disse ele, com a voz rouca da manhã, mas carregada de suavidade. — Dormiu bem?
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  — Dormi — respondi, sorrindo de volta. — Mas parece que você acordou cedo.
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  — Achei que seria bom terminar de organizar o restante antes que você acordasse. E... — Ele gesticulou para a mesa. — Fiz um café da manhã simples. Espero que goste.
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  Senti um calor familiar subir pelo meu peito, e não consegui evitar um sorriso bobo. Yunho era assim, sempre pensando em tudo. Ele não precisava dizer muito para demonstrar o quanto se importava.
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  — Você é... incrível, sabia? — disse, aproximando-me para olhar mais de perto a mesa. — Isso tudo, logo cedo?
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  Ele deu de ombros, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.
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  — Achei que você merecia.
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  Meu coração deu um salto. Aquela simplicidade, aquele cuidado... era impossível não sentir algo ainda mais forte crescer dentro de mim.
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  — Bom, se você já fez tudo isso, acho que é justo que eu ajude a comer, né? — brinquei, tentando esconder o quanto aquela atitude me afetava.
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  Yunho riu, puxando uma cadeira para que eu me sentasse.
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  — É pra isso que serve o café da manhã, afinal.
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  Enquanto me sentava e ele fazia o mesmo, não pude evitar pensar em como cada detalhe daquela manhã parecia ainda mais delicado, como se estivéssemos nos movendo em um equilíbrio tênue entre o que éramos e o que poderíamos nos tornar.
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  Enquanto estávamos sentados, ainda aproveitando o café da manhã, a conversa fluía de forma tranquila. Eu contava sobre algumas lembranças aleatórias, tentando ignorar o fato de que ainda sentia meu coração bater mais forte do que deveria por causa dele. Yunho apenas ouvia, sorrindo em momentos específicos, seus olhos cheios de atenção.
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  Quando terminei de falar, ele ficou em silêncio por um instante, parecendo pensar em algo. Então, soltou:
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  — Não adianta, não sei explicar. As palavras traem o que a gente sente...
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  Fiquei quieta, observando-o enquanto ele se levantava da mesa e ia até a pia, começando a lavar algumas das louças que ainda estavam por ali. Era evidente que ele tinha mais para dizer, mas parecia hesitar.
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  Levantei-me e caminhei até ele, encostando no balcão ao seu lado.
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  — O que você quis dizer com isso? — perguntei suavemente, tentando sondá-lo sem pressionar.
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  Ele continuou esfregando um prato, sua postura um pouco tensa. Então, falou, quase como se estivesse pensando alto:
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  — Eu nunca deixo mesmo claro o que eu tô sentindo. E fica parecendo que eu não sinto. — Ele parou por um momento, respirando fundo antes de completar: — Mas é incrivelmente triste quando desistem do meu mistério.
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  Aquelas palavras me atingiram de um jeito inesperado. Yunho sempre fora misterioso de uma forma encantadora, mas agora, parecia que havia algo mais profundo por trás disso, uma vulnerabilidade que ele raramente deixava transparecer.
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  — Eu não acho que seja falta de sentir — comecei, escolhendo cuidadosamente as palavras. — Às vezes, não é fácil traduzir em palavras o que se passa aqui dentro. — Toquei meu peito para enfatizar. — Mas não significa que não está lá.
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  Ele finalmente me olhou, os olhos carregados de algo que eu não consegui decifrar por completo.
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  — Você acha mesmo?
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  Assenti, sorrindo levemente.
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  — Tenho certeza. Mas, Yunho... não precisa ser um mistério o tempo todo. Às vezes, mostrar um pouco mais do que você sente pode ser libertador.
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  Ele riu baixinho, balançando a cabeça, mas não parecia desdenhar do que eu disse. Pelo contrário, parecia considerá-lo com cuidado.
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  — Talvez eu deva tentar, então.
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  — Talvez — concordei, cruzando os braços. — Mas só se for comigo. Não sei se aguento te decifrar pra sempre.
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  Ele soltou uma risada mais leve dessa vez, deixando o prato de lado e se virando completamente para mim.
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  — Acho que posso abrir uma exceção.
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  O sorriso que ele me deu era tão genuíno e caloroso que fez algo dentro de mim aquecer de um jeito reconfortante. Yunho não era fácil de entender, mas naquele momento, parecia que um pouco do mistério havia se dissolvido. E, talvez, fosse o suficiente para começar.
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  Yunho terminou de lavar o último prato e pegou um pano para enxugar as mãos. Enquanto fazia isso, percebi que meu coração começava a acelerar, como se já soubesse o que viria a seguir. Ele virou-se para mim, encostando no balcão ao lado, ainda com o pano nas mãos, mas seus olhos estavam fixos nos meus.
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  — Acho que lavar louça é terapêutico — comentou, como se quisesse aliviar o clima.
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  — Só se for para você. Eu acho um saco — retruquei, sorrindo de lado.
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  Ele riu, baixinho, e balançou a cabeça, dobrando o pano antes de colocá-lo de lado. Então, deu um passo na minha direção, o suficiente para reduzir o espaço entre nós a quase nada.
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  — %Lily%... — disse meu nome com uma suavidade que me fez arrepiar.
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  Eu mal tive tempo de responder antes que ele inclinasse o rosto, seus olhos alternando entre os meus e meus lábios. Meu corpo reagiu antes da minha mente, e quando percebi, estava subindo uma das mãos para tocar seu rosto, incentivando-o.
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  Quando nossos lábios se encontraram, foi lento e profundo, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Seus braços envolveram minha cintura, puxando-me para mais perto, enquanto o calor de seu toque percorria meu corpo. Era um beijo que falava mais do que palavras poderiam dizer — a mistura de desejo, conforto e algo mais, algo que eu ainda não sabia como nomear.
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  Yunho afastou-se apenas o suficiente para encarar-me, o rosto ainda perto do meu. Ele sorriu de leve, seu polegar acariciando minha cintura, e murmurou:
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  — Acho que sou melhor em demonstrar assim...
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  Soltei uma risada suave, encostando minha testa na dele.
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  — Não vou reclamar disso.
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  Ele riu também, e antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, Yunho puxou-me de volta para mais um beijo, dessa vez mais intenso, sem a hesitação de antes. Era como se estivéssemos nos redescobrindo, explorando algo que parecia tão certo, tão nosso.
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  Ali, naquele momento, com seus braços ao meu redor e seu toque me ancorando, nada mais parecia importar.
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  Enquanto Yunho continuava com seus braços ao meu redor, senti uma onda de coragem atravessar meu peito, talvez impulsionada pelo calor do momento ou pelas palavras doces que ele acabara de dizer. Minha mente gritava para eu parar, mas meu coração já havia decidido.
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  Afastei-me ligeiramente, apenas o suficiente para poder olhá-lo nos olhos. Ele percebeu a mudança no meu semblante e franziu as sobrancelhas, confuso, mas esperou pacientemente.
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  — Yunho... — comecei, mas a voz saiu fraca. Limpei a garganta e tentei de novo. — Eu preciso te dizer uma coisa.
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  Ele inclinou a cabeça para o lado, atento.
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  — Pode falar.
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  Fechei os olhos por um momento, tentando organizar os pensamentos, mas as palavras escaparam antes que eu pudesse segurá-las.
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  — Eu... Eu acho que estou apaixonada por você.
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  Houve um momento de silêncio, tão pesado que parecia que o mundo inteiro havia parado. Abri os olhos devagar, apenas para encontrá-lo me encarando, seus lábios entreabertos, como se estivesse tentando processar o que eu acabara de dizer.
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  — Eu sei que talvez eu esteja confundindo as coisas — continuei rapidamente, sentindo o nervosismo crescer. — E eu não queria dizer isso porque tenho medo de estragar o que temos, sabe? Nossa amizade é tão importante pra mim, e eu não suportaria perder isso.
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  Minhas palavras começaram a sair apressadas, atropeladas, e antes que eu pudesse me conter, deixei escapar:
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  — Me desculpa. Eu não devia ter dito nada. Esquece isso.
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  Virei o rosto, tentando me afastar, mas Yunho segurou minha mão, firme, mas gentil.
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  — %Lily%... — sua voz era baixa, quase um sussurro, mas cheia de emoção.
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  Eu me forcei a olhá-lo novamente, e o que vi em seus olhos não era confusão ou rejeição, mas algo caloroso e reconfortante.
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  — Tá tudo bem — ele disse, um pequeno sorriso se formando em seus lábios. — Não tem nada pra se desculpar.
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  — Mas... — comecei, mas ele me interrompeu, segurando meu rosto com as mãos.
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  — Eu sinto o mesmo.
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  Aquelas palavras eram tudo o que eu queria ouvir, mas parecia impossível que fossem reais.
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  — Você... sente? — perguntei, minha voz quase falhando.
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  Yunho assentiu, seus polegares acariciando minhas bochechas.
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  — Há um tempo, pra ser honesto. Mas nunca soube como dizer. Tinha medo também... medo de estragar tudo.
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  Uma onda de alívio e emoção tomou conta de mim, e antes que pudesse responder, ele aproximou-se novamente, encostando nossos lábios em um beijo suave, mas cheio de significado.
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  Quando nos separamos, ele sorriu e disse:
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  — Acho que agora estamos finalmente na mesma página.
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  Ri baixinho, sentindo o peso do medo dissipar-se como fumaça.
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  — Na mesma página... — repeti, sorrindo de volta.
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  E ali, em seus braços, soube que não havia mais motivos para me esconder.
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  Yunho ainda estava perto, os olhos fixos nos meus, e eu podia sentir o calor de sua respiração, tão próximo que parecia uma extensão da minha. Ele sorriu novamente, aquele sorriso que fazia meu coração bater mais rápido, e seus dedos continuaram a acariciar meu rosto com ternura.
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  — Agora que já dissemos tudo... — ele começou, a voz baixa e carregada de emoção. — Acho que só falta uma coisa para encerrar essa conversa.
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  Minha cabeça já estava leve, como se estivesse flutuando, mas antes que eu pudesse perguntar o que ele queria dizer, Yunho inclinou-se devagar, sem pressa, deixando-me sentir cada segundo do que estava prestes a acontecer.
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  Quando seus lábios tocaram os meus, foi diferente de antes. Não era um beijo cheio de dúvidas ou hesitação, mas algo profundo, firme, como se selasse todas as palavras não ditas que finalmente encontramos coragem para revelar.
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  Minha mão deslizou para sua nuca, puxando-o para mais perto enquanto o mundo ao nosso redor desaparecia por completo. Não havia mais dúvidas, medos ou arrependimentos. Só nós dois, naquele momento perfeito, nos permitindo sentir tudo o que havíamos guardado por tanto tempo.
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  Quando o beijo finalmente chegou ao fim, com nossos rostos ainda tão próximos que nossas testas se tocaram, ele riu baixinho.
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  — Acho que 2025 começou do jeito certo.
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  Sorri de volta, meu coração ainda acelerado, mas agora por pura felicidade.
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  — Eu diria que sim.
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  E enquanto ele me puxava para mais um abraço, com seu cheiro familiar e os braços que pareciam feitos para me envolver, soube que, com Yunho, todos os anos que viessem seriam assim: cheios de coragem, amor e possibilidades.
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Fim

Capítulo 8
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Lelen

Chateada que eu não tenho um bff homem pra jogar umas ideias nesse Natal/Ano Novo, viu?

Betiza

Ai eu também queria, juro kkkk

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