Craving Joanna – O Começo


Escrita porNathara Sant'anna
Revisada/Editada por Natashia Kitamura


Capítulo único

JOANNA

  Ok! O tempo em Manchester superou todas as expectativas, estava completamente cinzento e úmido. Meu cabelo já estava sentindo todos os efeitos da garoa, e minha franja já não estava mais tão certinha; ajeitei os fios e puxei o ar, tentando acalmar o turbilhão de sentimentos dentro do meu peito.
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  Eu estava de volta. E dessa vez era para ficar.
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  Passar pela Manchester High School for Girls na vinda para o centro de treinamento me fez sentir uma nostalgia imensa. Eu cresci nessa cidade e, principalmente, nos corredores do estádio do Manchester FC enquanto meu pai brilhava em campo. Mas ele se aposentou cedo, por conta de uma maldita lesão no joelho provocada por uma entrada de um jogador argentino, e acabamos nos mudando para Londres.
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  Eu amava futebol de uma forma que jamais conseguiria explicar e esse com certeza foi um dos motivos por eu ter deixado Londres para trás assim que meu pai recebeu a proposta de ser técnico do Manchester Athletic.
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  Não era meu time de coração, mas eu queria apoiá-lo nessa nova etapa da sua vida. Eu já tinha toda a minha independência financeira e podia trabalhar em qualquer parte do mundo, por isso não foi uma escolha dolorosa.
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  Papai tinha sido bem categórico quando disse para eu ficar em Londres, mas eu conhecia minha mãe, ela estava surtando, então eu precisava ser o apoio dela, ainda mas quando mamãe escutou da boca do meu pai que estava vindo para o Manchester Athletic e recusando uma proposta do Manchester FC por causa de uma única pessoa.
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  Harry Fletcher.
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  Enquanto meu pai estava trancado com a diretoria acertando os últimos detalhes do contrato, decidi andar um pouco pelo local. Mas para minha surpresa, o CT era um labirinto gigante e acabei me perdendo.
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  Maravilha.
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  Recado para mim mesma: nunca ande por um lugar onde você não conhece nada, porra!
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  Apertei o passo, olhando de um lado para o outro na esperança de encontrar alguém para me indicar o caminho certo, mas parecia que todo mundo tinha sumido. Tiro meu celular do bolso. Duas e meia. Merda, meu pai vai ficar muito decepcionado se eu não estiver na sua apresentação para o time. Então sigo até a porta mais a frente, rezando para encontrar alguém. Ao invés disso, dei de cara com a academia do CT que, diga-se de passagem, era gigante e perfeitamente equipada.
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  Algumas pessoas treinavam no espaço, e a música, um hip hop, ecoava pelo local.
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  Pensei em dar meia volta e sair, mas algo chamou minha atenção, ou melhor, alguém.
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  Harry Fletcher estava correndo na esteira. Ele usava um short preto de treino, deixando seus músculos bem aparentes. O suor brilhava sobre a sua pele bronzeada. Os gominhos da sua barriga estavam perfeitamente desenhados, como se tivesse sido esculpido. Fletcher era alto, imponente, com o cabelo castanho cortado bem curto e o rosto sem barba. Eu não lembrava dele ser tão gato assim, ou talvez, eu não tenha dado uma boa olhada nele por ser do time rival.
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  Essa era uma boa chance.
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  Balanço a cabeça, tentando dissipar minhas ideias.
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  Eu costumava levar a torcida para o meu time muito a sério, e quase sempre sentia antipatia pelos nossos adversários.
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  Harry desligou a esteira, e conforme o aparelho foi perdendo a intensidade, ele começou a limpar o suor do seu rosto.
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  Tento lembrar do meu pai falando sobre ele. Fletcher tinha sido vendido do time espanhol onde costumava jogar para o Manchester Athletic faz uns seis meses, o desempenho dele nessa temporada estava acima do normal e claramente se tornou o queridinho da torcida, mas mesmo assim eu não tinha muitas lembranças dele no time anterior, muito menos entendia essa paixão que meu pai sentia por ele e que o fez recusar uma proposta tentadora para o time que ele jogou por anos.
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  Harry me olha. Fui pega no flagra. Sim, admito que estava secando ele um pouquinho, mas um pouquinho.
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  Seus olhos castanhos pareciam encarar minha alma, e foram deslizando lentamente de cima para baixo, me avaliando. Faço o mesmo com ele.
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  — Lugar errado, Sunshine.
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  A voz dele era um sotaque britânico arrastado e calmo.
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  — Talvez sim, talvez não.
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  Cruzo meus braços e ergui o queixo, sustentando seu olhar.
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  — A visitação fica do outro lado, esse espaço é destinado apenas para a equipe.
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  Reviro meus olhos. Ele estava com um sorriso de lado que começava a me incomodar.
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  — Não estou aqui para visitações. — Espera, por que eu estava me explicando para ele? — E pelo que sei do seu cronograma, os jogadores deveriam estar indo para o auditório recepcionar o novo técnico.
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  — O novo técnico? — Ele inclinou a cabeça para o lado, sem deixar que o sorriso sumisse dos lábios uma única vez. — Acho que ele pode esperar, estou em um bom momento agora.
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  Harry deu um passo para mais perto de mim.
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  Que ódio. Ele estava cheiroso até mesmo depois de correr.
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  — Bem engraçadinho. — Dou um passo para trás.
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  — Vou precisar de um nome, Sunshine. Não tem como eu ficar chamando você assim o tempo todo, tenho um perfil para sustentar.
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  Mordo meus lábios, reprimindo a vontade de rir.
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  — Joanna…
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  Harry deu mais um passo, eliminando a distância entre nós. Ele ergueu a mão e pegou uma mecha do meu cabelo.
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  — Por favor, me diga que é natural. — Sua voz rouca se sobressai, me fazendo engolir em seco.
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  Vamos lá, geralmente eu não tinha nenhum interesse por jogadores de futebol. Sabia muito bem como a maioria era e o que eles faziam, por isso nunca me envolvi com um, mas pelo amor de Deus, Harry Fletcher conseguia deixar uma pessoa com água na boca apenas com palavras e gestos.
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  — Meu cabelo? — Perguntei, confusa.
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  — Sim…
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  Ele sorriu.
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  — Bom… — Pigarreio, me forçando a focar no que realmente interessava. — É natural, mas sabe quem não vai achar natural a estrela do time estar dando em cima da sua filha?
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  — Quem?
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  — Meu pai, seu treinador.
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   O sorriso dele sumiu na hora, e seus olhos se arregalaram levemente, acompanhando de uma careta que ele faz.
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  — Puta que pariu.
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  Harry se afasta rapidamente, bem no momento que meu celular vibra.
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  Papai: Ei, querida! Estou indo para o auditório, onde você está?
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  Xingo baixinho. Pensei que meu pai faria uma coletiva de imprensa antes de se apresentar para o time, mas acho que ele inverteu as coisas.
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  Eu precisava sair rápido, e de quebra fazer o menino dos olhos do meu pai estar presente.
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  — É melhor você correr, Fletcher. — Eu disse, mostrando o celular antes de guardá-lo no bolso. — Meu pai odeia atrasos, e de verdade, você não quer começar com o pé esquerdo com ele.
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  A careta que Harry fez foi impagável. Ele olhou para mim, depois para a porta e de volta para mim. Os olhos arregalados.
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  — Caralho! Você é filha do Carlos Rogério… — Ele gaguejou.
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  — Exatamente. — Sorri, dando de ombros. Já estava acostumada com a fama do meu pai. E principalmente, com as pessoas chocadas pelo nosso parentesco.
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  Bem… Meu pai sendo brasileiro e tals, e minha mãe britânica chama um pouco de atenção, ainda mais quando eu não puxei quase nada da família do papai.
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  — É sério, Fletcher. Não decepcione meu pai, ele estava muito ansioso para conhecer o time completo.
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  Virei as costas e sai sem dar tempo para ele me responder.
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  Enquanto caminhava para o lado de fora, consegui ouvir uma movimentação de passos apressados. Provavelmente ele estava correndo contra o tempo, o que deixava tudo mais engraçado.
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  Olhei de relance pela janela, lá fora a chuva parecia ter aumentado um pouco.
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  Suspiro.
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  Levaria um tempo para eu ir para casa, mas tudo bem, no momento meu foco tinha se desviado para um certo camisa dez do Manchester Athletic e como seria interessante vê-lo jogar, apesar de silenciosamente torcer para o Manchester FC.
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HARRY

  Eu continuei parado onde estava, meus pés fincados no chão, assistindo Joanna se afastar.
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  Droga.
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  Ela tem uma bunda e tanto.
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  A porta se fechou atrás dela com um baque, e só então percebi que encarava o espaço que Joanna tinha deixado vago.
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  Fechei a boca, recuperando minha postura.
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  — Puta que pariu. — Murmurei para o completo nada, sentindo meu estômago revirar.
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  Carlos Rogério Silva.
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  O cara era uma lenda viva. Para os brasileiros, ele era um Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Kaká; para nós, um David Beckham, Wayne Rooney, Sir Bobby Charlton…
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  Eu cresci acompanhando a carreira do Carlos, meus pais cansaram de sair de Stourbridge para me levar pra Manchester, encarando uma viagem de quase três horas apenas para que eu pudesse ver meu ídolo jogar. Foi durante uma dessas viagens que eu disse para os meus pais que queria ser jogador de futebol. No início eles deram risada, mas lembro de falar que eu faria valer a pena, e hoje meu pai e minha mãe sabem muito bem disso.
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  Passei horas assistindo aos jogos dele, cada passe, cada cobrança de falta… Me propus a ser que nem ele, mas como uma versão de mim mesmo. E valeu a pena cada segundo. Hoje eu sou o camisa dez, não do meu time do coração, mas de um time que dá valor para quem sou. E um dos motivos que me deixou muito mais empenhado nos últimos dias e ainda mais ansioso para essa temporada era a chance de poder trabalhar de perto com meu ídolo.
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  E aí cai a ficha de que passei os últimos minutos flertando com a filha dele.
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  Solto uma gargalhada nervosa, só de pensar nisso.
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  Eu não era um stalker, e Carlos é uma pessoa que não pública muito nas redes sociais, ele é um exímio low profile. Claro que eu sabia que ele tinha uma única filha, mas não associei a pessoa ao nome e vice-versa.
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  Fiquei chocado, tenho que admitir.
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  Olhei para o relógio, faltavam poucos minutos para ele ser apresentado formalmente. O pânico subiu pela minha espinha. Quando disse para Joanna que ele não se importaria com o meu atraso, falei brincando. Porque eu me importava em não chegar atrasado na apresentação do cara.
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  Corri para dentro do vestiário, sem tempo de tomar um banho e coloquei minha roupa. Nós tínhamos sido instruídos a pelo menos usar a camiseta do time. Acredito que eles iriam bater uma foto oficial para postar nas redes sociais, então pego uma das blusas que eu tinha dentro da minha bolsa e a visto.
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  Saí da academia voando. O som dos meus passos ecoando pelos corredores do CT. Eu tinha que chegar a tempo. Não pegaria bem o Carlos estar lá e eu entrar depois; ele era a estrela, não eu.
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  Chegando mais perto do auditório, ajeito a minha camisa com as mãos um pouco trêmulas. Sim, eu estava nervoso para conhecer, ou melhor, falar de perto com o nosso treinador.
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  Abro a porta e me surpreendo com o local cheio. Parecia que todos os dirigentes tinham vindo com seus familiares para esse momento. Aceno para Oliver, que estava sentado mais adiante com os rapazes, e vou até ele.
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  Não demora muito para Carlos Rogério aparecer. Ele fica de pé, perto do palco, vestindo um terno escuro e conversando com algumas pessoas que estavam ao seu lado.
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  O tempo só fez bem para ele.
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  Mas o que me chama a atenção é ela. Meus olhos voam direto em sua direção.
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  Joanna estava ao lado de uma mulher extremamente arrumada, segurando o celular e olhando para o pai. O sorriso em seu rosto a deixava ainda mais perfeita.
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  Nossos olhares se cruzam.
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  Porra! Ela arqueou uma das sobrancelhas para mim, como se estivesse me desafiando. Mas o quê?
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  Engoli em seco.
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  Puta merda. Eu estava desejando Joanna, a filha do meu treinador.
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  N/A: Hello! Hello!
  Não consegui me segurar, eu precisava liberar essa oneshot para apresentar para vocês um dos meus casais favoritos. E ele só surgiu por influência do nosso querido Jude Bellingham.
  Mas já vou avisando para vocês, a história do Harry e da Joanna irá ser escrita daqui alguns meses. Primeiro estou finalizando os dois projetos pendentes para então focar cem por cento nessa história.
  Espero que tenham gostado dessa prévia.
  Nós vemos em breve.
  Ahh e pra quem é fã de Mcfly, vai entender as referências na história.
  Beijos.

Capítulo único
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Natashia Kitamura

Eu não posso acreditar que você vai me fazer esperar meses para saber dessa tretaaaaaaaaaaa!!!! AAAAAAAAAAA!
Juro, to surtando porque já associei um monte de gente/série só com esse comecinho kkkkk frenemies to lovers? Enemies? Muito ciúme? Hahahahahha ai caraca, não demora para aquecer esse meu coraçãozinho com mais dessa história, to animadíssimaaa!

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