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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Delicate


Escrita porBetiza
Editada por Lelen

Capítulo 7

Tempo estimado de leitura: 17 minutos

  A casa estava quase vazia agora, o eco do silêncio substituindo o som alto das músicas e das conversas animadas de mais cedo. Eu havia insistido em ficar para ajudar Yunho a organizar um pouco antes de ir, recolhendo copos e garrafas espalhadas enquanto ele colocava algumas cadeiras de volta no lugar. Não era muito, mas era o suficiente para deixar o ambiente menos caótico.
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  Ele me observava enquanto eu empilhava pratos na pia, um olhar suave em seu rosto. Havia algo na maneira como ele me olhava que me fazia sentir quente por dentro, mesmo enquanto o frio da madrugada ameaçava se infiltrar pelas janelas.
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  — Acho que já está bom por hoje — disse ele finalmente, encostando-se no balcão da cozinha. — Não precisamos organizar tudo agora.
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  — Você diz isso porque sabe que eu tô fazendo o trabalho pesado — brinquei, tentando aliviar a tensão que parecia crescer entre nós desde que as últimas pessoas haviam saído.
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  Ele riu, e aquele som familiar e reconfortante me fez sorrir também. Mas logo um silêncio se instalou, e eu sabia que era hora de ir. Peguei minha bolsa do sofá, hesitante, enquanto ele me seguia com os olhos.
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  — Acho que vou indo, então — murmurei, tentando soar casual, mas algo na expressão dele me fez parar.
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  — %Lily% — ele chamou, e havia algo na sua voz que me fez virar imediatamente.
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  — O que foi? — perguntei, curiosa e, ao mesmo tempo, nervosa.
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  Yunho parecia escolher as palavras com cuidado, passando a mão pelos cabelos em um gesto que eu sabia que fazia quando estava nervoso. Ele deu um passo em minha direção, e o espaço entre nós pareceu encolher de repente.
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  — Não vá — ele disse, sua voz baixa, quase um sussurro.
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  Meu coração deu um salto, e por um momento, fiquei sem saber o que responder.
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  — O quê? — minha voz saiu fraca, incerta.
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  — Fica mais um pouco — ele insistiu, os olhos nos meus. — Não tô pronto pra te ver ir embora ainda.
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  Havia algo na sinceridade do olhar dele, na vulnerabilidade que raramente mostrava, que me fez sentir como se o chão tivesse desaparecido sob meus pés.
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  — Yunho... — comecei, mas minha voz falhou.
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  — É só... — ele suspirou, dando outro passo, tão perto agora que eu podia sentir o calor dele. — Eu gosto quando você tá aqui. Gosto mais do que deveria, talvez.
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  Meu coração estava disparado, e a intensidade do momento me deixou sem palavras. Eu deveria dizer algo, deveria pensar em algo para aliviar a tensão, mas, em vez disso, apenas fiquei ali, deixando que suas palavras ecoassem em minha mente.
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  — Então... fica — ele repetiu, sua voz quase implorando.
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  E, naquele momento, eu sabia que não queria ir.
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  Ele estava tão perto que o calor de seu corpo parecia envolver o meu. Seus olhos encontraram os meus com uma intensidade que me deixou sem ar, e por um momento, o tempo pareceu parar. Eu sabia que deveria responder, dizer algo, mas as palavras estavam presas em minha garganta.
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  Ele deu mais um passo, tão próximo que nossos pés quase se tocavam. Sua mão subiu lentamente, parando no meu rosto, o toque quente e suave. Meu coração estava disparado, cada batida ecoando em meus ouvidos como um tambor.
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  — %Lily%... — ele sussurrou meu nome, e isso foi o suficiente para me quebrar.
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  Antes que eu pudesse pensar melhor, antes que pudesse recuar ou tentar racionalizar o que estava acontecendo, minhas mãos subiram até o colarinho de sua camiseta, puxando-o para mais perto. Ele hesitou por um segundo, como se quisesse me dar a chance de mudar de ideia, mas eu não queria. Eu não queria parar.
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  Nossos lábios se encontraram, primeiro suaves, quase hesitantes, como se estivéssemos explorando um território desconhecido. Mas, em seguida, o beijo se aprofundou, como se ambos estivéssemos tentando compensar o tempo perdido. Seu braço envolveu minha cintura, puxando-me contra ele, enquanto minha mão se perdeu nos seus cabelos.
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  O mundo ao nosso redor desapareceu; não havia mais confusão, mais copos para lavar, mais justificativas para dar. Era apenas ele e eu, presos nesse momento que parecia tão certo, tão inevitável.
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  Ele me beijava com uma paixão que eu nunca tinha sentido antes, como se cada movimento fosse uma promessa não dita. E quando nos afastamos, com a respiração pesada e os corações disparados, os olhos dele estavam brilhando de algo que eu não conseguia nomear, mas que parecia refletir o que eu sentia.
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  — Eu sabia que devia ter pedido para você ficar antes — ele murmurou com um sorriso fraco, seu polegar acariciando minha bochecha.
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  Eu ri, sentindo uma mistura de nervosismo e felicidade me invadir.
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  — Nunca é tarde demais, Yunho. — E antes que pudesse pensar demais, puxei-o para mais um beijo, sentindo que essa noite, esse momento, era apenas o começo.
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  Yunho não hesitou desta vez. Seus lábios capturaram os meus novamente, quentes e urgentes, como se ele estivesse tentando compensar todo o tempo que havíamos perdido negando o inevitável. Sua mão deslizou pela curva da minha cintura, puxando-me para ainda mais perto, enquanto a outra se enroscava em meus cabelos, segurando-me no lugar como se temesse que eu fugisse.
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  O calor que emanava dele parecia se fundir ao meu, criando uma onda de desejo que me consumia por completo. Cada movimento de seus lábios contra os meus era uma promessa não dita, cada toque de suas mãos uma confissão silenciosa.
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  Minhas mãos se moviam quase por conta própria, explorando os contornos de seu peito e subindo até seus ombros. Seus músculos se contraíram sob meus dedos, e o suspiro que ele soltou contra minha boca enviou uma onda de eletricidade pelo meu corpo.
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  Sem romper o beijo, Yunho começou a nos guiar, seus passos seguros enquanto eu me deixava levar, completamente cega pela intensidade do momento. Não precisava olhar para saber para onde ele estava me levando; o caminho até o quarto era claro, mesmo que minha mente estivesse enevoada pela proximidade dele.
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  A porta do quarto se abriu com um leve rangido, mas nenhum de nós parecia se importar. As mãos dele desceram para os meus quadris, segurando-me firme enquanto me levantava e me colocava na beira da cama. Por um momento, ele parou, os olhos escurecidos fixos nos meus, como se estivesse esperando por alguma permissão silenciosa.
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  Eu não disse nada, apenas puxei-o para mais perto, minhas mãos segurando a gola de sua camisa enquanto nossos lábios se encontravam novamente, dessa vez com uma fome mais crua, mais desesperada. Sua respiração estava irregular contra a minha pele, e eu sabia que a minha não estava diferente.
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  Ele se inclinou sobre mim, sua mão escorregando pela lateral do meu rosto até encontrar minha nuca, enquanto a outra ainda segurava minha cintura com firmeza. Cada movimento era tão natural, tão sincronizado, como se estivéssemos ensaiando esse momento há anos.
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  Quando finalmente nos deixamos cair na cama, ainda enredados um no outro, eu soube que não havia mais volta. Não havia mais desculpas, não havia mais barreiras. Era apenas Yunho e eu, presos em um turbilhão de emoções que não precisavam de palavras para serem entendidas.
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  As roupas começaram a desaparecer como se tivessem vontade própria. A camiseta preta de Yunho foi a primeira a ir embora, minhas mãos deslizando por seus ombros largos enquanto ele se desfazia da peça e a jogava de lado sem cerimônia. Seus olhos estavam fixos nos meus, a intensidade do olhar me fazendo esquecer completamente de respirar por um momento
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  — Não sabia que você escondia tudo isso por baixo das camisas folgadas — provoquei, deslizando a ponta dos dedos por seu peito, sentindo os músculos se contraírem sob o toque leve.
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  Yunho soltou uma risada baixa, rouca, que reverberou pelo quarto como um trovão suave.
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  — Você também tem seus segredos, %Lily%. — Suas mãos foram para a barra da minha blusa, puxando-a com uma mistura de urgência e cuidado. Quando ela finalmente caiu no chão, seus olhos demoraram-se em mim, percorrendo cada centímetro como se estivesse memorizando cada detalhe.
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  — Impressionado? — perguntei com um sorriso desafiador, embora minha voz saísse ligeiramente tremula.
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  — Sempre estive — ele respondeu, a honestidade em sua voz me desarmando.
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  Seus dedos deslizaram pelo meu braço, subindo até meu rosto, onde ele traçou minha mandíbula com delicadeza antes de inclinar a cabeça para me beijar novamente. Esse beijo era diferente, mais lento, mais profundo, como se ele quisesse me fazer sentir cada emoção que estava guardada dentro dele.
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  Nossas roupas continuaram a desaparecer, uma peça de cada vez. Seus dedos eram hábeis e firmes, mas seus toques eram suaves, quase reverentes. A forma como ele me olhava, como se eu fosse algo precioso, me fez perder completamente o fôlego.
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  — Você é linda, sabia? — ele murmurou, sua voz um sussurro contra minha pele.
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  Meus dedos se enrolaram em seus cabelos enquanto minha cabeça tombava para trás, uma mistura de suspiros e risos escapando de mim.
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  — Isso é só o vinho falando — brinquei, mas meu tom perdeu força diante da sinceridade em seu olhar.
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  — Não é. — Ele segurou meu rosto com ambas as mãos, seus olhos encontrando os meus em um momento tão íntimo que parecia impossível que houvesse mais alguém no mundo além de nós dois. — Nunca foi.
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  Suas palavras me atingiram com força, mas não houve tempo para responder. Ele já estava descendo seus lábios por meu pescoço, traçando uma linha de beijos ardentes que fazia cada centímetro do meu corpo se acender como um raio.
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  Minhas mãos exploravam seu corpo com uma mistura de timidez e confiança, mapeando os contornos de seus músculos enquanto ele fazia o mesmo comigo. Cada toque parecia carregar mais do que apenas desejo — havia algo mais profundo ali, algo que me fazia querer guardar aquele momento para sempre.
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  Nossos corpos se moveram juntos em uma sinfonia perfeita de suspiros e murmúrios, palavras de provocação misturadas com declarações que nem precisavam ser ditas em voz alta para serem compreendidas. Quando finalmente nos ajeitamos na cama, completamente entregues um ao outro, tudo parecia se alinhar. Era como se estivéssemos exatamente onde deveríamos estar — em um universo onde só existia Yunho e eu.
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  O momento se desenrolava como uma dança lenta e intensa, cada movimento cuidadosamente calculado, cada toque carregado de uma eletricidade quase palpável. Yunho parecia determinado a explorar cada centímetro de mim, suas mãos firmes, mas gentis, descobrindo todas as reações que ele podia provocar.
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  Seus lábios vagavam pela minha pele com uma reverência que me fazia sentir especial de uma forma que eu não sabia ser possível. Ele conhecia o equilíbrio perfeito entre provocação e ternura, sua boca deixando um rastro quente enquanto explorava meu pescoço, ombros e a curva do meu torso.
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  — Você está bem? — ele perguntou, sua voz rouca e carregada de preocupação. Seus olhos encontraram os meus, buscando qualquer sinal de hesitação.
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  Eu apenas assenti, incapaz de formar palavras no meio da enxurrada de sensações. Em resposta, ele sorriu, um sorriso pequeno, mas cheio de significado, que fez meu coração disparar ainda mais.
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  Quando ele se inclinou novamente, sua respiração quente se misturava com a minha, os lábios encontrando os meus com uma urgência doce. Era como se ele quisesse se certificar de que eu sentisse tudo — que eu soubesse que estava completamente presente naquele momento, assim como ele.
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  O tempo parecia suspenso quando finalmente nos entregamos um ao outro. A conexão entre nós era intensa, não apenas física, mas emocional, quase como se estivéssemos compartilhando algo muito além das palavras. Meus dedos se agarraram a ele, buscando ancoragem enquanto meu corpo se moldava ao dele, respondendo a cada movimento com uma entrega total.
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  Yunho era atencioso, cada gesto dele era uma tentativa de me fazer sentir segura e confortável, mesmo quando as emoções e os sentidos se sobrepunham em uma mistura inebriante. Ele murmurou meu nome, quase como um mantra, e cada vez que o fazia, meu coração parecia acelerar ainda mais.
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  O ápice veio como uma onda, nos envolvendo e nos deixando sem fôlego, mas com uma sensação de completude que era quase nova para mim. Quando finalmente descansamos lado a lado, nossas respirações ainda descompassadas e nossos corpos entrelaçados, tudo parecia mais leve, mais certo.
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  Yunho se virou para mim, seus dedos traçando círculos suaves na minha pele.
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  — Não sabia que a virada do ano poderia ser tão... significativa — ele disse, sua voz carregada de um humor sutil, mas os olhos ainda brilhando com intensidade.
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  Eu sorri, incapaz de conter a onda de sentimentos que me invadiam.
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  — Talvez seja um bom presságio para o resto do ano — murmurei, descansando minha cabeça em seu peito.
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  E naquele momento, nada mais parecia importar…
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  O calor confortável entre nossos corpos ainda permanecia enquanto nos levantávamos para tomar um banho. Yunho segurou minha mão, guiando-me até o banheiro com um sorriso preguiçoso e satisfeito no rosto. A água quente escorria sobre nós, levando embora qualquer resquício de cansaço e amplificando a intimidade do momento.
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  Ele estava sereno, esfregando meu ombro com delicadeza, como se quiséssemos prolongar aquela conexão. Eu retribuí, minhas mãos deslizando por suas costas, cada toque carregado de uma ternura que eu não conseguia esconder.
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  — Não achei que um banho pudesse ser tão... relaxante — ele murmurou, me lançando um olhar cúmplice.
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  Sorri, sentindo-me estranhamente à vontade na presença dele, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Após alguns minutos em silêncio confortável, saímos do banheiro, ele me entregou uma camiseta larga dele para vestir.
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  — Vem, você precisa descansar — Yunho disse, puxando-me gentilmente pela mão até a cama.
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  Nos deitamos, e ele rapidamente se acomodou, apoiando a cabeça no travesseiro enquanto seus olhos já começavam a se fechar. Sua respiração logo ficou lenta e constante, indicando que ele havia adormecido.
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  Deitada ao lado dele, fiquei o observando. Os traços serenos de seu rosto, a curva de seus lábios, os cílios longos que lançavam sombras sutis em sua pele. Era difícil acreditar que aquele mesmo homem que costumava ser apenas meu amigo agora era alguém que despertava em mim tantas emoções contraditórias e intensas.
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  "Será que ele sonha comigo?", pensei, observando o movimento suave de seu peito subindo e descendo. A pergunta ecoou em minha mente, acompanhada de outra: "Será que ele sabe o quanto eu queria que ele fosse meu, o tempo todo?"
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  Enquanto o relógio marcava o início de um novo dia, de um novo ano, senti uma esperança tímida crescer dentro de mim. Talvez Yunho fosse a resposta para perguntas que eu nem sabia que estava fazendo. Ou talvez fosse apenas o início de algo que eu ainda estava aprendendo a decifrar.
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  Apoiei a cabeça no travesseiro ao lado dele, deixando o som de sua respiração tranquila embalar meus pensamentos. Eventualmente, o sono me encontrou também, mas não antes de um último vislumbre dele, tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe.
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🍾🍾🍾

“('Cause I like you)
Is it cool that I said all that? (Isn't it?)
Is it chill that you're in my head? (Isn't it, isn't it?)
'Cause I know that it's delicate
(Isn't it delicate?)
(Yeah, I want you)
Is it cool that I said all that? (Isn't it?)
Is it too soon to do this yet? (Isn't it, isn't it?)
'Cause I know that it's delicate
Isn't it delicate?”

Capítulo 7
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