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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Delicate


Escrita porBetiza
Editada por Lelen

Capítulo 5

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

“Isn't it, isn't it, isn't it?
Isn't it?
Isn't it, isn't it, isn't it?
Isn't it delicate?”

  Yunho levantou a mão, chamando a atenção do bartender.
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  — Acho que precisamos de algo mais forte agora. O que acha? — perguntou, lançando-me um sorriso que parecia quase conspiratório.
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  Olhei para minha taça de vinho quase vazia e dei de ombros.
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  — Por que não? O Natal não vai ficar pior que isso.
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  Ele riu e virou-se para o bartender.
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  — Dois shots de tequila.
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  — Tequila, Yunho? — arqueei a sobrancelha, tentando esconder um sorriso.
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  — Confie em mim. — Ele piscou. — Nada como tequila para mudar o humor.
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  Os shots chegaram rapidamente, e Yunho levantou o dele, esperando que eu fizesse o mesmo.
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  — Um brinde a... — Ele fez uma pausa, olhando para mim como se estivesse buscando as palavras certas. — Um Natal menos solitário, talvez?
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  Sorri, apesar de mim mesma, e ergui o shot.
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  — E a amigos que sabem como animar a gente.
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  Tocamos os copos com um tilintar suave antes de virarmos a bebida de uma vez. O calor da tequila desceu queimando pela minha garganta, mas Yunho já estava pedindo mais uma rodada antes mesmo que eu pudesse reagir.
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  — Yunho, você está tentando me embebedar? — perguntei, rindo pela primeira vez naquela noite.
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  — Não. — Ele sorriu, dessa vez mais leve. — Só tentando garantir que, pelo menos hoje, você esqueça aquele idiota.
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  De alguma forma, ele conseguia arrancar risadas de mim mesmo quando tudo parecia desmoronar. Entre mais alguns shots e conversas descontraídas, Yunho começou a contar histórias engraçadas da faculdade, exagerando nos detalhes a ponto de me fazer gargalhar alto.
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  — Você está maluco. — Eu disse, segurando a barriga de tanto rir.
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  — Maluco, não. Apenas talentoso em tirar sorrisos. — Ele piscou para mim, um brilho divertido nos olhos.
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  E, por um momento, enquanto a música do bar tocava ao fundo e a tequila fazia efeito, eu me permiti esquecer de tudo e apenas aproveitar a companhia dele.
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  Depois de mais algumas rodadas de tequila, eu já estava começando a sentir o mundo ao meu redor girar levemente. Não que fosse algo ruim — pelo contrário, a leve embriaguez parecia suavizar as pontas afiadas dos pensamentos que eu insistia em evitar.
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  Yunho estava rindo de alguma piada que ele mesmo havia contado, e eu acompanhava com um sorriso preguiçoso enquanto girava o copo vazio na mão. Foi então que decidi que precisava de um cigarro.
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  — Eu vou fumar. — anunciei, me levantando do banco com um certo esforço.
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  A tontura veio como uma onda repentina, fazendo meu equilíbrio vacilar. Antes que eu pudesse cair ou me apoiar no balcão, senti as mãos firmes de Yunho segurando meus braços, me impedindo de desabar.
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  — Ei, calma aí, guerreira. — Ele me olhou com uma mistura de preocupação e diversão. — Talvez tequila e levantar rápido não sejam uma boa combinação.
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  — Estou bem. — murmurei, tentando me endireitar, mas minhas pernas não pareciam colaborar.
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  — Claro que está. — Ele riu baixinho, mantendo o braço ao redor da minha cintura para me ajudar a firmar. — Vai precisar mesmo desse cigarro ou quer só um pouco de ar?
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  Suspirei, percebendo que lutar contra ele não faria sentido.
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  — Ar já está bom.
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  Yunho me guiou até a saída do bar, seus passos firmes compensando minha falta de equilíbrio. Quando finalmente sentimos a brisa fresca da noite, respirei fundo, sentindo-me um pouco mais estável.
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  — Melhor? — ele perguntou, ainda segurando minha cintura como se não confiasse completamente na minha habilidade de ficar de pé sozinha.
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  — Melhor. — respondi, olhando para ele com um pequeno sorriso de agradecimento.
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  E ali, sob as luzes suaves do letreiro do bar e com o mundo girando levemente ao meu redor, me senti estranhamente segura nos braços dele.
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  Eu me afastei ligeiramente de Yunho, testando meu equilíbrio antes de deslizar as mãos pelos bolsos da minha calça, procurando pelo maço de cigarros.
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  — Sério? — ele perguntou, o tom de desaprovação evidente enquanto cruzava os braços.
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  — Sério o quê? — retruquei sem olhar para ele, ainda focada na busca.
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  — Depois de toda essa tequila, você acha que adicionar nicotina ao mix é uma boa ideia? — Ele arqueou uma sobrancelha, me observando como se estivesse prestes a dar um sermão.
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  Encontrei o maço e o ergui com um pequeno sorriso de vitória.
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  — Yunho, você sabe que eu só fumo quando estou estressada.
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  — E isso torna o hábito menos terrível? — Ele bufou, balançando a cabeça. — Você tem umas justificativas bem criativas para as suas escolhas ruins, sabia?
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  Ignorei o comentário, puxando um cigarro e levando-o aos lábios enquanto procurava o isqueiro. Yunho suspirou alto, mas não tentou me impedir — provavelmente porque sabia que seria inútil.
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  — Quer mesmo continuar me julgando ou vai me ajudar com isso? — perguntei, levantando o cigarro para ele ver.
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  Ele me lançou um olhar de reprovação tão teatral que quase me fez rir, mas acabou estendendo a mão para pegar o isqueiro que eu segurava.
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  — Só porque sei que você vai acabar botando fogo em si mesma nesse estado. — Ele acendeu o cigarro para mim e devolveu o isqueiro com um suspiro resignado.
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  Dei uma tragada longa e soltei a fumaça devagar, apreciando a sensação familiar e o ar fresco da noite.
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  — Obrigada, Yunho. Você é um amigo maravilhoso, sabia?
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  — Claro que sou. — Ele sorriu de lado, embora seu olhar ainda mostrasse a desaprovação. — Mas isso não significa que eu aprove suas escolhas estúpidas.
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  Ri baixinho, dando outra tragada e me encostando na parede do bar.
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  — Aposto que adora ser meu salvador.
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  Ele sorriu, mas não respondeu. Em vez disso, ficou ali, parado ao meu lado, como se estivesse garantindo que eu não aprontaria mais nada. E, por algum motivo, isso me fez sentir... cuidada.
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  Depois de alguns minutos do lado de fora, o frio começou a se tornar incômodo, mesmo com a brisa fresca ajudando a clarear minha mente. Yunho percebeu antes mesmo que eu dissesse algo.
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  — Vamos voltar para casa. — ele sugeriu, estendendo a mão para mim.
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  — Achei que você quisesse ficar até o bar fechar. — provoquei, apagando o cigarro no cinzeiro próximo.
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  — É Natal, %Lily%. Merecemos um final de noite mais tranquilo. — Ele deu um pequeno sorriso, o olhar cansado, mas ainda cheio de paciência.
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  De volta ao apartamento, Yunho abriu uma nova garrafa de vinho enquanto eu me jogava no sofá. O lugar estava iluminado apenas pelas luzes piscantes da árvore de Natal, dando um ar acolhedor ao ambiente.
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  — Escolhe alguma coisa para a gente assistir. — ele disse, colocando as taças sobre a mesa de centro.
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  Após algumas escolhas rápidas, optamos por um filme de comédia romântica. Algo leve, que parecia combinar com o clima da noite.
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  Com o vinho fluindo e as risadas causadas pelo filme, minha mente começou a vagar novamente. A proximidade de Yunho, seu riso fácil e os gestos naturalmente cuidadosos... Tudo nele parecia irresistível naquela noite.
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  Meu olhar desviava para ele mais vezes do que eu gostaria de admitir, acompanhando os traços do seu rosto sob a luz suave. A forma como ele segurava a taça, como seus olhos brilhavam com a história absurda do filme... Meu coração acelerava, e eu sabia que o vinho não era o único culpado.
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  Quando o relógio marcou meia-noite, o filme já tinha acabado, mas ainda estávamos ali, confortavelmente aninhados no sofá. Yunho se virou para mim com um sorriso.
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  — Feliz Natal, %Lily%.
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  — Feliz Natal, Yunho. — respondi, sentindo uma onda de calor atravessar meu peito ao perceber o carinho em sua voz.
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  Ele estendeu a mão para um brinde improvisado, e nossas taças tilintaram no silêncio aconchegante da sala.
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  — Sabe... — ele começou, mas pareceu desistir da frase, balançando a cabeça com um sorriso pequeno.
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  Antes que pudesse perguntar o que ele diria, o peso do vinho e do cansaço finalmente me venceu. Senti minhas pálpebras ficarem pesadas, e, sem perceber, acabei adormecendo ali mesmo.
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  A última coisa que senti foi o calor de um cobertor sendo colocado sobre mim e uma mão gentil afastando uma mecha de cabelo do meu rosto.
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🍾🍾🍾

“Third floor on the West Side, me and you
Handsome, you're a mansion with a view
Do the girls back home touch you like I do?
Long night with your hands up in my hair
Echoes of your footsteps on the stairs
Stay here, honey, I don't wanna share”

Capítulo 5
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