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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Delicate


Escrita porBetiza
Editada por Lelen

“This ain’t for the best
My reputation’s never been worse, so
You must like me for me
We can’t make
Any promises now, can we, babe?
But you can make me a drink…”

Capítulo 1

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

  – Você está maluca ou o que? — a voz grave de Yunho ecoou pelos meus ouvidos assim que ele abriu a porta, me fazendo revirar os olhos. Sem dizer uma palavra, empurrei as sacolas contra o peito dele, obrigando-o a segurá-las antes que caíssem no chão.
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  — Para você também, boa noite. — Passei por ele e entrei na casa como se fosse dona do lugar, ignorando o olhar de descrença que ele me lançou.
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  — Você não vai nem explicar o que é isso? — Yunho perguntou, segurando as sacolas como se estivessem cheias de explosivos. Ele fechou a porta com o pé, mantendo os olhos fixos em mim enquanto eu me acomodava no sofá.
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  Ele largou as sacolas em cima da mesa com um suspiro exasperado, passando a mão pelos cabelos, como se estivesse tentando desesperadamente manter a paciência.
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  — Você aparece aqui sem avisar, com um monte de sacolas, na véspera de Natal, e ainda quer que eu fique calmo? — Ele estreitou os olhos, apontando para mim. — O que você aprontou dessa vez?
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  — Nada demais. — Fingi examinar as unhas, mantendo o tom casual. — Só achei que você ia gostar de uma companhia decente para variar. Não é como se você tivesse algum plano melhor.
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  Yunho soltou uma risada sarcástica, cruzando os braços.
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  — Ah, claro, porque você é o modelo de decência, não é? — Ele arqueou a sobrancelha, me avaliando com aquele olhar crítico de sempre.
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  Levantei do sofá e fui até ele, pegando uma das sacolas e tirando uma garrafa de vinho de dentro.
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  — Eu sou a melhor companhia que você vai encontrar hoje, admita. — Mostrei a garrafa para ele com um sorriso desafiador. — Agora, vai me ajudar a abrir isso ou prefere continuar reclamando?
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  Yunho balançou a cabeça, pegando a garrafa da minha mão com um suspiro.
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  — Você é impossível.
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  — E você adora isso. — Pisquei para ele antes de voltar para o sofá, me acomodando como se aquela fosse a minha casa.
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  Ele colocou a garrafa sobre a mesa e olhou para mim, finalmente deixando escapar um sorriso de canto.
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  — Você sabe que eu planejava passar a noite de Natal tranquilo, né? Só eu, alguns filmes ruins e... silêncio.
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  — Silêncio é superestimado. — Dei de ombros, puxando um dos travesseiros para o colo. — Além disso, você acha mesmo que eu ia deixar você passar a véspera de Natal sozinho? Que tipo de amiga eu seria?
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  — O tipo que respeita o espaço alheio? — Ele sugeriu, mas sua voz carregava uma leveza que traía a falsa indignação.
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  — Nunca fui esse tipo. — Retruquei com um sorriso satisfeito. — Agora, vai buscar duas taças antes que eu mude de ideia sobre dividir o vinho.
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  Yunho bufou, mas obedeceu, seguindo para a cozinha. Eu sabia que ele cederia, como sempre fazia. Afinal, véspera de Natal ou não, ele não resistia à minha capacidade de transformar qualquer noite comum em algo memorável.
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  Ele voltou da cozinha com duas taças, o vinho já aberto e pronto para servir. Ele encheu a primeira e me entregou antes de encher a sua própria, sentando-se ao meu lado no sofá. Sem cerimônia, pegou meus pés e os colocou em seu colo, começando a massageá-los de leve, como se aquele gesto fosse tão natural quanto respirar.
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  — Agora, vamos lá. — Ele tomou um gole do vinho e me olhou com aquele olhar investigativo que sempre me desarmava. — O que aconteceu?
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  Suspirei, levando a taça aos lábios e saboreando o vinho enquanto tentava formular uma resposta que não entregasse tudo. Mas Yunho era persistente, e seu silêncio expectante me deixou desconfortável.
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  — Nada aconteceu. — Dei de ombros, fingindo indiferença. — Só achei que você estava precisando de companhia, e eu também.
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  — Hmm. — Ele arqueou uma sobrancelha, claramente não convencido. — Eu te conheço. Algo aconteceu.
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  — Você me conhece bem demais, esse é o problema. — Rebati com um sorriso travesso, tentando desviar. — Mas não hoje, Yunho. Que tal mudarmos de assunto?
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  — Não tão rápido. — Ele apertou levemente meus pés, me encarando com seriedade. — Só quero saber se você está bem.
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  Olhei para ele por um momento, sentindo o calor do cuidado em sua voz. Por mais que eu confiasse nele, falar sobre o que estava me incomodando era algo que preferia evitar.
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  — Estou ótima. E, falando nisso, por que estamos aqui bebendo vinho no sofá quando poderíamos estar em algum barzinho charmoso? Aposto que tem algum lugar aberto hoje.
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  Yunho riu, balançando a cabeça.
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  — Você quer ir para um bar na véspera de Natal?
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  — Por que não? — Dei mais um gole no vinho e sorri. — Um barzinho aconchegante, com música ao vivo, algumas pessoas interessantes... parece perfeito.
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  — Parece loucura. — Ele tomou outro gole, mas um sorriso brincava em seus lábios. — Mas isso combina com você.
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  — Então é um sim? — Perguntei, animada.
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  — É um talvez. — Ele riu. — Termina o vinho, e a gente decide.
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  Mesmo sabendo que ele estava relutante, eu podia sentir que, no fundo, Yunho não resistiria à minha proposta. Afinal, ele sempre acabava me acompanhando nas minhas ideias malucas, mesmo que não quisesse admitir.
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🎄🎄🎄

"Dive bar on the East Side, where you at?
Phone lights up my nightstand in the black
Come here, you can meet me in the back
Dark jeans and your Nikes, look at you
Oh, damn, never seen that color blue
Just think of the fun things we could do..."

Capítulo 1
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