Daughter

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 5

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  - O vírus não funcionou nos braços, como era o esperado. Ele foi direto para o coração, que tem um círculo sanguíneo maior. - House dizia para os companheiros. - Fora deixado lá, por três anos.
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  - Está no último estágio. - Foreman diz sério. - Sem cura.
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  - Sem cura. - House o repete. - Bom, fim de caso. - e fecha a ficha, jogando-a na mesa e se dirigindo para seu escritório.
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  House e a equipe caminhava pelos corredores do hospital, onde encontraram Jake sentado numa das poltronas de espera com os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça nas mãos.
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  - Sabe, correr atrás não é sempre a melhor maneira de se voltar a um relacionamento.
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  - Ela não terminou comigo porque não me amava. - ele diz ainda olhando para o chão. - Ela terminou comigo porque--
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  - Porque não queria que você se apegasse à ela. - Cameron responde pelo garoto. - Ela fizera isso com as amizades?
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  - Não... - Jake dá uma risada. - Ela não é de ter amizades.
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  - Engraçado, isso deve ser genético. - Wilson se aproxima e olha para House, que revira os olhos.
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  - E se fizer transplante de coração? - o garoto olha para o próprio, que apoia o peso na bengala.
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  - Bom, nós podemos esperar quatro anos na fila de espera e arriscar matar um coração que pode ir para uma pessoa que não tenha certeza absoluta de que irá morrer.
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  Jake o olha boquiaberto, balança a cabeça.
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  - Como consegue ser tão frívolo?
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  - Frívolo? Esse é um novo adjetivo, eu gostei. Me chamem de frívolo a partir de agora. - e olha para os companheiros.
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  - Ela é sua filha--
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  - Você tem certeza de que quer medicina? - House o olha e o garoto nada responde. - Você não deve se apegar às emoções.
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  - Mas--
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  - Não acho que ela se importe muito com o que eu faço ou não faço para ela.
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  - Ela disse que você fez demais. - Jake murmura e House fora pego de surpresa. Foreman ri.
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  - Espera, a filha dele disse que ele fizera demais dando a certeza de que a doença dela não tem cura?
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  Jake levanta os ombros.
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  - %Caroline% sempre foi assim, positiva. - ele levanta a cabeça. - Sempre teve em mente todas as coisas boas que faria para as outras pessoas e por mais que ele não tenha feito nada - Jake olha para House. -, ela está feliz que encontrou com o pai biológico dela antes de morrer.
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  - E é por isso que vocês namoraram. - Cameron sorria. - Você a compreende.
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  - Assim como ela me compreendia. - ele concorda com a cabeça.
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  House não desviara sua atenção do garoto que voltava a olhar para o chão entristecido. Volta a caminhar, agora sozinho.
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  Três da manhã. A porta do quarto se abre e um homem com uma bengala adentra ao lugar, fechando a porta silenciosamente e puxando uma poltrona para perto da cama onde uma garota descansava com os olhos fechados. Ao se sentar, apoia a bengala no lugar onde sentou e passa a apenas observar a menina que respirava com dificuldade e tinha seu corpo inteiro pálido.
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  Não demora muito para seus olhos lentamente se abrirem, dando uma expressão no rosto sem cor. Sorri.
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  - É difícil ver pessoas terminais sorrirem.
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  - Não há nada mais para se fazer além disso. - ela responde a afirmação do pai, que concorda com a cabeça.
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  - Como está se sentindo?
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  - Tirando o cansaço, feliz. - sua voz era fraca e falhava de tempo em tempo. - Você?
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  - Bem.
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  - Que bom. - e volta a fechar os olhos. - Minha mãe... Ela...
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  - Não.
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  - Eu desconfiava.
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  - Você é boa com percepção.
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  - Eu geralmente sou.
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  House balança a cabeça confirmando e respira fundo, ainda observando a filha.
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  - O que ele está fazendo? - Foreman pergunta para Cameron, Chase e Wilson, que observavam House e %Caroline% do lado de fora do quarto.
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  - Conhecendo a filha. - Wilson responde com um sorriso.
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  - Obrigada. - ela diz e ele inclina a cabeça. - Nem todo mundo nasce para ser pai, sabe... Mas até que para alguém que nunca pensara nisso, você se saiu muito bem.
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  - Não é algo que eu gostaria de saber.
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  - É algo que eu gostaria que soubesse.
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  - Muito bem, então... Obrigado?
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  - Disponha. - ela sorri e encara o pai mais uma vez. - Você pode... - e com uma grande dificuldade levanta a mão para o homem, que olha e levanta a própria, a segurando. Ela sorri mais uma vez e fecha os olhos. - Boa noite, pai.
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  Sua cabeça tomba para o lado e o monitor apita em sinal de parada no coração. House sorri e aperta a mão da filha.
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  - Boa noite, filha. - e arruma sua coberta, antes de se levantar e sair do quarto, encontrando com os quatro o encarando. - Hora de morte - olha em seu próprio relógio -, quatro e quarenta e cinco da manhã. - e se afasta dos quatro, que desviam o olhar para a menina que agora não mais abriria os olhos.
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